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Corrente do bem ajuda a comercializar produtos sustentáveis de comunidades carentes

O Rio de Janeiro tem muitos motivos para ser a cidade linda e maravilhosa que todos gostamos, mas uma das mais novas razões para isso é a Rede Asta, primeiro modelo de venda direta de produtos inclusivos do Brasil com o objetivo de gerar renda e capacitar as comunidades carentes do estado para sua inserção no mercado de trabalho, no comércio certo e justo.

Nascida há três anos como um dos projetos do Instituto Realice, seu maior desafio foi visitar, diagnosticar e identificar o potencial de cada grupo produtivo em toda região do Grande Rio.

Hoje, já são 32 grupos, com mais de 600 artesãos, que desenvolvem produtos exclusivos criados a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava, fibra de bananeira, retalhos e jornal, obtidos a partir da otimização de recursos, da reciclagem e do reaproveitamento.

O projeto contribui para o escoamento dessa produção e para a geração de renda desses artesãos ao uni-los a grupos de revendedores autônomos que, munidos de um catálogo, chegam aos consumidores finais.

O mais inteligente é o modelo de venda desenvolvido, parecido com o das grandes redes de cosméticos. As conselheiras vendem não só os produtos e sim o que eles trazem como valor agregado: a possibilidade de se gerar sustentabilidade através de uma justa distribuição de renda e um consumo consciente.

Do preço final do produto, 22% fica com a vendedora, 50% é pago aos artesãos e 28% vai para a administração do projeto e realização das atividades necessárias para dar continuidade.

?O que propomos é um jeito novo de fazer negócios, valorizando sempre o trabalho dos produtores e, claro, a escolha dos consumidores. Assim, é lançada uma ?corrente do bem? e o marketing boca-a-boca cria capilaridade e espalha, gradativamente, a notícia de que todos nós podemos sim fazer algo para mudar?, nos conta Alice Freitas, coordenadora do projeto.

Atualmente, a Asta conta com cerca de 250 conselheiras que também podem participar de programas de treinamento de contabilidade e precificação, entre outros.

Para integrar a Rede Asta é preciso que o grupo tenha, no mínimo, três integrantes, estar localizado em comunidade de baixo poder aquisitivo, ter produto com potencial de mercado e capacidade produtiva de pelo menos 200 peças por mês.


Serviço:
Rede Asta
Rua Sargento Pinto de Oliveira, 84 ? Ramos
Rio de Janeiro (RJ)
Tels: (21) 3976-3159 / (21) 2560-5356


 

 

 

 

Bruno Folli, iG São Paulo

Procura por tratamento especializado para os filhos obriga famílias a passarem meses longe de casa

Foto: Bruno Folli/iG São Paulo

Ivan Gabriel Pereira de Souza tem apenas 6 anos, mas já passou por duas grandes cirurgias do coração. Uma de suas válvulas tem defeito de nascença e precisou ser trocada quando ele tinha somente 8 meses.

A criança tem estenose aórtica congênita. ?É um problema sem cura, que requer novas operações a cada cinco ou seis anos?, explica Gláucio Furlanetto, cirurgião cardíaco pediátrico do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo.

Essa luta pela vida não é feita apenas dentro de hospitais, mas também nas longas viagens que a criança precisa enfrentar a cada seis meses, em média, para obter acompanhamento médico e realizar as cirurgias.

Ivan mora em Mandaguari, no interior do Paraná, mas lá não existem centros cirúrgicos adequados para seu caso. ?A gente até faz alguns exames por lá (no Paraná), mas depois traz para os médicos daqui (de São Paulo) analisarem?, explica a mãe, Andressa Karen Pereira, de 20 anos.

Assim como Ivan, pouco mais de 760 crianças passaram por cirurgias cardíacas no Hospital Beneficência Portuguesa, só em 2009.

?A cirurgia cardíaca pediátrica é algo muito recente?, afirma Furlanetto. Por isso, explica ele, ainda é preciso que os pacientes viajem tanto para serem tratados.

Sem ter onde ficar

Diferente dos pacientes internacionais, que geralmente economizam dinheiro ao se tratar em São Paulo, os migrantes do coração precisam gastar tudo o que têm e um pouco mais.

?Meu marido pediu dinheiro emprestado para a passagem de avião?, conta Lilian Andressa de Lima Neves, de 21 anos. Moradora de São José do Egito, cidade a oito horas de Recife, em Pernambuco, a jovem teve que lutar contra o tempo e contra as dificuldades financeiras para salvar a filha, Mikaelly Eloíza de Santos, de 6 meses.

A menina nasceu com um problema na comunicação entre os ventrículos, espécie de câmara interna do coração responsável por bombear o sangue. ?Ela não ganhava peso, estava sempre cansada e tinha barriga de cachorrinho (ofegava)?, recorda a mãe.

O pai, entregador de frutas para feiras e mercados, só conseguiu dinheiro emprestado para a viagem, mas não tinha como custear a estadia da mulher em São Paulo. ?Fiquei na casa de uma tia, mas é chato ficar de favor na casa dos outros?, comenta Lilian.

Agora, ela tem ficado o máximo possível dentro do hospital. ?Fico perto da minha filha, ajudo no que for preciso e percebo que ela fica mais tranquila ao meu lado?, afirma.

Casa de apoio

Outra opção para famílias com poucos recursos financeiros são as acomodações da ACTC (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração).

A entidade tem parceria com alguns hospitais e firmou recente acordo com o Hospital Beneficência Portuguesa, de onde são encaminhados pacientes e acompanhantes. Eles permanecem na entidade por alguns dias, antes ou depois da internação da criança, enquanto são realizados exames ou quando é feito o acompanhamento médico. Isso ajuda a viabilizar as etapas complementares do tratamento.

Urgência no atendimento

?Quanto mais complexa for a doença do coração na criança, mais cedo tem que operar?, explica Furlanetto. O problema de Mikaelly está entre os mais frequentes. Ele prejudica o fluxo sanguíneo no organismo da criança.

Outro problema constante é a transposição das grandes artérias, defeito congênito no qual as principais artérias do coração, a aorta e a artéria pulmonar, são imperfeitas. Há ainda a hipoplasia do coração esquerdo, grupo de anomalias que prejudicam o desenvolvimento do lado esquerdo do coração.

?Estima-se que 8 mil crianças sejam operadas no país por problemas do coração, sendo que a grande maioria é operada antes do primeiro ano de vida?, afirma o cirurgião.

Da Redação, iG São Paulo

Três maquiadores apontam as novidades e ensinam como usar o look

Foto: Getty Images

Quem acompanha os editoriais de moda já reparou que as cores vivas estão com tudo. Já presentes nos desfiles desde o ano passado, as makes fluorescentes são a aposta da temporada primavera-verão 2011. E até Gisele Bündchen exibiu o visual colorido e moderno na passarela da Colcci no último São Paulo Fashion Week.

?O fluo é a principal tendência. Já vem há algum tempo, mas deve intensificar agora. Lembrando que para usar as cores fortes é necessário ter atitude?, explica a maquiadora Vivi Prado, do salão Ritz, em São Paulo. Nas maquiagens vibrantes, as sombras neon podem ser aplicadas em todo côncavo e até fora dos olhos, mas sempre levando em consideração a cor da boca, que deve vir mais apagada para o look não ficar exagerado.

Para quem não gosta da make tão chamativa, o nude continua em alta dando a aparência de rosto ?clean?. Os tons pastel também são uma opção mais discreta e ainda assim colorida. Convidamos três maquiadores tops para dar algumas dicas sobre a nova onda:

Vivi Prado, maquiadora do salão Ritz

Tendências: Muito fluo e cores bem vivas. Se a ideia for fazer algo mais sério, o tom nude é incrível para a temporada.

Olhos: Sombra verde, amarela ou laranja. E tudo com glitter para dar aquele destaque na hora de produzir os olhos. Vale lembrar de usar máscara de cílios e optar por tons clarinhos caso o neon já esteja na boca também.

Boca: O pink e o laranja vão dominar a estação mais quente do ano, deixando o vermelho de lado. O rosado bem leve, quase nude, também vai ter vez. As mais ousadas podem até se jogar no azul ou roxo forte.

Pele: O pêssego mais rosado vai estourar, assim como o blush bronze e laranja. O tom da pele é natural, então todo cuidado com o aspecto bronzeado: só iluminador já é suficiente.

Dica de look: Sombra laranja, batom rosa claro e blush pêssego.

 Adriano Oliveira, maquiador do salão MG Hair

Tendências: Um look suave e em tom pastel, leve como a estação. Tudo bem nude e com textura aveludada.

Olhos: Nem todo mundo gosta das cores fortes, fluo, que é um visual mais usado pelas jovens. Então os tons dourados, marrons e nude continuam na moda.

Boca: Batom sempre claro para apagar o visual. De preferência rosa ou cor de boca.

Pele: O blush segue a mesma tendência de delicadeza, com cores claras como o pêssego, por exemplo. É interessante usar um iluminador acima das bochechas também.

Dica de look: Sombras nude combinam com batons cor de boca, já as marrons ou douradas caem bem com a boca rosa.
Virgínia Gregório, maquiadora do Studio W Iguatemi

Tendência: Make bem natural e cara limpa. Mas o fluo também aparece mais perto do verão com as cores rosa, verde, laranja e amarelo.

Olhos: Sombra rosa ou lilás, sempre acompanhada de bastante máscara de cílios para valorizar o olhar.

Boca: Variando entre rosa, lilás ou roxo, os tons mais vivos farão sucesso.

Pele: O tradicional blush rosa suave é queridinho da estação. Um bronzeado feito com maquiagem é sempre bem vindo, mas não pode faltar iluminador nas têmporas, acima da maçã do rosto.

Dica de look: Sombra lilás nos olhos, bastante máscara de cílios, blush bronze e batom laranja fluo. 
 

 

 Serviço:
Salão Ritz. (11) 5042-0026| MG Hair (11) 3061-1499|  Studio W Iguatemi (11) 3094-2640

Lila de Oliveira, iG São Paulo

Livro revela costumes do paulista no início do século 20 através de sua louçaria

A constatação de que, apesar da grande quantidade de indústrias de louça existentes na capital paulista e no Grande ABC no início do século 20, eram os pratos, as xícaras e as jarras de origem europeia que predominavam no acervo museológico da região, serviu como estopim para que o historiador José Hermes Martins Pereira começasse a pesquisa que deu origem ao livro ?Louça Paulista ? As Fábricas de Faiança e Porcelana de São Paulo?, lançado nesta semana.

Mestre em história da arquitetura e membro do Grupo de Estudos de Faianças e Porcelanas do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, Pereira descobriu que a faiança produzida localmente sempre foi muito usada pela população no dia a dia, por ter um custo mais baixo, enquanto as porcelanas francesa e inglesa ficavam reservadas a datas especiais, foco de principal atenção dos museus. Daí a predominância das peças que deram origem ao estudo.

Entretanto, é na união das peças comemorativas e do dia a dia que se pode traçar com maior clareza os costumes e hábitos dos paulistas à mesa no início do século 20.

Pesquisa de campo

Entre as centenas de peças catalogadas pelo estudo, estão jarras, pratos, vasos, floreiras, molheiras, estatuetas, canecas, tigelas, petisqueiras, pires e outros objetos, além de documentos e fotos raras das 11 indústrias do setor que existiam à época ? a única que resistiu ao tempo foi a Porcelana Teixeira, em São Caetano do Sul.

?Descobrimos muitas peças guardadas como lembrança, especialmente pelas famílias dos produtores de Mauá e São Caetano do Sul. Também tivemos a sorte de poder contar com a ajuda da bisneta do fundador da primeira fábrica de louças paulista, então funcionária do Museu do Ipiranga.?

O historiador refere-se a Romeu Ranzini, criador da Louças Santa Catarina, fábrica que iniciou suas atividades em 1913, na Água Branca (bairro paulistano), tendo sido posteriormente adquirida pelas Indústrias Matarazzo, que abririam também uma fábrica do setor em São Caetano do Sul.

É de Romeu Ranzini a louça de que Pereira mais gosta. ?Ele era um estudioso da porcelana e costumava testar novas técnicas. Gosto muito de toda a produção dessa época, mas principalmente de um vaso que é resultado de uma dessas experimentações de Ranzini?, conta o autor.

O autor do livro atribui a expansão das fábricas de louça em Mauá, São Caetano do Sul e bairros paulistanos como Água Branca, Lapa, Vila Prudente e Belenzinho à facilidade de acesso ferroviário. O desenvolvimento do setor coincide com o crescimento de vilas operárias nessas regiões.
 

Serviço

?Louça Paulista ? As fábricas de faiança e porcelana de São Paulo?
Autor: José Hermes Martins Pereira
Edição: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Edusp/ Museu Paulista da Universidade de São Paulo
292 páginas
Preço R$ 75,00
 

 

 

 


 

 

iG São Paulo

Higiene bucal mal feita é uma das causas de parto prematuro e nascimento de bebês com baixo peso

A cada 10 gestantes atendidas nos postos de Saúde do Estado de São Paulo, oito apresentam algum tipo de problema bucal. Gengivites, cáries e placas são as ocorrências mais comuns relatadas no balanço da Secretaria de Estado da Saúde.

A pesquisa teve como base os dados de atendimentos de pré-natal realizados ao longo de 2010 no Hospital e Maternidade Interlagos, a maior maternidade pública da zona sul de São Paulo.

Segundo estimativa do programa ?Boca Saudável, Gravidez Saudável?, aproximadamente 7% das pacientes examinadas apresentam problemas mais graves, como o granuloma, uma espécie inchaço que se forma na gengiva.

O chefe do Serviço de Odontologia da Maternidade Interlagos, Francisco Barata Ribeiro, alerta que a higiene bucal mal feita pode ser uma das causas de um parto prematuro e responsável pelo o nascimento de bebês com baixo peso.

?As mudanças hormonais que ocorrem na grávida durante o período de gestação fazem a mulher ficar mais propensa a problemas bucais. Por isso, a atenção deve ser dobrada em todo o período, principalmente a partir do segundo trimestre de gestação?, aconselhou Ribeiro.

O especialista aponta cinco dicas essenciais para auxiliar as gestantes a manter a saúde bucal durante toda a gravidez:

- Substitua alimentos ricos em carboidratos e açúcares por frutas e vegetais

- Reforce o corpo com vitaminas B, C e Cálcio

- Após vômito por enjôo de gravidez, faça bochecho com água oxigenada ou algum antiácido antes de escovar os dentes

- Escove os dentes mais vezes ao dia e não esqueça de passar o fio dental

- Aumente a freqüência de visitas ao dentista

Melhor tentar ser feliz no singular

Quando um grande amor termina ninguém sabe direito o que fazer ou como reagir ? nem o casal nem os amigos que orbitaram em trono deles. A primeira reação é de pesar e espanto ? como se isso nunca estivesse no rol de possibilidades, como se não bastasse estar juntos para separar ou vivo para morrer.


O fim, na imensa maioria das vezes, é vivido e sentido como uma traição ? do outro ou da vida. Nós ainda não integramos a partícula de morte que existe em cada partícula de vida. A ilusão do juntos-para-sempre nos encanta e entorpece desde cedo e continua criando enredos e personagens com que vestimos a realidade. Todo um reino é criado onde os dois, afortunados contemplados um-com-o-outro, gozarão juntos esta sorte e merecimento. Para sempre.

Os contos de fada iludem nosso imaginário há muito, desde o tempo do era uma vez. Contam lindas histórias que relatam com detalhes as lutas e obstáculos vencidos pelos heróis até o encontro, o beijo, o baile, a libertação da torre ou da maldição. Quanta força e astúcia vemos aí, quanta determinação e criatividade para vencer, matar ou driblar as bruxas, monstros ou algozes do enredo. O casal da vez consegue dar cabo de situações hediondas para que vença o amor.

A gente começa a acreditar que, para sempre haverá recursos para enfrentar a vida, com suas armadilhas e enganos. Ilumina-se a esperança de haver em cada um de nós a arte e a manha para levar o amor adiante mundos afora. Só que as histórias terminam antes de mostrar como. Aliás, parece mesmo é que falta um pedaço da trama, que arrancaram um naco do livro ? eles sempre terminam quando a vida de casado começa! Assim, não mais que de repente, eles foram felizes para sempre enquanto nossos castelos se desfazem e a sala do trono, onde reinavam rei e rainha, fica vazia, mesmo que a gente tenha cuidado de tudo com muito amor: não estamos mais felizes. Resta o susto presente e o medo futuro.

Já é tempo de compreender os fins, as mortes e transformações que a vida oferece. Não tem mais cabimento olhar pra isso com a mesma carinha de susto da princesa do era uma vez naquele reino encantado. Amar se aprende amando e não vem com garantias. A gente inventa armas contra os monstros, descobre saídas e portinhas, mas também esbarra em muralhas de pedra, paredes de vidro ou blindagens intransponíveis ? a realidade concreta encarnada no outro! Assim termina o juntos e instala-se a distância e a solidão. Nada parecido com ser feliz, some o sempre e desponta o nunca. Quando não podemos ser quem somos, configura-se o aprisionamento. Recomeça, então, o ciclo. E o que esperar, outro que virá nos libertar?

Melhor tentar ser feliz no singular e recolher-se, então, para reencontrar o príncipe herói que vive dentro de cada uma e nos dá força, determinação, coragem e confiança pra encarar a dor e a saudade, para aquecer o frio da falta e assumir tarefas e habilidades para cuidar de si e da vida. Guardar cuidadosamente as melhores lembranças e colecionar experiências vividas. Amadurecer a menina e fortalecer a mulher ? para viver mais amores e cada vez melhores encontros com trocas mais reais do que aquela ilusão de completude depositada no outro.

Acrescento ainda uma pitada zen que afirma que a verdadeira felicidade mora na solidão. Ser si mesma é que é condição pra ser feliz ? ninguém mais, nem a eternidade!

Bruno Folli, iG São Paulo

Alimento possui ácidos graxos que combatem inflamação no cérebro e resgatam saciedade em obesos

Foto: stock.xchng

Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) revela que substâncias presentes no azeite de oliva e na linhaça marrom podem resgatar a sensação de saciedade nas pessoas obesas.

O nutricionista Dennys Esper Cintra identificou o efeito dos ácidos graxos ômega-3 e ômega-9 no cérebro de animais e constatou que eles impedem uma inflamação típica de pessoas acima do peso.

?Quem consome muita gordura saturada gera um processo inflamatório no hipotálamo?, explica o pesquisador. O hipotálamo é a região do cérebro responsável pelo controle da saciedade.

Se essa inflamação for persistente, devido à ingestão contínua de alimentos gordurosos, pode ocorrer a morte dos neurônios. ?O processo é chamado de apoptose?, conta Cintra.

Quando isso acontece, o hipotálamo perde gradualmente o controle natural da saciedade. Desta forma, quem está acima do peso não recebe o alerta de que o corpo já comeu o suficiente.

Dose certa

Para identificar a dose ideal dos ácidos graxos, Cintra fez três tipos de testes em animais. Ele injetou direto no cérebro de ratos os ômegas 3 e 9. ?Testamos uma dose que pode ser obtida em alimentos. Outra dose que só pode ser obtida por suplementos alimentares e uma dose impossível de se alcançar?, conta.

O melhor resultado foi alcançado com a menor dose, justamente aquela que pode ser adquirida por meio dos alimentos. ?Há um desequilíbrio no cérebro, que pode ser recuperado com esses ácidos graxos?, explica.

O problema é causado pela ingestão de alimentos muito gordurosos, como carnes suína e bovina. Elas contêm ômega-6, que deve ser ingerido numa quantidade proporcional aos ômegas 3 e 9. ?Se a pessoa come mais alimentos com ômega-6, ela terá problemas?, adverte o nutricionista.

Alimentos certos

Além da semente de linhaça, o ômega-3 está presente também no óleo de soja, na sardinha e no óleo de canola. Já o ômega-9 é encontrado no azeite de oliva, no amendoim, no abacate e também no óleo de soja. No entanto, para obter os benefícios destes alimentos, de acordo com o pesquisador, é preciso que eles sejam ingeridos com frequência. ?O ideal é pelo menos três vezes por semana?, recomenda.

Além de incluir essas opções na dieta, é necessário passar por uma reeducação alimentar e abandonar a ingestão elevada de determinados alimentos para que o ciclo inflamatório não volte a acontecer.

Novos neurônios

O próximo passo da pesquisa é investigar a possibilidade desses ácidos graxos favorecerem o surgimento de novos neurônios, processo chamado de neurogênese. ?A pesquisa encontrou marcadores que sugerem a neurogênese. Agora precisamos entender como acontece esse processo?, afirma o nutricionista.

Ao que tudo indica, os ácidos graxos agem sobre os neurônios afetados, revertendo o processo de morte instaurado pelas gorduras saturadas. ?Precisamos descobrir se isso ocorre no local onde os neurônios foram mortos pelo excesso de gordura saturada. Ainda não sabemos até que ponto, e nem porque razão, mas o ômega-3 é capaz de estimular a multiplicação de neurônios?, afirma o pesquisador.

Lívia Machado, iG São Paulo

Brasil tem dez bancos públicos de coleta. Estrutura abastece o necessário, mas interesse das gestantes em doar cresce

Foto: Thinkstock/Getty Images

O nome Sara foi escolhido após um sonho. A definição das cores das roupas e a decoração do quarto não fugiram do rosa, após a confirmação do sexo do primeiro filho de Cristiana Fiusa Carneiro e Cristiano Ferreira de Sampaio Doria.

As escolhas que antecedem o nascimento de uma criança pouco mudaram ao longo dos anos. A tradição, entretanto, ganhou um componente extra em algumas famílias, proporcionado pelos avanços da medicina. Doar o sangue do cordão umbilical à rede pública, ou pagar uma anuidade e guardá-lo em unidades privadas de armazenamento do material, hoje, já é capaz de nortear a seleção da maternidade.

Nos muitos alarmes falsos que Sara deu aos pais, poucas semanas antes de nascer, Cristiana foi levada às pressas a uma maternidade privada, próxima ao bairro onde mora. A unidade, embora atendesse às demandas da família, só servia para aliviar o susto e dar segurança. Não era o local escolhido pela professora de xadrez para realizar o parto da primeira filha.

A decisão de doar o cordão umbilical de Sara a um banco público fez Cristiana escolher um hospital e maternidade filantrópica, credenciada a rede do INCA em São Paulo, para agendar o parto do bebê. Antes de começar o pré-natal, Cristiana revela que tinha um conhecimento equivocado sobre a utilidade das células-tronco presentes no sangue do cordão. ?Acreditava que funcionaria como um seguro de vida para a minha filha.?

Dois pediatras amigos do casal explicaram que o sangue não poderia ser usado para curar possíveis doenças futuras da própria criança. ?Quando soubemos desse fator, decidimos doar para ajudar outras pessoas, já que nossa filha não seria beneficiada.?

O interesse da familia Fiusa tem sido uma realidade no Brasil. Quando as gestantes entendem a importância dos bancos públicos, geralmente, querem doar, explica Luís Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e coordenador da BrasilCord ? rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical.

Embora não sejam concorrentes diretos, o Ministério da Saúde é contra o trabalho oferecido pelas bancos privados. Na visão de Bouzas, essas empresas reforçam a idéia de que o material colhido logo após o nascimento é uma espécie de seguro de vida, algo absolutamente equivocado.

?É um engodo, uma mentira. Eles não deveriam ser chamados dessa forma. Não funcionam como tal. Quem paga uma anuidade e deixa o sangue reservado está colocando o dinheiro unicamente em pesquisa, no futuro. Isso precisa ficar claro. Quem tem dinheiro e quer fazer isso, investe, no máximo, em uma aposta. Mas não existe, atualmente, nada que prove que esse material será útil para a criança ou alguém da própria família.?

Segundo o especialista, as células-tronco, em geral, são utilizadas pra fazer transplante de medula óssea de um paciente para outro, sem relação de parentesco. Funcionam como uma alternativa de tratamento. Entretanto, se o material é oriundo do próprio paciente, esse efeito não acontece.

O País já realizou 110 transplantes de células tronco, todos com material oriundo da rede BrasilCord. Os bancos públicos têm, atualmente, 10 mil unidades de sangue de cordão.

?Essas células são úteis para o momento, não para um futuro incerto. Não sabemos qual o tempo de armazenamento delas. Temos experiência de que em 25 anos o material se mantém útil. A chance de conseguir opções de tratamento será nos bancos públicos, não no material armazenado.?

Na opinião do médico, frente à realidade mundial, o Brasil tem uma rede de bancos públicos de sangue do cordão bastante razoável. São dez unidades em diferentes estados, a última inaugurada recentemente em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Até janeiro de 2011, Belo Horizonte deve receber o HemoMinas. A idéia do Ministério da Saúde é ter um banco de sangue e tecidos acoplados, ampliando as chances de transplantes de osso e córnea, por exemplo.

?O projeto preconiza que o Brasil tenha de 65 a 70 mil unidades de sangue armazenado. Queremos que esse centro que será inaugurado em Minas Grais, unindo sangue e tecido, seja replicado nos próximos bancos.?

Kit de coleta

Hoje, a decisão de doar determina automaticamente a escolha da maternidade. Em São Paulo, há quatro hospitais filantrópicos credenciados ao INCA. Em outros estados, a opção é única. Tal realidade, embora limite o acesso das gestantes interessadas, não representa um gargalo e tampouco uma fragilidade do setor público, garante o coordenador do BrasilCord.

"Não é necessário colher material de toda a população. Os hospitais e homocentros credenciados dão conta das metas estipuladas para o programa. A rede foi planejada dessa forma. Precisamos de amostragem da população, apenas. A logística não é viável. Não temos como coletar o material de todos os bebês que nascem fora dos hospitais públicos e isso não é necessário."

Kits de coletas do material são usados fora das unidades credenciadas, apenas em casos especiais. A idéia é tentar atender à demanda de gestantes que procuram o INCA para saber como devem fazer para doar, quando optam por ter o filho em maternidades particulares. Tal iniciativa, porém, não é o foco do projeto. Segundo ele, na rede cadastrada, 50% do material coletado não é aproveitado. Fora dos hospitais especializados, esse índice pode aumentar.

"Precisamos treinar o obstetra dessa paciente para que o trabalho ? e os gastos ? não sejam em vão. Não queremos desmotivar a doação, mas sabemos que na rede credenciada o trabalho será feito com qualidade, por uma equipe treinada para realizar a coleta diariamente."

Quem pode doar?

Os critérios para a doação são rigorosos, e mesmo assim, nem todo material será útil. A gestante precisa fazer um pré-natal criterioso, assinar um termo de consentimento e responder a um questionário sobre a vida da família.

?Precisamos de segurança nesse tipo de doação. Não serão utilizados materiais de gestantes com algum tipo de doença ou que não atendem a esses pontos. Em redes não credenciadas a chance desse protocolo não ser seguido à risca é maior.?

Hoje, para que o sangue possa ser doado, a futura mãe precisa ter entre 18 e 36 anos. Até o final do ano, porém, não existirá mais limite máximo de idade. "Esse corte foi feito no começo do projeto. Na época, achava-se que em mulheres acima dos 36 anos as chances de problemas na gravidez eram maiores, o que não é verdade."

Outro fator limitante é a quantidade de sangue coletada. Para que seja utilizado em um transplante, é preciso ter no mínimo 70 ml. A média, aponta o médico, é 100 ml, mas existem cordões com volumes de até 200 ml. O que pode inviabilizar o congelamento do material é a forma incorreta de coletá-lo.

?Se o profissional interrompe a coleta antes do tempo, terá uma quantidade insuficiente. Precisamos coletar até o fim, o máximo possível. Equipes treinadas sabem fazer isso e têm paciência.?

Alessandro Guimarães, especial para o iG São Paulo

Aproveite a estação para deixar a casa naturalmente perfumada

Sabe aquela sensação de conforto e bem-estar que surge sem explicação? Pode ter certeza, muitas vezes ela está associada à nossa memória olfativa. ?Essa relação é muito forte e nos remete a boas lembranças, como a infância, um momento especial ou alguém que amamos?, explica a florista Corina Wai.

Há diversas maneiras de levar aquele cheirinho bom para dentro de casa, pois as fragrâncias podem ser encontradas por toda parte, em sabonetes, velas e desodorizadores de ambiente. Mas nada é tão gostoso quanto o aroma natural das plantas, que ainda embelezam e deixam o seu lar cheio de vida.

A oferta é grande e promete agradar até os olfatos mais exigentes. ?Quase todas as flores possuem aroma e alguns são mais acentuados do que outros?, diz Márcia Sorgenfrei, da Agapanthus Floricultura.

Segundo Corina, entre as flores com cheiros suaves, estão as catléias (um gênero de orquídea), a lavanda e as rosas. Já aqueles que preferem um perfume marcante podem optar pelo lírios, como o Casablanca e o Robina, e a angélica.

As espécies perfumadas caem bem em quase todos os lugares e podem ser colocadas em áreas externas e internas. ?Uma excelente opção é na entrada da residência, para recepcionar as pessoas?, conta Tânia. Porém, evite o uso nos quartos e na sala de jantar. ?O aroma pode incomodar e atrapalhar as refeições?, comenta Corina.

Saída estratégica

Quando a flor não tem aroma, mas a pessoa não abre mão de sua beleza para decorar a casa, não é preciso se desesperar, existe salvação. ?É possível usar, por exemplo, o alecrim como folhagem na confecção de um arranjo de margaridas ou ainda colocar potinhos de canela próximos a vasos de violeta?, ensina a florista Tânia Santos.

Para que o cheirinho de primavera dure por mais tempo, é preciso tomar alguns cuidados simples. ?Antes de colocar um buquê de flores no vaso, corte cerca de dois centímetros dos caules para melhorar a absorção da água?, indica a florista.

No caso dos arranjos com espuma floral, também é necessário manter a hidratação. ?Basta encostar o dedo na espuma para verificar a umidade, acrescente água se ela estiver ressecada?, ensina Corina. Outra dica, de acordo com Márcia, é trocar a água diariamente para evitar a proliferação de bactérias.

Na contramão

Parece estranho - e na verdade é - porém o perfume das plantas comercializadas está desaparecendo. ?Com o avanço da melhoria genética desenvolvida em laboratórios, muitas flores ou plantas tiveram o seu aroma minimizado ou quase eliminado?, revela Márcia.

Esta foi uma das formas encontradas pela indústria para cortar custos. ?Assim se produz sem ter de investir muito em agrotóxicos, pois o odor das flores atrai predadores?, completa Tânia.

Conheças as espécies mais indicadas para perfumar a casa

Alecrim ? suave
Angélica ? marcante
Canela ? suave
Cravo ? suave
Crisântemo ? suave
Frésia ? suave
Goivo ? marcante
Jasmin ? marcante
Lavanda ? suave
Lírio () ? marcante
Orquídea (Catléia Hawaiian Mischief e Oncidum Cherry Baby) ? suave
Rosa (Amorosa e Bóing) ? suave


 






Serviço:

Agapanthus Floricultura
Rua Augusto Stresser, 1133 ? Curitiba (PR)
Tel.: (41) 3013-3940

Corina Wai Design Floral
Tel.: (11) 9115-7303
e-mail: info@corinawai.com

Tânia Santos
Tel.: (11) 2783-5276 / 8484-9918
 

Christian Ullmann, especial para o iG

Soluções para melhorar o dia a dia são apresentadas na terceira Bienal Brasileira de Design

O Brasil é destaque internacional em várias atividades, do tradicional futebol e Carnaval, à moda, arte e arquitetura, que aos poucos foram ganhando espaço. Agora, parece ser a vez de o design conquistar seu lugar ao sol.


Conheça alguns projetos apresentados na Bienal



Este movimento acontece no dia a dia, quando designers brasileiros se sentam em suas mesas de trabalho e pensam novos projetos, estratégias, materiais, usabilidade, processos produtivos, modelos de comercialização e reciclagem. Tudo isso é fundamental, já que todas as áreas do design - mobiliário, utilitários, moda, acessórios, gráfico etc - colaboram para melhorar nossa complexa vida contemporânea.

E tudo isto é possível se ver na terceira Bienal Brasileira de Design, que acontece até 31 de outubro, Curitiba (PR). Nas nove mostras que compõem o evento, cujo tema é ?Design, Inovação e Sustentabilidade?, está apresentada toda a brasilidade contemporânea: de materiais e processos de transformação, até produtos que explicitam a necessidade de se ter novas e mais adequadas soluções. Elementos-motor da criatividade nacional.

Como bem comentou a Adélia Borges, curadora geral da Bienal, o evento está sendo ?a celebração do melhor momento do design brasileiro?. Avaliação unânime entre observadores e participantes da cena nacional e internacional.

Entre os designers participantes estão Alfio Lisi, Bernadete Brandão, Fabíola Bérgamo, Miriam Korolkovas, André Cruz, Fernando Mascaro, Fred Hudson, Pedro Franco, Ronald Kapaz e Sergio Fahrer. Todos compartilhando o momento, trocando idéias e criando oportunidades para dar continuidade a seus trabalhos.

A expectativa da organização é receber 250 mil visitantes nos próximos 40 dias. Mas quem não puder ir à Curitiba também poderá ter uma amostra das exposições pelo site www.bienalbrasileiradedesign.


 

 

 

 

Agência Estado

Salões abrem espaço para eles e oferecem dia do noivo, com atrações mais relaxantes e menos estéticas

Foto: Getty Images

Para quebrar a resistência de alguns homens a se entregarem a cuidados estéticos, antes exclusivos das mulheres, como massagem e maquiagem, cabeleireiros e spas criam atrativos bem masculinos.

Relaxar com os amigos e familiares no dia do casamento, fazendo sauna e massagem, tudo isso numa espécie de "Clube do Bolinha", com direito a uísques e truco. Essas são algumas das novidades que deixam o dia do noivo mais atraente.

O futebolista Denilson passou pelo "ritual", assim como o mineiro Rafael Silva, de 29 anos, o Rafão, do programa "No Limite", da Globo, neste ano. Em épocas diferentes, um no fim de maio e outro em junho, foram ao J. J. Cabeleireiros, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo.

O salão costuma atrair os homens porque reúne o noivo, o pai e os padrinhos algumas horas antes do casamento num espaço com minibar, televisão e mesa de jogos. "Eles ficam jogando truco, assistindo ao futebol, e, não raro, tomando um uísque", diz Jane Brandini, proprietária do salão. "Servimos só uma dose. A ideia é relaxar e não sair alcoolizado." O espaço ainda oferece quatro salas de massagem, ducha circular e um jardim para fumantes.

Há dois tipos de pacote. O completo sai por R$ 700 (e pode ser dividido em cinco vezes) e o mais simples, por R$ 450. "Este é para o pai do noivo que prefere os serviços mais convencionais", diz Jane. Entre esses estão manicure, pedicure, barba e massagem relaxante. Na lista de novidades, há ainda creme corporal e xampu antitranspirante, que prometem durar seis horas.

Maquiagem

Como há um certo preconceito em relação à maquiagem, os salões rebatizaram o serviço. "Usamos uma película transparente até sobre a barba. Ela esconde todos os poros, deixa a pele sem brilho e o rosto não transpira", explica Jane, que não revela que película milagrosa é essa, mas avisa que não é maquiagem. O LOfficiel III, nos Jardins, por exemplo, oferece o realce (R$ 150). Nada de rímel ou batom no rosto: apenas uma base leve, para tapar as imperfeições da pele, e um pó.

Reflexologia para pés e mãos (R$ 60, cada), escova (R$60) e corte (R$155) são as opções masculinas do LOfficiel. Apesar de receber muitos noivos, o salão não oferece um espaço exclusivo como os demais. Paga-se pelo serviço escolhido.

Enquanto isso, todas as 36 unidades de cabeleireiros Jacques Janine espalhadas pela capital têm no cardápio o dia do noivo, mas o salão do Jardim França, na zona norte, oferece mais estrutura. O primeiro andar da casa é exclusivo das noivas. O térreo, área dos noivos, foi expandido há um ano. "A procura vem aumentando", diz Elódia Maria Bueno, gerente do salão. "Estão deixando o machismo de lado."

O dia do noivo sai a partir de R$ 680 e inclui máscara facial, manicure, pedicure, maquiagem, cabelo e uma refeição leve - às vezes na companhia da noiva. Já no Soho do Jabaquara, o pacote é mais enxuto na quantidade de serviços e no preço, a partir de R$ 202. Mas existe uma assessora que ajuda na hora de se vestir e serve-se taça de champanhe.

Também há noivos que preferem os serviços de spa dos hotéis. No Grand Hyatt, no Brooklin, por exemplo, paga-se R$ 427 pela combinação de maquiagem, manicure, pedicure, tratamento facial completo, escalda pé, terapia de pedras quentes e massagem nos pés.
 

J.J. Cabeleireiros - www.jjcabeleireiros.com.br
LOfficiel III - www.lofficiel.com.br/samba
Jacques Janine - www.jacquesjanine.com.br
Soho - www.sohohair.com.br
Grand Hyatt - http://saopaulo.grand.hyatt.com.br/hyatt/hotels/index.jsp

Livia Valim, especial para o iG São Paulo

O narcisismo infantil é uma fase natural e necessária para o desenvolvimento ? mas depois dela, a criança precisa entender os limites e a existência do outro

Foto: Getty Images

Um recente estudo da Universidade de San Diego em parceria com a Universidade do Alabama mostrou que o narcisismo vem crescendo entre os norte-americanos nos últimos 15 anos. As teorias para explicar este fenômeno culpam pais, professores e a mídia, que permitem ou até celebram atitudes permissivas, voltadas para o individualismo.

Os pais usam a desculpa de que estão criando filhos com a auto-estima elevada e mais preparados para competir no mercado de trabalho. Mas o que vem acontecendo, não só nos EUA, é chegarem à idade adulta pessoas que exigem tratamento especial, são mandonas e tomam decisões inconsequentes. ?É só ver quem é valorizado pela sociedade: o indivíduo que consegue o que quer a qualquer custo. É preciso passar a dar importância à construção e não à destruição?, diz a psicóloga Mônica Amaral, especializada em narcisismo.

"Sua Majestade, o bebê!?. Como Freud determinou na teoria psicanalítica [em um artigo escrito em 1914 que levava este título], toda criança passará necessariamente por uma fase narcísica?, explica o psicólogo Guilherme Cerioni, do Hospital das Clínicas. Esta fase egocêntrica é natural e até importante para a criança novinha. Até mais ou menos três anos, ela não entende que o outro não faz parte dela e não está ali apenas para satisfazê-la. ?O narcisismo é necessário para que a criança reconheça seus próprios sentimentos e desenvolva sua personalidade?, explica a supervisora e professora Izabella de Barros, do curso de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Os pais devem começar a ficar atentos a partir dos 4 ou 5 anos, para observar se isso está virando um traço de personalidade. Nesta fase, os pequenos devem ser ensinados que não podem ter tudo o que querem na hora em que querem, que a mamãe não pode ser só deles e que precisam respeitar os amiguinhos e parentes. ?Alguns pais encontram dificuldade em dizer ?não? e impor limites por inúmeros fatores, como a falta de tempo relacionada com a demanda da vida moderna e a inexperiência?, enumera Cerioni.

Espelho meu

Não é preciso esperar passar a fase naturalmente narcísica para ensinar solidariedade e colocar limites. Definir recompensas e punições e apresentar limites deve começar desde cedo. ?Nomear sentimentos também é importante. Dizer ?estou muito triste com o que você fez? ajuda a criança a assimilar as consequências de seus atos?, diz Izabella.

Antes de tudo, é preciso fazer um exercício de autoconhecimento, pois pais narcisistas dificilmente se darão conta que seus filhos estão indo pra esse caminho. ?Quando pai e mãe estão voltados para si mesmos, a criança acha que precisa agir assim para ser bem vista?, lembra Mônica.

A linha que separa uma boa auto-estima do narcisismo exacerbado é tênue, por isso cria tantas confusões na cabeça dos pais. Todos querem ter filhos que sejam confiantes de suas capacidades e não deixem as inseguranças tomarem conta, mas como saber se esta confiança já está passando dos limites? ?No exercício da auto-estima, tem que perceber se a criança está levando em conta o outro e não apenas usando as pessoas para se satisfazer?, ensina Izabella. O resultado do narcisismo desmedido pode ser cruel na idade adulta. ?O excesso de si mesmo em detrimento de uma relação com o mundo traz um sentimento de vazio ou até depressão sem causa conhecida?, alerta Mônica.


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