iG São Paulo Foto: Divulgação O longa-metragem "Lula - O Filho do Brasil" foi anunciado nesta quinta-feira (23), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, como representante do Brasil na corrida por uma vaga na categoria de filme estrangeiro da próxima edição do Oscar, a maior festa do cinema norte-americano. O representante brasileiro foi escolhido por uma comissão formada por nove especialistas, indicados pelo Ministério da Cultura e pela Academia Brasileira de Cinema. No total, 23 filmes se inscreveram em busca da vaga. "Lula - O Filho do Brasil" foi dirigido por Fábio Barreto, que já concorreu ao Oscar de filme estrangeiro em 1996 com "O Quatrilho". Lançado em janeiro deste ano, conta a história do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Barreto sofreu um grave acidente automobilístico no final do ano passado, pouco antes do lançamento do filme. Ele dirigia, quando capotou várias vezes, na saída do Túnel Velho, em Botafogo. O carro despencou de uma altura de quatro metros e o diretor sofreu traumatismo craniano. Ele recebeu alta em maio deste ano para continuar o tratamento em casa, mas continua em coma. O presidente da Academia Brasileira de Cinema, Roberto Farias, já havia afirmado que o critério para eleger o brasileiro no Oscar não seria qualidade ou bilheteria, mas sim a "cara" de Oscar. "Qualquer filme que fosse mandado para lá teria qualidades para concorrer. Outra coisa é analisar quais são os filmes brasileiros escolhidos nos outros anos, com que frequência determinados filmes são vencedores, qual é o tema, qual deles teria mais condições do que o eleito no ano anterior. São muitas variáveis", explicou. A comissão foi composta por Cássio Starling Carlos, Clélia Bessa, Elisa Tolomelli, Frederico Hermann Barbosa Maia, Jean Claude Bernardet, Leon Kakoff, Tata Amaral, Mariza Leão e o próprio Roberto Farias. Segundo Farias, "Lula - o Filho do Brasil" foi escolhido por unanimidade pela Comissão. Ele afirmou que o filme "parece ser o mais indicado por mostrar a história de centenas de milhares de brasileiros, não apenas do presidente". "Outro critério é que Lula é uma personalidade não apenas no Brasil, mas também lá fora", completou. Marisa Leão, membro da comissão, negou que a escolha de "Lula - O Filho do Brasil" seja política. "Nosso partido é o cinema brasileiro", declarou. O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2011 vai disputar com outros de mais de 95 países a chance de estar entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme em língua estrangeira. A lista dos indicados será divulgada no dia 25 de janeiro. A cerimônia de premiação, por sua vez, acontece em 27 de fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles. Em toda a história, apenas quatro filmes foram indicados ao Oscar de filme estrangeiro, e nenhum deles venceu: "O Pagador de Promessas" (1963), "O Quatrilho" (1996), "O Que É Isso, Companheiro?" (1998) e "Central do Brasil" (1999). "Cidade de Deus" não conseguiu uma vaga entre os indicados a filme estrangeiro em 2003, mas no ano seguinte concorreu a quatro estatuetas: direção, roteiro adaptado, fotografia e montagem. Nos últimos anos, os escolhidos pelo Brasil para disputar uma indicação foram "Salve Geral" (2010), "Última Parada 174" (2009), "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2008), "Cinema, Aspirinas e Urubus" (2007) e "2 Filhos de Francisco" (2006). Em eleição realizada pelo Ministério da Cultura, o favorito do público foi "Nosso Lar". A produção teve 70% dos votos, seguida de "Chico Xavier" (12%), "Os Famosos e os Duendes da Morte" (8%), "O Grão" (2%) e "Antes que o Mundo Acabe" (2%). E você, concorda com a escolha de "Lula - O Filho do Brasil"? Participe votando na enquete ao lado. Assista ao trailer de "Lula - O Filho do Brasil": 
23/09/2010 12:32 PM
AE Foto: Marcos Hermes / Divulgação Ela parece não conhecer a tristeza. No início do ano, foi submetida a cinco sessões de quimioterapia e recebeu mais de 3 mil cartas de fãs de todo o País. Deu a volta por cima, venceu um câncer e voltou ao trabalho. O retorno à TV foi digno da grande diva que é. Erguida no seu melhor salto alto, realizou o sonho de entrevistar o ídolo Roberto Carlos e reuniu, no palco do SBT, as globais Xuxa e Ana Maria Braga. E a senhora, que diz viver cercada de bichos - cachorros e pássaros - e ser apreciadora de um copinho de vodca seguido de um vinho encorpado, não quer saber de parar. Aos 81 anos, Hebe Camargo grava, na próxima segunda-feira, seu primeiro DVD, no palco do Credicard Hall, em São Paulo. Bancado pela Sony Music, o projeto tem um time de estrelas, com participações de gente como Chitãozinho & Xororó, Maria Rita, Daniel, Leonardo e Fábio Jr. Hebe diz que só tem a agradecer a Deus. "Não preciso desejar mais nada. A vida me deu tudo. Tive dois maridos formidáveis, filhos lindos e um sobrinho maravilhoso. Mas eu gostaria de ter um casinho com o Roberto (Carlos). Só não sei se ele daria conta (risos)". Enquanto o sonho da apresentadora não se concretiza, ela agenda pequenos encontros com o cantor. Como a Globo não o liberou para a gravação do DVD, por ele ser contratado da emissora, Hebe o convidou para uma participação em seu CD, batizado de "Hebe Mulher" e que chega às lojas no início de outubro. A primeira tiragem será de 30 mil cópias. "Eu adoraria ter o Roberto no DVD, mas não sei se teria condição de receber ele no palco e não sair de ambulância do teatro", brinca a apresentadora, que começou a carreira como cantora de rádio. Para retribuir o carinho à amiga, Roberto Carlos caprichou em sua participação no CD, em que canta a música Você Não Sabe. "Eu chorei quando ouvi. Ele atrasou a saída do disco porque queria que tudo saísse perfeito. O Roberto mexe com a libido das mulheres". No que depender de Hebe, a música só tende a ter mais espaço em sua vida. Para 2011, ela prepara doze shows pelo Brasil, em Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba Brasília e Recife. "Essa oportunidade de cantar de novo me faz lembrar do passado", diz Hebe, que, antes de ser apresentadora de TV, cantava com a irmã Stella Camargo, com a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela. Hebe Camargo - Credicard Hall (Av. Das Nações Unidas, 17.995, Santo Amaro). Tel. (011) 2846-6166. Dia 27, às 21h30. De R$ 20 a R$ 160.
23/09/2010 11:46 AM
Reuters Foto: Divulgação Um dos artistas plásticos brasileiros contemporâneos mais importantes, Cildo Meireles é o tema e o personagem em questão em "Cildo", que estreia em São Paulo. Dirigido por Gustavo Rosa de Moura, o filme é muito mais do que um documentário biográfico, mergulhando na obra e no processo criativo do retratado. O documentário revela Cildo como um artista conceitual para quem a arte vai muito além de um conceito. Suas obras devem ser vividas, experimentadas, tocadas. Suas instalações, como "Desvio para o vermelho", "Glove Trotter" e "Babel", convidam o público a interagir com elas, a senti-las, indo além da mera observação. No filme, a proposta de Rosa de Moura é passar ao expectador o máximo possível da sensação de estar cara a cara com uma obra de Cildo. Obviamente, ver suas peças no cinema não substitui a experiência real, mas o documentário dá conta de mostrar como seria interagir diretamente com elas. Nessa proposta, a câmera de Alberto Bellezia serve como os olhos, mãos e ouvidos da plateia. As imagens das obras - captadas em exposições, inclusive numa retrospectiva do artista na Tate Modern, em Londres, que aconteceu entre 2008 e 2009 - são entrecortadas por articulados depoimentos de Cildo. Lembranças da infância, comentários sobre a solidão e astronautas podem ser algumas dicas para mergulhar na arte dele. No entanto, para Cildo, a arte é algo livre, distante de interpretações complexas ou filosóficas, é algo a ser sentido, descoberto sem qualquer amarra que induza a conclusões. Fiel a essa postura, o filme não traz entrevistas com críticos, historiadores ou acadêmicos, dando liberdade para o público descobrir e interpretar a arte de Cildo, que começou a se destacar no final da década de 1960. O documentário foi feito ao longo de quatro anos, acompanhando o artista enquanto concebia e executava projetos. Esse longo período permitiu a aproximação entre ele e o diretor, o que fica claro no conforto dos depoimentos do artista. Um dos melhores momentos existe devido a um curta do crítico de arte Wilson Coutinho sobre Cildo Meireles, feito no final dos anos de 1970. Tal qual a obra de Cildo, este pequeno filme trabalha com inserções ideológicas. Numa de suas cenas, uma imagem de John Wayne num faroeste é dublada em português e o caubói 'fala' sobre a arte do brasileiro. É engraçada, e, ao mesmo tempo, eficiente, ilustrando bem o conceito pregado pelo artista. 
23/09/2010 11:07 AM
Reuters Foto: Getty Images A cantora Shania Twain, ganhadora de cinco Grammy, vai lançar em 2011 um livro de memórias no qual vai revelar sua luta para construir uma carreira na música country e sua criação difícil, disseram os editores do livro na quarta-feira. A estrela country, cuja vida pessoal é acompanhada de perto pelos tabloides desde seu rompimento com o produtor musical Robert Mutt Lange, em 2008, vai lançar a autobiografia no primeiro semestre de 2011, segundo a editora Simon & Schuster. A cantora e compositora canadense vai tratar de assuntos diversos, incluindo como penetrou no que ela descreve como a indústria da música country dominada pelos homens e a morte trágica de seus pais em um acidente de carro em 1987, que a deixou responsável por seus três irmãos menores. Shania, de 45 anos, disse em comunicado que sente urgência de compartilhar sua história enquanto tem tempo para isso e descreveu o livro como "um relato honesto e completo de minha vida, em minhas próprias palavras." "Houve momentos em minha vida em que me preocupei com a possibilidade de que o amanhã nunca chegaria. Recentemente vivi um desses momentos com intensidade tão grande que conferiu uma urgência repentina ao desejo de documentar minha vida antes de meu tempo se esgotar", disse ela. Shania Twain não lança um álbum gravado em estúdio desde 2002, mas tem aparecido na televisão, incluindo uma participação como jurada convidada no programa "American Idol". 
23/09/2010 08:14 AM
Reuters Foto: Getty Images A cantora e atriz Jennifer Lopez e o roqueiro Steven Tyler, do Aerosmith, vão juntar-se ao júri do show de talentos "American Idol", o programa de maior audiência da TV norte-americana, anunciaram os produtores nesta quarta-feira. O anúncio oficial encerrou meses de especulações após a saída dos veteranos Simon Cowell, Ellen DeGeneres e Kara DioGuardi e representa uma reforma grande do programa da Fox, após quatro anos de queda em sua audiência. O produtor de discos Randy Jackson vai conservar o lugar que ocupa desde que o programa estreou, em 2001, completando o júri de três pessoas, e Ryan Seacrest vai retornar como apresentador. A décima temporada de "American Idol" começa em janeiro de 2011. Estrela de filmes como "Plano B" e "O Casamento dos Meus Sonhos", Lopez começou sua carreira como dançarina e cantora com sucessos como "Jenny From the Block". Lopez disse que está emocionada por participar de "American Idol" e que vai "procurar o próximo Michael Jackson". Tyler, de 62 anos, acrescentou que quer "levar um pouco de rock" ao programa. Não há dúvida de que o cantor, que está no Hall da Fama do Rock and Roll, vai acrescentar interesse ao concurso de cantores que lançou as carreiras premiadas com o Grammy de Kelly Clarkson, Carrie Underwood e Jennifer Hudson. Antes deles, corriam boatos na mídia sobre a possível escolha de nomes como os cantores Shania Twain e Elton John, o ex-chefe da Sony Music Tommy Mottola e o radialista Howard Stern para integrarem o júri. "American Idol" vem gerando receita publicitária enorme para a Fox ao longo dos anos, além de ter fomentado as vendas de discos e downloads dos participantes e vencedores. Mas o programa vem perdendo audiência nos últimos anos. Apesar de sua temporada mais recente ainda ter sido o programa de TV mais assistido nos Estados Unidos, cerca de 6 milhões de espectadores deixaram de acompanhá-lo desde 2006. O jurado intransigente Simon Cowell, possivelmente o maior astro do show, abandonou "American Idol" em maio para lançar seu próprio show de talentos na Fox em 2011. A apresentadora Ellen DeGeneres deixou o júri após apenas um ano, e a compositora Kara DioGuardi fez o mesmo há 15 dias, após dois anos no ar. 
22/09/2010 05:36 PM
iG São Paulo Foto: Divulgação A Bienal de Arte de São Paulo decidiu na noite desta quarta-feira (22) retirar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, uma obra que traz imagens da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, e do candidato do PSDB, José Serra. A instalação "El Alma Nunca Piensa sin Imagen" (a alma nunca pensa sem imagem, na tradução), do artista argentino Roberto Jacoby, tentava reproduzir uma campanha política, com direito a palanque, camisetas, planfletos e bótons, dando preferência a Dilma ? na montagem da peça, Jacoby e assistentes usavam uma camiseta vermelha com a frase "Brigada Argentina por Dilma". A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) informou ontem à tarde que os advogados da Bienal fizeram uma consulta ao órgão, perguntando se a exibição da peça traria algum tipo de irregularidade. A resposta foi que a instalação infringe o artigo 37 da Lei 9504/97, que proíbe a "veiculação de propaganda de qualquer natureza" em bens públicos, como é o caso do pavilhão da Bienal. A mesma lei, contudo, também prevê quem tem competência para julgar cada processo ? neste caso, o Tribunal Superior Eleitoral. A PRE enviou ontem, portanto, um ofício à Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, e não fez qualquer tipo de representação contra a Bienal, apesar de orientá-la a respeito da ilegalidade da obra. A assessoria de imprensa da Bienal anunciou à noite que a instalação do artista argentino será retirada e já está vedada por um pano preto. Com o tema "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", a 29ª edição da Bienal de São Paulo será aberta ao público no próximo sábado (25).
22/09/2010 04:45 PM
Reuters Foto: Divulgação Gordon Gekko, o vilão arquetípico de "Wall Street - Poder e Cobiça", filme ícone dos anos 1980, tem um novo lema: a cobiça não apenas é boa, como é legalizada e está por toda parte. Mas suas palavras, e a sequência daquele filme, "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme", que chegará aos cinemas mundiais na sexta-feira, provavelmente não encontrarão junto a banqueiros e corretores de ações o mesmo eco que fez de Gekko um herói cult e paradigma dos excessos financeiros declarados dos anos 1980, dizem especialistas. "Acho que não será algo importante em Wall Street, em termos de sujar sua imagem", opinou Igor Kirman, sócio da empresa de advocacia de Wall Street Wachtell, Lipton, Rosen & Katz. Quando o primeiro "Wall Street" chegou aos cinemas, em 1987, as bolsas de valores tinham sofrido um crash de grandes proporções, e os norte-americanos estavam em choque. O filme mostrou como banqueiros compravam empresas, as destituíam de seus ativos, destruíam grandes empresas americanas e deixavam incontáveis trabalhadores desempregados. O diretor Oliver Stone pode estar enfrentando Wall Street outra vez, mas, na esteira do derretimento financeiro global de 2008 que atraiu a ira universal de políticos e uma sucessão de escândalos envolvendo desde o financista Bernie Madoff até a queda de uma companhia que simbolizou os excessos dos anos 1980, a Lehman Brothers, os banqueiros não estão preocupados com o novo filme de Stone. "Wall Street foi arrastada pela lama no último ano, virou bode expiatório", disse Kirman. "Nada que Oliver Stone vai dizer neste filme já não foi dito por nosso próprio presidente. Este filme não será um grande tapa na cara de Wall Street." "O Dinheiro Nunca Dorme" teve sua première no festival de cinema de Cannes em maio e teve recepção ambígua. Desde então Stone passou três semanas editando-o mais. Michael Douglas está de volta como o financista Gordon Gekko, mas desta vez quem assume a culpa por atos financeiros antiéticos são os grandes bancos e os que os comandam. A trama envolve a relação amorosa entre a filha de Gekko (Carey Mulligan) e um jovem corretor de Wall Street chamado Jake Moore (Shia LaBeouf). Oliver Stone, crítico de longa data do capitalismo desenfreado e filho de um corretor de ações, disse a repórteres que, embora o filme seja pontual, as bolhas no ciclo financeiro chegaram para ficar. "O conceito do otimismo americano, de ganhar dinheiro e fazer sucesso, é uma parte constante do etos americano," disse Stone, que já apresentou visões contrárias às posições da maioria em filmes como "JFK" e "Nixon". Assista a um clipe exclusivo de "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme": 
22/09/2010 03:43 PM
Reuters Foto: Divulgação O diretor Steven Spielberg e seu estúdio de cinema Dreamworks foram inocentados na terça-feira de um processo em que eram acusados de violar os direitos autorais do roteiro do filme de Alfred Hitchcock "Janela Indiscreta", em sua produção de 2007 "Paranoia". A fundação Sheldon Abend Revocable Trust, que possui os direitos autorais da obra "Janela Indiscreta" escrita por Cornell Woolrich em 1942, processou Spielberg, a Dreamworks e a distribuidora Paramount Pictures em 2008. Advogados da fundação deixada pelo falecido produtor de Hollywood Abend alegavam que Hitchcock havia obtido o direito de transformar a história de Woolrich em seu clássico de 1954 "Janela Indiscreta". Mas a DreamWorks não recebeu tal permissão para fazer "Paranoia". Ambos os filmes são suspenses sobre assassinato, protagonizado por um homem olhando pela janela para o vizinho. Uma juíza federal em Nova York determinou na terça-feira que, apesar de haver semelhanças entre o livro de 1942, o filme de Hitchcock e "Paranoia", nenhum estava sujeito a medidas judiciais pela lei de direitos autorais dos EUA. "Os roteiros principais são semelhantes apenas em um nível superficial e geral, de forma que não podem ser protegidos", disse a juíza do Tribunal Distrital de Nova York em sua decisão que rejeitou a reclamação. "Enquanto 'Paranoia' é abundante em sub-tramas, a história original não tem nenhum. O cenário e o clima da história original são estáticos e tensos, enquanto o cenário e tom de "Paranoia" é muito mais dinâmico e temperado com humor e romance adolescente", acrescentou a juíza. "Paranoia", estrelado pelo ator Shia LaBeouf, arrecadou 117 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. 
22/09/2010 12:36 PM
Marco Tomazzoni, iG São Paulo Foto: Divulgação Sem nunca ter conquistado o Oscar de melhor filme estrangeiro ? contra duas vezes da Argentina ?, o Brasil tem transformado a escolha do filme que vai representar o país na premiação em uma disputa digna de campeonato. Nos anos anteriores, o Ministério da Cultura (MinC) era responsável, sozinho, por apontar o concorrente brasileiro. Em 2010, no entanto, além dos membros indicados pelo governo, a Academia Brasileira de Cinema também indicou nomes para integrar a comissão de seleção, que anunciará o filme escolhido nesta quinta-feira (23), ao meio-dia, em São Paulo. No total, 23 filmes se inscreveram em busca da vaga, entre eles ?Nosso Lar?, ?Chico Xavier?, ?O Bem Amado? e ?Lula, o Filho do Brasil?, os maiores sucessos de bilheteria nacional neste ano. Nove especialistas integram a comissão, indicados pelo gabinete do MinC, Secretaria do Audiovisual e Agência Nacional de Cinema (Ancine). Segundo a assessoria do ministério, todo o processo é regulamentado pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a famosa Academia de Hollywood. A ideia de convidar a Academia Brasileira para participar da escolha, conforme o MinC, é ?inserir a participação da sociedade civil?. ?A Academia Brasileira de Cinema foi escolhida por ser uma entidade que congrega profissionais dos mais diversos setores da indústria audiovisual: desde produtores, diretores, artistas e roteiristas até técnicos de áudio e efeitos visuais, entre outros?, informa a assessoria. É o mesmo discurso do presidente da Academia, o diretor e produtor Roberto Farias. Por trás de alguns clássicos do cinema nacional (?O Assalto ao Trem Pagador?, ?Pra Frente, Brasil?), presidente da Embrafilme na década de 1970, Farias diz que há anos vinha reivindicando o direito da entidade de indicar o filme brasileiro ao Oscar, a exemplo de similares em outros países, como no México e Espanha. ?Não é o Estado, o governo, quem deve fazer isso. Antigamente acontecia porque não havia a academia. A indicação ao Oscar é uma indicação de especialistas, de pessoas que fazem cinema, que, inclusive, são por tradição quem escolhe os vencedores do prêmio.? Fundada em 2002, a Academia Brasileira surgiu com o objetivo de defender e divulgar o cinema nacional. Ainda ?jovem?, segundo Farias, seu principal projeto é realizar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Atualmente, possui 250 membros, número considerado ?representativo? pelo presidente. Para efeito de comparação, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (Sindcine) tem cerca de 2400 associados. ?A Academia está sempre aberta para que outros venham participar?, assegura Farias, ?e isso é muito mais democrático do que uma comissão escolhida conforme os interesses de quem estiver no momento no ministério?. Filme com ?cara? de Oscar O critério para eleger o brasileiro no Oscar, na opinião de Farias, não é qualidade ou bilheteria, mas sim a ?cara? de Oscar. ?Nós [a Academia] não fazemos juízo de valor, a não ser na hora de premiar o melhor filme brasileiro do ano [o último vencedor foi ?É Proibido Fumar?, que está entre os inscritos no MinC]. Para o Oscar, é preciso passar o filme que talvez tenha mais chance.? Nesse sentido, o nome do diretor influiria ? ele cita cineastas conhecidos, como Bruno Barreto e Hector Babenco ?, assim como temas com maior apelo junto ao público norte-americano. ?Qualquer filme que fosse mandado para lá teria qualidades para concorrer. Outra coisa é analisar quais são os filmes brasileiros escolhidos nos outros anos, com que frequência determinados filmes são vencedores, qual é o tema, o que está acontecendo no mundo nesse momento, qual é preocupação maior atual, qual deles teria mais condições do que o eleito no ano anterior. São muitas variáveis, discutidas numa comissão de nove pessoas.? Os dois últimos longas-metragens eleitos para representar o Brasil no Oscar foram Ônibus 174, de Bruno Barreto, e Salve Geral, de Sérgio Rezende. Ambos retratam a violência urbana no país, assim como nosso maior fenômeno de público no mercado internacional, Cidade de Deus. Para Farias, não faz sentido afirmar que essas escolhas reforçam uma imagem negativa do país no exterior ? segundo ele, isso é algo ?ultrapassado?. ?Essa preocupação das pessoas é um negócio quase fascista. O Brasil é um país soberano, tem sua importância no cenário mundial. Um país adulto encara seus problemas, é uma prova de capacidade.? Voto dos internautas não deve influir Outra novidade deste ano é que o MinC decidiu realizar uma votação paralela em seu site para os internautas darem sua opinião de qual filme deveria representar o Brasil no Oscar 2011. O vencedor será submetido à comissão como um ?olhar da sociedade sobre o cinema brasileiro?, mas a decisão final cabe aos especialistas. ?Um filme que vence uma enquete popular, sendo ele selecionado para concorrer ao Oscar ou não, já é um vencedor?, justifica a assessoria do MinC. Para o presidente da Academia Brasileira, a ideia da enquete reflete um período de ?transição?. ?O MinC ainda não assimilou completamente a ideia de que a escolha de um filme para competir em um festival internacional não tem nada a ver com o governo?, sustenta. ?Os profissionais que conhecem as tendências, o que está se fazendo no mundo, são muito mais aparelhados para fazer essa escolha do que envolver todo o povo brasileiro. As pessoas votam segundo preferências pessoais, e não analisando qual é o filme que teria mais possibilidades de ganhar o Oscar.? Até segunda-feira, quando a enquete ainda estava ativa, ?Nosso Lar? era o líder isolado, com 72% dos votos ? a campanha para o filme envolveu até um banner no site da Federação Espírita Brasileira. Farias considera o longa baseado no livro de Chico Xavier ?interessante? e que a votação vai ajudar a compreender o que pensa a maioria da população, só isso. ?A gente vai ver [o resultado], mas duvido muito que isso levado em conta pelos membros.? A comissão é composta por Cássio Starling Carlos, Clélia Bessa, Elisa Tolomelli, Frederico Hermann Barbosa Maia, Jean Claude Bernardet, Leon Kakoff, Tata Amaral, Mariza Leão e o próprio Roberto Farias. O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2011 vai disputar com outros de mais de 95 países a chance de estar entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme em língua estrangeira. A lista dos indicados será divulgada no dia 25 de janeiro. A cerimônia de premiação, por sua vez, acontece em 27 de fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles. Na sua opinião, quem deveria representar o Brasil no Oscar? A enquete ao lado conta com os campeões atuais de bilheteria em 2010. Vote no seu preferido e veja abaixo a lista completa de filmes que se inscreveram em busca da indicação: "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky
"A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor
"Antes que o Mundo Acabe", de Ana Luiza Azevedo
"Bróder", de Jeferson De
"Carregadoras de Sonhos", de Deivison Fiuza
"Cabeça a Prêmio", de Marco Ricca
"Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos", direção coletiva
"Chico Xavier", de Daniel Filho
"É Proibido Fumar", de Anna Muylaert
"Em Teu Nome", de Paulo Sacramento
"Hotel Atlântico", de Suzana Amaral
"Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto
"Nosso Lar", de Wagner de Assis
"Olhos Azuis", José Joffily
"Ouro Negro", de Isa Albuquerque
"O Bem Amado", de Guel Arraes
"O Grão", de Petrus Cariry
"Os Inquilinos", Sérgio Bianchi
"Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho
"Quincas Berro D?água", de Sérgio Machado
"Reflexões de um Liquidificador", de André Klotzel
"Sonhos Roubados", de Sandra Werneck
"Utopia e Barbárie", de Silvio Tendler
22/09/2010 11:00 AM
Agência Estado Já é tradição. Todos os anos, o Porto Alegre em Cena ? festival de teatro da capital gaúcha ? elege alguns dos grandes nomes da cena internacional para coroar sua programação. Em sua 17ª edição não foi diferente. Os espetáculos de Peter Brook e do lituano Eimuntas Nekrosius ? dois dos maiores diretores em atividade hoje no mundo ? cumpriram essa função e brilharam na grade da mostra, que começou dia 8 e se estende até segunda. Mas não é apenas com grifes que Luciano Alabarse, coordenador-geral do festival, montou a seleção deste POA em Cena. É justamente nos países vizinhos ? Uruguai e Argentina ? que ele encontrou a representação mais numerosa de sua seleta internacional. A eleição de cinco montagens portenhas e cinco uruguaias dá sinais de que Porto Alegre se mantém firme em seu propósito de dialogar com a América Latina. No geral, o festival cumpriu a função de trazer ao País boas peças que raramente cruzam a fronteira. Foi o caso de "Los Padres Terribles", saudada como uma das melhores encenações de Montevidéu no ano passado, e de "Por Tu Padre", versão argentina para o texto de Dib Carneiro Neto, editor do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo. No Brasil, onde foi montada como "Adivinhe Quem Vem para Rezar", em 2005, a peça teve Paulo Autran desdobrando-se em três personagens. Nesta adaptação vinda de Buenos Aires, quem ocupa esse posto é o veterano Federico Luppi, que se revelou como o maior acerto da versão dirigida por Miguel Cavia. Na ala nacional, a curadoria também se manteve coerente em sua proposta de apresentar um panorama que extrapole o eixo Rio-São Paulo, convocando trabalhos do Nordeste, de Minas e do Paraná. Quem chamou a atenção, no entanto, foi a delegação carioca, que apresentou duas competentes leituras de textos contemporâneos franceses: "A Inquietude", de Valère Novarina, e "A Solidão nos Campos de Algodão", de Bernard-Marie Koltès, que surgiu em provocativa montagem de Caco Ciocler. Desconhecido das plateias brasileiras, o lituano Eimuntas Nekrosius é velho conhecido do público de Porto Alegre, que já tem o hábito de esperar com ansiedade por suas criações. Neste ano, surpreendeu sua grandiloquente transposição do romance de Dostoiévski, "O Idiota". Pontuado por imagens de grande carga simbólica, o espetáculo soube atravessar as passagens folhetinescas da história sem escamotear seus embates filosóficos. Os atores também conseguiram dosar a força do texto com um preciso trabalho físico, transferindo para o corpo muitas das intenções que não ousam ser verbalizadas. A programação completa está disponível no site oficial.
22/09/2010 10:13 AM
iG São Paulo Vocalista do grupo norte-americano Scissor Sister, Ana Matronic é autora de uma das histórias publicadas em "CBGB: The Comic Book #2", segunda edição da minissérie em quadrinhos que conta histórias sobre o clube de rock de Nova York CBGB, local em que nasceram bandas como Ramones, Television e Blondie. Veja abaixo algumas páginas de "CBGB: The Comic Book #2":
21/09/2010 05:34 PM
iG São Paulo Está marcado para o dia 28 de setembro o lançamento de Le Noise, 34º álbum de estúdio de Neil Young. O disco, que sucede Fork in the Road, de 2009, foi gravado sozinho pelo guitarrista em uma mansão de Los Angeles, sem o acompanhamento de sua banda habitual, a Crazy Horse. A produção, que privilegia loops e efeitos eletrônicos, coube a Daniel Lanois, conhecido por seus trabalhos com o U2. A música "Angry World" ganhou um primeiro vídeo, seguida por "Hitchhiker". São oito faixas no total. O lançamento do álbum nos Estados Unidos está previsto para o próximo dia 28, em edição simples e de luxo, com DVD bônus.Uma versão em Blu-ray estará disponível um mês depois. O disco vazou na internet no último final de semana e já pode ser encontrado facilmente. Assista ao clipe de "Angry World":
21/09/2010 05:33 PM


