iG São Paulo Superfícies comuns das casas, como janelas, podem ser em breve usadas para gerar eletricidade. Cientistas da Flórida desenvolveram um produto para ser aplicado em vidros e criar um painel solar. Segundo eles, as células são 10 vezes mais eficazes no aproveitamento de energia do que as tecnologias solares existentes. Veja o vídeo:
22/09/2010 08:01 PM
AFP O mundo não consegue frear o ritmo no qual as espécies animais e vegetais desaparecem, advertiu nesta quarta-feira ( o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em uma reunião sobre biodiversidade durante a cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio em Nova York. "A degradação da diversidade acelera-se no mundo", enfatizou Ban aos líderes reunidos na sede da ONU. "A razão é simples: as atividades humanas, de vocês, minhas, as de cada um (...). Muita gente continua sem entender as consequências dessa destruição", completou.
Relatórios recentes advertem que o ritmo natural da extinção de espécies multiplicou-se por 1.000 devido à atividade humana e também às mudanças climáticas.
Mas a comunidade internacional tinha se comprometido a reduzir o ritmo da perda de espécies e habitats até 2010, declarado o ano internacional da biodiversidade.
"A meta para 2010 não foi alcançada", disse Ban.
O secretário-geral também advertiu que na convenção sobre diversidade biológica em outubro na cidade japonesa de Nagoya, os representantes de 193 nações deverão discutir a distribuição equitativa das responsabilidades sobre os recursos naturais e seus benefícios.
Um plano estratégico com as nações de economias emergentes deve "garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para quem busca acesso aos recursos, assim como distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados deles", advertiu, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu para divulgar mais a importância de conservar as espécies animais e vegetais.
"Precisamos de um pacto em Nagoya", disse Teixeira, que instou os líderes mundiais a "elevar o perfil da biodiversidade e galvanizar a vontade política e o compromisso de todos os países".
"Não seremos capazes de mitigar a mudança climática nem de nos adaptar a seu impacto, nem de prevenir a desertificação e degradação dos solos, se não protegermos nossos ecossistemas e biodiversidade", enfatizou Barroso.
22/09/2010 06:44 PM
Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo Foto: Getty Images Cientistas da Universidade da Pensilvânia descobriram que suplementos de orégano na alimentação de bovinos ajudam a reduzir em 40% as emissões de metano em vacas, uma dos conhecidos agravantes do aquecimento global. De quebra, o orégano também aumenta a produção de leite. O gás é produzido naturalmente pelos animais em um dos quatro estômagos do complexo sistema digestivo. Quando a vaca digere seu alimento, bactérias presentes no rúmen ? o maior dos estômagos ? fermentam o material para liberar seus nutrientes, e um dos subprodutos é o metano. Quanto mais fibra presente na dieta, maior a emissão de metano. Mas o orégano, em forma de suplemento adicionado à ração, inibe as bactérias metanogênicas, o que reduz a produção de metano. ?Ele aparentemente também inibe outras espécies de bactéria, mas isso não afeta a fermentação global no rumem?, disse Alexander Hristov, autor do estudo. As oito vacas do experimento produziram um litro e meio a mais de leite do que as que não tomaram o suplemento de orégano. Hristov acredita que isto esteja atrelado ao fato das vacas deixarem de perder de energia com o gás metano, que são cerca de 7% da energia bruta do alimento. Desta forma, elas podem usar a energia que seria usada na transformação do metano para a síntese do leite. O professor vai continuar seu estudo. Ele pretende fazer testes em outras oito vacas. ?O orégano é muito caro para servir de alimento para o gado, vamos estudar os componentes do orégano para que possamos criar um suplemento sintético?, disse ao iG. 
O metano é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, uma das causas do aquecimento global ? ele ajuda a reter na atmosfera parte da radiação solar refletida pela superfície da Terra e absorvida pelos e dióxido de carbono, e com isso as temperaturas aumentam. Comparado com outro gás-vilão, o dióxido de carbono, o metano tem 23 vezes mais potencial de criar o aquecimento global. E um dos maiores emissores do gás são os animais ruminantes, como bovinos, ovinos, caprinos e cervos ? a pecuária responde por 16% das emissões totais de metano no planeta.
Hristov disse que alguns compostos presentes no orégano, como carvacrol, geraniol e timol, parecem desempenhar um papel mais importante na supressão de metano. Identificar os compostos ativos é importante porque compostos puros são mais fáceis de produzir comercialmente e mais econômica para os agricultores a usar.
22/09/2010 06:36 PM
Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo Foto: Divulgação/Nature A origem da malária em humanos está nos gorilas e não em chimpanzés ou humanos ancestrais, como se acreditava. O parasita da malária humana, o Plasmodium falciparum, evoluiu de um parasita presente nos gorilas após um único evento de transferência. É o que indica estudo de um grupo internacional que reuniu pesquisadores dos Estados Unidos, França, Camarões, Congo e Escócia e que foi publicado na última edição da revista científica Nature. Estudos anteriores indicavam o Plasmodium reichenowi, presente em chimpanzés, como o parente mais próximo ao P. falciparum. Os parasitas teriam divergido ao mesmo tempo que os ancestrais do homem divergiram do chimpanzé, há mais de 5 milhões de anos. Mas nunca um estudo havia coletado tantas amostras de tantas espécies de primatas. Mas a análise das cerca de três mil amostras de fezes coletadas em toda a África Central mostrou a infecção por diferentes tipos de Plasmodium em chimpanzés (Pan troglodytes) e gorila ocidental (Gorilla gorilla), mas não em outros primata, como os bonobos (Pan paniscus). Em uma das amostras de gorilas ocidentais, havia um parasita quase idêntico ao P. falciparum que atinge humanos. ?Após a coleta, fizemos uma análise genética de todos os parasitas encontrados e com isso, construímos pela primeira vez as relações evolutivas entre as diferentes espécies do plasmódio?, disse ao iG Beatrice Hahn, da Universidade do Alabama e uma das pesquisadoras do estudo. Assim, o grupo constatou que o P. falciparum é originário do gorila. O estudo sugere também que a transmissão entre espécies aconteceu uma vez só, mas os cientistas não conseguem dizer quando isso teria acontecido. ?Não temos como dizer a data exata em que isto aconteceu, mas baseado em outros estudos, especulamos que tenha ocorrido em torno de cinco milhões de anos atrás?, explicou Beatrice. A malária é uma infecção no sangue causada pelo mosquito Anopheles que conduz o parasita da espécie plasmodium. Cinco espécies de plasmódio infectam humanos, entre elas o Plasmodium falciparum, o mais letal deles. De acordo com dados da Organização Mundial de saúde (OMS) indicam que a malária matou entre 708 mil a um milhão de pessoas no ano de 2008, registrando de 190 a 311 milhões de casos clínicos. 
22/09/2010 03:49 PM
iG São Paulo Foto: Utah Museum of Natural History Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (22) a descoberta, no deserto do sul de Utah, de fósseis de duas novas espécies de dinossauros, semelhantes ao Triceratops . Um deles, o Kosmoceratops richardsoni, tinha15 chifres na larga cabeça e é considerado o dinossauro com mais chifres. O outro animal, o maior deles e com cinco chifres recebeu o nome de Utahceratops gettyi. A descoberta das duas novas espécies de dinossauros herbívoros foi publicada no jornal científico PLoS ONE, produzido pela Biblioteca Pública de Ciência. O Utahceratops tem um grande corno sobre o nariz e chifres curtos próximos aos olhos. O crânio tem cerca de 2 metros de comprimento, O animal media entre 5,5 a 6,7 metros de altura. Estima-se que ele pesasse de 3 a 4 toneladas. O Kosmoceratops tinha a cara semelhante ao do Utahceratops. Ele pesava cerca de 2,5 toneladas e media cerca de 15 metros de comprimento. O Grand Staircase-Escalante National Monument tem sido um canteiro de descobertas de novas espécies de dinossauros na última década, com mais de uma dúzia achados inéditos. Ainda que seja um lugar rochoso e atualmente árido, era semelhante a um pântano há milhões de anos "Você poderia pensar que sabemos tudo o que há para saber sobre os dinossauros do oeste da América do Norte, mas a cada ano estamos descobrindo coisas novas, especialmente aqui em Utah", disse Loewen. (Com informações da AP)
"Não é todo dia que se descobre dois dinossauros do tamanho de rinocerontes e muito diferentes de todos os outros dinossauros encontrados na América do Norte", disse Mark Loewen, paleontólogo do Museu de História Natural de Utah e um dos autores do artigo.
22/09/2010 03:28 PM
Reuters O Titanic colidiu com um iceberg em 1912 por causa de um erro básico de manobra e só afundou tão rapidamente porque um executivo convenceu o capitão a continuar navegando, disse uma escritora em entrevista publicada nesta quarta-feira. Louise Patten, que é neta de Charles Lightoller, segundo-oficial do Titanic, disse que a verdade sobre o quase centenário naufrágio ficou oculta para preservar a reputação de Lightoller, que depois se tornaria um herói de guerra. Lightoller foi o mais graduado tripulante a sobreviver ao desastre. Segundo sua neta, ele acobertou o erro em dois inquéritos, nos EUA e na Europa, porque isso poderia levar os donos do navio à falência, deixando colegas seus desempregados. "Eles poderiam ter facilmente evitado o iceberg se não fosse pelo erro", disse Patten ao diário Daily Telegraph. "Em vez de manobrar o Titanic em segurança em volta do iceberg, pela esquerda, assim que ele foi visto à frente, o piloto, Robert Hitchins, entrou em pânico e virou para o lado errado." Patten fez as revelações por causa da publicação de seu novo romance, "Good as Gold" ("Bom como ouro"), que trata dessa versão. Ela disse que, por causa da então recente conversão dos navios, de vela para motores a vapor, havia dois sistemas diferentes de pilotagem. Basicamente, num dos sistemas era preciso girar o timão para um lado; no outro sistema, para o lado oposto. Depois que o erro foi cometido, segundo Patten, "eles tiveram só quatro minutos para mudar de rumo. Quando (o primeiro-oficial William) Murdoch notou o erro de Hitchins e eles tentaram retificá-lo, era tarde demais." O avô da escritora não estava de plantão na hora da colisão, mas esteve presente na reunião final dos oficiais antes do naufrágio completo. Ali, ele ouviu não só sobre o erro, mas também o fato de que J. Bruce Ismay, presidente da empresa White Star Line, dona do navio, convenceu o capitão a continuar navegando, o que acelerou o afundamento em várias horas. "Se o Titanic tivesse ficado parado, teria sobrevivido pelo menos até que o barco de resgate chegasse, e ninguém teria morrido", disse Patten. O RMS Titanic era o maior navio de passageiros do mundo, e fazia sua viagem inaugural, de Southpampton (Inglaterra) para Nova York. Em 10 de abril de 1912, quatro dias depois de zarpar, ele naufragou com mais de 1.500 passageiros a bordo.
22/09/2010 12:33 PM
AE Apenas sete municípios brasileiros conseguem atender toda a população com serviços de coleta seletiva: Santos, Santo André, São Bernardo do Campo (os três em São Paulo), Itabira (MG) e as capitais Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO). Em dois anos, houve aumento de apenas 9,3% no número de municípios que fazem coleta seletiva no País: eram 405 em 2008 e hoje são 443. O total equivale a 8% dos municípios brasileiros. Os dados fazem parte do documento Ciclosoft 2010 do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo. A pesquisa teve início em 1994 e é realizada a cada dois anos pela entidade. Na avaliação de André Vilhena, diretor executivo do Cempre, a coleta seletiva ainda não entrou na lista de prioridades dos prefeitos no Brasil. "O projeto nasce sem abrangência significativa, demora para crescer e às vezes não evolui", diz. Mas ele considera que, com a sanção presidencial da Lei de Resíduos Sólidos, os dirigentes ficarão mais engajados. "A lei obriga a fazer a coleta seletiva em um prazo de quatro anos. Podemos ter um salto, dobrar ou triplicar essa quantidade", afirma. Atualmente, os programas de coleta seletiva estão concentrados nas Regiões Sudeste (221 municípios no total) e Sul (159 municípios). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
22/09/2010 12:15 PM
National Geographic Foto: National Geographic A antiga comunidade monástica do Monte Athos no norte da Grécia ainda atrai os homens que procuram satisfazer a fome espiritual. Coletando caquis no crepúsculo, um monge cristão ortodoxos vive da mesma maneira como viviam seus irmãos há mil anos
22/09/2010 11:26 AM
AE A mancha de poluição no Rio Tietê regrediu aproximadamente 40 quilômetros entre 2000 e 2008, período no qual foi realizada a segunda etapa de despoluição. Na primeira etapa, que compreendeu os anos de 1992 e 1998, a redução foi maior, de 120 km.
O projeto de despoluição do Tietê terá quatro fases. A terceira já tem aporte de US$ 600 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "Nós vamos dar ordem de serviço para parte do dinheiro em novembro", disse a secretária de Energia e Saneamento, Dilma Pena.
A terceira fase do programa de despoluição prevê uma ampliação dos índices de coleta e tratamento de esgoto e também uma melhoria da qualidade nos corpos d?água da Grande São Paulo. Ao todo, 4,5 milhões de pessoas serão beneficiadas. A duração total dessa nova fase do programa é de seis anos. Hoje, no Dia do Tietê, artistas e ambientalistas farão instalações nas margens do rio para protestar contra a poluição e apontar possíveis usos das regiões próximas do curso d?água.
Área afetada
A extensão do Tietê é de 1,1 mil quilômetros. A secretaria não contabiliza qual é a mancha total de poluição, pois diz ser mais fácil contabilizar as partes que passaram a ficar limpas. A secretária não trabalha com um prazo para que o rio fique totalmente limpo, mas diz que se o despejo de esgoto puro no leito for interrompido até 2020 "será um grande avanço". A Secretaria de Energia e Saneamento planeja recuperar no mínimo 50 metros de margem do Rio Tietê. "Em algumas áreas, esse espaço para a recuperação pode ser maior. Depende da possibilidade de desocupação", disse Dilma Pena.
22/09/2010 10:53 AM
EFE O diretor do Observatório Geofísico Voeikov da Rússia, Vladimir Kattsov, afirmou nesta quarta-feira (22) que as geleiras do Ártico podem desaparecer totalmente na segunda metade do século XXI. Kattsov alertou, em um fórum internacional sobre o futuro do Ártico que começou hoje em Moscou, que, segundo as recentes observações por satélites, a superfície de gelo da região foi reduzida ao mínimo histórico. Segundo os especialistas, o degelo provocará aumento significativo do nível do mar no mundo todo, o que poderia causar a inundação de ilhas e territórios litorâneos, assim como a destruição de ecossistemas e o desaparecimento de inúmeras espécies. "A temperatura média no Ártico russo cresceu nos últimos cem anos com rapidez duas vezes maior que a do resto da Terra", disse o assessor da Presidência russa para mudança climática, Alexander Bedritski, que assinalou ainda que "o derretimento de gelos eternos ('permafrost') já afeta a vida econômica da região ártica russa". As reuniões de ambientalistas e políticos de todo o mundo, como o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, vão até a quinta-feira, com a meta de debater os efeitos da mudança climática no Ártico e os interesses internacionais nessa zona. A necessidade de delimitar as fronteiras marítimas no oceano Ártico, que abriga um quarto das reservas mundiais de hidrocarbonetos, é preocupação cada vez maior dos países que sofreriam com a acentuação do degelo. Rússia, Canadá, Dinamarca, Noruega e Estados Unidos - os cinco países com costa ártica - protagonizam há décadas uma disputa pelos bilhões de toneladas de petróleo e gás da região. Só o mar de Bárents, de soberania repartida em partes iguais entre Rússia e Noruega, abriga dezenas de bilhões de toneladas de petróleo e gás. "O setor russo do Ártico, onde vive cerca do 1,5% da população do país, é responsável por cerca de 11% da produção nacional, o que representa 22% do total das exportações", afirmou Bedritski. Chegar a um consenso, no entanto, não será uma tarefa simples, já que cada nação tem uma concepção diferente sobre seus territórios. O ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov, assinalou, nesse sentido, que seu país reúne novas provas que planeja apresentar à ONU em 2013 para revisar os limites da plataforma continental russa, incluindo a cordilheira submarina Lomonósov. A Convenção da ONU de 1982 estipula que a cordilheira Lomonósov não pertence a nenhum Estado, já que é uma zona com status especial. Outros países com interesses na região, como os Estados Unidos, Canadá e Dinamarca, criticaram os métodos utilizados pela Rússia para defender seus direitos sobre o Ártico, e devem apresentar solicitações similares perante a ONU.
22/09/2010 10:05 AM
EFE Milhares de pequenas cúpulas de cimento cuidadosamente colocadas durante três anos por um grupo de mergulhadores para favorecer o crescimento de corais revitalizaram um dos recifes mais valiosos das Filipinas. Chris Dearne, um inglês radicado há 20 anos em General Santos, ao sul da ilha de Mindanao, e seu amigo John Heitz, um americano que também mora nessa cidade, levaram três anos para colocar, com ajuda de outros mergulhadores, cerca de cinco mil cúpulas por toda a baía de Sarangani, de 230 quilômetros de extensão. Estas estruturas - que se assemelham a um pequeno vaso e que têm por volta de um metro de diâmetro - atuam nas zonas danificadas como plataforma para que os organismos vivos se fixem e possibilitem que algumas pequenas criaturas marinhas possam viver nelas. Dez buracos de aproximadamente 15 centímetros distribuídos por sua superfície como se fossem cavidades de uma rocha permitem que peixes e outros animais refugiem-se em caso de ataques de predadores. Algumas cúpulas servem ainda de posto de caça para o peixe-leão ou para as moreias, que ficam entocadas à espera da passagem de uma presa que possam levar à boca. "John e eu falávamos de como os recifes estavam mal e da falta de eficácia do Governo e das ONGs no cuidado deles. Decidimos que tínhamos de fazer algo e tivemos a ideia de testar uma cúpula construída com cimento", explica Dearne. Dois anos após a conclusão do projeto, as estruturas se transformaram no lar de dezenas de espécies da fauna marinha, que por sua vez atraem cada vez mais peixes, o que contribuiu para o aumento da pesca local. "Desde que as cúpulas foram instaladas, a natureza tem se encarregado de decorá-las com todo tipo de organismo marinho. O crescimento de muitos deles é espetacular", afirma Dearne. Durante uma imersão submarina, Chris e John vão mostrando com entusiasmo alguns dos blocos de cimento, pouco reconhecíveis após terem sido invadidos por uma explosão de vida em forma de corais, anêmonas habitadas por peixes-palhaço, estrelas do mar e até um polvo. O projeto não foi compreendido desde o princípio pelos pescadores locais, que contornavam as estruturas para comprovar se escondiam algum tesouro, mas Dearne se mostra satisfeito por terem entendido que a iniciativa é boa para eles. O britânico, proprietário de uma escola de mergulho, destaca que os cerca de US$ 21 mil necessários para a construção das cinco mil cúpulas foram financiados por patrocinadores privados e ressalta o baixo custo do projeto, "se levarmos em conta o benefício ecológico que produziu". "Há poucas pessoas dispostas a fazer algo para mudar o mundo, então temos que pensar de maneira local. Se todos trabalham para melhorar o que têm por perto, é possível atingir uma melhora global", acredita Heitz. As águas das Filipinas pertencem ao Triângulo de Coral, uma área de 5 milhões a 7 milhões de quilômetros quadrados limitada pela Indonésia, Malásia, Papua Nova Guiné, as ilhas Salomão e Timor Leste, na qual se concentram 75% das espécies de coral do planeta. Com mais de sete mil ilhas, as Filipinas são o segundo maior arquipélago em biodiversidade da Terra, só superado pela Indonésia, mas da mesma forma que seu vizinho do sul, seus corais sofrem as consequências da pesca abusiva, da exploração turística, das devastadoras tempestades tropicais e também do aumento da temperatura dos oceanos
22/09/2010 09:51 AM
EFE Sydney - A Nova Zelândia vive novos momentos de tristeza e ansiedade depois que 25 baleias piloto morreram e outras 49 estão encalhadas em uma praia do extremo norte do país, segundo o departamento de Conservação de Wellington. Voluntários e especialistas se dirigem à remota praia de Spirits Bay, onde os cetáceos ficaram presos. "Precisamos de tantos voluntários quanto for possível, pois até amanhã (quinta-feira) não poderemos tentar fazê-las flutuar e teremos que cuidar delas durante um tempo", disse Jonathan Maxwell, especialista em resgate à agência australiana "AAP". Em agosto, outro grupo de 58 baleias ficou encalhado em uma praia, também no norte, e apenas nove foram resgatadas. No final de 2009, os 126 animais encalhados em outra praia morreram asfixiados. Os cientistas não sabem explicar a razão que leva algumas espécies de baleias a morrer encalhadas nas praias, e especulam a possibilidade de elas serem atraídas pelos sons de grandes navios ou seguirem líderes de grupo desorientados por conta de doenças. A Nova Zelândia faz parte da rota das baleias, que se dirigem à Antártida em sua busca de águas mais frias nesta época do ano. A baleia piloto é um cetáceo de corpo robusto, que pode chegar a sete metros de comprimento.
22/09/2010 05:23 AM


