iG São Paulo A sonda espacial americana Voyager 1, lançada em 1977 desde Cabo Canaveral, completa 12 mil dias no espaço, ou seja, mais de 33 anos. Em 14 de fevereiro de 1990, a Voyager abandonou a missão no sistema solar, mas antes apontou suas câmaras para gravar o que deixava para trás: o Sol e os planetas que giram a seu ao redor. A sonda transmitiu espetaculares fotos do gigantesco e gasoso Júpiter, de Saturno, de Urano e de Netuno. Mas nenhuma das imagens foi tão espetacular como a da Terra, segundo Candy Hansen, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa. Veja o vídeo:
27/09/2010 07:41 PM
AFP Um pesquisador especialista em meio ambiente desmentiu nesta segunda-feira (27) as estimativas do governo americano sobre o vazamento em um poço da BP no Golfo do México, ressaltando que mais da metade do petróleo derramado permanecia nas águas. Grande parte do petróleo derramado evaporou, foi incendiado ou recuperado na superfície, mas o restante, "mais de 50% do material derramado é duradouro, resistente a qualquer dissolução", afirma o oceanógrafo Ian MacDonald em um painel presidencial sobre o vazamento.
"A maior parte está agora enterrada em sedimentos litorâneos e marinhos", ressaltou MacDonald, que acrescentou que há "poucas evidências de que este material se deteriore antes de ser enterrado".
O cientista assegura que cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo -cerca de 400 milhões de litros - ainda estavam presentes no frágil ecossistema, de um total de 4,9 milhões de barris derramados no Golfo.
A análise de MacDonald, um renomado especialista em meio ambiente da Universidade do Estado da Flórida, contrasta com as estatísticas divulgadas pelo governo americano, com as quais havia assegurado que cerca de 75% do petróleo derramado nessas águas havia desaparecido.
No início deste mês, autoridades anunciaram que o poço tinha sido definitivamente tapado, cinco meses depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon da companhia britânica BP, que causou o vazamento.
27/09/2010 05:44 PM
Reuters A Biblioteca Britânica, em Londres, colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes, em mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos. Os manuscritos, disponibilizados gratuitamente no site www.bl.uk/manuscripts, são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2 mil anos de cultura helênica. A biblioteca detém um total de mais de mil manuscritos gregos, mais de 3 mil papiros e uma abrangente coleção de impressos arcaicos gregos. As informações ali presentes interessam a acadêmicos que trabalham com literatura, história, ciência, religião, filosofia e arte do Mediterrâneo Oriental durante os períodos clássico e bizantino. "Isso é exatamente o que todos esperávamos da nova tecnologia, mas raramente tínhamos", disse Mary Beard, professora de cultura clássica da Universidade de Cambridge. "Isso abre um recurso precioso para qualquer um -- do especialista ao curioso -- em qualquer lugar do mundo, gratuitamente." Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodore, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066, e as fábulas de Babrius, descobertas em 1842 no monte Atos, que contêm 123 fábulas de Esopo corrigidas pelo grande acadêmico bizantino Demetrius Triclinius. A iniciativa, financiada pela Fundação Stavros Niarchos, se soma a outros projetos da biblioteca para ampliar a divulgação de documentos antigos, frágeis e raros. Outros projetos digitais incluem um caderno de Leonardo da Vinci, do século 16, e o Codex Sinaiticus, do século 4., contendo a mais antiga cópia completa do Novo Testamento.
27/09/2010 05:06 PM
BBC Brasil Foto: Luigi Folco/The Kamillaers/Divulgação Uma busca realizada com a ferramenta Google Earth levou à descoberta, em um deserto na África, de uma cratera causada por um meteorito, no que está sendo considerado como um dos mais bem preservados locais do gênero já encontrados. A cratera de Kamil, localizada entre a Líbia, o Egito e o Sudão, tem 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade. Após a descoberta, De Michele contatou o físico Mario Di Martino, do observatório do Instituto Nacional de Astrofísica, em Turim, que comandou uma expedição ao local em fevereiro deste ano. Segundo pesquisadores, o buraco foi formado pelo choque de um meteorito ocorrido há não mais de dez mil anos. O corpo celeste, composto de ferro, teria dez toneladas e 1,3 metro de diâmetro, tendo atingido a Terra a uma velocidade superior a 12 mil km/h. Bola de fogo Os estudiosos afirmam que o impacto do meteorito causou uma bola de fogo e uma coluna de fumaça visíveis a mil quilômetros de distância. Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que a cratera passou tando tempo sem ser notada por humanos. "A cratera (...) potencialmente tem menos de alguns milhares de anos. O impacto pode até ter sido observado por humanos, e pesquisas arqueológicas em antigos assentamentos próximos (ao local) podem ajudar a determinar a data", disse Luigi Folco, do Museu Nacional da Antártida, em Siena (Itália), em entrevista ao site da Agência Espacial Europeia. A expedição à cratera de Kamil durou duas semanas e foi formada por 40 pessoas, entre elas cientistas italianos e egípcios. A equipe coletou mais de uma tonelada de fragmentos metálicos, incluindo um pedaço de ferro de 83 kg, que poderia ter se partido do meteorito.
Ela tinha sido localizada em 2008 pelo mineralogista italiano Vincenzo De Michele, enquanto realizava uma busca por formas naturais usando o Google Earth.
27/09/2010 12:06 PM
BBC Brasil Foto: Jeff Overs/BBC As autoridades da Austrália estão procurando um adolescente que "surfou" em uma baleia, segundo notícias veiculadas pela imprensa australiana no final de semana. Uma testemunha na cidade de Albany, no oeste da Austrália, disse ter visto um jovem montar sobre as costas de uma baleia-franca-austral na tarde de sexta-feira da semana passada (24). De acordo com o site australiano ABC, a testemunha fotografou o incidente, mas a polícia decidiu não divulgar a foto enquanto as investigações estão em andamento. Caso seja identificado, o jovem pode receber uma multa de quase US$ 10 mil por perturbar um animal selvagem. As autoridades australianas estão irritadas com o caso. Um dos investigadores chamou o ato de "tolo e inconsequente". Uma baleia-franca-austral chega a medir mais de 18 metros e pode pesar até oito toneladas. Uma pessoa pode até morrer caso seja atingida pela cauda da baleia. As leis ambientais australianas obrigam as pessoas a se manterem no mínimo a 30 metros de mamíferos selvagens como a baleia-franca. 
27/09/2010 11:33 AM
National Geographic Foto: National Geographic Dingos, embora geralmente associado com a Austrália, provavelmente tiveram origem no Sudeste da Ásia e foram introduzidos no país à cerca de 3.000 anos atrás. Este canídeo dourado ou avermelhado- pode viver sozinho (especialmente os jovens do sexo masculino) ou em matilhas de até dez animais. Eles vagam grandes distâncias e se comunicam com uivos de lobo.
27/09/2010 10:52 AM
BBC Brasil Foto: Getty Images Uma pesquisa britânica revelou que um gene defeituoso pode ser a causa das dores de cabeça características da enxaqueca. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a descoberta pode levar a novos tratamentos para a doença. A equipe responsável pela pesquisa, formada por especialistas de diferentes países, utilizou amostras de DNA de pessoas que sofrem da doença e de seus familiares. Segundo o pesquisador da Universidade de Oxford Zameel Cader, que participou do estudo, o gene Tresk estava inativo nos pacientes, o que causava a enxaqueca. "O que nós queremos é encontrar um remédio que ative o gene", disse Cader à BBC. "Estudos anteriores haviam identificado partes do nosso DNA que aumentam o risco na população em geral, mas eles não haviam encontrado genes que pudessem ser diretamente responsáveis pela enxaqueca", afirmou Cader. "O que nós descobrimos é que a enxaqueca parece depender do quão estimuláveis são os neurônios em partes específicas do cérebro". Estima-se que uma em cada cinco pessoas sofra de enxaqueca. Em vários casos, a dor de cabeça vem acompanhada de náusea e de sensibilidade à luz. Em outros, ela é precedida por um distúrbio sensorial conhecido como aura, identificado pela percepção de uma luz ou de um cheiro estranho. "(A descoberta) abre avenidas para se planejar novas pesquisas que poderão, então, levar a novos tratamentos, mas certamente este será um longo caminho", diz o médico Aarno Palotie, do Wellcome Trust Sanger Institute. 
Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, o mau funcionamento de um gene conhecido como Tresk faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, causando a enxaqueca.
27/09/2010 09:54 AM
EFE O responsável da petrolífera BP pela investigação das causas do vazamento iniciado em 20 de abril no Golfo do México, Mark Bly, disse neste domingo(26) que o relatório divulgado há algumas semanas tem carências e "não é determinante".
Bly, que ocupa o cargo de diretor de operações e segurança da companhia, compareceu no domingo diante de um painel de analistas da Academia Nacional de Engenharia para dar detalhes, pela primeira vez, da investigação apresentada pela empresa em 8 de setembro.
No relatório de 190 páginas, a BP explica que a catástrofe que originou o pior vazamento da história dos Estados Unidos foi provocada por uma confluência de erros, cometidos não só por ela, mas por outras empresas.
O documento assinala, desta forma, uma responsabilidade compartilhada entre a própria BP, que operava a plataforma, a proprietária da estrutura, a empresa Transocean, e a construtora do poço, a Halliburton.
Em seu discurso, Bly disse que o relatório não foi apresentado como um estudo final nem conclusivo sobre o desastre. Indicou, além disso, que neste primeiro levantamento não foram levados em conta alguns fatores, como, por exemplo, os erros de organização da empresa, nem foram estudadas algumas provas materiais recuperadas no poço Macondo.
Após meses de trabalho, foi divulgado esta semana que o poço parou de vazar, depois de verter quase cinco milhões de barris de petróleo no Golfo do México.
27/09/2010 09:39 AM
National Geographic Foto: NASA Se a Lua fosse realmente feita de queijo, nós teríamos um novo sabor do laticínio para experimentar. Dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, revelaram um novo tipo de rocha na superfície lunar ? que os cientistas dizem ser originária de um tipo de vulcão nunca antes visto no satélite. Mas este novo tipo de vulcão jorrou lava mais espessa, rica em sílicio, por um trecho de forma aproximadamente triangular, de aproximadamente 29 quilômetros de largura, chamado Hansteen Alpha. Assinaturas rochosas Cientistas encontraram o vulcão usando um instrumento da LRO chamado Diviner, que examina a luz refletida pela superfície da lua em comprimentos de onda da metade para o fim do espectro infravermelho. Minerais diferentes vão ter ?assinaturas? particulares de luz nestes comprimentos de onda, o que permitiu à equipe mapear a composição da superfície lunar. Mas a técnica mostra apenas a quantidade de material ? serão necessários mais estudos para identificar o tipo específico de rocha. Na Terra, vulcões similares ao de Hansteen Alpha criam minerais à base de silício como quartzo, feldspato de potássio e granito ? qualquer um desses poderia ser candidato à nova rocha lunar. Os pesquisadores acreditam que bolsões da recém-descoberta rocha de silício devem ter se originado quando magma basáltico nas profundezas da Lua derreteu parte da crosta lunar, que também contém silício. Um pouco deste novo material veio à superfície como lava, enquanto outra parte esfriou no interior lunar. É inclusive possível que um pouco deste material já esteja na Terra. ?Se você examinar o material que a missão Apollo trouxe de volta, é possível ver minúsculos grãos de granito ? uma grama aqui, outra ali. As pessoas sempre se perguntaram de onde eles tinha vindo?, explicou Glotch. ?O que estamos falando aqui é de vulcões inteiros feitos desta rocha. Amostras dela nos dariam uma visão completamente diferente da Lua do que aquela criadas pelas amostras da Apollo?.
Até agora, acreditava-se que haviam apenas dois tipos básicos de rochas lunares: basalto escuro e feldspato mais claro. Ambos teriam sido originados de vulcões que produziam lava basáltica relativamente fluida.
Este novo tipo de vulcão lunar está extinto ? a última vez que expeliu lava foi há no mínimo dois bilhões de anos, segundo Timothy Glotch, professor assistente de geociências na Universidade Stony Brook e co-autor do estudo que descreve a descoberta.
A assinatura da nova rocha também foi vista dentro e nos arredores de algumas crateras, sugerindo que quando um cometa ou asteróide atingia a lua, o impacto também liberava pedaços desta rocha de silício.
26/09/2010 03:15 PM
The New York Times Foto: The New York Times Era dezembro de 1942, e o auge da Segunda Guerra Mundial, quando ela recebeu notícias de seu irmão. ?Nancy,? sua mãe disse calmamente pelo telefone. ?Perdemos o John?.
?Quando escutei aquelas palavras, meu coração simplesmente afundou?, conta Nancy Pritchard Morgan, de 87 anos, moradora de Annapolis, em Maryland.
Duas semanas antes, em 29 de novembro, seu irmão e dois outros aviadores da Guarda Costeira haviam sido listados como desaparecidos depois que seu avião perdeu contato pelo rádio ? durante uma tempestade na costa sudeste da Groenlândia.
Resgate sofisticado
Agora, 68 anos depois, a Guarda Costeira encarregou uma equipe particular de resgate para tentar localizar, escavar e repatriar os três homens sepultados num biplano J2F-4 Grumman Duck numa geleira daqui. A equipe partiu no mês passado com um arsenal da mais avançada tecnologia: radar de penetração no solo, que pode identificar objetos metálicos próximos à superfície; avançados equipamentos de derretimento de gelo, que apontam precisamente objetos enterrados enquanto dissolve o gelo ao redor deles; e uma câmera que consegue fotografar o interior de profundas cavidades de gelo.
A equipe também instalou dois dispositivos GPS que rastrearão o movimento da geleira em questão. O objetivo é encontrar os soldados antes que seus familiares estejam mortos e que o gelo onde eles estão enterrados se mova para o mar.
?Qualquer ramo de serviço quer recuperar seus membros perdidos, se for possível?, disse John Long, oficial-chefe da Guarda Costeira e líder da missão de resgate ?Duck Hunt? (caçada ao pato). ?É a coisa certa a fazer?.
A equipe de 15 membros, incluindo três da Guarda Costeira e um repórter, não esperavam passar mais de cinco dias investigando seis locais identificados como promissores. Mas a chuva contínua, ventos fortes e a baixa visibilidade seguraram os helicópteros no solo, deixando a equipe presa no gelo e incapaz de explorar todos os locais. Onze dias se passaram antes que eles conseguissem retornar ao aeroporto, em Kulusk.
O esforço de resgate teve início há três anos, quando Long começou a reunir pistas históricas. O relatório original do acidente, de 1943, incluía um mapa desenhado à mão pelo coronel Bernt Balchen, o aviador polar dos EUA que administrava uma base de treinamento na Groenlândia durante a guerra.
Long determinou que o acidente teria ocorrido numa área de três milhas quadradas, cerca de 700 metros acima de Koge Bay.
Em 2008, Long ordenou uma pesquisa aérea da região com o uso de um radar Essex de penetração no solo, que transmitia ondas eletromagnéticas a partir de um avião Orion P-3 voando a mil metros acima da geleira. Um grande objeto metálico como o J2F-4 Grumman Duck ? que seria um objeto valioso a se recuperar, já que apenas 32 foram construídos ? apareceria como uma mancha branca. Das manchas no mapa do Essex, três coincidiam com as coordenadas do mapa de Balchen, e uma tinha o formato de um biplano.
Para levar o projeto adiante, a Guarda Costeira tercerizou e contratou Luciano Sapienza, chefe executivo da empresa North South Polar Recoveries, em Jersey City. Em 1992, ele fez parte da expedição que recuperou o ?Glacier Girl?, um avião P-38 Lightning abatido sobre a Groenlândia em 1942. Ele e sua equipe partiram para Koge Bay no final do mês passado.
Kate McKinley, de 34 anos, geofísica de Charleston, na Carolina do Sul, estava encarregada do kit portátil do radar com penetração no solo. Ela usava um produto chamado Antena de Topografia Dura, feito por uma empresa sueca, a Mala Geoscience. Segurando uma tela de dados à sua frente, ela ancorou o radar em suas costas e arrastou um sensor de 3,5 metros, lembrando uma enorme cauda de rato, através do gelo.
Com a maioria dos radares de penetração no solo, ?nós teríamos que definir uma grade e ir do ponto A ao B, marcando fisicamente sobre o gelo onde obtivemos alguma leitura?, explicou McKinley.
Com o Mala, coordenadas exatas são rastreadas via GPS.
?É como pilotar um barco sobre a superfície do gelo com uma sonda?, disse ela.
O radar detecta qualquer coisa metálica, assim como rochas e rachaduras, dentro dos primeiros 30 metros. A leitura mostra uma seção cruzada do solo numa tela preta e branca com anomalias em formato de hipérboles. Quando McKinley encontrou uma anomalia que parecia promissora, ela marcou o local para perfuração. No total, ela conseguiu marcar 10 locais antes da chuva tornar o gelo lamacento demais.
Derretendo gelo
Weegee Smith, de 57 anos, especialista em construir instrumentos personalizados de campo, assumia em seguida, operando uma poderosa máquina de derreter gelo. O aparelho puxava água de um poço que ele havia cavado e a aquecia a 180 graus. Smith pulverizava a água quente na área marcada, escavando uma fossa com 40 metros de profundidade.
Infelizmente, ?o gelo derreteu sem nenhuma resistência até o fundo?, disse Smith. Alguma resistência, segundo ele, teria indicado ?que atingimos algo e que era hora de dar uma olhada?.
No terceiro dia de perfuração, ele sentiu alguma resistência ? então foi trazida a câmera sub-superfície. Projetada por Alberto Behar, de 42 anos, engenheiro elétrico do Laboratório de Propulsão de Jatos da NASA, a câmera possui uma lente grande-angular cercada por 27 luzes LED, que poderiam iluminar a fossa aberta por Smith e transmitir imagens em tempo real. Qualquer indicação de metal, óleo ou lascas de tinta do J2F-4 faria com que Smith tivesse de cavar mais buracos.
Enquanto tudo isso ocorria, duas outras equipes saíram em busca dos outros locais candidatos na geleira, navegando cuidadosamente em meio a grandes buracos, pontes de neve e rachaduras de 2,5 metros. Eles marcaram os locais secundários e instalaram duas unidades permanentes de GPS, que rastreiam movimento e velocidade da geleira.
?Um dos maiores desafios desta missão foi não saber a velocidade com que a geleira está se movendo, ou em que direção?, explicou Behar.
Suas unidades de GPS enviam sinais via satélite, a cada quatro horas, a um receptor remoto em Los Angeles. Eventualmente, os dados darão `equipe de Sapienza uma ideia mais clara sobre até onde o avião pode ter se movido desde o acidente.
Após quatro dias de perfurações sob chuvas e ventos congelantes, os cientistas no local primário não encontraram indicações de que as anomalias detectadas pelo radar fossem algo além de grandes rachaduras. A equipe conseguiu descartar aquele local e focar nos outros pontos.
O tempo está se esgotando para a Guarda Costeira, que já gastou US$579 mil no esforço de resgate do Grumman Duck, incluindo US$314 mil para a viagem mais recente. Com temperaturas mais amenas, segundo os cientistas, a geleira e o avião estão avançando na direção do oceano com velocidade maior do que estimado inicialmente.
?Este é o verão mais quente da Groenlândia nos últimos 150 anos?, disse McKinley.
Sapienza afirmou: ?Estamos desapontados por não conseguirmos fazer mais, mas aprendemos muito e a Guarda Costeira está no caminho para os próximos passos. Aqueles homens fizeram o sacrifício definitivo, e é nosso dever trazê-los para casa?.
Morgan recebeu as novidades com muita calma, enquanto a equipe retornava. Ela tem ótimas lembranças de seu irmão mais velho, que a apresentou ao homem que se tornaria seu marido.
?É maravilhoso saber que John não foi esquecido?, disse ela. ?Não podemos desistir ? ainda não?.
26/09/2010 02:23 PM
The New York Times Segundo Norman I. Platnick, cientista sênior do Museu de História Natural de Nova Iorque, algumas o fazem e outras não. Mas aquelas que se penduram consideram esta posição conveniente para construir as teias.
?As aranhas formam um grupo muito extenso, com mais de 41.000 espécies conhecidas, sendo que nem todas fazem as mesmas coisas. Apenas cerca de metade das espécies constrói teias para capturar suas presas?, explica Platnick, autor do ?Catálogo de Aranhas do Mundo?, publicado pelo museu.
Ele conta que entre as espécies que constroem teias, muitas daquelas que formam camadas afuniladas se movem sobre as teias de cabeça para cima, e não penduradas.
?Mas para se pendurar em uma teia é necessário prender-se na seda; as aranhas possuem minúsculas garras e pelos nas pontas das pernas para se agarrar e se movimentar, podendo girar sobre o tecido de seda?, conta Platnick. ?Não há estruturas sobre suas cabeças ou abdomens que lhes permitam se pendurar e andar.?
Um artigo publicado em abril no site da revista de biologia ?The Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences? estudou a orientação de algumas aranhas do gênero Cyclosa, sentadas no centro de suas teias verticais.
?Descobrimos que as aranhas viradas para cima constroem teias de cabeça para baixo, com partes superiores maiores. As aranhas viradas para baixo possuem teias normais, com as partes inferiores maiores. Já as aranhas viradas para os lados formam as teias mais simétricas?, explicam os autores do estudo.
26/09/2010 12:30 PM
Reuters Um grupo de ambientalistas australianos fechou no domingo o principal porto para embarque de carvão do mundo, em um protesto contra mudanças climáticas. A manifestação paralisou as operações nos três terminais operados pela Waratah Coal Services, no porto de Newcastle. O protesto foi realizado pelo grupo Rising Tide, que reuniu cerca de 50 pessoas no local. Foi a mais recente manifestação em um terminal realizado pelo Rising Tide, que afirma que as exportações de carvão da Austrália são uma das causas do aquecimento global. "Nós paramos todas as operações no porto", afirmou a porta-voz do grupo ambientalista, Annika Dean. O carvão é um dos principais produtos de exportação da Austrália. Organizadores afirmaram que várias prisões foram realizadas no local. Policiais disseram que cinco pessoas acabaram detidas. O porta-voz da Port Waratah Coal Services afirmou que levará alguns dias para que os prejuízos possam ser avaliados.
26/09/2010 11:28 AM


