AFP O vazamento de petróleo no Golfo do México é produto de uma "enorme falha" da política pública americana de várias décadas, afirmou nesta terça-feira um membro da Comissão Presidencial Independente de Investigação. Em 20 de abril ocorreu uma explosão na plataforma Deepwater Horizon que deixou 11 operários da BP mortos e causou, dois dias depois, o naufrágio da estrutura e o vazamento contínuo de petróleo durante mais de três meses. "Sejamos claros, isso representa uma enorme falha repartida de política pública", completou, no segundo e último dia de audiências de funcionários, legisladores, técnicos e cientistas organizada pela Comissão. A pessoa nomeada pelo presidente Barack Obama para coordenar a recuperação da costa do Golfo do México, o secretário da Marinha, Ray Mabus, disse que grande parte dos danos será reparada com o dinheiro das multas imputadas à petroleira BP. As multas vão de 1.100 dólares por barril derramado até 4.300 dólares por barril, caso for provada negligência. Isso quer dizer que a empresa britânica deverá pagar em torno de 17,6 bilhões de dólares pelos 4,9 milhões de barris (780 milhões de litros) derramados no Golfo do México. A mancha de óleo atingiu duramente a economia local, afetando pescadores e comerciantes da região. Segundo uma pesquisa do instituto Gallup publicada nesta terça-feira, mais de 25% dos habitantes do Golfo do México afirma sofrer de depressão desde o vazamento de petróleo. A pesquisa foi realizada mediante 2.598 entrevistas entre 2 de janeiro e 6 de agosto, entre habitantes de 25 condados próximos ao Golfo do México em Louisiana.
"As causas desse desastre remontam de várias décadas e podem ser atribuídas a todos: Estado Federal, indústria, Casa Branca, Congresso, republicanos e democratas", disse o ex-senador e governador democrata da Flórida, Bob Graham, vice-presidente da Comissão criada pelo presidente Barack Obama para levar luz sobre as circunstâncias da pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos.
28/09/2010 08:01 PM
EFE Os projetos procedentes da República Tcheca, Polônia e Hungria conquistaram os primeiros prêmios da 22ª edição do concurso da União Europeia (UE) para jovens cientistas, que começou no dia 26 de setembro e terminou hoje em Lisboa, informou a organização.
O júri, composto por 18 cientistas renomados, avaliou também o trabalho sobre a utilização do fungo Aspergillus Níger para tratamento de tintas, do brasileiro William Lopes, que obteve o prêmio Internacional, dedicado ao melhor entre os países não pertencentes aos 27 estados-membros da UE.
Os vencedores, que embolsarão 7 mil euros cada, foram o projeto tcheco sobre as nanopartículas de CO2 - aplicável na pesquisa de armazenamento dos gases efeito estufa -, o polonês com um estudo sobre as formigas cinerea e o húngaro sobre educação científica.
"Jovens como estes contribuem para moldar o futuro e acho que estamos em boas mãos", declarou a comissária europeia para Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan Quinn na cerimônia de encerramento.
Após quatro dias, o museu da Eletricidade da capital portuguesa acolheu 85 projetos de 124 jovens, entre 14 e 21 anos, provenientes de 37 países, 27 da UE e dez convidados, entre eles Brasil, Estados Unidos, Canadá, Israel e China.
Entre os latinos-americanos, se destacou o brasileiro Lopes, um jovem pesquisador de 20 anos, natural de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). Seu projeto premiado sobre utilização do fungo Aspergillus níger tem como objetivo baratear o processo de coloração de tecidos e de couro e foi bem-recebido pelo público. "É uma iniciativa amiga do meio ambiente e mais barata. Já existem várias empresas interessadas", disse Lopes à Agência Efe.
O concurso de Jovens Cientistas da UE, impulsionado pela Comissão Europeia (CE-órgão executivo da UE), começou em 1989 e visa promover a cooperação internacional e estimular novos talentos.
28/09/2010 07:49 PM
Reuters Foto: Getty Images O presidente peruano, Alan García, exigiu na segunda-feira que a Universidade de Yale devolva tesouros arqueológicos que seus pesquisadores "saquearem" da região de Machu Picchu no início dos anos 1900. O Peru diz que a universidade levou cerca de 40 mil objetos, incluindo cerâmicas, jóias e ossos do local nos Andes peruanos. "Ou chegamos a um entendimento sobre... Machu Picchu, ou simplesmente teremos que chamá-los de saqueadores de tesouros", disse García, referindo-se à Universidade de Yale. Os artefatos foram enviados para fora do Peru depois que um graduado de Yale, o explorador norte-americano Hiram Bingham, redescobriu Machu Picchu em 1911. O país argumenta que os objetos foram emprestados à universidade por 18 meses mas nunca foram devolvidos. "Agora é a hora para começar a embalar as coisas e enviá-las de volta junto com a pesquisa... O silêncio indicaria que são culpados do roubo", disse García. Na época da descoberta de Bingham, a antiga cidade, hoje um ponto turístico, estava esquecida, coberta de densas florestas nas montanhas, a cerca de 2.400 metros de altitude. O Peru tem centenas de sítios arqueológicos espalhados pelo país e vem enfrentando dificuldades há anos para combater o tráfico de fósseis e artefatos. 
28/09/2010 07:19 PM
Alessandro Greco, especial para o iG Foto: Reprodução A cena clássica de um videogame na qual o jogador atira, mata e morre na velocidade de um clique muitas vezes causa desgosto em seus pais, que não veem nada de útil nas ações e reações ?selvagens? do filho na telinha. Mas uma pesquisa publicada recentemente pela revista Current Biology mostra que jogar videogames de ação pode sim ter efeitos benéficos na vida dos jovens. O trabalho, liderado por Daphne Bavelier, atualmente na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, fez testes visuais e auditivos com jovens de 18 a 25 anos que não eram jogadores usuais de videogames. Eles foram separados em dois grupos. Um deles jogou 50 horas dos games de ação Call of Duty e Unreal Tournament e o outro jogou o game de estratégia The Sims 2. Após o treino, os dois grupos realizaram uma tarefa visual e outra auditiva. Na tarefa visual, eles tinham de olhar para uma tela, analisar o que estava acontecendo e responder a uma questão o mais rápido possível (por exemplo, se um grupo de pontos movendo-se aleatoriamente estava indo na média para a esquerda ou para a direita). Algo semelhante foi feito no caso auditivo. ?Descobrimos que nas duas tarefas os que jogaram videogames de ação tomaram as decisões mais rapidamente e com o mesmo nível de precisão que os que jogaram o game de estratégia?, disse ao iG o psicólogo C. Shawn Green, um dos autores do estudo. O resultado percentual mostrou que os jogadores de Call of Duty e Unreal Tournament eram 25% mais rápidos do que seus pares que ficaram com The Sims. Ao cruzar os dados com um modelo neural, os pesquisadores descobriram que eles poderiam ser explicados se fossem fruto de uma maior habilidade por parte dos jogadores de videogame em realizar algo chamado inferência probabilística. ?Em essência, cada pequeno som/ponto [visual] estava dizendo mais sobre a resposta correta [para os jogadores de Call of Duty do que o mesmo som/ponto [visual] estava dizendo para os jogadores de Sims?, explica Shawn. Segundo os pesquisadores é a primeira vez que se faz esse tipo de ligação entre videogames de ação e inferência probabilística. A relação poderá ser usada no futuro para treinar pessoas a tomarem decisões mais rapidamente de forma precisa no dia a dia, o que pode fazer toda a diferença em situações em que velocidade e precisão são fundamentais, como um cirurgião na sala de operações ou de um soldado em um campo de batalha.
28/09/2010 04:26 PM
AFP Foto: Getty Images Mais de um quinto das espécies de plantas do mundo corre o risco de se extinguir, uma tendência com efeitos potencialmente catastróficos para a vida na Terra. Foi o que revelou o estudo, realizado por Royal Botanic Gardens, em conjunto com o Museu de História Natural, em Londres, e com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O estudo pretende estabelecer as "linhas gerais" dos futuros esforços de preservação. No estudo, os pesquisadores avaliaram cerca de quatro mil espécies, das quais 22% foram classificadas em risco, especialmente nas florestas tropicais.
Stephen Hopper, diretor do Royal Botanic Gardens em Kew, Londres, disse que o relatório sobre a perda de plantas foi o mapeamento mais preciso já feito sobre a ameaça para as estimadas 380 mil espécies de plantas do planeta.
"Este estudo confirma o que nós já suspeitávamos: que plantas estão sob ameaça e que a principal causa é a perda de hábitat pelas mãos do homem", disse Hopper no lançamento da chamada Sampled Red List Index.
"Não podemos nos sentar e observar o desaparecimento das espécies de plantas. Elas são a base de toda a vida na Terra, fornecendo ar limpo, água, comida e combustível. Toda a vida animal depende dela, assim como nós", acrescentou Hopper.
O estudo é publicado antes da reunião, em Nagoia, no Japão, entre 18 e 29 de outubro, quando membros da Convenção da Biodiversidade, das Nações Unidas, estabelecerão novas metas para salvar as espécies ameaçadas.
Craig Hilton-Taylor, da IUCN, disse esperar que o encontro de Nagoia estabeleça uma meta para se evitar a extinção de quaisquer espécies ameaçadas até 2020.
"Queremos nos assegurar de que as plantas não serão esquecidas", afirmou.
As plantas estão mais ameaçadas do que as aves, tão ameaçadas quanto os mamíferos e menos do que os anfíbios e os corais, destacou a pesquisa. Os , grupo de plantas que inclui os pinheiros, estão entre os mais ameaçados.
O maior perigo é representado pela perda de hábitat provocada pelo homem, a maioria a conversão de hábitats naturais para cultivo e criação de gado. A atividade humana responde por 81% das ameaças, disse o pesquisador do Kew, Neil Brummitt.
Mamíferos
Enquanto isso, um estudo realizado por dois autores australianos demonstrou que menos espécies de mamíferos do que o que se pensava podem se extinguir, especialmente aquelas ameaçadas por perda de hábitat.
Diana Fisher e Simon Blomberg, da Universidade de Queensland, disseram ter identificado 187 mamíferos que estiveram "perdidos" desde 1500, 67 espécies das quais foram reencontradas. Seu artigo foi publicado no periódico Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, revista da Academia de Ciências britânica.
"A extinção é difícil de detectar", ressaltou o estudo. "Espécies com grandes vácuos em seus registros de avistamento, o que as torna passíveis de ser consideradas extintas, frequentemente são redescobertas".
Os mamíferos afetados por perda de hábitat eram "muito mais propensos a ser desclassificados como extintos" do que aqueles afetados por predadores ou enfermidades introduzidos ou por sobrecaça. Consequentemente, impactos de perda de hábitat ou extinção provavelmente foram superestimados, especialmente no que diz respeito a espécies introduzidas", acrescentou.
Os autores disseram que esforços para caçar mamíferos extintos devem ser desviados das tentativas frequentemente infrutíferas para redescobrir espécies "carismáticas", como o lobo-da-austrália, um marsupial carnívoro, considerado o último exemplar morreu em 1936 na Tasmânia.
Na semana passada, os conservacionistas anunciaram que duas espécies de um sapo africano e de uma salamandra mexicana, que se temia estarem extintos no século passado, foram reencontrados por equipes de cientistas que exploravam lugares remotos, às vezes colocando-se em grande risco.
28/09/2010 03:35 PM
AE Uma queimada para renovação de pasto no Pantanal de Mato Grosso do Sul carbonizou um número ainda não estimado de ninhos com filhotes de araras, papagaios, periquitos e maritacas, que nesta época do ano estão nos primeiros dias de vida. Também morreram queimados cobras e lagartos, segundo disseram hoje soldados da Polícia Militar Ambiental (PMA), em uma área de 2.240 hectares consumida pelo fogo.
A labareda que deveria queimar o capim seco de uma área limitada ficou sem controle na Fazenda Boa Vista, situada no município de Rio Negro, e alcançou outras propriedades rurais. A maior destruição da fauna e da flora aconteceu nas áreas de preservação ambiental permanente.
O proprietário da Fazenda Boa Vista, Joel Alcântara Mattos, recebeu multa de R$ 1,9 milhão correspondente à queimada. Segundo a PMA, essa é a maior multa aplicada a uma única ocorrência do gênero no Estado.
Apesar disso, pequenos e grandes produtores rurais continuam cometendo crimes ambientais. Um deles foi Sebastião Alexandrino, de 49 anos, morador do Assentamento São Gabriel, em Corumbá, no Pantanal. Ele estava estocando madeira de aroeira e piúva, retirada do local e já transformada em 17 postes, tábuas e lascas para cercas de arame farpado.
28/09/2010 02:58 PM
BBC Brasil A fase de testes do equipamento está sendo concluída. Com ele, deficientes físicos podem andar com as pernas mecânicas, controlando os movimentos por meio de botões. As pernas têm seis motores: nos tornozelos, nos joelhos e na cintura. Depois que ele é acoplado ao corpo, o usuário pode escolher o tamanho da passada e a velocidade. Saito trabalha na máquina há dez anos. O mais difícil, segundo ele, foi obter o equilíbrio, de forma que a pessoa pudesse andar sem tropeços. Para resolver o problema, Saito trabalhou com uma empresa de autopeças. O arquiteto Takanori Kato participa dos testes há três anos. Paralisado da cintura para baixo por causa de um acidente de snowboard, Kato já consegue andar 500 metros. A expectativa da equipe é começar a alugar o equipamento para hospitais do Japão dentro de um ano. O protótipo permitirá, inclusive, a realização de movimentos complexos como subir e descer escadas.
O médico japonês Eiichi Saito afirma que o primeiro par de pernas robóticas capaz de fazer pessoas paralisadas da cintura para baixo voltarem a andar deve ficar pronto em dezembro.
28/09/2010 02:49 PM
AE Pesquisadores americanos descobriram que uma proteína que regula o relógio biológico de mamíferos também está relacionada à síntese de glicose no fígado durante períodos de jejum prolongado. A descoberta, publicada na revista Nature Medicine, ajuda a entender a relação entre privação de sono e distúrbios metabólicos, como obesidade e diabete, abrindo caminho para novas estratégias terapêuticas.
Quando ficamos muito tempo sem alimento, o organismo mantém a taxa de glicose no sangue estável e garante energia aos órgãos graças a um processo chamado gluconeogênese (síntese de glicose a partir de gordura ou das proteínas dos músculos). Os cientistas descobriram agora que esse mecanismo é regulado por uma proteína chamada criptocromo. Em experiências com ratos, foi possível reduzir a glicemia dos animais ao controlar os níveis de criptocromo no fígado.
?Acredito que estamos descobrindo novas formas de tratar o diabete tipo 2. Mas ainda estamos em um estágio muito inicial?, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo Steve Kay, diretor do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade da Califórnia e coordenador do estudo. ?Serão necessários pelo menos dez anos até se tornarem viáveis os testes clínicos.? Para Kay, o aumento na incidência de doenças como obesidade e diabete está intimamente relacionado ao estilo de vida moderno, que impede um padrão regular de sono.
O criptocromo foi inicialmente conhecido pelos cientistas como substância-chave na regulação do relógio biológico das plantas. Depois, descobriu-se que tem a mesma função nos mamíferos. Mas seu papel na regulação da produção de glicose no fígado foi uma surpresa para a equipe de pesquisadores.
Sono irregular
Diversos estudos mostram que pessoas que sofrem privação de sono tendem a se tornar mais obesas e diabéticas ao longo dos anos, mas ninguém sabia como a alteração no relógio biológico prejudicava o metabolismo, afirma Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo. ?Essa proteína parece ser o link, mas é precoce afirmar que não há outros mecanismos envolvidos.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
28/09/2010 12:43 PM
iG São Paulo Arqueólogos gregos descobriram um antigo esqueleto coberto de ouro em um túmulo no sul da ilha de Creta. Stampolidis Nicholas disse que a sepultura que data do século 7 aC continha mais de 3.000 peças de ouro. Os pequenos ornamentos, de quatro centímetros de comprimento, foram costurados sobre um manto luxuoso, quase que completamente apodrecido e que aparentemente foi usado para envolver o corpo de uma mulher. Stampolidis disse ainda a descoberta, perto da antiga cidade de Eleutherna em Creta central, é única no mundo grego. O túmulo também continha uma bacia de cobre, cerâmica, vidros de perfume, centenas de contas feitas de âmbar, cristais, louças de barro e também um pingente de ouro.
(com informações da AP)
28/09/2010 12:03 PM
National Geographic Foto: National Geographic A Mão de Fátima tem a silhueta ainda mais evidente com a incidência dos raios do pôr-do-sol. A formação rochosa que lembra uma mão elevada ao céu fica próxima a cidade de Hombori, em Mali. A torre mais alta se eleva por 610 metros a partir do chão do deserto
28/09/2010 11:10 AM
BBC Brasil Chito faz shows para turistas, nos quais conversa e brinca com o perigoso réptil de mais de cinco metros de comprimento como se fosse com um cão de estimação. De acordo com o pescador, há duas décadas, mesmo contra a vontade do irmão, ele alimentou e tratou do animal ferido, que passou a não aceitar comida de mais ninguém. Hoje, Chito conta que até dorme ao lado do bicho. No início, ele ainda teria tentado soltar Pocho no rio, mas o animal sempre voltava. Há quatro anos, amigos, impressionados com o relacionamento entre o pescador e o crocodilo, sugeriram que ele iniciasse essas apresentações para o público. A ideia deu certo e hoje atrai turistas de vários países.
Há 20 anos, o pescador Chito encontrou o crocodilo Pocho à beira da morte em um rio na Costa Rica. Hoje, são amigos praticamente inseparáveis.
28/09/2010 10:28 AM
EFE O programa espacial chinês acelera os preparativos para lançar sua segunda sonda lunar, a "Chang E II", que será lançada no próximo dia 1º, sexta-feira, no 61º aniversário da fundação da República Popular da China, caso as condições meteorológicas permitam, informou a imprensa estatal nesta terça. O lançamento será realizado no mesmo local de onde partiu sua antecessora, a "Chang E I": a base de Xichang, na província de Sichuan (sudoeste do país), segundo destacou o jornal "China Daily". O tempo nublado e chuvoso na zona pode atrasar o lançamento, embora os meteorologistas prevejam dias ensolarados a partir de quinta-feira, dia 30. Como no lançamento anterior, as agências de viagem locais buscam fazer negócio oferecendo por 800 iuanes (cerca de US$ 119) um tour a uma zona a três quilômetros da base para acompanhar o lançamento. A segunda sonda lunar chinesa testará novas técnicas de alunissagem e vai tirar fotos de alta resolução da superfície do satélite natural. Além disso, entrará na órbita lunar com maior rapidez que seu antecessor, que demorou 13 dias terrestres a chegar (o "Chang E II" o fará em cinco) e orbitará mais perto, a 100 quilômetros, contra 200 do "Chang E I". O "Chang E I", que tirou as primeiras imagens chinesas da Lua, foi lançado em 24 de outubro de 2007, e encerrou sua missão em 1º de março de 2009, quando caiu no solo lunar. O programa espacial chinês trabalha fundamentalmente em dois programas: o de voos tripulados (já realizou três) e o de prospecção lunar, que prevê a primeira alunissagem de uma sonda chinesa sem astronautas em 2013 e a primeira coleta de pedras em 2017. Os dois programas poderiam convergir em 2025, quando algumas fontes próximas ao programa espacial chinês assinalam que o país deve enviar seus primeiros astronautas à Lua.
28/09/2010 10:12 AM


