Porque relacionamentos entre mulheres mais velhas e homens mais novos ainda são alvos de preconceito e como lidar Relacionamentos entre mulheres mais velhas e homens mais novos são mais freqüentes hoje em dia e também um tema comum nas conversas entre amigas. Mas esse tipo de casal nem sempre é bem aceito, como relata a leitora: ?Com tantas mudanças e conquistas sociais, principalmente no campo feminino, porque permanece o preconceito e o tabu?" Vamos considerar que existe uma grande resistência por parte de uma sociedade em aceitar o diferente, mexer no que se estabeleceu há séculos atrás: normas, valores, crenças, costumes. É verdade que mudamos muitas coisas ao longo de anos, mas conservamos conceitos e crenças do passado que orientam nossas escolhas. Uma relação entre uma mulher mais velha e um jovem rapaz lida com o preconceito e o tabu que envolve os costumes e questões de ordem sexual, moral e religiosa. Não podemos esquecer que até o início do século passado as mulheres se casavam em média aos 13 anos com homens bem mais velhos. Além do aspecto representativo que o marido substituía a figura do pai, a imaturidade facilitava a submissão da menina e a isto se juntavam tantos outros aspectos de ordem psicosociocultural. Naquela época uma mulher com um rapaz bem mais jovem sugeria disposição sexual, prazeres e desejos incompatíveis com os valores morais e religiosos da época. Hoje conseguimos nos libertar da ideia do prazer sexual somente para a procriação; emancipamos pelas conquistas profissionais; usamos a tecnologia para postergar a maternidade, minimizar os efeitos do tempo, melhorar nossa estética. Só que não conseguimos nos livrar de alguns tabus e preconceitos. O que nos prende a questões tão ultrapassadas? Pode ser o medo de estar na contramão, de ser traída ou o receio do insucesso em uma relação marcada pela diferença da idade. Mas, pensando bem, que garantias de sucesso temos em qualquer outra relação? Nenhuma. Agora, para as mulheres que já estão começando a viver essa relação alguns pontos são importantes: 1. Aprenda a lidar com os diferentes interesses. A vida é marcada pelas fases nas quais cada um se encontra. Já mudamos muitas coisas de ordem social e pessoal. Todas as conquistas que hoje usufruímos exigiram reflexão, coragem e ação de alguém. Lembrem-se: ?Repetir a mesma receita de bolo nem sempre é a melhor escolha?.
2. Aprenda a lidar com as suas inseguranças em função da diferença de idade ? confiança em si mesma é o melhor antídoto.
3. Ambos precisam ter flexibilidade no convívio social: aprender a se relacionar com os amigos dele (mais jovens) e ele com os seus (mais velhos).
4. Não fique impactada pelos julgamentos de amigos e familiares. Se você se libertar dos seus próprios preconceitos eles aceitarão bem mais rápido. E se isso não acontecer lembre-se: a vida é sua.
5. Não designe papéis que ele, pela idade ou imaturidade, ainda não consegue assumir como, por exemplo, ser o padrasto dos seus filhos, usando um modelo já definido socialmente.
6. Paciência diante de certos comportamentos ?juvenis?. Alguns são até interessantes na convivência e podem rejuvenescer sua alma.
27/09/2010 09:30 AM
Lívia Alves, iG São Paulo Mais do que bonitinhos, os animais são uma boa fonte de inspiração para decorar a casa. Preparamos uma galeria de objetos de decoração e utensílios de cozinha com essa temática para deixar seu lar mais divertido. Serviço: Balithai Coletivo Amor de Madre DA20 Design Doural Imaginaurium Leroy Merlin Oca das Artes ODD ? Objetos de Design Tutto per la Casa
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27/09/2010 07:57 AM
Daniela Morás, especial para o iG
27/09/2010 07:57 AM
New York Times Foto: Getty Images Você se preocupa com o xarope de milho de alto teor de frutose em sua dieta? Se a resposta é sim, você não está sozinho. Cerca de 55% dos norte-americanos listam o produto entre suas preocupações com a alimentação segura, segundo a empresa de pesquisa de consumo NPD Group. Como resultado, os fabricantes de alimentos estão refazendo receitas de décadas atrás, eliminando o xarope de milho usado para adoçar produtos como ketchup e bolachas, e substituindo-o por beterraba ou cana de açúcar. Em contrapartida, a Associação dos Refinadores de Milho sugeriu, na semana passada, alterar o nome do ingrediente para ?açúcar de milho?, esperando que um novo apelido ajudasse a reconstruir a imagem do produto. Porém, a maioria dos cientistas da nutrição afirma que a angústia do consumidor a respeito desse adoçante é mal-direcionada. Apenas a metade do açúcar acrescentado à dieta dos americanos vem de fontes de milho. Hoje, as calorias do açúcar representam 16% das calorias consumidas pelos americanos, um aumento de 50% desde a década de 1970. O alto consumo de açúcar já foi ligado à obesidade e a outros problemas de saúde. ?Acho que os consumidores foram iludidos a pensar que o xarope de milho de alta frutose é mais prejudicial?, disse Michael Jacobson, diretor executivo do Centro para Ciência no Interesse Público, um grupo de interesse. ?Do ponto de vista químico, ele é essencialmente o mesmo que o açúcar. O mais importante é que deveríamos consumir quantidades muito menores, tanto de açúcar quanto de xarope de milho?. O xarope de milho e a sacarose, também conhecida como açúcar de mesa, são feitos com aproximadamente a mesma quantidade de glicose e frutose. A Associação Dietética Norte-Americana diz que os dois tipos de açúcares são ?equivalentes da perspectiva nutricional? e ?indistinguíveis? ao serem absorvidos na corrente sanguínea. A Associação Médica Norte-Americana declarou ser ?improvável que o xarope de milho contribua mais para a obesidade, ou outras condições, do que a sacarose?. Grande parte da confusão acerca do xarope de milho surgiu com um artigo de 2004 na publicação ?American Journal of Clinical Nutrition?, sugerindo que as crescentes taxas de obesidade estariam relacionadas ao aumento do consumo de xarope de milho de alta frutose em bebidas. ?Isso nos permitiu enxergar o rápido aumento em seu uso e iniciou a discussão sobre a crescente ingestão de frutose?, disse Bray. ?O açúcar é uma das mercadorias que nunca tiveram excedente de produção. Nós simplesmente consumimos tudo o que é produzido?. Porém, alguns pesquisadores continuam levando adiante a teoria de que o xarope de milho tem um efeito mais nefasto sobre a saúde do que o açúcar comum. Neste ano, pesquisadores de psicologia da Universidade Princeton publicaram um relatório sobre uma série de experimentos que rastreou o ganho de peso entre ratos machos e fêmeas que recebiam uma ração comum para ratos, junto a acesso de 12 ou 24 horas a água adoçada ? com sacarose ou xarope de milho. Em algumas das comparações, não houve diferenças significativas em ganho de peso entre os grupos. Entre os ratos com 12 horas de acesso ao xarope de milho, os machos engordaram mais e as fêmeas não. Entre os ratos com 24 horas de acesso ao xarope, as fêmeas ganharam mais peso e os machos não. Os pesquisadores de Princeton dizem que os experimentos sugerem que o xarope de milho gera maior ganho de peso do que a sacarose, ao menos em ratos, mesmo quando os animais consomem o mesmo número de calorias no geral. Eles especulam que o corpo metaboliza as calorias do xarope de maneira diferente da mesma quantidade de calorias no açúcar comum, fazendo com que o corpo acumule alguns quilos a mais. ?A partir de nossas medições, sabemos que os bebedores de xarope de milho pesavam mais após alguns meses?, disse Bart Hoebel, professor de psicologia e autor sênior da pesquisa. ?É isso que torna a questão interessante e surpreendente?. Porém, críticos do estudo de Princeton afirmam que as descobertas são inconsistentes ? alguns dos grupos de ratos, no final, não mostraram diferenças em ganho de peso. ?Não consigo entender como eles chegaram a essas conclusões?, disse Marion Nestle, professora do departamento de nutrição da Universidade de Nova York e antiga crítica da indústria de alimentos que escreveu sobre a pesquisa em seu blog Food Politics. ?Sou cética. Não acho que o estudo produz evidências convincentes de uma diferença entre os efeitos do xarope de milho e da sacarose no peso corporal de ratos?.
Confusão
O principal autor, Dr. George A. Bray, disse numa entrevista na semana passada que a verdadeira questão abordada pelo estudo era o consumo excessivo de todas as bebidas adoçadas, mas que o artigo foi distorcido como uma acusação exclusiva ao xarope de milho. Bray aponta que a frutose absorvida em grandes quantidades de açúcar comum e de xarope de milho é igualmente prejudicial. ?Açúcar é açúcar?, disse Bray, professor de medicina do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, em Baton Rouge, Louisiana.
Bray explicou que, embora o xarope de milho não seja mais prejudicial do que o açúcar comum, o enfoque no ingrediente atraiu atenção para o abuso de açúcar na dieta americana.
Experimentos
26/09/2010 06:32 PM
Fernanda Aranda, enviada a Belo Horizonte Foto: Getty Images O coração feminino ainda é bem mais misterioso para a medicina do que o masculino mas, aos poucos, a ciência começa a reunir indícios sobre quais são os ?avisos? de doenças cardíacas na mulher. A última descoberta, apresentada neste domingo (26) no Congresso Brasileiro de Cardiologia, é que a menstruação desregulada indica a possibilidade de infarto e também de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no futuro. Segundo Regina Coeli de Carvalho, professora de cardiologia da Universidade Federal do Ceará e presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia, já existem pesquisas sólidas que mostram as pacientes com ovários policísticos ? um dos principais sintomas deste problema é a menstruação desregulada ? mais numerosas entre as doenças cardíacas, acidentes vascular cerebral, hipertensão e diabetes. ?O grande problema é que quando estas meninas procuram os ginecologistas e descobrem os ovários policísticos, o tratamento quase que exclusivo fornecido a elas é para regular a menstruação?, afirma a médica. ?Chegou a hora de chamarmos atenção que estas garotas e mulheres jovens precisam ter um controle ainda mais rígido dos fatores de risco cardíaco, como cigarro, sedentarismo, obesidade, má alimentação e até uso de algumas drogas diferentes. Se não tratadas e orientadas, em um futuro próximo (após os 45 anos) elas são fortes candidatas às doenças coronarianas?, completou. ?Não é só tomar pílula anticoncepcional para controlar o ciclo desregulado.? A especialista reuniu uma série de estudos já publicados nos arquivos internacionais de cardiologia que acompanharam, no total, mais de cinco mil mulheres. Os ensaios mostram que as portadoras de ovários policísticos, antes mesmo de entrarem na menopausa, já têm risco 1,5 vez maior de doença coronariana, 2,8 vezes mais acidente vascular e a hipertensão é 2,6 vezes mais recorrente neste grupo. Risco subestimado A explicação para a interferência do ovário policístico nos eventos cardíacos é que, nestas pacientes, a produção de hormônio é diferenciada, o que dificulta a circulação de sangue e facilita as panes cardíacas e cerebrais. Por este motivo, quando não há problemas com os hormônios, as pacientes femininas ficam ?mais protegidas? dos eventos cardíacos do que os homens. A proteção extra, no entanto, dura até elas chegarem à menopausa. Depois desta fase, os riscos ficam iguais, independentemente do sexo. Ainda que a fragilidade do coração aumente pós -menopausa, o cardiologista Otávio Gebara ? especialista do Instituto do Coração em pacientes femininas com mais de 50 anos ? afirma que as brasileiras não cogitam que podem ser vítimas de doenças cardíacas em qualquer fase da vida. ?Todas subestimam os riscos, tanto mais novas quanto mais velhas?, avalia Gebara. ?Os Estados Unidos começaram em 1997 uma campanha muito forte para alertar as mulheres sobre infarto e doença isquêmica do coração. Naquele ano, só 30% delas acreditavam que poderiam morrer do coração, número que ampliou para 52% no ano passado?, diz. ?No Brasil, da mesma forma que nos EUA, as doenças cardíacas lideram as causas de morte feminina. Perguntamos às mulheres paulistanas quantas achavam que poderiam morrer do coração e só 15% acreditavam nisto, é irrisório.? Muitos sinais ?As artérias (veias mais importantes) são menores e mais rígidas do que as dos homens, o que faz com que os eventos cardíacos sejam mais fulminantes e também mais silenciosos. As placas de gordura não precisam estar tão evidentes nos exames para o risco ser real. São muitas pacientes que fazem testes, o resultado é normal, elas vão para casa e morrem de ataque cardíaco no dia seguinte?, diz ao reforçar que por isso as pacientes femininas precisam ser acompanhadas mais de perto e com menos espaçamento entre uma consulta e outra.? Elizabeth acrescenta que os diferencias no coração da mulher fazem com que os próprios sinais do infarto sejam mais diferenciados, muitas vezes enganando não só a paciente como também os médicos. ?Não fica limitado à dor clássica no peito. A mulher que está infartando pode apresentar uma dor na boca do estômago, nas costas, na mandíbula, ânsia de vômito. Por isso, elas demoram mais tempo para procurar ajuda, o que agrava ainda mais o quadro.?
Elizabeth Alexandre, cardiologista estudiosa do coração feminino do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, afirma que o risco em negligenciar as doenças cardíacas é duplo na mulher, já que a própria forma anatômica do coração feminino contribui para que os infartos sejam duas vezes mais fulminantes nelas do que em homens.
26/09/2010 03:26 PM
New York Times Foto: Getty Images Cada vez mais crianças diagnosticadas com TDAH ? transtorno do déficit de atenção com hiperatividade ? que demonstram atitudes agressivas estão sendo tratadas com drogas anti-psicóticas e medicamentos estimulantes para ajudar no controle das explosões de raiva. Entretanto, um novo estudo realizado por pesquisadores da Stony Brook University School of Medicine de Nova York sugere que, com alguns ajustes cautelosos, o uso de medicação estimulante pode reduzir de forma significativa ou mesmo eliminar o comportamento agressivo em pelo menos metade dessas crianças. ?Há uma forte pressão nos Estados Unidos para que os pediatras cuidem de tais dificuldades comportamentais nessas crianças por causa da carência de profissionais da psiquiatria infantil?, observou Joseph C. Blader, principal autor do estudo e professor assistente de psiquiatria da Stony Brook. ?Espero que nosso estudo incentive mais clínicos gerais a ultrapassem a barreira do tratamento do TDAH com estimulantes de primeira linha antes de partir para o próximo passo?. Blader afirmou que os resultados foram uma descoberta inesperada ocorrida durante a fase inicial de um estudo para analisar se seria ou não benéfico administrar um determinado anti-psicótico em crianças agressivas com TDAH, cujo comportamento explosivo não podia ser controlado apenas por medicação estimulante. Os pesquisadores acompanharam 65 crianças de 6 a 13 anos de idade para determinar o mais eficaz e melhor tolerado tratamento com estimulantes para cada uma delas. Todas as crianças sofriam de TDAH, além de transtorno negativista desafiante ou transtorno de conduta, com comportamento agressivo significante. As crianças começaram o tratamento recebendo uma dose baixa de metilfenidato trifásico, a forma de Ritalina de ação mais prolongada. Durante avaliações mensais, os pesquisadores ajustaram a dose até que os sintomas da criança fossem bem controlados e que ela conseguisse suportar quaisquer efeitos colaterais (especialmente insônia e perda de apetite). Se o metilfenidato trifásico não era a escolha correta, passava-se a administrar ou o metilfenidato bifásico ou o psico-estimulante constituído de mistura de sais de anfetamina. As crianças e os pais também passaram por sessões semanais de terapia comportamental, durante as quais os pais foram estimulados a ?enfatizar todas as vezes em que seus filhos conseguissem demonstrar auto-controle e lidar melhor com suas frustrações?, disse Blader. ?O objetivo era ajudar os pais a desenvolver recompensas e incentivos, ao mesmo tempo estabelecendo limites em relação a alguns dos comportamentos problemáticos?. No final da fase inicial, que durou em média cinco semanas, 32 crianças demonstraram reduções significantes no comportamento agressivo. Persistência ?Eu fiquei muito surpreso pelo grande número de crianças que perderam o comportamento agressivo enquanto os médicos ajustavam o tipo ou nível de droga estimulante apropriados a elas?, disse Blader. ?Esse é um sinal importante sobre a persistência em uma medicação apesar de dificuldades?, ressaltou Chris Varley, psiquiatra infantil do Seattle Children?s Hospital. Nas últimas décadas houve um aumento substancial no uso de medicamentos anti-psicóticos para reduzir o comportamento perturbador de crianças, e em muitos casos as drogas não são necessárias. ?Às vezes o uso desses medicamentos é necessário, mas pode ser que o gatilho seja puxado muito rápido?, disse Varley, professor de psiquiatria infantil e adolescente da University of Washington School of Medicine. Blader disse que o conselho para crianças e pais é não se desencorajar se o primeiro medicamento e dosagem no tratamento do TDAH não funcionar. ?Assim como a asma ou muitos outros problemas de saúde, geralmente é preciso um pouco de empenho para encontrar o que realmente funciona?, disse ele. Os pesquisadores foram financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Aliança Nacional pela Pesquisa da Esquizofrenia e da Depressão do mesmo país.
26/09/2010 09:35 AM
Chris Bertelli, iG São Paulo Foto: Eduardo César/Fotoarena O som do coração do bebê é o primeiro contato dos pais com o filho. O ritmo acelerado e intenso leva a maioria das mães às lágrimas e é encarado como uma prova de que tudo está bem. No entanto, o exame rotineiro de ultrassom nem sempre consegue precisar se a saúde cardíaca da criança está realmente em dia. O exame específico para isso é chamado de ecocardiograma fetal, e analisa minuciosamente o funcionamento de cada pequena parte do coração do feto. Ao contrário do que se pensa, não é um procedimento invasivo. Ele leva em torno de 30 minutos e é realizado por um aparelho semelhante ao ultrassom convencional. A diferença está no profissional que avalia as imagens, que, neste caso, é um cardiologista especializado em medicina fetal. "Existem critérios mínimos que o obstetra é treinado a perceber, mas às vezes algumas coisas podem passar", avalia Simone Pedra, cardiologista fetal e pediátrica do Hospital do Coração, em São Paulo. O resultado sai na hora. ?Se há algum problema, a primeira reação da mãe é ficar desesperada. Mas tentamos tranquilizá-la mostrando que estamos dando a chance do bebê ter uma vida melhor e diminuindo os riscos de morte?, relata Claudia Regina de Castro, cardiologista pediátrica do Hospital São Luiz, na capital paulista. O sorriso estampado no rosto e a tranquilidade de Patricia Ignácio Teixeira, 38 anos, já indicavam que tudo estava bem com Bernardo, que deve nascer daqui a dois meses. Por orientação médica, ela decidiu fazer o exame. ?Saio mais tranquila, sem dúvida?, relata a futura mãe. Questionada se preferia saber se alguma coisa estivesse errada, ela garante que sim. ?Mesmo que a notícia não seja boa, você prefere saber, assim pode se planejar e até se preparar psicologicamente?, afirma. A malformação cardíaca afeta nove a cada mil nascidos. Os problemas do coração característicos do indivíduo desde antes do nascimento - as chamadas cardiopatias congênitas - são os mais frequentes e contribuem para o aumento da mortalidade logo após o nascimento. ?Do total de óbitos infantis, 10% são por essas causas?, diz Claudia. Por enquanto, o exame tem sido indicado apenas para gestantes em que o risco de malformação cardíaca do bebê é maior, como em diabéticas, hipertensas e mulheres que utilizam medicamentos, ou ainda quando há suspeita de alteração genética, como a Síndrome de Down. Para quem está neste grupo, o exame pode ser realizado no Sistema Único de Saúde (SUS). Fora dessa indicação, no entanto, está disponível em hospitais e clínicas particulares e pode custar de R$ 250 a R$ 400. A Sociedade Brasileira de Cardiologia quer mudar essa restrição e fazer com que o ecofetal passe a integrar a lista de exames de rotina do pré-natal para todas as gestantes. ?Em 90% dos casos de malformação cardíaca não há nenhum indício de risco. Estamos avaliando apenas 10%, o restante fica sem diagnóstico?, afirma Claudia Regina de Castro. "A cardiopatia é uma doença comprometedora. Se a mãe tem a possibilidade de passar pelo exame, ela deveria fazê-lo", recomenda Simone. O ideal é realizá-lo entre a 24ª e 28ª semana de gestação, período em que já é possível afastar 97% dos problemas. Diagnóstico precoce Identificar um possível problema quando o bebê ainda está na barriga da mãe pode ser a diferença entre salvar ou não a vida de um recém-nascido. ?Às vezes, a criança nasce e fica no padrão que chamamos de fetal, ou seja, com características de quando estava na barriga da mãe. Nesse período, sintomas importantes são mascarados. Você examina e o bebê parece não ter nada. Três dias depois, ele vai para casa e sai desse estado. O problema pode se manifestar e a mãe não tem tempo hábil para qualquer intervenção?, relata Claudia Regina. Quando o diagnóstico é realizado ainda no útero, os médicos conseguem acompanhar a gestante, que deverá fazer exames todo mês, avaliar os riscos e programar o parto. Dependendo do caso, logo depois do nascimento o bebê é encaminhado para a UTI, são realizados novos exames a fim de confirmar o diagnóstico e ele fica na incubadora sendo monitorado. Com quatro ou cinco dias de vida, já pode ser operado. Procedimentos invasivos, durante a gestação, são raros e feitos somente em último caso.
Indicação
Simone reforça: "A mãe pode não ter a estrutura necessária no local que deu à luz, e então o bebê terá que ser transportado, separado da mãe. A situação se complica", afirma.
26/09/2010 09:07 AM
Verônica Mambrini, iG São Paulo Foto: Arquivo pessoal ?Ninguém nasce mulher, aprende-se a ser.? A máxima da filósofa francesa Simone de Beauvoir não serve apenas para as que nasceram biologicamente mulheres. Muitos homens, ao longo da vida, vão ter necessidade de expressar uma identidade feminina que se manifesta sobretudo na aparência. Desde pequeno, nas primeiras lembranças da infância, Geraldo sabia que parte de sua personalidade era mulher. ?Fui educado para ser um heroi masculino e nunca me adequei. É muito difícil para um homem aceitar que não se enquadra nas tradições e no que se espera dele?, afirma. Hoje, a identidade feminina de Geraldo, 58 anos, é Letícia Lanz. ?Não sou homem nem mulher. É uma questão de expressão.? Letícia, que atende também por Geraldo, é casada há 35 anos com uma mulher que detesta maquiagem. Alterna as identidades, conforme a necessidade de expressão que está sentindo, e abomina o abismo que existe entre os gêneros. É preciso deixar clara a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual. Identidade de gênero é o sentir-se homem ou mulher; nada ter a ver com a orientação sexual. No caso, Geraldo-Letícia tem um corpo biologicamente masculino e é heterossexual. ?Encontrei essa mulher fantástica. Ter achado uma pessoa assim me deu possibilidade de expressar de maneira diferente?, conta. A mulher de Letícia, A. D., tem 58 anos e é psicóloga. Conta que, quando o marido teve uma crise e saiu de casa, há seis anos, ela achou que ele estava com outra, até que conversaram. ?Meu marido não tem outra, ele é a outra. Fiquei tranqüila?, diz, com bom humor. Foram necessárias muitas conversas e leitura de artigos e livros para que A. entendesse melhor o parceiro. Letícia começou a se travestir em casa e ir aos encontros do clube de crossdressers, acompanhada pela mulher. ?É divertido, mas não é fácil?, admite A. A grande preocupação era, como a da maior parte das mulheres de crossdressers, em como o travestismo viria a público. Na época em que Letícia assumiu a identidade feminina, os três filhos do casal tinham 16, 13 e 11 anos. Na base do diálogo, aceitaram a expressão do pai. ?Não negocio mais com meu desejo. O dia que eu preciso me expressar, me expresso?, afirma Letícia. O ambiente de respeito e confiança foi estabelecido com muita conversa e empatia. ?Tem dia que me incomodo na intimidade, tem dia que não. Não é algo que eu sempre estou a fim. Mas procuro não interferir?, diz A. Nos encontros do clube, A. muitas vezes era a única esposa presente, ainda que outros crossdressers levassem amigas. E ela é feliz? ?Nesse tempo todo que a gente está junto, eu faria tudo de novo?, garante, e afirma que prefere a abertura e honestidade que tem na relação com o marido a um casamento sem essa transparência. A internet foi fundamental para que muitos crossdressers e travestis tivessem mais informação sobre a necessidade interior de se vestir com roupas femininas, e passassem a compreender melhor o conceito de identidade de gênero. ?Quando está travestido, o crossdresser é uma identidade feminina, mesclada com identidade masculina, que fica como pano de fundo da personalidade. Porque ele precisa manter e aceitar seu genital?, afirma Ronaldo Pamplona, autor do livro Os Onze Sexos. ?A maioria dos crossdressers conta para a mulher depois de um bom tempo de relacionamento. Algumas mulheres por um período acham que o marido é bissexual. Mas com orientação correta, os dois têm claro que o assunto é outro, e que isso não vai desaparecer com psicoterapia?, afirma. Segundo Pamplona, embora haja casos em que o casal se separa, muitas mulheres, com cabeça mais aberta, acabam aceitando. Aprender a ser mulher Ao estudar o crossdressing, a doutora em antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Anna Paula Vencato, defendeu em 2009 a tese ?Existimos pelo prazer de ser mulher: uma análise do Brazilian Crossdresser Club?. Em seu trabalho, ela defende que ?o crossdressing é uma montagem feita para momentos específicos e não para 24 horas por dia, 7 dias por semana?. Segundo Vencato, a maior parte das esposas aceita desde que os maridos não tornem o crossdressing público para familiares, filhos e amigos, ou façam modificações corporais como as induzidas por hormônios femininos. Em sua pesquisa, ela detectou que as relações com família e trabalho tendem a ser protegidas do conhecimento do crossdressing, em especial com relação aos filhos. ?O medo de perdas sociais e econômicas está sempre implicado no contar ou não que se montam?, afirma. O fato é que o crossdresser é a mesma pessoa que era antes de tornar público o fato. Histórias como a de Letícia e de A. comprovam que fora do armário, a vida pode ser mais feliz e tranquila. 
Quando entende e aceita os aspectos femininos da sua identidade, o crossdresser em geral busca apoio para construí-la. ?O eixo principal é a informação ? ter alguém que consiga entender o que é o fenômeno?, afirma Pamplona. O crossdresser tem uma mulher dentro que nunca apareceu, que não foi menina, não foi adolescente. Ao acessar informações na internet e em grupos, ela ganha espaço social e vai se tornando cada vez mais feminina. Foi o que fez o cartunista Laerte Coutinho, que se vestiu de mulher pela primeira vez em 2009. A travestilidade veio com reflexões e descobertas decorrentes de uma crise pessoal. ?Faz parte do processo de busca. Também corresponde - assim como modos de desenhar e produzir histórias - a antigos movimentos meus, de quando era criança ou adolescente?, afirma ao relacionar o crossdressing a uma inquietação de gênero. ?Às vezes uso um elemento ou outro, às vezes me maquio, às vezes uso peitos. Varia muito, segundo o dia, a hora, o momento, o humor?. Para a namorada e os filhos, o processo de contar e familiarizar-se tem sido tranquilo, fora um ou outro momento de tensão ou estranhamento.
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26/09/2010 08:00 AM
Lila de Oliveira, iG São Paulo Com a chegada da estação mais florida do ano, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro recebe, de 24 a 26 de setembro, a exposição ?Orquídeas da Primavera?. Serão mais de 8 mil flores à mostra, entre elas uma orquídea Vandopsis gigantea, com mais de 50 anos. A mostra é uma realização do designer de joias Antonio Bernardo, mantenedor do Orquidário do Jardim Botânico do Rio desde 1997, e da OrquidaRio, maior associação orquidófila da América Latina. Esta edição homenageia o botânico Frederico Carlos Hoehne, colecionador de plantas e cientista pioneiro na proteção ambiental no Brasil. O orquidário recebe ainda oficinas de cultivo, palestras e demonstração de ilustração botânica. Serviço Orquídeas na Primavera
Local: Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Endereço: Rua Pacheco Leão, 915 ? Rio de Janeiro (RJ)
Data: de 24 a 26 de setembro
Horário: das 8 h às 17 horas
Ingresso: R$ 5,00 (entrada franca para maiores de 60 anos, crianças até sete anos e portadores de necessidades especiais)
26/09/2010 07:57 AM
The New York Times Foto: Getty Images Usar saltos altos para dançar pode dar um ar mais gracioso aos movimentos da mulher. No entanto, cientistas afirmam que os saltos também adicionam uma dose extra de pressão sobre os dedos dos pés de quem dança usando esse tipo de calçado. Pesquisadores britânicos e chineses decidiram medir a força exercida na sola dos pés de seis dançarinos profissionais e constataram que, quando eles dançavam com os pés descalços, a força era espalhada de forma equilibrada entre o calcanhar e os dedos dos pés. Quando avaliaram os mesmos dançarinos dançando de saltos altos observaram que isso resultou em mais força sendo transferida para a parte posterior dos pés. Os resultados do estudo estão publicados na última edição da revista especializada International Journal of Experimental and Computational Biomechanics. Segundo o pesquisador Yaodong Gu, da Liverpool John Moores University, do Reino Unido, e seus colegas, dançar usando saltos de 10 centímetros pode levar a uma pressão três vezes mais intensa do que a atmosférica sobre os dedos dos pés. Os pesquisadores afirmam que tal pressão intensificada na parte posterior dos pés por longos períodos de tempo pode levar ao desconforto e à condição de dor chamada fascite plantar. Os autores do estudo sugerem que os resultados observados podem ajudar a melhorar o design dos sapatos de dança de saltos altos. ?A maioria dos estudos publicados é focada nos efeitos dos sapatos de saltos altos no caminhar, enquanto pesquisas sobre locomoção mais intensa, como é o caso da dança, são bastante limitadas?, destacaram os pesquisadores.
25/09/2010 01:30 PM
The New York Times Foto: The New York Times Dra. Frances Oldham Kelsey acaba de completar 96 anos. Ela já foi a servidora mais admirada dos Estados Unidos - tanto por ter salvo milhares de recém-nascidos dos perigos da talidomida, como por ter sido a ?parteira? da regulamentação farmacêutica moderna. ''O dia inteiro tive a sensação de que em nenhum momento eles estavam sendo totalmente sinceros comigo e essa atitude se repetiu em todas as nossas reuniões a respeito desta droga?, escreveu ela, depois de um encontro com executivos da empresa.
No início deste mês, o FDA (agência governamental americana que regula e fiscaliza a fabricação de comestíveis, drogas e cosméticos) criou o prêmio Kelsey, que será entregue anualmente a um funcionário de destaque do órgão.
A premiação é criada 50 anos depois que ela, então médica nova na agência, sentou-se para analisar um pedido do laboratório farmacêutico William S. Merrel Co., de Cincinnati, que pretendia comercializar um sedativo chamado Kevadon, amplamente prescrito na Europa para combater enjôos matinais durante a gravidez.
O que aconteceu foi que a droga (mais conhecida pelo seu nome genérico: talidomida) causou defeitos em milhares de crianças na Europa, as quais nasceram sem os membros ou com braços e pernas mais curtos e em forma de nadadeiras. Através de uma análise detalhada do pedido do Merrell e de sua insistência no rigor científico, Kelsey garantiu que os efeitos nos Estados Unidos fossem muito menores.
Fazendo história
A tragédia da talidomida levou o congresso americano a aprovar uma lei autorizando o FDA a exigir que os fabricantes de medicamentos provassem que seus produtos eram seguros e eficazes antes de comercializá-los. Além disso, Kelsey ajudou a redigir os regulamentos que até hoje são utilizados em quase todos os testes clínicos do mundo industrializado. Ela foi a primeira pessoa a supervisioná-los.
"Ela teve uma enorme importância para a ciência que todos nós hoje podemos aproveitar", declara Daniel Carpenter, um professor de administração pública de Harvard e autor do livro "Reputation and Power" (Princeton, 2010), que conta a história do FDA.
O lançamento do prêmio Kelsey também pode ser um indício claro da posição de Hamburg em uma série de lutas internas da agência. Nas últimas duas décadas, o FDA priorizou a velocidade em detrimento da segurança nas suas decisões - uma postura amigável com a indústria, que minimiza preocupações de segurança para comercializar curas potenciais o mais rapidamente possível.
No entanto, uma série de controvérsias em relação à segurança de alimentos, equipamentos médicos e remédios levaram alguns médicos da agência a insistir na busca de mais informações antes de aprovar os medicamentos e a fazer lobby interno para que os produtos que apresentem riscos sejam retirados do mercado.
Desta forma, os defensores da velocidade passaram a ficar na defensiva. A homenagem a Kelsey, padroeira do grupo de segurança em primeiro lugar da agência, é aplaudida por aqueles que defendem a cautela.
Bendito equívoco
Talvez Kelsey só tenha conseguido trabalhar na FDA porque seu primeiro nome parecia ser masculino. Nascida em 1914 na Columbia Britânica, Frances Kathleen Oldham foi matriculada em uma escola particular só de meninos porque seus pais desejavam que ela recebesse a mesma educação de seu irmão mais velho.
Frances foi contratada sem ser vista pelo Dr. Eugene Geiling, um renomado professor de farmacologia da Universidade de Chicago, que leu seu nome como ?Francis?. Quando recebeu a carta de admissão, em 1936, ela percebeu o erro e perguntou a um professor da Universidade McGill se poderia aceitar o trabalho.
"Naquela época, quando uma mulher aceitava um trabalho, ela sentia como se estivesse tirando de um homem a possibilidade de sustentar sua esposa e filhos", disse Kelsey em entrevista, em sua casa. "Mas meu professor disse:" Não seja boba. Aceite o cargo, assine o seu nome e depois coloque "Srta." entre parênteses. ??
Ela logo começou a trabalhar como assistente do Dr. Geiling, analisando a toxicidade do elixir de sulfanilamida, medicamento associado a uma série de mortes por conter um solvente industrial mortal. O escândalo levou o congresso americano a reforçar a regulamentação de remédios e Kelsey acabou participando de dois dos três eventos mais importantes da história da FDA.
Durante o tempo que viveu em Chicago, a Srta. Oldham fez doutorado e se apaixonou por um colega do grupo de farmacologia, Fremont Ellis Kelsey. Foi nessa época que ela provou uma droga experimental contra a malária e ficou totalmente amarela. Teve que fornecer amostras de urina a cada 24 horas e uma das horas de coleta coincidiu com um jogo para o qual ele havia lhe convidado.
"Levei comigo um pequeno frasco e um saco de papel e ia ao banheiro durante o intervalo ", disse Kelsey sorrindo. ?Foi então que entrei em pânico. Será que conseguiria voltar e sentar na minha cadeira sem derrubar o frasco??
''Então saí pela porta do banheiro e lá estava meu futuro marido, que me libertou do saco. Achei que foi a coisa mais atenciosa que ele poderia fazer. Ele sabia que eu ficaria preocupada.? Ela entrou para a FDA em 1960 junto a um grupo de cientistas que começava a insistir na ideia de que os medicamentos devem apresentar evidências claras de eficácia para serem aprovados.
No entanto, o congresso americano ainda precisava garantir à agência uma autoridade explícita para implementar as regras. Os medicamentos podiam ser comercializados 60 dias depois que as informações dos fabricantes chegassem à agência e estes fossem aprovados; as empresas sempre enviavam novos remédios aos médicos para que fossem testados nos pacientes. Os testes não eram controlados e nem um pouco confiáveis.
Talidomida
Kelsey solicitou que a talidomida passasse por testes mais completos. Ela também começou a suspeitar do laboratório Merrell, empresa que tinha uma história de confrontos com a FDA. Logo ela descobriu que na Europa o Kevadon estava associado a relatórios de lesão nos tecidos nervosos ? documentos que não lhe foram fornecidos pela empresa.
Os representantes da empresa reclamaram de Kelsey aos seus superiores, mas eles a apoiaram. Quando as provas de que o Kevadon causava terríveis defeitos de nascença se tornaram irrefutáveis, a empresa retirou o pedido em silêncio.
A participação de Kelsey nesta saga teria ficado pouco conhecida se não fosse por um artigo de primeira página no jornal ?The Washington Post? ? que forçou uma legislação que concede à FDA muito mais poder sobre a indústria farmacêutica.
O presidente entregou a Kelsey a medalha ?Distinguished Civilian Service Medal?( medalha de honra ao mérito por prestação de serviço civil) e uma foto dela recebendo o prêmio com um vestido preto, segurando uma bolsa branca e com um olhar ao mesmo tempo reservado e competente,o qual tornou-se a imagem icônica da agência.
?Foi no estado do Maine, onde ele tinha a casa de verão?, conta Kelsey.?Ele era um homem bonito e muito agradável.? A FDA tornou-se mais poderosa e Kelsey reuniu-se com os outros colaboradores da agência para redigir o regulamento para testes clínicos, que criou três fases distintas de testes em seres humanos e regras reforçadas para a proteção humana e conflitos de interesse. Desde então, estas regras passaram a ser adotadas em todo o mundo. Segundo o historiador Carpenter afirmou,
?Ela e a FDA desempenharam um grande papel na produção dos termos e da sequência do que hoje se entende por ciência clínica moderna.?
25/09/2010 01:30 PM
New York Times Foto: Getty Images Hoje em dia, muitos pais se preocupam com os riscos óbvios de intoxicação que as crianças correm. Por isso, os produtos de limpeza são guardados em armários trancados e as substâncias químicas e pesticidas são mantidas fora do alcance dos pequenos. Especialistas em saúde, porém, acreditam que a maior ameaça de intoxicação em um domicílio não está guardada debaixo da pia ou na garagem ? mas no armário de remédios. De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), dois em cada três casos de intoxicação infantil ocorridos no país e que terminam em um atendimento no pronto-socorro são causados por overdoses de medicamentos. Segundo dados do CDC, o índice de intoxicação infantil causado por overdose de medicamentos é duas vezes mais alto do que o causado por itens de cuidados pessoais e de limpeza, pesticidas e outras substâncias domésticas tóxicas. Especialistas em controle de substâncias tóxicas afirmam que os medicamentos geralmente são mais acessíveis às crianças do que outros produtos domésticos tóxicos. Além disso, os pais costumam confiar demais em embalagens à prova de crianças e em outras precauções. ?O que geralmente acontece é que quando alguém está tomando medicação regularmente para alguma enfermidade crônica, acaba deixando os medicamentos à vista?, disse Jay L. Schauben, farmacêutico e diretor do Florida Poison Information Center de Jacksonville. Qualquer comprimido que não foi guardado está ao alcance das crianças. Alguns medicamentos podem parecer balinhas. Outros, como xaropes de tosse, têm cheiro e gosto bom. Facilidade Segundo Edward Krenzelok, farmacêutico e diretor do Pittsburg Poison Center do University of Pittsburg Medical Center, os medicamentos que mais causam overdose infantil costumam ser os remédios sem prescrição médica, comumente encontrados nos lares americanos. De acordo com o relatório anual de dados da Associação Americana dos Centros de Controle de Intoxicação, aproximadamente 10% de todos os casos em crianças com menos de 5 anos de idade envolvem analgésicos comuns. ?O remédio mais comum em qualquer casa é um analgésico sem prescrição médica?, disse Krenzelok. Cremes e pomadas, remédios para tosse e resfriado, vitaminas, anti-histamínicos e produtos para mal estar gastrointestinal causam 21,5% dos casos de intoxicação infantil. Especialistas concordam que parte do problema é que as pessoas não costumam lidar com medicamentos sem prescrição como algo que pudesse causar danos às crianças. ?Eles imaginam que como não precisam de prescrição médica para comprá-los, então devem ser seguros. Os pais são mais propensos a deixá-los fora do armário ou ter muito mais liberdade de deixá-los sobre a pia do banheiro?, disse Schauben. Isso pode levar a uma overdose infantil, pois, por exemplo, a criança encontra a medicação e pensa que é um docinho. As crianças menores também podem acabar se intoxicando por medicamentos ao alcance simplesmente porque nessa idade costumam por tudo na boca. ?Elas estão experimentando o ambiente e constantemente levam coisas à boca. Se você deixa uma caneta disponível e uma criança de 16 meses a vê, o que ela vai fazer? Ela vai colocar a caneta na boca?, disse Krenzelok. Riscos e precauções Para proteger as crianças, todo medicamento ? os prescritos e os não prescritos ? devem ser guardados em um armário trancado, fora do alcance delas, disse Schauben. Evite deixar qualquer medicação sobre a pia do banheiro ou no criado-mudo, mesmo se o remédio vem em uma embalagem resistente às crianças. ?Com o tempo, a criança certamente vai descobrir como abrir a embalagem?. E não guarde seus medicamentos em um armário de remédios tradicional. ?Quando a criança já está maior, ela consegue subir em algo para ter acesso ao armário. O armário de remédios é simplesmente o pior lugar para guardar seus medicamentos. Os mesmos devem ser armazenados em um local fresco e seco?, disse Schauben. Os pais também devem ficar alerta quanto ao perigo potencial de intoxicação por medicamentos quando têm visitas em casa. ?Se uma tia vem visitar e traz seus remédios, será que ela vai enfileirá-los no criado, deixando-os disponíveis para as crianças??, questionou Schauben. Ele sugeriu conversar com os hóspedes sobre manter os medicamentos fora do alcance das crianças, ou pelo menos ficar de olho nas mesmas durante a visita.
25/09/2010 09:55 AM


