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EFE

Foram detectadas três mensagens que o presidente não enviou

O ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, informou hoje que foi aberta uma investigação sobre um suposto "hackeamento" da conta de Twitter do presidente Hugo Chávez, após serem detectadas três mensagens que ele não enviou.

Em declarações esta noite à rede estatal "Venezolana de Televisión", o ministro disse que o Governo venezuelano solicitou formalmente aos administradores da rede social Twitter uma investigação para determinar os responsáveis.

O titular de Interior assinalou que se presume o "hackeamento" da conta do presidente, @chavezcandanga, desde quarta-feira passada, data na qual foi enviada a primeira mensagem suspeita.

O ministro acrescentou que uma das três mensagens foi escrita quando o presidente estava em um ato público no último dia 24 de setembro, transmitido ao vivo.

EFE

Apreensão foi feita pela guarda - costeira dos Estados Unidos

A Marinha do Equador informou hoje que a guarda-costeira dos Estados Unidos capturaram um pesqueiro equatoriano com 1.200 quilos de droga e 11 de seus tripulantes.

Mario Yépez, da Marinha, disse ao canal "Ecuavisa" que o pesqueiro foi interceptado na quarta-feira passada em águas internacionais, perto de 300 quilômetros das Ilhas Galápagos, situadas a mil quilômetros do litoral continental.

Yépez disse que no barco não se encontrou pesca e que alguns membros da tripulação tinham abordado, antes da captura, um bote do qual jogaram ao mar vários fardos de droga.

Os guarda-costeira americanos conseguiram recolher da água cerca de 40 pacotes de droga e no pesqueiro foram achados dez quilos, que foram entregues às autoridades equatorianas.

EFE

Medida foi tomada para a realização das eleições parlamentares na Venezuela neste domingo

As autoridades venezuelanas ordenaram hoje o fechamento temporário da fronteira com a Colômbia por 24 horas, a partir desta noite, por ocasião da realização neste domingo das eleições parlamentares na Venezuela.

O chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana, Henry Rangel Silva, anunciou que este fechamento entrou em vigor às 20h (horário local, 21h30 de Brasília) e se prolongará até o domingo na mesma hora.

"Ordena-se a restrição do trânsito de pessoas através das fronteiras terrestres e aquáticas do país com a República da Colômbia" disse Rangel Silva, em declarações à estatal "Venezolana de Televisión".

Ele explicou que a medida, implementada em outras ocasiões por ocasião de jornadas eleitorais, foi tomada para "evitar algum problema que pudesse entorpecer o processo eleitoral das eleições parlamentares".

EFE

Presidente palestino disse em discurso na ONU que Israel deve escolher "entre a paz e a continuidade dos assentamentos"

Foto: Reuters

Os Estados Unidos intensificaram neste sábado sua mediação entre israelenses e palestinos para evitar que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, cumpra sua ameaça e se retire das negociações de paz com Israel se a moratória sobre as colônias judias não for ampliada.

"O presidente Abbas e o enviado especial, George Mitchell, se reuniram hoje durante 30 minutos em Nova York. Os Estados Unidos mantêm seu compromisso com as duas partes", indicou hoje o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, mediante uma mensagem na rede social Twitter.

Pouco antes, Crowley assinalou que o Governo do presidente Barack Obama "faz todo o possível para que se mantenham as negociações diretas entre as partes".

Abbas, em seu discurso perante a Assembleia Geral da ONU que acontece em Nova York, assegurou que Israel deve escolher "entre a paz e a continuidade dos assentamentos", em referência à moratória sobre os assentamentos de colonos judeus na Cisjordânia que expira à meia-noite do dia 26 de setembro.

O porta-voz do Departamento de Estado acrescentou que o mediador dos EUA e ex-senador americano, George Mitchell, se reunirá ao longo do dia com o presidente Abbas.

Negociações

As negociações de paz entre palestinos e israelenses foram retomadas em setembro, mediadas pelos Estados Unidos, depois de uma interrupção de 20 meses. Mas os palestinos já ameaçaram sair da negociação a não ser que Israel estenda o prazo de congelamento na construção de assentamentos na Cisjordânia. Este prazo de dez meses deve terminar neste domingo.

Até o momento, Israel se recusou a estender o prazo, afirmando que a construção de assentamentos não impede as negociações de paz. De acordo com a correspondente da BBC em Nova York Bridget Kendall, há indicações que uma negociação frenética ainda está ocorrendo nos bastidores para evitar que os palestinos se retirem das negociações.

Faixa de Gaza
Em seu discurso, Abbas também afirmou que os palestinos querem colaborar com os esforços do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para continuar com as negociações de paz.

Mas, ele também citou outros problemas dos palestinos com Israel, incluindo o bloqueio à Faixa de Gaza e os milhares de palestinos que ainda estão presos pelos israelenses.

"O bloqueio israelense impede que nosso povo na Faixa de Gaza reconstrua suas casas, apesar do fato de a comunidade internacional de doadores ter prometido aproximadamente US$ 5 bilhões para financiar a reconstrução."
"Este bloqueio contra a Faixa de Gaza deve ser suspenso imediata e completamente", afirmou.

As negociações diretas entre israelenses e palestinos foram retomadas em Washington no inicio deste mês, quase dois anos após terem sido suspensas em consequência da ofensiva de Israel à Faixa de Gaza, ocorrida em dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

O Quarteto - grupo formado pelos Estados Unidos, Organização das Nações Unidas (ONU), Rússia e União Europeia - que tem um papel fundamental na intermediação do processo de paz no Oriente Médio, fez um apelo a Israel para que estenda o prazo do congelamento.

Na Cisjordânia - região reivindicada pelos palestinos para fazer parte de seu futuro Estado - existem mais de 150 assentamentos nos quais moram cerca de 300 mil colonos israelenses.

Outros 200 mil israelenses moram na parte oriental de Jerusalém, na qual os palestinos pretendem fundar sua capital.

O congelamento decretado pelo governo israelense se refere apenas à Cisjordânia e não inclui a construção em Jerusalém Oriental, anexada por Israel depois da guerra de 1967.

O Quarteto também pede que ambos os lados (israelenses e palestinos) evitem atos de provocação e pronunciamentos que possam acirrar os ânimos.

*Com informações da EFE e BBC Brasil

AFP

Socorristas descerão até onde estão os trabalhadores para organizar a subida à superfície

Foto: Reuters

Uma das três cápsulas de resgate que serão utilizadas para retirar os 33 mineiros presos a 700 metros sob a terra chegou neste sábado à mina San José, no norte do Chile. A cápsula metálica, construída nos estaleiros da Marinha chilena (Asmar), chegou às 15H43 local, em um caminhão escoltado pela polícia.

A estrutura, que resgatará os mineiros um a um, tem 2,5 metros de comprimento e peso aproximado de 250 quilos, segundo a Asmar.

A cápsula será puxada para a superfície por um estreito túnel, de cerca de 70 cm, que é aberto por três perfuradoras, que trabalham separadamente e em três frentes.

O resgate dos mineiros, presos desde 5 de agosto passado, deve ocorrer no início de novembro, segundo o ministro da Mineração, Laurence Golborne.

Detalhes do resgate

O governo chileno divulgou neste sábado os detalhes da fase final do resgate dos 33 mineradores presos no norte do país, e anunciou que dois socorristas descerão até onde estão os trabalhadores para organizar a subida à superfície.

O ministro de Mineração do país, Laurence Golborne, e o de Saúde, Jaime Mañalich, foram neste sábado à mina San José para planejar com as equipes de resgate a última fase da operação de salvamento e os cuidados médicos que os mineradores receberão assim que saírem da jazida.

Mañalich explicou aos jornalistas que descerão à mina um socorrista e outro médico, especialistas em trabalhos de resgate, "para assistir aos mineiros na sua entrada na cápsula".

A Marinha irá fabricar a espécie de três gaiolas para o resgate, que foram batizadas com o nome de Fênix. A primeira delas tem previsão de chegar à mina ainda hoje.

O ministro de Mineração explicou que as cápsulas são equipadas com um tubo de oxigênio e com microfone e alto-falantes, para manter a comunicação com o exterior durante o resgate.

Quanto aos trabalhos de resgate, a máquina T-130, encarregada do "Plano B", alcançou os 175 metros no alargamento do túnel de 632 metros que escavou com sucesso na primeira etapa de sua tarefa.

A perfuradora Strata 950, do "Plano A", chegou a 442 metros de profundidade, de um total de 702 metros que deve cavar para depois alargar o conduto. Já a máquina petrolífera RIG 421, que executa o "Plano C" e é a única que cava diretamente um túnel de 66 centímetros de diâmetro, chegou hoje a 62 metros de profundidade.

Resgate

Os trabalhos de resgate podem ser concluídos em outubro por causa do avanço mais rápido em uma das perfurações. O maior otimismo na operação de resgate dos operários, presos a cerca de 700 metros de profundidade na região norte do país, surgiu depois que a máquina perfuradora de petróleo da estatal ENAP, usada no Plano C de resgate, atravessou 23 metros em apenas quatro horas.

"Quando perfurarmos os primeiros 200 metros estarei em condições de dizer mais ou menos o tempo estimado", disse Juan Carlos Marin, um trabalhador argentino da empresa responsável pelas perfurações da máquina petroleira. "Tomara, tomara que, se continuarmos assim, em sete dias terminemos, não?", acrescentou, ao ser consultado sobre o ritmo de trabalho alcançado em quatro horas.

O governo, que originalmente estimava a conclusão do resgate entre novembro e dezembro, está "esperançoso" de que os trabalhos sejam concluídos antes do previsto, disse o presidente chileno, Sebastián Piñera.

Em uma das operações de resgate subterrâneo mais complexas já realizadas, foram cavados sucessivamente buracos mais largos, usando três perfuradoras para alcançar os mineiros. Eles se refugiaram em um túnel após um desabamento em 5 de agosto.

Com informações da EFE a AFP

Nahum Sirotsky, de Israel

Domingo pode ser o último dia de tranquilidade entre israelenses e palestinos

Domingo é o último dia da suspensão de construções nos territórios ocupados. Por todos os cantos, inclusive Jerusalém, elementos da direita israelense estão preparados para retomar obras interrompidas e iniciar outras. Hillary Clinton trabalha sem parar junto a israelenses e palestinos. Domingo pode ser o último dia de tranquilidade.

Mahmoud Abbas (Abu Mazen) reafirmou no auditório da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, que ?Israel tem de escolher entre paz e os assentamentos nos territórios ocupados?. Mas explicitou que restaurar a credibilidade ao processo de paz requer que Israel cumpra com suas obrigações e cesse todas as construções nos territórios ocupados, principalmente Jerusalém. Compreende-se que caso contrário Abu Mazen abandonará as conversações de paz. Hillary tenta evitar o colapso das negociações.

Houve quem entendesse que o líder palestino queria a imediata suspensão de todas as atividades na área, radicalizando posições que israelenses jamais poderiam atender. Na verdade ele demanda que sejam paralisadas todas as obras em andamento e o início de outras, o que é outra coisa. Mas é um grande problema para Netanyahu, líder israelense. A vida do gabinete que ele preside inclui o peso decisivo da Direita. Ambos, Abu Mazen e Bibi, jogam com a continuação de seus governos. Se não chegarem a um meio termo aceitável de cada lado, um deles será derrubado. Como Bibi é quem tem de fazer a maior concessão, esticando o prazo da moratória, é provável que perca o apoio de sua Direita em votação parlamentar. Para se segurar terá de ir buscar apoio no Kadima, que se define centrista, ao que tem resistido. À 1 da manhã do domingo israelense, não se previa como será o dia. Preferira Bibi ceder? Firmará o pé na sua posição de autorizar as obras?

Abu Mazen, o presidente da Autoridade Palestina, tem uma posição política precária. Pode teimar. Ele já passou dos 75 e está cansado. Pode ser domingo a sua oportunidade de grande gesto e renunciar. Mas ele insiste que a solução não pode ser à custa de sangue.

Observando tudo está o Hamas, o Movimento de Resistência Islamica qualificado de terrorista que domina vasto segmento dos palestinos em Gaza, onde manda e está infiltrado na zona de Abu Mazen, com quem está rompido.

Se Netanyahu e Abu Mazen não se entenderem, domingo poderá marcar o reinicio de choques que os palestinos do Fatah e os israelenses não desejam. E seria a chance do Hamas. Os que apostam no bom senso acreditam num domingo tranquilo. É a maioria. Mas são sempre minorias que promovem e precipitam a violência. E como é boa a vida vivida sem violência!

 

BBC Brasil

A mulher do primeiro-ministro, Samantha, teve o bebê quando a família passava as férias na região da Cornualha

Foto: AP

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que sua filha recém-nascida dorme em uma caixa de papelão, ao invés de um berço. Cameron disse em entrevista ao jornal britânico 'Daily Telegraph' que, quando Florence nasceu em agosto, ela não tinha um berço.

Então sua irmã mais velha, Nancy, de seis anos, decorou uma caixa de papelão para que a recém-nascida dormisse.

A mulher do primeiro-ministro, Samantha, teve o bebê quando a família passava as férias na região da Cornualha.

Segundo Cameron, o bebê continuou na caixa mesmo depois de a família retornar para a residência oficial, em Downing Street, Londres.

"Nancy fez para ela uma caixa de papelão quando estávamos na Cornualha, pois não tínhamos um berço, e decorou a caixa. E ela ainda está na caixa", disse. "Ela vai pode dizer: fui criada em Downing Street em uma caixa de papelão."

O primeiro-ministro disse ainda que a recém-nascida é "maravilhosa e muito bem comportada. Ela come e dorme, na maioria das vezes, em um horário bom e tem sido ótimo".

"As outras crianças (Nancy e Elwen, de quatro anos) a adoram", acrescentou Cameron.

EFE

Socorristas descerão até onde estão os trabalhadores para organizar a subida à superfície

Foto: Reuters

Uma das três cápsulas de resgate que serão utilizadas para retirar os 33 mineiros presos a 700 metros sob a terra chegou neste sábado à mina San José, no norte do Chile. A cápsula metálica, construída nos estaleiros da Marinha chilena (Asmar), chegou às 15H43 local, em um caminhão escoltado pela polícia.

A estrutura, que resgatará os mineiros um a um, tem 2,5 metros de comprimento e peso aproximado de 250 quilos, segundo a Asmar.

A cápsula será puxada para a superfície por um estreito túnel, de cerca de 70 cm, que é aberto por três perfuradoras, que trabalham separadamente e em três frentes.

O resgate dos mineiros, presos desde 5 de agosto passado, deve ocorrer no início de novembro, segundo o ministro da Mineração, Laurence Golborne.

Detalhes do resgate

O governo chileno divulgou neste sábado os detalhes da fase final do resgate dos 33 mineradores presos no norte do país, e anunciou que dois socorristas descerão até onde estão os trabalhadores para organizar a subida à superfície.

O ministro de Mineração do país, Laurence Golborne, e o de Saúde, Jaime Mañalich, foram neste sábado à mina San José para planejar com as equipes de resgate a última fase da operação de salvamento e os cuidados médicos que os mineradores receberão assim que saírem da jazida.

Mañalich explicou aos jornalistas que descerão à mina um socorrista e outro médico, especialistas em trabalhos de resgate, "para assistir aos mineiros na sua entrada na cápsula".

A Marinha irá fabricar a espécie de três gaiolas para o resgate, que foram batizadas com o nome de Fênix. A primeira delas tem previsão de chegar à mina ainda hoje.

O ministro de Mineração explicou que as cápsulas são equipadas com um tubo de oxigênio e com microfone e alto-falantes, para manter a comunicação com o exterior durante o resgate.

Quanto aos trabalhos de resgate, a máquina T-130, encarregada do "Plano B", alcançou os 175 metros no alargamento do túnel de 632 metros que escavou com sucesso na primeira etapa de sua tarefa.

A perfuradora Strata 950, do "Plano A", chegou a 442 metros de profundidade, de um total de 702 metros que deve cavar para depois alargar o conduto. Já a máquina petrolífera RIG 421, que executa o "Plano C" e é a única que cava diretamente um túnel de 66 centímetros de diâmetro, chegou hoje a 62 metros de profundidade.

Resgate

Os trabalhos de resgate podem ser concluídos em outubro por causa do avanço mais rápido em uma das perfurações. O maior otimismo na operação de resgate dos operários, presos a cerca de 700 metros de profundidade na região norte do país, surgiu depois que a máquina perfuradora de petróleo da estatal ENAP, usada no Plano C de resgate, atravessou 23 metros em apenas quatro horas.

"Quando perfurarmos os primeiros 200 metros estarei em condições de dizer mais ou menos o tempo estimado", disse Juan Carlos Marin, um trabalhador argentino da empresa responsável pelas perfurações da máquina petroleira. "Tomara, tomara que, se continuarmos assim, em sete dias terminemos, não?", acrescentou, ao ser consultado sobre o ritmo de trabalho alcançado em quatro horas.

O governo, que originalmente estimava a conclusão do resgate entre novembro e dezembro, está "esperançoso" de que os trabalhos sejam concluídos antes do previsto, disse o presidente chileno, Sebastián Piñera.

Em uma das operações de resgate subterrâneo mais complexas já realizadas, foram cavados sucessivamente buracos mais largos, usando três perfuradoras para alcançar os mineiros. Eles se refugiaram em um túnel após um desabamento em 5 de agosto.

Com informações da EFE a AFP

EFE

Tempestade deve seguir provocando chuvas nas próximas 48 horas

Foto: Reuters

Após passar por Honduras e se aproximar da Guatemala, a tempestade "Matthew" chegou neste sábado a Belize na condição de depressão tropical, informou uma fonte oficial. Apesar de ter perdido força, "Matthew" seguirá provocando chuvas nas próximas 48 horas.

O meteorologista do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh) Mynor Díaz explicou à Agência Efe que o fenômeno meteorológico ingressou pela parte sul de Belize e passou pela fronteira com o departamento guatemalteco de Petén.

"A tempestade Matthew ingressou como uma depressão tropical e nas próximas horas será rebaixado a um sistema de baixa pressão", assegurou o especialista.

Díaz previu que as chuvas causadas pela passagem do fenômeno natural pelo litoral do Caribe afetarão principalmente os departamentos guatemaltecos de Izabal, Petén e Las Verapaces, no norte.

A trajetória de "Matthew é em direção ao norte de Petén, fronteiriço com Belize, rumo a Iucatã (México), segundo a última fotografia de satélite", disse Díaz.

Por sua vez, o secretário-executivo da Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred), Alejandro Maldonado, disse a jornalistas que as próximas 12 horas serão as mais difíceis no Caribe e no norte pelo volume de chuvas.

Segundo Maldonado, as chuvas deixaram 300 pessoas desabrigadas nas últimas 48 horas.

"Matthew" é a 13ª tempestade tropical da temporada de furacões no Atlântico. A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) atualizou sua previsão e prevê a formação entre 14 e 20 tempestades e de oito a 12 furacões, que podem afetar EUA, Caribe, América Central e Golfo do México.

iG São Paulo

Popularidade e projeto de revolução de Chávez serão testados domingo, quando 17 milhões devem ir às urnas eleger assembleia

Foto: Reuters

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, garantiu neste sábado a realização das eleições legislativas deste domingo, mesmo em caso de problemas técnicos ou falhas no sistema de energia elétrica do país, abalado por uma crise energética e pelas fortes chuvas das últimas horas.

"Todas as nossas máquinas de votação têm baterias que podem funcionar por 14 horas com ou sem apagão", o que garantirá ao eleitorado "um ato de votação sem interrupções, como estabelece a lei", explicou Lucena, em entrevista exclusiva à rede Telesur.

Segundo ela, o governo e as Forças Armadas, assim como o CNE, já tomaram "extremas medidas de segurança nos pontos críticos de nosso sistema elétrico", afetados principalmente por uma grave seca que atingiu a Venezuela nos últimos meses, situação desencadeada pela baixa expansão e ausência de investimentos no setor.

Já em relação à expectativa do conselho para o pleito, Lucena disse que a avaliação realizada pela autoridade eleitoral aponta que "os eleitores deram mostras de maturidade e consciência". Espera-se nestas votações que a afluência seja positiva, após a alta abstenção do pleito anterior, em 2005, marcado pelo boicote da oposição, que decidiu não se apresentar, como forma de protesto.

Segurança

O chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO) das Forças Armadas da Venezuela, general Henry Rangel Silva, informou que não foram registradas alterações da ordem pública e prognosticou que as eleições legislativas serão tranquilas.

"Tudo ocorreu com total normalidade, não há informes de pessoas que tenham atentado contra algum centro de votação. Isso indica que teremos eleições bem tranquilas", declarou Rangel Silva, ao reportar à imprensa local a situação deste sábado, dia prévio ao pleito.

De acordo com a Agência Venezuelana de Notícias (AVN), houve apenas um registro no país, em El Paraíso -- onde quatro máquinas que captam impressões digitais e laptops desapareceram. "Contudo, já foi tomada a decisão de inabilitar eletronicamente as máquinas, ou seja, elas não poderão ser usadas", continuou o comandante.

Ele ainda recordou que as operações de segurança foram intensificadas, assim como as atividades para garantir que o processo ocorra sem inconvenientes, como eventuais quedas de energia. Para as votações deste domingo, foram designados pelo menos 130 mil agentes.

Desde a quarta-feira passada está suspensa a permissão do porte de armas em todo o território venezuelano, medida que será levantada na terça-feira, às 18h locais (19h30 no horário de Brasília). Também estão proibidos o consumo e a comercialização de bebidas alcoólicas, decisão que vai até às 6h locais da próxima segunda-feira.

Eleição

A popularidade do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de seu projeto de revolução serão avaliados nas urnas neste domingo, quando mais de 17 milhões de venezuelanos são esperados nas urnas para definir a recomposição do Parlamento, governado durante cinco anos por uma maioria governista.

Há 11 anos no poder, o presidente  aposta em sua popularidade para conseguir votos. "Chávez sabe que estão em jogo as eleições de 2012, que junta a escolha simultânea para governadores, prefeitos e presidente", afirmou o analista político Javier Biardeau, professor da Universidade Central da Venezuela.
Durante a campanha, o presidente percorreu vários Estados do país em caravanas que foram seguidas por milhares de simpatizantes, convertendo essa eleição parlamentar, mais uma vez, em um plebiscito sobre sua futura candidatura à reeleição, em 2012, e sobre o projeto de construção do chamado "socialismo do século 21".

"Imagine se um esquálido (opositor) voltasse a governar em Miraflores (sede do governo)? Tomariam de volta tudo o que a revolução deu para vocês, coisa que não é nenhum favor do governo e sim um direito do povo, de viver com dignidade. Por isso, enquanto Chávez for presidente, continuarei trabalhando sem descanso com os deputados da revolução", afirmou o presidente.

Para esse domingo, Chávez pediu a seus simpatizantes "uma vitória por nocaute" para defender o "socialismo bolivariano". "Não menos de dois terços (do Parlamento), esse é o calibre da vitória", afirmou Chávez, na semana passada, durante um comício de campanha.

Pesquisas

De acordo com pesquisas de opinião, a base governista deverá conquistar a maioria das cadeiras do Parlamento. No entanto, o chavismo corre o risco de perder a maioria qualificada das 165 vagas em disputa, o que permitiria à oposição frear a aprovação de leis que permitam radicalizar o projeto da revolução bolivariana.
Se o governo conquistar a maioria simples, entre 99 e 109 das vagas no Parlamento, estará obrigado a negociar com a oposição para a aprovação de leis orgânicas e nomeação de representação das Cortes dos país. Com 110 parlamentares, o governo alcança a maioria qualificada e poderá aprovar leis estruturais sem o apoio dos opositores.

"A cifra mágica para a radicalização será 125 deputados. Se consegue isso tem luz verde para seguir", afirmou Javier Biardeau. Se obtiver essas 125 vagas - cenário quase improvável de acordo com as pesquisas -, o governo poderá interpretar este resultado como um sinal de que deve pisar o acelerador das reformas.

Oposição

A oposição, por sua vez, também vê o pleito legislativo como uma oportunidade para disputar o poder com o chavismo, na esteira do descontentamento de alguns setores que antes simpatizavam com o governo.

"Vamos conquistar o que o país está esperando: uma Assembleia Nacional multicolor, que governe para todos", afirmou o candidato opositor Julio Borges, membro da Mesa da Unidade Democrática, grupo que reúne as candidaturas dos partidos opositores.

Para o analista Edgardo Lander, a volta da oposição ao Parlamento fortalece o sistema democrático representativo do país e fragiliza o chamado "braço golpista" da oposição, que a seu ver, foi determinante para levar os legisladores anti-chavistas a se retirarem da disputa eleitoral de 2005, entregando o controle absoluto da Assembleia Nacional à maioria governista. "Este grupo descartava por completo a via eleitoral e o trabalho político. A lógica desse setor era que era preciso derrubar Chávez e buscar apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos", afirmou.

Para o analista político Javier Biardeau, o novo Parlamento passará a ser uma "caixa de ressonância" das diferentes correntes políticas do país. A seu ver, os parlamentares governistas, que legislaram durante cinco anos sem adversário político, "terão de reconhecer que há uma diversidade de forças além do chavismo no Parlamento, que terão voz política e que, além disso, estarão apoiados por todos os meios de comunicação privados", afirmou.

Edgardo Lander acredita que a oposição tende a se fortalecer nessas eleições, porém, considera "pouco provável" que consiga organizar uma candidatura unitária capaz de fazer frente à liderança do presidente venezuelano. Esse cenário, no entanto, pode ser alterado, caso a oposição conquiste uma maior quantidade de votos nas eleições legislativas em relação ao governo. "Se isso ocorre, pode haver maiores riscos para a candidatura à reeleição presidencial em 2012, mas ainda assim, é improvável uma derrota de Chávez", afirmou.

De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, 150 observadores internacionais e 60 convidados de partidos políticos estrangeiros acompanharão o pleito deste domingo. Mais de 12 mil centros de votação serão protegidos por cerca de 250 mil militares. O voto na Venezuela é facultativo.

Com informações da Ansa e BBC Brasil

EFE

Representantes do ETA assinalam que a solução para o conflito deve ser alcançada através do diálogo e da negociação

A organização terrorista ETA demonstrou, em entrevista ao diário independentista basco "Gara", a "disposição para um cessar-fogo permanente e verificável, e para ir ainda mais longe, se houver condições para isso".

Na entrevista, com prévia divulgada neste sábado e que será publicada integralmente no domingo, dois representantes do ETA assinalam que a solução para o conflito deve ser alcançada através do diálogo e da negociação, e que essas conversas correspondem aos agentes políticos e sociais bascos.

A entrevista foi realizada antes da apresentação, neste sábado, de um documento no qual o partido ilegal Batasuna, considerado o braço político da ETA, e outras organizações independentistas pedem à organização terrorista "um cessar-fogo permanente, unilateral e verificável pela comunidade internacional como forma de expressar a disposição para o definitivo abandono de sua atividade armada".
 

Reuters

Protestos contra a administração indiana na região duram meses e já mataram mais de 100 pessoas

 

A Índia disse neste sábado que iria considerar reduzir o esquema de segurança na disputada Caxemira, para acalmar os protestos que já duram meses contra a administração indiana na região, nos quais mais de 100 pessoas morreram, a maioria pela polícia.

O ministro do Interior, Palaniappan Chidambaram, afirmou que o governo anunciaria logo uma equipe para iniciar um diálogo na Caxemira, que também envolveria os partidos políticos, e que todos os manifestantes presos por atirar pedras seriam libertados.

O pacote conciliatório incluiria indenização para as famílias dos mortos e a promessa de revisão da lei que dá às forças de segurança poderes para revistar, prender e atirar.

"Vamos pedir ao governo do estado para imediatamente organizar uma reunião das forças de segurança e para rever o emprego de forças no vale da Caxemira, em especial em Srinagar," declarou o ministro Chidambaram à imprensa, depois de uma reunião do gabinete indiano.

Único estado indiano com maioria muçulmana, cujo controle é reivindicado pelo Paquistão, a Caxemira tem sido há meses um lugar de greves, protestos e toques de recolher. Escolas e lojas permanecem fechadas, e estradas, desertas,

Críticos têm até agora atacado o premiê Manmohan Singh por não levar a sério as maiores manifestações pela independência em duas décadas. O novo plano marcaria, assim, uma mudança drástica na posição do governo.

"Esse pode ser o início de um processo para a construção de confiança, já que medidas como libertação de pesos e redução de esquema de segurança vão repercutir junto às pessoas comuns," afirmou Siddharth Varadarajan, editor do jornal The Hindu.


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