Reuters Foto: Divulgação O diretor Steven Spielberg e seu estúdio de cinema Dreamworks foram inocentados na terça-feira de um processo em que eram acusados de violar os direitos autorais do roteiro do filme de Alfred Hitchcock "Janela Indiscreta", em sua produção de 2007 "Paranoia". A fundação Sheldon Abend Revocable Trust, que possui os direitos autorais da obra "Janela Indiscreta" escrita por Cornell Woolrich em 1942, processou Spielberg, a Dreamworks e a distribuidora Paramount Pictures em 2008. Advogados da fundação deixada pelo falecido produtor de Hollywood Abend alegavam que Hitchcock havia obtido o direito de transformar a história de Woolrich em seu clássico de 1954 "Janela Indiscreta". Mas a DreamWorks não recebeu tal permissão para fazer "Paranoia". Ambos os filmes são suspenses sobre assassinato, protagonizado por um homem olhando pela janela para o vizinho. Uma juíza federal em Nova York determinou na terça-feira que, apesar de haver semelhanças entre o livro de 1942, o filme de Hitchcock e "Paranoia", nenhum estava sujeito a medidas judiciais pela lei de direitos autorais dos EUA. "Os roteiros principais são semelhantes apenas em um nível superficial e geral, de forma que não podem ser protegidos", disse a juíza do Tribunal Distrital de Nova York em sua decisão que rejeitou a reclamação. "Enquanto 'Paranoia' é abundante em sub-tramas, a história original não tem nenhum. O cenário e o clima da história original são estáticos e tensos, enquanto o cenário e tom de "Paranoia" é muito mais dinâmico e temperado com humor e romance adolescente", acrescentou a juíza. "Paranoia", estrelado pelo ator Shia LaBeouf, arrecadou 117 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. 
22/09/2010 12:36 PM
Marco Tomazzoni, iG São Paulo Foto: Divulgação Sem nunca ter conquistado o Oscar de melhor filme estrangeiro ? contra duas vezes da Argentina ?, o Brasil tem transformado a escolha do filme que vai representar o país na premiação em uma disputa digna de campeonato. Nos anos anteriores, o Ministério da Cultura (MinC) era responsável, sozinho, por apontar o concorrente brasileiro. Em 2010, no entanto, além dos membros indicados pelo governo, a Academia Brasileira de Cinema também indicou nomes para integrar a comissão de seleção, que anunciará o filme escolhido nesta quinta-feira (23), ao meio-dia, em São Paulo. No total, 23 filmes se inscreveram em busca da vaga, entre eles ?Nosso Lar?, ?Chico Xavier?, ?O Bem Amado? e ?Lula, o Filho do Brasil?, os maiores sucessos de bilheteria nacional neste ano. Nove especialistas integram a comissão, indicados pelo gabinete do MinC, Secretaria do Audiovisual e Agência Nacional de Cinema (Ancine). Segundo a assessoria do ministério, todo o processo é regulamentado pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a famosa Academia de Hollywood. A ideia de convidar a Academia Brasileira para participar da escolha, conforme o MinC, é ?inserir a participação da sociedade civil?. ?A Academia Brasileira de Cinema foi escolhida por ser uma entidade que congrega profissionais dos mais diversos setores da indústria audiovisual: desde produtores, diretores, artistas e roteiristas até técnicos de áudio e efeitos visuais, entre outros?, informa a assessoria. É o mesmo discurso do presidente da Academia, o diretor e produtor Roberto Farias. Por trás de alguns clássicos do cinema nacional (?O Assalto ao Trem Pagador?, ?Pra Frente, Brasil?), presidente da Embrafilme na década de 1970, Farias diz que há anos vinha reivindicando o direito da entidade de indicar o filme brasileiro ao Oscar, a exemplo de similares em outros países, como no México e Espanha. ?Não é o Estado, o governo, quem deve fazer isso. Antigamente acontecia porque não havia a academia. A indicação ao Oscar é uma indicação de especialistas, de pessoas que fazem cinema, que, inclusive, são por tradição quem escolhe os vencedores do prêmio.? Fundada em 2002, a Academia Brasileira surgiu com o objetivo de defender e divulgar o cinema nacional. Ainda ?jovem?, segundo Farias, seu principal projeto é realizar o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Atualmente, possui 250 membros, número considerado ?representativo? pelo presidente. Para efeito de comparação, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (Sindcine) tem cerca de 2400 associados. ?A Academia está sempre aberta para que outros venham participar?, assegura Farias, ?e isso é muito mais democrático do que uma comissão escolhida conforme os interesses de quem estiver no momento no ministério?. Filme com ?cara? de Oscar O critério para eleger o brasileiro no Oscar, na opinião de Farias, não é qualidade ou bilheteria, mas sim a ?cara? de Oscar. ?Nós [a Academia] não fazemos juízo de valor, a não ser na hora de premiar o melhor filme brasileiro do ano [o último vencedor foi ?É Proibido Fumar?, que está entre os inscritos no MinC]. Para o Oscar, é preciso passar o filme que talvez tenha mais chance.? Nesse sentido, o nome do diretor influiria ? ele cita cineastas conhecidos, como Bruno Barreto e Hector Babenco ?, assim como temas com maior apelo junto ao público norte-americano. ?Qualquer filme que fosse mandado para lá teria qualidades para concorrer. Outra coisa é analisar quais são os filmes brasileiros escolhidos nos outros anos, com que frequência determinados filmes são vencedores, qual é o tema, o que está acontecendo no mundo nesse momento, qual é preocupação maior atual, qual deles teria mais condições do que o eleito no ano anterior. São muitas variáveis, discutidas numa comissão de nove pessoas.? Os dois últimos longas-metragens eleitos para representar o Brasil no Oscar foram Ônibus 174, de Bruno Barreto, e Salve Geral, de Sérgio Rezende. Ambos retratam a violência urbana no país, assim como nosso maior fenômeno de público no mercado internacional, Cidade de Deus. Para Farias, não faz sentido afirmar que essas escolhas reforçam uma imagem negativa do país no exterior ? segundo ele, isso é algo ?ultrapassado?. ?Essa preocupação das pessoas é um negócio quase fascista. O Brasil é um país soberano, tem sua importância no cenário mundial. Um país adulto encara seus problemas, é uma prova de capacidade.? Voto dos internautas não deve influir Outra novidade deste ano é que o MinC decidiu realizar uma votação paralela em seu site para os internautas darem sua opinião de qual filme deveria representar o Brasil no Oscar 2011. O vencedor será submetido à comissão como um ?olhar da sociedade sobre o cinema brasileiro?, mas a decisão final cabe aos especialistas. ?Um filme que vence uma enquete popular, sendo ele selecionado para concorrer ao Oscar ou não, já é um vencedor?, justifica a assessoria do MinC. Para o presidente da Academia Brasileira, a ideia da enquete reflete um período de ?transição?. ?O MinC ainda não assimilou completamente a ideia de que a escolha de um filme para competir em um festival internacional não tem nada a ver com o governo?, sustenta. ?Os profissionais que conhecem as tendências, o que está se fazendo no mundo, são muito mais aparelhados para fazer essa escolha do que envolver todo o povo brasileiro. As pessoas votam segundo preferências pessoais, e não analisando qual é o filme que teria mais possibilidades de ganhar o Oscar.? Até segunda-feira, quando a enquete ainda estava ativa, ?Nosso Lar? era o líder isolado, com 72% dos votos ? a campanha para o filme envolveu até um banner no site da Federação Espírita Brasileira. Farias considera o longa baseado no livro de Chico Xavier ?interessante? e que a votação vai ajudar a compreender o que pensa a maioria da população, só isso. ?A gente vai ver [o resultado], mas duvido muito que isso levado em conta pelos membros.? A comissão é composta por Cássio Starling Carlos, Clélia Bessa, Elisa Tolomelli, Frederico Hermann Barbosa Maia, Jean Claude Bernardet, Leon Kakoff, Márcia Lellis de Souza Amaral, Mariza Leão e o próprio Roberto Farias. O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar 2011 vai disputar com outros de mais de 95 países a chance de estar entre os cinco finalistas na categoria de melhor filme em língua estrangeira. A lista dos indicados será divulgada no dia 25 de janeiro. A cerimônia de premiação, por sua vez, acontece em 27 de fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles. Na sua opinião, quem deveria representar o Brasil no Oscar? A enquete ao lado conta com os campeões atuais de bilheteria em 2010. Vote no seu preferido e veja abaixo a lista completa de filmes que se inscreveram em busca da indicação: "As Melhores Coisas do Mundo", de Laís Bodanzky
"A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor
"Antes que o Mundo Acabe", de Ana Luiza Azevedo
"Bróder", de Jeferson De
"Carregadoras de Sonhos", de Deivison Fiuza
"Cabeça a Prêmio", de Marco Ricca
"Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos", direção coletiva
"Chico Xavier", de Daniel Filho
"É Proibido Fumar", de Anna Muylaert
"Em Teu Nome", de Paulo Sacramento
"Hotel Atlântico", de Suzana Amaral
"Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto
"Nosso Lar", de Wagner de Assis
"Olhos Azuis", José Joffily
"Ouro Negro", de Isa Albuquerque
"O Bem Amado", de Guel Arraes
"O Grão", de Petrus Cariry
"Os Inquilinos", Sérgio Bianchi
"Os Famosos e os Duendes da Morte", de Esmir Filho
"Quincas Berro D?água", de Sérgio Machado
"Reflexões de um Liquidificador", de André Klotzel
"Sonhos Roubados", de Sandra Werneck
"Utopia e Barbárie", de Silvio Tendler
22/09/2010 11:00 AM
Agência Estado Já é tradição. Todos os anos, o Porto Alegre em Cena ? festival de teatro da capital gaúcha ? elege alguns dos grandes nomes da cena internacional para coroar sua programação. Em sua 17ª edição não foi diferente. Os espetáculos de Peter Brook e do lituano Eimuntas Nekrosius ? dois dos maiores diretores em atividade hoje no mundo ? cumpriram essa função e brilharam na grade da mostra, que começou dia 8 e se estende até segunda. Mas não é apenas com grifes que Luciano Alabarse, coordenador-geral do festival, montou a seleção deste POA em Cena. É justamente nos países vizinhos ? Uruguai e Argentina ? que ele encontrou a representação mais numerosa de sua seleta internacional. A eleição de cinco montagens portenhas e cinco uruguaias dá sinais de que Porto Alegre se mantém firme em seu propósito de dialogar com a América Latina. No geral, o festival cumpriu a função de trazer ao País boas peças que raramente cruzam a fronteira. Foi o caso de "Los Padres Terribles", saudada como uma das melhores encenações de Montevidéu no ano passado, e de "Por Tu Padre", versão argentina para o texto de Dib Carneiro Neto, editor do Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo. No Brasil, onde foi montada como "Adivinhe Quem Vem para Rezar", em 2005, a peça teve Paulo Autran desdobrando-se em três personagens. Nesta adaptação vinda de Buenos Aires, quem ocupa esse posto é o veterano Federico Luppi, que se revelou como o maior acerto da versão dirigida por Miguel Cavia. Na ala nacional, a curadoria também se manteve coerente em sua proposta de apresentar um panorama que extrapole o eixo Rio-São Paulo, convocando trabalhos do Nordeste, de Minas e do Paraná. Quem chamou a atenção, no entanto, foi a delegação carioca, que apresentou duas competentes leituras de textos contemporâneos franceses: "A Inquietude", de Valère Novarina, e "A Solidão nos Campos de Algodão", de Bernard-Marie Koltès, que surgiu em provocativa montagem de Caco Ciocler. Desconhecido das plateias brasileiras, o lituano Eimuntas Nekrosius é velho conhecido do público de Porto Alegre, que já tem o hábito de esperar com ansiedade por suas criações. Neste ano, surpreendeu sua grandiloquente transposição do romance de Dostoiévski, "O Idiota". Pontuado por imagens de grande carga simbólica, o espetáculo soube atravessar as passagens folhetinescas da história sem escamotear seus embates filosóficos. Os atores também conseguiram dosar a força do texto com um preciso trabalho físico, transferindo para o corpo muitas das intenções que não ousam ser verbalizadas. A programação completa está disponível no site oficial.
22/09/2010 10:13 AM
iG São Paulo Vocalista do grupo norte-americano Scissor Sister, Ana Matronic é autora de uma das histórias publicadas em "CBGB: The Comic Book #2", segunda edição da minissérie em quadrinhos que conta histórias sobre o clube de rock de Nova York CBGB, local em que nasceram bandas como Ramones, Television e Blondie. Veja abaixo algumas páginas de "CBGB: The Comic Book #2":
21/09/2010 05:34 PM
iG São Paulo Está marcado para o dia 28 de setembro o lançamento de Le Noise, 34º álbum de estúdio de Neil Young. O disco, que sucede Fork in the Road, de 2009, foi gravado sozinho pelo guitarrista em uma mansão de Los Angeles, sem o acompanhamento de sua banda habitual, a Crazy Horse. A produção, que privilegia loops e efeitos eletrônicos, coube a Daniel Lanois, conhecido por seus trabalhos com o U2. A música "Angry World" ganhou um primeiro vídeo, seguida por "Hitchhiker". São oito faixas no total. O lançamento do álbum nos Estados Unidos está previsto para o próximo dia 28, em edição simples e de luxo, com DVD bônus.Uma versão em Blu-ray estará disponível um mês depois. O disco vazou na internet no último final de semana e já pode ser encontrado facilmente. Assista ao clipe de "Angry World":
21/09/2010 05:33 PM
AE Foto: Divulgação Deixe de lado a contagem regressiva para os próximos festivais e sua enxurrada de grandes nomes americanos à frente da lista de atrações. Ao menos nesta semana, o inglês não estará em voga. Para quem não tem vergonha de arranhar no portunhol, começa hoje à noite, no Jockey Club, o Festival Telefônica Sonidos, que mistura artistas brasileiros e expoentes da música latina. Em dois palcos, ícones da nova geração da MPB dividem a cena com hermanos ilustres em encontros que unem samba, jazz, rock, rap, reggaeton e até pop. De um lado, Maria Gadú faz melodia com o argentino Pedro Aznar. De outro, Ana Cañas e Nando Reis recebem o ídolo portenho Fito Paez. Consagrado mundialmente, o músico cubano Pablo Milanés se apresenta com a cantora Maria Rita. Já Ana Carolina mede vocais com a italiana Chiara Civello. O festival apresenta também ícones pop, como o rapper Pitbull - nascido em Miami, é certo, mas filho de cubanos -, dono dos hits dançantes "You Know You Want Me" e "Hotel Room Service", além dos porto-riquenhos do Calle 13, que se encontram com a percussão marcada do Monobloco. Até Boyband tem vez no Sonidos. Maior surpresa do pop rock espanhol, os rapazes do El Canto Del Loco sobem ao palco com o Capital Inicial. Quem abraçou a iniciativa foi a Day 1 Entertainment, braço da Sony Music Brasil que promove eventos. "O Brasil ainda é uma ilha isolada do resto do continente quando se fala em música latina. É uma frustração constante dos artistas. Este é o primeiro passo para formar uma plataforma de mercado", diz Alexandre Schiavo, presidente da Sony e idealizador do festival. "Nas rádios, 80% do que toca é em inglês. Só 1% é música latina. A meta é estabelecer o festival no calendário e, depois, levá-lo a outros países". Telefônica Sonidos - Festival Mundo Latino. De hoje e sábado. Jockey Club de São Paulo (Av. Lineu de Paula Machado, 1.263). Tel. (011) 4003-1212. Ingr.: R$ 80 a R$ 180. www.ingressorapido.com.br
21/09/2010 02:50 PM
EFE Foto: Getty Images O cantor britânico Seal lança nesta terça-feira seu sexto álbum de estúdio, Commitment, o "mais consistente" e o que contém "as melhores canções" de sua carreira, influenciada por seu casamento com a modelo alemã Heidi Klum, disse o artista em entrevista à Efe. Em Seal 6: Commitment o cantor volta a mostrar sua inconfundível voz em temas românticos como "Secret", o primeiro single. E a inspiração vem de sua própria família. "Cada nota que canto nasce deles", declarou Seal, pai de quatro filhos com a modelo, com quem gravou um clipe que promete imagens picantes. "Há muito a ver e pouco a dizer", admitiu o artista entre risadas. "Nós dois escolhemos fazê-lo. Foi um desses momentos nos quais você está inspirado. Sentimos que reflete o que somos e estamos orgulhosos de nosso amor e dos frutos de nossa relação, nossos quatro preciosos filhos", acrescentou. O primeiro filho da relação nasceu em 2005, o segundo em 2006 e o terceiro em outubro do ano passado. A alemã teve uma menina com o empresário italiano Flavio Briatore em 2004, embora sua figura paterna seja o próprio cantor. "Representamos todas as coisas que buscamos o um no outro. Ao redor do meu casamento há barulho, mas dentro desse círculo só há paz. O clipe é uma celebração de tudo isso", resumiu.
21/09/2010 12:09 PM
Agência Estado Foto: Divulgação Ao completar dois anos de falência este mês, o Lehman Brothers, que foi um dos maiores bancos de investimento do mundo, se destaca em outro mercado, o de arte, no qual parece ter tido mais faro do que para as subprimes que o quebraram. Para pagar parte da dívida da instituição com credores, perto de 900 obras de arte e outros objetos que decoraram os escritórios nos Estados Unidos e na Europa vão à venda em três casas de leilões. No dia 25, a Sotheby's de Nova York leiloa 147 lotes com cerca de 400 peças da coleção de obras do pós-guerra e contemporâneas que o Lehman possuía nos EUA, avaliadas entre US$ 10 milhões e US$ 13 milhões. No dia 29, a Christie's de Londres oferece 300 lotes com itens vindos das instalações do banco na Europa. Ali há desde pinturas de Lucian Freud e Gary Hume, coleções de gravuras, caixas, tinteiros e livros antigos, a pequenos objetos como a placa que celebrou a inauguração da sede europeia do banco em 2004, pelo então ministro das Finanças da Inglaterra Tony Brown. A estimativa é de se levantar com eles no mínimo dois milhões de libras (cerca de US$ 3 milhões). Outro leilão de arte contemporânea do Lehman vai ser feito em 7 de novembro pela Freeman?s, em Filadélfia (EUA), que espera captar entre US$ 250 mil e US$ 300 mil. Entre as peças que serão leiloadas, a arte contemporânea brasileira está representada por trabalhos de Sebastião Salgado, Vik Muniz e Valeska Soares.
21/09/2010 11:37 AM
Agência Estado Foto: Divulgação Decorridos 37 anos de sua morte ? em 1973, aos 78 anos ?, John Ford permanece como um dos grandes diretores de Hollywood. A partir de quarta-feira (21), Ford ganha uma homenagem do Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, que promove uma retrospectiva ? com 36 longas e um curta, quase todos projetados em 35mm. A exceção é justamente o único filme que não é de Ford, mas sobre ele ? o documentário Directed by John Ford, de Peter Bogdanovich, em DVD. Completam o evento um curso sobre o artista e um livro/catálogo sobre sua vida e obra. Quatro vezes vencedor do Oscar de direção, um recorde ? por O Delator, Como Era Verde Meu Vale, Vinhas da Ira e Depois do Vendaval, em 1935, 40, 41 e 52 ?, Ford nunca foi premiado por seus westerns, mas certa vez, ele próprio, querendo se definir perante seus colegas cineastas, disse que fazia faroestes. Ao longo de mais de 40 anos, desde o período silencioso e até Sete Mulheres, seu último longa, de 1966, ele fez do seu cinema uma síntese da "América", refletindo sobre os mitos fundadores de seu país. Abraham Lincoln foi sempre uma inspiração, mas Ford foi, principalmente, o diretor dos desenraizados, contando epopeias de grupos ? colonos, índios, religiosos, etc. Isso lhe valeu a alcunha de Homero de Hollywood, mas o curioso é que o autor que tanto se interessou pelo "coletivo" fez da saga de um solitário ? o Ethan Edwards de Rastros de Ódio (The Searchers), de 1956 ? o mais belo de seus filmes, sua obra-prima. Não deixe de ver Nas Águas do Rio (1935). Feito no mesmo ano de O Delator, o longa com Will Rogers é um dos filmes que melhor expressam o amor de Ford por seu país ? o médico charlatão e seu barco são inesquecíveis. No Tempo das Diligências (1939). Transposição de Bola de Sebo, de Maupassant, para o Oeste, foi o primeiro Ford em Monument Valley. O mundo cabe numa diligência e até Welles dizia que saíram daqui as pesquisas de cenário de Cidadão Kane. A Mocidade de Lincoln (1939). A transformação do jovem Lincoln no ícone da democracia norte-americana ou de como um jovem advogado descobre sua vocação política num tribunal. A parceria com Henry Fonda produziu belíssimos filmes. O Homem Que Matou o Facínora (1962). A morte de Wayne é o ponto de partida para essa sombria desmistificação das lendas do western, que termina com um velho chorando. Serviço ? Mostra John Ford em São Paulo
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Ingressos: R$ 4
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
Programação completa no site oficial
21/09/2010 10:43 AM
AFP A atriz americana Julia Roberts recebeu, ontem, o prêmio Donostia pelo conjunto da obra do Festival de San Sebastián (norte da Espanha), das mãos do ator espanhol Javier Bardem, seu par romântico em Comer, Rezar, Amar, último trabalho da estrela de Hollywood, apresentado na cidade basca. Roberts é "uma atriz extraordinária" por sua "versatilidade": "encarar todos os gêneros sem nenhum esforço é sua marca pessoal", "tem a capacidade de transitar por todo tipo de emoções" e é "corajosa, arriscada, criativa e generosa", derreteu-se Bardem em uma festa de gala no palácio do Kursaal, antes de entregar o prêmio a Roberts, de 42 anos. "Muito obrigada, de todo coração", disse emocionada, e em espanhol, a atriz, ganhadora do Oscar em 2001 com Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento. "Vejo tudo isto e vejo uma garota feliz, que mulher mais feliz tenho sido na minha vida", disse dentro de um elegante vestido azul, após a exibição de um vídeo com resumo de seus filmes. O filme Comer, Rezar, Amar é protagonizado por Roberts e Bardem, e foi apresentado esta segunda-feira em San Sebastián. "Foi realmente uma experiência que mudou a minha vida", disse a estrela. "Fiz o trabalho mais difícil da década e amigos para toda a vida, como Javier", afirmou a protagonista de Uma Linda Mulher. Comer, Rezar, Amar, baseado em livro homônimo e autobiográfico, conta as aventuras de Liz Gilbert, uma escritora nova-iorquina insatisfeita com a vida, que se lança numa viagem transformadora que a leva a Itália, Índia e Bali. O longa foi apresentado em San Sebastián dentro da seção oficial, mas em caráter "hors concours", e em breve estreará nos cinemas espanhóis.
21/09/2010 09:14 AM
Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro Foto: Divulgação Contrariando a máxima de que até Coca-Cola precisa de comercial para continuar vendendo, Legião Urbana aposta seu marketing na força de canções que continuam a conquistar os jovens, identificados com os versos de autoria de Renato Russo. Uma pesquisa recentemente divulgada pela Ovi by Nokia, marca de serviços para internet, aponta que o grupo nacional campeão de downloads no País é ele, o Legião Urbana. O grupo, também integrado por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, se desfez em 1996, com a morte do vocalista e seu principal compositor, Renato Russo, vitimado pela Aids. Ou seja, o Legião não chegou a pegar a fase da popularização da internet enquanto esteve no auge do sucesso. Mas se perpetuou com a geração seguinte. Catorze anos após a morte do poeta e mentor do Legião, as canções permanecem embalando a juventude, como hinos de protesto ou de romances. Os discos do grupo, que fez seu primeiro show em 1982, ainda estão entre os mais vendidos em sua gravadora, a Emi Music, e suas músicas continuam configurando em listas das mais executadas nas rádios brasileiras. De acordo com dados fornecidos pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), durante o ano de 2009, entre os autores que mais arrecadaram com execução pública de suas obras, Renato Russo ocupa a 43ª. posição, à frente de nomes como Seu Jorge e o também já falecido Dorival Caymmi. Segundo Luiz Garcia, gerente de marketing da gravadora responsável pela comercialização do grupo, o Legião vende cerca de 20 mil cópias por mês, entre todos os produtos do catálogo da marca. O que é um feito e tanto, em um mercado fonográfico cada vez mais diminuto devido à pirataria e ao comércio de músicas online. Para tanto, nem é preciso uma ação de marketing forte. ?É mais fácil vender o Legião do que qualquer outro. De vez em quando fazemos campanha de preço, dispondo de três CD?s a preço de dois. Mas nem precisa tanto. Entre artistas que já não produzem inéditas, só os comparo aos Beatles, que também vendem sem precisar de esforço?, afirma. Relançamentos e novidades De carona neste interesse permanente do público, incluindo aí os jovens - que não chegaram a conhecer Renato em vida -, a gravadora pretende lançar na segunda quinzena de outubro dois grandes projetos. O primeiro deles é o relançamento dos oito discos de estúdio da banda, que também serão comercializados em uma caixa branca, em formato de luxo ? como foi feito com a discografia dos Beatles. O segundo ?presente? que os fãs do Legião aguardam para o mesmo mês é a chegada ao mercado dos vinis. ?Os dois últimos trabalhos deles já haviam sido lançados apenas em formato compact disk. Vamos relançar tudo em LP, que é um produto muito bonito. Tem gente que nem tem toca-discos em casa, mas compra LP pelo valor simbólico, como decoração mesmo?, diz o gerente de marketing da gravadora. Estão de fora do projeto as coletâneas, discos ao vivo e o mais vendido até hoje, o Acústico MTV (com 1,5 milhão de cópias), de 1999. Os vinis ainda não têm preço estimado, mas devem custar bem mais do que R$ 50, pelo alto custo de produzi-los atualmente. Manterão a foto original da capa, mas vão trazer textos inéditos, fotos e uma gramatura de 180 graus, bem maior do que os modelos antigos, o que imprimirá maior qualidade sonora. "Faroeste Caboclo" Dois filmes estão sendo produzidos. Um deles, ?Somos tão jovens?, contará a formação da banda, no começo dos anos oitenta, em Brasília, até o primeiro show já como o Legião Urbana. Sob direção de Antonio Carlos Fontoura, o elenco ainda está sendo escolhido. Para o papel de Renato, dois atores foram cogitados: Thiago Mendonça, que fez o sertanejo Luciano em ?2 Filhos de Francisco?, e Caio Blat. O outro longa é do brasiliense René Sampaio, e pretende narrar as aventuras de João de Santo Cristo, segundo a letra ?Faroeste Caboclo?, uma das mais marcantes do rock nacional, com quase dez minutos de duração e nenhum verso repetido. Esta produção já se arrasta há quase cinco anos, devido a dificuldades de acordos entre o filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, com os integrantes da banda. Ambos os filmes ainda não têm data prevista para estreia. Quem está cuidando da produção da trilha sonora é Giuliano. Agora que completou 21 anos, ele tomou à frente dos negócios envolvendo o nome de seu pai. ?Temos que tomar mais cuidado com a parte ideológica do Legião, pensar em fazer coisas legais para os fãs. Renato já falava que os fãs é que são o verdadeiro Legião Urbana. Qualquer lançamento neste sentido não deve ser pensado primeiramente no lucro?, afirma. Uma ?legião? de meio milhão E a banda também chegou à era digital. O site oficial, mantido pela gravadora, possibilita que todas as músicas sejam baixadas mediante pagamento. O internauta tem à disposição histórias, clipes e fotos. No site de relacionamentos Orkut, a comunidade ?Legião Urbana? tem quase 540 mil seguidores, além de diversas outras sempre com mais de 20 mil integrantes cada. Se depender do fôlego que a banda mantém, a ?geração Coca-Cola? ainda tem muito a dizer. 
21/09/2010 06:00 AM
Valmir Moratelli, enviado a Brasília (DF) Foto: Felipe Bryan Sampaio As músicas do Legião Urbana são como hinos que embalam os sonhos e temores da juventude. Mas para Giuliano Manfredini, elas representam também um pouco de sua história familiar. Este jovem de 21 anos é o único herdeiro do líder do Legião Urbana, banda que chegou ao fim em 1996, com a morte de Renato Russo, mas que ainda hoje está presente no gosto dos jovens ? de todas as idades. Giuliano mora com a avó paterna em um luxuoso condomínio no Lago Sul. A mesma cidade que um dia ouviu os primeiros acordes da música-protesto ?Que País É Esse?. Cercado de todo o conforto e segurança, tem três carros na garagem. No jardim, logo atrás de uma ampla piscina, ele projetou o desenho de um violão (símbolo da banda) à sombra de um roseiral. O mesmo violão também está tatuado no seu braço. Próximo à Esplanada dos Ministérios, Giuliano mantém o escritório da sua produtora, a Mundano, que gerencia novas bandas. Até agora era a avó ? que ele chama de mãe ? quem administrava os direitos autorais que envolvem Renato. A par de toda a magnitude financeira que a obra de seu pai abrange, Giuliano está começando a tomar a frente dos negócios. ?Só não me peça para cantar, que não levo jeito. Já tentei e não deu certo. Gosto é de ficar nos bastidores?, diz. Pais e Filhos A reportagem do iG acompanhou um dia na vida do único filho que Renato deixou. Fruto do relacionamento que o cantor teve com uma fã, Raphaela Bueno, Giuliano tinha apenas 7 anos quando seu pai morreu, vítima de complicações decorrentes da Aids. Raphaela morreu logo depois de dar à luz, em um acidente de carro. De voz grave, do alto de seu 1,90m de altura, Giuliano fala sobre tudo. Surpreende pela naturalidade com que lida com assuntos polêmicos, que também permearam a vida de seu pai. Como relacionamentos com ?meninos e meninas?: ?Todo ser humano é bissexual. Eu já tive experiências com homens. Não tenho vergonha de falar essas coisas. Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado para saber que não gosta daquilo?. Ou sobre o uso de drogas: ?Gosto de ir uma vez por ano a Amsterdã (cidade europeia onde elas são legalizadas)?. A entrevista começou na gravadora, onde o encontro foi marcado. Mas como o local está passando por obras estruturais e não tem energia elétrica no momento, a equipe seguiu para sua casa, cerca de vinte minutos dali. Antes, uma parada na Catedral Metropolitana de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer. ?Não tenho religião. Acredito em Deus, mas não sigo nenhuma crença?, diz o jovem que, antes mesmo de nascer, já era cantado na letra ?Pais e Filhos? (?Meu filho vai ter nome de santo/ Quero o nome mais bonito...?). No caminho até sua casa, ele coloca o DVD Acústico MTV do grupo do pai no aparelho do carro. É com a voz de Renato ao fundo, cantando ?On the Way Home/ Rise?, que Giuliano vai falando da força que o Legião mantém no imaginário popular: ?As músicas passam ideia de sinceridade. Todo mundo já teve um momento que se identificou com uma letra?, afirma. Giuliano diz que seus amigos são poucos. No site de relacionamentos Facebook, tem cerca de 600 seguidores. ?Não abro minha casa para muitos?, diz. Sentado num sofá decorado com almofadas que estampam a foto do pai, envolto por paredes decoradas com discos de ouro e platina conquistados pela banda, além de fotos, bonecos e homenagens ao Legião, Giuliano fala por horas da sua relação com a música e de como encara as artimanhas da vida. A seguir, um pouco do jovem que tem como desafio preservar o legado de Renato Russo: iG: Você começa a tomar conta do espólio do seu pai. Consegue explicar de onde vem o interesse permanente dos jovens pela banda? iG: Você mantém contato com os outros integrantes do Legião? iG: Quem não gosta do Legião costuma afirmar que Renato fazia músicas depressivas. Concorda com esta crítica? iG: Você é ateu? iG: O que você herdou da personalidade dele? iG: O que você faz? Como é o seu trabalho? iG: Seu pai fez algumas letras bastante políticas. Você se interessa pelo assunto? iG: Por quê? iG: Praticamente todo adolescente gosta de ouvir Legião Urbana. Isso te facilitou fazer muitos amigos? iG: Como eram estas agressões? iG: Você entendeu desde o começo o que significava o fato do seu pai ser gay? iG: Você já teve alguma relação homossexual? iG: E sofreu preconceito por isso? iG: Você deu uma declaração certa vez chamando seu pai de ?idiota? por ter usado drogas. Você nunca experimentou? iG: Como você trata esses assuntos em casa? iG: Quais são as lembranças do contato que teve com Renato? iG: Você não chegou a conhecer sua mãe (que morreu num acidente de carro) e foi criado pela avó paterna. Como é esta relação familiar? iG: Que futuro projeta para a lembrança do que representou o Legião? 
GIULIANO: Em primeiro lugar, a sinceridade do meu pai de correr atrás do que sempre sonhou. Não adiantava nada ele ser um gênio se não corresse atrás do que acreditava. Legião toca nas pessoas. Se você ganha um chute na bunda de uma garota, a música do meu pai vai te dar uma mensagem. ?Índios?, ?Daniel na Cova dos Leões?, ?Tempo Perdido?... Todo mundo já teve um momento que se identificou com uma letra. Mas ele não era um deus, era um homem comum.
GIULIANO: Não tenho contato direto com eles. Não falo sobre isso, porque já houve brigas. Eu detenho o direito sobre o nome Legião Urbana, sou o verdadeiro herdeiro da banda. Existe uma questão delicada, mais que isso prefiro não falar.
GIULIANO: Schopenhauer (Arthur Schopenhauer, filósofo alemão) falava que se você for analisar o mundo, isso aqui é um lugar ruim. O que meu pai queria dizer é que, por termos poucos momentos bons na vida, visto que felicidade é momentânea, somos todos tristes. Estes raros momentos são a força para seguir em frente.
GIULIANO: Não. Meu pai era católico, mas fazia seu próprio catolicismo. Sou um pouco assim. Criei minha religião. Meu pai é a pessoa mais presente na minha vida. Sou sensitivo. Ele faz parte da minha consciência.
GIULIANO: A força de vontade. Não entenda como preconceito, mas eu poderia ser funcionário público, como tantos querem na vida. Trabalhar pouco, ganhar muito, ter uma vida pacata... Tem muita gente que não tem sonho. Brasília é muito assim, de gente morgada, apática. Não preciso trabalhar para sobreviver. Trabalho porque quero, porque gosto.
GIULIANO: Minha produtora, a Mundano, trabalha novos artistas. Em março faremos um festival de música em Brasília. Estamos produzindo uma peça, que ainda não posso falar, além da trilha sonora dos dois filmes sobre o Legião (?Faroeste Caboclo? e ?Somos Tão jovens?). Eu é quem escolho as músicas que vão entrar na trilha. O pitaco é meu.
GIULIANO: Não sou aquele que sabe o nome de todos os políticos, mas tenho opinião formada. Sou neutro em relação à política. Desculpe falar assim, mas a eleição desse ano virou uma grande palhaçada.
GIULIANO: Pelos candidatos... O brasileiro está descrente com o País. Não acredito em lados, em direita ou esquerda, mas em interesses. Por isso não voto. Será a segunda eleição que posso votar, mas prefiro justificar. Ninguém vota mais por ideologia.
GIULIANO: Não, conto nos dedos os meus amigos. Sofria muito preconceito na fase escolar, porque era filho dele. Tenho orgulho do meu pai, e isso era confundido com exibição. Adorava falar empolgado dos novos trabalhos do Legião. Os garotos tinham prazer em me excluir. Eram agressões verbais diárias.
GIULIANO: A partir do momento que entrei no colégio e ouvi dos colegas que meu pai era ?bicha?, para você ver como eles eram escrotos, passei a entender o que isso significa. Admitir que era homossexual naquela época é mais um motivo para vê-lo como herói. Tem que ser muito macho para falar ?eu sou gay?.
GIULIANO: Não existe ninguém homossexual de fato. Todo ser humano é bissexual. Se não tivesse nenhuma convenção social seríamos todos bissexuais assumidos. Meu pai não via diferença em amar as pessoas.
GIULIANO: Eu já tive experiências com homens. Mas hoje sou heterossexual. Estou apaixonado por uma garota do Rio. Não tenho vergonha de falar essas coisas. Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado para saber que não gosta daquilo. É como o cara que fala que não gosta de maconha, sem nunca ter usado. Pode falar que é contra, mas não pode falar que não gosta.
GIULIANO: Nunca namorei homens a sério, era mais pegação, zoação mesmo, em boates. Preconceito, claro que rola. Mas é coisa minha, ninguém tem que se envolver com isso. E se você não quiser mais ser meu amigo só porque eu beijei um homem, você é um medíocre. Experimentei sim, foi uma experiência boa. Mas não levo esses detalhes adiante. Se um filho meu falar que é gay, vou falar ?que bom?.
GIULIANO: Falei uma vez isso numa entrevista, me arrependo muito dessa declaração. Usa quem quer, não acho errado usar. É cultural dos jovens transgredir as regras. Coloca aí que vou uma vez por ano a Amsterdã.
GIULIANO: Minha mãe pergunta, falo com ela, na boa. Falo que já experimentei. Não tem problema, temos diálogo em casa.
GIULIANO: Convivi com ele até os 7 anos. Fernando Pessoa dizia que a importância das coisas não está na duração, mas na intensidade. Meu pai era uma pessoa muito intensa, assim como eu. Passava os dias com ele, em seu apartamento. Chegamos a fazer uma viagem a Nova York, quando fiz 5 anos. Ele me encheu de brinquedos.
GIULIANO: Desde que minha mãe morreu, quando eu era recém-nascido, a guarda ficou com minha avó. Cresci chamando-a de mãe. Todo jovem tem seus momentos de curtição, farra. Mas também sou família. Tenho o maior orgulho de tê-la ao meu lado.
GIULIANO: Legião tem força para muito mais. Quero estar aqui daqui a dez anos escutando e vibrando com cada uma das músicas do meu pai. Vou tomar conta de tudo. O mais importante não é lucrar com tudo isso, mas manter a ideologia de suas canções viva na memória das pessoas, de quem não conheceu e de quem ainda vai ouvi-las. Ainda temos muita coisa inédita para um dia, quem sabe.
21/09/2010 06:00 AM


