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iG São Paulo

Universidade oferece 9 mil vagas. Sisu preencherá 60% dos postos, inclusive os 20% destinados às cotas

Encerram-se neste domingo (26) as inscrições para o vestibular tradicional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Neste ano, pela primeira vez, a UFRJ terá cotas sociais e preencherá 60% de suas 9.060 vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ? que seleciona alunos de acordo com o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os demais 40% serão preenchidos pelo vestibular tradicional.

O Sisu também selecionará alunos para 20% das vagas reservadas às cotas sociais ? destinadas estudantes oriundos das Faetecs e de escolas públicas das redes municipais e estadual do Estado do Rio de Janeiro ? e para 40% das vagas comuns.

As inscrições para o processo seletivo tradicional são gratuitas e devem ser efetuadas exclusivamente pela internet, no endereço www.acessograduacao.ufrj.br

Este será o primeiro ano em que a UFRJ utilizará cotas sociais no vestibular. Não há critérios de raça ou renda familiar para ingressar na universidade pelas cotas, apenas a exigência de ter estudado em uma Faetec ou na rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro. A medida exclui das cotas os alunos de colégios federais, universitários, militares e de aplicação. Segundo a universidade, essas escolas ?tradicionalmente apresentam ótimo desempenho?, como o Colégio de Aplicação (tanto da UFRJ como da Uerj), o Colégio Militar e o Colégio Pedro II, e por isso não precisam do benefício das cotas. Outra novidade são as vagas abertas em Engenharia (Civil, Produção e Mecânica) no campus de Macaé, que passará a oferecer esses cursos em 2011.

Provas

As provas do vestibular da UFRJ são discursivas e serão realizadas em dois dias. A primeira avaliação será realizada no dia 15 de novembro e terá as provas de Redação, Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, comum a todos os candidatos, e uma prova específica de acordo com o grupo de cursos escolhido pelo candidato: Biologia, para os candidatos ao Grupo 1, Matemática, para os candidatos aos Grupos 2, 3 e 4, e Língua Estrangeira, para os candidatos ao grupo 5.

No segundo dia de teste, 21 de novembro, o candidato fará outras duas provas de disciplinas específicas para o grupo escolhido: Grupo 1: Física e Química; Grupo 2: Física e Química; Grupo 3: Física e História; Grupo 4: Geografia e História e Grupo 5: Geografia e História.

Priscilla Borges, iG Brasília

Igreja Católica pede que pais fiscalizem oferta das aulas, que é obrigatória na rede pública. Tema gera controvérsias nas escolas

Foto: Fellipe Bryan Sampaio

Os católicos que frequentam as igrejas de Brasília se depararam, no dia 12 de setembro, com um pedido do arcebispo metropolitano de Brasília, Dom João Braz de Aviz, que levanta um tema bastante polêmico para a educação. Dom João recomendava, no folheto distribuído durante as missas, que os pais exigissem das escolas a oferta de ensino religioso.

?Senhores pais, o ensino religioso é um direito do educando garantido por lei. É importante que pais e alunos exijam e acompanhem, na escola, o conteúdo e a forma em que está sendo oferecido. É importante também verificar as escolas que não estão oferecendo e por quê?, dizia o curto bilhete.

Segundo a Arquidiocese de Brasília, o recado pretende conscientizar os católicos sobre o direito à educação religiosa na escola. ?Infelizmente, há um grande número de pais que ainda não conhecem o que o filho pode acessar?, afirma o padre André Lima, assessor de comunicação da entidade.

Para ele, as escolas têm de oferecer professores qualificados, que respeitem a multiplicidade de religiões existentes no País. ?Por isso, é direito dos pais exigirem de suas escolas professores que sejam capacitados na sua religião?, afirma.

De fato, o ensino religioso deve integrar os currículos de todas as escolas de ensino fundamental do País. Porém, a lei determina que as aulas não sejam vinculadas a qualquer religião específica. Criada em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação diz, no artigo 33, que a oferta do ensino religioso é ?parte integrante da formação básica do cidadão? e, por isso, deve ser oferecida nos horários normais das escolas públicas. O respeito à diversidade cultural religiosa deve ser respeitado, ?vedadas quaisquer formas de proselitismo?, e a matrícula dos alunos nesse tipo de disciplina tem de ser opcional.

A LDB afirma também que os sistemas de ensino estaduais e municipais têm de criar procedimentos para definir conteúdos e habilitar os professores. ?As escolas não podem tomar partido de jeito nenhum, apesar disso. Não se pode fazer proselitismo para qualquer que seja a religião?, ressalta o conselheiro César Callegari, do Conselho Nacional de Educação.

Callegari se preocupa com as consequências de um acordo assinado em novembro de 2008 entre o governo brasileiro e a Santa Sé (estado jurídico da Igreja Católica). Ratificado em fevereiro deste ano, o documento define o estatuto jurídico da Igreja Católica no País. Entre os 20 artigos do acordo, um deles (o 11) trata do ensino religioso. Ele repete o texto da LDB, mas o conselheiro teme que isso dê liberdade excessiva à igreja. ?Eu, pessoalmente, acho que educação religiosa é assunto das famílias e das igrejas. Em um Estado laico, não cabe esse tipo de educação nas escolas?, opina.

Para Lourenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil (equivalente a um embaixador do Vaticano), incluir a educação religiosa no acordo feito entre o Vaticano e o Brasil não fere a constituição brasileira. ?O Brasil reconhece o ensino religioso como fundamental para a formação integral da pessoa. Não é, portanto, uma imposição da Igreja. As aulas de ensino religioso serão ministradas por professores, que serão habilitados simultaneamente pela autoridade religiosa, seja católica ou de outras religiões, seja do Estado, com garantia de profissionalismo e das exigidas normas próprias sobre o pessoal. Isso significa que o ensino religioso será ministrado a todos aqueles que escolherão segundo a própria religião e o estado tem a obrigação de proporcionar este serviço?, afirma.

Nas escolas, também não há consenso sobre o papel do ensino religioso para a formação de crianças e adolescentes. Para alguns professores, as famílias é que deveriam se ocupar do tema. Para outros, a discussão sobre valores morais deveria ser ampliada, dentro das aulas de religião. Dora Incontri, pós-doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), considera a discussão sobre o tema erroneamente bipolarizada entre a laicidade do Estado e a religião confessional.

?Defendo que as escolas trabalham dimensões interreligiosas. Minha idéia é incluir a espiritualidade na escola e tratar também das religiões do ponto de vista histórico, filosófico, artístico. Esse embate entre fanatismo e materialismo impede a inclusão equilibrada do ensino religioso?, defende.

Falta interesse

Para as amigas Jessyca Cristina da Cunha e Jhennifer Bueno de Souza, ambas de 17 anos e estudantes do 3º ano do ensino médio, não cabe ao colégio oferecer aulas de religião. ?Não faz sentido. O ambiente da escola não é para isso. Existem outros lugares em que podemos procurar espiritualidade?, afirma Jessyca. Jhennifer lembra que faltam professores para disciplinas de matrículas obrigatórias e se questiona quem ministraria esse conteúdo.

?A gente já não tem aulas direito do que realmente precisamos para o vestibular, por exemplo. E vamos ter aula de religião??, questiona. Jessyca e Jhennifer são alunas do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, em Brasília. A escola, que só possui alunos adolescentes, oferece a possibilidade de eles se matricularem na disciplina de ensino religioso, mas não há interessados em cursá-la.

A supervisora pedagógica, Cleonice Ribeiro, conta que nos 16 anos de trabalho no colégio nunca viu uma turma ser formada, nem mesmo um aluno manifestando interesse em participar desse tipo de atividade. Ela, que é católica, reconhece que o tema é polêmico, mas acredita que seria positivo se todos os estudantes tivessem de passar por aulas de ensino religioso. ?Ajudaria muito. Não para tratar dessa ou daquela religião, mas para falar de valores, mesmo. Precisamos disso na escola, as famílias não acompanham esses adolescentes?, critica.

Lúcia Helena Marques Araújo, diretora do colégio, concorda. ?Seria interessante que houvesse um espaço para conversar com eles exclusivamente sobre gentileza, respeito, tolerância. Mas se não for matéria que valha nota e reprove, eles não se interessam, não adianta?, lamenta. Priscilla Magalhães, 19, acredita que a disciplina tem de continuar sendo oferecida, mas sugere mais motivação para que os jovens participem. Ronny Barbosa, 18, diz que, se houvesse uma turma na escola, assistiria às aulas.

Lucas Matias, 17, que é espírita, acredita que a religião contribui para formação das pessoas. Mas teme que a proposta de ensino na escola acabe sendo tendenciosa para determinada crença. Ele também critica um espaço criado pela direção dentro do Elefante Branco. Uma pequena salinha foi transformada em santuário. Há crucifixos e imagens de santos da Igreja Católica. ?Acho errado. Não há o mesmo espaço para todas as religiões?, pondera.

Participação em massa

Entre as crianças, a polêmica da oferta do ensino religioso é bem menor. A professora Maria Luiza Rodrigues, que dá aulas de geografia e ensino religioso há cinco anos no Centro de Ensino Fundamental Polivalente, em Brasília, conta que suas turmas são sempre cheias. Este ano, mais de 600 alunos se matricularam para assistir as aulas de religião. ?Há pais que ficam receosos no início, depois se acalmam. As atividades se concentram apenas em valores morais?, diz.

Para as crianças, as aulas são fáceis e descontraídas. Larissa Carnaúba, 11, Nathália Fayad, 11, Renato Gabriel Alencar, 12, e Bruna Dourado, 11, contam que se relacionam melhor com os colegas por causa delas. ?A gente aprende a respeitar o próximo e tratar bem todas as pessoas?, afirma Larissa. Luísa Lisita, 11, diz que, desde o primeiro dia de aulas, a professora avisou que não falaria sobre religiões específicas.

Apesar de dar as aulas de ensino religioso e gostar do trabalho com os meninos, Maria Luiza acredita que a disciplina não deveria ser tratada pelo lado espiritual. ?Acho que deveria ser aula de cidadania. Existem temas muito importantes para serem discutidos com as crianças, como o bullying, por exemplo. Mas não deveria ter o enfoque religioso?, analisa.

Escola religiosa, aula sem catecismo

No Colégio Marista João Paulo II, crianças e adolescentes têm aulas de ensino religioso. Desde as turmas da educação infantil até o ensino médio, há horários reservados na grade curricular (de uma a duas vezes por semana) para que os alunos discutam temas como ética, amizade, amor, respeito e fé. A coordenação da área, a Pastoral, garante que não há espaço para catequizar os estudantes. ?Nosso objetivo é fortalecer a espiritualidade deles, mas respeitando as crenças de cada um e focando nos valores fundamentais para a vida em sociedade, como o respeito ao próximo e a ética?, ressalta a coordenadora Flávia Guimarães.

Flávia conta que a escola recebe crianças de diferentes orientações religiosas, mesmo sendo católica. Há pais que se preocupam com o tipo de conteúdo trabalhado nessas aulas. Mas, de acordo com a professora Maria Lúcia de Araújo, eles se tranquilizam ao longo do tempo. ?Eles percebem que não nos fixamos em ensinar ou profetizar a religião católica. Falamos sobre valores humanos, perdidos no mundo hoje. Usamos textos bíblicos, filmes e músicas?, conta.

Durante a aula, a turma da educação infantil canta e dança. A resposta sobre o que aprendem nas aulas de religião está na ponta da língua. ?A gente fala sobre o papai do céu?, diz Daniela Galheiro dos Santos, 3 anos. Ana Miletti, 3, diz que a professora falar para eles sobre paz e amor. Yago Arthur Severo, 4, garante que gosta muito das aulas. ?A professora é legal, a gente reza, canta e fala de Jesus?, conta.

Mateus Prado, especial para o iG

Mais de 65% dos candidatos a uma vaga na instituição estudaram integralmente em escolas particulares

De pouco adiantou a oferta de isenções da taxa de inscrição da FUVEST para alunos de escolas públicas, o programa de Embaixadores e o tímido INCLUSP (Programa de Inclusão Social da USP). Mais uma vez, os dados mostram que a maior parte dos candidatos às suas vagas estudou, total ou parcialmente, no estudo básico, em escolas particulares.

Mais de 65% dos candidatos deste ano só frequentaram escolas particulares. Se somarmos aqueles que passaram parte do ensino básico em escolas particulares aos que estudaram fora do Brasil, temos quase 72% dos candidatos.

O baixo número de candidatos advindos de escolas públicas na FUVEST tem um motivo simples e claro. Ano a ano, os jovens de menor renda sentem que a USP é uma realidade cada vez mais distante. A esmagadora maioria destes estudantes não se sente ?habilitado? para prestar seu vestibular e frequentar suas salas.

Vários são os motivos. A USP realmente tem se comportado como uma instituição elitista. Em uma de suas últimas tentativas de inclusão, criou um campus na Zona Leste. A lógica daqueles que planejaram a nova escola era de que parte dos moradores de áreas mais ?nobres? não estaria disposto a fazer um curso em um bairro da periferia. Os resultados não foram bem estes. A USP da Zona Leste está muito mais para uma ?USP Ayrton Senna?. É muito mais rápido para quem mora no centro ou no Jardins chegar até lá do que para quem mora em uma das áreas periféricas da cidade. E, além de tudo, a unidade é uma ilha, em que não é permitida a entrada nem mesmo aos moradores de bairros vizinhos.

O número de vagas também tem deixado a desejar. O Estado de São Paulo tem pouquíssimas vagas em Universidades Federais. Este número tem ampliado um pouco por causa do REUNI e da criação da UFABC, mas é, proporcionalmente ao número de habitantes, um dos menores do Brasil. Restou às públicas estaduais oferecer mais vagas.

A USP é a que tem mais vagas. Desde 1989, as estaduais paulistas possuem vinculação orçamentária. Hoje, 9,57% do valor arrecadado com o ICMS vão para elas. Isto quer dizer que quando a arrecadação cai os recursos diminuem, e que quando a arrecadação sobe eles aumentam. Vinte anos atrás, quando começou a vinculação, a USP oferecia 6.780 vagas. Hoje oferece 10.652. Neste período, a arrecadação de ICMS mais do que dobrou, os recursos para a Universidade aumentaram, a população de São Paulo e do Brasil cresceu e o número de vagas não acompanhou essas mudanças.

Em alguns cursos, é quase impossível um aluno de escola pública passar. Em direito, medicina, relações internacionais e jornalismo, só encontramos alunos advindos de umas poucas escolas particulares tradicionais.

Depois da criação ProUni, o aluno do Ensino Médio da rede pública começou a notar que é muito mais fácil ele conhecer alguém que está cursando uma Universidade Particular sem pagar do que cursando uma pública. O sonho do Ensino Superior sem custo, e a consequente conquista de um bom emprego, deslocou-se da esperança de passar na USP para a possibilidade, muito mais plausível, de obter uma boa nota no ENEM e ganhar uma vaga no ProUni.

O cômico, ou absurdo, da situação, é que a reitoria da Universidade apresentou nesta semana a proposta de extinguir os cursos de menor concorrência (baixa demanda, nos termos da Universidade). Ora, são justamente estes os cursos em que a maioria dos alunos vêem do ensino básico público.

Anderson Dezan, iG Rio, e Marina Morena Costa, iG SP

Novos cursos e reformas na grade visam a preparar profissionais para os mercados que irão aquecer com os eventos esportivos

Foto: Bárbara Salgado

Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas. A partir de 2013, o Brasil receberá eventos esportivos de grande porte e, com eles, milhares de turistas. De olho nos mercados de hotelaria, turismo e gastronomia, que prometem ?bombar? nos próximos anos, universidades e faculdades investem em seus cursos de graduação e até criam novas opções de pós para os profissionais que querem trabalhar nestas áreas.

No Rio de Janeiro, em busca de adaptação à nova realidade que se aproxima, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) aumentou o número de professores do curso de turismo de sete para 11 e passa por uma reforma no plano pedagógico. ?Estamos incluindo disciplinas mais voltadas para o mercado de trabalho e desenvolvendo fóruns de discussão sobre os eventos esportivos. Os alunos estão animados com a perspectiva para o mercado de trabalho?, diz a chefe do Departamento de Turismo, Eunice Mancebo.

Na Anhembi-Morumbi, em São Paulo, a diretora da Escola de Turismo e Hospitalidade, Thais Funcia, relata uma maior procura de alunos pelos cursos de Turismo e Tecnólogo de eventos e discussões em sala de aula sobre o tema. ?Formamos alunos de acordo com as necessidades do mercado atual. Desde que saiu o anúncio de que seríamos sede dos eventos, as temáticas começaram a ser trabalhadas. Temos mostrados os impactos e discutido qual será o legado que ficará para o País. É importante aproveitarmos essa oportunidade da melhor forma?, afirma.

Localizado entre as cidades do Rio e de São Paulo, em São José dos Campos, o curso de Turismo do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) também passou por uma reformulação. ?Incluímos um pouco mais de gestão de meios de hospedagem, recepção de alimentos e bebidas, pois a grande oferta que o País receberá será em hotelaria. Precisamos preparar o melhor nossos alunos?, avalia Fátima Medeiros, coordenadora do curso de Turismo.

Entusiasmo dos futuros profissionais

Na cidade sede das Olimpíadas e dos Jogos Mundiais Militares, que acontecem no ano que vem, estudantes estão entusiasmados com as oportunidades de trabalho que vão surgir. Aluno do último ano de turismo da Unirio, Rafael Driendl, de 21 anos, trabalhou como voluntário nos últimos Jogos Pan-americanos, realizados na capital fluminense em 2007, e agora, pretende trabalhar no planejamento dos eventos esportivos.

?A universidade nos prepara para a parte de gestão e não de operacionalização?, ressalta. ?Recentemente, planejamos em classe uma olimpíada fictícia, avaliando itens como orçamento, gastos, efetivo operacional e impactos na cidade. Os resultados foram apresentados em um seminário e avaliados por técnicos de diversas áreas, como transportes e saúde?, conta.

Para Isabela Souza, de 20 anos, aluna do 6º período, o mais importante ao trabalhar em competições como a Copa do Mundo e as Olimpíadas é pensar nas melhorias que elas vão deixar para suas sedes. ?Pretendo atuar nos bastidores e no pré-evento. Ter eventos grandes na minha cidade me estimula e me faz pensar no legado que irá ficar?, diz.

Victor Sobreira, de 19 anos, escolheu o curso de turismo como segunda opção no vestibular. Começou a faculdade e não se arrependeu. ?O meu ingresso coincidiu com a escolha do Rio como sede das Olimpíadas. Isso é um ânimo a mais para os estudantes que estão começando?, conta o universitário do 2º período, que pretende trabalhar como voluntário nos Jogos.

A colega de classe, Roberta Peixoto, de 19 anos, faz coro. ?É ótimo saber que o turismo vai estar em voga nos próximos anos. Os equipamentos montados para o Pan não foram tão bem aproveitados e agora é a hora de mostrar que podemos aprender com nossos erros e fazer algo realmente bom?, finaliza.

Pós-graduação

Para aproveitar este bom momento, a Estácio de Sá lançou quatro cursos de pós-graduação, que abrem turmas em outubro deste ano, com enfoque nos profissionais que querem se capacitar para os eventos esportivos: Direito Desportivo, Gestão da Qualidade em Gastronomia, Gestão Pública e Gestão Sustentável do Turismo. Com exceção de Direito Desportivo, voltado para profissionais da área jurídica, os cursos pretendem atrair profissionais formados em diferentes áreas, como turismo, hotelaria, gastronomia, economia e administração.

Hoje, a pós-graduação da Estácio conta com 12 mil alunos, e a estimativa é chegar a 20 mil em 2011. ?Nossos cursos têm 18 meses e o nosso objetivo é que as pessoas, ao final, já consigam se integrar aos eventos e projetos?, afirma Togatlian, diretora da Pós-graduação da Estácio de Sá. Em 2011, a universidade irá lançar o curso de Logística de Grandes Eventos, elaborado visando ao nicho educacional dos profissionais que pretendem se capacitar para a época da Copa e das Olimpíadas.

Entre as inovações promovidas pela UniRio está também a criação de uma pós-graduação gratuita em Turismo e Desenvolvimento Sustentável. O início das aulas está previsto para o ano que vem. ?O Rio irá receber eventos expressivos, resta saber se haverá infraestrutura. No ramo acadêmico, estamos trabalhando para isso. Iniciamos um trabalho tendo em vista essas competições?, informa o diretor da Escola de Turismo da UniRio, Antonio Carlos de Carvalho.

A maior preocupação dos docentes é quanto à sustentabilidade e ao legado que ficará para o País. ?Não podemos deixar que a cidade seja invadida por turistas e depois fique prejudicada ecologicamente com isso?, destaca Mônica. Eunice, da UniRio, afirma que é preciso formar profissionais que pensem o turismo e não apenas o reproduzam: ?Desenvolvemos atividades intervencionistas, que mexam com o espírito inovador e empreendedor dos nossos alunos. O turismo é um fenômeno social, político e econômico, e precisamos tentar minimizar seus impactos?.

AE

As aulas ocorrerão das 7h às 10h e das 14h às 17h sem intervalo para lanche. Hoje a temperatura foi de 38ºC e a umidade de 11%

Devido ao estado de emergência, seguindo recomendação da Defesa Civil, a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (MT) enviou um documento às 97 escolas da rede ensino da capital alterando o horário das aulas. As atividades escolares no período da manhã vão ocorrer das 7 horas às 10 horas. À tarde, as aulas devem ser ministradas das 14 horas às 17 horas.

A umidade chegou a 11% à tarde, com temperatura em torno de 38ºC. O período do intervalo deve ser suprimido do expediente, para evitar exposição dos estudantes ao sol. Ontem, as aulas foram suspensas às 15 horas na maioria das escolas. O número de atendimento nas policlínicas aumentou em mais de 50%, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), índices abaixo de 30% caracterizam estado de atenção. Leitura abaixo de abaixo 20% configura estado de alerta e menos de 12%, estado de emergência. A baixa umidade relativa do ar é agravada pela cortina de fumaça que cobre Cuiabá. As condições se tornam mais problemáticas na cidade por causa da poluição provocada pelas queimadas urbanas.

No interior do Estado de Mato Grosso, a situação é ainda mais crítica. As prefeituras locais estão suspendendo também atividades previstas para o mês de setembro. Em Sorriso, por exemplo, a prefeitura cancelou os desfiles cívicos do 7 de Setembro.

A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é que amanhã a umidade relativa do ar em Cuiabá suba para 12% e a cidade passe à condição de estado de alerta. A previsão do Inpe para Mato Grosso na próxima semana é de temperaturas médias oscilando entre mínima de 17ºC e máxima de 36ºC. A umidade relativa do ar também deve continuar baixa em todo o Estado, apresentando médias de 20%. Chuvas só a partir da segunda quinzena de setembro, segundo o Inpe.

 

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

Aumento de 7,5% leva em conta dados preliminares do Censo Escolar e pode aumentar com municípios faltantes

Dados preliminares do Censo Escolar 2010 mostram que o número de crianças em creches públicas em todo o país cresceu. Apesar de ainda faltarem dados de 310 municípios que têm até 24 de outubro para enviar as informações ao Ministério da Educação (MEC), o número de estudantes de zero a três anos já cadastrados é superior ao total de 2009 em mais de 100 mil.

A contagem final de 2009 ficou em 1.247.634 alunos nesta etapa e este ano já é de 1.348.194, um acréscimo de 7,5%, que poderá ser maior quando todos os dados forem entregues. Ainda segundo as informações preliminares, o incremento se divide entre 50,4 mil vagas a mais nas creches públicas que atendem em período parcial e 50,1 mil entre as que atendem em regime integral.

O Ministério da Educação começou este ano um estudo previsto para ser entregue em 2011 sobre o déficit de vagas na Educação Infantil em todo o país. Atualmente, as redes públicas têm obrigação de oferecer vagas para todos no Ensino Fundamental e no Médio. A partir de 2016, com a entrada em vigor da Emenda Constitucional 59, aprovada em novembro passado, os governos também passam a ter que possuir pré-escolas suficientes para todas as crianças a partir de 4 anos de idade. Em relação a creches ainda não há legislação. Em grandes cidades, como São Paulo, há filia de espera por vagas.

Os municípios que ainda não enviaram os dados ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Censo, podem ficar sem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e de outros programas que utilizam os dados para calcular verbas. Após o fim do prazo para entrega, será feita divulgação completa dos dados em novembro.
 

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Espaço terá 15 mil metros quadrados, custará cerca de R$ 75 mi e deve ficar pronto em 3 anos. Entrada será gratuita para estudante

Foto: Divulgação

A Universidade de São Paulo (USP) apresenta nesta sexta-feira (24) o projeto arquitetônico do Museu da Tolerância. O espaço terá 15 mil metros quadrados, tem previsão de ser entregue em três anos e custará cerca de R$ 75 milhões. O museu é uma iniciativa do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI) da USP e contará com exposições fixas e temporárias, dois auditórios, um cinema, um espaço pra show e salas de estudo.

?O Museu será um espaço mais voltado para a área educacional, para ensinar os estudantes a conviver na diversidade. Terá um aspecto interativo e uma concepção próxima a do Museu da Língua Portuguesa?, explica a diretora executiva do LEI e uma das coordenadoras do projeto, Zilda Iokoi.

O museu tem o objetivo de devolver à sociedade os conhecimentos e resultados das pesquisas desenvolvidas no LEI e de outros centros de pesquisa nacionais e internacionais. A entrada será gratuita para estudantes e a expectativa é de receber 5 mil visitas diárias. Segundo Zilda, o projeto do museu vem sendo desenvolvido há quatro anos e deve contar com recursos da iniciativa privada para a construção e compra de equipamentos.

O projeto arquitetônico é assinado pelos arquitetos Juliana Corradini e José Alves, ex-alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, que venceram um concurso nacional de projetos com a proposta de um museu que representasse um ?monumento à liberdade e à ousadia?.

O local escolhido para a construção foi a Avenida Lineu Prestes, próxima à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), na Cidade Universitária ?Armando de Salles Oliveira?, em São Paulo. A apresentação do projeto arquitetônico será realizada na Sala do Conselho Universitário, na Reitoria da universidade, localizada à Rua da Praça do Relógio, 109, na Cidade Universitária.

iG São Paulo

Ao todo, 132.969 pessoas se candidataram às 10.752 vagas do vestibular da Universidade de São Paulo (USP)

O vestibular para a Universidade de São Paulo (USP) terá este ano concorrência ainda maior do que na última seleção. O número de inscritos para a Fuvest subiu 3,75%, enquanto o total de vagas disponíveis pelo vestibular caiu 0,6%. A relação candidato/vaga por curso será divulgada em outubro após as provas de conhecimento específicos das áreas de artes e música.

Ao todo, 132.969 pessoas se inscreveram para disputar 10.752 vagas, que incluem as 100 destinadas à Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Dessa vez, as 90 vagas da Academia de Polícia Militar Barro Branco serão preenchidas em processo seletivo separado, por isso o total de lugares disponíveis pela Fuvest caiu ligeiramente. Em contrapartida, há mais 30 vagas relativas ao novo curso de Educomunicação, que terá sua primeira turma.

Dados informados pelos candidatos no questionário socioeconômico, que é preenchido junto com a inscrição, mostram que há mais mulheres tentando um lugar na universidade mais concorrida no Brasil. Elas já eram maioria na última edição, com 53%, e agora são 54,4%. 

Apenas 28% estudaram só em escola pública

A quantidade de inscritos que estudaram em escola particular continua muito superior a dos que frequentaram escola pública. Do total, 65,7% fizeram todo o Ensino Fundamental e Médio em instituições pagas contra 65,6% no ano passado. Os candidatos que só passaram por instituições públicas somam 28,4% desta vez contra 28,1% na edição anterior. A maioria destes, 25,7% do total, se inscreveu também no Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp) que oferece bolsa para alunos que fizeram todas as séries anteriores em sistemas municipais, estaduais ou federais.

Há ainda uma parcela de 5,7% que estudou tanto em públicas quanto particulares. Outros 334 candidatos, exatamente a mesma quantidade do ano passado e 0,3% do total, que concluiu a Educação Básica no exterior.

iG São Paulo

Informação é necessária para as escolas receberem recursos do Fundeb. Bahia tem 159 municípios irregulares

As escolas públicas das redes municipais e estaduais do País têm até o dia 24 de outubro para corrigir ou completar os dados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica 2010, divulgados nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Censo, ainda não recebeu dados de 310 municípios. Essas cidades podem ficar sem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e de outros programas que utilizam os dados do Censo para calcular verbas.

A maioria das cidades que ainda não enviou os dados pelo sistema Educacenso são do Estado da Bahia (159), seguido por Minas Gerais (31), Mato Grosso do Sul (17) e Piauí, com 16 municípios sem dados. O Fundeb distribui proporcionalmente os recursos levando em conta as diferentes etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica. (Veja aqui a lista dos 310 municípios que não enviaram informações)

Os gestores e as escolas devem ter documentos que comprovem as informações declaradas ao Censo Escolar, para possíveis verificações. O preenchimento completo e envio de dados sólidos garantem a correta distribuição dos recursos do Fundeb e demais programas, como distribuição de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar.

Os resultados parciais publicados pelo Inep trazem apenas as matrículas públicas atendidas pelo Fundeb. São apresentados, para cada rede municipal e estadual de ensino do Brasil, números até agora declarados de matrícula em creche e pré-escola, nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, no ensino médio, no ensino médio integrado à educação profissional, em educação especial, educação de jovens e adultos e educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio, todas separadas por tempo parcial e integral, localização urbana e rural.

O Inep enviará às secretarias estaduais e municipais de educação seis relatórios detalhados: de matrículas, de transporte escolar, de atividade complementar e atendimento educacional especializado, de educação de jovens e adultos integrada à educação profissional e de educação profissional, de escolas existentes no cadastro e que ainda não informaram os dados e o de diretores/responsáveis pelas informações declaradas ao censo escolar. Todos separados por escola, para que a secretaria possa conferir e realizar correções.

Segundo o Inep, a divulgação completa do Censo Escolar da Educação Básica 2010 será feita no final de novembro, com os devidos cruzamentos estatísticos e análises.

Agência Brasil

Exame gratuito certifica a conclusão do ensino médio. Prova será realizada dia 12 de dezembro

As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para este ano terminam no próximo domingo (26). Os interessados em obter o certificado de conclusão do ensino fundamental devem se inscrever, exclusivamente pela internet, na página do Encceja.

As provas serão realizadas em 12 de dezembro deste ano. As inscrições foram abertas no dia 13 de setembro.

O Encceja é uma avaliação voluntária e gratuita destinada às pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade adequada. Para ter direito à certificação, o candidato precisa ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame.
 

AE

Nova lei prevê multa de 3 a 20 salários mínimos a instituições que não notificarem delegacia e Conselho Tutelar sobre agressões

O governo do Rio de Janeiro sancionou uma lei que obriga diretores de escolas públicas e particulares de todo o Estado a notificar a polícia e o Conselho Tutelar em casos de bullying. Caso a medida não seja cumprida, os estabelecimentos podem pagar multas de três a 20 salários mínimos - pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para a omissão em casos de maus-tratos.

A lei estende para os estabelecimentos de ensino um modelo de notificação compulsória de violência contra crianças e adolescentes que já era adotado em unidades de saúde. Funcionários de hospitais e clínicas devem notificar autoridades policiais e conselhos tutelares quando forem observados casos de agressão contra menores de idade.

O texto abrange tanto agressões físicas contra os jovens quanto pressões psicológicas, sem restringi-las ao ambiente escolar. Segundo a lei, a violência contra a criança e o adolescente é caracterizada quando uma ação ou omissão "resultar em morte, lesão corporal, sofrimento físico, sexual ou psicológico".

A nova lei determina que os procedimentos sejam feitos sob sigilo junto a delegacias e ao Conselho Tutelar, com o objetivo de proteger a vítima. A Secretaria Estadual de Educação informou que já orientou as escolas que funcionam sob sua gestão a adotar esses procedimentos. Um grupo de trabalho foi formado para elaborar um formulário-padrão que deverá ser usado para as notificações feitas tanto pelos estabelecimentos públicos quanto pelos particulares.

iG São Paulo

iG publicará, em parceria com o Cursinho da Poli, a resolução comentada das provas da seleção para a USP

A 2ª fase do vestibular da Fuvest, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP) e para o curso de Medicina da Santa Casa, acontece nos dias 9, 10 e 11 de janeiro. O portal iG vai publicar, logo após a realização das provas, a correção online de todas as questões. Mais de 40 professores do Cursinho da Poli participarão do trabalho de análise do exame para oferecer a resolução comentada com agilidade e precisão.

Nesta página, os estudantes poderão acompanhar a correção das questões, na medida em que forem realizadas. Também será possível fazer uma busca por questão e por prova.

Além da correção online das provas da Fuvest, o iG vai publicar a resolução comentada das questões do Enem 2011 e dos vestibulares da Unicamp (1ª e 2ª fases) e Unesp (1ª e 2ª fases).

Acompanhe as novidades e últimas notícias dos principais vestibulares do País seguindo o canal de Educação do iG no Twitter: @igeducacao.


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