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 O céu é logo ali, e o inferno também. Fluminense e Atlético-MG pisaram no gramado do Engenhão na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, rodeados de pressão. Três jogos sem vencer de um lado, uma crise de tamanho assustador do outro. Era vencer ou vencer. Venceu o time de melhor campanha. E por goleada. O placar de 5 a 1 para o Tricolor carioca, dono do melhor ataque da competição (45 gols), foi construído na maior parte pelo poder de fogo de defensores. O lateral Carlinhos (duas vezes) e os zagueiros Leandro Euzébio e Gum marcaram. O quinto foi do meia Marquinho, já nos acréscimos. Daniel Carvalho, de falta, fez o gol de honra do Alvinegro mineiro na derrota que causou a demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Com a vitória folgada, o Fluminense chega a 45 pontos, tira a vice-liderança das mãos do Cruzeiro, a coloca embaixo do braço e vai atrás do Corinthians, que tem 47 (com um jogo a menos). Mesmo se vencesse, o Galo não sairia da zona do rebaixamento nesta quinta-feira. O time de Luxemburgo somou só quatro pontos nas últimas seis rodadas. Foi derrotado 15 vezes na competição. Ninguém perdeu mais. Os atleticanos têm 21 pontos e estão em 18º. Se demorarem um pouco mais para despertar, correm o risco de acordar na Série B.

As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Fluminense enfrenta o Vitória, às 16h (de Brasília), no Barradão, em Salvador. O Atlético-MG recebe o Grêmio, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG. 

Flu domina, e Galo se esforça

Ele não poderia faltar. Não ele. O único jogador do Fluminense a disputar todas as partidas do Campeonato Brasileiro. Não o craque do time, o bom de bola. Darío Conca ignorou as dores na sola do pé direito e puxou a fila na entrada do campo. O capitão caminhou com cinco pequenos tricolores agarrados em cada braço. Para um time que sofre com o excesso de lesões, um reforço importante. Importância que ficou clara aos 11 minutos. O argentino cobrou escanteio, e o zagueiro Leandro Euzébio subiu bonito para cabecear e fazer o quinto gol dele no Nacional.

O Atlético-MG de Vanderlei Luxemburgo vive fase difícil, mas tem valores. Réver, zagueiro convocado para a Seleção Brasileira, Diego Tardelli, Obina, Daniel Carvalho. O gol sofrido não abateu o Galo. O time respirou fundo, botou a bola no círculo central e foi buscar o empate. Tardelli e Obina pediram jogo, o volante Serginho tentou ajudar na armação, e Daniel Carvalho apareceu. Em jogada individual na entrada da área, sofreu falta e cobrou aos 19. O camisa 10 colocou no canto direito de Rafael, que não conseguiu alcançar: 1 a 1.

Livre das dores musculares, Deco voltou ao time de Muricy Ramalho. O meia luso-brasileiro tocou pouco na bola, não teve eficiência na armação e quase não se aproximou de Rodriguinho e Washington no ataque. Chegou a ouvir algumas vaias dos poucos torcedores presentes no Engenhão. Foi num momento em que o visitante esteve melhor, quando Obina chegou a ter a chance de virar, mas chutou fraquinho da entrada da área.

Com dificuldade para chegar ao gol atleticano na base do toque de bola, os tricolores começaram a arriscar. Em três chutes seguidos de longe, voltou a ficar na frente. Rodriguinho bateu para fora, Conca parou no goleiro, Carlinhos foi à rede. Pela esquerda, o lateral cortou para o meio e disparou. Fábio Costa aceitou, aos 35. Washington quase ampliou, logo depois, mas errou por pouco. Convocado por Mano Menezes, Mariano também quis tentar. Desta vez, Fábio Costa foi bem e espalmou de 'manchete' o chute forte. Primeiro tempo de domínio do Flu, e nível técnico ruim.

Galo tem dois expulsos, e Flu marca mais três

As áreas técnicas do Engenhão cheiravam a título brasileiro nesta quinta-feira. Muricy Ramalho de um lado, tricampeão, Vanderlei Luxemburgo do outro, dono de cinco títulos. Ninguém ganhou mais do que ele. Como o sexto não virá nesta temporada, o treinador tenta evitar, na base do grito, que um rebaixamento fique registrado em seu currículo. Luxa não poupou a voz, gesticulou sem parar, deu bronca. Pediu a Diego Souza que corresse, ocupasse espaços. O meia entrou no lugar de Obina no intervalo. Muricy não deixou barato. Berrou como sempre, lamentou erros de passe, chamou a atenção de todos os setores do time.

Apesar da vantagem, o Flu foi melhor, tentou liquidar a parada. A opção preferencial era a lateral direita. Conca e Deco buscavam cair por aquele lado para ajudar Mariano. Os mineiros tinham um Diego Souza em câmera lenta, com Daniel Carvalho e Tardelli discretos. Neto Berola entrou no lugar do volante Serginho para tentar dar vida ao ataque. Só botou correria.

E a situação do Galo piorou quando Alê derrubou Rodriguinho aos 17 minutos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Galo com apenas um marcador de ofício no meio-campo e o Flu com mais espaços. Dois minutos depois da expulsão, o Alvinegro mineiro sofreu um golpe do qual não iria se recuperar. Mariano cruzou para a área, e o zagueiro Gum cabeceou para baixo e fez o terceiro.

Na noite em que três defensores marcaram para o Flu, um atacante parecia incomodado. Washington quer ser o goleador do Nacional. Com dez gols, está a dois de Jonas, do Grêmio. Na segunda chance que teve no jogo, tentou de longe, mas Fábio Costa defendeu. Se não deu para ser matador, o Coração Valente foi articulador. Aos 30, viu Carlinhos fazer fila, se apresentou para tabelar e só curtiu o companheiro fazer um belo gol: 4 a 1.

O Galo foi à lona, não havia mais o que fazer. Se entrou para ser solução, Diego Souza só conseguiu piorar o cenário quando fez falta dura e desnecessária em Carlinhos. E foi merecidamente expulso. Um cartão vermelho melancólico para aquele que é tratado como a maior contratação atleticana na temporada. Chegou a usar a camisa 1. E o ex-jogador do Flu nem viu o seu atual time levar o quinto gol, aos 46, de Marquinho, que substituiu o aplaudido Conca.

O Flu continua firme na briga pelo título, enquanto o Atlético-MG vê sua crise ficar ainda maior. E agora vai tentar escapar da degola sem Luxemburgo, que foi demitido após a goleada.

FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO-MG
Rafael, Mariano (Thiaguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Fernando Bob (Valencia), Deco e Conca (Marquinho); Rodriguinho e Washington. Fábio Costa; Rafael Cruz, Jairo Campos, Réver e Leandro: Alê, Zé Luís (Werley), Serginho (Neto Berola) e Daniel Carvalho; Obina (Diego Souza) e Diego Tardelli.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Leandro Euzébio, aos 11; Daniel Carvalho, aos 19; Carlinhos, aos 35 do primeiro tempo; Gum, aos 19 do segundo; Carlinhos, aos 31, e Marquinho, aos 46.
Cartões amarelos: Mariano, Deco, Fernando Bob (Fluminense); Alê, Rafael Cruz, Serginho (Atlético-MG). 
Cartões vermelhos
: Alê e Diego Souza (Atlético-MG)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 23/09/2010. Árbitro:Paulo Godoy Bezerra (SC). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Marco Antônio Martins (SC). Renda: R$ 106.895,00. Público: 4.260 (pagantes) / 6.197 (presentes)

 O céu é logo ali, e o inferno também. Fluminense e Atlético-MG pisaram no gramado do Engenhão na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, rodeados de pressão. Três jogos sem vencer de um lado, uma crise de tamanho assustador do outro. Era vencer ou vencer. Venceu o time de melhor campanha. E por goleada. O placar de 5 a 1 para o Tricolor carioca, dono do melhor ataque da competição (45 gols), foi construído na maior parte pelo poder de fogo de defensores. O lateral Carlinhos (duas vezes) e os zagueiros Leandro Euzébio e Gum marcaram. O quinto foi do meia Marquinho, já nos acréscimos. Daniel Carvalho, de falta, fez o gol de honra do Alvinegro mineiro na derrota que causou a demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Com a vitória folgada, o Fluminense chega a 45 pontos, tira a vice-liderança das mãos do Cruzeiro, a coloca embaixo do braço e vai atrás do Corinthians, que tem 47 (com um jogo a menos). Mesmo se vencesse, o Galo não sairia da zona do rebaixamento nesta quinta-feira. O time de Luxemburgo somou só quatro pontos nas últimas seis rodadas. Foi derrotado 15 vezes na competição. Ninguém perdeu mais. Os atleticanos têm 21 pontos e estão em 18º. Se demorarem um pouco mais para despertar, correm o risco de acordar na Série B.

As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Fluminense enfrenta o Vitória, às 16h (de Brasília), no Barradão, em Salvador. O Atlético-MG recebe o Grêmio, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG. 

Flu domina, e Galo se esforça

Ele não poderia faltar. Não ele. O único jogador do Fluminense a disputar todas as partidas do Campeonato Brasileiro. Não o craque do time, o bom de bola. Darío Conca ignorou as dores na sola do pé direito e puxou a fila na entrada do campo. O capitão caminhou com cinco pequenos tricolores agarrados em cada braço. Para um time que sofre com o excesso de lesões, um reforço importante. Importância que ficou clara aos 11 minutos. O argentino cobrou escanteio, e o zagueiro Leandro Euzébio subiu bonito para cabecear e fazer o quinto gol dele no Nacional.

O Atlético-MG de Vanderlei Luxemburgo vive fase difícil, mas tem valores. Réver, zagueiro convocado para a Seleção Brasileira, Diego Tardelli, Obina, Daniel Carvalho. O gol sofrido não abateu o Galo. O time respirou fundo, botou a bola no círculo central e foi buscar o empate. Tardelli e Obina pediram jogo, o volante Serginho tentou ajudar na armação, e Daniel Carvalho apareceu. Em jogada individual na entrada da área, sofreu falta e cobrou aos 19. O camisa 10 colocou no canto direito de Rafael, que não conseguiu alcançar: 1 a 1.

Livre das dores musculares, Deco voltou ao time de Muricy Ramalho. O meia luso-brasileiro tocou pouco na bola, não teve eficiência na armação e quase não se aproximou de Rodriguinho e Washington no ataque. Chegou a ouvir algumas vaias dos poucos torcedores presentes no Engenhão. Foi num momento em que o visitante esteve melhor, quando Obina chegou a ter a chance de virar, mas chutou fraquinho da entrada da área.

Com dificuldade para chegar ao gol atleticano na base do toque de bola, os tricolores começaram a arriscar. Em três chutes seguidos de longe, voltou a ficar na frente. Rodriguinho bateu para fora, Conca parou no goleiro, Carlinhos foi à rede. Pela esquerda, o lateral cortou para o meio e disparou. Fábio Costa aceitou, aos 35. Washington quase ampliou, logo depois, mas errou por pouco. Convocado por Mano Menezes, Mariano também quis tentar. Desta vez, Fábio Costa foi bem e espalmou de 'manchete' o chute forte. Primeiro tempo de domínio do Flu, e nível técnico ruim.

Galo tem dois expulsos, e Flu marca mais três

As áreas técnicas do Engenhão cheiravam a título brasileiro nesta quinta-feira. Muricy Ramalho de um lado, tricampeão, Vanderlei Luxemburgo do outro, dono de cinco títulos. Ninguém ganhou mais do que ele. Como o sexto não virá nesta temporada, o treinador tenta evitar, na base do grito, que um rebaixamento fique registrado em seu currículo. Luxa não poupou a voz, gesticulou sem parar, deu bronca. Pediu a Diego Souza que corresse, ocupasse espaços. O meia entrou no lugar de Obina no intervalo. Muricy não deixou barato. Berrou como sempre, lamentou erros de passe, chamou a atenção de todos os setores do time.

Apesar da vantagem, o Flu foi melhor, tentou liquidar a parada. A opção preferencial era a lateral direita. Conca e Deco buscavam cair por aquele lado para ajudar Mariano. Os mineiros tinham um Diego Souza em câmera lenta, com Daniel Carvalho e Tardelli discretos. Neto Berola entrou no lugar do volante Serginho para tentar dar vida ao ataque. Só botou correria.

E a situação do Galo piorou quando Alê derrubou Rodriguinho aos 17 minutos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Galo com apenas um marcador de ofício no meio-campo e o Flu com mais espaços. Dois minutos depois da expulsão, o Alvinegro mineiro sofreu um golpe do qual não iria se recuperar. Mariano cruzou para a área, e o zagueiro Gum cabeceou para baixo e fez o terceiro.

Na noite em que três defensores marcaram para o Flu, um atacante parecia incomodado. Washington quer ser o goleador do Nacional. Com dez gols, está a dois de Jonas, do Grêmio. Na segunda chance que teve no jogo, tentou de longe, mas Fábio Costa defendeu. Se não deu para ser matador, o Coração Valente foi articulador. Aos 30, viu Carlinhos fazer fila, se apresentou para tabelar e só curtiu o companheiro fazer um belo gol: 4 a 1.

O Galo foi à lona, não havia mais o que fazer. Se entrou para ser solução, Diego Souza só conseguiu piorar o cenário quando fez falta dura e desnecessária em Carlinhos. E foi merecidamente expulso. Um cartão vermelho melancólico para aquele que é tratado como a maior contratação atleticana na temporada. Chegou a usar a camisa 1. E o ex-jogador do Flu nem viu o seu atual time levar o quinto gol, aos 46, de Marquinho, que substituiu o aplaudido Conca.

O Flu continua firme na briga pelo título, enquanto o Atlético-MG vê sua crise ficar ainda maior. E agora vai tentar escapar da degola sem Luxemburgo, que foi demitido após a goleada.

FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO-MG
Rafael, Mariano (Thiaguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Fernando Bob (Valencia), Deco e Conca (Marquinho); Rodriguinho e Washington. Fábio Costa; Rafael Cruz, Jairo Campos, Réver e Leandro: Alê, Zé Luís (Werley), Serginho (Neto Berola) e Daniel Carvalho; Obina (Diego Souza) e Diego Tardelli.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Leandro Euzébio, aos 11; Daniel Carvalho, aos 19; Carlinhos, aos 35 do primeiro tempo; Gum, aos 19 do segundo; Carlinhos, aos 31, e Marquinho, aos 46.
Cartões amarelos: Mariano, Deco, Fernando Bob (Fluminense); Alê, Rafael Cruz, Serginho (Atlético-MG). 
Cartões vermelhos
: Alê e Diego Souza (Atlético-MG)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 23/09/2010. Árbitro:Paulo Godoy Bezerra (SC). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Marco Antônio Martins (SC). Renda: R$ 106.895,00. Público: 4.260 (pagantes) / 6.197 (presentes)

 O céu é logo ali, e o inferno também. Fluminense e Atlético-MG pisaram no gramado do Engenhão na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, rodeados de pressão. Três jogos sem vencer de um lado, uma crise de tamanho assustador do outro. Era vencer ou vencer. Venceu o time de melhor campanha. E por goleada. O placar de 5 a 1 para o Tricolor carioca, dono do melhor ataque da competição (45 gols), foi construído na maior parte pelo poder de fogo de defensores. O lateral Carlinhos (duas vezes) e os zagueiros Leandro Euzébio e Gum marcaram. O quinto foi do meia Marquinho, já nos acréscimos. Daniel Carvalho, de falta, fez o gol de honra do Alvinegro mineiro na derrota que causou a demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Com a vitória folgada, o Fluminense chega a 45 pontos, tira a vice-liderança das mãos do Cruzeiro, a coloca embaixo do braço e vai atrás do Corinthians, que tem 47 (com um jogo a menos). Mesmo se vencesse, o Galo não sairia da zona do rebaixamento nesta quinta-feira. O time de Luxemburgo somou só quatro pontos nas últimas seis rodadas. Foi derrotado 15 vezes na competição. Ninguém perdeu mais. Os atleticanos têm 21 pontos e estão em 18º. Se demorarem um pouco mais para despertar, correm o risco de acordar na Série B.

As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Fluminense enfrenta o Vitória, às 16h (de Brasília), no Barradão, em Salvador. O Atlético-MG recebe o Grêmio, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG. 

Flu domina, e Galo se esforça

Ele não poderia faltar. Não ele. O único jogador do Fluminense a disputar todas as partidas do Campeonato Brasileiro. Não o craque do time, o bom de bola. Darío Conca ignorou as dores na sola do pé direito e puxou a fila na entrada do campo. O capitão caminhou com cinco pequenos tricolores agarrados em cada braço. Para um time que sofre com o excesso de lesões, um reforço importante. Importância que ficou clara aos 11 minutos. O argentino cobrou escanteio, e o zagueiro Leandro Euzébio subiu bonito para cabecear e fazer o quinto gol dele no Nacional.

O Atlético-MG de Vanderlei Luxemburgo vive fase difícil, mas tem valores. Réver, zagueiro convocado para a Seleção Brasileira, Diego Tardelli, Obina, Daniel Carvalho. O gol sofrido não abateu o Galo. O time respirou fundo, botou a bola no círculo central e foi buscar o empate. Tardelli e Obina pediram jogo, o volante Serginho tentou ajudar na armação, e Daniel Carvalho apareceu. Em jogada individual na entrada da área, sofreu falta e cobrou aos 19. O camisa 10 colocou no canto direito de Rafael, que não conseguiu alcançar: 1 a 1.

Livre das dores musculares, Deco voltou ao time de Muricy Ramalho. O meia luso-brasileiro tocou pouco na bola, não teve eficiência na armação e quase não se aproximou de Rodriguinho e Washington no ataque. Chegou a ouvir algumas vaias dos poucos torcedores presentes no Engenhão. Foi num momento em que o visitante esteve melhor, quando Obina chegou a ter a chance de virar, mas chutou fraquinho da entrada da área.

Com dificuldade para chegar ao gol atleticano na base do toque de bola, os tricolores começaram a arriscar. Em três chutes seguidos de longe, voltou a ficar na frente. Rodriguinho bateu para fora, Conca parou no goleiro, Carlinhos foi à rede. Pela esquerda, o lateral cortou para o meio e disparou. Fábio Costa aceitou, aos 35. Washington quase ampliou, logo depois, mas errou por pouco. Convocado por Mano Menezes, Mariano também quis tentar. Desta vez, Fábio Costa foi bem e espalmou de 'manchete' o chute forte. Primeiro tempo de domínio do Flu, e nível técnico ruim.

Galo tem dois expulsos, e Flu marca mais três

As áreas técnicas do Engenhão cheiravam a título brasileiro nesta quinta-feira. Muricy Ramalho de um lado, tricampeão, Vanderlei Luxemburgo do outro, dono de cinco títulos. Ninguém ganhou mais do que ele. Como o sexto não virá nesta temporada, o treinador tenta evitar, na base do grito, que um rebaixamento fique registrado em seu currículo. Luxa não poupou a voz, gesticulou sem parar, deu bronca. Pediu a Diego Souza que corresse, ocupasse espaços. O meia entrou no lugar de Obina no intervalo. Muricy não deixou barato. Berrou como sempre, lamentou erros de passe, chamou a atenção de todos os setores do time.

Apesar da vantagem, o Flu foi melhor, tentou liquidar a parada. A opção preferencial era a lateral direita. Conca e Deco buscavam cair por aquele lado para ajudar Mariano. Os mineiros tinham um Diego Souza em câmera lenta, com Daniel Carvalho e Tardelli discretos. Neto Berola entrou no lugar do volante Serginho para tentar dar vida ao ataque. Só botou correria.

E a situação do Galo piorou quando Alê derrubou Rodriguinho aos 17 minutos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Galo com apenas um marcador de ofício no meio-campo e o Flu com mais espaços. Dois minutos depois da expulsão, o Alvinegro mineiro sofreu um golpe do qual não iria se recuperar. Mariano cruzou para a área, e o zagueiro Gum cabeceou para baixo e fez o terceiro.

Na noite em que três defensores marcaram para o Flu, um atacante parecia incomodado. Washington quer ser o goleador do Nacional. Com dez gols, está a dois de Jonas, do Grêmio. Na segunda chance que teve no jogo, tentou de longe, mas Fábio Costa defendeu. Se não deu para ser matador, o Coração Valente foi articulador. Aos 30, viu Carlinhos fazer fila, se apresentou para tabelar e só curtiu o companheiro fazer um belo gol: 4 a 1.

O Galo foi à lona, não havia mais o que fazer. Se entrou para ser solução, Diego Souza só conseguiu piorar o cenário quando fez falta dura e desnecessária em Carlinhos. E foi merecidamente expulso. Um cartão vermelho melancólico para aquele que é tratado como a maior contratação atleticana na temporada. Chegou a usar a camisa 1. E o ex-jogador do Flu nem viu o seu atual time levar o quinto gol, aos 46, de Marquinho, que substituiu o aplaudido Conca.

O Flu continua firme na briga pelo título, enquanto o Atlético-MG vê sua crise ficar ainda maior. E agora vai tentar escapar da degola sem Luxemburgo, que foi demitido após a goleada.

FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO-MG
Rafael, Mariano (Thiaguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Fernando Bob (Valencia), Deco e Conca (Marquinho); Rodriguinho e Washington. Fábio Costa; Rafael Cruz, Jairo Campos, Réver e Leandro: Alê, Zé Luís (Werley), Serginho (Neto Berola) e Daniel Carvalho; Obina (Diego Souza) e Diego Tardelli.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Leandro Euzébio, aos 11; Daniel Carvalho, aos 19; Carlinhos, aos 35 do primeiro tempo; Gum, aos 19 do segundo; Carlinhos, aos 31, e Marquinho, aos 46.
Cartões amarelos: Mariano, Deco, Fernando Bob (Fluminense); Alê, Rafael Cruz, Serginho (Atlético-MG). 
Cartões vermelhos
: Alê e Diego Souza (Atlético-MG)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 23/09/2010. Árbitro:Paulo Godoy Bezerra (SC). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Marco Antônio Martins (SC). Renda: R$ 106.895,00. Público: 4.260 (pagantes) / 6.197 (presentes)

A torcida do Vitória voltou a comemorar um triunfo em casa, após mais de um mês. Apesar das muitas oportunidades perdidas, o time rubro-negro venceu o Avaí por 3 a 0, no Barradão, na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os baianos não saíam de campo com um resultado positivo, em Salvador, desde a 14ª rodada, quando bateram o Santos por 3 a 2, no dia 14 de agosto. Júnior - no primeiro tempo - Elkeson e Thiago Humberto - na etapa final - marcaram.

Com o resultado, a equipe do técnico Ricardo Silva chegou a 31 pontos, e ocupa a 10ª colocação. Os avaianos, que foram comandados pelo interino Edson Neguinho e completaram dez jogos sem vencer, somam 25, e são os últimos fora da zona de rebaixamento, em 16º.


Com o capitão Marcinho Guerreiro sentindo dores no tornozelo direito, resultado de uma pancada, o interino Edson Neguinho se viu forçado a fazer a primeira alteração no Avaí ainda na etapa inicial – Batista substituiu o volante.
No domingo, o Vitória recebe o Fluminense, no Barradão, às 16h (de Brasília), e o Avaí pega o Ceará, na Ressacada, às 18h30m.

Surpresa rubro-negra

Foi com uma surpresa logo no início que o Vitória deu as boas-vindas ao Avaí. Com apenas três minutos do primeiro tempo, Egídio invadiu a área pela esquerda e, num inesperado chute de direita, obrigou Renan a defesa desajeitada. A bola sobrou na pequena área para o atacante Júnior, que se atirou como pôde para fazer o desvio e abrir o placar. O camisa 1 da equipe catarinense voltou a ter trabalho, em novo lance pela esquerda, aos 10, quando dividiu com Júnior, na linha da grande área, e levou a melhor. No rebote, Henrique emendou para o gol, mas a zaga fez a cobertura.

Na tentativa de reagir, o Leão da Ilha tinha Jéferson como referência na frente. Por pouco o atacante não igualou, aos 22, em cabeçada que saiu rente à trave esquerda de Lee.


O lado direito da defesa avaiana estava dando oportunidades demais para os baianos. Aos 39, Júnior quase fez o segundo, após receber passe de Ramon, na intermediária. Mas, tentando encobrir Renan, o rubro-negro mandou pela linha de fundo. Aos 41, Henrique engrossou a lista de oportunidades desperdiçadas pelos donos da casa, em chute da entrada da área, que saiu por cima do travessão.

Baianos garantem fim de jejum

A displicência dos no primeiro tempo não é comparável a o que fez Jéferson, do Avaí, aos 10 da segunda etapa. Depois da bola rolada com categoria por Rafael Costa, o atacante ficou de frente para o goleiro Lee e tentou um toque sutil no canto esquerdo, mas errou o alvo.


VITÓRIA 3 X 0 AVAÍ
Lee; Eduardo, Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Elkeson e Ramon (Thiago Humberto); Henrique (Bida) e Júnior (Schwenck). Renan; Marcos, Gabriel, Emerson e Eltinho (Pará); Marcinho Guerreiro (Batista), Rudnei, Diogo Orlando e Válber (Laércio); Rafael Costa e Jéferson.
Técnico: Ricardo Silva. Técnico: Edson Neguinho.
Gols: Júnior (Vitória), aos três minutos do primeiro tempo. Elkeson (Vitória), aos 12; Thiago Humberto (Vitória), aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Júnior, Eduardo e Thiago Humberto (Vitória); Válber e Marcos (Avaí).
Estádio: Barradão, em Salvador. Horário: 21h (de Brasília). Data:23/09/2010. Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES). Assistentes:Marcio Eustaquio Souza Santiago (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG)
Depois deste verdadeiro favor prestado pelo ataque catarinense, foi a vez dos defensores fazerem um agrado aos mandantes. Na tentativa de afastar o cruzamento, aos 16, Gabriel deu a bola de presente para Elkeson, quase na marca do pênalti. O meia acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Renan e ampliou. O camisa 8 ganhou moral com o gol. Aos 22, após passe de Júnior, ele tentou a jogada individual pela direita, e chutou cruzado. A bola saiu tirando tinta da trave direita de Renan.

Faltava sorte aos visitantes. Aos 25, Jéferson ficou com a sobra, fora da área e, de canhota, carimbou a trave esquerda de Lee. Aos 32, Thiago Humberto, que havia entrado no lugar de Ramon, mostrou que o dia era mesmo dos anfitriões. Depois de receber passe pelo meio, o meia ficou cara a cara com Renan e mandou para o fundo das redes. Ele ainda acabou advertido por tirar a camisa na comemoração.

Com a ampla vantagem no placar, por pouco os rubro-negros não ficaram com um a menos em campo. Após sofrer falta, o lateral-direito Eduardo precisou de atendimento médico e, como o time já havia feito três alterações, voltou ao jogo no sacrifício, para ver, de dentro das quatro linhas, o fim do jejum rubro-negro no Barradão.

 

Um homem foi baleado após uma discussão na porta de um bar, nesta quinta-feira (23) à noite, em Batatais. Dois homens faziam xixi em um muro ao lado do estabelecimento quando houve o tiroteio.

De acordo com a polícia, a vítima e demais freqüentadores do bar foram reclamar com os homens, que sacaram as pistolas e deram vários disparos. Um deles atingiu o ombro esquerdo de Marcelo de Castro.

A dupla fugiu em uma caminhonete F250 prata. A polícia chegou a fazer buscas pela região, mas em Orlândia os homens conseguiram despistar os policiais.

Castro foi encaminhado para a Santa Casa de Batatais. Ele passará por cirurgia para a retirada do projétil.
 

Um homem foi baleado após uma discussão na porta de um bar, nesta quinta-feira (23) à noite, em Batatais. Dois homens faziam xixi em um muro ao lado do estabelecimento quando houve o tiroteio.

De acordo com a polícia, a vítima e demais freqüentadores do bar foram reclamar com os homens, que sacaram as pistolas e deram vários disparos. Um deles atingiu o ombro esquerdo de Marcelo de Castro.

A dupla fugiu em uma caminhonete F250 prata. A polícia chegou a fazer buscas pela região, mas em Orlândia os homens conseguiram despistar os policiais.

Castro foi encaminhado para a Santa Casa de Batatais. Ele passará por cirurgia para a retirada do projétil.
 

 O Vivo/Franca BC reassumiu a liderança do Grupo B, na fase inicial do Campeonato Paulista Masculino ao derrotar a Liga Sorocabana/Objetivo/Flextronics, na noite desta quinta-feira (23), mesmo atuando no ginásio Municipal Doutor Gualberto Moreira, na cidade de Sorocaba (SP), por 69 a 67, em confronto válido pela quinta rodada do returno. Com a vitória, o time de Hélio Rubens Garcia chegou aos 22 pontos, em 12 jogos realizados (10 vitórias e 02 derrotas), ultrapassando o Araraquara apenas nos critérios de desempate.

Os principais nomes da partida foram Douglas (16 pontos e 02 assistências), Daniel (12 pontos e 11 rebotes - double-double) e Lucas (12 pontos, 03 rebotes e 04 assistências), pelo time sorocabano; William Drudi (15 pontos e 07 rebotes), Vitor Benite (11 pontos) e Helinho (11 pontos), em favor do representante francano.

Já no único confronto válido pelo Grupo A, o Pinheiros/Sky bateu o Rio Claro Basquete, por 71 a 69 (36 a 30 no primeiro tempo), em jogo eletrizante, realizado no ginásio Municipal Felipe Karan, na cidade de Rio Claro (SP). Os atletas mais efetivos foram o norte-americano Addai (17 pontos, 04 rebotes e 06 assistências) e Leo (12 pontos e 06 rebotes), pelo time do Interior; o norte-americano Shamell (24 pontos, 03 rebotes e 06 assistências) e Bruno Fiorotto (17 pontos, 15 rebotes e 03 assistências - double-double), em favor do representante da Capital.

Com estes resultados, a classificação atual do estadual é seguinte:

Grupo A
1º) São José Basketball/Unimed/Vinac - 22 pontos (10 vitórias e 02 derrotas)
2º) Itabom/Bauru
Pinheiros/Sky - 21 pontos (09 vitórias e 03 derrotas)
4º) XV/Cosan/Bom Peixe
Rio Claro Basquete - 18 pontos (06 vitórias e 06 derrotas)
6º) SE Palmeiras - 16 pontos (04 vitórias e 08 derrotas)
7º) Metodista/São Bernardo - 15 pontos (03 vitórias e 09 derrotas)
8º) GR Barueri/G-Unit - 13 pontos (01 vitória e 11 derrotas)

Grupo B
1º) Vivo/Franca BC
Araraquara - 22 pontos (10 vitórias e 02 derrotas)
3º) Winner/Limeira
Assis Basket - 18 pontos (06 vitórias e 06 derrotas)
5º) Paulistano/Amil - 17 pontos (05 vitórias e 07 derrotas)
6º) Americana Basketball
Liga Sorocabana/Objetivo/Flextronics - 16 pontos (04 vitórias e 08 derrotas)
8º) São Caetano EC - 15 pontos (03 vitórias e 09 derrotas)

(com informações da Federação Paulista de Basquete)

 A seleção brasileira individual de ginástica rítmica terminou sua participação no Mundial da categoria nesta quinta-feira. Apesar de ter ficado longe do pódio, a equipe comemorou a melhora com relação à última participação. Depois do 29º lugar entre 33 países no ano passado, no Japão, o Brasil ficou na 22ª posição entre os 38 participantes na competição em 2010, na Rússia.

Após as apresentações nos quatro aparelhos as brasileiras Angélica Kvieczynski, Eliane Sampaio, Rafaela Costa e Drielly Daltoé somaram 227.075 pontos (67.750 na corda, 68.500 no arco, 67.600 na bola e 62.725 na fita), bem melhor do que a nota 211.200 de 2009. A Rússia ficou em primeiro, seguida por Bielorrússia e Azerbaijão.

- Fiquei muito feliz, pois melhoramos muito se compararmos com o ano passado. Estamos crescendo aos poucos, mas se levarmos em consideração os resultados anteriores, é nítido que as notas melhoraram bem e que houve um salto muito grande - afirmou Anita Klemann, técnica da seleção individual.

O Conjunto do Brasil começa a competir no Mundial no próximo sábado. O grupo formado por Larissa Barata, Ana Paula Alencar, Ana Paula Ribeiro, Luísa Matsuo, Letícia Dutra e Jéssica Maier irá se apresentar na série cinco arcos e, também, na série três fitas e duas cordas.

O preço por ação da Petrobras no processo de capitalização da estatal foi definido em R$ 29,65 por papel ON (ordinária, com voto) e R$ 26,30 por PN (preferencial, sem voto), segundo a assessoria de imprensa da estatal.

O valor foi divulgado na noite desta quinta-feira (23), depois de ser definido em reunião do Conselho de Administração da Petrobras, com a presença do ministro da Fazenda e presidente do conselho, Guido Mantega, na sede da companhia petroleira em São Paulo.

O presidente executivo da empresa, José Sergio Gabrielli, acompanhou o encontro de Nova York, por videoconferência, junto com o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa. Ambos participaram mais cedo da apresentação da oferta (road show) a investidores nos Estados Unidos.

O lote inicial da oferta da Petrobras envolve 1,59 bilhão de ações preferenciais e 2,17 bilhões de papeis ordinários. No lote adicional, serão oferecidos, entre ações preferenciais, ordinários e ADRs, outros 752 milhões de papéis.

A operação ainda prevê eventual realização de lote suplementar envolvendo cerca de até 188 milhões de ações, equivalentes a 5% do volume inicial.

A oferta da Petrobras movimentou o mercado de câmbio nas últimas semanas. De acordo com dados do Banco Central, só entre os dias 13 e 17 da semana passada entraram US$ 8,945 billhões no Brasil pelo mercado financeiro. Em cinco dias, o volume registrado é 15,58% maior do que todo o acumulado de janeiro até o dia 10 de setembro.

Na oferta, a Petrobras venderá novas ações com o objetivo de arrecadar dinheiro para financiar seu ambicioso plano de exploração das reservas de petróleo descobertas na região do pré-sal, sobretudo na bacia de Santos. Em seu plano de negócios de cinco anos (2010 a 2014) estão previstos gastos de US$ 224 bilhões.

De acordo com o cronograma preliminar da oferta, o início das negociações das ações da oferta na Bolsa de Valores de São Paulo (BM & FBovespa) está previsto para 27 de setembro. No âmbito da oferta internacional, a inauguração dos ADRs na bolsa de valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), está marcada para 24 de setembro.
 

 O atacante Neymar, do Santos, chegou ao CT Rei Pelé, nesta quinta-feira, calado, cabisbaixo. Sentiu o golpe de não ter sido convocado para a Seleção Brasileira pelo técnico Mano Menezes. Nem multa, nem as duras críticas que recebeu, muito menos o afastamento do jogo contra o Guarani, domingo passado, por ter sido insubordinado com o ex-chefe, Dorival Júnior, haviam abalado tanto o garoto. O baque mesmo veio quando viu que seu nome não constava na relação de Mano.

Antes do treino regenerativo, o técnico interino, Marcelo Martelotte, reuniu o elenco no gramado. Falou sobre o clássico contra o Corinthians, disse que ficou satisfeito com o desempenho do time, apesar da derrota por 3 a 2, na última quarta-feira, na Vila Belmiro. Neymar, que chegou para a reunião depois dos outros jogadores, ficou o tempo todo de cabeça baixa. Não falou com ninguém.

Após a conversa com o chefe, os jogadores se levantaram. Menos Neymar. O volante Roberto Brum se aproximou do atacante. Sentou-se a seu lado e conversou demoradamente com o garoto, na tentativa de consolá-lo. Depois da conversa, Brum se levantou, foi ao encontro dos outros jogadores, e seguiu para o hotel Recanto dos Alvinegros. Neymar saiu em seguida, passou pelos seus companheiros sem falar nada e entrou.

Os jogadores sentiram que o garoto está mesmo triste. Ele acreditava que, apesar das confusões que protagonizou nos últimos dias (contra o Avaí, Ceará e Atlético-GO, essa última culminou com a demissão de Dorival), seria chamado por Mano Menezes.

- Ele está quieto, é natural. Creio que seja mesmo por causa da Seleção. É uma fase e vai passar. o Neymar tem de continuar a fazer o que fez contra o Corinthians: pegar a bola, ir para cima, e não reclamar quando sofrer falta. Isso é prova de amadurecimento - afirmou o goleiro Rafael.

O pai de Neymar, Neymar da Silva Santos, afirma que nem ele, nem o filho vão se pronunciar nos próximos dias. Ele disse apenas que a não ida do filho para a Seleção foi “normal”.

- Agora ele vai refletir e trabalhar duro para ser convocado da próxima vez. É isso. Não é momento de falar nada.

 O técnico Abel Braga, atualmente no Al-Jazira, dos Emirados Árabes, confirmou que alguém ligado ao Santos (ele não sabe exatamente quem) conversou com seu auxiliar, Leomir de Souza. Campeão da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes com o Internacional, em 2006, Abel é o preferido de dirigentes santistas para assumir o comando da equipe, que se prepara para tentar conquistar a América no ano que vem.

- Uma pessoa do Santos ligou para o meu auxiliar-técnico, o Leomir. É alguém que já trabalhou com ele, mas que eu não conheço. O Leomir disse que não poderia responder por mim e pediu que ligasse ainda hoje (quinta-feira), pois estaríamos juntos. Mas não ligaram - afirmou o treinador, em conversa com o GLOBOESPORTE.COM, por e-mail.

Abel tem contrato com o Al-Jazira até maio de 2011, mas está propenso a negociar o seu retorno antes disso, provavelmente entre dezembro e janeiro. Já são três anos de Emirados Árabes e ele acha que já deu.

- Vou fazer uma análise da situação e, se não estiver legal, volto, pois já estou saturado. Já vou para três anos aqui. Acho que é tempo demais.

O contrato de Abel com a equipe dos Emirados Árabes prevê multa rescisória, mas o treinador acredita que não teria problemas com isso. Ele diz que tem crédito com o clube. Não se ausentou nem quando perdeu a sua mãe, no ano passado.

- Nem para o enterro eu pude ir, pois tinha um clássico aqui dois dias depois. Pode ser que eu saia sem multa. Mas no momento não posso me comprometer com ninguém. Talvez, lá para o final de novembro ou em dezembro - completou.

 Eleito quatro vezes o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro, o árbitro gaúcho Leonardo Gaciba está afastado por tempo indeterminado do quadro da CBF. O juiz foi reprovado em testes físicos organizados pela Comissão Nacional de Arbitragem nesta quinta-feira, no ABC paulista.

Integrante do quadro da Fifa, Gaciba não conseguiu cumprir os seis tiros de 40 metros em 6,2 segundos, com 40 segundos de recuperação entre um tiro e outro.

Em 2009, o árbitro gaúcho também foi afastado por não conseguir cumprir os requisitos físicos exigidos pela Fifa. Este ano, o árbitro apitou o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, entre Santos e Vitória.


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