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The New York Times

Crescente sentimento anti-imigração preocupa país onde há vácuo político e muçulmanos vivem há gerações

Foto: Getty Images

Conforme o sentimento anti-imigrante continua verrendo toda a Europa, gerando uma onda de direita populista que vai das margens do Mediterrâneo ao frio da Escandinávia, existe uma crescente preocupação de que tal política também poderia ter raízes na Alemanha, no fértil terreno de incertezas financeiras, no crescente sentimento antimuçulmano e em um vácuo político deixado pelos infortúnios da outrora poderosa União Democrata Cristã.


Enquanto os suecos esta semana elegeram um partido anti-imigração ao Parlamento pela primeira vez, e os franceses estão ocupados repatriando Roma, os alemães continuam a debater um livro que culpa os imigrantes muçulmanos de "emburrecer a sociedade" e ouvem uma proeminente conservadora aliada da chanceler, Angela Merkel, sugerir que a Polônia contribuiu para instigar a Segunda Guerra Mundial.

Desde o fim da guerra, as leis alemãs, as elites políticas e as convenções sociais impediram os partidos de direita de conquistar seguidores o suficiente para ganhar cadeiras no Parlamento. Mas a geografia política do país está sendo remodelada por rajadas fortes de descontentamento soprando em diferentes direções.

Nesse ambiente foi lançado o livro do banqueiro Thilo Sarrazin, ?Germany Does Away With Itself? (A Alemanha acaba consigo mesma, em tradução livre), que argumenta que os generosos benefícios sociais do país têm atraído um grande número de imigrantes muçulmanos que se recusaram à integração.

O livro não trata de qualquer um dos obstáculos endêmicos para a integração, como a discriminação no emprego e a educação medíocre, mas, em vez disso, rotula os imigrantes muçulmanos como geneticamente inferiores.

O livro e sua popularidade ? ele vendeu cerca de 600 mil cópias em pouco mais de um mês ? representa o problema que parece ter unificado o público europeu: a hostilidade aos estrangeiros, especialmente aos muçulmanos.

Especialistas dizem que, além de sentimentos anti-imigrantes, a nova direita parece estar capitalizando do sentimento entre os conservadores que os democratas-cristãos da chanceler Angela Merkel os abandonaram.

Erika Steinbach, a oficial que fez as observações sobre a Polônia, abandonou seu cargo na comissão executiva dos democratas cristãos, após uma década de serviço, dizendo ao jornal alemão Die Welt, "Eu represento o conservadorismo lá, mas me sinto cada vez mais sozinha".

Os democratas-cristãos, a força política dominante no país há décadas, têm historicamente absorvido os conservadores, mesmo os moderados da extrema-direita, enquanto se apresenta como o guardião dos valores cristãos.

Mas ultimamente o partido tem sido acusado por alguns de seus membros de não ser diferente dos mais liberais, social-democratas e de implementar uma postura politicamente correta a exemplo do pós-Segunda Guerra Mundial que restringe o debate sobre várias questões ? nacionalismo, religião, minorias, e sobretudo a imigração.

No momento, ninguém aqui está prevendo a ascensão de um partido de direita vencedor, mas isso é porque ainda falta o principal ingrediente: um líder carismático para reunir o público. Com um líder assim, e algum apoio financeiro, acreditam analistas políticos, a perspectiva pode ser diferente.

*Por Michael Slackman

The New York Times

Escola sino-húngara é exemplo de expansão da China, que busca trampolim para mercado da União Europeia

As paredes da sala de aula da escola bilíngue sino-húngara local são decoradas com calendários e pôsteres chineses. Há lanternas chinesas penduradas no teto do hall de entrada principal e pilhas de novos livros em língua chinesa na sala de professores, fornecidos por autoridades da China.

O refeitório da escola, no entanto, serve apenas comida local. "Sem comida chinesa, pelo menos por enquanto", disse Viktoria Schaff, professora da instituição.

Tudo isso faz sentido, uma vez que a composição da escola pública, a única de seu tipo em qualquer lugar da Europa Oriental, mudou muito desde que abriu em 2004, em resposta ao crescente número de chineses que trabalham na Hungria e de empresas chinesas que investiram na região.

No primeiro ano, a escola tinha 86 alunos, todos provenientes da China ou de outros países asiáticos. Dos 229 alunos que começaram este mês, 90 são da Hungria.

"Mais e mais pais húngaros estão enviando seus filhos para estudar aqui", disse Viktoria. "Seus pais veem enormes oportunidades que se abrem para eles conforme a China se torna mais importante".

Mas a educação não é a única área na qual a China está fazendo incursões na Europa Central e Oriental. Dos Estados bálticos aos Balcãs, as empresas chinesas, armadas com dinheiro para investir, estão comprando imóveis e competindo por contratos de infraestrutura pública, especialmente conforme a Polônia e a Ucrânia batalham para sediar o campeonato de futebol europeu de 2012.

Eles também estão investindo na fabricação de eletrônicos e produtos químicos para ganhar uma posição dentro do mercado expansivo do bloco europeu.

Polônia

Na Polônia, no ano passado, um consórcio chinês conquistou o contrato para construir dois trechos de uma estrada de Lodz a Varsóvia. Não foi um grande negócio, mas foi a primeira vez que uma empresa não polonesa ou não europeia recebeu um contrato que será parcialmente financiado pela União Europeia.

Aliado a isso, os fluxos de comércio também mudaram. "A China costumava principalmente exportar têxteis, calçados e chá para a Polônia", disse Tomasz Ostaszewicz, diretor do departamento de cooperação econômica bilateral, no Ministério da Economia da Polônia. "Agora, é o nosso principal fornecedor de produtos eletrônicos".

Até pouco tempo atrás, em 2007, os investimentos chineses na Polônia e na Europa Oriental eram quase insignificantes. "Os investimentos chineses na Polônia representavam 70 milhões de euros em 2007", ou cerca de US$ 92 mil nas taxas de câmbio atual, disse Ostaszewicz. "Mas o montante previsto de investimento chinês para 2010 poderá atingir 500 milhões de euros", estimou.

Expansão

As empresas e as autoridades chinesas estão fazendo compras em outros países da região. No ano passado, a China assinou um acordo para emprestar US$ 1 bilhão para a Moldávia, um dos países mais pobres da Europa. O Banco Central da China também concordou com uma troca de câmbio de três anos no valor de US$ 2,3 bilhões com a Bielorrússia.

Segundo Ma Changlin, conselheiro econômico e comercial da embaixada chinesa em Varsóvia, o plano é ambicioso. De olho no futuro, a China "está interessada em usar a região como um trampolim para o resto da União Europeia?.

*Por Judy Dempsey

EFE

Espécie vive em grupo e tem "laços fraternais fortes", diz especialista

Pelo menos sete elefantes morreram, incluindo dois filhotes, e outro ficou ferido após serem atropelados por um trem de mercadorias enquanto cruzavam uma via férrea no estado de Bengala (leste da Índia), informou uma fonte oficial.

O fato ocorreu perto da localidade de Binnaguri, no distrito de Jalpaiguri, por volta de 23h15 locais na quarta-feira (14h45 em Brasília), quando os paquidermes foram atropelados por um trem que circulava em grande velocidade, explicou uma fonte das forças de segurança à agência "PTI".

O grupo de elefantes se dirigia à floresta de Diana desde outra zona florestal, a de Maraghat, mas dois filhotes ficaram presos nas vias. Outros membros do grupo foram tentar resgatar os jovens animais, mas o trem chegou e matou cinco deles na mesma hora, deixando outros três feridos. Dois não resistiram e faleceram nesta quinta-feira.

As autoridades não informaram sobre nenhum dano ou descarrilamento do trem de mercadorias, apesar do impacto com os animais. Após o acidente, outros 25 elefantes ocuparam a via férrea, fazendo com que a circulação fosse paralisada durante quase uma hora.

O tráfego ferroviário também foi interrompido nesta manhã no trecho, que liga a cidade de Siliguri com o estado de Assam (nordeste do país), depois que outro grupo de elefantes impediu a circulação no local do acidente. Um especialista do Instituto indiano de Vida Silvestre, consultado pela agência Efe, explicou que os elefantes, como espécies que vivem em grupo, têm "laços fraternais fortes" e lembrou que "são muito inteligentes".

"A combinação destes fatores e o fato de haver filhotes entre os mortos pode fazer com que reajam de uma maneira muito humana", como ocorreu quando se aproximaram do local do acidente. Atropelamentos de elefantes por trens são relativamente comuns nesta região, pois a linha férrea interrompe o percurso que os paquidermes costumam seguir, segundo um dos guardas florestais que estiveram no local.

De acordo com o Governo, a Índia tem quase 28 mil elefantes selvagens, sendo que a maioria deles vive no sul e nordeste do país.

EFE

Eleições acontecem em abril de 2011

Lima - O presidente da principal organização indígena do Peru, Alberto Pizango, vai se candidatar à Presidência do país nas eleições de 10 de abril de 2011, informou nesta quarta-feira uma nota de imprensa de seu partido, a Aliança para uma Alternativa para a Humanidade (Aphu).

A nota convoca a imprensa para entrevista coletiva que será realizada nesta quinta em um hotel do centro de Lima, que marcará "oficial e publicamente" a candidatura. Pizango, que está em liberdade condicional, já que responde a processo pelos sangrentos incidentes de junho de 2005 em Bagua (nordeste do país), com a morte de 34 pessoas, 24 delas policiais, retornou em junho ao Peru após um ano exilado na Nicarágua.

Em entrevista coletiva realizada em agosto, o próprio líder esclareceu que o Aphu não nasce com vocação unicamente indigenista, mas nacional, "com um plano de vida de 50 anos", e destacou que procura "chegar a todos os cidadãos que defendem a vida, as florestas e a natureza".

Pizango, que deu grande visibilidade aos indígenas peruanos, saiu do país após os fatos de Bagua ao ser acusado de "motim e apologia à perturbação da ordem pública" por ser considerado incentivador da violência na ocasião. Após retornar ao Peru, foi detido e no dia seguinte colocado em liberdade condicional com ordem de comparecimento e com proibição de fazer declarações sobre os processos abertos contra ele.

BBC Brasil

Pelo menos 63 cidadãos americanos foram acusados ou condenados por atos de terrorismo ou crimes relacionados desde 2009

Autoridades do setor de segurança do governo dos Estados Unidos afirmaram que a ameaça da Al-Qaeda e grupos associados à organização está mais complexa e se infiltrando entre os moradores do país. "Grupos associados à Al-Qaeda estão transformando os Estados Unidos em alvo e tentando usar americanos ou ocidentais que não são detectados por medidas de segurança mais severas", disse o diretor do FBI, Robert Mueller, ao Comitê de Segurança Interna e Negócios Governamentais do Senado americano.

A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, afirmou que os Estados Unidos agora tem uma "atividade mais diversificada" de "uma série diversa de grupos", acrescentando que a Al-Qaeda inspirou várias organizações terroristas. "Também estamos observando mais diversidade em termos táticos. Eventos recentes e informações secretas mostram uma tendência na direção (...) de planos menores, que se desenrolam mais rapidamente, do que planos maiores, de longo prazo como o 11 de setembro", disse.

"Estes planos podem incluir o uso de dispositivos explosivos improvisados ou equipes que usam armas pequenas e explosivos. Ambas as formas de ataque que foram usadas em outros países. Os resultados desta mudança de tática são menos oportunidades de detectar e interromper planos", afirmou Napolitano.

Recrutamento

Napolitano citou como exemplo de extremista doméstico que espalha propaganda pela internet o clérigo muçulmano nascido nos Estados Unidos, Anwar al-Awlaki. O clérigo divulgou na internet sermões que teriam inspirado novos recrutas para a militância extremista. E, de acordo com o Centro Nacional Antiterrorismo, os planos traçados dentro dos Estados Unidos estão em seu nível mais alto desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Pelo menos 63 cidadãos americanos foram acusados ou condenados por atos de terrorismo ou crimes relacionados desde 2009. Segundo o correspondente da BBC em Washington Iain Mackenzie, o comitê do Senado americano ouviu sobre exemplos de planos para o uso de americanos ou ocidentais em planos de ataque, incluindo o suposto recrutamento de vários jovens do Estado americano de Minnesota pela Al-Qaeda.

O diretor do Centro Nacional Antiterrorismo, Michael Leiter, foi questionado pelo comitê sobre as possíveis razões desta mudança nos planos de ataque e afirmou que a Al-Qaeda no Paquistão enfrenta um de seus períodos de maior fraqueza, em termos organizacionais, e está sendo obrigada a se concentrar no recrutamento fora do país.

EFE

Ação é voltada para a saúde de mulheres e de crianças

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou hoje (22) uma iniciativa em favor da saúde de mulheres e crianças, da qual participarão Governos e o setor privado de todo o mundo e que pretende salvar 16 milhões de vidas por ano se eles conseguirem US$ 40 bilhões.

"Hoje lançamos a Estratégia Mundial para a Saúde de Mulheres e Crianças, que melhorará a vida de milhões de mulheres e crianças a cada ano", assinalou Ban no encerramento da cúpula de revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), à qual assistiram representantes de 192 países, entre eles vários chefes de Estado e Governo.

A ONU indicou que os Governos e o setor privado expressaram compromissos, qualificados de "ambiciosos", para reunir US$ 40 bilhões para financiar esse esforço durante os próximos cinco anos, algo que beneficiará os 49 países mais pobres do mundo.

Esta estratégia é um mapa de caminho global e multisetorial que identifica as necessidades financeiras e as mudanças políticas que serão produzidas para que a saúde melhore e sejam realizadas mudanças.

Além disso, o organismo indicou que os governantes dos países beneficiados também se comprometeram a fornecer US$ 26 bilhões através de orçamentos para a saúde.

Por enquanto, países pobres ou em desenvolvimento anunciaram aumentos em seus gastos públicos de saúde, como no caso do Afeganistão, que elevará até US$ 15 as despesas sanitárias por pessoa em 2015, da mesma forma que farão Benim, Burkina Fasso, Camboja, Etiópia, Libéria e Malauí, entre outros, a maioria africanos e asiáticos.

Os países ricos que participam do plano, como Austrália, Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos, os organismos internacionais e as organizações filantrópicas, contribuirão com financiamentos já comprometidos em ajuda externa e outras contribuições.

Os ODM perseguem, entre outras metas, a redução anual de dois terços do número de crianças que morrem antes dos cinco anos e a diminuição de três quartos das mortes maternas, algo para o qual é necessário US$ 169 bilhões.

"Olhando os números está claro que os países ricos tiraram suas velhas promessas e as embalaram em papel brilhante, em vez de anunciar algo novo para os pobres", disse uma porta-voz da ONG Oxfam, Emma Seery, que lembrou que a maior parte desses valores já foram anunciados durante a cúpula do G8 deste ano no Canadá.

Emma indicou que "faltam detalhes de onde conseguirão o dinheiro e como será usado para salvar vidas". O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, considerou que este é um compromisso internacional sem precedentes e ressaltou que seu país dobrará de agora até 2015 a ajuda para salvar vidas.

Clegg assinalou que a ajuda britânica permitirá salvar a vida de 50 mil mães durante a gravidez, assim como 250 mil recém-nascidos, e permitirá que 10 milhões de casais no mundo tenham um melhor acesso a métodos de planejamento familiar.

"O desenvolvimento começa com mulheres e crianças saudáveis, sem isso é impossível construir sociedades sólidas", disse Clegg, enquanto o secretário britânico de Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, considerou que é uma "vergonha que a cada ano morram mais de 300 mil mulheres ao dar à luz e que a cada dia faleçam 25 mil crianças por doenças previsíveis".

Para avançar com a estratégia global, Ban conseguiu o compromisso de 41 países, entre eles os suscetíveis de receber assistência como Afeganistão, Camboja, Malauí e Zâmbia, que aumentarão suas despesas sanitárias.

Além disso, apoiarão esta iniciativa 16 instituições filantrópicas, assim como agências da ONU, 20 ONGs, 14 corporações internacionais e numerosas associações profissionais médicas e instituições acadêmicas e de pesquisa de todo o mundo.

Organismos internacionais, como Unicef, Unaids, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial (BM), entre outros, se encarregarão de mobilizar apoios técnicos e políticos, incluindo o acesso universal ao cuidado com a saúde de mulheres e crianças.

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, indicou que ao integrar suas ações, as oito agências internacionais relacionadas com a saúde melhorarão sua capacidade e poderão atender as necessidades de mulheres e crianças.

O êxito da iniciativa pode evitar que, entre 2011 e 2015, morram 15 milhões de crianças menores de cinco anos, prevenir 33 milhões de gestações indesejadas e que 740 mil mulheres faleçam por complicações relacionadas à gravidez e ao parto, além de proteger 88 milhões de crianças de várias doenças e outras 120 milhões de pneumonia.

iG São Paulo

Imigrantes seriam do Estado do Pará, segundo três agentes da PF que foram enviados ao México para auxiliar nas investigações

Foto: Arte/iG

A Polícia Federal (PF) confirmou mais dois brasileiros, do Estado do Pará, mortos no massacre ocorrido em Tamaulipas, no norte do México, em que 72 pessoas foram executadas por narcotraficantes, em agosto deste ano. Com estas duas vítimas sobe para quatro o número de brasileiros assassinados na chacina.

No último domingo, a PF enviou três agentes ao México para auxiliar, juntamente com o Consulado do Brasil no país, as autoridades mexicanas na identificação de possíveis vítimas brasileiras. Na última semana tinham sido identificadas outras duas vítimas de Minas Gerais. A PF não divulgou a identidade dos mortos.
"As identificações ocorreram por impressões digitais e exames odontológicos. Com estes chegam a quatro o número de brasileiros vítimas do crime, já que na última semana tinham sido identificados outras duas vítimas de Minas Gerais", disse a PF em comunicado.

Chacina

Em 24 de agosto, 72 corpos foram encontrados mortos em uma fazenda no norte do México, que vive uma onda de violência do narcotráfico. Pessoas de várias nacionalidades estavam entre os mortos.

Familiares e amigos de cidadãos brasileiros que tenham partido para a região no período do massacre, e que tenham perdido contato desde então com eles, devem entrar em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio dos números (61) 3411-8804/8805/8818/8809/9718, ou no e-mail: dac@itamaraty.gov.br. As informações podem ser úteis na identificação de outras possíveis vítimas brasileiras no México, segundo o Itamaraty.

Mais de 28 mil pessoas já morreram no México por causa da violência ligada ao narcotráfico desde o fim de 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e mobilizou as Forças Armadas numa "guerra às drogas".

*Com AE e Reuters

BBC Brasil

Segundo texto que condena ataque ao navio Mani Marmara, israelenses agiram com força desproporcional e alto nível de brutalidade

Um relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, divulgado nesta quarta-feira, diz que militares israelenses agiram com força "desproporcional" e demonstraram "um nível inaceitável de brutalidade" ao atacar uma frota de navios que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza no último dia 31 de maio.

O ataque israelense ao navio Mavi Marmara, que fazia parte da flotilha tentava romper o embargo imposto por Israel ao território palestino, matou nove ativistas turcos e gerou protestos da comunidade internacional.

No documento de 56 páginas, a organização afirma que os militares israelenses desrespeitaram as leis internacionais no incidente.

"Tal conduta não pode ser justificada ou tolerada sob a justificativa da segurança ou qualquer outra justificativa. Constitui uma grave violação da lei dos direitos humanos e da lei humanitária internacional", afirma o documento da ONU.

"Existem provas claras para apoiar acusações dos seguintes crimes dentro dos termos do artigo 147 da Quarta Convenção de Genebra: tortura ou tratamento desumano, causar intencionalmente grande sofrimento ou grave ferimento ao corpo ou saúde", afirma o relatório.

A Convenção é um tratado internacional que trata da proteção de civis em tempos de guerra.

Bloqueio

Os investigadores da ONU também afirmaram que o bloqueio israelense ao território palestino é "ilegítimo", pois há uma crise humana na Faixa de Gaza e "qualquer negação deste fato não pode ter bases racionais".

O relatório ainda lembra que Israel tenta justificar o bloqueio alegando razões de segurança e afirma que o disparo de foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel constitui uma grave violação das leis internacionais e leis humanitárias internacionais.

"Mas a ação em resposta que constitui punição coletiva da população civil na Faixa de Gaza não é legítima nas atuais circunstâncias ou em quaisquer circunstâncias", afirma o relatório.

Além da investigação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, também há outro inquérito em separado das Nações Unidas sobre o ataque, pedido pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

Lado israelense

Pouco antes do relatório ser divulgado, o governo de Israel criticou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que o órgão era extremista, politizado e tendencioso.

Israel alega que está fazendo seu próprio inquérito independente a respeito do ataque ao Mavi Marmara. O inquérito israelense conta com dois observadores estrangeiros, mas críticos afirmam que seu encaminhamento é muito limitado.

Em agosto, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, general Gabi Ashkenazi, afirmou que os militares israelenses deveriam ter usado mais força durante o ataque a uma embarcação que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Os que estavam a bordo com Mavi Marmara afirmam que os militares israelenses abriram fogo assim que embarcaram. No momento da abordagem e ataque, a embarcação estava em águas internacionais.

iG São Paulo

Bailarina Alicia Alonso, 90 anos, pediu para líder americano trazer consigo cinco cubanos presos nos EUA acusados de espionagem

O presidente americano, Barack Obama, recebeu um convite inesperado para visitar Cuba. Nesta quarta-feira, a famosa bailarina e coreógrafa Alicia Alonso, de 90 anos, implorou para que o presidente americano trouxesse cinco agentes cubanos que estão presos nos Estados Unidos há mais de uma década.

?Quero convidar o presidente dos Estados Unidos para vir a Cuba com sua mulher e suas adoráveis filhas?, disse Alicia Alonso, ao pedir a libertação dos agentes, acusados de espionagem para o governo cubano.

Oficiais da Casa Branca não confirmaram o convite feito para Obama.

Os agentes cubanos, conhecidos na ilha como ?os cinco heróis?, teriam sido enviados para Miami para se infiltrar em grupos exilados contrários ao regime de Fidel.

Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, que Cuba considera "herois antiterroristas", foram detidos em 12 de setembro de 1998 e condenados em 2001 a penas de 15 anos a duas prisões perpétuas.

O convite é feito depois de uma semana de campanha internacional em que estrelas de Hollywood como Sean Penn e Benicio del Toro pediram para Obama dar um passo adiante e libertar os cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Cuba reconhece que os cinco trabalhavam como agentes, mas garantem que vigiavam os grupos anticastristas na Flórida e nega qualquer envolvimento em espionagem ou ameaça à segurança dos Estados Unidos.

*Com AFP

iG São Paulo

Segundo autoridades, incidente com máquina T-130, que trabalha no Plano B, não deixou mineiros feridos

Uma peça de uma das perfuradoras utilizada no resgate dos 33 mineradores presos no norte do Chile se soltou e caiu no interior da mina, mas nenhum dos trabalhadores ficou ferido.

De acordo com o engenheiro André Sougarret, chefe dos trabalhos de resgate, o incidente aconteceu na madrugada de quarta-feira na máquina T-130, que trabalha no plano B.

"Uma das peças se soltou da base e felizmente caiu no buraco inicial. Os mineradores a receberam lá em baixo, mas ninguém se feriu. São fatos imponderáveis que podem acontecer", explicou.

O incidente obrigou a equipe de resgate a interromper as atividades no momento em que foi alcançado 85 metros da segunda etapa, para ampliar o conduto. A previsão é de que a  perfuração seja retomada em breve.

A máquina Strata 950, correspondente ao plano A, está a 361 metros de profundidade no diâmetro original, enquanto a RIG-421, do Plano C, foi novamente iniciada nesta quarta-feira após ter sido paralisada momentaneamente.

Otimismo

Apesar de autoridades terem dito ao jornal El Mercurio que há grandes possibilidades de que o resgate dos mineiros seja realizado em meados de outubro,  Sougarret garantiu que o resgate dos trabalhadores será em novembro.

"Sempre falamos dos primeiros dias de novembro. É preciso lembrar que ainda resta uma série de operações adicionais à perfuração, como o entubamento e o processo de içamento das pessoas; portanto (o resgate será) nos primeiros dias de novembro, manteremos esta data", lembrou Sougarret.

Bens

Depois do acidente, a Justiça chilena ordenou a retenção de bens no valor de US$ 1,8 milhão da mineradora San Esteban, proprietária da jazida San José, onde estão presos os 33 mineiros. Segundo fontes judiciais, os donos deveriam receber essa quantia do Estado pela venda de cobre.

A decisão foi tomada pelo Juzgado de Letras de Copiapó, tribunal da cidade localizada a 800 km ao norte de Santiago. O dinheiro, 900 milhões de pesos (US$ 1,8 milhão), deveria ser transferido pela Empresa Nacional de Mineração (Enami) à proprietária, San Esteban.

O tribunal acolheu a petição do advogado Edgardo Reinoso, que representa 26 das 33 famílias, como parte de uma demanda indenizatória contra os donos da mina.

 *Com Reuters, EFE e AFP

AFP

Com o medicamento, os pacientes estariam livres das constantes injeções

A FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou esta quarta-feira (22) a primeira pílula oral para tratar a forma mais comum de esclerose múltipla.

Segundo a FDA, o gilenia (ou fingolimod) é o primeiro de uma nova classe de medicamentos que ajudam a impedir que certas células sanguíneas migrem para o cérebro e para espinha dorsal, o que pode ajudar a reproduzir a severidade da esclerose múltipla em pacientes com formas reincidivas da doença.

A aprovação é considerada um avanço valioso para que pacientes que sofrem com a enfermidade, devido à necessidade de tomarem injeções frequentemente para tratar a complexa condição neurológica.

Dois milhões e meio de pessoas sofrem de esclerose múltipla em todo o mundo, entre as quais 400 mil só no Estados Unidos.

"O gilenia é o primeiro medicamento oral capaz de tornar mais lenta a progressão da doença e a severidade dos sintomas, dando aos pacientes uma alternativa para as terapias injetáveis disponíveis atualmente", explicou, em um comunicado, Russell Katz, diretor de produtos de neurologia do Centro de Pesquisas e Avaliação de Medicamentos da FDA.

A esclerose múltipla pode permanecer indetectável e seus sintomas variam dramaticamente de uma pessoa para outra. Eles podem ser moderados, como dormência nos membros, ou severos, como paralisia e cegueira.

Segundo a FDA, o gilenia, produzido pela farmacêutica Novartis, traz o risco de causar efeitos colaterais, como um declínio na frequência cardíaca em novos usuários do medicamento, bem como dores de cabeça, resfriado, diarreia e dores nas costas.

BBC Brasil

Bilionário encontrou chanceler brasileiro, Celso Amorim, com quem debateu experiência brasileira em saúde e agricultura

O bilionário e filantropo americano Bill Gates disse nesta quarta-feira que sua fundação de caridade pode usar a experiência do Brasil em áreas como saúde e agricultura para projetos de ajuda a países pobres, principalmente na África.

A possibilidade de uma parceria do Brasil com a Fundação Bill & Melinda Gates foi discutida em um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Nova York, onde ocorre a Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Discutimos algumas das necessidades dos pobres e algumas das inovações ocorridas no Brasil, tanto em saúde como em agricultura", disse Gates. "Conversamos sobre como nossa fundação pode trabalhar com o Brasil para que essa experiência seja mais útil, principalmente focada em algumas das necessidades na África", afirmou.

Vacinas

Segundo Gates, ainda não há definição sobre quais países receberiam a ajuda.  Ele afirma, no entanto, que quando se trata de vacinas e agricultura, "as maiores necessidades estão na África". Ele disse ainda que projetos desenvolvidos no Brasil, envolvendo doenças como a tuberculose, poderiam influenciar ações em outros países.

Para Amorim, o Brasil tem condições de manter uma boa parceria com a organização de Gates.  "A fundação persegue muitos objetivos que nós perseguimos", disse Amorim, destacando que um objetivo em comum ?é a melhoria de vida em países mais pobres?. "Eles percebem no Brasil um parceiro importante. Não tanto pelos recursos, mas sobretudo pela capacidade técnica que nós desenvolvemos, tanto na Embrapa, quanto na Fiocruz, no Instituto Butantã", afirmou o ministro.

O chanceler brasileiro acredita também que o Brasil pode contribuir não apenas com tecnologia, mas também com experiências que deram certo aqui. "Como, por exemplo, no caso da vacinação, em que o Brasil desenvolveu campanhas de vacinação em massa", lembrou o ministro.


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