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Notícias, matérias e especiais sobre Educação. Confira as últimas notícias da Educação no Último Segundo - iG.




Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

Universidade mais concorrida no Brasil planeja medidas para aumentar de 2% para 10% total de estudantes de fora do País até 2015

Foto: DIVULGACAO

A instituição de nível superior mais disputada entre os brasileiros quer se tornar atrativa também para estrangeiros. Com a ambiciosa meta de aumentar de 2% para 10% o total de estudantes de fora do País até 2015, a Universidade de São Paulo (USP) investirá em tornar mais fácil a vida de quem vem do exterior. Entres as medidas previstas estão a compra de um edifício para alojar exclusivamente estudantes e professores visitantes e a construção de um centro de línguas.

O vice-reitor de Relações Internacionais, Adnei Melges Andrade, afirma que a falta de oferta de moradia estudantil diminui a competitividade da USP em comparação com instituições que têm mais infraestrutura para receber estrangeiros. ?A qualidade de ensino é importante, mas também temos que proporcionar uma boa vida acadêmica e um dos principais problemas em São Paulo é a dificuldade de encontrar um local de fácil acesso à universidade?, afirma.

Segundo ele, a universidade já tem três prédios pré-selecionados na região central da capital paulista, todos próximos a estações de metrô e com potencial para atender centenas de pessoas. A escolha final deve ocorrer ainda este ano. O plano conta com a inauguração nos próximos meses da estação Butantã-USP - na zona oeste da cidade, onde fica o campus principal da universidade - para tornar o acesso ao local fácil e rápido. Sem falar em valores, Andrade diz que a verba para aquisição e adaptação do imóvel já está prevista no orçamento da reitoria. ?Vamos fazer algumas adaptações para criar um sistema de moradia, e a meta é começar a usar em 2011?.

Atualmente, a USP tem um conjunto residencial com 3 mil vagas que atende principalmente alunos da graduação que se inscrevem no programa de apoio a estudantes de baixa renda. ?Nunca aconselho um visitante a esperar uma vaga porque é muito difícil?, diz o vice-reitor.

Curso de línguas para todos
Outro investimento para atrair estrangeiros será a construção do Centro de Difusão Internacional, que vai abrigar um centro de estudo de línguas, um auditório para eventos internacionais e um centro de acolhimento de visitantes. A obra está em fase de licitação e deve ficar pronta em 2012.

O projeto prevê pelo menos 1.400 metros quadrados de área para salas de aula com cursos de línguas. Atualmente, o ensino de idiomas é realizado pela Faculdade de Letras. ?Queremos algo bem maior, além de turmas lá, haverá estrutura para administrar cursos semi-presenciais e também vamos levar instrutores para atuar dentro das unidades em projetos que supram a necessidade de língua de cada área?, afirma.

Andrade diz que a meta é que 100% dos alunos da USP aprendam pelo menos uma língua estrangeira. Desde a inauguração haverá cursos de inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. Também está sendo preparado um material de estudo de chinês que inclua, além da língua, a cultura do país emergente. ?Não podemos ficar alheios a uma nação que se destaca cada vez mais em tantas áreas. Temos que aprender a dialogar com os chineses?, afirma.

Português made in Brasil
O mesmo centro de línguas também deverá ensinar português para os estrangeiros em visita à instituição. O método e o material didático já estão sendo desenvolvidos pela USP e serão adaptados para que os visitantes sejam capazes de acompanhar aulas com turmas de brasileiros.

As novidades serão apresentadas em um evento no primeiro semestre de 2011, quando também será lançada uma ferramenta para melhorar o sistema de estatísticas internacionais da universidade. Hoje, estima-se que a universidade receba cerca de 2 mil estudantes e professores de outros países por ano e envie o mesmo número ao exterior, mas a Comissão de Cooperação Internacional não tem os dados exatos, pois há iniciativas isoladas em várias faculdades.

O vice-reitor aposta que o aumento de estrangeiros elevará também o total de viagens dos brasileiros ao exterior. ?Esses números andam sempre juntos porque a maior parte dos convênios prevê reciprocidade no envio de acadêmicos.?


Diretor da UFRJ quer o mesmo no Rio

O diretor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Geraldo Nunes, também quer aumentar a quantidade de estrangeiros na instituição. Mas falta verba. Atualmente, cerca de 350 ? ou menos de 1% do total de alunos ? vem do exterior.

Segundo ele, o caminho ideal seria exatamente criar alojamentos adequados. ?A falta de lugar para ficar é o principal entrave no Brasil como um todo. Temos 2% da pesquisa mundial, quase tudo concentrado nas instituições públicas, mas o Brasil é pouco considerado por quem planeja estudar no exterior?, diz.

Outro entrave apontado para ele é o idioma, mas neste aspecto a UFRJ tem planos diferentes: investir em aulas que sejam ministradas em inglês. ?Na maior parte dos países da Europa, todas as universidades têm cursos em uma segunda língua, e esse é um dos motivos pelo qual chegam a ter 20% dos estudantes estrangeiros?.

A Secretaria de Ensino Superior não reúne os dados de visitantes nas universidades federais. A Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) deu 537 bolsas de cooperação internacional a estrangeiros em 2009 e financiou 4.346 brasileiros no exterior. A Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) enviou 119 pós-doutores para fora e trouxe 202 ao Brasil. A soma das duas principais financiadoras representa movimentação internacional de 0,1% dos 5 milhões de estudantes de ensino superior do País.
 

BBC

Professor de escola em lllinois oferece também grilos em dieta educativa

Em um dia por ano, parte da merenda da escola elementar Robeson, no Estado de Illinois, no norte dos Estados Unidos, são larvas grelhadas ou grilos com tempero de bacon e queijo.

São os alunos da segunda série, da turma do professor Michael Cahill, que têm o discutível privilégio de degustar a refeição especial. O professor recomenda as larvinhas para os mais sensíveis, enquanto os ousados devem experimentar os grilos.

A ideia é mostrar aos alunos que insetos são comestíveis e parte da dieta diária em outras partes do mundo.Cahill parece ser um dos mais entusiasmados entre os que provam os insetos e diz que os grilos, ?com suas pernas, são mais carnudos e deliciosos".

 

Priscilla Borges, iG Brasília

Dispensa de licitação da Fundação Cesgranrio foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira pelo Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai pagar R$ 25,4 milhões à Fundação Cesgranrio pela aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). As provas, que serão feitas por estudantes de 14 cursos de graduação diferentes, ocorrerão no dia 21 de novembro. Todos os itens foram elaborados pelo Inep e a Cesgranrio se encarregará de aplicar e corrigir os testes.

O extrato de dispensa de licitação para a contratação da Cesgranrio ? que tem feito a avaliação de estudantes há alguns anos ? foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira. Junto do documento, o Inep publicou também um extrato de inexigibilidade de licitação para pagamento dos participantes da Comissão de Assessoramento Técnico de Itens do Enade. Serão gastos R$ 11.520 com esse processo.

Neste ano, 450 mil estudantes de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, e dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia vão participar do Enade.

Estudantes de cursos superiores de tecnologia em agronegócios, gestão hospitalar e gestão ambiental serão avaliados pela primeira vez. Todos os participantes podem responder o questionário socioeconômico, formulado encaminhado aos jovens para conhecer o perfil dos estudantes universitários do País até o dia 21 de novembro.

iG São Paulo

Cidades históricas brasileiras e Patrimônios Culturais da Humanidade são locais onde é possível aprender na prática

Após a publicação da matéria ?Dez destinos que os estudantes precisam conhecer?, com indicações de cidades históricas onde os alunos podem ver na prática o que aprenderam na escola, o IG Educação recebeu várias sugestões de leitores que sentiram falta de alguns destinos na seleção.

Como toda lista, por definição, tem limites, cidades igualmente relevantes ficaram de fora da seleção realizada com a ajuda de professores de história e guias de turismo educacional. Por isso, o iG publica agora mais seis destinos sugeridos por internautas para serem visitados por estudantes. Veja se você já conhece todos e programe-se para visitá-los. Pode ser que algum deles esteja bem perto de você:


São Vicente (SP)
Fundada em 22 de janeiro de 1532, São Vicente, ilha do litoral sul de São Paulo, foi a primeira cidade do Brasil. Em agosto do mesmo ano, Martim Afonso de Sousa, navegador português, coordenou as primeiras eleições populares do País, instalando a primeira Câmara de Vereadores da América. A ilha também abrigou o primeiro empório marítimo da costa, que se localizava onde hoje está o Porto das Naus. De lá partiram as primeiras expedições portuguesas para o interior do Estado paulista.

Canindé do São Francisco (SE)
Após a construção da Hidrelétrica de Xingó, Canindé do São Francisco teve sua paisagem modificada. O represamento de parte do Rio São Francisco formou um cânion de 50 metros de altura e um lago, com até 190 metros de profundidade. Além das belezas naturais dessa região, na fronteira entre Sergipe e Alagoas, as rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da área, que viveram ali há mais de 8 mil anos. O Sítio Arqueológico Mundo Novo tem formações de arenito e pinturas rupestres. Já a Grota do Angico é o local onde Maria Bonita, mulher de Lampião, e mais nove cangaceiros foram mortos pela tropa do tenente João Bezerra da Silva, em 28 de julho de 1938. Para chegar ao local é necessário atravessar o Rio São Francisco e seguir por uma trilha de 700 metros até a grota.

São Cristóvão (SE)
Quarta cidade fundada no Brasil e primeira capital do Estado de Sergipe, São Cristóvão abriga a praça de São Francisco, construída em 1693 pela Ordem Franciscana. A preservada construção barroca foi considerada neste ano Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O conjunto arquitetônico é considerado a mais expressiva representação no Brasil do período da União Ibérica, entre os séculos 16 e 17, quando Portugal e Espanha eram uma só coroa. Na República, São Cristóvão aquartelou as tropas do batalhão que combateu os seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, em 1897.

São Francisco do Sul (SC)
A ilha de São Francisco do Sul foi a primeira cidade de Santa Catarina, fundada em 1660. Colonizada por açorianos, seu centro tem cerca de 400 imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de arquitetura portuguesa e alemã. Seu porto foi decisivo para o desenvolvimento da região e é hoje o quinto mais movimentado do País. No centro histórico, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1699, é uma visita obrigatória. Tem em suas paredes argamassa feita de uma mistura de cal, concha, areia e óleo de baleia.

Goiás (GO)
Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e com título de Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2001, a cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho, possui um importante sítio histórico do período da expansão colonial, no século 18. Originada pelas explorações em busca de ouro, foi capital de Goiás de 1749 até 1937, quando a sede do governo foi transferida para Goiânia. Com mais de 90% de suas construções em arquitetura barroca-colonial original, é um dos patrimônios arquitetônicos e culturais mais ricos do País.

São Luís (MA)
Palco de disputa entre portugueses, franceses e holandeses, São Luís guarda em sua arquitetura e cultura registros dessa colonização multi-cultural. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1997, o centro histórico da capital do Maranhão tem cerca de 3.500 edificações coloniais dos séculos XVIII e XIX.

iG São Paulo

Portaria com a criação da comissão é publicada amanhã e grupo deve chamar alunos para dar informações

A comissão disciplinar formada pelo colegiado da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do campus de Assis (SP) terá 30 dias para apurar o que houve nos jogos universitários realizados entre os dias 10 e 13, em Araraquara, quando estudantes obesas foram agarradas e humilhadas pelos colegas. A criação do grupo foi aprovada pelos 30 representantes da diretoria, funcionários, professores e alunos da escola numa reunião de mais de três horas.

A portaria cita o nome de Roberto Negrini e Daniel Souza, dois estudantes do campus que são apontados como organizadores. A comissão tem poder para convocar qualquer pessoa que possa dar informações sobre o caso. Se não houver tempo hábil em 30 dias, o prazo para tomada de decisão pode ser prorrogado. Enquanto o órgão máximo da escola se reunia num auditório, os alunos protestavam contra a demora da universidade para se posicionar sobre as agressões. Com faixas e cartazes, cerca de 200 estudantes ocuparam a entrada do prédio principal. "Queremos que a Unesp tome medidas que demonstrem o repúdio da instituição a esses atos de violência", disse a doutoranda em Psicologia Erika Oliveira.

Vítimas e agressores faltam às aulas

Alunas manifestaram solidariedade às colegas agredidas portando cartazes com frases como "Abaixo a Ditadura do Corpo", "Ser Mulher não é Ser Boneca" e "Por uma Universidade sem Opressão, Preconceito e Violência". As duas estudantes do campus de Assis que foram agredidas não compareceram.

Por decisão dos familiares, elas não estão comparecendo às aulas e se mantém distantes da imprensa. "A última coisa que queremos é expor essas meninas que já estão feridas e assustadas", disse a advogada Fernanda Nigro, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Sexualidade (Neps), que acompanha o caso. Amigos das garotas disseram que elas estão em casas de familiares, em outras cidades. Os estudantes apontados como agressores também faltam às aulas. O estudante Roberto Negrini, que tinha classificado o "rodeio" como uma brincadeira e manifestado arrependimento, foi orientado pelos pais, advogados, a não falar com a imprensa.

Bullyng continua

Em Assis, hoje, os estudantes se dividiam entre os que exigiam punição para os culpados e aqueles preocupados com a imagem da universidade. "Não foi só em Assis que aconteceu isso, mas nosso campus foi o único que se posicionou", disse Camila Galvão, estudante de Letras. A aluna de Psicologia Ana Carolina Wershing disse que o bullying continua acontecendo na escola. Ela citou o caso de uma amiga que, desde o primeiro ano de faculdade, sofre discriminação por sua opção sexual. Já Heloisa Helena Soratto e Silva lembrou que a Unesp de Assis tem forte tradição feminista por abrigar cursos de Letras e Psicologia. "Não estamos deixando isso morrer".

Depois dos protestos, os alunos acompanharam a reunião do colegiado pela vidraça, do lado de fora. Eles vibravam quando os representantes falavam em apuração e punição. O vice-diretor, Ivan Rocha, disse defender uma avaliação rigorosa dos casos que considerou de extrema violência. "É uma instituição pública, bancada com a economia popular", disse.

Alguns professores atacaram a imprensa, que teria dado tratamento sensacionalista ao caso. Um deles disse que a Unesp tinha 50 anos de tradição e não devia ser "cobrada" a aplicar punições. No final, a congregação da Unesp de Assis aprovou uma moção de "veemente repúdio" contra os atos de violência praticados contra as alunas. Também aprovou um desagravo (reparação de dano) às alunas e seus familiares.

iG São Paulo

Estudantes aprovados no vestibular da PUC do Paraná comemoram em piscina de lama

Foto: Daniel Castellano/GAZETA DO POVO/AE

Estudantes aprovados no vestibular da Pontíficia Universidade Católica (PUC) do Paraná comemoraram aprovação com banho de lama em Curitiba. Lista de aprovados também está no site da instituição.

iG São Paulo

Responsável pela escola no Espírito Santo procurava cartão de passagem de ônibus de professora

A Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) afastou hoje uma professora, um coordenador e a diretora de uma escola estadual da cidade de Serra por exigir que alunos tirassem a roupa para passar por inspeção. Os alunos foram revistados após a professora reclamar sobre o desaparecimento do cartão de passagem de ônibus.

Os estudantes eram levados ao banheiro um a um onde foram obrigados a "baixar a cueca e levantar a blusa" conforme contam vítimas não identificadas. Em nota, a SEDU disse que lamenta o fato e pede desculpas aos alunos e às famílias prejudicadas. "Esta foi uma situação que agrediu fortemente a dignidade humana".

Segundo a pasta, um pedido de desculpas será feito à turma de alunos, além disso será oferecido acompanhamento por parte de uma assistente social.

(com informações da Agência Estado)

iG São Paulo

Estudantes de escola estadual de Campo Grande sofreram agressões e discriminação racial

A diretora da Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos, de Campo Grande (MS), foi responsabilizada por ?bullying associado à discriminação racial? cometido contra dois alunos de 13 e 15 anos, em parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE). A decisão, que aguarda homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

De acordo com o parecer da conselheira e relatora Nilma Lino Gomes, Antonesia Maria dos Santos da Costa, mãe das vítimas, registrou um Boletim de Ocorrência no qual afirmava seus filhos sofreram injúria e agressões feitas pelos alunos da escola. Segundo Antonesia, os jovens eram alvos de agressões de cunho racista, como ?o seu cabelo é feito pra fazer Bombril?, ?sua pele é para fazer carvão e a carne para fazer comida de porco?, ?pretos fedidos? e ?urubu?.

Ainda de acordo com a versão da mãe, a direção da escola ?fez pouco caso da situação?. Após a divulgação do caso na imprensa local, Antonesia e a diretora ?tiveram uma reunião tensa na qual as duas se exaltaram?. O caso foi encaminhado ao CNE pela Presidência da República/Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O CNE avalia que existiu ?bullying associado à prática de discriminação racial? no caso e exige que a direção da escola preste esclarecimentos ao Colegiado Escolar, ao Conselho Tutelar, ao Conselho Estadual de Educação, ao Conselho Estadual dos Direitos do Negro e à Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso Sul. As explicações devem ser dadas também à Antonesia, autora da denúncia, feita em julho deste ano.

O parecer indica ainda que a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul e o
Conselho Tutelar verifiquem a situação escolar da adolescente de 15 anos, filha de Antonesia, que abandonou os estudos após as agressões. O documento também orienta a Secretaria e todas as escolas do Estado a realizarem práticas pedagógicas, envolvendo os profissionais da educação, estudantes e comunidade escolar na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

O Conselho determina ainda que a Secretaria de Educação apoie a Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos no desenvolvimento de ?um processo de formação em serviço e continuada dos professores, que focalize a discussão sobre diversidade e respeito às diferenças, o combate ao racismo e o fenômeno do bullying nas escolas?.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul ainda não se manifestou sobre o caso.

iG São Paulo

Estudante da Paraíba se retirou por motivos pessoais e aluno do Paraná assume a vaga em intercâmbio gratuito para os EUA

A lista dos 35 estudantes de escolas públicas brasileiras que vão participar do Programa Jovens Embaixadores 2011 foi modificada. De acordo com a Embaixada dos EUA, responsável pelo projeto, Maria Thamara de Lacerda Souza, de João Pessoa, Paraíba, retirou-se do programa por motivos pessoais. No lugar dela entrará Dimas Gustavo de Oliveira, de Paranaguá, Paraná, selecionado como primeiro suplente.

O programa Jovens Embaixadores seleciona jovens com idades entre 15 e 18 anos para um intercâmbio cultural gratuito de três semanas nos EUA (entre 8 e 27 de janeiro do próximo ano). Esta é a 9ª edição do programa que, desde a sua criação em 2003, já beneficiou 212 jovens brasileiros. O número de inscritos neste ano superou 6 mil jovens e mobilizou 64 instituições parceiras da Embaixada dos EUA em todo o País para selecionar os finalistas.

Na primeira etapa da viagem, que ocorre em janeiro de 2011, o grupo passa uma semana em Washington visitando instituições do governo, museus, participando de reuniões com autoridades e aprendendo sobre a cultura dos EUA. Depois, os alunos passam duas semanas hospedados em casas de famílias americanas em diferentes estados do país. Eles também irão frequentar aulas em uma escola de ensino médio (?high-school?) onde conhecerão o dia-a-dia do jovem estudante americano e farão apresentações sobre o Brasil. Os jovens devem ainda desenvolver um plano de ação para o fortalecimento do seu projeto de voluntariado no País.

Para participar do processo seletivo, é preciso ter bom desempenho na escola, fazer serviço social em sua comunidade e dominar suficientemente o inglês para morar com uma família americana e conseguir se comunicar.

Veja a lista atualizada dos selecionados:

1. Denis Tavares dos Santos Júnior, 17 anos, Rio Branco - AC
2. Ana Carolina Araújo Lima, 17 anos, Manaus - AM
3. Rízia Vitória da Silva Pinheiro, 17 anos, Macapá - AP
4. Ramon da Silva Sampaio, 18 anos, Salvador - BA
5. Breno Oliveira de Jesus, 16 anos, Salvador - BA
6. Francisca Joele Dias Balbino, 18 anos, Sobral - CE
7. Lunara Farias Lima, 15 anos, Quixadá - CE
8. João Guilherme Salve, 17 anos, Castelo - ES
9. Samantha Machado Rezende, 16 anos, Dores do Rio Preto - ES
10. Gabriel Santos de Morais, 16 anos, Goiânia - GO
11. Bárbara de Andrade César, 17 anos, São Luis - MA
12. Alexandre Henrique Lopes Silva, 17 anos, São Gotardo - MG
13. Lucas Alves Emanoel Efísio, 18 anos, Juiz de Fora - MG
14. Renato Martins Dornelas, 17 anos, Contagem - MG
15. João Alcim Souza João Neves, 17 anos, Campo Grande ? MS
16. Laysa Mathias de Jesus, 16 anos, Sorriso ? MT
17. Beatriz Silva da Costa, 18 anos, Tucuruí ? PA
18. Dimas Gustavo de Oliveira, 18 anos, Paranaguá - PR
19. Janailton Mick Vitor da Silva, 16 anos, Sanharó ? PE
20. Marina Rocha de Jesus, 17 anos, Olinda ? PE
21. Manuela Fernandes Valente, 17 anos, Londrina ? PR
22. Hyago Martins de Souza, 17 anos, Alto ? PI
23. Maysa Leandro de Assis, 16 anos, Duque de Caxias ? RJ
24. Déberth Cláudio da Silva Nascimento, 17 anos, Parnamirim ? RN
25. Maria Jordana Mendes de Lima, 17 anos, Ji-Paraná ? RO
26. Eva Marco Lima, 17 anos, Boa Vista ? RR
27. Ítalo da Silva Alves, 17 anos, Três Coroas ? RS
28. Ana Carolina Martins, 16 anos, Curitibanos ? SC
29. Camille Mota Lima, 18 anos, Aracaju ? SE
30. Tairik Adriano Mello Pio, 17 anos, Suzano ? SP
31. Alan Douglas Dantas Silva, 18 anos, Hortolândia ? SP
32. Alexandre Monçalo Neto, 16 anos, Dracena ? SP
33. Gabriela Cristina Benevides Tom, 17 anos, São Paulo ? SP
34. Natanael dos Santos Ferreira, 16 anos, São Paulo - SP
35. Danyel de Moraes Avelino, 17 anos, Combinado ? TO

 

iG São Paulo

Ivan Esperança, de Ciências e Letras, se emocionou ao dizer que sociedade exige providências. Alunos acompanharam do lado de fora

A direção da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis realizou nesta quinta-feira (28) a primeira reunião da congregação, órgão deliberativo da unidade, para decidir quais providências tomar em relação aos participantes do ?rodeio das gordas?. A reunião foi fechada, mas estudantes contrários a competição que humilhava colegas obesas acompanharam do lado de fora da sala que tem paredes de vidro.

"O vice-diretor Ivan Esperança até chorou na fala dele ao contar que a socieade toda exige providências", conta a advogada Fernanda Nigro. "Ele disse estar triste de após 20 anos de dedicação à universidade ter de passar por um episódio assim no fim da carreira." A direção da Unesp confirma que, por unanimidade, foi decidida a instauração de uma comissão para apurar as agressões.

O ?rodeio das gordas? foi realizado no InterUnesp 2010, entre os dias 9 e 12 de outubro, por alunos que disputavam quem conseguia agarrar uma estudante acima do peso por mais tempo. A competição possuía até página na rede de relacionamentos Orkut com regras. Um jovem puxava conversa típica de paquera com uma menina, depois a agarrava com os braços ou pulava sobre ela enquanto outros colegas contavam o tempo.

A agressão foi denunciada com apoio da ONG Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Sexualidades (Neps), em Assis, que é composta principalmente por estudantes da Unesp local. A advogada da entidade, Fernanda Nigro, participará da reunião com a direção da universidade hoje.

A presidente da ONG, Kesia dos Anjos Rocha, afirma que a maior parte dos estudantes é contra o que ocorreu. ?Foi algo de um grupo isolado que não reflete o que a maior parte pensa?, diz.

Ministério Público

A promotora Noemi Corrêa, de Araraquara, abriu ontem inquérito para apurar o caso a partir das informações veiculadas na imprensa. Com isso, os envolvidos poderão ser punidos administrativamente pela universidade e também pela Justiça.
 

iG Brasília

Alterações nas especificações dos móveis serão exigidas nas novas licitações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Em 2011, os estudantes e os professores da rede pública de ensino ganharão móveis mais ergonômicos. A decisão foi tomada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) após a realização de audiência pública sobre o tema na cidade de São Paulo. Representantes da autarquia e das indústrias de móveis debateram melhorias que podem ser feitas em mesas e cadeiras fornecidas às escolas públicas.

As propostas são eliminar vãos nos assentos e criar novas medidas para o encosto das cadeiras, além da substituição dos pregos que hoje fixam o tampo das mesas (para evitar acidentes). As alterações já serão especificadas nos pregões eletrônicos que serão feitos no ano que vem para adquirir novo mobiliário.

As novas especificações do mobiliário escolar fazem parte de acordo entre o FNDE e a Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE), de São Paulo, que forneceu projeto de móveis escolares criado com base na regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Integram os móveis: o conjunto do aluno (carteira e cadeira), conjunto do professor (mesa e cadeira) e mesa acessível a alunos cadeirantes. 

* Com informações da assessoria do Ministério da Educação

iG São Paulo

Grupo de Assis que denunciou competição violenta quer mostrar que maioria é contra atitude tomada em Araraquara

Estudantes contrários ao "rodeio das gordas" iniciaram um abaixo-assinado em repúdio a competição que aconteceu durante encontro de alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara. O grupo apoiado pela ONG Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Sexualidades (Neps) foi responsável pela denúncia da agressão.

Na semana passada, durante a Semana da Liberdade Criativa, eles distribuíram panfletos que reproduziam a comunidade no Orkut montada pelos integrantes da competição violenta. ?Em seguida,  iniciamos um debate sobre o assunto?, conta a presidente do Neps, Kesia dos Anjos Rocha.

Mestranda da Unesp, ela diz que o objetivo da manifestação e do abaixo-assinado é mostrar que o torneio foi organizado por uma minoria e que a maioria dos alunos repudia a iniciativa. ?O caso pode ser parecido com o da Uniban (em que uma aluna foi agredida por usar um minivestido), mas queremos garantir que a reação da comunidade acadêmica seja diferente?, afirma.

Segundo ela, após a distribuição dos panfletos, um dos organizadores da competição pediu o microfone e fez um pedido de desculpas. ?Ele chamou de brincadeira infeliz. Nós achamos que é preciso refletir mais e, se for o caso, tomar as providências cabíveis.?

Até o meio-dia desta quinta-feira, a petição online tinha 450 assinaturas.

 


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