WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Notícias, matérias e especiais sobre Educação. Confira as últimas notícias da Educação no Último Segundo - iG.




iG São Paulo

Nova diretriz foi dada pelo Conselho Universitário e cada faculdade apresentará planos de mudança

A Universidade de São Paulo (USP) vai evitar o aumento de vagas nos próximos anos para focar na modernização da estrutura e cursos já existentes. Segundo o reitor, João Grandino Rodas, as medidas visam garantir qualidade e recursos. ?Tivemos um ciclo de expansão na última década e agora precisamos dar infraestrutura adequada, até para evitar conflito e queda de qualidade?, disse. Hoje, há 55 mil alunos na graduação.

Em reunião na semana passada, o Conselho Universitário concordou com uma série de mudanças nas diretrizes para graduação que vinham sendo solicitadas pela pró-reitora, Telma Zorn, desde o início do ano. Os principais pontos são: a reestruturação de cursos de baixa demanda no vestibular da Fuvest, o aumento da interdisciplinaridade entre as faculdades e a flexibilização da grade dos cursos, além de dar mais atenção aos alunos do período noturno, que atualmente não contam com apoio administrativo, bibliotecas e recursos iguais aos do diurno.

Segundo Rodas, a partir de agora cabe às unidades proporem mudanças, mas elas serão estimuladas inclusive com o direcionamento das verbas suplementares para as áreas que estiverem ?com a lição de casa em dia?. Ele espera que as primeiras atualizações curriculares ocorram no próximo ano e diz que a mudança será visível em cerca de um ano e meio. Leia entrevista completa com o reitor e o documento com as mudanças nas diretrizes para graduação.
 

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

Em entrevista ao iG, reitor da USP diz que é preciso fazer uma pausa no crescimento de vagas para modernizar os cursos atuais

Foto: AE

Cursos superiores que dêem mais "visão de mundo" aos alunos a partir da relação entre diferentes áreas é a meta do reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, com as mudanças aprovadas pelo Conselho Universitário para revisão de currículos da instituição. As alterações já estão sendo analisadas pelas faculdades, inclusive com apoio orçamentário das pró-reitorias, e as primeiras modificações já devem ser percebidas em um ano ou um ano e meio, segundo o reitor.

Para o vestibular de 2011, não há alterações, mas os aprovados podem encontrar grades curriculares mais flexíveis e possibilidade de fazer aula em áreas diferentes. Para ele, antes de aumentar o número de vagas é necessário atualizar a infraestrutura. "Temos que fazer uma pausa no crescimento de pessoas para prover o que for necessário para modernizar e garantir o melhor para a comunidade que já existe. Não se faz mais sala de aula com lousa e giz", diz.

iG: Quais cursos precisam ser revistos com mais urgência. Algum poderá ser encerrado?
Rodas: Eles deverão ser modernizados, mas quem vai pensar na solução para cada curso é o gestor da unidade. Eu não gostaria de citar nenhum deles porque antes todos terão tempo de se avaliar, o que eles, aliás, fazem sempre, mas agora com esta nova diretriz de modernização e integração. A tônica é a seguinte: cada unidade deve se preocupar em rever seus cursos, sua infraestrutura para melhorar o que já existe.

iG: A infraestrutura atual não é suficiente?
Rodas: Tivemos um aumento de vagas nos últimos oito anos, o que é bom, mas também precisa ter mais biblioteca, mais professor, mais equipamento. Os alunos do curso noturno têm direito ao acesso a administração, bibliotecas e é nosso dever garanti-lo. Temos que fazer uma pausa no crescimento de pessoas para prover o que for necessário para modernizar e garantir o melhor para a comunidade que já existe. Hoje, a demanda por infraestrutura é muito maior do que há alguns anos, não se faz mais sala com lousa e giz. Precisa que seja sustentável. Mais alunos, mais funcionários, mais professores, também significa mais conflitos. Você vai criar uma insatisfação maior, vai aumentar antigos problemas. Não podemos ? pura e simplesmente ? aumentar o público, temos que dar o que eles precisam, senão as insatisfações crescem. E com razão.

iG: As frequentes greves enfrentadas pela universidade têm relação com este crescimento?
Rodas: Essas mudanças foram pensadas em prol da manutenção da excelência. Todos querem a USP pela referência que é. Ninguém quer que ela se abra rápido demais e perca isso. Claro que, no momento em que resolvemos problemas, também diminuímos a possibilidade de greve, o que é bom. Muita gente fala em crescer sempre, mas a USP quer garantir a qualidade. Não estou falando só do aspecto material, é necessário estudar também se um curso, por mais antigo e tradicional que seja, precisa se atualizar, se abrir para novas demandas. Foi isso que o conselho universitário colocou como diretriz.

iG: Quando as mudanças ocorrerão?
Rodas: Elas já está ocorrendo. As pró-reitorias e a reitoria estão dando ferramentas, inclusive orçamentárias, para que as unidades façam estudos com base em tudo isso e comecem já as mudanças.

iG: Pode haver mudanças no Vestibular 2011?
Rodas: Não, para o vestibular não muda nada. O que pode mudar é a grade curricular, aumentar a flexibilização em algum curso em que já se verificar uma oportunidade, mas ninguém quer uma mudança completa.

iG: O que significa maior flexibilização da grade curricular?
Rodas: As unidades é que proporão suas soluções, existem órgãos para isso que não são meramente figurativos. Mas uma possibilidade é que um aluno de uma faculdade possa fazer parte de seus créditos em outra, o que pode ser feito de um ano para o outro. Basta que a unidade resolva que um percentual "x" de seus créditos possa ser preenchido em outras áreas. Também podem ser feitos ciclos básicos, mas esta é uma questão complexa. O importante é que se pense isso. Os problemas que nós precisamos resolver no mundo não são só financeiros, ou só jurídicos, ou só filosóficos, a formação precisa dar visão de mundo.

iG: Existe um prazo para as faculdades se adequarem?
Rodas: Em uma universidade tão grande, certas unidades vão tomar a dianteira e outras, não. Mas existe uma concorrência no bom sentido que fará com que as outras também se modernizem. Acredito que em um ano ou um ano e meio as principais mudanças apareçam.

iG: O que ocorrerá com os cursos que não se adequarem?
Rodas: Todos precisam se adequar, nós não vivemos em um Apartheid, que dizia que era para cada um ter o desenvolvimento que conseguisse em separado, a universidade é uma congregação. Pertencer significa inserção e participação é o sentido universal da universidade, portanto todos devem se adequar, isso pode inclusive ter reflexos nas verbas suplementares destinadas as áreas.

iG: Quem se adequar pode receber mais dinheiro?
Rodas: As unidades têm seus orçamentos, mas existem também as verbas suplementares para projetos específicos. Normalmente distribuímos o dinheiro dentro de várias regras e uma certamente é satisfazer as diretrizes. A preferência é daquelas que já fizeram a sua lição de casa. Não é segredo que quem quiser se intitular a fazer projetos, precisa se modernizar.

BBC Brasil

Inchaço do currículo no ensino básico é sinal de alerta para os novos governantes

Participantes do debate "A Capacidade do Brasil - O Papel da Educação", promovido pela BBC Brasil e pela rádio CBN, alertaram para o risco de o novo governo abandonar o sistema de avaliações nacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). "A educação no Brasil deve continuar evoluindo, mas corremos o risco de ter um retrocesso com o novo governo no que diz respeito a avaliações baseadas em dados, como aconteceu no início do governo Lula", disse o economista Narcio de Menezes Filho, professor da FEA-USP e do Insper.

"Antes da criação desses exames, pensávamos que nossa educação podia até ser boa, porque não havia dados disponíveis para compará-la a outros países. Ficava todo mundo no vazio." Para Ilona Becskehzy, diretora-executiva da Fundação Lemann, "é de suma importância que a gente tenha sistemas de avaliação para acompanhar as políticas de ensino". Ela teme que esses exames possam facilmente virar alvo de ataques políticos.

Mozart Neves Ramos, da ONG Todos pela Educação, também ressaltou a importância das provas, mas lembrou que essa é uma implementação recente. "Por isso mesmo, ainda não sabemos usar completamente os dados das avaliações. Precisamos disseminar esses dados."

Os especialistas disseram que outro sinal de alerta para qual os novos governantes devem se atentar é o problema do inchaço do currículo no Ensino Básico. Ilona criticou os "penduricalhos na grade curricular", ou seja, a inserção de matérias extras, como filosofia.

Para Menezes, primeiro é preciso investir nas matérias básicas: "Em matemática, por exemplo. No ranking de 55 países do índice Pisa, o Brasil ficou em 52º." "No Congresso, todo dia tem alguém propondo uma nova disciplina", reclama Ramos. "A última foi de educação no trânsito."

Foco na universidade

As distorções no ensino superior também foram debatidas pelos participantes. Ilona lembrou que o Brasil tem muito mais gente se formando na área de humanidades. "O problema é que essas pessoas não estão trabalhando em suas áreas", disse a especialista. "Não adianta formarmos tantos psicólogos. O que o Brasil precisa é de mais médicos, engenheiros."

Menezes explica que, há alguns anos, quem tinha diploma universitário ganhava 2,5 vezes mais do que quem não tinha. Mas hoje essa diferença está caindo, indicando que parte do mercado está ficando saturada. Por isso, ele acredita ser preciso dar mais atenção à área de exatas.

Apesar das críticas e ressalvas feitas ao longo do debate, os três participantes mostraram-se otimistas com o País. "O tema educação está na moda, e a sociedade está mobilizada. É claro que há resistência entre muitos políticos, que têm uma visão de curto prazo e preferem construir pontes. Por isso é que a sociedade precisa cobrar", afirmou Menezes.

Ramos lembrou que, no início da ONG Todos pela Educação (em 2006), pesquisas mostravam educação em sexto lugar na lista de prioridades dos brasileiros. "Hoje ela aparece em primeiro ou segundo lugar."

O debate, realizado no Espaço Reserva Cultural, em São Paulo, foi o segundo da série "O Futuro do Brasil". O próximo acontece no dia 27 e tem como tema "O Brasil no Mundo - Política Externa e a Defesa do Meio Ambiente". Participam do encontro Ricardo Seitenfus, representante da OEA no Haiti, o ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, José Eli da Veiga, professor da Faculdade de Economia da USP, e Sergio Besserman, professor de Economia da PUC-RJ.
 

Agência Brasil

Edgar Morin, filósofo e sociólogo francês, participará da abertura do encontro que reunirá mil educadores

Fortaleza - Mais de mil educadores são esperados a partir desta terça-feira (21) em Fortaleza para uma conferência internacional que vai discutir os sete saberes para uma educação do presente. O tema é inspirado na obra do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, que participará da abertura do encontro.

Durante quatro dias os participantes vão debater ideias inovadoras sobre educação e os caminhos para tornar a prática pedagógica adequada aos desafios atuais do mundo. O evento é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Universidade Estadual do Ceará (Uece) e a Universidade Católica de Brasília (UCB).

?A ideia é repensar como se trabalha a educação hoje e romper alguns paradigmas do ponto de vista conceitual e também metodológico?, explica a pró-reitora da Uece, Celina Ellery. Participarão dos debates especialistas de vários países como México, Peru, Argentina, Espanha, Bolívia, França e do próprio Brasil.

Além dos mil participantes que estão em Fortaleza, a organização espera a presença de mais 5 mil educadores que acompanharão o evento em tempo real, em salas de teleconferência no Ceará e em outros estados.

(Amanda Cieglinski, enviada especial. A repórter viajou a convite da organização do evento)

 

iG São Paulo

Instituição pública oferece 1.999 vagas em 93 cursos com iní­cio em 2011

A Universidade de Brasília (UnB) abriu hoje inscrições para o vestibular que selecionará alunos para 93 cursos de graduação com início no próximo ano. A taxa é de R$ 100 e o cadastro deve ser feito pelo site www.cespe.unb.br/vestibular/1vest2011 até o dia 19 de outubro.

Das 1.999 vagas, 404 serão prioritariamente destinadas aos inscritos no Sistema de Cotas para Negros. No último processo seletivo da instituição, houve 21,8 mil candidatos para 3.824 colocações.

As provas dessa edição estão previstas para os dias 18 e 19 de dezembro em locais a serem divulgados em 8 de dezembro. Além de Brasília, o teste costuma ser aplicado em outros municípios de Goiás com grande demanda e pode ocorrer também em outros estados.

Estudantes que ainda não estão no último ano do Ensino Médio podem se inscrever como treineiros. Neste caso, a taxa é de R$ 75,00. Mais informações pelo telefone (61) 3448-0100.

 

iG São Paulo

Convest oferece 180 vagas para docentes do ensino médio e de cursinhos conhecerem melhor o vestibular. Taxa é de R$ 30

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) irá realizar oficinas sobre as provas do vestibular para professores do ensino médio e de cursinhos preparatórios para vestibulares. Os interessados podem se inscrever desta segunda-feira (20) até o dia 24 (sexta-feira) das 9h do dia 20/9 até as 17h do dia 24/9, exclusivamente no site da Comvest. A taxa de inscrição é de R$ 30.

O evento será realizado dia 8 de outubro, a partir das 14h, no campus da Unicamp em Campinas. Serão oferecidas 180 vagas nas seguintes disciplinas: Matemática, Biologia, História, Geografia, Química e Física.

As oficinas vão discutir os objetivos da prova do vestibular da Unicamp e analisar questões, apontando o que era esperado dos candidatos e quais foram os erros e acertos mais comuns. O encontro enfocará as disciplinas da primeira fase (parte de Conhecimentos Gerais), apresentando e analisando o simulado realizado pela Comvest em maio.

Mudanças

A partir deste ano, o processo seletivo da Unicamp será diferente. Na primeira fase, a prova será de múltipla escolha, com 48 questões e não mais as 12 dissertativas, como era aplicado até o ano passado. O candidato deverá ainda produzir três textos de gêneros diversos, todos de execução obrigatória.

As questões de múltipla escolha da primeira fase serão elaboradas com base nos conteúdos das diversas áreas do conhecimento desenvolvidas no ensino médio: 12 questões de Matemática; 18 questões de Ciências Humanas e Artes; e 18 questões de Ciências da Natureza.

A segunda fase passará a ser realizada em três dias e não mais em quatro. Segundo a Comvest, as provas da segunda etapa serão agrupadas de maneira a estimular a avaliação integrada do conhecimento e a interdisciplinaridade na formulação das questões. O candidato deverá realizar no total três provas com 24 questões dissertativas: 1º dia - 12 questões de Língua Portuguesa e de Literaturas da Língua Portuguesa e 12 questões de Matemática; 2º dia - 18 questões na área de Ciências Humanas e Artes e 6 questões de Língua Inglesa; 3º dia - 24 questões na área de Ciências da Natureza.

A duração da prova da primeira fase passará de quatro para cinco horas. Já a duração da segunda fase está mantida em quatro horas a cada dia de prova.

iG São Paulo

Universidade oferece 9 mil vagas. Sisu preencherá 40% dos postos, mais os 20% destinados às cotas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abre nesta segunda-feira (20) as inscrições para o seu vestibular tradicional. Neste ano, pela primeira vez, a UFRJ irá destinar 60% de suas 9.060 vagas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ? que seleciona alunos de acordo com o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os demais 40% serão preenchidos pelo vestibular tradicional.

O Sisu irá preencher os 20% das cotas sociais ? destinadas estudantes oriundos das Faetecs e de escolas públicas das redes municipais e estadual do Estado do Rio de Janeiro ? e 40% das vagas comuns.

As inscrições para o processo seletivo tradicional são gratuitas, vão até o dia 26 de setembro (domingo) e só podem ser efetuadas pela internet, no endereço www.acessograduacao.ufrj.br. Outra novidade são as vagas abertas em Engenharia (Civil, Produção e Mecânica) no campus de Macaé, que passará a oferecer esses cursos em 2011.

Este será o primeiro ano em que a UFRJ utilizará cotas sociais no vestibular. Não há critérios de raça ou renda familiar para ingressar na universidade pelas cotas, apenas a exigência de ter estudado em uma Faetec ou na rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro. A medida exclui das cotas os alunos de colégios federais, universitários, militares e de aplicação. Segundo a universidade, essas escolas ?tradicionalmente apresentam ótimo desempenho?, como o Colégio de Aplicação (tanto da UFRJ como da Uerj), o Colégio Militar e o Colégio Pedro II, e por isso não precisam do benefício das cotas. 

Tatiana Klix, iG São Paulo

Iniciativa é inédita no País. Abordagem do tema deve ser realizada nas aulas de história, mas ainda precisa ser regulamentada

Porto Alegre é a única cidade brasileira com uma lei que torna obrigatório o ensino do Holocausto, o massacre de judeus pelo regime nazista, na Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial. O tema será abordado na disciplina de história, segundo o texto aprovado por unanimidade nesta semana pela Câmara de Vereadores da capital do Rio Grande do Sul.

A proposta, que tem o apoio da Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS), é de autoria do vereador Valter Nagelstein ? atual titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre ? e foi elaborada a partir de uma sugestão do então prefeito da cidade, José Fogaça (candidato ao governo do Estado). Segundo o autor do projeto, esta parte importante da história mundial é abordada de forma superficial nas escolas, e a lei é uma maneira de garantir que os fatos que atentaram contra os direitos humanos naquele período não sejam esquecidos.

?Senti a necessidade de apresentar esta demanda quando fui visitar o museu do Holocausto, em Israel. Posteriormente, em conversa com o prefeito sobre os horrores do período, surgiu a proposta da lei. É uma maneira de garantir que o assunto seja melhor abordado?, explica Nagelstein. Segundo o secretário, o que aconteceu durante o 3º Reich não é apenas uma questão sionista, mas de várias minorias perseguidas.

Regulamentação é necessária

Ainda não se sabe como a iniciativa inédita será aplicada, na prática, nas escolas municipais de Porto Alegre. No texto da lei, a recomendação é de que o assunto seja integrante das aulas de história e há apenas uma exigência, a de que seja apresentado algum conteúdo audiovisual aos alunos. Segundo o assessor de relações étnicas da Secretaria de Educação do município, professor Manoel José Ávila da Silva, a rede pública da cidade já vem abordando a questão do Holocausto com os alunos, mas para alterar o currículo é preciso que o tema seja regulamentado pelo Conselho Municipal da Educação.

?As grades curriculares respeitam regulamentos próprios dos órgãos e conselhos de ensino. Uma lei aprovada na Câmara é uma boa iniciativa para dar resposta aos anseios da sociedade, incentivar o debate de determinados assuntos, mas não provoca mudanças imediatas nas escolas?, explica.

Segundo Silva, a Secretaria de Educação já incentiva discussões relacionadas a questões étnicas e raciais, bem como de preconceito, e neste contexto o Holocausto está inserido. Este ano, o município  organizou uma Jornada Interdisciplinar, com apoio de entidades judaicas, para apresentar o tema aos professores e dar suporte ao ensino. Está em andamento, também, um concurso de redação sobre o Holocausto. Mas com certeza não será criada uma disciplina, avisa Silva.

O professor explica que existem orientações do Ministério da Educação (MEC), a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, que orientam o ensino relacionado a preconceitos em geral. A prefeitura pretende manter o que já vem fazendo e ampliar a atenção ao Holocausto.

Priscilla Borges, iG Brasília

IBGE mostra que matrículas aumentaram em 3,7 pontos percentuais de 2008 para 2009, especialmente entre população de 40 a 59 anos

As classes de alfabetização foram mais procuradas pelos brasileiros que estavam longe dos bancos escolares e decidiram voltar aos estudos em 2009. Dados da Síntese de Indicadores Sociais divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que meio milhão de pessoas com mais de 15 anos de idade frequentavam no ano passado aulas em todo o País para aprenderem a ler e a escrever.

A proporção é maior do que a de 2008. Naquele ano 21,7% dos 2,1 milhões de jovens e adultos que frequentavam escolas que oferecem educação básica a quem não a concluiu na fase correta estavam em classes de alfabetização. Em 2009, o percentual saltou para 25,4%. O número global de atendidos nas turmas da alfabetização e da Educação de Jovens e Adultos ? o antigo supletivo ? não mudou muito: caiu de 2.157.000 em 2008 para 2.107.000 em 2009. 

É provável que esse leve aumento na matrícula nas classes de alfabetização justifique parte da queda das taxas de analfabetismo do País. A avaliação é do conselheiro César Callegari, do Conselho Nacional de Educação (CNE). ?É importante lembrar que, após dez anos de garantia de acesso ao ensino fundamental, se produz menos analfabetos. Outra parte é a demanda dos adultos que, a cada ano, têm a percepção que a entrada no mercado de trabalho e a própria vida em sociedade hoje exige essa escolarização?, defende.

Callegaria ressalta, no entanto, que a demanda por escolaridade é grande, mas pouco percebida por secretários de educação de estados e municípios. ?Não é raro ouvirmos de secretários que eles estão fechando escolas que oferecem Educação para Jovens e Adultos (EJA), por falta de demanda. Essa é uma percepção errada. A demanda é latente, mas não está se apresentando porque não acreditam que valha a pena voltar para a escola. Eles já a experimentaram e viram que é inadequada às suas necessidades?, afirma.

O conselheiro defende grandes reformas nos programas de escolarização oferecidos aos adultos de todo o País. Para ele, materiais didáticos, mobiliário escolar e metodologias de aulas são infantilizadas. ?Se olharmos a quantidade de analfabetos funcionais do País, temos uma clientela em potencial para a EJA enorme. Há uma demanda crescente por isso também, mas o retorno à escola é quase humilhante e faz com que eles desistam de novo?, lamenta.

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que garante recursos para financiar a educação no País, também prevê recursos para a EJA. Carlos Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), ressalta que os municípios têm feito esforços para ampliar as matrículas de jovens e adultos tanto nas turmas de alfabetização, quanto de ensino fundamental e médio na modalidade.

Em 2009, 41,8% dos 2,1 milhões brasileiros com mais de 15 anos que voltaram à escola para concluir a educação básica estavam nas classes do ensino fundamental e 32,8% no ensino médio. Analisando os estudantes matriculados por faixa etária, a única que obteve crescimento em relação a 2008 foi a dos brasileiros de 40 a 59 anos. Eles representavam 26,5% dos adultos que voltaram à escola em 2008 e, em 2009, eram 28,7% do total.

A população de 25 a 39 anos diminuiu de 37,1% em 2008 para 35,8% no ano seguinte e os estudantes com mais de 60 anos passaram de 7% para 6,2% do total de matriculados na EJA. A maioria dos alunos se declarou de cor parda (54,6%), 35,3% eram brancos e 9,5%, pretos. A proporção se manteve a mesma entre os mais jovens, com idade entre 15 e 24 anos, 29,3%.

Diferenças regionais

A maior parte dos estudantes adultos ? 762 mil dos 2,1 milhões ? morava na região Nordeste em 2009 e possuía entre 25 e 29 anos (35,7%). Quase a mesma quantidade frequentava as turmas do ensino fundamental e da alfabetização de adultos: 40,6% e 39,6%, respectivamente. Apenas 19,8% estavam no ensino médio.

A situação é diferente da observada em 2008, quando a maior parte dos alunos estava na região Sudeste (805 mil alunos). No ano passado, segundo o IBGE, 696 mil estudantes estavam matriculados nos colégios que oferecem turmas de EJA na região. Do total, 42,6% cursavam o ensino médio, número bastante superior ao de nordestinos nessa etapa. Na alfabetização de adultos, os estudantes se tornaram mais numerosos do que em 2008: de 14,3% para 17,4%.

A quantidade de estudantes das regiões Sul e Norte nas turmas de EJA era parecida. Nos três Estados do Sul, 266 mil jovens e adultos frequentavam a escola e, no Norte, 257 mil. A região com menor número de estudantes era a Centro-Oeste: 126 mil. Ao contrário do Nordeste, a maioria já estava no ensino médio: 43%.

iG São Paulo

Errata: Curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Lavras não está classificado em 666º lugar

Ao contrário do que foi publicado no dia 3 de agosto de 2010, o curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Lavras (UFLA) não foi mal avaliado no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O curso da UFLA teve conceito 4, numa escala de 1 a 5, e 383 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) Contínuo, enquanto o primeiro lugar atingiu 471 pontos (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Quando rankiado pelo CPC Contínuo na área de Computação e Informática, o curso Ciência da Computação da UFLA aparece em 19º lugar, segundo dados do Enade publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em dezembro de 2009, e não em 666º, como dizia a reportagem.
 

iG São Paulo

Goethe-Institut realiza 16ª edição do evento neste sábado com entrada gratuita

O Goethe-Institut São Paulo promove neste sábado (18) a feira ?Estudar e Pesquisar na Alemanha?, destinada a estudantes e pesquisadores que desejam realizar estudos no país. O evento pode ser visitado das 12h às 18h e tem entrada gratuita.

A feira, a mais especializada em estudos e pesquisas na Alemanha, contará com representantes de diversas universidades alemãs e associações universitárias. Entre os expositores estará a BayLAT, associação que congrega diversas universidades da Baviera, a Fundação Alemã de Pesquisa Científica (DFG), a Comissão de Cooperação Internacional (CCInt) da USP e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O público terá acesso a informações sobre graduação, intercâmbio, estágio, cursos de idioma nas unidades do Goethe na Alemanha, bem como mestrado, doutorado, pós-doutorado, oportunidades para pesquisadores seniores, além de programas de bolsas individuais e de fomento à cooperação acadêmica e científica. A Associação dos Ex-bolsistas da Alemanha (AEBA) terá um estande na feira para conversar com interessados.

Na programação da ?Estudar e Pesquisar na Alemanha? estão previstos palestras, em que cada universidade alemã irá se apresentar, bem como aula experimental de alemão, realizada durante o evento, e sorteio de bolsas de estudo de até 100% para cursos no Goethe-Institut São Paulo.

Mais informações podem ser obtidas nos sites: rio.daad.de/gatetour2010/ ou www.goethe.de/saopaulo

Serviço
?Feira Estudar e Pesquisar na Alemanha 2010?
Data: 18 de setembro, sábado, 12h às 18h
Local: Goethe-Institut São Paulo ? Rua Lisboa, 974 - Pinheiros
Entrada franca
Tel. (11) 3296-7000
bkd@saopaulo.goethe.org
 

iG São Paulo

Programa de seleção reserva metade das vagas a estudantes do ensino médio

Os estudantes do ensino médio interessados em participar do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB) já podem se inscrever para a seleção. Dedicado exclusivamente aos estudantes do ensino médio, o programa reserva metade das vagas disponíveis no fim do ano aos candidatos que escolherem este processo.

Para participar, o estudante precisa ser avaliado nas três séries do ensino médio. As inscrições vão até 19 de outubro, somente pelo site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da UnB.

As provas da 1ª etapa serão aplicadas em 4 de dezembro, a partir das 13h. Já as provas da 2ª e 3ª etapas ocorrerão em 5 de dezembro, a partir das 13h. Neste ano, o número de vagas abertas é de quase 2 mil, distribuídas em mais de 90 cursos nos quatro campi da UnB no Distrito Federal.

Esta edição terá novidades para quem iniciar o programa na 1ª etapa. A nota de corte para a redação será maior: passará de 3 para 4 pontos. A redação só é aplicada aos estudantes da 3ª etapa. Para os que vão se inscrever na 2ª ou na 3ª etapas, a nota de corte permanecerá a mesma.

Nas questões do tipo D, em que os estudantes precisam elaborar as respostas, será preciso alcançar uma pontuação mínima também. Ao final das três etapas, o candidato terá de acumular, pelo menos, 20% da pontuação máxima a ser obtida nesses itens.


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites PcSaudavel.com TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Tweet Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?

BACK-LINKS and PAGE-RANK WEB DIRECTORY