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National Geographic

Cientistas descobrem rocha vulcânica de composição inédita na Lua

Foto: NASA

Se a Lua fosse realmente feita de queijo, nós teríamos um novo sabor do laticínio para experimentar. Dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, revelaram um novo tipo de rocha na superfície lunar ? que os cientistas dizem ser originária de um tipo de vulcão nunca antes visto no satélite.

Até agora, acreditava-se que haviam apenas dois tipos básicos de rochas lunares: basalto escuro e feldspato mais claro. Ambos teriam sido originados de vulcões que produziam lava basáltica relativamente fluida.

Mas este novo tipo de vulcão jorrou lava mais espessa, rica em sílicio, por um trecho de forma aproximadamente triangular, de aproximadamente 29 quilômetros de largura, chamado Hansteen Alpha.

Assinaturas rochosas
Este novo tipo de vulcão lunar está extinto ? a última vez que expeliu lava foi há no mínimo dois bilhões de anos, segundo Timothy Glotch, professor assistente de geociências na Universidade Stony Brook e co-autor do estudo que descreve a descoberta.

Cientistas encontraram o vulcão usando um instrumento da LRO chamado Diviner, que examina a luz refletida pela superfície da lua em comprimentos de onda da metade para o fim do espectro infravermelho.

Minerais diferentes vão ter ?assinaturas? particulares de luz nestes comprimentos de onda, o que permitiu à equipe mapear a composição da superfície lunar. Mas a técnica mostra apenas a quantidade de material ? serão necessários mais estudos para identificar o tipo específico de rocha.

Na Terra, vulcões similares ao de Hansteen Alpha criam minerais à base de silício como quartzo, feldspato de potássio e granito ? qualquer um desses poderia ser candidato à nova rocha lunar.

Os pesquisadores acreditam que bolsões da recém-descoberta rocha de silício devem ter se originado quando magma basáltico nas profundezas da Lua derreteu parte da crosta lunar, que também contém silício.

Um pouco deste novo material veio à superfície como lava, enquanto outra parte esfriou no interior lunar.
A assinatura da nova rocha também foi vista dentro e nos arredores de algumas crateras, sugerindo que quando um cometa ou asteróide atingia a lua, o impacto também liberava pedaços desta rocha de silício.

É inclusive possível que um pouco deste material já esteja na Terra. ?Se você examinar o material que a missão Apollo trouxe de volta, é possível ver minúsculos grãos de granito ? uma grama aqui, outra ali. As pessoas sempre se perguntaram de onde eles tinha vindo?, explicou Glotch. ?O que estamos falando aqui é de vulcões inteiros feitos desta rocha. Amostras dela nos dariam uma visão completamente diferente da Lua do que aquela criadas pelas amostras da Apollo?.
 

The New York Times

Guarda Costeira americana usa tecnologia de ponta para resgatar corpos de pilotos desaparecidos durante a II Guerra Mundial

Foto: The New York Times

Era dezembro de 1942, e o auge da Segunda Guerra Mundial, quando ela recebeu notícias de seu irmão. ?Nancy,? sua mãe disse calmamente pelo telefone. ?Perdemos o John?.

?Quando escutei aquelas palavras, meu coração simplesmente afundou?, conta Nancy Pritchard Morgan, de 87 anos, moradora de Annapolis, em Maryland.

Duas semanas antes, em 29 de novembro, seu irmão e dois outros aviadores da Guarda Costeira haviam sido listados como desaparecidos depois que seu avião perdeu contato pelo rádio ? durante uma tempestade na costa sudeste da Groenlândia.

Resgate sofisticado
Agora, 68 anos depois, a Guarda Costeira encarregou uma equipe particular de resgate para tentar localizar, escavar e repatriar os três homens sepultados num biplano J2F-4 Grumman Duck numa geleira daqui. A equipe partiu no mês passado com um arsenal da mais avançada tecnologia: radar de penetração no solo, que pode identificar objetos metálicos próximos à superfície; avançados equipamentos de derretimento de gelo, que apontam precisamente objetos enterrados enquanto dissolve o gelo ao redor deles; e uma câmera que consegue fotografar o interior de profundas cavidades de gelo.

A equipe também instalou dois dispositivos GPS que rastrearão o movimento da geleira em questão. O objetivo é encontrar os soldados antes que seus familiares estejam mortos e que o gelo onde eles estão enterrados se mova para o mar.

?Qualquer ramo de serviço quer recuperar seus membros perdidos, se for possível?, disse John Long, oficial-chefe da Guarda Costeira e líder da missão de resgate ?Duck Hunt? (caçada ao pato). ?É a coisa certa a fazer?.

A equipe de 15 membros, incluindo três da Guarda Costeira e um repórter, não esperavam passar mais de cinco dias investigando seis locais identificados como promissores. Mas a chuva contínua, ventos fortes e a baixa visibilidade seguraram os helicópteros no solo, deixando a equipe presa no gelo e incapaz de explorar todos os locais. Onze dias se passaram antes que eles conseguissem retornar ao aeroporto, em Kulusk.

O esforço de resgate teve início há três anos, quando Long começou a reunir pistas históricas. O relatório original do acidente, de 1943, incluía um mapa desenhado à mão pelo coronel Bernt Balchen, o aviador polar dos EUA que administrava uma base de treinamento na Groenlândia durante a guerra.
Long determinou que o acidente teria ocorrido numa área de três milhas quadradas, cerca de 700 metros acima de Koge Bay.

Em 2008, Long ordenou uma pesquisa aérea da região com o uso de um radar Essex de penetração no solo, que transmitia ondas eletromagnéticas a partir de um avião Orion P-3 voando a mil metros acima da geleira. Um grande objeto metálico como o J2F-4 Grumman Duck ? que seria um objeto valioso a se recuperar, já que apenas 32 foram construídos ? apareceria como uma mancha branca. Das manchas no mapa do Essex, três coincidiam com as coordenadas do mapa de Balchen, e uma tinha o formato de um biplano.



Para levar o projeto adiante, a Guarda Costeira tercerizou e contratou Luciano Sapienza, chefe executivo da empresa North South Polar Recoveries, em Jersey City. Em 1992, ele fez parte da expedição que recuperou o ?Glacier Girl?, um avião P-38 Lightning abatido sobre a Groenlândia em 1942. Ele e sua equipe partiram para Koge Bay no final do mês passado.

Kate McKinley, de 34 anos, geofísica de Charleston, na Carolina do Sul, estava encarregada do kit portátil do radar com penetração no solo. Ela usava um produto chamado Antena de Topografia Dura, feito por uma empresa sueca, a Mala Geoscience. Segurando uma tela de dados à sua frente, ela ancorou o radar em suas costas e arrastou um sensor de 3,5 metros, lembrando uma enorme cauda de rato, através do gelo.

Com a maioria dos radares de penetração no solo, ?nós teríamos que definir uma grade e ir do ponto A ao B, marcando fisicamente sobre o gelo onde obtivemos alguma leitura?, explicou McKinley.
Com o Mala, coordenadas exatas são rastreadas via GPS.

?É como pilotar um barco sobre a superfície do gelo com uma sonda?, disse ela.

O radar detecta qualquer coisa metálica, assim como rochas e rachaduras, dentro dos primeiros 30 metros. A leitura mostra uma seção cruzada do solo numa tela preta e branca com anomalias em formato de hipérboles. Quando McKinley encontrou uma anomalia que parecia promissora, ela marcou o local para perfuração. No total, ela conseguiu marcar 10 locais antes da chuva tornar o gelo lamacento demais.

Derretendo gelo
Weegee Smith, de 57 anos, especialista em construir instrumentos personalizados de campo, assumia em seguida, operando uma poderosa máquina de derreter gelo. O aparelho puxava água de um poço que ele havia cavado e a aquecia a 180 graus. Smith pulverizava a água quente na área marcada, escavando uma fossa com 40 metros de profundidade.

Infelizmente, ?o gelo derreteu sem nenhuma resistência até o fundo?, disse Smith. Alguma resistência, segundo ele, teria indicado ?que atingimos algo e que era hora de dar uma olhada?.

No terceiro dia de perfuração, ele sentiu alguma resistência ? então foi trazida a câmera sub-superfície. Projetada por Alberto Behar, de 42 anos, engenheiro elétrico do Laboratório de Propulsão de Jatos da NASA, a câmera possui uma lente grande-angular cercada por 27 luzes LED, que poderiam iluminar a fossa aberta por Smith e transmitir imagens em tempo real. Qualquer indicação de metal, óleo ou lascas de tinta do J2F-4 faria com que Smith tivesse de cavar mais buracos.

Enquanto tudo isso ocorria, duas outras equipes saíram em busca dos outros locais candidatos na geleira, navegando cuidadosamente em meio a grandes buracos, pontes de neve e rachaduras de 2,5 metros. Eles marcaram os locais secundários e instalaram duas unidades permanentes de GPS, que rastreiam movimento e velocidade da geleira.

?Um dos maiores desafios desta missão foi não saber a velocidade com que a geleira está se movendo, ou em que direção?, explicou Behar.

Suas unidades de GPS enviam sinais via satélite, a cada quatro horas, a um receptor remoto em Los Angeles. Eventualmente, os dados darão `equipe de Sapienza uma ideia mais clara sobre até onde o avião pode ter se movido desde o acidente.

Após quatro dias de perfurações sob chuvas e ventos congelantes, os cientistas no local primário não encontraram indicações de que as anomalias detectadas pelo radar fossem algo além de grandes rachaduras. A equipe conseguiu descartar aquele local e focar nos outros pontos.

O tempo está se esgotando para a Guarda Costeira, que já gastou US$579 mil no esforço de resgate do Grumman Duck, incluindo US$314 mil para a viagem mais recente. Com temperaturas mais amenas, segundo os cientistas, a geleira e o avião estão avançando na direção do oceano com velocidade maior do que estimado inicialmente.

?Este é o verão mais quente da Groenlândia nos últimos 150 anos?, disse McKinley.
Sapienza afirmou: ?Estamos desapontados por não conseguirmos fazer mais, mas aprendemos muito e a Guarda Costeira está no caminho para os próximos passos. Aqueles homens fizeram o sacrifício definitivo, e é nosso dever trazê-los para casa?.

Morgan recebeu as novidades com muita calma, enquanto a equipe retornava. Ela tem ótimas lembranças de seu irmão mais velho, que a apresentou ao homem que se tornaria seu marido.
?É maravilhoso saber que John não foi esquecido?, disse ela. ?Não podemos desistir ? ainda não?.

The New York Times

Por que parece que as aranhas se penduram de cabeça para baixo em suas teias?

Segundo Norman I. Platnick, cientista sênior do Museu de História Natural de Nova Iorque, algumas o fazem e outras não. Mas aquelas que se penduram consideram esta posição conveniente para construir as teias.

?As aranhas formam um grupo muito extenso, com mais de 41.000 espécies conhecidas, sendo que nem todas fazem as mesmas coisas. Apenas cerca de metade das espécies constrói teias para capturar suas presas?, explica Platnick, autor do ?Catálogo de Aranhas do Mundo?, publicado pelo museu.

Ele conta que entre as espécies que constroem teias, muitas daquelas que formam camadas afuniladas se movem sobre as teias de cabeça para cima, e não penduradas.

?Mas para se pendurar em uma teia é necessário prender-se na seda; as aranhas possuem minúsculas garras e pelos nas pontas das pernas para se agarrar e se movimentar, podendo girar sobre o tecido de seda?, conta Platnick. ?Não há estruturas sobre suas cabeças ou abdomens que lhes permitam se pendurar e andar.?

Um artigo publicado em abril no site da revista de biologia ?The Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences? estudou a orientação de algumas aranhas do gênero Cyclosa, sentadas no centro de suas teias verticais.

?Descobrimos que as aranhas viradas para cima constroem teias de cabeça para baixo, com partes superiores maiores. As aranhas viradas para baixo possuem teias normais, com as partes inferiores maiores. Já as aranhas viradas para os lados formam as teias mais simétricas?, explicam os autores do estudo.
 

Reuters

Protesto contra mudanças climáticas fechou o porto de Newcastle, na Austrália

Um grupo de ambientalistas australianos fechou no domingo o principal porto para embarque de carvão do mundo, em um protesto contra mudanças climáticas.

A manifestação paralisou as operações nos três terminais operados pela Waratah Coal Services, no porto de Newcastle.

O protesto foi realizado pelo grupo Rising Tide, que reuniu cerca de 50 pessoas no local.

Foi a mais recente manifestação em um terminal realizado pelo Rising Tide, que afirma que as exportações de carvão da Austrália são uma das causas do aquecimento global.

"Nós paramos todas as operações no porto", afirmou a porta-voz do grupo ambientalista, Annika Dean.

O carvão é um dos principais produtos de exportação da Austrália.

Organizadores afirmaram que várias prisões foram realizadas no local. Policiais disseram que cinco pessoas acabaram detidas.

O porta-voz da Port Waratah Coal Services afirmou que levará alguns dias para que os prejuízos possam ser avaliados.

 

National Geographic

Confira uma seleção das melhores fotos da National Geographic

A foca-leopardo (que recebe este nome por conta de sua pelagem malhada) parece amistosa, mas é um dos principais predadores da Antártida. Ela é a única espécie de focas que se alimenta de animais de sangue quente. Os animais usam sua mandíbula poderosa e seus longos dentes para matar focas menores, peixes e lulas. O autor desta foto, Paul Nicklen, ficou cara a cara com o animal. A foca colocou a boca sobre sua mão e câmera, mas não atacou Nicklen. Em seguida, ela passou a se alimentar de pinguins e a oferecer o alimento ao fotógrafo. Veja mais na galeria:

 

iG São Paulo

Nova teoria afirma que série de erupções na Itália e Cáucaso pode ter mudado radicalmente o habitat dos hominídeos

Foto: Getty Images

Amor, guerra, ou vulcão? Mais uma hipótese se junta à coleção de razões que poderiam ter levado à extinção dos Neandertais. Um grupo de pesquisadores da Universidade do Texas em Arlington publicará na edição de outubro do periódico Current Anthropology um estudo que afirma que uma série de erupções vulcânicas na Europa pode ter causado uma diminuição drástica na população dos hominídeos, da qual eles não conseguiram se recuperar.

A equipe pesquisou camadas sedimentares na caverna Mezmaiskaya, na Rússia, e descobriu que uma série de erupções vulcânicas entre as regiões da Itália e das montanhas do Cáucaso há 40.000 anos matou toda a vegetação local. Segundo o estudo, é provável que as erupções mataram ou reduziram drasticamente a população de Neandertais, e o resto pode ter morrido de fome, já que a catástrofe teria desequilibrado todo o ecossistema ? sem plantas, sem animais herbívoros e os Neandertais, que eram caçadores, teriam ficado sem comida.

?A idéia de uma causa ambiental para o fim dos Neandertais já é conhecida. O que estamos tentando fazer é descobrir qual foi o mecanismo específico que levou a isso?, disse a antropóloga Naomi Cleghorn, que fez parte do estudo, ao site National Geographic News.

Outras teorias para a extinção da espécie afirmam que o homem moderno teve um papel vital nisso, via competição ambiental, guerra ou cruzamentos. Mas se a teoria do vulcão estiver correta, o fim deles foi muito mais trágico: grupos pequenos, isolados, sem ter o que comer.

Espécie resistente
É difícil imaginar que isso teria afetado uma espécie forte, que passou por várias Eras do Gelo e seria familiarizada com esse tipo de calamidade natural. Mas essa série de erupções teriam sido algo completamente fora do normal, de acordo com a antropóloga, acontecendo quase ao mesmo tempo -- uma delas, que aconteceu na região de Nápoles, foi considerada a maior erupção da Europa nos últimos 200.000 anos.

O Homo sapiens também poderia ter sido afetado, ressalta a pesquisadora. Mas na época, os grupos de seres humanos modernos ainda eram pequenos, com a maior parte da população ainda na África e na Ásia, enquanto os Neandertais se concentravam na Europa. Eles simplesmente não eram suficientes para repovoar o continente depois de um cataclisma desta magnitude.

A teoria tem seus problemas, o grupo admite. Não foi possível definir o espaço de tempo entre as erupções, por exemplo, e também quanto tempo levou para o Neandertal se extinguir completamente. Mas segundo estudiosos, ela se encaixa na cronologia da evolução humana. O que eles ressaltam é que os humanos provavelmente já estavam competindo com os Neandertais pelo mesmo nicho ecológico. Os vulcões podem ter sido apenas o golpe de misericórdia.

iG São Paulo

Cinco gerações de uma família paulistana mostram as mudanças que o clima passou neste século

A cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, enfrentou nesta semana a maior chuva de granizo da história, no Brasil. O inverno na capital paulista foi marcado por uma longa seca, com umidade relativa do ar equivalente à de um deserto. O que há por trás de mudanças climáticas que transformam, cada vez mais, a vida das pessoas? Veja o vídeo da Band News: 

 

 

AFP

Banco de dados pretende catalogar a biodiversidade da Terra. Cientistas planejam ter até 2015 meio milhão de espécies registradas

Foto: Getty Images

Um consórcio internacional de geneticistas lançará neste sábado, em Toronto, uma biblioteca com códigos de barras genéticos que identificam cerca de 80 mil espécies, anunciaram os diretores do projeto IBOL (International Barcode of Life Project).

"A apresentação do DNA em códigos de barras permitirá a todos um rápido acesso ao nome e às características biológicas de todas as espécies da Terra", prometeu o diretor científico do projeto, Paul Hebert.

A ideia é armar um banco de dados digital com a identificação de todos os organismos vivos da Terra (...) para a proteção da biodiversidade, destacou Hebert.

"Enfrentamos um ritmo alarmante de extinção de espécies (...) Mas nossos esforços para deter isto se chocam com lacunas em nosso conhecimento na distribuição e na diversidade das formas de vida".

No total, 25 países participam do projeto IBOL, uma fundação internacional sem fins lucrativos com orçamento de 150 milhões de dólares.

O banco de dados ficará no Instituto da Biodiversidade de Ontario e na Universidade de Guelph, no oeste de Toronto.

O plano é ter até 2015 a identificação em código de barras de cinco milhões de espécimes,  representando meio milhão de espécies vivas.

National Geographic

O biólogo Alfred Russel Wallace alcançou sua própria teoria da evolução em 1858

Foto: National Geographic

Alfred Russel Wallace, biólogo contemporâneo a Charles Darwin, encontrou seu próprio caminho para a teoria da evolução. Ele publicou seu estudo simultaneamente a Darwin, na Linnean Society of London, em 1858. Exemplares como o da foto a cima, ajudou a revelar a história das origens das espécies.

EFE

Os três tripulantes permaneceram no espaço um total de 176 dias

Foto: AFP

A cápsula da nave Soyuz TMA-18, com os russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko e a americana Tracy Caldwell-Dyson a bordo, aterrissou nesta sexta-feira sem contratempos nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.

"A aterrissagem transcorreu de acordo com o programado. Segundo os primeiros dados, os tripulantes (da Soyuz) estão bem", disse um porta-voz do CCVE, citado pela agência russa "Interfax".

A cápsula chegou à Terra, como estava previsto, às 2h23 (de Brasília), em uma região ao sudeste da cidade cazaque de Arkalyk, onde a esperavam as equipes de resgate.

Seus três tripulantes permaneceram no espaço um total de 176 dias, um a mais que o previsto, devido a uma falha técnica que obrigou a adiar em 24 horas seu retorno à Terra.

Na sexta-feira, um falso alarme fez com que a primeira manobra de desenganche da Soyuz da ISS fosse cancelada, no primeiro incidente como esse na história da exploração da plataforma orbital.

A agência espacial russa, Roscosmos, informou que um dos alarmes indicava falta de hermetismo da nave Soyuz, o que foi descartado depois de rigorosas revisões.

AFP

Hormônio seria responsável por dificuldade de se concentrar durante o período fértil

Um alto nível de estrogênio durante a ovulação pode ser o responsável direto pela lentidão ou dificuldade para se concentrar nas mulheres, afirma um estudo divulgado nesta sexta-feira no Canadá.

Pesquisadores do Centro de Estudos de Neurobiologia da Concordia University, em Montreal, vincularam os altos níveis de estrogênio em ratos de laboratório à incapacidade de prestar atenção e aprender, segundo o trabalho que sairá na revista Brain and Cognition.

Os altos níveis hormonais também interferem na capacidade da mulher de prestar atenção, mas o estudo é o primeiro que mostra "como este impedimento pode dever-se ao efeito direto do hormônio em estruturas cerebrais evoluídas", afirmam os pesquisadores em comunicado.

Os humanos e os roedores têm uma fisiologia cerebral similar.

"Já se sabe que o estrogênio tem um papel significativo na aprendizagem e na memória, não há um consenso claro em seus efeitos", disse Wayne Brake, principal autor do estudo.

"Nossas descobertas (...) são conclusivas quanto ao fato de os altos níveis de estrogênio inibirem a capacidade cognitiva dos roedores fêmea", afirmou.

O próximo passo será determinar a forma como essa interferência ocorre, disse Brake.

iG São Paulo

As imagens da sonda mostram semelhanças e diferenças entre as emissões geradas em Saturno e na Terra

Foto: ESA/NASA/Hubble

Pela primeira vez uma sonda espacial pode observar o interior da aurora de rádio de outro planeta além da Terra. As medições foram tomadas quando a sonda Cassini sobrevoou uma região de aurora ativa de Saturno em 2008. As imagens mostram semelhanças e diferenças entre as emissões geradas em Saturno e na Terra.

Os resultados foram apresentados por Laurent Lamy, do Observatório de Paris no Congresso Europeu de Ciência Planetária, em Roma, e publicados recentemente no periódico Geophysical Research Letters.

?Este é um evento único?, disse Lamy. ?É a primeira oportunidade de observar a região de aurora ativa em Saturno. Conseguimos construir imagens detalhadas da atividade da aurora por meio de três instrumentos da Cassini. Isto nos dá uma fascinante visão sobre os processos que estão gerando aurora de rádio no planeta."

A Cassini encontrou a região da aurora a uma distância de 247 milhões de quilômetros do alto das nuvens do planeta, cerca de quatro vezes o raio de Saturno. Ela aparece na forma de um brilho nos polos de Saturno, e pulsa em sintonia com as emissões de rádio do planeta. As emissões são geradas pelo rápido movimento de elétrons em espiral ao longo das linhas de campo magnético de Saturno.

No dia 17 de outubro de 2008, a sonda detectou três cortinas sucessivas de auroras ativas. Uma equipe internacional de cientistas construiu um quadro das propriedades da fonte de rádio. Eles também identificaram as linhas do campo magnético por onde a aurora é emitida.

A Terra também tem emissões de aurora e os resultados do trabalho mostram que o processo que gera a aurora de rádio parece ser o mesmo nos dois planetas. Porém, existem pequenas diferenças entre os dois planetas. Na Terra, há uma cavidade no plasma que existe sobre a área da aurora, diferentemente de Saturno.


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