WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Saiba o que acontece no Mundo. Acompanhe as últimas notícias internacionais no Último Segundo - iG.




BBC Brasil

Para chanceler brasileiro, tomada de decisões do órgão por cinco países não é bom para o mundo

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira que o modo atual de tomada de decisões no Conselho de Segurança da ONU, com a participação de apenas cinco países, ?não é bom para o mundo?.

?Não é possível um Conselho de Segurança, com cinco membros permanentes em que as decisões são negociadas entre eles, muitas vezes em troca até de outras vantagens ou isenções. Isso não é bom para o mundo?, disse o ministro, em Nova York, ao ser questionado sobre a possibilidade de reformas no órgão.

O Brasil é membro rotativo do órgão, sem direito a veto, mas busca uma vaga permanente e defende a necessidade de reformas que permitam a participação de mais países nas decisões.

?Haver uma maior diversidade é melhor. E quando você pensa nessa diversidade, o nome do Brasil vem à mente de qualquer um?, afirmou o ministro, que participa da 65ª Sessão da Assembleia Geral da ONU.

O ministro disse que não se trata de uma ?candidatura? ou ?demanda? do Brasil para obter uma vaga permanente e que ?muitos outros países? querem uma contribuição brasileira. ?Não se trata de o Brasil querer um lugar no Conselho. O Brasil acha que pode contribuir sim. Muitos outros países também acham e querem o envolvimento do Brasil em outras situações?, afirmou.

Política externa

Segundo Amorim, a atividade mais intensa da política externa brasileira e a postura independente nos últimos anos fez aumentar a ?consciência de que o Brasil pode ajudar?.

O ministro afirmou que o tema da reforma do Conselho de Segurança ? tratado em várias reuniões ao longo da programação da Assembleia Geral ? voltou a estar presente por vários motivos, entre eles as recentes mudanças na governança global na área econômica.

A ideia é que o aumento da importância de países emergentes, como o Brasil, que ganharam mais espaço após a crise econômica mundial, deveria também se refletir na área política.

?Há também uma percepção de que o Conselho de Segurança, em muitos assuntos, está perdendo legitimidade, muitas decisões acabarão não sendo seguidas?, disse o ministro. ?Não por nós, que continuaremos a respeitar as decisões do Conselho de Segurança mesmo quando não concordamos com elas. Mas outros países já têm tido visões diferentes?.

Irã

Em junho deste ano, o Conselho de Segurança aprovou uma quarta rodada de sanções contra o Irã, para pressionar o governo iraniano a interromper seu programa de enriquecimento de urânio. O Brasil votou contra as sanções, mas disse que vai adotá-las, por seguir as decisões do órgão.

Nesta terça-feira, Amorim se reuniu em Nova York com o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki. No encontro, o chanceler voltou a falar sobre o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento sob acusação de adultério e de assassinato.

?Falei com ele (Mottaki). Ele sabe do nosso interesse, não preciso a cada vez repetir tudo o que já foi dito?, afirmou Amorim. ?Ele disse que o caso ainda não está finalizado, que ainda há um processo judicial em andamento. Tem várias instâncias. O que eu deduzo é que a hipótese do apedrejamento estaria afastada porque aquele julgamento ficou superado por outros?, acrescentou.

Decisão

Nesta terça-feira, o governo iraniano disse que não há uma decisão final sobre o caso de Ashtiani, que provocou comoção internacional e protestos de várias organizações de direitos humanos por causa da pena de morte por apedrejamento.

O Brasil chegou a oferecer asilo a Ashtiani, pedido negado pelo governo iraniano.

?O interesse nosso é poupar vidas. O Brasil é contra a pena de morte, em qualquer lugar do mundo. (...) Obviamente o caso do apedrejamento, por um fato que no Brasil não é considerado crime (adultério), chamou mais ainda a atenção", disse o ministro

Amorim disse ainda ter conversado tanto com Mottaki quanto com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre o caso de dois jovens americanos presos no Irã desde o ano passado, sob acusação de espionagem.

Uma terceira americana presa com os dois jovens, Sarah Shourd, foi libertada pelo Irã há duas semanas. Em Nova York, Shourd se reuniu com Amorim para agradecer a ajuda do Brasil em sua libertação e, posteriormente, com Ahmadinejad.

?Manifestei o apreço pelo fato de o presidente Ahmadinejad ter encontrado Sarah Shourd e a mãe dela. E manifestei expectativa de que possa haver outros encontros e que eles possam ter uma boa solução?, afirmou Amorim.

Oriente Médio

O ministro disse ainda que o Brasil está ?muito preocupado? com a situação no Oriente Médio e acompanha com atenção as negociações de paz. ?Nós temos a preocupação que não tenha havido uma extensão nítida e clara da moratória sobre assentamentos?, afirmou.

A suspensão de novas construções em assentamentos judaicos em territórios palestinos é uma das condições impostas pela Autoridade Palestina para negociar a paz com Israel. O prazo de suspensão expirou no domingo e não foi ampliado por Israel, como pediam os palestinos.  As negociações diretas entre os dois lados estavam rompidas desde 2008 e foram retomadas no início deste mês.

?Acho que o que mais ajudaria (as negociações de paz) nesse momento exato é um sinal claro de que os assentamentos não continuarão?, disse Amorim.

EFE

Desafio de presidente venezuelano para referendo que teste sua popularidade foi rejeitado por oposição

Foto: AFP

Líderes opositores venezuelanos pediram nesta terça-feira ao presidente Hugo Chávez que "vire a página" após as eleições legislativas do último domingo e faça um chamado a todos os setores do país para trabalhar "unidos" pelo bem da Venezuela.

Dois dias depois das eleições parlamentares, membros da Mesa de Unidade Democrática (MUD) ressaltaram que, apesar de o governo ter obtido mais deputados, essa coalizão opositora conseguiu obter a maioria dos votos nacionais, uma ideia que já foi rejeitada e qualificada de "mentirosa" por Chávez.

O governo conseguiu 98 das 165 cadeiras da Assembleia Nacional e, com isso, manteve a maioria parlamentar que ostenta desde 2005, mas perdeu o controle que tinha na Câmara, enquanto a oposição elegeu 65 deputados no domingo.

"Com todo respeito, presidente, vire a página. Ainda há dois anos pela frente (de mandato de Chávez). Todos querem que dedique seu esforço e seu tempo para unir a Venezuela. Deixemos o mau humor, o despeito", declarou o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles Radonski, em discurso à imprensa.
Segundo Capriles, o presidente venezuelano "não quer" entender os resultados das eleições nas quais, segundo ele, "o povo mostrou que quer mudança" no governo do país.

O governador destacou que o "avanço" da oposição em Miranda - onde tanto governo quanto oposição elegeram seis deputados - e em todo o país não ficou plenamente evidenciado nos resultados e acrescentou que a lei eleitoral vigente "não representa" fielmente "a proporcionalidade de voto".

"Em todas as partes do mundo dois e dois são quatro, menos na Venezuela", disse o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, em um ato junto aos três deputados opositores escolhidos pelo Distrito Capital, onde o Governo obteve outras sete cadeiras.

Socialismo

Ledezma destacou que os resultados das eleições demonstram que o presidente venezuelano e promotor do socialismo do século 21 "está ficando sem o povo".

"Se ele não quiser aceitar o resultado como uma derrota, que o aceite como uma lição", acrescentou Ledezma, para quem após a vitória de domingo "começa a luta" para que os setores opositores consigam "ganhar o respeito e a confiança de todos os venezuelanos".

Na noite de segunda-feira, Chávez defendeu a "sólida vitória" do seu Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) nas parlamentares, e qualificou de "mentirosa" a afirmação da oposição de que obteve mais votos que o governo a nível nacional.

O presidente venezuelano também defendeu o sistema de eleição do país em seu conjunto e disse que "o eleitoral é um dos poderes do Estado que mais se consolidou" nos últimos anos.

Desafio

Ledezma e Capriles ignoraram o desafio lançado por Chávez à oposição para que convoque um referendo revogatório para ver se podem tirá-lo da Presidência antes do final de seu terceiro mandato consecutivo, que termina em 2012.

O governador de Miranda destacou que a oposição "não vai perder nem um minuto com isso", pois o importante agora "é se dedicar a trabalhar" pelo país. "Não nos convide para outro confronto, convide-nos para trabalharmos juntos contra a crise dos hospitais, de insegurança, da habitação. Comece a trabalhar pelo país", disse Ledezma.

Os dois opositores também descartaram centrar as atenções para as eleições presidenciais de 2012.
"Eu só asseguro que a alternativa democrática terá uma candidatura unitária que será invencível em 2012", declarou Ledezma.

Por sua vez, Capriles, apresentado ontem pelo dirigente do partido Primeiro Justiça, Julio Borges, como aspirante às próximas eleições presidenciais, afirmou que não é "nem candidato, nem pré-candidato".

"Este não é o momento". E quando chegar o momento de escolher o candidato "isso deveria ser feito por eleições primárias", acrescentou.

AFP

Segundo porta-voz de ex-presidente americano, Carter deve retomar atividades de divulgação de seu último livro na quarta-feira

O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, de 85 anos, hospitalizado nesta terça-feira em Cleveland, Ohio, depois sofrer um mal-estar estomacal durante um voo, está bem e deverá retomar suas atividades nesta semana.

"Por recomendação de seu médico, o presidente Carter passará a noite no Hospital Health Metro de Cleveland para descansar e deve retomar a viagem de promoção de seu livro amanhã (quarta-feira) em Washington", disse seu porta-voz Deanna Congilio.

O ex-presidente democrata (1977-1981), que viaja para promover seu último livro "White House Diary", foi levado para o hospital às 11h30 (12h30 de Brasília) por uma equipe médica que o atendeu assim que seu avião aterrissou, indicou à AFP a porta-voz do aeroporto de Cleveland, Jacqueline Mayo.

Trinta anos depois de ter saído da Casa Branca, o ex-presidente democrata Jimmy Carter (1977-1981) tem uma agenda igual ou mais carregada e é onipresente nos meios de comunicação, nos quais cultiva sua imagem de defensor de causas progressistas.


Ao se aproximar de seu 86º aniversário em 1º de outubro, Carter intensifica suas intervenções em assuntos controversos, quebrando uma tradição dos ex-inquilinos da Casa Branca de manter certa discrição.

Em suas recentes declarações, Carter pediu que os Estados Unidos melhorassem suas relações com Irã e Coreia do Norte, criticou o que considera a má vontade de Israel no processo de paz no Oriente Médio, e defendeu firmemente o direito dos muçulmanos de construir uma mesquita nas imediações do Marco Zero, em Nova York.

Reuters

Embora cubanos recebam serviços gratuitos e alguns alimentos fortemente subsidiados, os salários médios de R$ 34 são insuficientes

O governo cubano espera que a drástica eliminação de 500 mil empregos públicos em apenas seis meses permita aumentar os depreciados salários.

"A eliminação das folhas de pagamento infladas, subsídios excessivos e gratuidades indevidas, unida a liberar o Estado de um grupo de atividades, devem permitir o financiamento dos incrementos de salário no futuro imediato", disse o jornal oficial Granma, citando o ministro da Economia, Marino Murillo.

O ministro não deu mais detalhes sobre os planos do governo.

O presidente cubano, Raúl Castro, reconheceu abertamente que os salários que o Estado paga são insuficientes para chegar ao fim do mês.

Raúl tem implementado uma reestruturação profunda do Estado, desfazendo-se de 10% da força trabalhista e ampliando o pequeno setor privado para absorver os trabalhadores excedentes.

Em Cuba, o salário médio é de 420 pesos, ou US$ 20 (R$ 34,18). E, embora os cubanos recebam serviços gratuitos e alguns alimentos fortemente subsidiados, os salários são insuficientes e representam uma das principais reclamações da população.

O governo aposta em criar mais de 400 mil novos empregos no setor privado, até agora muito restrito. Os novos pequenos empresários deverão pagar impostos e contribuir com a previdência social.

EFE

Segundo autoridades, dentro de 15 dias operações poderão ser finalizadas, com instalações e hospitais prontos para atendimento

Os encarregados do resgate dos 33 mineradores soterrados desde 5 de agosto no norte do Chile asseguraram nesta terça-feira que a fase final das operações para retirar os operários da mina San José pode ser iniciada em duas semanas.

"Na próxima semana poderíamos estar em condições de ter todos os elementos necessários para o resgate", disse aos jornalistas o engenheiro André Sougarret, responsável pelas operações de resgate.

O assessor do Ministério do Interior do Chile, Cristian Barra, assegurou que em um prazo de 15 dias as autoridades estarão preparadas para finalizar o resgate "a qualquer momento".

Para isso, estarão prontos o hospital de campanha e as instalações onde os 33 mineradores receberão o primeiro atendimento médico assim que deixarem a jazida, indicou Barra.

O rápido avanço da perfuradora T-130, que alcançou 276 metros no alargamento do conduto de 632 metros na primeira etapa, encurtou o prazo do resgate, embora os especialistas estejam cautelosos.

Em relação aos outros dois planos de resgate que estão em andamento, a perfuradora Strata 950, encarregada do Plano A, chegou a 508 metros de profundidade de um total de 702 que deve avançar para depois alargar o conduto.

A máquina petrolífera RIG 421, o Plano C, única que cava diretamente um túnel de 66 centímetros de diâmetro, estava nesta terça-feira aos 110 metros de profundidade.

É aguardada para os próximos dias a chegada do cabo que será utilizado para içar a cápsula na qual os soterrados serão resgatados. O material vem da Alemanha.

Processo

No fim de agosto, as famílias dos trabalhadores presos na mina no norte do Chile entraram com um processo contra os donos da mina San José e contra o Estado.

Advogados dos familiares afirmam que os inspetores do governo e a companhia dona da mina San José agiram com negligência ao permitir que a mina fosse reaberta há dois anos, apesar de existir temores em relação à segurança das instalações. A mina San José havia sido fechada em 2007, após um acidente que provocou a morte de um mineiro após uma explosão, mas foi reaberta um ano depois.

Além do processo movido, a Justiça chilena também congelou parte dos bens da mineradora San Esteban, proprietária da mina San José. A juíza Mirta Lagos, do Primeiro Juizado de Letras de Copiapó (onde fica a mina), ordenou o congelamento de US$ 1,8 milhão dos donos da mina como medida de precaução, para cobrir possíveis custos de indenizações.

AFP

Segundo instituição, não houve outras vítimas; polícia enviou efetivos para a área em que ocorreram disparos

Um homem armado com um fuzil AK-47 correu nesta terça-feira pelo campus da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, disparando aleatoriamente e se suicidou na biblioteca, sem deixar outras vítimas, segundo informou a instituição.

A polícia enviou efetivos para a área da Universidade do Texas, diante da possibilidade de que haja um segundo suspeito, com base em descrições conflitantes do atirador.

"Foi confirmada a morte da pessoa envolvida no tiroteio desta manhã, no sexto andar da biblioteca Perry-Castaneda, por uma ferida de bala aparentemente causada por ela mesma", afirmou a universidade em um comunicado. "Não foram registrados feridos. As forças da ordem buscam um segundo suspeito. Se você está fora do campus, mantenha-se afastado. Se estiver no campus, feche as portas e não saia do edifício", completou.

Veículos blindados patrulhavam o campus, segundo mostrou a emissora local. Também foram mobilizados cães treinados para detectar bombas, como precaução, informou a polícia.

A Universidade do Texas protagonizou um dos tiroteios mais notórios da história americana.

Em 1966, o estudante Charles Whitman abriu fogo deixando 15 mortos, incluindo sua mulher e mãe, antes de ser morto pela polícia.

iG São Paulo

Ameaça foi feita a partir de telefone público próximo à torre; após ficar fechada por duas horas, a atração turística foi reaberta

Foto: AP

A Torre Eiffel e o parque que a rodeia foram esvaziados nesta terça-feira pela segunda vez em duas semanas após um alerta de bomba, informou um porta-voz do símbolo de Paris.

A ameaça foi feita a partir de um telefone público próximo à torre. Após ficar fechada por duas horas, a atração turística foi reaberta ao público.

Na segunda-feira, a estação ferroviária de Saint Lazare, no centro de Paris, foi esvaziada pela polícia após uma ameaça de bomba. A estação, por onde também passam linhas de metrô, foi esvaziada depois que um pacote suspeito foi identificado. As forças de segurança investigaram o local, mas não encontraram nada que representasse risco, e a estação voltou a funcionar.

No último dia 20, o governo francês afirmou que o risco de um atentado na França aumentou. Por causa disso, o país elevou o nível de sua vigilância antiterrorista Vigipirate, o que representa um maior desdobramento de agentes, sobretudo nos transportes públicos.

"O governo tem como base informações de um país amigo, que indicam que a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) pode cometer um atentado na França", afirmou uma fonte do Ministério do Interior, na ocasião. Segundo uma fonte judicial, a polícia investiga uma informação sobre uma mulher suspeita de planejar um atentado suicida em Paris. De acordo com a emissora RTL, a ameaça do ataque foi detectada pelos serviços de inteligência franceses. A suposta suicida aparentemente provém de meios radicais islâmicos.

Leda Balbino, enviada a Cuba

Marido de cubana entrevistada pelo iG é um dos presos cuja libertação foi acordada entre o governo e a Igreja Católica

Enquanto esperava o momento de finalmente reencontrar-se com seu marido Fidel Suarez Cruz pela primeira vez em sete anos, a cubana Anilei Puentes Varela contou que ele passou todo o tempo de detenção isolado, sem falar com nenhum dos outros detentos. Durante sete anos, as únicas pessoas com quem manteve algum contato foram seus carcereiros.

?Durante esses sete anos meu marido passou em uma solitária, sofreu maus-tratos, pressão psicológica. As condições na prisão são muito duras?, disse Anilei na manhã desta terça-feira de sua casa em Manuel Lazo, em Piñar Del Río, onde esperava a chegada das autoridades para levá-la com seu filho a Havana. Na capital cubana, eles passarão por exames médicos e receberão documentos antes de encontrar-se com Cruz no aeroporto e embarcar para Madri nos próximos dias.

Cruz, que cumpria uma sentença de 20 anos, é um dos três presos cuja libertação e subsequente envio à Espanha foi anunciada na segunda-feira pela Igreja Católica de Cuba. Além dele, serão libertados Horacio Julio Pina Borrego, que cumpria 20 anos, e Alfredo Felipe Fuentes, sentenciado a 26.

Os três fazem parte do grupo de 75 ativistas e líderes da oposição presos na repressão conhecida como a Primavera Negra de 2003. Em julho, o governo comprometeu-se a soltar os 52 representantes do grupo que ainda estão na prisão, e desde julho 39 foram libertados.

Pressão

O acordo para a libertação dos presos foi mediado pela Igreja Católica e pela Espanha em meio ao aumento de pressão internacional sobre Cuba após a morte do preso político Orlando Zapata, em fevereiro. Ele morreu após 84 dias de greve de fome, em que exigia melhores condições na prisão.

Apesar de o governo cubano nem a Igreja Católica explicitarem que a ida à Espanha é uma precondição para a libertação, Anilei afirma que eles não tiveram escolha. ?Não foi nos dada opção além de ir a Madri. É um desterro, mas estamos felizes?, contou.

Depois de chegar à capital espanhola, o casal planeja se mudar com o filho de 7 anos, que tinha apenas 14 dias quando o pai foi preso, para o Canadá. Todo o processo para pedir asilo político ao governo canadense foi feita da Ilha e, segundo Anilei, ?tudo está encaminhado?.

?A Espanha está em más condições econômicas. O Canadá fica mais perto de Cuba e achamos que, ali, teremos mais chance de prosperar e de enviar ajuda para o resto da família que ficará no país?, disse.

Anilei, que faz parte do grupo das Damas de Branco - que lutam para libertar os parentes presos ? sente-se realizada com a libertação. ?Foi um processo muito longo para chegar até aqui, sofremos coerção das forças de segurança, pressão psicológica, maus-tratos. Mas é uma etapa cumprida até que tudo mude?, completou.

France Presse

Cubano disse que os Estados Unidos levarão o mundo à beira da "hecatombe nuclear" se atacarem o Irã

Foto: AP

O líder cubano Fidel Castro pronunciou nesta terça-feira um discurso durante o ato público de comemoração do 50º aniversário dos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), comitês de bairro que fundou para vigiar e defender a revolução.
Perante cerca de 20 mil pessoas, o líder comunista citou trechos de seu discurso na ocasião em que fundou "um sistema de vigilância coletiva revolucionária". "Não hesito em proclamar que cumprimos e vocês continuarão a cumprir com a promessa daquela noite eterna", afirmou Fidel, ao concluir sua intervenção de quase duas horas, entre ovações dos membros dos CDR.

O líder máximo da revolução compareceu ao festejo acompanhado por sua esposa Dalia Soto del Valle, o vice-presidente José Ramón Machado e outros altos dirigentes do governo, mas seu irmão, o presidente Raúl Castro, não compareceu.

Durante o ato, transmitido para toda a ilha, Fidel disse que os Estados Unidos levarão o mundo à beira da "hecatombe nuclear" se atacarem o Irã, e criticou o capitalismo por não ter "moral, decência ou ética".
Sua intervenção desta terça, na qual leu por uma hora e meia e improvisou por 30 minutos, foi a segunda em um ato de grande participação popular ao ar livre desde que reapareceu em julho.

A cerimônia foi realizada em frente ao Museu da Revolução, antigo Palácio Presidencial, onde, em 28 de setembro de 1960, Fidel anunciou a criação dos CDR, em um momento em que o país era abalado por atentados, depois de sua chegada ao poder em 1º de janeiro de 1959.

Considerados os "olhos e os ouvidos da revolução", os CDR são a maior organização de massas da ilha comunista e estão integrados por 8,4 milhões de cubanos maiores de 14 anos, de uma população de 11,2 milhões.

Reuters

Imprensa local afirma que sequestradores pedem US$ 150 mil de resgate

Homens armados sequestraram 15 crianças e adolescentes em um ônibus escolar no Estado nigeriano de Abia, perto da região petrolífera do Delta do Níger, disse a polícia local nesta terça-feira. O incidente ocorreu na manhã de segunda-feira, quando os alunos de enfermagem e ensino primário eram levados para a Escola Internacional Abayi.

"Os sequestradores estão exigindo um resgate da proprietária da escola. É a primeira vez que escolares são sequestrados no Estado de Abia. É bastante lamentável", disse o porta-voz policial Geoffrey Ogbonna à Reuters.

A imprensa local disse que o resgate pedido é de 20 milhões de nairas (US$ 150 mil), e que o paradeiro das crianças e adolescentes é desconhecido. O motorista e um professor também foram levados.

Sequestros de civis nigerianos e de trabalhadores estrangeiros são relativamente comuns na região do Delta, onde atuam milícias que reivindicam maior participação regional nos lucros do petróleo. Há também grande presença de criminosos comuns na região.

 

iG São Paulo

Estado de Oaxaca é um dos mais atingidos pelas fortes chuvas; sete municípios decretaram estado de emergência

Ao menos oito pessoas morreram e 100 estão desaparecidas em deslizamentos de terra que ocorreram nesta terça-feira no Estado de Oaxaca, no sul do México. Na cidade de Santa Maria Tlahuitoltepec, que fica a cerca de quatro horas da capital, a cidade de Oaxaca, ao menos sete pessoas morreram e 100 estão desaparecidas em uma área rural. A oitava vítima, segundo a Associated Press, morreu em um outro deslizamento no Estado.

As chuvas fortes nas montanhas de Oaxaca desestabilizaram o solo ao redor de Santa Maria Tlahuitoltepec Mixe, município com 9 mil habitantes a cerca de quatro horas da capital do Estado, a cidade de Oaxaca. Uma montanha de aproximadamente 200 metros desabou sobre centenas de casas.

De acordo com autoridades mexicanas, o número de mortos pode aumentar em Santa Maria Tlahuitoltepec. As informações, no entanto, estão desencontradas. Enquanto o coordenador de operações da Proteção Civil, Luís Marin, disse que 100 pessoas estão desaparecidas, o governador de Oaxaca, Ulises Ruiz, garantiu à rede de TV Televisa que entre 500 e 1000 pessoas podem ter sido soterradas.
Autoridades disseram que o Exército e equipes de resgate vão demorar para realizar seu trabalho por causa do mau tempo e das dificuldades geográficas. As estradas que chegam ao local foram bloqueadas por outros deslizamentos, e diversos rios transbordaram seus leitos.

?Esperamos chegar a tempo para resgatar essas pessoas?, disse Ruiz, citado pela CNN. Segundo o governador, um avião Hércules viajará em breve ao local levando máquinas pesadas e socorristas para o resgate.

A região tem sido castigada por fortes chuvas nas últimas duas semanas, em especial por causa da tempestade tropical Matthew, que segue parada sobre a área nesta terça-feira. Cerca de 300 milímetros de água caíram nos últimos três dias sobre a região, e a previsão é de mais chuva.

Sete municípios de Oaxaca, uma das regiões mais pobres do México, já decretaram estado de emergência por causa das fortes chuvas.

Na Colômbia, entre 20 e 30 pessoas continuam soterradas no Departamento de Antioquia, no noroeste do país, após um deslizamento de terra ocorrido na segunda-feira em decorrência das fortes chuvas que caíram na região.

Em Honduras, autoridades disseram que quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram por conta das chuvas.

*Com Reuters e AP

Reuters

A imprensa belga disse que a greve foi desencadeada pelo fato de alguns funcionários terem sido transferidos de cidade

Uma greve de controladores de tráfego aéreo levou a Bélgica a suspender os voos em seu espaço aéreo nesta terça-feira, informou a empresa encarregada da segurança aérea no pais, a Belgocontrol.

A Belgocontrol informou que os controladores interromperam o trabalho às 14h (9h em Brasília), mas não deu explicações sobre a paralisação.

Os funcionários anunciaram a greve na noite de segunda-feira, para um período de 24 horas. A Belgocontrol disse estar mantendo conversações com os envolvidos para tentar encerrar depressa o movimento.

Segundo um porta-voz do aeroporto de Bruxelas, cerca de 50 voos de partida e chegada já haviam sido cancelados por causa da paralisação. Em sua página na Internet, o aeroporto informou que o espaço aéreo ficaria fechado pelo menos até as 22h (17h em Brasília).

A imprensa belga disse que a greve foi desencadeada pelo fato de alguns funcionários terem sido transferidos da cidade de Charleroi, no sul, para Bruxelas.


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites PcSaudavel.com TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Tweet Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?

BACK-LINKS and PAGE-RANK WEB DIRECTORY