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Cantor adianta sucessos do prximo CD, canta Beatles e joga toalha para os fs na apresentao de sexta-feira (24)

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Adolescentes gritavam o nome de Drake Bell repetidamente por volta das 21h da ltima sexta-feira (24), no Citibank Hall, em So Paulo. a primeira vez que o cantor que tambm  estrela da srie "Drake & Josh", da Nickelodeon vem ao Brasil para cantar os sucessos dos lbuns "Telegraph" (2005) e "It's Only Time" (2006).

A primeira msica do setlist da noite foi "Queen of Sympathy". E s depois de cantar "Up Periscope", "Do What You Want" e "Our Love", Drake Bell esboou falar com o pblico, que berravam "eu te amo" em unssono. Mas no passou de uma consentida com a cabea e um "Yeah". Oito msicos acompanhavam Drake Bell, inclusive trs instrumentistas de sopro, DJ e pianista. O guitarrista interagia com a plateia e imitava os gritinhos das meninas, que foram ao delrio quando ele arremessou a palheta.  

Apesar de cantar 16 canes com emoo, pular, arrancar gritos, brincar com os msicos e at filmar e tirar fotos da plateia, Drake Bell no dava muita ateno para os fs. Ele interpretava uma msica atrs da outra sem se importar em agradar ou mandar mensagens de carinho s um "thank you so much" para no ficar desagradvel.

Quase no fim do show, cartas quilomtricas, camisetas e mais presentinhos foram jogados ao palco. Sabe aquela cena em que o artista enxuga a testa de suor com uma toalha branca, faz um charme, arremessa pelo ar e um aglomerado de pessoas se estapeiam para ficar com a lembrana? Foi exatamente assim. Mas a exaltao foi maior quando ele se abanou, demonstrando que em cima do palco tambm estava quente, e tirou o blazer azul. Por baixo, uma camiseta com a estampa de uma capa gringa da revista Playboy.

No decorrer da noite, ele ainda tocou os hits "I Found A Way", "Unbelievable", "I Know", "Big Shot", "Somehow", "Makes me Happy" e msicas do prximo CD. E, mesmo com os pedidos desesperados por "Down We Fall" quando as luzes se apagaram, Drake voltou sozinho com o violo e tocou "Blackbird", dos Beatles. Talvez ele satisfaa os fs na prxima vinda ao Brasil.  

Cresci intelectualmente, conheci pessoas para trocar experincias
e tive muitas oportunidades, conta Ana Cludia Silva Gomes

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Voc j teve a sensao de que gostaria de ajudar quem precisa, mas no sabe por onde comear? Ana Cludia Silva Gomes, 17 anos, encontrou uma maneira aos 13, quando conheceu a ONG Projeto Anchieta, no Graja (distrito da cidade de So Paulo) e passou a realizar oficinas de msica, esportes, educao para o trabalho e teatro. A iniciativa acaba de render a ela o prmio Jovem Brasileiro, na categoria Coletivo Coca-Cola. Cresci intelectualmente, conheci pessoas para trocar experincias e tive muitas oportunidades, diz.

Uma dessas oportunidades foi conhecer, em 2009, os responsveis pelo Coletivo Coca-Cola um programa que seleciona jovens de 17 a 25 anos, que vivem em comunidades carentes, para transform-los em vendedores dos produtos da marca. So dois meses com aulas sobre tcnicas de varejo. Ana Cludia foi uma das que participou do projeto e, como fazia o trabalho social, acabou indicada para receber o Prmio Jovem Brasileiro, concorrendo com outros cinco escolhidos.

Antes disso, por meio da ONG, ela participou do curso para se tornar uma mediadora de leitura e incentivar o aprendizado das crianas. Mais de 30 creches j receberam suas visitas. Ns selecionamos os livros que temos no acervo e as prprias crianas escolhem os que chamam mais a ateno. O importante estimular o prazer e o conhecimento, avalia. Ela, ento, conta histrias, mostra as ilustraes e reconstri o mundo da fantasia para crianas que vivem em bairros de baixa renda. maravilhoso saber que eu incentivei essa vontade de ler. Eu ensino, mas tambm aprendo.

O passo seguinte foi se transformar em multiplicadora. Hoje ela quem treina os jovens para ir s creches e narrar as histrias. Cada instituio parceira do Coletivo Coca-Cola nas unidades de Vila Brasilndia, Paraispolis, Ermelino Matarazzo e Helipolis, todas em So Paulo , pr-selecionou os jovens mais expressivos. Ana Cludia foi a escolhida de Graja. No dia da premiao, a votao aconteceu durante o evento, via SMS. Eu no esperava. Foi muito importante ter o reconhecimento do meu esforo e do meu trabalho. Fao tudo por amor e muito bom ser prestigiada por representar os jovens da minha comunidade, que tambm se preocupam em ajudar, completa.

Estudante do 3 ano do Ensino Mdio, ela est em dvida entre os cursos de Medicina Veterinria, Biologia e Gastronomia. No tem muito a ver, mas ainda tenho uns meses para escolher. Mas mesmo na faculdade, no vou sair do projeto, j adianta. E ainda alerta aos jovens que tambm querem contribuir. Procure algo que voc goste de fazer e encontre um meio de transmitir sua mensagem.                   

Aos 16 anos, a atriz j mostra muito estilo em festas e tapetes vermelhos

O estilo rocker das "The Runaways"
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Se voc no faz a menor ideia de como se fala o nome do nosso cone de estilo da semana, no se sinta mal. Ns tambm penamos at descobrir que Saorsie um nome irlands e a pronncia correta Sir-sha. Extico, no? Pois no s o nome que desperta curiosidade em Saoirse. A beleza da atriz de 16 anos, o talento para atuar e os looks femininos, delicados e meio inocentes que ela desfila por a tambm tm chamado a ateno.

Para quem no se lembra, Saoirse interpretou Susie Salmon no dramtico Um olhar do paraso, a pr-adolescente Izzie em Nunca tarde para amar e Briony Tallis aos 13 anos em Desejo e Reparao, entre outros papis. Alm disso, ela est escalada para fazer uma assassina ao lado de Alexis Bledel (a Rory, de Gilmore Girls) em Violet & Daisy, que ainda nem comeou a ser rodado.
Apesar da pouca idade, ela est escolada em papis difceis e j tem experincia em red carpets. Por isso, sabe arrasar sem se perder no meio das tendncias e mantm o prprio estilo, mesmo quando o evento superformal.

Em 2007, quando comeou a frequentar premires e outros eventos hollywoodianos, Saorsie tinha 13 anos e ainda no havia se desvencilhado do ar infantil. Aparecia no tapete vermelho com vestidos de cintura imprio, saias amplas abaixo dos joelhos e com laos, rendas e babados. A delicadeza dos vestidos e o ar retr davam a Saorsie uma cara fofa de bonequinha de porcelana.

Mas a atriz foi crescendo, as saias comearam a encurtar, os babados ficaram mais escassos e ela conseguiu manter o ar inocente e meio vintage, mas adaptado a uma adolescente de 16 anos. Nada muito pin-up, mas sem a infantilidade de antes.

No guarda-roupa, nada de decotes e bandages. Vestidos-aventais, meias-calas, sapatilhas, cortes diferentes nas mangas e saias, formando texturas, como drapeados, costumam aparecer nas produes de Saorsie.

As cores costumam ser usadas sozinhas ou acompanhadas de outros tons prximos e complementares. Nada de contrastes, zebras, leopardos pink e peas superbafnicas e escandalosas. Saorsie sutil.
A maquiagem acompanha essa sutileza, assim como os penteados. Blush pssego, batom ou gloss cor de boca, e um pouco de destaque para os olhos so os habituais. A sombra mais escura no canto inferior externo deixa os olhos maiores e realados.  E, nos cabelos, poucas e discretas ondas. s vezes ela at arrisca um coque, mas nada de raiz desfiada e pontas soltas!

Veja na galeria de fotos ao lado alguns momentos estilosos da atriz.

Veja as cenas do filme, que estreia nos cinemas no dia 19 de novembro, e a galeria de fotos dos melhores momentos

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Clones, incndio, perseguiode carros e uma discusso calorosa entre Rony Weasley e seu melhor amigo marcam a primeira parte de "Harry Potter e As Relquias da Morte" com direito a uma cena em que o ruivo diz: "Seus pais esto mortos, voc no tem famlia!".Pior que isso, s a determinaode Lord Voldemort a eliminar o ltimo da famlia Potter.Marque 19 de novembro no calendrio e compre os ingressos com antecedncia, porque esse o dia previsto para a estreia o oitavo s em 15 de julho de 2011.

Enquanto o filme no estreia, veja as fotos na galeria ao lado e assista ao trailer:

Pesquisa indica que 79% das adolescentes se sentem vulnerveis na rede; entre elas, comportamento online imita a vida offline > Leia tambm: Steve Jobs discute por email com estudante
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Meninas entre 10 e 18 anos que navegam frequentemente na internet no se sentem seguras online, mas no sabem como fazer denncias pela internet. A constatao foi feita por uma pesquisa encomendada pela ONG Plan Brasil para o relatrio Porque Eu Sou Uma Menina, que examinou os direitos e a proteo das meninas adolescentes no Brasil, dentro das tecnologias de informao e comunicao, como internet e celulares.

A pesquisa divulgada ontem apontou que 79% das meninas se sentem vulnerveis exposio de fotos pessoais, falsidade ideolgica (pessoas que se passam por outras em perfis de redes sociais e messengers), invaso de contas e cyberbullying. Entretanto, apesar da insegurana que sentem no ambiente online, apenas um tero das adolescentes afirmou saber como denunciar crimes de internet. Foram ouvidas 44 meninas e 49 meninos em grupos focais e 400 jovens preencheram uma pesquisa online. Os garotos que participaram da pesquisa foram questionados sobre como veem a exposio das meninas na internet.

Como soluo, a Plan Brasil e as demais ONGs que participaram da pesquisa, como o Instituto Internacional para os Direitos e Desenvolvimento da Criana e do Adolescente (IICRD), recomendam que os pais tambm estejam conectados e acessem a internet, para que se tornem um fator de proteo na vida das meninas, sabendo orient-las quando necessrio. Alm disso, tambm indicam que as jovens conheam sites como o da Polcia Militar e o do Conselho Tutelar, para que se protejam de quaisquer perigos, e que sejam criadas plataformas para que as meninas troquem informaes sobre situaes de risco na internet. A sugesto das ONGs que, nessas plataformas, as garotas sejam monitoras umas das outras. Acreditamos em sites em que meninas orientem outras porque sabemos que adolescentes no querem falar com adultos por eles no acreditarem nelas, explica Michael Montgomery, consultor especial do IICRD.

A afirmao de Michael sobre a repreenso que as meninas sofrem quando recorrem aos pais tambm fundamentada pela pesquisa. Conversando com elas, foi constatado que muitas das que recorreram ao pai ou me quando tiveram uma experincia negativa online foram repreendidas, em vez de orientadas. Justamente por isso, a ONG recomenda que os pais conheam e compreendam o dinamismo da internet, para que saibam conversar com as filhas e ajud-las caso tenham algum problema. As prprias adolescentes nos indicaram com grande sabedoria como devemos enfrentar os pontos de vulnerabilidade, afirma Silvia Losacco, do Ncleo de Estudos e Pesquisas sobre a Criana e o Adolescente, que coordenou um dos grupos focais participantes.

Mundo virtual, histrias reais
Os resultados da pesquisa foram apresentados imprensa na presena de algumas das meninas que participaram dos grupos focais. Depois de divulgadas as estatsticas obtidas pela Plan Brasil, as garotas dividiram algumas experincias. Mirella Oreste, de 11 anos, contou que nunca teve problemas na internet, mas lembrou de uma amiga que costumava conversar com um estranho e os dois marcaram um encontro. Chegando ao local combinado, a garota descobriu que, ao contrrio do que o amigo virtual havia lhe dito, ele era um adulto, e no um adolescente. A amiga de Mirella ficou assustada com a abordagem do homem, correu para o banheiro e ficou l dentro at sua me chegar para busc-la. Nas pesquisas, foi constatado que o comportamento da garota, embora arriscado, frequente. Cerca de 50% das meninas entrevistadas afirmaram que gostariam de encontrar pessoalmente algum que tenham conhecido online.

Thais Vieira, de 13 anos, tambm usa redes sociais e conversa pelo MSN, mas dificilmente passar pela mesma situao. Minha me sempre fica no meu p. Meus pais colocaram no computador um programa que grava as conversas do MSN, e dependendo do que eu falo pela internet, ela conversa comigo e me orienta, conta.

Vida online imita offline
A pesquisa tambm constatou que as realidades e riscos que as meninas enfrentam online so influenciados por seus ambientes no mundo real. Durante as discusses com os grupos focais, e embora as meninas no tenham feito uma conexo entre o comportamento dentro e fora do ambiente virtual, os pesquisadores notaram que as garotas que sofrem algum tipo de agresso offline so mais tolerantes a comportamentos abusivos na internet.

As meninas entrevistadas que estudam em escolas particulares, vivem em bairros de classe mdia e tm computadores e celulares, usam a internet principalmente para ajudar nas tarefas da escola. J as meninas dos grupos focais que vivem na periferia de Santo Andr, entre altos ndices de violncia e trfico de drogas, e tm uma educao de baixa qualidade, afirmaram usar a internet com fins diferentes e, at, constrastantes. De acordo com o relatrio da pesquisa, a internet um instrumento que lhes permite expressar sua libido ao visitar sites orientados sexualmente, e se encontrando com meninos para aumentar seu senso de auto-valorizao. Para Silvia Losacco, a opinio das meninas e a maneira como se expem na internet demonstra um problema de baixa auto-estima. "Elas querem ser agradveis e se valem de alguns comportamentos dos quais no sabem as consequncias".

Participaram da pesquisa as instituies Associaes dos Pesquisadores de Ncleos de Estudos e Pesquisas sobre a Criana e o Adolescente (NECA), Obra do Bero, Secretaria de Incluso Social do Municpio de Santos Andr, Associao Cidad Estrela Dalva, Childhood Brasil, SaferNet e Plan Brasil.

Filme com Kristen Stewart e Dakota Fanning sobre banda dos anos 70 traz coturnos, tachas, jaquetas e camisetinhas customizadas

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Coturno, jaqueta perfecto, lenos, bolsas handmade, colete, bracelete de tachas, culos aviador, All Star e camisetinhas customizadas. Tudo isso muito usvel e comum hoje em dia. Mas j fazia parte do guarda-roupa das emblemticas figuras do rock Joan Jett e Cherie Currie, integrantes da banda The Runaways, em meados da dcada de 1970 agora interpretadas por Kristen Stewart e Dakota Fanning no filme The Runaways: Garotas do Rock, com estreia nacional prevista para 8 de outubro.
 
O longa-metragem conta a histria do grupo, que durou de 1975 a 1979. Hits como Queens of Noise, Born to Be Bad e Cherry Bomb as levaram ao estrelato e Europa e ao Japo tambm. Por mais que a trajetria dessas adolescentes americanas tenha sido breve, foi impactante o suficiente para causar alvoroo no mundo da msica e da moda como assim um monte de meninas cantando em cima do palco, com atitude rocknroll, shorts curtos, macaco dourado colado ao corpo e lingerie? Foi um fenmeno muito breve e grande. No era habitual aquele tipo de performance feito por mulheres. Elas foram uma lanterna para as meninas da poca, que no tinham quem seguir, afirma Thidy Alvis, stylist de personalidades como Adriane Galisteu e Grazi Massafera.

Assista apresentao da msica Cherry Bomb no Japo:


Estilo
Quando se pensa em dcada de 1970, logo vem cabea imagens de cala boca de sino, camiseta com frases, plataforma e bolsa de camura a tiracolo. O preto vem com o rocknroll e o aspecto de usado e pobrinho passa a ser cool, explica a consultora de moda Manu Carvalho. As jaquetas perfecto, a camisa de manga longa com bolso e o jeans sequinho, to atuais e vistos nas ruas no ltimo inverno, tambm foram marcantes no estilo de Joan e Cherie. Mas com o tempero da dcada seguinte. Nos anos 80, houve uma releitura dos 50, que acentuam o estilo de Marlon Brando e James Dean, completa. O jeans aparece, nesse novo contexto, como uma roupa de jovens rebeldes e transgressores para vender e reafirmar a imagem do americano, lembra Heitor Werneck, estilista e dono da marca punk Escola de Divinos.

Viagens para lugares longnquos e exticos principalmente o Oriente, onde, alis, as garotas do The Runaways lanaram o lbum Live in Japan, em 1977 , acabaram influenciando a troca de experincias, a moda de brech e os materiais orgnicos e naturais, como o couro e a madeira, explica Manu. Sob influncia da Guerra do Vietn, que terminou em 1975, o coturno dos militares conquistou tambm os ps das pessoas comuns.

Alm da caracterstica handmade, de pegar peas do armrio do pai ou do irmo mais velho e reconstruir da maneira que achar melhor e sem se preocupar com o acabamento , a androginia era muito forte. Era uma surpresa, ningum sabia se elas entrariam no palco com roupas sexy ou vestidas como meninos. A sexualidade chocava, era um baque para os pais, compartilha Thidy. Se era um baque ou no, na verdade no importava para elas. O artista precisa ter autossuficncia para mostrar, com atitude, o que o f quer ver para ser um formador de opinio tambm na moda.

Tendncias
A partir da metade dos anos 1990, todas as pocas se misturaram no universo fashion. Cada dcada do sculo passado tinha caractersticas muito peculiares, que espelhavam as mudanas comportamentais, sociais, culturais e financeiras; hoje, tudo se encaixa, nada mais literal, explica a consultora de moda Manu Carvalho. por isso que as Runaways so to contemporneas. O figurino do filme poderia estar em qualquer uma das ltimas colees. Acabei de voltar de Nova York e a influncia delas mais que evidente, revela Thidy. Inclusive, uma tendncia do prximo vero, totalmente baseada no 70s, a estampa liberty aquela com flores bem miudinhas.

E Thidy Alvis alerta: o couro volta no prximo inverno. A diferena que a moda anterior veio com essa evidncia do fetiche. Pelo que eu vi das colees de fora, o couro volta para o lado mais hardcore, com ombreiras gigantescas, aplicaes de metais, spikes maiores e colares pesados, revela.

Se o filme fizer sucesso, tem tudo para emplacar a influncia dos anos 1970, at porque a Kristen era a protagonista de 'Crepsculo' e a Dakota Fanning uma superatriz, comenta Manu. Mas a consultora anuncia que a onda que est por vir a do ladylike: uma moda comportada, alinhada, monocromtica, com tecido mais durinho, cinto e casaco bem cortado.

Cabelo
O cabelo las Panteras tambm uma das marcas registradas da dcada de 70, seguindo o estilo bem despontado. Kristen optou por fazer o corte da Joan Jett para viver a estrela do rock de verdade depois ela usou uma peruca para interpretar Bella, em "Eclipse". E esse estilo ainda funciona nos dias de hoje. "Vivemos uma grante mistura de influncias, do vintage ao atual", explica Vikor, hairstylist e dono do salo Vimax Beauty. A ideia  deixar a franja mais longa e repicar bastante no alto da cabea. 

Enquanto o cabelo de Joan Jett  muito preto, Cherie Currie loira quase platinada. Para alcanar o chamado "platinum blonde", alguns cuidados so precisos. "De preferncia, os fios devem ser virgens ou com pouqussima colorao. Talvez seja necessrio descolorir trs vezes seguidas para ficar quase branco", alerta Viktor.

Veja o trailer de The Runaways: Garotas do Rock:


Com empregos para quem cria, testa e ajuda usurios, o mercado de jogos eletrnicos j movimenta 60 bilhes de dlares por ano

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Voc passa metade do dia jogando Super Mario Galaxy 2 no videogame, e a outra jogando Ragnarok no computador? Se respondeu que sim, claro que isso no bom, mas a notcia positiva que jogar videogame tambm pode ajud-lo a ser algum na vida, trabalhar em uma empresa bacana e ter um cargo legal. Afinal, games no se criam e se distribuem sozinhos. H empresas que cuidam de cada etapa de produo dos jogos e fazem parte de um mercado que movimenta 60 bilhes de dlares por ano. Nelas, algumas profisses podem exigir que voc faa coisas divertidas como jogar todos os dias para opinar sobre o design ou o grau de dificuldade do game como acontece com Luciana Fvero, de 22 anos.

Ela estuda Midialogia na Unicamp (em Campinas, SP) e trabalha na Zeebo Interactive Studios, que desenvolve jogos para o videogame Zeebo. Na empresa, Luciana trabalha fazendo aquilo que a maioria das pessoas faz por diverso e nas horas vagas: ela testa games. A opinio da estudante sobre cada jogo ouvida com ateno por quem trabalha com isso, e com base no que ela e outros profissionais relatam aps jogar, ele pode ser lanado em seguida ou aprimorado. Vejo se o jogo est bem balanceado, se os textos esto certos... Alguns conceitos so meio relativos, como o quo divertido ele , e a, uso meu feeling para avaliar. Para ela, um jogo ruim aquele que tem tradues ruins, difcil de controlar e a trilha sonora no combina.
 
Pode parecer o trabalho dos sonhos, s que, infelizmente, no Brasil, ainda h poucas oportunidades nessa rea, j que boa parte dos jogos vem de fora. Mas, justamente por isso, empresas responsveis por traz-los para o pblico brasileiro tambm so uma boa opo para quem quer entrar no mercado de games. Fabrcio Santos gerente de Grupo de Produtos da Level Up!, que distribui no Brasil jogos como Ragnarok, Grand Chase e Combat Arms. Na minha rea, a gente trabalha com a operao dos jogos. Acompanhamos tudo o que est acontecendo, todas as novidades de cada jogo, tanto em relao a contedos quanto a produtos, explica. Coletamos as informaes com os desenvolvedores de outros pases, como Coria, Rssia e China, passamos para as equipes de marketing e de vendas e, depois que a novidade lanada, acompanhamos as redes sociais para saber o que o pessoal est comentando, quais as reclamaes, os elogios e as tendncias dentro do jogo.
 
Para que a empresa invista na distribuio de um jogo no Brasil, ela tambm tem que test-lo, e esse trabalho feito pela equipe de Fabrcio. Avaliamos o contedo, o visual e a parte tcnica, conta. O jogo tem que ser leve. No d pra trazer um super jogo, mas que no vai rodar em nenhum computador brasileiro. A tem a parte operacional, que ver qual suporte o desenvolvedor presta, quais informaes ele passa para que a gente consiga solucionar problemas de jogadores e se h previso de contedo novo mais para frente.
 
O salrio de quem trabalha na rea de Produtos costuma comear em R$ 1.500 e pode chegar a R$ 4.000, dependendo do cargo. No h uma formao especfica, mas ter feito um curso na rea de humanas pode contar alguns pontos. Para a minha rea ns procuramos gente com formao como Letras, Administrao, Jornalismo, Publicidade e Propaganda... Tem gente que acha que tem que fazer Design de Jogos, mas na verdade no, desmitifica Fabrcio. Esses cursos de design formam o cara que desenvolve os jogos, mas poucos trabalham nessa parte de public-los. como um livro: uma coisa voc escrever, outra saber como divulg-lo e atingir o pblico.
 
Resolvendo problemas
Depois de testados, analisados e divulgados, os jogos ganham milhares de adeptos. Mas, quando esses jogadores notam alguma falha ou tm algum tipo de problema, recorrem a uma outra equipe, que passa o dia desempenhando a bondosa funo de solucionar esses probleminhas. Como o pessoal do departamento Game Expert, que atende aquelas pessoas que tiveram itens deletados por outros jogadores, que perderam alguma coisa injustamente (tipo, uma estrelinha de bnus) e toda a sorte de problemas que se pode ter dentro de um jogo. Para fazer esse trabalho, eles ganham de R$ 800 a R$ 1.500 por ms.
 
Ticiane Pigliucci, de 19 anos, est no ltimo ano de Design Grfico e trabalha como Game Expert h um ano. Ela entrou na Level Up! por indicao de um amigo e conta que o trabalho tranquilo, mas, de vez em quando, tem jogador que abusa. s vezes eles xingam um pouco, porque so meio impacientes....
 
Quem tem histrias memorveis o chefe de Ticiane, Antonio Batistela, que coordena a rea de GE. Ele lembra que, uma vez, um garoto que jogava Grand Chase perdeu todos os seus itens e comeou a ligar para a empresa pedindo ajuda para t-los de volta. Depois de muitos contatos, quem ligou para a Level Up! foi a me do garoto, querendo saber o motivo de tantas conversas. Os funcionrios explicaram que ele teve os itens deletados por um amigo e que, como j foram devolvidos uma vez, o jogador no podia receb-los de volta novamente e a reao da me foi a mais inesperada. Ela ficou muito brava com ele, largou o telefone fora do gancho e o menino ficou apanhando. A ela voltou ligao e pediu desculpas, lembra. Parece que o menino usava o dinheiro do lanche da escola para comprar itens do jogo.
 
Tem que estudar
Voc pode usar todas essas histrias para convencer sua me de que seu investimento de tempo e mesada nos games no em vo, mas em um ponto preciso dar o brao a torcer: em algum momento do dia voc vai ter que largar o controle (ou o teclado) para pegar nos cadernos e apostilas. Para se dar bem nessa rea, estudo fundamental. A gente tem funcionrios que no tm uma formao acadmica to boa e cresceram, mas so excees e tiveram muito mais trabalho do que teriam se tivessem estudado algo relacionado rea, explica Julio Cesar Vieitez, diretor geral da Level Up!. No h uma faculdade especfica para quem quer trabalhar com isso, mas Administrao e Marketing so cursos que ajudam muito esses profissionais.
 
Jlio tambm conta que ingls fluente super relevante, e d a dica mais importante: no porque o trabalho na rea de entretenimento que ele no deve ser levado a srio, como qualquer profisso. Voc tem que fazer coisas que talvez no faria se olhasse apenas para seu gosto e opinio pessoal. Tambm tem que se informar sobre o mercado, correr atrs..., explica. E justamente por no haver um curso especfico para o mercado de games, preciso ser um pouco autodidata e, alm de fazer uma boa faculdade, estudar por conta prpria. 
 
Outro conselho agarrar as oportunidades e no ficar esperando o emprego perfeito cair no seu colo. s vezes, voc comea em um emprego que no a vaga dos seus sonhos, mas importante para aprender, para observar. Eu comecei revisando manual de Mega Drive, conta o diretor.
 
Alm disso, mesmo que seu trabalho seja divertido e adorado e sua funo seja levar entretenimento para outras pessoas, bom saber que voc vai trabalhar bastante. Em dia de lanamento de game, o Fabrcio, da rea de Produtos, chega empresa s 5 da manh e vai embora s 9 da noite. Um beijo para a vida pessoal, n?
 
Produo de games
Todas essas opes so bem bacanas, mas se o seu negcio desenvolver aqueles jogos que vo bombar muito nas redes sociais, v atrs disso. Embora poucos jogos sejam produzidos comercialmente no Brasil, essa uma rea que est se desenvolvendo. O mercado de produo de games est crescendo bastante. No na velocidade que a gente gostaria, mas h novos estudos e empresas americanas chegando ao Brasil, conta Rogrio Felix, coordenador do curso de desenvolvimento de jogos Playgame, da escola Saga. O profissional que estuda com certeza tem lugar no mercado.
 
De acordo com a Associao Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Eletrnicos, o salrio mdio mais alto do mercado de games o dos profissionais de produo, que foi calculado em R$ 3.500 reais no ano de 2008. E, no mesmo ano, 42 empresas produziam softwares para games.
 
Quem aposta nessa rea Ricardo Sobrinho, estudante do 3 ano do Ensino Mdio, de 17 anos. Ele faz curso de desenvolvimento de games e j desenvolveu, junto com alguns amigos, o jogo Phobia. Desenvolvi o cenrio do jogo. Gosto dessa parte porque ela permite criar seu mundo e suas regras, conta. Outra rea que me interessa a do roteiro, porque ela que possibilita criar os personagens.
 
No curso, Ricardo aprende a desenhar, fazer esculturas, transformar os desenhos e esculturas em 3D, fazer pintura digital, escultura digital e a montar tudo isso em um jogo, criando cenrios e personagens. Com esses conhecimentos, o estudante pretende trabalhar na Nintendo ou na Blizzard Entertainment, mas s por algum tempo. Gostaria de montar minha empresa.

Episdio em que cantor interpreta adolescente perturbado estreia na prxima quinta-feira (23) nos Estados Unidos; assista ao vdeo

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Justin Bieber interpreta Jason McCain, um adolescente que encara uma deciso relacionada ao seu nico irmo, na prxima temporada de "CSI: Crime Scene Investigation". o comeo de uma histria que s ser concluda quase no fim da temporada de tanto que os produtores ficaram empolgados com a presena do cantor. A cena vai ao ar na prxima quinta-feira (23) s 21h na CBS, emissora dos Estados Unidos.

A cada 20 anos, um fenmeno como Justin Bieber aparece no nosso mundo. Ns gostaramos de acreditar que o fenmeno de 'CSI' teve o mesmo impacto na cultura popular, disse o criador da srie, Don McGill, em um comunicado. A oportunidade de traz-los juntos na premire um grande presente para nossa audincia e para nossos novos telespectadores, completou.

Na cena abaixo, o personagem Nick Stones, interpretado pelo ator George Eads, interroga Jason sobre seu irmo, que acusado de fazer bombas em aeromodelos. Ns achamos que ele [o personagem de Bieber]  uma boa criana colocada nessa pssima situao. Mas vamos ter uma noo, no fim do episdio, de que talvez ele no fosse to bonzinho quanto achvamos, diz Carol Mendelsohn, produtor-executivo de CSI ao Pop Eater. Antes que o episdio seja transmitido no Brasil, assista a uma das atuaes do artista de 16 anos.

"Nossos objetivos no incluem ajud-la a conseguir uma boa nota", diz CEO da Apple, aps jovem pedir auxlio em trabalho acadmico

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Steve Jobs envolveu-se em uma polmica, nesta semana, devido a uma resposta dada a uma estudante de jornalismo. Chelsea Kate Isaacs, 22 anos, mandou um e-mail para o CEO da Apple afirmando que o departamento de relaes pblicas da empresa no estava respondendo suas mensagens, relativas a seu projeto da faculdade ela estuda na Long Island University. Eu humildemente disse que a Apple era to atenciosa com os estudantes... Ironicamente, a assessoria de imprensa no respondeu minhas perguntas, que, como afirmei repetidamente, eram essenciais para o meu desenvolvimento acadmico, disse ao tabloide Gawker. Jobs respondeu: Nossos objetivos no incluem ajud-la a conseguir uma boa nota. Desculpe.

Foi o suficiente para o bate-boca comear. Descontente, Chelsea, que confirmou ao iG ter trocado os emails com Steve Jobs, retrucou. Eu nunca disse que seu objetivo seria me ajudar a conseguir uma boa nota. Eu educadamente perguntei por que sua equipe de assessoria de imprensa no respondeu meus e-mails, o que, consequentemente, reduz minhas chances de conseguir uma boa nota, disparou. Mas esquea minha situao individual; e em relao solidariedade, em geral: se voc recebesse uma mensagem de um cliente, como empregado, no seu trabalho retornar a ligao? o que eu sempre pensei. Mas acho que esse no um dos seus objetivos. O empresrio no ignorou o e-mail e continuou a discusso. No. Ns temos mais de 300 milhes de usurios e no podemos responder as solicitaes a no ser que envolvam algum tipo de problema. Desculpe.

A estudante, ento, mandou outro e-mail informando que tambm era cliente da Apple e que estava com um problema que poderia ser resolvido por eles, afinal, precisava das respostas. Agora, ser que vocs poderiam gentilmente me responder (minha voz educada e amigvel pode ser ouvida nas primeiras cinco ou dez mensagens na caixa de entrada deles)? Por favor, eu estou em cima do prazo, pediu. A resposta final foi curta e objetiva: Por favor, deixe a gente em paz.

Sob nenhuma circunstncia algum que comanda uma empresa deveria falar assim com um cliente, disse ainda ao tabloide Gawker. Eu estou com raiva e quero que as pessoas saibam do que aconteceu, finalizou. A estudante foi notcia em todos os lugares, inclusive na ABC e no jornal australiano The Age. Procurada pela reportagem do iG, ela confirmou a troca de mensagens com o criador do iPod.

"Nossa ideia no segmentar, mas mostrar s mulheres que elas tm espao" explica Mayra, uma das integrantes do Hip Hop de Salto

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Vivian Marques, Lisa Bueno, Mayra, Simmone e Tati Laser so um grupo de meninas que toca em festas. Mas elas no animam a galera com o ltimo single da Lady Gaga, nem da Katy Perry. O negcio delas rap e hip hop. Depois de se esbarrarem em vrios eventos e festivais, Lisa, que toca h 12 anos, convidou as outras quatro para trocar experincias, discos e habilidades nas pick-ups. Surgia, em 2008, a Applebum ou Applebunitas, como costumam brincar. Pouco depois de terem se unido para fazer scratches e batidas, elas se inscreveram no DMC Campeonato Nacional de DJ, no qual alcanaram o terceiro lugar. Nossa ideia no s tocar, mas fazer performances tambm. usar vinil, batida, instrumental e criar outra msica, diz Mayra.

Encontro do projeto: debate sobre os rumos dohip hope dos festivais

Agora elas se encontram regularmente para continuar juntas na ativa. E decidiram dar oportunidade para outras garotas com a criao do Hip Hop de Salto, um projeto que envolve oficina de DJ, workshops, palestras e rodas de debate. Em 2009, a crew recebeu apoio do Fundo Social Elas, da Espanha; agora, com o suporte da prefeitura de So Paulo, haver mais trs encontros at o fim do ano o primeiro aconteceu no ltimo sbado (18). Nossa ideia no segmentar, mas mostrar s mulheres que elas tm espao, diz Mayra. Por causa do preconceito de antigamente, elas no buscam quebrar barreiras. Sou DJ h um bom tempo e meus amigos sempre me ensinaram, me emprestaram discos e me incentivaram, conta Vivian.

Por mais que busquem o mesmo espao e reconhecimento que os homens, as cinco admitem que as mulheres tm um feeling diferente na hora de escolher o setlist. Mesmo aquelas que preferem um som mais pesado, como a Tati Laser. Eu sou da rua, gosto de tocar underground. Sem querer classificar, mas j classificando, para os moleques. Mas sou aberta a todas as msicas, brinca.

Vivian f de R&B e Simmone sempre inclui as cantoras dos anos 90. Sou militante. Se no fosse por Queen Latifah e MC Lyte, que comearam todo esse movimento, ns nem estaramos aqui hoje, lembra. Mayra apontada pela turma como a indie. Sou ecltica, gosto do underground e adoro R&B, defende-se. Mas opto por mostrar novidades e sons conhecidos pouco tocados, como Amy Winehouse e Sharon Jones. Sempre puxo para a linha do jazz e do soul, completa a DJeia forma como elas se chamam de brincadeira, sem nenhum cunho ideolgico. Alis, a gente tem de parar com isso. como falar MC mulher, no existe, lembra.

Elas s tocam com vinil: um charme, mas cria dificuldades

Um desafio na hora de tocar mas tambm um charme! que todas usam vinil. Nada de CDs, MP3 ou uma mazinha branca brilhando na frente do DJ. s vezes quero soltar um lanamento da semana passada, mas no tem disco. Tambm queria tocar muito mais rap nacional, lamenta Mayra. E hoje o rap brasileiro est cada vez mais prximo ao gringo. H alguns anos, as letras s retratavam favela, pobreza, periferia e crime quem nunca se pegou recitando aqui estou, mais um dia, sob o olhar sanguinrio do vigia? Agora a msica tambm aborda temas de trabalho e romance, mas no gira dinheiro como nos Estados Unidos, diz Vivian. A maior diferena que os caras veem grana: diamante, mulher bonita, carro, bebida e dinheiro; aqui no bem assim, adiciona Tati Laser.

Roda de rap
Os encontros do Hip Hop de Salto incluem mesa redonda de discusso sobre os rumos da msica. As garotas da Applebum elaboram os temas e convidam personalidades especialistas no assunto. No encontro de setembro, o tema foi Hip Hop de Fora para Dentro; no caso, pessoas que j trouxeram artistas internacionais para shows em So Paulo. Guigo Lima, produtor de festas, e Rodrigo Brando, idealizador do Indie Hip Hop maior festival de rap do Brasil, que existia h dez anos e teve sua ltima edio em 2009 , contriburam com suas experincias.

Ns queramos saber os motivos do fim [do projeto]. O pessoal do rap no se atualiza muito e meio que esgotou a lista de MCs clssicos dos anos 90, que todo mundo gostaria de ver, diz Mayra. Depois de duas horas de conversa, como amigos numa conversa informal e gostosa de bar, eles falaram sobre a vinda do Mos Def ao Brasil, a depredao do Sesc Santo Andr no ltimo dia de festival, a atitude e a postura dos rappers internacionais e os erros tanto dos produtores, como do pblico. Essas discusses so importantes porque agregam conhecimento. Muitas vezes, as pessoas se limitam ao que chega para elas em vez de assistir a uma palestra, diz Vivian. servio mesmo, utilidade pblica, finaliza Mayra. O prximo ser no dia 28 de outubro, com as MCs Rbia e Lurdez da Luz, sobre a mulher no universo do hip hop.

DJ, aumenta o som!
O projeto Hip Hop de Salto s aceita meninas. As inscries so realizadas pelo blog ou pelo e-mail hiphopdesalto@gmail.com. De 600 solicitaes, em mdia, apenas 20 garotas so escolhidas. Um dos critrios de seleo, alm de ser mulher, o financeiro. Quanto menor o poder aquisitivo, mais chances de entrar para a turma. A gente j recebeu e-mails absurdos de pessoas com condies de fazer um curso pago e que se inscreveram s porque era gratuito, opina Simmone. As oficinas acontecem no centro de So Paulo, na e-DJs, com 12 aulas durante trs meses.

Primeiro single de Willow Smith, filha dos atores Will e Jada Pinkett Smith, j tem mais de 450 mil visualizaes no YouTube

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Numa idade em que muitas de ns estvamos montando a casa das nossas bonecas Polly e, no mximo, brincando de videoclipe de diva na frente do espelho, Willow Smith, filha dos atores Will Smith e Jada Pinkett Smith, j lana moda e faz sucesso sob os holofotes.

A pequena notvel nem chegou aos dez anos de idade (faz aniversrio em 31 de outubro), mas assinou no comeo do ms um contrato com a Roc Nation, gravadora do empresrio (e marido da Beyonc) Jay Z., e j lanou o primeiro single da carreira de cantora, chamado Whip My Hair. Postado h trs dias no YouTube, o teaser j teve mais de 471 mil visualizaes, e o videoclipe sair em breve. Willow twittou na ltima sexta-feira que estava de sada para os ensaios do vdeo, e que espera que todo mundo goste.

Apesar dessa repentina fama e veia artstica musical, a carreira de Willow no comeou agora. Ela j atuou ao lado do pai em "Eu sou a Lenda", em 2007, no papel de Marley Neville, e cedeu sua voz para a personagem Gloria, quando ela aparece beb, em "Madagascar 2".

Mas isso no tudo. Willow tambm chama ateno pelos outfits. Apesar da pouca idade, ela j tem os cabelos raspados nas laterais e usa coturnos, sobreposies, jaqueta perfecto, colete destroyed e montes de correntes. D uma olhada na galeria ao lado!

Lona Cultural est localizada em rea dominada por faces criminosas, na Favela da Mar, no Rio

> Veja a entrevista com Chico, antes do show na Favela da Mar
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No fcil chegar Lona Cultural Herbert Vianna, prximo ao centro do Rio de Janeiro. Localizada dentro do conjunto de favelas da Mar, em frente a um valo que, segundo moradores, marca a divisa entre duas faces criminosas do trfico do drogas, a Lona mantida pela prefeitura da cidade. So ao todo oito pessoas trabalhando diretamente no local.

Para quem no da comunidade, recomendvel que pea ajuda a quem mora por ali para saber se localizar. A reportagem do iG foi guiada por um dos funcionrios da Lona, que a aguardou em um dos acesso da Avenida Brasil. Passando por ruelas apertadas, biroscas dominando as caladas com TVs ligadas e gente para todos os lados, a recomendao que os vidros do veculo se mantenham arriados, faris baixos e luz interna acesa. A velocidade no deve passar dos 10 km/h.

Uma moto cruza o caminho em frente com dois homens, um deles parece portar um fuzil. No h qualquer presena de fora policial. Um funk ouvido por caixas de som instaladas no meio do emaranhado dos fios dos postes. O odor de esgoto a cu aberto sentido de longe.

nica opo de lazer na comunidade, a Lona Cultural Herbert Vianna voltou a ter atividades em julho, aps vrios meses fechada para obras. O msico Herbert Vianna, que d nome ao espao, lder do Paralamas do Sucesso, cede instrumentos musicais e j chegou at a doar verba para a manuteno. As Lonas Culturais foram criadas na primeira gesto do ento prefeito Cesar Maia, como parte do projeto de levar cultura a reas carentes.

Alm de shows noite, o espao pretende oferecer cursos gratuitos comunidade local. O preo das apresentaes musicais varia de R$ 2 a R$ 10, dependendo do dia da semana. A programao vai do samba ao funk que, curiosamente, no costuma lotar a Lona, que tem capacidade para 350 pessoas. O rock o ritmo preferido, conta um dos funcionrios.

Por estar no limite extremo do controle de uma das faces criminosas da rea, moradores do outro lado do rio que corta a rua em frente Lona hoje, um esgoto a cu aberto - no se atrevem e pisar ali. Eles no podem vir para o lado de c, afirmou um morador. No h previso de ocupao policial na regio, nem obras de saneamento do PAC (Programa de Acelerao do Crescimento).

A banda Zarapatu tem aberto shows do Mulheres de Chico, s sextas-feiras, com ingresso a R$ 10 estudante paga meia. Mulheres de Chico, que j virou bloco carnavalesco da zona sul carioca, formado apenas por instrumentistas femininas. Apesar da propaganda em frente Lona comunicar que o show comea s 21h, ningum sobe ao palco antes das 22h30. Quem chega cedo pode esperar comendo uma poro de pasteis a R$3,50 na cantina local. Adoro vir aqui com minha esposa. Se no for isso, ficar em casa vendo novela, contou Antonio Alves, morador da favela.

Os organizadores da Lona querem atrair mais gente para o espao, ainda que esta parea ser uma tarefa difcil. No s pela violncia vizinha como pelo complicado acesso. Algumas medidas devem ser tomadas em breve com a ajuda da prefeitura, como a sinalizao das ruas prximas indicando o caminho para se chegar ao point da cultura em uma rea to degradada da cidade.


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