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EFE

Kim Jong-il foi reeleito como secretário-geral, posição que ocupa desde 1997

Seul - O líder norte-coreano, Kim Jong-il, foi reeleito nesta terça-feira secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, ao início de uma reunião extraordinária que deve definir a sucessão no único regime comunista hereditário do mundo. Segundo informou a agência sul-coreana "Yonhap", citando veículos de imprensa norte-coreanos, a conferência extraordinária do partido único da Coreia do Norte, a primeira em 44 anos, ratificou Kim como seu secretário-geral, função que já desempenha desde 1997.

iG São Paulo

Vitoriosos nas eleições legislativas de domingo, opositores defendem primária para escolher rival de Hugo Chávez

A oposição venezuelana conseguiu voltar com força ao Parlamento após as eleições legislativas de domingo e mostrou que o presidente Hugo Chávez é "derrotável", mas terá como principal desafio se manter unida para as eleições presidenciais de 2012, indicam analistas.

"A oposição tem uma oportunidade de ouro de se consolidar. Ficou muito tempo sem conseguir apresentar triunfos que oxigenassem seus seguidores, que mostrassem que Chávez é derrotável", disse Luis Vicente León, do instituto de pesquisas Datanálisis.

A Mesa da Unidade Democrática (MUD) foi criada para estas eleições com um conjunto de partidos de diversos perfis políticos unidos apenas por sua oposição a Chávez. Nela estão incluídos a velha oposição tradicional venezuelana -democrata-cristãos e social-democratas, uma dissidência de esquerda e grupos de jovens liberais.

"O desafio agora é passar da articulação eleitoral para a verdadeira articulação política. A Mesa é por enquanto um grupo organizado para eleições, mas deve ser uma proposta comum de país", ressaltou León.

Segundo o bloco opositor, nas eleições de domingo a MUD obteve mais de 50% dos votos, o que representa uma franca vitória apesar de o sistema de distribuição de acentos previsto por lei conceder menos deputados que o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Animada por seu desempenho na eleição parlamentar de domingo, a oposição venezuelana tem pela frente a tarefa de escolher um candidato capaz de enfrentar Hugo Chávez no pleito presidencial de 2012. A ala mais jovem da oposição defende um processo de eleições primárias para escolher o candidato adversário de Chávez em 2012.

"Ninguém pode impedir que o processo de escolha de um candidato presidencial seja feito via uma primária", disse governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles Radonski, acrescentando que esse processo deveria ocorrer no começo de 2012.

Boicote

Desde 2005, quando a oposição decidiu não participar das eleições legislativas, em uma decisão considerada hoje um grave erro, tem conseguindo aos poucos voz e voto no panorama político. Em 2007, o governo sofreu sua primeira derrota nas urnas desde a chegada de Chávez ao poder em 1998, em um referendo sobre uma reforma da Constituição, que foi rejeitada.

Um ano depois, em 2008, o chavismo venceu as eleições regionais e municipais, mas a oposição triunfou nas cidades mais populosas e ricas do país, como Maracaibo, Caracas e San Cristóbal.

*Com Reuters e AFP

Reuters

Governo dará para cada família três lâmpadas de baixo consumo para evitar cortes de eletricidade durante o verão

O governo paraguaio anunciou nesta segunda-feira que distribuirá gratuitamente à população cerca de 1,5 milhão de lâmpadas de baixo consumo para poupar energia e, dessa forma, evitar eventuais cortes de eletricidade durante o verão, diante de um forte aumento do consumo residencial.

O Paraguai, proprietário de duas hidrelétricas juntamente com Brasil e Argentina, enfrentou em fevereiro deste ano contínuos e prolongados apagões atribuídos a problemas nas redes de transmissão e aos níveis recordes de consumo.

A vice-ministra de Minas e Energia, Mercedes Canese, explicou a jornalistas que a Administração Nacional de Eletricidade (Ande) entregará nos locais de cobrança três lâmpadas de baixo consumo por família, em troca do mesmo número de lâmpadas incandescentes.

Mercedes, que não disse quanto custará essa troca aos cofres públicos, explicou que a entrega começará a partir de dezembro por um período de dois meses. Ela informou ainda que, no próximo ano, serão distribuídas 2 milhões de lâmpadas.

O objetivo dessa medida é evitar que se repitam apagões que obrigaram o governo a declarar estado de emergência elétrica no início deste ano e acelerar a renovação de equipamentos obsoletos e redes de transmissão, além de recorrer a cortes programados para aliviar a carga do sistema.

Sistema

O sistema elétrico paraguaio é altamente sensível às condições climáticas porque a maior parte da carga é residencial e não industrial. A demanda elétrica cresceu cerca de 50% nos últimos seis anos, principalmente pelo aumento do uso do ar condicionado.

De acordo com o Banco Central, o consumo de energia elétrica residencial cresceu aproximadamente 16% no segundo trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2009.

iG São Paulo

Parlamentar, que intermediava libertação de reféns das Farc, foi acusada de colaborar com a guerrilha

A Procuradoria Geral da Colômbia destituiu nesta segunda-feira a senadora Piedad Córdoba, do Partido Liberal, e suspendeu seus direitos políticos por 18 anos por colaboração com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Um comunicado da instituição, encarregada do controle disciplinar dos funcionários públicos, informou que o procurador-geral Alejandro Ordóñez "sancionou disciplinarmente a atual senadora Piedad Córdoba Ruiz com cassação e suspensão dos direitos políticos pelo período de 18 anos?. Ordóñez alegou que tomou a decisão porque Córdoba "promoveu e colaborou com o grupo à margem da Lei, Farc".

A investigação teve início a partir de documentos encontrados nos computadores de um dos líderes da guerrilha colombiana, Luis Edgar Devia, conhecido por Raúl Reyes, que foi morto em um bombardeio do Exército colombiano no Equador no dia 1º de março de 2008.

Com a informação apreendida, foi possível "estabelecer que no cruzamento de dados entre o grupo guerrilheiro e a senadora - nos quais era identificada como Teodora, Teodora de Bolívar, A Negra e A Negrita -, a parlamentar excedeu-se em suas funções, assim como na autorização dada pelo governo para tramitar a troca humanitária", revelou a Procuradoria.

De acordo com fontes da Promotoria, o material foi corroborado com outras provas como "interceptações legais telefônicas aos membros do bloco Libardo García de Cali e a declaração dada por um infiltrado de nacionalidade ucraniana, Viktor Tomnyuk, que teve contatos com o comandante da Frente 30, conhecido como Mincho".

Interpol

A Procuradoria também se apoiou nos relatórios da Interpol e nas apurações do Corpo Técnico de Investigação e da Polícia Judicial e de Investigação sobre a autenticidade dos meios eletrônicos. O órgão estabeleceu ainda que a senadora colombiana aconselhou às Farc não enviar vídeos de pessoas sequestradas mas, sim, gravações de voz, "a fim de adotar uma melhor estratégia na busca de seus objetivos".

Piedad também teria dado informação às Farc sobre "possíveis doações de governos estrangeiros a departamentos colombianos". Foi constatado, ainda, que a senadora "instruiu e solicitou às Farc que fornecessem provas de vida dos sequestrados a fim de favorecer Governos de outros países", sem mencionar quais.

O procurador Ordónez decidiu absolver Piedad da acusação de "traição à pátria" ao considerar "que os diferentes discursos que deu contra as políticas do governo não configuram falta disciplinar ao não menosprezarem a integridade nacional".

Piedad Córdoba, que pertence ao Partido Liberal e fazia oposição ao ex-presidente Álvaro Uribe, foi mediadora com as Farc para a libertação de 12 sequestrados nos últimos anos. Ela participou das libertações do soldado Josué Daniel Calvo e do sargento Pablo Emilio Moncayo. Também colaborou na entrega dos restos mortais do capitão Julián Guevara, capturado em 1998 e morto em 2006.

*Com EFE

BBC Brasil

Em reunião no Conselho de Segurança da ONU, chanceler reafirmou posição brasileira de defesa da eliminação de arsenais nucleares

Foto: AFP

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira em Nova York que, no combate a extremistas, é preciso evitar retórica e posturas perigosas que possam levar à xenofobia. "A tolerância é chave para evitar polarização violenta e extremismo", disse Amorim, em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU que discutiu o combate ao terrorismo. "Nós devemos nos proteger contra retórica e posturas perigosas que alimentem a xenofobia e o preconceito".
Amorim, que está representando o Brasil na 65ª Assembleia Geral da ONU, disse ainda que, no combate ao terrorismo, o Brasil tem "uma forte preferência" por acordos "verdadeiramente multilaterais". "É importante reforçar a capacidade da ONU neste campo", afirmou.

Arsenal nuclear

O debate reuniu representantes dos 15 países que integram o Conselho de Segurança ? do qual o Brasil é membro rotativo, sem poder de veto ? e faz parte da programação paralela à Assembleia Geral da ONU, que começou na semana passada em Nova York.

Ao final do encontro desta segunda-feira, foi divulgado um comunicado que ressalta a necessidade de manter o combate ao terrorismo como prioridade na agenda internacional.

Em seu pronunciamento na reunião, Amorim voltou a citar a posição brasileira de defesa da eliminação total dos arsenais nucleares.

"Há também uma crescente preocupação de que terroristas possam ter acesso a armas de destruição em massa, especialmente armas nucleares", disse Amorim. "Na Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington, em abril, o presidente Lula reafirmou que ? sem prejudicar as indispensáveis medidas de segurança que precisam ser adotadas ? a maneira mais eficaz de reduzir os riscos de dispositivos nucleares caírem em mãos erradas é a total e irreversível eliminação de todos os arsenais nucleares."

O ministro disse que a Constituição brasileira consagra o repúdio ao terrorismo como um princípio fundamental das relações internacionais do país.

Amorim afirmou ainda que esforços de construção da paz por parte do Conselho de Segurança podem ajudar "a evitar a propagação do radicalismo em países já afetados por conflitos sociais".

iG São Paulo

Presidente palestino, Mahmoud Abbas, protela decisão de abandonar negociações de paz com Israel

Foto: AFP

Os Estados Unidos manifestaram decepção nesta segunda-feira com a decisão israelense de não manter a suspensão à construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia.

O congelamento, adotado em novembro, expirou formalmente à 0h desta segunda (hora local, 19h em Brasília), e pode colocar em risco a continuidade das negociações diretas de paz entre palestinos e israelenses, retomadas neste mês pela primeira vez desde o fim de 2008.

?Nós estamos decepcionados, mas continuamos focados em nosso objetivo em longo prazo?, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, PJ Crowley.

O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, viajaria à região ainda nesta segunda-feira para tentar salvar as negociações.

Em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou um comunicado em que ?reiterou que a construção de assentamentos no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, é ilegal conforme leis internacionais?. O secretário-geral lembrou que o congelamento das construções estava previsto no ?mapa do caminho?, conjunto de ações propostas pelo chamado ?Quarteto? de negociadores para o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU) para o avanço das conversas de paz na região. Ele também reprovou o que chamou de ações ?provocativas? de Israel.

Abbas

Nesta segunda-feira ainda, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, protelou a decisão de abandonar as conversações de paz com Israel, dando mais tempo para a diplomacia salvar as negociações do fracasso por causa das obras nos assentamentos de Israel.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou, depois de conversar com Abbas em Paris, que o líder palestino e Netanyahu aceitaram o seu convite para conversar sobre a paz antes do fim de outubro. O presidente egípcio, Hosni Mubarak, também foi convidado a participar da reunião.

Abbas, que havia ameaçado abandonar as negociações caso as obras de assentamento fossem reiniciadas, afirmou que manteria sua decisão até uma reunião da Liga Árabe em 4 de outubro e até consultar o conselho da Organização para a Libertação da Palestina.

"Não teremos reações bruscas agora, não vamos dizer 'sim ou não - queremos ou não queremos'", disse Abbas numa entrevista coletiva ao lado de Sarkozy. "Israel tem uma moratória de 10 meses e ela deve ser ampliada em três ou quatro meses para dar uma chance à paz", afirmou Abbas.

O líder francês, por sua vez, afirmou que os "assentamentos precisam parar".

Os palestinos temem que os assentamentos -- construídos em território capturado por Israel da Jordânia numa guerra em 1967 -- inviabilizem a formação do Estado viável que esperam criar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, enclave governado pelo grupo Hamas, que se opõe aos esforços de paz de Abbas.

"Estou certo de que ainda chegaremos (a um acordo de paz) e mais cedo ou mais tarde o Estado palestino será alcançado", disse Abbas em Paris. "A maioria dos israelenses quer a paz e sabe que, sem ela, os israelenses não podem viver".

Retomada

As escavadeiras começaram a trabalhar em ao menos três assentamentos da Cisjordânia ocupada, mas, como é feriado judaico, havia poucos sinais de retomada ampla das obras após o fim da moratória de 10 meses.

"Por enquanto, é tudo simbólico", afirmou o ministro da Habitação israelense, Ariel Atias, ao site de notícias YNet, questionando se o ministro da Defesa, Ehud Barak, cujo ministério supervisiona as atividades israelenses na Cisjordânia, concordaria em emitir autorizações para novas construções.

Netanyahu pediu moderação aos colonos e não descarta a possibilidade de limitar a expansão das moradias nos assentamentos. Mas os colonos prometeram começar a erguer cerca de 2 mil casas na semana que vem, após a festividade religiosa do Sukkoth.

Quase 500 mil judeus vivem em mais de 100 assentamentos nos territórios ocupados por Israel desde 1967.

*Com Reuters e BBC

iG São Paulo

Presa desde 2005, Sakineh foi sentenciada ao apedrejamento em 2006; porém, Justiça iraniana suspendeu a pena duas vezes

Foto: AP

O procurador-geral do Irã, Gholam Hussein Mohseni Ejei, anunciou nesta segunda-feira que Sakineh Mohamadi Ashtiani, a mulher iraniana acusada de adultério e cumplicidade no assassinato de seu marido, foi condenada à morte por enforcamento pelo segundo crime.

Em declarações divulgadas nesta segunda-feira pela agência de notícias local "Mehr", Mohseni Ejei explicou que, "de acordo com a decisão do tribunal, Sakineh, de 42 anos, foi acusada de assassinato e condenada por este delito".

A decisão do tribunal suspende a execução de Sakineh Ashtiani por apedrejamento, mas não a livra da pena de morte, já que o assassinato no Irã é punido com a forca. "A questão não deve ser politizada. O Poder Judiciário não pode se deixar influenciar pela campanha empreendida no Ocidente", acrescentou.

Presa desde 2005, Sakineh foi sentenciada ao apedrejamento em 2006. No entanto, a Justiça iraniana suspendeu a pena duas vezes devido à forte pressão internacional contra a execução. A primeira revisão de sua pena ocorreu em julho deste ano.

No último dia 8, autoridades do Irã anunciaram novamente ter suspendido e colocado sob revisão a sentença de morte por apedrejamento de Sakineh, mãe de dois filhos.

No início de agosto, o governo brasileiro ofereceu asilo à iraniana, mas causou um desconforto diplomático entre os países. Além de o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ter negado o asilo, a embaixada do Irã no Brasil divulgou uma declaração em que afirma que o governo do país considera a oferta de Lula "um pedido de um país amigo, baseado nos sentimentos puramente humanitários", mas questiona as "consequências" e pergunta se o "Brasil precisará ter um local para criminosos de outros países".

*Com EFE

EFE

Segundo relatórios preliminares, suposto assassino matou sua ex-mulher e quatro menores com idades entre dez a quinze anos

Foto: AP

Cinco pessoas foram mortas, entre elas quatro menores de idade, e outra ficou gravemente ferida na madrugada de hoje em Riviera Beach, sul da Flórida, por um homem que teria se suicidado depois do crime, informaram as autoridades americanas.Segundo os relatórios preliminares da polícia, o suposto assassino, Patrick Dell, matou sua ex-mulher e quatro menores com idades entre dez e 15 anos em sua residência em Riviera Beach. As crianças mortas seriam enteados da ex-mulher do assassino.

Um outro menor, que foi atingido por uma bala no pescoço, sobreviveu ao ataque e foi enviado às pressas a um hospital. Outras duas crianças que estavam na residência e que possivelmente eram filhos do agressor não sofreram ferimentos, divulgaram as redes locais de televisão.

No momento em que a polícia chegou ao local, o homem se suicidou com a própria arma. Segundo depoimentos, na madrugada de hoje, um agente da Polícia revistava um carro suspeito estacionado perto do imóvel quando ouviu um barulho que vinha de dentro da casa. Quando se aproximou, Dell teria saído e se suicidado. Na residência, os policiais encontraram os corpos da mulher e dos quatro menores.
 

BBC Brasil

Avião teve problemas nos trens de pouso e pousou de barriga; ninguém se feriu

Uma aeronave da Delta Airlines a caminho de White Plains, no Estado de Nova York, teve que fazer um pouso de emergência no aeroporto internacional JFK, em Nova York, no último sábado.

Um passageiro registrou com um telefone celular os momentos dramáticos do pouso, enquanto uma tripulante grita para os passageiros ficarem de cabeça baixa, e o alívio dos passageiros depois da aterrissagem.

O avião teve problemas nos trens de pouso e pousou de barriga nas primeiras horas do dia 25 de setembro, levantanndo faíscas enquanto a fuselagem metálica se arrastava na pista.

O voo tinha saído de Atlanta com 60 passageiros e quatro tripulantes a bordo.

Ninguém teria ficado ferido e todos deixaram o avião pela porta principal, sendo transportados para o terminal em ônibus.

As autoridades de aviação americanas ainda investigam as causas do acidente.

Assista ao vídeo:

Reuters

Votação mostrou que carisma e programas sociais perderam eficácia eleitoral diante de problemas como violência e crise econômica

Foto: AFP

O presidente Hugo Chávez conseguiu no domingo formar maioria na Assembleia Nacional da Venezuela, mas o avanço da oposição, que obteve um terço das cadeiras e o maior número de votos em âmbito nacional, é um revés para a "revolução socialista" de Chávez e para o seu projeto de se reeleger em 2012.

O resultado provavelmente não afetará o equilíbrio de poder no país petroleiro, mas evidencia o desgaste da popularidade de Chávez após quase 12 anos de governo - fator que no passado foi crucial para implementar sua radical agenda de reformas políticas e econômicas.

Os analistas estão divididos sobre qual será o impacto do novo cenário sobre os títulos financeiros venezuelanos, já que o presidente poderá passar por cima das limitações legislativas mediante controvertidas medidas que causariam tensão política.

Chávez perde capital político num momento em que inicia a disputa por um novo mandato de seis anos, em 2012. Em 2009, os venezuelanos aprovaram em referendo o fim do limite às reeleições presidenciais.
A votação mostrou que o carisma e os programas sociais de Chávez perderam eficácia eleitoral diante de outros problemas que assustam os cidadãos, como a criminalidade, a ineficiência dos serviços públicos e a persistência da crise econômica.

Popularidade

Embora continue sendo o político mais popular do país, com um respaldo de 40% a 50% do eleitorado, seu apoio está longe do auge - superior a 70%, que ele conseguiu antes de ser reeleito em 2006.
O mandatário enfrentará agora uma Assembleia com mais de um terço de deputados opositores, nível suficiente para bloquear as leis orgânicas ou nomeações para outros poderes do Estado, como os juízes do Supremo Tribunal e a Procuradoria, bem como as comissões parlamentares.

"Acho que as pessoas estão prestando muita atenção ao tema dos dois terços porque de qualquer maneira o governo continuará tendo uma ampla margem de manobra", disse Patrick Esteruelas, analista da agência de qualificação de risco Moody's.

A imagem internacional do governo Chávez também será abalada, dando munição a seus críticos, que se perguntarão como um resultado tão apertado em número de votos não se traduz em uma divisão similar dos deputados.

A vitória no número de votos é um retumbante triunfo para a oposição, e um estímulo para que reforce sua unidade em torno de um projeto ou um líder que possa capitalizar as falhas do governo e enfrentar Chávez nas eleições de 2012.

Volta da oposição

A oposição havia passado cinco anos ausente da Assembleia, por ter boicotado a eleição legislativa anterior. Nos últimos anos, no entanto, os adversários do chavismo têm acumulado uma série de modestas vitórias -- como ao barrar uma reforma constitucional em 2007 e eleger prefeitos e governadores importantes em 2008.

"A oposição tem a oportunidade de vender a ideia de que é mais forte, que Chávez não é maioria e que há um abismo brutal entre os votos e a composição da Casa do povo, campo fértil para que alguém capitalize a ideia de mudança", disse Luis Vicente León, diretor do instituto de pesquisas Datanálisis.
Muitos temem que Chávez tente burlar essas limitações com medidas extraordinárias, o que poderia gerar tensão nas ruas e lhe custar mais apoio popular.

Caso seus aliados consigam três quintos da Assembleia (99 deputados), poderão solicitar uma "lei habilitante" que autorize Chávez a legislar por decreto temporariamente, como já fez em outras ocasiões. Do contrário, a oposição terá tido outra vitória, e poderá efetivamente reduzir o ritmo da "revolução socialista" proposta por Chávez.

Outra possibilidade é que Chávez aproveite o restante da atual legislatura, que termina em janeiro, para aprovar aceleradamente leis polêmicas, que transfiram poderes e competências legislativas para organizações comunitárias de bases leais à Presidência.

iG São Paulo

País persa está situado sobre a confluência de duas das principais placas tectônicas e sofre cerca de um tremor por dia

Ao menos uma pessoa morreu e três ficaram feridas quando um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o sul do Irã nesta segunda-feira, segundo a mídia iraniana.

O Centro Sismológico Iraniano informou que o tremor ocorreu às 8h22 (horário de Brasília) a uma profundidade de oito quilômetros em Konar Takhteh, a oeste da cidade de Shiraz.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 5,7 a oeste de Shiraz. "Baseados nos últimos relatos, o terremoto de hoje deixou pelo menos uma pessoa morta e outras três feridas", afirmou a agência semioficial de notícias Mehr.

Uma autoridade provincial disse que "alguns prédios velhos" em dois vilarejos próximos de Shiraz haviam ficado danificados.

O Irã está situado sobre a confluência de duas das principais placas tectônicas em colisão na Terra e, segundo as autoridades, sofre pelo menos um tremor por dia.

O último terremoto de grande intensidade destruiu, em dezembro de 2006, grande parte da histórica Bam, no leste do país, e matou mais de 31 mil pessoas, um quarto da população da cidade medieval. O mais devastador, no entanto, ocorreu em junho de 1990 nas províncias de Zanjan e Gilan, quando um abalo de 7,7 graus na escala Richter matou 37 mil pessoas e destruiu 27 cidades e quase 2 mil povoados.

Teerã está em uma das áreas mais críticas da falha tectônica. Especialistas afirmam que a capital iraniana, onde vivem cerca de 14 milhões de habitantes, pode sofrer um grande terremoto no futuro.

* Com EFE e Reuters

 

iG São Paulo

Enchente no Paquistão, assentamentos na Cisjordânia, festival no Nepal e mais...


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