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Notícias, matérias e especiais sobre Educação. Confira as últimas notícias da Educação no Último Segundo - iG.




iG São Paulo

Oito opções de licenciatura serão oferecidas por EAD. Inscrições abrem dia 4 de outubro

A Universidade de Brasília (UnB) vai realizar vestibular para preencher 1.105 vagas em oito cursos de licenciatura na modalidade de Educação a Distância (EAD). As graduações em EAD fazem parte do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) do Ministério da Educação e as aulas serão ministradas pela UnB. As vagas são em Artes Visuais (150), Teatro (125), Música (100), Biologia (80), Educação Física (240), Geografia (160), Letras (100) e Pedagogia (150).

A UnB aceitará inscrições para o vestibular da EAD entre 4 e 21 de outubro no site www.cespe.unb.br/vestibular/uab_licenciatura2010. A taxa é de R$ 50. No momento da inscrição, o candidato deve optar pelo curso e por uma dentre as 13 cidades, em sete Estados, onde realizará as provas. As localidades oferecidas são os polos de apoio presencial dos cursos para realização de atividades presenciais obrigatórias, como avaliações e aulas práticas, encontros e tutorias.

As cidades com polo de apoio presencial da UAB/UnB são: Piritiba (BA), Anápolis (GO), Alexânia (GO), Goiás (GO), Posse (GO), Ipatinga (MG), Buritis (MG), Barra do Bugres (MT), Primavera do Leste (MT), Duas Estradas (PB), Barretos (SP), Itapetininga (SP) e Palmas (TO).

A prova objetiva e a redação estão previstas para serem aplicadas no dia 18 de dezembro, segundo o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB), que organizará o processo seletivo. Os cursos de Licenciatura em Música e Teatro exigem prova prática, que ocorrerá na data provável de 16 de dezembro. Haverá, também, na data provável de 17 de dezembro, prova de habilidades específicas para estes cursos e para o de Artes Visuais, este último incluindo apresentação de currículo e portfólio.

Serviço:

Vestibular Universidade Aberta do Brasil (UAB)/Universidade de Brasília (UnB) para cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância
Vagas: 1.105
Inscrições: de 4 a 21 de outubro
Taxa: R$ 50
Provas: 16 de dezembro, prova prática para os cursos de Música e Teatro, 17 de dezembro, prova de habilidade específica para os cursos de Música, Teatro e Artes Visuais, prova objetiva e redação para candidatos de todos os cursos, 18 de dezembro (datas prováveis, sujeitas à alteração)
 

iG São Paulo

Mateus Prado irá comentar o Enem, vestibulares e o ensino brasileiro

O portal iG estreia nesta quinta-feira a coluna de Mateus Prado, que trará textos e análises sobre educação, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vestibulares, aprendizagem e ensino. Mateus Prado é autor de livros didáticos, presidente nacional do Instituto Henfil para Promoção e Acesso a Educação e à Cultura e trabalha com educação há 14 anos.

Formado em Sociologia e Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP), Prado foi professor de História do Brasil e História Geral de vários cursinhos universitários e é consultor educacional em áreas relacionadas à preparação dos educandos para o Enem e para o Ensino Superior. O colunista estuda o Enem desde 1998 e é especialista no assunto.

Em sua coluna no iG, Prado pretende ?desmitificar a educação?. ?Somente estar na sala de aula não é o suficiente, acumular conteúdo também não. As capacidades cognitivas é que são importantes na escola?, afirma.

Prado é um defensor do Enem. Avalia que o exame é ferramenta fundamental para induzir mudanças no ensino médio. Para o especialista, com uma prova diferente, as escolas vão mudar seus currículos. ?Devemos basear o conhecimento nos quatro pilares da educação, defendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU): aprender a conhecer (gostar de aprender), aprender a fazer (resolver problemas), aprender a ser (ter capacidade de desenvolver projetos de vida) e aprender a conviver (respeitar a diversidade)?, afirma.

Veja todas as colunas de Mateus Prado aqui.
 

Agência Brasil

Estudantes brasileiros conquistaram duas medalhas de ouro e duas de prata, sendo o maior destaque entre 21 participantes

O Brasil conquistou o primeiro lugar na 25ª edição da Olimpíada Ibero-Americana de Matemática, em Assunção, Paraguai. Com duas medalhas de ouro e duas de prata, o País foi o maior destaque entre 21 participantes. O estudante Marcelo Tadeu de Sá Oliveira Sales, de Salvador, que atualmente mora e estuda em São Paulo, obteve o maior número de pontos na competição. A outra medalha de ouro ficou com Deborah Barbosa Alves, de São Paulo.

O catarinense Gustavo Empinotti, que estuda em São Paulo, e Matheus Secco Torres da Silva, do Rio de Janeiro, conquistaram medalhas de prata.

A olimpíada é disputada desde 1985. Os objetivos principais da competição são fortalecer e estimular o estudo da matemática, contribuir para o desenvolvimento científico da comunidade ibero-americana, identificar jovens talentos e incentivar a troca de experiências entre os participantes.

iG São Paulo

São 85,1 mil vagas para Ensino Médio e 88 cursos técnicos profissionalizantes no Estado de São Paulo

As inscrições para o Vestibulinho das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o 1º semestre de 2011 estarão abertas a partir de amanhã até 22 de outubro. O exame será no dia 21de novembro e selecionará 85,1 mil alunos, 19.193 para o Ensino Médio e 65.919 para os cursos técnicos com duração de um ano e meio. 

O processo seletivo vai oferecer 4.991 vagas a mais do que o ano passado. Do total, 56.308 são destinadas às 191 Etecs e às 34 classes descentralizadas (unidades que funcionam com um ou mais cursos em parceria com prefeituras ou empresas, sob a administração de uma Etec) ? esse número inclui as 2.002 vagas oferecidas na modalidade semipresencial por meio do Telecurso TEC para as 51 turmas de 31 Etecs.

As 9.611 vagas restantes são para o convênio firmado entre o Centro Paula Souza, órgão da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo responsável pelo ensino técnico e tecnológico a e a Prefeitura de São Paulo. Serão 8.236 vagas para cursos técnicos em salas de 106 escolas estaduais e 1.375 em 22 Centros Educacionais Unificados (CEUs) da Capital. As aulas serão noturnas, ministradas por professores das Etecs.

Cursos novos

Entre os 88 cursos técnicos oferecidos, 7 são inéditos: Administração Integrado ao Ensino Médio em São Paulo, Votuporanga, e Santana de Parnaíba; Celulose e Papel, em Campinas e Ilha Solteira; Dança Esportiva, em Osvaldo Cruz; Informática Integrado ao Ensino Médio, em Catanduva, Mococa, São Caetano do Sul e Americana; Informática para Internet Integrado ao Ensino Médio em Espírito Santo do Pinhal e Mogi Mirim; Química Integrado ao Ensino Médio, em Santo André; e Serviço de Restaurante e Bar em São Roque.

Para concorrer a uma das vagas do Vestibulinho para o Ensino Médio, o candidato dever ter concluído o Ensino Fundamental. Os que pretendem fazer o Ensino Técnico, precisam ter concluído ou estar cursando a partir do 2º ano do Ensino Médio.

Há um Sistema de Pontuação Acrescida que concede bônus de 3% a estudantes que se declarem afrodescendentes e de 10% a oriundos da rede pública. Caso o aluno se enquadre nas duas situações, obtém 13% de bônus. As inscrições são feitas pelo site www.vestibulinhoetec.com.br e custam R$ 25. Outras informações pelos telefones (11) 3471-4071 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-772 2829.
 

iG São Paulo

Estudantes têm até hoje, 30 de setembro, para se inscrever. Enem é obrigatório e valerá um terço da nota final

As inscrições para o vestibular misto 2011 da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que seleciona estudantes para sete cursos se encerram nesta quinta-feira, 30 de setembro. As inscrições devem ser feitas pelo site http://vestibular.unifesp.br e a taxa custa R$ 80,00.

Os cursos oferecidos pelo vestibular são: Ciências Biológicas, Engenharia Química, Letras, Enfermagem, Ciências Biológicas - modalidade médica, Fonoaudiologia e Medicina. É obrigatória a participação de todos os candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, pois neste sistema, o exame contará como fase objetiva e valerá um terço da nota final.

O candidato deverá assinalar na ficha de inscrição até duas opções de curso e a cidade onde pretende realizar as provas (Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba). As provas serão realizadas nos dias 16 e 17 de dezembro de 2010, com duração de quatro horas cada, das 14h às 18h, e irão cobrar conhecimentos em Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Redação e Conhecimentos Específicos para cada curso. O local de realização das provas será divulgado posteriormente no site http://vestibular.unifesp.br e pelo Disque Vunesp ? (11) 3874-6300 de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Para os candidatos dos cursos do campus Diadema e São Paulo, a prova constará de 20 questões de natureza analítico-expositiva sobre Língua Inglesa, Biologia, Química, Física e Matemática, sendo cinco questões para cada disciplina. Para os candidatos aos cursos do campus Guarulhos, a prova constará de 15 questões analítico-expositivas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Geografia e História, com cinco questões para cada disciplina. Neste campus os candidatos também poderão optar pela Língua Francesa ao invés de Inglês.

A nota final será a média aritmética simples das notas obtidas nos dois dias de prova, mais a nota da parte objetiva do Enem 2010, convertida em uma escala de 0 a 100. A divulgação da primeira lista de chamada dos candidatos convocados para matrícula será no dia 09 de fevereiro de 2011.

Os demais cursos de graduação oferecidos pela Unifesp vão utilizar apenas o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como processo seletivo.

Mais informações sobre o vestibular Unifesp 2010 poderão ser encontradas no site: http://www.unifesp.br e no Manual do Candidato.

Cotas

Os candidatos que se inscreverem no Vestibular 2011 da UNIFESP concorrerão inicialmente pelo Sistema Universal. Para candidatos que optarem pelo sistema de cotas e se autodeclararem com cor de pele ou raça preta, parda ou indígena e tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas, são oferecidas 10% a mais de vagas em cada curso.

O candidato que deseja concorrer às vagas pelo sistema de cotas destinado aos que tenham cor de pele preta, parda ou indígena (classificação adotada pelo IBGE) e tenham cursado o ensino médio integralmente em escola pública (municipal, estadual ou federal), deverá selecionar o código dessa opção na ficha de inscrição, preencher e assinar a autodeclaração. Candidato que não tenha a cor de pele preta, parda ou indígena, mas que tenha cursado o ensino médio exclusivamente em escola pública, poderá, na inscrição, declarar esta condição, para ser convocado para matrícula, caso haja vagas remanescentes pela falta de classificados no Sistema de Cotas. Se esgotados os classificados, as vagas remanescentes do Sistema de Cotas serão destinadas aos demais candidatos, ainda não convocados pelo Sistema Universal.


 

Cinthia Rodrigues e Marina Morena Costa, iG São Paulo

Curso da UFRGS, avaliado com conceito mais alto pela Capes, atrai os melhores do País

A expressão virou lugar comum, mas em poucos casos cabe tão bem: nunca antes na história do País uma pós-graduação da área de Artes recebeu da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) o conceito máximo, 7. A nota foi dada ao programa de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

?Estamos trabalhando há 22 anos e agora conseguimos amadurecimento para nos equiparar aos melhores pares internacionais?, afirma o coordenador da área, Celso Loureiro Chaves. Segundo ele, a nota é resultado de um trabalho de inserção da música na academia e na sociedade. ?Conseguimos nos internacionalizar, já formamos quadros que iniciam núcleos de pesquisa em outras regiões do país e, principalmente, temos uma preocupação social nas nossas pesquisas, que evidenciam a importância da arte na vida.?

A escalada nas notas da Capes já atraía para a UFRGS os melhores do País. A doutoranda Stefanie Freitas, por exemplo, se mudou de Pernambuco para o Rio Grande do Sul para fazer o mestrado em 2007. ?Depois de me formar, entrei no site da Capes e pesquisei o melhor curso de pós em Música, que era o da UFRGS ? na época com conceito 6, mas já o melhor do Brasil?, lembra a pianista, que concluiu o curso em 2009, exatamente no triênio que viria a ser avaliado com a nota máxima.

Stefanie escolheu um pianista conterrâneo para pesquisar, Marlos Nobre. A tese de mestrado consistia em analisar as influências do compositor, tanto da música brasileira, como do húngaro Bartók, inspiração de Nobre. ?Busquei entender como os elementos da composição se tornavam uma linguagem própria de Marlos Nobre. Identifiquei ritmos brasileiros, como o frevo e o maracatu, a música de rua do carnaval de recife e com alguns elementos da canção folclórica húngara?, relata.

Para Stefanie, a excelência do curso de Música da UFRGS transparece na produção artística e intelectual, tanto do corpo discente como do docente. ?Aqui a tese é defendida com uma dissertação e a apresentação de dois recitais públicos. Eles avaliam a produção intelectual e a artística, e as duas têm igual valor?, destaca.

A paranaense Daniela Tsi Gerber tem uma história parecida. Professora de música em Curitiba, ela foi para Porto Alegre atrás da melhor pós-graduação do país e hoje faz o doutorado na UFRGS sobre a memorização de pianistas. Ela espera que o conceito máximo ajude a mudar a visão de artes que os brasileiros têm. ?Quando falo que faço doutorado em música, todo mundo se espanta e pensa que é fácil, que é lazer. Como se não demandasse esforço, entrega, pesquisa e não fosse tão importante quanto Medicina, Direito, etc?, diz.
 

Cinthia Rodrigues e Marina Morena Costa, iG São Paulo

Áreas de ciências agrárias e biológicas estão entre as que mais aparecem com nota máxima na avaliação da Capes

Eles são minoria, mas existem. Entre os 2.718 programas de pós-graduação brasileiros, 4,1% receberam conceito máximo, 7, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e são considerados referência mundial em suas áreas. São seletos 112 grupos de 22 instituições (veja mapa abaixo) em que as pesquisas de mestrado e doutorado são aguardadas com expectativa pelos pares acadêmicos ? e os estudantes, pelo mercado de trabalho.

Apesar de pequeno, o grupo que forma a nata da pesquisa brasileira é maior do que o dos 75 programas que poderão ser fechados por não atingirem o mínimo necessário. A excelência identificada na última avaliação também cresceu em relação ao triênio anterior, em que apenas 3,6% dos programas receberam 7.

Setores que possuem grande demanda por novos produtos no País, como ciências agrárias e médicas, estão entre os que mais aparecem. ?A ciência brasileira teve origem na área da saúde e da biologia, com a criação do Jardim Botânico no Rio, em 1808. Cerca de 50 anos depois foi criada a primeira escola de agronomia da América do Sul, no recôncavo baiano. Temos tradição nessas áreas?, destaca Helena Nader, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

?Não por coincidência são setores em que o Brasil é extremamente competitivo?, afirma o coordenador de Agrárias da Capes, Moacir Pasqual. ?A base do conhecimento em qualquer setor é a pós-graduação, que fornece tanto professores quanto resulta em descobertas científicas?, explica.

Alguns dos programas pioneiros em suas áreas de atuação fazem parte da lista de melhores do País. É o caso do de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), criado há 42 anos e que recebe a nota mais alta da Capes desde a primeira avaliação em 1976. Só no último triênio avaliado, o grupo publicou 375 artigos científicos e conseguiu 19 patentes.

Biodiversidade e problemas brasileiros baseiam teses

Muitos dos estudos se beneficiam da biodiversidade nacional, como por exemplo a toxina anti-hipertensiva que foi identificada no veneno do escorpião amarelo e reproduzida em laboratório pelos pesquisadores do programa. ?O Brasil proíbe a patente de produtos naturais, mas uma vez sintetizada em laboratório, a molécula tem grande potencial?, afirma a coordenadora do programa Maria Elena de Lima Perez Garcia.

Outra área em que o Brasil tem excelência é a de pesquisas em doenças tropicais. Rafael Polidoro, de 25 anos, concluiu o mestrado em Bioquímica e Imunologia na UFMG neste ano com uma pesquisa sobre a criação de uma vacina contra a doença de Chagas usando o vírus Influenza e o Adenovírus. ?A doença de Chagas não tem vacina e o tratamento é muito limitado, só funciona nas primeiras semanas. Pode ser um medicamento interessante para países em desenvolvimento e áreas rurais?, relata Polidoro, que agora cursa doutorado no mesmo programa e dá continuidade à pesquisa testando a vacina em camundongos. De acordo com o especialista, a doença tem alta incidência no Vale do Jequitinhonha, no sul da Bahia, e em países da América Latina, como o México.

Admitem-se doutores

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), também obteve nota 7 em três programas, um deles Genética e Melhoramento de Plantas, existe desde 1964. Segundo o vice-coordenador, José Baldin Pinheiro, a fama internacional dos cursos de mestrado e doutorado dali corre o mundo e há demanda por profissionais que chegam de empresas de diferentes países. ?É comum pedirem indicação de recém-formados?, conta.

Este ano, o programa chegou à 800ª tese. O estudo, sobre fatores de combinações de cana-de-açúcar realizado pela engenheira agrônoma Maria Marta Pastina, é o primeiro da unidade inteiramente publicado em inglês por conta da participação de instituições européias. ?Isso facilita a pesquisa de outros acadêmicos que estão interessados nos resultados?, afirma a aluna.

Outros veteranos entre os melhores são os programas de Ciência de Alimentos e de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp), em São Paulo. Para a coordenadora geral da pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos, Helena Teixeira Godoy, o Brasil tem mais chances de ser referência nesta área do que em outras porque entrou na corrida menos atrasado. ?Há cursos de humanas que tem 500 anos ou até mais nas principais instituições do mundo e, portanto, fica difícil termos o mesmo volume de pesquisas novas aqui. Mas a nossa área surgiu há cerca de 50 anos na Europa e já existe há mais de 30 na Unicamp?, analisa.

Teses que podem mudar o que consumimos

Um dos doutorados concluídos no triênio, para dar um exemplo, pode mudar o padrão do leite que chega aos supermercados. A maior parte do gado leiteiro recebe medicamentos preventivos ou mesmo para tratamento que acabam deixando resíduos no produto que chega aos consumidores. A longo prazo, isso pode gerar uma resistência a antibióticos nas pessoas e, quando elas precisarem de remédio, não obterão o resultado esperado. Por isso, a aluna Mariem Rodrigues criou um método de análise do leite, que pode ser usado para controlar a quantidade de resíduo dos produtos. ?É algo que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está analisando para adotar?, comenta Godoy, que orientou a tese.

Segundo ela, outros trabalhos avaliam as propriedades de alimentos, muitos deles produtos específicos de certas regiões do País. ?Nós temos o que a maioria não tem: matéria prima. Isso deveria facilitar muito nossos ensaios, embora a gente ainda encontre muitos produtos pesquisados lá fora?, afirma.

Avaliação incentiva pesquisa no País

A expansão da pós-graduação e a avaliação da Capes foram fundamentais para o salto de qualidade da pesquisa brasileira. Para a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, as metas da Capes fizeram as universidades avançarem. ?Aumentamos o número de trabalhos e melhoramos a qualidade e a quantidade de citações dos trabalhos brasileiros. Na década de 1970 publicávamos 100 artigos ao ano, hoje estamos com 37 mil?, enfatiza Helena. ?O próximo salto é converter essa ciência de impacto, reconhecida internacionalmente, em inovação e tecnologia.?
 

iG São Paulo

IG elaborou ferramenta que apresenta a avaliação realizada pela Capes dos mestrados e doutorados brasileiros

A cada três anos, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) realiza uma avaliação dos cursos de mestrado e doutorado do País. Os resultados da análise feita em 2010 de 2.718 programas ? que incluem 4.099 cursos de mestrado, doutorado e, às vezes, mestrados profissionais ? podem ser consultados em ferramenta criada pelo iG.

Cada programa recebe uma nota de 1 a 7, sendo que as notas 1 e 2 descredenciam os cursos. A avaliação 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade, 4 é dada a um programa com bom desempenho e 5 é a nota atribuída para um nível muito bom. As notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão internacional.

Receberam notas 1 e 2 este ano 75 programas, que não estão na lista publicada abaixo. O Capes não divulgou os nomes dos mestrados e doutorados mal avaliados, porque as universidades têm um prazo para apresentar recurso antes de os cursos serem descredenciados. Já no topo da relação estão 112 programas, espalhados em 22 universidades, com a nota máxima: 7.
 

iG São Paulo

Série de espetáculos aborda a música de forma didática e lúdica. Projeto já foi visto por 50 mil pessoas

A partir desta quarta-feira (29), o CEU Butantã apresenta uma série de oito espetáculos musicais gratuitos com enfoque pedagógico. O projeto ?Ouvir para Crescer? trará ao palco da unidade grupos musicais que irão interagir com o público. Serão distribuídos materiais didáticos para os professores trabalharem a música em sala de aula, aprofundando os temas dos espetáculos.

As apresentações serão realizadas de forma interativa ? comandadas pelo ator José Rubens Chachá e pelo músico João Cuca ?, fazendo com que o público descubra a linguagem musical por elementos básicos como ?pulso? e ?som? até construções harmônicas mais complexas. Diversos grupos musicais participam do programa, entre eles: Barbatuques, Meninos do Morumbi, André Mehmari Trio e Cia Ópera São Paulo.

História da música, características do som, ritmo, gêneros e formações musicais são alguns dos conceitos e dos temas que serão passados à plateia durante todo o ?Ouvir para Crescer?.

Apresentando em cidades do interior de São Paulo, como Matão, Alumínio, Araras, Caçapava, Catanduva, Itapeva e Salto, o programa já foi visto por mais de 50 mil pessoas. O projeto é uma Iniciativa da Sociedade de Cultura Artística e da RVA Cultural em parceria com o Departamento Regional de Educação do Butantã (DRE-Butantã).

Veja a programação do ?Ouvir pra Crescer?:

- Barbatuques ? 29 de setembro (quarta) / Tema - Pulso: o tempo na música
- Grupo Comboio - 06 de outubro (quarta) / Tema - Som: a matéria prima da música
- Meninos do Morumbi ? 20 de outubro (quarta) / Tema - Ritmo: quando o tempo vira arte
- Saxomania - 27 de outubro (quarta) / Tema - Melodia e Harmonia: cada nota em seu lugar
- Octeto de Câmara da USP - 03 de novembro (quarta) / Tema - Gêneros musicais: música erudita
- André Mehmari Trio - 11 de novembro (quinta) / Tema - Gêneros musicais: música popular
- Cia Ópera São Paulo - 17 de novembro (quarta) / Tema - Ópera: a música agregando artes
- Orquestra Sinfônica de Barra Mansa ? 24 de novembro (quarta) / Tema - Grandes Formações: música para ser regida

Serviço:
Projeto Ouvir para Crescer
Apresentação: José Rubens Chachá e João Cuca
Local: CEU Butantã
Endereço: Av. Eng Heitor Antônio Eiras Garcia, 1890
Horário: quartas-feiras - 19h30
Primeira apresentação: quarta-feira, 29 de setembro

 

iG Brasília

Candidatos precisam de certificado na avaliação, que será em novembro, para concorrer a vagas em cursos como arquitetura e artes

A Universidade de Brasília (UnB) abrirá, a partir da próxima terça-feira, inscrições para a Certificação de Habilidades Específicas. O documento é exigido dos candidatos que concorrerão a vagas no vestibular para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas (bacharelado/licenciatura), artes plásticas (bacharelado/licenciatura), desenho industrial, educação artística: música (licenciatura) e música (licenciatura e bacharelado). Os candidatos têm até 2 de novembro para se inscrever.

Os interessados devem se inscrever somente pelo site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da UnB (Cespe). A taxa é de R$ 20. O tipo de avaliação exigida depende de cada área. Há testes escritos, práticos, provas gráficas, entrevistas e apresentações de portfólio. Quem não for considerado apto nessas provas não pode assumir a vaga no curso pretendido, mesmo que seja aprovado no vestibular. 

As provas estão marcadas para 27 e 29 de novembro. O certificado tem validade de dois anos para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes plásticas e desenho industrial e de um ano para educação artística: música e música (licenciatura/bacharelado).


iG São Paulo

Competição de Resolução de Casos será na Faculdade de Economia e Administração e é aberta a estudantes de todo o país

Estão abertas as inscrições para a 14ª Competição de Resolução de Casos realizada pela Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP que dará R$ 15 mil em prêmios às equipes vencedoras. Na  disputa, 60 equipes de universitários terão como desafio resolver um caso empresarial em 72 horas e apresentar a melhor solução. O evento é aberto a estudantes de qualquer graduação de todo o país e a inscrição é grátuita

As equipes serão divididas nas categorias Júnior (1º ao 4º semestre da faculdade) e Sênior (do 5º semestre em diante). A competição começa no dia 14 de outubro e se encerra no dia 27, quando serão apresentadas as últimas resoluções e anunciados os vencedores. Os prêmios são de R$ 8 mil para o primeiro colocado da categoria Sênior, 4 mil para o segundo e 1,5 mil para o terceiro. O primeiro colocado da categoria Júnior ganha um prêmio de 1,5 mil reais.

O evento será realizado na própria FEA, na Cidade Universitária. As soluções apresentadas serão julgadas por uma banca avaliadora composta por professores de diversas faculdades de negócios do Brasil e executivos da empresa patrocinadora McKinsey&Company.

A platéia também concorre a prêmios. Após assistirem à apresentação das resoluções dos finalistas, os expectadores poderão apostar seus pontos virtuais (cada um receberá 1000 pontos) em quem pensam que ganhará. O maior lance único e correto ganhará um curso de Excel.

A disputa pretende possibilitar aos estudantes de graduação a aplicação dos conhecimentos acadêmicos através da resolução de um desafio empresarial, real ou fictício, proposto pelo concurso. Os alunos têm a oportunidade de desenvolver diversas competências consideradas essenciais para o sucesso pessoal, profissional e acadêmico. As equipes também terão estreito contato com profissionais da consultoria estratégica McKinsey&Company. Em 2009, a décima edição do evento foi finalista do XIII Prêmio da Qualidade.

Inscrições pelo site www.competicaodecasos.com.br. O prazo para se inscrever vai até 6 de outubro e se houver mais de 60 inscrições serão validadas as primeiras que preencherem o total de vagas.

 

AE

Disfunção neurológica que provoca desempenho ruim em cálculos é de difícil diagnóstico

Imagine um jogo de futebol entre Corinthians e Guarani no Estádio Pacaembu, em São Paulo. Quem entra no estádio é capaz de perceber claramente que a torcida do Timão é maioria nas arquibancadas. Mas saber distinguir qual é a maior ou a menor parcela do público pode não ser tão simples para quem tem discalculia, uma disfunção neurológica caracterizada pela dificuldade de resolver cálculos matemáticos e pela falta de noção de quantidades.

Na reta final do ano letivo, esse tipo de transtorno, de difícil diagnóstico, pode estar por trás do desempenho ruim do estudante na matemática ? a má performance escolar, porém, pode ser influenciada por inúmeros fatores.

Para saber a dimensão atual da população brasileira atingida pela discalculia, o psicólogo Pedro Pinheiro Chagas, pesquisador do Laboratório de Neurologia do Desenvolvimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordena desde 2008 um estudo sobre a prevalência da disfunção no Brasil. "Ainda existem poucas pesquisas sobre o tema no País, ao contrário do que ocorre com a dislexia (distúrbio relacionado à linguagem), área do conhecimento que já evoluiu bastante", afirma.

Para o cientista político Alexandre Barros, de 68 anos, que descobriu ser discalcúlico aos 55, a dislexia é mais conhecida e tratada porque as pessoas vivem de palavras. "De certa maneira, é mais fácil esconder a dificuldade com números do que com a linguagem", diz.

Especialistas concordam que o diagnóstico do distúrbio é muito complexo e que depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar. Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, explica que a discalculia é genética e acompanha o indivíduo durante toda a vida.

Segundo o neurologista Luiz Celso Pereira Vilanova, professor da Universidade Federal de São Paulo, é comum que a discalculia esteja associada a outros distúrbios, como a dislexia e o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). "É mais raro ter apenas a dificuldade com os cálculos matemáticos. Estudos apontam a incidência de uma em cada 40 mil pessoas", afirma.

As informações são do Jornal da Tarde.


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