EFE Lima - O presidente da principal organização indígena do Peru, Alberto Pizango, vai se candidatar à Presidência do país nas eleições de 10 de abril de 2011, informou nesta quarta-feira uma nota de imprensa de seu partido, a Aliança para uma Alternativa para a Humanidade (Aphu). A nota convoca a imprensa para entrevista coletiva que será realizada nesta quinta em um hotel do centro de Lima, que marcará "oficial e publicamente" a candidatura. Pizango, que está em liberdade condicional, já que responde a processo pelos sangrentos incidentes de junho de 2005 em Bagua (nordeste do país), com a morte de 34 pessoas, 24 delas policiais, retornou em junho ao Peru após um ano exilado na Nicarágua. Em entrevista coletiva realizada em agosto, o próprio líder esclareceu que o Aphu não nasce com vocação unicamente indigenista, mas nacional, "com um plano de vida de 50 anos", e destacou que procura "chegar a todos os cidadãos que defendem a vida, as florestas e a natureza". Pizango, que deu grande visibilidade aos indígenas peruanos, saiu do país após os fatos de Bagua ao ser acusado de "motim e apologia à perturbação da ordem pública" por ser considerado incentivador da violência na ocasião. Após retornar ao Peru, foi detido e no dia seguinte colocado em liberdade condicional com ordem de comparecimento e com proibição de fazer declarações sobre os processos abertos contra ele.
23/09/2010 03:41 AM
BBC Brasil Autoridades do setor de segurança do governo dos Estados Unidos afirmaram que a ameaça da Al-Qaeda e grupos associados à organização está mais complexa e se infiltrando entre os moradores do país. "Grupos associados à Al-Qaeda estão transformando os Estados Unidos em alvo e tentando usar americanos ou ocidentais que não são detectados por medidas de segurança mais severas", disse o diretor do FBI, Robert Mueller, ao Comitê de Segurança Interna e Negócios Governamentais do Senado americano. A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, afirmou que os Estados Unidos agora tem uma "atividade mais diversificada" de "uma série diversa de grupos", acrescentando que a Al-Qaeda inspirou várias organizações terroristas. "Também estamos observando mais diversidade em termos táticos. Eventos recentes e informações secretas mostram uma tendência na direção (...) de planos menores, que se desenrolam mais rapidamente, do que planos maiores, de longo prazo como o 11 de setembro", disse. "Estes planos podem incluir o uso de dispositivos explosivos improvisados ou equipes que usam armas pequenas e explosivos. Ambas as formas de ataque que foram usadas em outros países. Os resultados desta mudança de tática são menos oportunidades de detectar e interromper planos", afirmou Napolitano. Recrutamento Napolitano citou como exemplo de extremista doméstico que espalha propaganda pela internet o clérigo muçulmano nascido nos Estados Unidos, Anwar al-Awlaki. O clérigo divulgou na internet sermões que teriam inspirado novos recrutas para a militância extremista. E, de acordo com o Centro Nacional Antiterrorismo, os planos traçados dentro dos Estados Unidos estão em seu nível mais alto desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Pelo menos 63 cidadãos americanos foram acusados ou condenados por atos de terrorismo ou crimes relacionados desde 2009. Segundo o correspondente da BBC em Washington Iain Mackenzie, o comitê do Senado americano ouviu sobre exemplos de planos para o uso de americanos ou ocidentais em planos de ataque, incluindo o suposto recrutamento de vários jovens do Estado americano de Minnesota pela Al-Qaeda. O diretor do Centro Nacional Antiterrorismo, Michael Leiter, foi questionado pelo comitê sobre as possíveis razões desta mudança nos planos de ataque e afirmou que a Al-Qaeda no Paquistão enfrenta um de seus períodos de maior fraqueza, em termos organizacionais, e está sendo obrigada a se concentrar no recrutamento fora do país.
23/09/2010 02:54 AM
EFE O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou hoje (22) uma iniciativa em favor da saúde de mulheres e crianças, da qual participarão Governos e o setor privado de todo o mundo e que pretende salvar 16 milhões de vidas por ano se eles conseguirem US$ 40 bilhões. "Hoje lançamos a Estratégia Mundial para a Saúde de Mulheres e Crianças, que melhorará a vida de milhões de mulheres e crianças a cada ano", assinalou Ban no encerramento da cúpula de revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), à qual assistiram representantes de 192 países, entre eles vários chefes de Estado e Governo. A ONU indicou que os Governos e o setor privado expressaram compromissos, qualificados de "ambiciosos", para reunir US$ 40 bilhões para financiar esse esforço durante os próximos cinco anos, algo que beneficiará os 49 países mais pobres do mundo. Esta estratégia é um mapa de caminho global e multisetorial que identifica as necessidades financeiras e as mudanças políticas que serão produzidas para que a saúde melhore e sejam realizadas mudanças. Além disso, o organismo indicou que os governantes dos países beneficiados também se comprometeram a fornecer US$ 26 bilhões através de orçamentos para a saúde. Por enquanto, países pobres ou em desenvolvimento anunciaram aumentos em seus gastos públicos de saúde, como no caso do Afeganistão, que elevará até US$ 15 as despesas sanitárias por pessoa em 2015, da mesma forma que farão Benim, Burkina Fasso, Camboja, Etiópia, Libéria e Malauí, entre outros, a maioria africanos e asiáticos. Os países ricos que participam do plano, como Austrália, Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos, os organismos internacionais e as organizações filantrópicas, contribuirão com financiamentos já comprometidos em ajuda externa e outras contribuições. Os ODM perseguem, entre outras metas, a redução anual de dois terços do número de crianças que morrem antes dos cinco anos e a diminuição de três quartos das mortes maternas, algo para o qual é necessário US$ 169 bilhões. "Olhando os números está claro que os países ricos tiraram suas velhas promessas e as embalaram em papel brilhante, em vez de anunciar algo novo para os pobres", disse uma porta-voz da ONG Oxfam, Emma Seery, que lembrou que a maior parte desses valores já foram anunciados durante a cúpula do G8 deste ano no Canadá. Emma indicou que "faltam detalhes de onde conseguirão o dinheiro e como será usado para salvar vidas". O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, considerou que este é um compromisso internacional sem precedentes e ressaltou que seu país dobrará de agora até 2015 a ajuda para salvar vidas. Clegg assinalou que a ajuda britânica permitirá salvar a vida de 50 mil mães durante a gravidez, assim como 250 mil recém-nascidos, e permitirá que 10 milhões de casais no mundo tenham um melhor acesso a métodos de planejamento familiar. "O desenvolvimento começa com mulheres e crianças saudáveis, sem isso é impossível construir sociedades sólidas", disse Clegg, enquanto o secretário britânico de Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, considerou que é uma "vergonha que a cada ano morram mais de 300 mil mulheres ao dar à luz e que a cada dia faleçam 25 mil crianças por doenças previsíveis". Para avançar com a estratégia global, Ban conseguiu o compromisso de 41 países, entre eles os suscetíveis de receber assistência como Afeganistão, Camboja, Malauí e Zâmbia, que aumentarão suas despesas sanitárias. Além disso, apoiarão esta iniciativa 16 instituições filantrópicas, assim como agências da ONU, 20 ONGs, 14 corporações internacionais e numerosas associações profissionais médicas e instituições acadêmicas e de pesquisa de todo o mundo. Organismos internacionais, como Unicef, Unaids, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial (BM), entre outros, se encarregarão de mobilizar apoios técnicos e políticos, incluindo o acesso universal ao cuidado com a saúde de mulheres e crianças. A diretora geral da OMS, Margaret Chan, indicou que ao integrar suas ações, as oito agências internacionais relacionadas com a saúde melhorarão sua capacidade e poderão atender as necessidades de mulheres e crianças. O êxito da iniciativa pode evitar que, entre 2011 e 2015, morram 15 milhões de crianças menores de cinco anos, prevenir 33 milhões de gestações indesejadas e que 740 mil mulheres faleçam por complicações relacionadas à gravidez e ao parto, além de proteger 88 milhões de crianças de várias doenças e outras 120 milhões de pneumonia.
22/09/2010 08:46 PM
iG São Paulo Foto: Arte/iG A Polícia Federal (PF) confirmou mais dois brasileiros, do Estado do Pará, mortos no massacre ocorrido em Tamaulipas, no norte do México, em que 72 pessoas foram executadas por narcotraficantes, em agosto deste ano. Com estas duas vítimas sobe para quatro o número de brasileiros assassinados na chacina. No último domingo, a PF enviou três agentes ao México para auxiliar, juntamente com o Consulado do Brasil no país, as autoridades mexicanas na identificação de possíveis vítimas brasileiras. Na última semana tinham sido identificadas outras duas vítimas de Minas Gerais. A PF não divulgou a identidade dos mortos. Chacina Em 24 de agosto, 72 corpos foram encontrados mortos em uma fazenda no norte do México, que vive uma onda de violência do narcotráfico. Pessoas de várias nacionalidades estavam entre os mortos. Familiares e amigos de cidadãos brasileiros que tenham partido para a região no período do massacre, e que tenham perdido contato desde então com eles, devem entrar em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio dos números (61) 3411-8804/8805/8818/8809/9718, ou no e-mail: dac@itamaraty.gov.br. As informações podem ser úteis na identificação de outras possíveis vítimas brasileiras no México, segundo o Itamaraty. Mais de 28 mil pessoas já morreram no México por causa da violência ligada ao narcotráfico desde o fim de 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e mobilizou as Forças Armadas numa "guerra às drogas". *Com AE e Reuters
"As identificações ocorreram por impressões digitais e exames odontológicos. Com estes chegam a quatro o número de brasileiros vítimas do crime, já que na última semana tinham sido identificados outras duas vítimas de Minas Gerais", disse a PF em comunicado.
22/09/2010 08:24 PM
BBC Brasil Um relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU, divulgado nesta quarta-feira, diz que militares israelenses agiram com força "desproporcional" e demonstraram "um nível inaceitável de brutalidade" ao atacar uma frota de navios que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza no último dia 31 de maio. O ataque israelense ao navio Mavi Marmara, que fazia parte da flotilha tentava romper o embargo imposto por Israel ao território palestino, matou nove ativistas turcos e gerou protestos da comunidade internacional. No documento de 56 páginas, a organização afirma que os militares israelenses desrespeitaram as leis internacionais no incidente. "Tal conduta não pode ser justificada ou tolerada sob a justificativa da segurança ou qualquer outra justificativa. Constitui uma grave violação da lei dos direitos humanos e da lei humanitária internacional", afirma o documento da ONU. "Existem provas claras para apoiar acusações dos seguintes crimes dentro dos termos do artigo 147 da Quarta Convenção de Genebra: tortura ou tratamento desumano, causar intencionalmente grande sofrimento ou grave ferimento ao corpo ou saúde", afirma o relatório. A Convenção é um tratado internacional que trata da proteção de civis em tempos de guerra. Bloqueio Os investigadores da ONU também afirmaram que o bloqueio israelense ao território palestino é "ilegítimo", pois há uma crise humana na Faixa de Gaza e "qualquer negação deste fato não pode ter bases racionais". O relatório ainda lembra que Israel tenta justificar o bloqueio alegando razões de segurança e afirma que o disparo de foguetes da Faixa de Gaza em direção a Israel constitui uma grave violação das leis internacionais e leis humanitárias internacionais. "Mas a ação em resposta que constitui punição coletiva da população civil na Faixa de Gaza não é legítima nas atuais circunstâncias ou em quaisquer circunstâncias", afirma o relatório. Além da investigação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, também há outro inquérito em separado das Nações Unidas sobre o ataque, pedido pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon. Lado israelense Pouco antes do relatório ser divulgado, o governo de Israel criticou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmando que o órgão era extremista, politizado e tendencioso. Israel alega que está fazendo seu próprio inquérito independente a respeito do ataque ao Mavi Marmara. O inquérito israelense conta com dois observadores estrangeiros, mas críticos afirmam que seu encaminhamento é muito limitado. Em agosto, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, general Gabi Ashkenazi, afirmou que os militares israelenses deveriam ter usado mais força durante o ataque a uma embarcação que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os que estavam a bordo com Mavi Marmara afirmam que os militares israelenses abriram fogo assim que embarcaram. No momento da abordagem e ataque, a embarcação estava em águas internacionais.
22/09/2010 08:09 PM
iG São Paulo O presidente americano, Barack Obama, recebeu um convite inesperado para visitar Cuba. Nesta quarta-feira, a famosa bailarina e coreógrafa Alicia Alonso, de 90 anos, implorou para que o presidente americano trouxesse cinco agentes cubanos que estão presos nos Estados Unidos há mais de uma década. ?Quero convidar o presidente dos Estados Unidos para vir a Cuba com sua mulher e suas adoráveis filhas?, disse Alicia Alonso, ao pedir a libertação dos agentes, acusados de espionagem para o governo cubano. Oficiais da Casa Branca não confirmaram o convite feito para Obama. Os agentes cubanos, conhecidos na ilha como ?os cinco heróis?, teriam sido enviados para Miami para se infiltrar em grupos exilados contrários ao regime de Fidel. Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, que Cuba considera "herois antiterroristas", foram detidos em 12 de setembro de 1998 e condenados em 2001 a penas de 15 anos a duas prisões perpétuas. O convite é feito depois de uma semana de campanha internacional em que estrelas de Hollywood como Sean Penn e Benicio del Toro pediram para Obama dar um passo adiante e libertar os cinco cubanos presos nos Estados Unidos. Cuba reconhece que os cinco trabalhavam como agentes, mas garantem que vigiavam os grupos anticastristas na Flórida e nega qualquer envolvimento em espionagem ou ameaça à segurança dos Estados Unidos. *Com AFP
22/09/2010 07:55 PM
iG São Paulo Uma peça de uma das perfuradoras utilizada no resgate dos 33 mineradores presos no norte do Chile se soltou e caiu no interior da mina, mas nenhum dos trabalhadores ficou ferido. De acordo com o engenheiro André Sougarret, chefe dos trabalhos de resgate, o incidente aconteceu na madrugada de quarta-feira na máquina T-130, que trabalha no plano B. "Uma das peças se soltou da base e felizmente caiu no buraco inicial. Os mineradores a receberam lá em baixo, mas ninguém se feriu. São fatos imponderáveis que podem acontecer", explicou. O incidente obrigou a equipe de resgate a interromper as atividades no momento em que foi alcançado 85 metros da segunda etapa, para ampliar o conduto. A previsão é de que a perfuração seja retomada em breve. A máquina Strata 950, correspondente ao plano A, está a 361 metros de profundidade no diâmetro original, enquanto a RIG-421, do Plano C, foi novamente iniciada nesta quarta-feira após ter sido paralisada momentaneamente. Otimismo Apesar de autoridades terem dito ao jornal El Mercurio que há grandes possibilidades de que o resgate dos mineiros seja realizado em meados de outubro, Sougarret garantiu que o resgate dos trabalhadores será em novembro. "Sempre falamos dos primeiros dias de novembro. É preciso lembrar que ainda resta uma série de operações adicionais à perfuração, como o entubamento e o processo de içamento das pessoas; portanto (o resgate será) nos primeiros dias de novembro, manteremos esta data", lembrou Sougarret. Bens Depois do acidente, a Justiça chilena ordenou a retenção de bens no valor de US$ 1,8 milhão da mineradora San Esteban, proprietária da jazida San José, onde estão presos os 33 mineiros. Segundo fontes judiciais, os donos deveriam receber essa quantia do Estado pela venda de cobre. A decisão foi tomada pelo Juzgado de Letras de Copiapó, tribunal da cidade localizada a 800 km ao norte de Santiago. O dinheiro, 900 milhões de pesos (US$ 1,8 milhão), deveria ser transferido pela Empresa Nacional de Mineração (Enami) à proprietária, San Esteban. O tribunal acolheu a petição do advogado Edgardo Reinoso, que representa 26 das 33 famílias, como parte de uma demanda indenizatória contra os donos da mina. *Com Reuters, EFE e AFP
22/09/2010 07:20 PM
AFP A FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou esta quarta-feira (22) a primeira pílula oral para tratar a forma mais comum de esclerose múltipla. Segundo a FDA, o gilenia (ou fingolimod) é o primeiro de uma nova classe de medicamentos que ajudam a impedir que certas células sanguíneas migrem para o cérebro e para espinha dorsal, o que pode ajudar a reproduzir a severidade da esclerose múltipla em pacientes com formas reincidivas da doença. A aprovação é considerada um avanço valioso para que pacientes que sofrem com a enfermidade, devido à necessidade de tomarem injeções frequentemente para tratar a complexa condição neurológica. Dois milhões e meio de pessoas sofrem de esclerose múltipla em todo o mundo, entre as quais 400 mil só no Estados Unidos. "O gilenia é o primeiro medicamento oral capaz de tornar mais lenta a progressão da doença e a severidade dos sintomas, dando aos pacientes uma alternativa para as terapias injetáveis disponíveis atualmente", explicou, em um comunicado, Russell Katz, diretor de produtos de neurologia do Centro de Pesquisas e Avaliação de Medicamentos da FDA. A esclerose múltipla pode permanecer indetectável e seus sintomas variam dramaticamente de uma pessoa para outra. Eles podem ser moderados, como dormência nos membros, ou severos, como paralisia e cegueira. Segundo a FDA, o gilenia, produzido pela farmacêutica Novartis, traz o risco de causar efeitos colaterais, como um declínio na frequência cardíaca em novos usuários do medicamento, bem como dores de cabeça, resfriado, diarreia e dores nas costas.
22/09/2010 07:07 PM
BBC Brasil O bilionário e filantropo americano Bill Gates disse nesta quarta-feira que sua fundação de caridade pode usar a experiência do Brasil em áreas como saúde e agricultura para projetos de ajuda a países pobres, principalmente na África. A possibilidade de uma parceria do Brasil com a Fundação Bill & Melinda Gates foi discutida em um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Nova York, onde ocorre a Assembleia Geral das Nações Unidas. "Discutimos algumas das necessidades dos pobres e algumas das inovações ocorridas no Brasil, tanto em saúde como em agricultura", disse Gates. "Conversamos sobre como nossa fundação pode trabalhar com o Brasil para que essa experiência seja mais útil, principalmente focada em algumas das necessidades na África", afirmou. Vacinas Segundo Gates, ainda não há definição sobre quais países receberiam a ajuda. Ele afirma, no entanto, que quando se trata de vacinas e agricultura, "as maiores necessidades estão na África". Ele disse ainda que projetos desenvolvidos no Brasil, envolvendo doenças como a tuberculose, poderiam influenciar ações em outros países. Para Amorim, o Brasil tem condições de manter uma boa parceria com a organização de Gates. "A fundação persegue muitos objetivos que nós perseguimos", disse Amorim, destacando que um objetivo em comum ?é a melhoria de vida em países mais pobres?. "Eles percebem no Brasil um parceiro importante. Não tanto pelos recursos, mas sobretudo pela capacidade técnica que nós desenvolvemos, tanto na Embrapa, quanto na Fiocruz, no Instituto Butantã", afirmou o ministro. O chanceler brasileiro acredita também que o Brasil pode contribuir não apenas com tecnologia, mas também com experiências que deram certo aqui. "Como, por exemplo, no caso da vacinação, em que o Brasil desenvolveu campanhas de vacinação em massa", lembrou o ministro.
22/09/2010 06:04 PM
iG São Paulo O presidente paraguaio, Fernando Lugo, voltará na quinta-feira ao Brasil para realizar exames que permitirão conhecer se o tratamento com quimioterapia ao qual está sendo submetido para combater um câncer linfático está dando resultado. Lugo, de 59 anos, foi diagnosticado no começo de agosto com a doença e desde então já passou por duas sessões de quimioterapia, mas o tratamento praticamente não alterou sua rotina como chefe de Estado. O presidente será submetido a uma tomografia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde esteve internado semanas atrás. Não está previsto que Lugo passe por uma terceira sessão de quimioterapia durante a estadia no Brasil, de acordo com um porta-voz da Presidência paraguaia. Lugo, que não está sob nenhuma restrição médica segundo o último boletim divulgado pelos médicos, voltará a Assunção na sexta-feira. Lugo cancelou sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas que se reúne em Nova York esta semana, mas esteve dias atrás no Chile e tem uma visita prevista ao Equador em dezembro. O presidente terá de passar por mais quatro sessões de quimioterapia, uma aproximadamente a cada três semanas, mas o resultado dos exames em São Paulo pode mudar esse planejamento. Problemas domésticos O presidente, que assumiu em 2008 após seis décadas de governo do Partido Colorado, passa por um momento de fragilidade política e de saúde. Além do tratamento contra um câncer no sistema linfático, na terça-feira Lugo fez a quarta troca do comando militar do país, sob suspeita de "bolsões golpistas", e enfrenta acusações de conivência com o grupo esquerdista Exército do Povo Paraguaio e processos de paternidade que remetem ao período em que era bispo da Igreja Católica. *Com Reuters e BBC
22/09/2010 05:36 PM
BBC Brasil Um livro com lançamento previsto para a próxima semana dá detalhes sobre as divergências entre o presidente americano, Barack Obama, e os principais responsáveis pelas políticas de defesa de seu governo em relação à guerra no Afeganistão. Em Obama's Wars (ou "As Guerras de Obama", em tradução livre), o jornalista Bob Woodward afirma que o presidente, frustrado com as propostas de seus conselheiros para um aumento da presença militar no Afeganistão, traçou ele próprio um plano que previa uma atuação limitada no país, culminando com a retirada total das tropas. O plano de Obama, no entanto, teria sido desacreditado por seus assessores. Entre os integrantes do governo que acharam o programa ineficaz estavam o consultor para assuntos do Afeganistão, tenente-general Douglas Lute, o enviado especial ao Afeganistão e ao Paquistão, Richard Holbrooke, e até o vice-presidente, Joseph Biden. O presidente teve atritos em particular com o general David Petraeus, ex-comandante das tropas no Oriente Médio e atual chefe de operações no Afeganistão, e com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Mike Mullen. ?Um trilhão de dólares? Os fatos relatados por Woodward ocorreram em 2009, quando o governo americano revisou a estratégia para o Afeganistão. Em dezembro, Obama anunciou o envio de mais 30 mil soldados ao país, sob a justificativa de conter o Talebã e estabilizar o governo do presidente afegão, Hamid Karzai. Obama's Wars também relata brigas entre os principais integrantes da equipe de defesa do governo. Segundo o livro, Biden chamou Holbrooke de "o filho da mãe mais egoísta que eu conheci". Já David Petraeus disse que um dos principais conselheiros de Obama, David Axelrod, é "um completo manipulador". Por sua vez, o conselheiro de segurança nacional, James L. Jones, se referia aos demais assessores de Obama como "besouros", "Politburo" e "Máfia". Para escrever o livro, Woodward teve acesso a diversos memorandos e registros de reuniões da administração Obama. Ele também realizou entrevistas com diversos integrantes de governo, além do próprio presidente. Woodward é editor do The Washington Post. Em 1972, ao lado do repórter Carl Bernstein, ele investigou o caso Watergate - a invasão do comitê do Partido Democrata que desencadeou uma crise e levou à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974.
Segundo o livro, que teve trechos revelados nesta quarta-feira pelos jornais americanos The New York Times e The Washington Post, Obama disse, em uma reunião com a secretária de Estado, Hillary Clinton, e com o secretário de Defesa, Robert Gates, que não pretendia ficar dez anos no Afeganistão, nem gastar "um trilhão de dólares" com a guerra.
22/09/2010 04:21 PM
iG São Paulo Três marinheiros franceses da empresa Bourbon, provedora de embarcações, foram sequestrados durante um ataque contra um navio em um campo petrolífero operado pela chinesa Addax, perto da costa nigeriana, informou a Bourbon nesta quarta-feira. A Bourbon informou que está trabalhando em conjunto com autoridades nigerianas e francesas na investigação do ocorrido e acrescentou que nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelo ataque. * Com Reuters
No ataque, realizado na noite de terça-feira, foram usadas várias lanchas contra o barco Bourbon Alexandre e seus 16 tripulantes, disse um comunicado da empresa.
O Ministério de Relações Exteriores da França confirmou o sequestro. O ministro da Defesa, Hervé Morin, descartou a possibilidade de terrorismo e afirmou que se trata de ?um ato de pirataria clássico?. ?Acredito, de memória, que houve cerca de cem atos de pirataria no golfo da Guiné em 2009?, disse o ministro ao canal francês France 24.
Sequestros são frequentes na região do delta do rio Níger, o centro da maior indústria petrolífera e de gás da África e alvo constante de ataques de gangues de criminosos.
Outros cinco cidadãos franceses foram levados na semana passada de suas casas no Níger, país, vizinho, em um sequestro reivindicado pelo braço da Al-Qaeda no norte da África.
Segundo declaração do porta-voz da Presidência francesa, Luc Chatel, o presidente Nicolas Sarkozy pretende ?mobilizar todas as agências estatais? para libertar os reféns. ?O presidente classifica esse assunto como muito sério?, disse o porta-voz.
22/09/2010 03:43 PM


