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Notícias, matérias e especiais sobre Cultura: Cinema, Livros e Música no Último Segundo - iG




Reuters

Vocalista do Aerosmith quer levar "rock" ao programa, enquanto cantora tem esperança de encontrar o "próximo Michael Jackson"

Foto: Getty Images

A cantora e atriz Jennifer Lopez e o roqueiro Steven Tyler, do Aerosmith, vão juntar-se ao júri do show de talentos "American Idol", o programa de maior audiência da TV norte-americana, anunciaram os produtores nesta quarta-feira.

O anúncio oficial encerrou meses de especulações após a saída dos veteranos Simon Cowell, Ellen DeGeneres e Kara DioGuardi e representa uma reforma grande do programa da Fox, após quatro anos de queda em sua audiência.

O produtor de discos Randy Jackson vai conservar o lugar que ocupa desde que o programa estreou, em 2001, completando o júri de três pessoas, e Ryan Seacrest vai retornar como apresentador. A décima temporada de "American Idol" começa em janeiro de 2011.

Estrela de filmes como "Plano B" e "O Casamento dos Meus Sonhos", Lopez começou sua carreira como dançarina e cantora com sucessos como "Jenny From the Block". Lopez disse que está emocionada por participar de "American Idol" e que vai "procurar o próximo Michael Jackson".

Tyler, de 62 anos, acrescentou que quer "levar um pouco de rock" ao programa. Não há dúvida de que o cantor, que está no Hall da Fama do Rock and Roll, vai acrescentar interesse ao concurso de cantores que lançou as carreiras premiadas com o Grammy de Kelly Clarkson, Carrie Underwood e Jennifer Hudson.

Antes deles, corriam boatos na mídia sobre a possível escolha de nomes como os cantores Shania Twain e Elton John, o ex-chefe da Sony Music Tommy Mottola e o radialista Howard Stern para integrarem o júri.

"American Idol" vem gerando receita publicitária enorme para a Fox ao longo dos anos, além de ter fomentado as vendas de discos e downloads dos participantes e vencedores.

Mas o programa vem perdendo audiência nos últimos anos. Apesar de sua temporada mais recente ainda ter sido o programa de TV mais assistido nos Estados Unidos, cerca de 6 milhões de espectadores deixaram de acompanhá-lo desde 2006.

O jurado intransigente Simon Cowell, possivelmente o maior astro do show, abandonou "American Idol" em maio para lançar seu próprio show de talentos na Fox em 2011. A apresentadora Ellen DeGeneres deixou o júri após apenas um ano, e a compositora Kara DioGuardi fez o mesmo há 15 dias, após dois anos no ar.

 

iG São Paulo

Instalação de artista argentino estaria infringindo legislação eleitoral

Foto: Divulgação

A Bienal de Arte de São Paulo vai decidir ainda hoje se irá retirar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, uma obra que traz imagens da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, e do candidato do PSDB, José Serra. A instalação "El Alma Nunca Piensa sin Imagen" (a alma nunca pensa sem imagem, na tradução), do artista argentino Roberto Jacoby, tenta reproduzir uma campanha política, com direito a palanque, camisetas, planfletos e bótons. A obra, contudo, estaria infringindo a lei eleitoral.

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) informou na tarde desta quarta-feira (22) que os advogados da Bienal fizeram uma consulta ao órgão, perguntando se a exibição da peça traria algum tipo de irregularidade. A resposta foi que a instalação infringe o artigo 37 da Lei 9504/97, que proíbe a "veiculação de propaganda de qualquer natureza" em bens públicos, como é o caso do pavilhão da Bienal.

A mesma lei, contudo, também prevê quem tem competência para julgar cada processo ? neste caso, o Tribunal Superior Eleitoral. A PRE enviou ontem, portanto, um ofício à Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, e não fez qualquer tipo de representação contra a Bienal.

A assessoria de imprensa da Bienal informou que até o momento não se sabe se a obra de Jacoby será retirada, coberta ou se ficará em exposição. Uma resposta oficial deve ser divulgada até o fim do dia.

Com o tema "Há sempre um copo de mar para um homem navegar", a 29ª edição da Bienal de São Paulo será aberta ao público no próximo sábado (25).
 

Reuters

"O Dinheiro Nunca Dorme" não deve ter impacto como longa-metragem de 1987

Foto: Divulgação

Gordon Gekko, o vilão arquetípico de "Wall Street - Poder e Cobiça", filme ícone dos anos 1980, tem um novo lema: a cobiça não apenas é boa, como é legalizada e está por toda parte. Mas suas palavras, e a sequência daquele filme, "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme", que chegará aos cinemas mundiais na sexta-feira, provavelmente não encontrarão junto a banqueiros e corretores de ações o mesmo eco que fez de Gekko um herói cult e paradigma dos excessos financeiros declarados dos anos 1980, dizem especialistas.

"Acho que não será algo importante em Wall Street, em termos de sujar sua imagem", opinou Igor Kirman, sócio da empresa de advocacia de Wall Street Wachtell, Lipton, Rosen & Katz.

Quando o primeiro "Wall Street" chegou aos cinemas, em 1987, as bolsas de valores tinham sofrido um crash de grandes proporções, e os norte-americanos estavam em choque. O filme mostrou como banqueiros compravam empresas, as destituíam de seus ativos, destruíam grandes empresas americanas e deixavam incontáveis trabalhadores desempregados.

O diretor Oliver Stone pode estar enfrentando Wall Street outra vez, mas, na esteira do derretimento financeiro global de 2008 que atraiu a ira universal de políticos e uma sucessão de escândalos envolvendo desde o financista Bernie Madoff até a queda de uma companhia que simbolizou os excessos dos anos 1980, a Lehman Brothers, os banqueiros não estão preocupados com o novo filme de Stone.

"Wall Street foi arrastada pela lama no último ano, virou bode expiatório", disse Kirman. "Nada que Oliver Stone vai dizer neste filme já não foi dito por nosso próprio presidente. Este filme não será um grande tapa na cara de Wall Street."

"O Dinheiro Nunca Dorme" teve sua première no festival de cinema de Cannes em maio e teve recepção ambígua. Desde então Stone passou três semanas editando-o mais. Michael Douglas está de volta como o financista Gordon Gekko, mas desta vez quem assume a culpa por atos financeiros antiéticos são os grandes bancos e os que os comandam. A trama envolve a relação amorosa entre a filha de Gekko (Carey Mulligan) e um jovem corretor de Wall Street chamado Jake Moore (Shia LaBeouf).

Oliver Stone, crítico de longa data do capitalismo desenfreado e filho de um corretor de ações, disse a repórteres que, embora o filme seja pontual, as bolhas no ciclo financeiro chegaram para ficar. "O conceito do otimismo americano, de ganhar dinheiro e fazer sucesso, é uma parte constante do etos americano," disse Stone, que já apresentou visões contrárias às posições da maioria em filmes como "JFK" e "Nixon".

Assista a um clipe exclusivo de "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme":

 

Reuters

"Paranoia", produzido pela Dreamworks, não copiou "Janela Indiscreta", de Hitchcock

Foto: Divulgação

O diretor Steven Spielberg e seu estúdio de cinema Dreamworks foram inocentados na terça-feira de um processo em que eram acusados de violar os direitos autorais do roteiro do filme de Alfred Hitchcock "Janela Indiscreta", em sua produção de 2007 "Paranoia".

A fundação Sheldon Abend Revocable Trust, que possui os direitos autorais da obra "Janela Indiscreta" escrita por Cornell Woolrich em 1942, processou Spielberg, a Dreamworks e a distribuidora Paramount Pictures em 2008.

Advogados da fundação deixada pelo falecido produtor de Hollywood Abend alegavam que Hitchcock havia obtido o direito de transformar a história de Woolrich em seu clássico de 1954 "Janela Indiscreta". Mas a DreamWorks não recebeu tal permissão para fazer "Paranoia".

Ambos os filmes são suspenses sobre assassinato, protagonizado por um homem olhando pela janela para o vizinho. Uma juíza federal em Nova York determinou na terça-feira que, apesar de haver semelhanças entre o livro de 1942, o filme de Hitchcock e "Paranoia", nenhum estava sujeito a medidas judiciais pela lei de direitos autorais dos EUA.

"Os roteiros principais são semelhantes apenas em um nível superficial e geral, de forma que não podem ser protegidos", disse a juíza do Tribunal Distrital de Nova York em sua decisão que rejeitou a reclamação.

"Enquanto 'Paranoia' é abundante em sub-tramas, a história original não tem nenhum. O cenário e o clima da história original são estáticos e tensos, enquanto o cenário e tom de "Paranoia" é muito mais dinâmico e temperado com humor e romance adolescente", acrescentou a juíza.

"Paranoia", estrelado pelo ator Shia LaBeouf, arrecadou 117 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.

 

Marco Tomazzoni, iG São Paulo

Presidente da Academia Brasileira de Cinema defende que qualidade não é o principal critério da escolha, e sim chances de ganhar

Foto: Divulgação

Sem nunca ter conquistado o Oscar de melhor filme estrangeiro ? contra duas vezes da Argentina ?, o Brasil tem transformado a escolha do filme que vai representar o país na premiação em uma disputa digna de campeonato. Nos anos anteriores, o Ministério da Cultura (MinC) era responsável, sozinho, por apontar o concorrente brasileiro. Em 2010, no entanto, além dos membros indicados pelo governo, a Academia Brasileira de Cinema também indicou nomes para integrar a comissão de seleção, que anunciará o filme escolhido nesta quinta-feira (23), ao meio-dia, em São Paulo.

No total, 23 filmes se inscreveram em busca da vaga, entre eles ?Nosso Lar?, ?Chico Xavier?, ?O Bem Amado? e ?Lula, o Filho do Brasil?, os maiores sucessos de bilheteria nacional neste ano. Nove especialistas integram a comissão, indicados pelo gabinete do MinC, Secretaria do Audiovisual e Agência Nacional de Cinema (Ancine). Segundo a assessoria do ministério, todo o processo é regulamentado pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a famosa Academia de Hollywood.

A ideia de convidar a Academia Brasileira para participar da escolha, conforme o MinC, é ?inserir a participação da sociedade civil?. ?A Academia Brasileira de Cinema foi escolhida por ser uma entidade que congrega profissionais dos mais diversos setores da indústria audiovisual: desde produtores, diretores, artistas e roteiristas até técnicos de áudio e efeitos visuais, entre outros?, informa a assessoria.

É o mesmo discurso do presidente da Academia, o diretor e produtor Roberto Farias. Por trás de alguns clássicos do cinema nacional (?O Assalto ao Trem Pagador?, ?Pra Frente, Brasil?), presidente da Embrafilme na década de 1970, Farias diz que há anos vinha reivindicando o direito da entidade de indicar o filme brasileiro ao Oscar, a exemplo de similares em outros países, como no México e Espanha. ?Não é o Estado, o governo, quem deve fazer isso. Antigamente acontecia porque não havia a academia. A indicação ao Oscar é uma indicação de especialistas, de pessoas que fazem cinema, que, inclusive, são por tradição quem escolhe os vencedores do prêmio.?

Fundada em 2002, a Academia Brasileira surgiu com o objetivo de defender e divulgar o cinema nacional. Ainda ?jovem?, segundo Farias, seu principal projeto é realizar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Atualmente, possui 250 membros, número considerado ?representativo? pelo presidente. Para efeito de comparação, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (Sindcine) tem cerca de 2400 associados. ?A Academia está sempre aberta para que outros venham participar?, assegura Farias, ?e isso é muito mais democrático do que uma comissão escolhida conforme os interesses de quem estiver no momento no ministério?.

Filme com ?cara? de Oscar

O critério para eleger o brasileiro no Oscar, na opinião de Farias, não é qualidade ou bilheteria, mas sim a ?cara? de Oscar. ?Nós [a Academia] não fazemos juízo de valor, a não ser na hora de premiar o melhor filme brasileiro do ano [o último vencedor foi ?É Proibido Fumar?, que está entre os inscritos no MinC]. Para o Oscar, é preciso passar o filme que talvez tenha mais chance.? Nesse sentido, o nome do diretor influiria ? ele cita cineastas conhecidos, como Bruno Barreto e Hector Babenco ?, assim como temas com maior apelo junto ao público norte-americano.

?Qualquer filme que fosse mandado para lá teria qualidades para concorrer. Outra coisa é analisar quais são os filmes brasileiros escolhidos nos outros anos, com que frequência determinados filmes são vencedores, qual é o tema, o que está acontecendo no mundo nesse momento, qual é preocupação maior atual, qual deles teria mais condições do que o eleito no ano anterior. São muitas variáveis, discutidas numa comissão de nove pessoas.?

Os dois últimos longas-metragens eleitos para representar o Brasil no Oscar foram Ônibus 174, de Bruno Barreto, e Salve Geral, de Sérgio Rezende. Ambos retratam a violência urbana no país, assim como nosso maior fenômeno de público no mercado internacional, Cidade de Deus. Para Farias, não faz sentido afirmar que essas escolhas reforçam uma imagem negativa do país no exterior ? segundo ele, isso é algo ?ultrapassado?. ?Essa preocupação das pessoas é um negócio quase fascista. O Brasil é um país soberano, tem sua importância no cenário mundial. Um país adulto encara seus problemas, é uma prova de capacidade.?

Voto dos internautas não deve influir

Outra novidade deste ano é que o MinC decidiu realizar uma votação paralela em seu site para os internautas darem sua opinião de qual filme deveria representar o Brasil no Oscar 2011. O vencedor será submetido à comissão como um ?olhar da sociedade sobre o cinema brasileiro?, mas a decisão final cabe aos especialistas. ?Um filme que vence uma enquete popular, sendo ele selecionado para concorrer ao Oscar ou não, já é um vencedor?, justifica a assessoria do MinC.

Para o presidente da Academia Brasileira, a ideia da enquete reflete um período de ?transição?. ?O MinC ainda não assimilou completamente a ideia de que a escolha de um filme para competir em um festival internacional não tem nada a ver com o governo?, sustenta. ?Os profissionais que conhecem as tendências, o que está se fazendo no mundo, são muito mais aparelhados para fazer essa escolha do que envolver todo o povo brasileiro. As pessoas votam segundo preferências pessoais, e não analisando qual é o filme que teria mais possibilidades de ganhar o Oscar.?

Até segunda-feira, quando a enquete ainda estava ativa, ?Nosso Lar? era o líder isolado, com 72% dos votos ? a campanha para o filme envolveu até um banner no site da Federação Espírita Brasileira. Farias considera o longa baseado no livro de Chico Xavier ?interessante? e que a votação vai ajudar a compreender o que pensa a maioria da população, só isso. ?A gente vai ver [o resultado], mas duvido muito que isso levado em conta pelos membros.?

A comissão é composta por Cássio Starling Carlos, Clélia Bessa, Elisa Tolomelli, Frederico Hermann Barbosa Maia, Jean Claude Bernardet, Leon Kakoff, Márcia Lellis de Souza Amaral, Mariza Leão e o próprio Roberto Farias.

O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2011 vai disputar com outros de mais de 95 países a chance de estar entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme em língua estrangeira. A lista dos indicados será divulgada no dia 25 de janeiro. A cerimônia de premiação, por sua vez, acontece em 27 de fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles.

Na sua opinião, quem deveria representar o Brasil no Oscar? A enquete ao lado conta com os campeões atuais de bilheteria em 2010. Vote no seu preferido e veja abaixo a lista completa de filmes que se inscreveram em busca da indicação:

"As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky
"A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor
"Antes que o Mundo Acabe", de Ana Luiza Azevedo
"Bróder", de Jeferson De
"Carregadoras de Sonhos", de Deivison Fiuza
"Cabeça a Prêmio", de Marco Ricca
"Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos", direção coletiva
"Chico Xavier", de Daniel Filho
"É Proibido Fumar", de Anna Muylaert
"Em Teu Nome", de Paulo Sacramento
"Hotel Atlântico", de Suzana Amaral
"Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto
"Nosso Lar", de Wagner de Assis
"Olhos Azuis", José Joffily
"Ouro Negro", de Isa Albuquerque
"O Bem Amado", de Guel Arraes
"O Grão", de Petrus Cariry
"Os Inquilinos", Sérgio Bianchi
"Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho
"Quincas Berro D?água", de Sérgio Machado
"Reflexões de um Liquidificador", de André Klotzel
"Sonhos Roubados", de Sandra Werneck
"Utopia e Barbárie", de Silvio Tendler

Agência Estado

Festival teatral traz também espetáculos de Peter Brook e Eimuntas Nekrosius

Já é tradição. Todos os anos, o Porto Alegre em Cena ? festival de teatro da capital gaúcha ? elege alguns dos grandes nomes da cena internacional para coroar sua programação. Em sua 17ª edição não foi diferente. Os espetáculos de Peter Brook e do lituano Eimuntas Nekrosius ? dois dos maiores diretores em atividade hoje no mundo ? cumpriram essa função e brilharam na grade da mostra, que começou dia 8 e se estende até segunda.

Mas não é apenas com grifes que Luciano Alabarse, coordenador-geral do festival, montou a seleção deste POA em Cena. É justamente nos países vizinhos ? Uruguai e Argentina ? que ele encontrou a representação mais numerosa de sua seleta internacional. A eleição de cinco montagens portenhas e cinco uruguaias dá sinais de que Porto Alegre se mantém firme em seu propósito de dialogar com a América Latina. No geral, o festival cumpriu a função de trazer ao País boas peças que raramente cruzam a fronteira.

Foi o caso de "Los Padres Terribles", saudada como uma das melhores encenações de Montevidéu no ano passado, e de "Por Tu Padre", versão argentina para o texto de Dib Carneiro Neto, editor do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo. No Brasil, onde foi montada como "Adivinhe Quem Vem para Rezar", em 2005, a peça teve Paulo Autran desdobrando-se em três personagens. Nesta adaptação vinda de Buenos Aires, quem ocupa esse posto é o veterano Federico Luppi, que se revelou como o maior acerto da versão dirigida por Miguel Cavia.

Na ala nacional, a curadoria também se manteve coerente em sua proposta de apresentar um panorama que extrapole o eixo Rio-São Paulo, convocando trabalhos do Nordeste, de Minas e do Paraná. Quem chamou a atenção, no entanto, foi a delegação carioca, que apresentou duas competentes leituras de textos contemporâneos franceses: "A Inquietude", de Valère Novarina, e "A Solidão nos Campos de Algodão", de Bernard-Marie Koltès, que surgiu em provocativa montagem de Caco Ciocler.

Desconhecido das plateias brasileiras, o lituano Eimuntas Nekrosius é velho conhecido do público de Porto Alegre, que já tem o hábito de esperar com ansiedade por suas criações. Neste ano, surpreendeu sua grandiloquente transposição do romance de Dostoiévski, "O Idiota". Pontuado por imagens de grande carga simbólica, o espetáculo soube atravessar as passagens folhetinescas da história sem escamotear seus embates filosóficos. Os atores também conseguiram dosar a força do texto com um preciso trabalho físico, transferindo para o corpo muitas das intenções que não ousam ser verbalizadas.

A programação completa está disponível no site oficial.

iG São Paulo

Ana Matronic assina uma das histórias da minissérie em quadrinhos sobre o clube de Nova York

Vocalista do grupo norte-americano Scissor Sister, Ana Matronic é autora de uma das histórias publicadas em "CBGB: The Comic Book #2", segunda edição da minissérie em quadrinhos que conta histórias sobre o clube de rock de Nova York CBGB, local em que nasceram bandas como Ramones, Television e Blondie.

Veja abaixo algumas páginas de "CBGB: The Comic Book #2":

iG São Paulo

"Angry World" apresenta Le Noise, gravado sozinho pelo veterano roqueiro

Está marcado para o dia 28 de setembro o lançamento de Le Noise, 34º álbum de estúdio de Neil Young. O disco, que sucede Fork in the Road, de 2009, foi gravado sozinho pelo guitarrista em uma mansão de Los Angeles, sem o acompanhamento de sua banda habitual, a Crazy Horse.

A produção, que privilegia loops e efeitos eletrônicos, coube a Daniel Lanois, conhecido por seus trabalhos com o U2. A música "Angry World" ganhou um primeiro vídeo, seguida por "Hitchhiker". São oito faixas no total.

O lançamento do álbum nos Estados Unidos está previsto para o próximo dia 28, em edição simples e de luxo, com DVD bônus.Uma versão em Blu-ray estará disponível um mês depois. O disco vazou na internet no último final de semana e já pode ser encontrado facilmente.

Assista ao clipe de "Angry World":

AE

Artistas consagrados como Fito Paez e Pablo Milanés cantam ao lado de brasileiros

Foto: Divulgação

Deixe de lado a contagem regressiva para os próximos festivais e sua enxurrada de grandes nomes americanos à frente da lista de atrações. Ao menos nesta semana, o inglês não estará em voga. Para quem não tem vergonha de arranhar no portunhol, começa hoje à noite, no Jockey Club, o Festival Telefônica Sonidos, que mistura artistas brasileiros e expoentes da música latina.

Em dois palcos, ícones da nova geração da MPB dividem a cena com hermanos ilustres em encontros que unem samba, jazz, rock, rap, reggaeton e até pop. De um lado, Maria Gadú faz melodia com o argentino Pedro Aznar. De outro, Ana Cañas e Nando Reis recebem o ídolo portenho Fito Paez. Consagrado mundialmente, o músico cubano Pablo Milanés se apresenta com a cantora Maria Rita. Já Ana Carolina mede vocais com a italiana Chiara Civello.

O festival apresenta também ícones pop, como o rapper Pitbull - nascido em Miami, é certo, mas filho de cubanos -, dono dos hits dançantes "You Know You Want Me" e "Hotel Room Service", além dos porto-riquenhos do Calle 13, que se encontram com a percussão marcada do Monobloco. Até Boyband tem vez no Sonidos. Maior surpresa do pop rock espanhol, os rapazes do El Canto Del Loco sobem ao palco com o Capital Inicial.

Quem abraçou a iniciativa foi a Day 1 Entertainment, braço da Sony Music Brasil que promove eventos. "O Brasil ainda é uma ilha isolada do resto do continente quando se fala em música latina. É uma frustração constante dos artistas. Este é o primeiro passo para formar uma plataforma de mercado", diz Alexandre Schiavo, presidente da Sony e idealizador do festival. "Nas rádios, 80% do que toca é em inglês. Só 1% é música latina. A meta é estabelecer o festival no calendário e, depois, levá-lo a outros países".

Telefônica Sonidos - Festival Mundo Latino. De hoje e sábado. Jockey Club de São Paulo (Av. Lineu de Paula Machado, 1.263). Tel. (011) 4003-1212. Ingr.: R$ 80 a R$ 180. www.ingressorapido.com.br

EFE

Cantor elogia Commitment e cria expectativa para clipe do primeiro single

Foto: Getty Images

O cantor britânico Seal lança nesta terça-feira seu sexto álbum de estúdio, Commitment, o "mais consistente" e o que contém "as melhores canções" de sua carreira, influenciada por seu casamento com a modelo alemã Heidi Klum, disse o artista em entrevista à Efe.

Em Seal 6: Commitment o cantor volta a mostrar sua inconfundível voz em temas românticos como "Secret", o primeiro single. E a inspiração vem de sua própria família. "Cada nota que canto nasce deles", declarou Seal, pai de quatro filhos com a modelo, com quem gravou um clipe que promete imagens picantes.

"Há muito a ver e pouco a dizer", admitiu o artista entre risadas. "Nós dois escolhemos fazê-lo. Foi um desses momentos nos quais você está inspirado. Sentimos que reflete o que somos e estamos orgulhosos de nosso amor e dos frutos de nossa relação, nossos quatro preciosos filhos", acrescentou.

O primeiro filho da relação nasceu em 2005, o segundo em 2006 e o terceiro em outubro do ano passado. A alemã teve uma menina com o empresário italiano Flavio Briatore em 2004, embora sua figura paterna seja o próprio cantor. "Representamos todas as coisas que buscamos o um no outro. Ao redor do meu casamento há barulho, mas dentro desse círculo só há paz. O clipe é uma celebração de tudo isso", resumiu.

Agência Estado

Brasileiro Sebastião Salgado e estrelas como Damien Hirst estão no lote

Foto: Divulgação

Ao completar dois anos de falência este mês, o Lehman Brothers, que foi um dos maiores bancos de investimento do mundo, se destaca em outro mercado, o de arte, no qual parece ter tido mais faro do que para as subprimes que o quebraram. Para pagar parte da dívida da instituição com credores, perto de 900 obras de arte e outros objetos que decoraram os escritórios nos Estados Unidos e na Europa vão à venda em três casas de leilões.

No dia 25, a Sotheby's de Nova York leiloa 147 lotes com cerca de 400 peças da coleção de obras do pós-guerra e contemporâneas que o Lehman possuía nos EUA, avaliadas entre US$ 10 milhões e US$ 13 milhões. No dia 29, a Christie's de Londres oferece 300 lotes com itens vindos das instalações do banco na Europa. Ali há desde pinturas de Lucian Freud e Gary Hume, coleções de gravuras, caixas, tinteiros e livros antigos, a pequenos objetos como a placa que celebrou a inauguração da sede europeia do banco em 2004, pelo então ministro das Finanças da Inglaterra Tony Brown.

A estimativa é de se levantar com eles no mínimo dois milhões de libras (cerca de US$ 3 milhões). Outro leilão de arte contemporânea do Lehman vai ser feito em 7 de novembro pela Freeman?s, em Filadélfia (EUA), que espera captar entre US$ 250 mil e US$ 300 mil. Entre as peças que serão leiloadas, a arte contemporânea brasileira está representada por trabalhos de Sebastião Salgado, Vik Muniz e Valeska Soares.

Agência Estado

CCBB vai exibir 35 filmes do cineasta, mestre em explorar o Oeste americano

Foto: Divulgação

Decorridos 37 anos de sua morte ? em 1973, aos 78 anos ?, John Ford permanece como um dos grandes diretores de Hollywood. A partir de quarta-feira (21), Ford ganha uma homenagem do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, que promove uma retrospectiva ? com 36 longas e um curta, quase todos projetados em 35mm. A exceção é justamente o único filme que não é de Ford, mas sobre ele ? o documentário Directed by John Ford, de Peter Bogdanovich, em DVD. Completam o evento um curso sobre o artista e um livro/catálogo sobre sua vida e obra.

Quatro vezes vencedor do Oscar de direção, um recorde ? por O Delator, Como Era Verde Meu Vale, Vinhas da Ira e Depois do Vendaval, em 1935, 40, 41 e 52 ?, Ford nunca foi premiado por seus westerns, mas certa vez, ele próprio, querendo se definir perante seus colegas cineastas, disse que fazia faroestes. Ao longo de mais de 40 anos, desde o período silencioso e até Sete Mulheres, seu último longa, de 1966, ele fez do seu cinema uma síntese da "América", refletindo sobre os mitos fundadores de seu país.

Abraham Lincoln foi sempre uma inspiração, mas Ford foi, principalmente, o diretor dos desenraizados, contando epopeias de grupos ? colonos, índios, religiosos, etc. Isso lhe valeu a alcunha de Homero de Hollywood, mas o curioso é que o autor que tanto se interessou pelo "coletivo" fez da saga de um solitário ? o Ethan Edwards de Rastros de Ódio (The Searchers), de 1956 ? o mais belo de seus filmes, sua obra-prima.

Não deixe de ver

Nas Águas do Rio (1935). Feito no mesmo ano de O Delator, o longa com Will Rogers é um dos filmes que melhor expressam o amor de Ford por seu país ? o médico charlatão e seu barco são inesquecíveis.

No Tempo das Diligências (1939). Transposição de Bola de Sebo, de Maupassant, para o Oeste, foi o primeiro Ford em Monument Valley. O mundo cabe numa diligência e até Welles dizia que saíram daqui as pesquisas de cenário de Cidadão Kane.

A Mocidade de Lincoln (1939). A transformação do jovem Lincoln no ícone da democracia norte-americana ou de como um jovem advogado descobre sua vocação política num tribunal. A parceria com Henry Fonda produziu belíssimos filmes.

O Homem Que Matou o Facínora (1962). A morte de Wayne é o ponto de partida para essa sombria desmistificação das lendas do western, que termina com um velho chorando.

 

Serviço ? Mostra John Ford em São Paulo
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Ingressos: R$ 4
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
Programação completa no site oficial


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