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AFP

Dois seguranças que tentavam evitar a entrada dos criminosos morreram e quatro pessoas ficaram feridas

Dois seguranças morreram neste domingo ao tentar evitar um ataque de quatro homens armados contra o prédio da Bolsa de Bagdá, informou o ministério do Interior do país.

De acordo com o órgão político, quando perceberam a aproximação das forças de segurança do distrito de Karrada, no centro da capital, os criminosos detonaram um carro-bomba, o que provocou as mortes e deixou quatro feridos.

Os insurgentes se refugiaram na igreja Saiydat al Najat (Nossa Senhora da Saúde), que fica perto do local do ataque. Em 2 de agosto de 2004 esta igreja foi atacada, assim como outros cinco templos cristãos, o que deixou vários mortos e feridos.

O porta-voz do comando de operações de Bagdá, general Qassem Atta, informou que a igreja estava cercada pelas forças de segurança na tarde de domingo.

 

 

 

 

EFE

Polícia deteve jovem de 22 anos na noite de sábado

Dezenas de pessoas protestaram neste domingo, na Universidade de Sanaa, no Iêmen, contra a detenção da estudante, identificada como Hanan Al-Samawi, suspeita de ter enviado aos Estados Unidos dois pacotes com material explosivo.

Os manifestantes, também estudantes na maior parte, levaram cartazes nos quais era possível ler frases como "onde está a justiça?", "liberdade para Hanan" e "todos somos Hanan".

No sábado à noite, a Polícia iemenita deteve a estudante de 22 anos, aluna da faculdade de Engenharia da Universidade de Sana, após ter cercado sua casa.

O advogado de Hanan, Abdel Rahman Berman, denunciou em declarações à Agência Efe que a detenção da jovem aconteceu de maneira ilegal e pediu às autoridades que abram um inquérito transparente do fato.

Berman insistiu que é legítimo que os defensores de Hanan estejam presentes nos interrogatórios da estudante e condenou que até o momento se desconheça o lugar onde a universitária se encontra detida.

Hanan foi detida junto a sua mãe, mas não foi informado oficialmente se a última tem algum tipo de responsabilidade no envio dos pacotes, que foram localizados na sexta-feira passada na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e no Reino Unido.

Os pacotes foram enviados do Iêmen pelas empresas UPS e FedEx, e é possível que a Al Qaeda na Península Arábica esteja por trás da operação.

BBC Brasil

Material estava dentro de impressoras endereçadas aos Estados Unidos e passou por dois voos comerciais

A companhia aérea Qatar Airways informou que um dos dois pacotes com explosivos vindo do Iêmen, que seria enviado aos Estados Unidos, foi transportado em dois aviões de passageiros antes de sua apreensão em Dubai. Até o momento, acreditava-se que os pacotes tinham sido transportados em aviões de carga.

Um dos dispositivos foi transportado em um Airbus A320 da companhia, saindo da capital do Iêmen, Sanna, para Doha, segundo informações da Qatar Airways. Em seguida, o pacote foi transferido para outro avião da Qatar Airways, em direção a Dubai, onde foi apreendido pela polícia.

A companhia aérea não informou que o tipo de avião de passageiros foi usado para transportar o dispositivo entre Doha e Dubai, mas afirmou que provavelmente foi um A320, um A321 ou um Boeing 777.

"A Qatar Airways pode confirmar que uma encomenda recente foi levada a bordo de uma de suas aeronaves, de Sanaa para Dubai, via Aeroporto Internacional de Doha", informou a declaração na página da companhia na internet.

A transportadora também declarou que, "de acordo com a Convenção de Chicago, não é responsabilidade do país no qual a carga transita examinar (a carga) com raio-X ou cães farejadores. Esta responsabilidade é do país de origem da encomenda."

"Além do mais, os explosivos descobertos eram de uma natureza sofisticada, por isso não podiam ser identificados com raio-X ou por cães farejadores. Os explosivos foram descobertos apenas depois do recebimento de informações secretas", acrescentou a declaração.

Explosivos

Os dois pacotes, interceptados na sexta-feira por autoridades da Grã-Bretanha e de Dubai, iriam do Iêmen aos Estados Unidos. A descoberta dos explosivos desencadeou alertas nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e no Oriente Médio.

As duas bombas estavam dentro de cartuchos de impressoras e eram endereçadas a sinagogas nos Estados Unidos. Um dos pacotes foi interceptado no aeroporto de East Midlands, na Grã-Bretanha e, segundo o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o explosivo foi projetado de modo a explodir a aeronave. Um segundo objeto que continha explosivos foi encontrado num avião em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A polícia de Dubai informou que o pacote continha o explosivo pentaeritritol (PETN) - o mesmo usado em uma tentativa de atentado em um avião que fazia o voo entre Amsterdã e Detroit no Natal de 2009 - e trazia as marcas registradas da organização terrorista Al-Qaeda.

De acordo com a imprensa americana, as autoridades teriam dado o nome de um cidadão da Arábia Saudita, Ibrahim Hassan al-Asiri, responsável pela fabricação de bombas, como o principal suspeito.

Ele seria um dos líderes da Al-Qaeda na Península Arábica e teria organizado o ataque suicida contra o chefe do serviço secreto saudita, Prince Mohammed bin Nayef, que sobreviveu ao ataque. Neste ataque foi usado o mesmo tipo de explosivo encontrado nos pacotes, o PETN.

O principal assessor de Obama para assuntos de segurança nacional e contraterrorismo, John Brennan, afirmou que autoridades americanas acreditam que a mesma pessoa fabricou as bombas escondidas em impressoras e a bomba transportada em uma tentativa de ataque em dezembro de 2009, nos Estados Unidos.

Brennan informou também que os Estados Unidos também voltaram a examinar a queda ainda não explicada de um avião de carga da UPS em Dubai, ocorrida em setembro, para tentar descobrir algum fato novo.

As autoridades do Iêmen estão interrogando uma estudante suspeita de enviar os dois pacotes aos Estados Unidos. Grupos de defesa dos direitos humanos identificaram a suspeita como Hanan al-Samawi, de 22 anos.

As autoridades informaram inicialmente que ela era uma estudante de medicina. Informações divulgadas depois afirmam que ela é uma estudante de engenharia da computação na Universidade de Sanaa e não tinha ligação com grupos islâmicos. A mãe de Hanan al-Samawi também foi detida.

As autoridades iemenitas também estão ampliando as buscas por outros suspeitos de envolvimento no envio dos pacotes de explosivos.

EFE

ONG quer que as Nações Unidas declarem a pedofilia como um 'crime contra a humanidade'

As vítimas de abusos sexuais por parte de padres católicos convocaram para este domingo uma passeata rumo à Praça de São Pedro, no Vaticano, para protestar contra o silêncio da Igreja Católica sobre o tema e pedir aos governos de todos os países que se esforcem para proteger as crianças.

A manifestação, que foi organizada pela associação americana Survivor's Voice ("Voz do sobrevivente", em tradução livre), recebeu a adesão de outros grupos internacionais e italianos que denunciam casos de abusos sexuais por parte de padres.

"Iremos ao Vaticano para denunciar, de novo, tantos casos que destruíram a vida de jovens e que só agora começaram a ser conhecidos", afirmou Marco Lodo Rizzini, ao anunciar a presença da associação do Instituto Provolo.

Os fundadores do Survivor's Voice, Bernie McDaid, 54 anos, e Gary Bergeron, de 47, ambos vítimas de abusos de um padre da diocese de Boston, explicaram em Roma que o objetivo da passeata é que o problema continue em evidência.

McDaid, que foi recebido por Bento XVI durante viagem do Pontífice aos Estados Unidos em 2008, disse que "não mudou nada" nestes dois anos, apesar das promessas do papa. Outro objetivo da manifestação é que as Nações Unidas declarem a pedofilia como um "crime contra a humanidade".

A concentração para a passeata está marcada para as 17h do horário local (14h de Brasília), no Castelo de Sant'Angelo, para, depois de um minuto de silêncio para lembrar todas as vítimas de abusos sexuais, marchar rumo à Basílica de São Pedro.

Como a concentração diante do Vaticano não foi autorizada pela Polícia italiana, é provável que os manifestantes tenham que se dispersar antes da chegada à Praça de São Pedro.

iG São Paulo

Com ventos de até de 160 quilômetros por hora, Tomas foi elevado à furacão de categoria dois

O furacão Tomas ganhou força neste domingo em seu deslocamento pelo mar do Caribe, depois de afetar Barbados e Santa Lúcia com fortes ventos e chuvas.

Com ventos de até de 160 quilômetros por hora, o Tomas foi elevado à furacão de categoria dois e segue em sentido oeste, na direção da Jamaica. O fenômeno deve ganhar ainda mais força nas próximas horas, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Os especialistas acreditam que o Tomas pode se tornar na quarta-feira um furacão de categoria três na escala Saffir-Simpson, cujo máximo é cinco..

O grande temor é de que o furacão afete o Haiti, abalado por uma epidemia de cólera que já provocou a morte de 330 pessoas, país que ainda sofre com os efeitos do terremoto devastador de 12 de janeiro.

Durante a presente temporada de furacões se formaram 19 tempestades tropicais, das quais 12 se transformaram em furacões.

* Com informações da EFE e da AFP

 

iG São Paulo

Explosão foi na praça Taskim, um dos principais pontos turísticos da capital turca. Entre os feridos havia 15 policiais

Foto: AFP

Um ataque suicida no centro de Istambul, na Turquia, deixou mais de 30 feridos, incluindo 15 policiais.
A polícia turca informou que o suicida tentou embarcar em um ônibus da polícia na praça Taksim. Além dos policiais, outros 17 civis também ficaram feridos na explosão. Outros quatro dispositivos explosivos foram encontrados pela polícia nas proximidades da praça, que é um dos pontos turísticos mais famosos de Istambul, e esquadrões foram chamados para desarmar as bombas.

A explosão ocorreu no início da manhã, próxima ao monumento em homenagem à independência da Turquia, que está sempre lotado. Geralmente, esquadrões da tropa de choque da polícia ficam posicionados nesta parte da praça, que frequentemente é usada para manifestações. 

"Foi um atentado suicida e o homem-bomba explodiu. Parece ser um corpo masculino", disse o policial. Dois dos feridos estão em estado grave, disse Capkin.

A praça Taksim fica do lado europeu de Istambul e é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. Istambul é o centro financeiro e empresarial da Turquia, um país de maioria muçulmana, com 75 milhões de habitantes, e que está esperando para se tornar membro da União Europeia.

Imagens de televisão mostraram forças de segurança dirigindo os serviços de emergência para a cena da explosão. Uma unidade antibombas também foi para a cena do crime, no caso de um segundo dispositivo explosivo ser acionado, segundo a mídia turca. A praça Taksim foi fechada.

A cidade tem sido alvo do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que estendeu um cessar-fogo unilateral no mês passado. O grupo separatista curdo já realizou ataques com bombas contra Istambul, assim como grupos de extrema-direita e organizações islâmicas. Militantes da Al Qaeda estavam por trás de ataques a bomba em Istambul, em 2003, que matou 57 pessoas e deixou centenas de feridos.

A praça é um grande atrativo turístico e centro de transportes, rodeado por restaurantes, lojas e hotéis, e no coração da Istambul moderna. Abriga o Monumento da República, que foi construído em 1928 para comemorar a criação da República Turca.

* Com informações da BBC Brasil e da Reuters

BBC Brasil

Explosão na praça Taksim ocorreu perto de local onde estava a tropa do choque da polícia

Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas neste domingo no centro de Istambul, na Turquia, no que pareceu ser um ataque suicida. A explosão ocorreu nesta manhã na famosa praça Taksim, no centro de Istambul. A polícia isolou o local.

Imagens de canais de televisão turcos feitas na praça mostravam partes de corpos pelo chão. As ambulâncias levaram os feridos para o hospital, mas muitos foram tratados ainda na praça Taksim.

A praça Taksim fica do lado europeu de Istambul e é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade.

De acordo com o correspondente da BBC em Istambul Jonathan Head, a explosão ocorreu perto do monumento em homenagem à independência, nas proximidades de um posto da tropa de choque da polícia.

O chefe de polícia de Istambul, Huseyin Capkin, informou que seis dos feridos são civis e outros nove são policiais.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas um cessar-fogo fechado há dois meses com rebeldes curdos espira ainda neste domingo.

Segundo o correspondente da BBC as suspeitas devem se voltar para os rebeldes curdos ou grupos ligados à organização Al-Qaeda.

O grupo separatista curdo PKK já realizou ataques com bombas contra Istambul, assim como grupos de extrema-direita e organizações islâmicas.

AFP

Vulcão teve nova erupção no sábado. País sofre as consequências dos dois desastres naturais

O governo da Indonésia intensificou os esforços para ajudar os moradores das ilhas remotas devastadas na segunda-feira por um tsunami que deixou pelo menos 449 mortos e 96 desaparecidos, segundo o balanço atualizado divulgado neste domingo.

As equipes de emergência tentam chegar aos vilarejos isolados afetados por chuvas torrenciais e pelo mar agitado, com ondas de até três metros de altura na costa. No sábado, as autoridades anunciaram que 135 sobreviventes que eram considerados desaparecidos foram resgatados em uma área alta da ilha de Pagai Norte.

"O balanço mais recente é de 449 mortos e 96 desaparecidos", declarou à AFP o coordenador dos trabalhos de emergência, Agus Prayitno. "Além do grande grupo de sobreviventes encontrado ontem (sábado), outros indivíduos também conseguiram chegar aos abrigos temporários. Alguns, inclusive, retornaram a seus vilarejos", completou.

Outro funcionário do governo, Joskamatir, destacou que as buscas dos desaparecidos prosseguem, mas disse que as chances de encontrar sobreviventes são pequenas.

O tsunami, provocado na segunda-feira passada por um terremoto de 7,7 graus de magnitude, forçou 15.000 pessoas a abandonar as ilhas Mentawai, perto da costa oeste de Sumatra.

A Indonésia também tarbalha para ajudar os moradores da região do vulcão Merapi, no centro de Java. As erupções recentes obrigaram 50.000 pessoas a abandonar a área.

Vulcão

O vulcão indonésio Merapi, que provocou a morte de 34 pessoas na terça-feira, voltou a entrar em erupção no sábado, provocando a fuga de milhares de pessoas aterrorizadas com a nova explosão.

A nova erupção do Merapi, que aconteceu à 1h (16h de sexta-feira no horário de Brasília), foi mais forte e fez mais barulho que a de terça-feira, projetando cinzas a 20 km da cratere, segundo os moradores da região. Ao contrário da erupção de terça-feira, a de sábado não provocou mortes diretas, mas duas pessoas faleceram em um acidente de trânsito quando milhares de pessoas tentavam fugir, de madrugada, da área afetada.

Quase 50.000 pessoas estão abrigadas em centros temporários abertos desde segunda-feira nas proximidades de Yogyakarta, a grande cidade vizinha.

Muitos países já anunciaram ajuda à Indonésia, como a Comissão Europeia, que liberou 1,5 milhão de euros (quase US$ 2 milhões).

The New York Times

Por cair este ano em um domingo, ritual do 'doces ou travessuras' terá outra data em alguns lugares

A data do Dia das Bruxas é uma das mais fáceis de lembrar: 31 de outubro. Nada daquelas datas estranhas, como a primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro (como o dia da eleição), nada como a quarta quinta-feira em novembro (Dia de Ação de Graças) ou a segunda segunda-feira em outubro (quando o Canadá celebra o Dia de Ação de Graças). É simplesmente o último dia de outubro.

Mas este domingo, 31 de outubro, não será tão simples assim. Em todo o país, as pessoas estão se preparando para o dia ideal de fantasias. Em algumas cidades, os moradores decidiram comemorar o Dia das Bruxas no sábado, para preservar a pureza do sabá cristão, enquanto outros preferem não ter de escolher entre o Dia das Bruxas e futebol americano universitário. Há até mesmo quem prefira a segunda-feira.
Autoridades na cidade de Savannah, condado de Chatham, na Geórgia, também invocaram um terceiro motivo: o desejo de tirar o Dia das Bruxas em uma noite que não prejudique as aulas no dia seguinte. Assim, eles pensaram nos moradores fazendo sua peregrinação por ?doces ou travessuras? na noite de sábado.

"Você está no cinturão da Bíblia", disse Laura Raschke, 37 anos, caixa da loja LifeWay Christian, que apoiou a mudança. "A religião é sempre um motivo, mas para nós também pesa a escola. Nós temos crianças que saem de casa por volta das 6h da manhã".

O prefeito de Savannah, Otis S. Johnson, diz que "o domingo é o sabá cristão". "Mas uma vez que as comemorações do Dia das Bruxas normalmente ocorrem à noite e o sabá judaico termina ao pôr-do-sol, nós não estaríamos desrespeitando-os também", disse. "Além disso, os muçulmanos praticam suas orações às sextas-feiras. Então, se houvesse preocupações religiosas, nós cobrimos todas elas".

O raciocínio de Johnson, no entanto, não foi bom o suficiente para o colunista Tom Barton, do jornal Savannah Morning News. Na quarta-feira, ele escreveu que Johnson havia violado a regra de Linus, o personagem da turma do Snoopy, que certa vez disse: "Há três coisas que eu aprendi a nunca discutir com as pessoas: religião, política e a Grande Abóbora".

Regra

O condado de Chatham não está sozinho na sua desobediência à regra Linus. Cidades no condado de Washington, Oklahoma, também terão rituais de "doces ou travessuras" no sábado. Na Paróquia de Livingston, Louisiana, os líderes locais se posicionaram contra uma parte do código da paróquia que afirma que quando o 31 de outubro cair em um domingo, "doces e travessuras serão servidos na segunda-feira seguinte, dia 1º de novembro".

Em Oxford, Mississipi, o Dia das Bruxas permanecerá no domingo, embora a cidade tenha encorajado o ritual no sábado. "Basicamente, temos pessoas vindo de Auburn e de outros lugares. Teremos uma enorme multidão", disse o prefeito George Patterson. "Nós esperamos cerca de 100 mil pessoas, portanto não parecia muito prático alterar a data".

*Por Mark Oppenheimer e Kim Severson

The New York Times

Enquanto democratas se dividem em relação à continuidade no Afeganistão, republicanos apoiam estratégia de enviar mais tropas

Foto: Reuters

As guerras no Afeganistão e no Iraque têm dominado a política externa americana nos últimos nove anos, mas o debate sobre elas praticamente não existe na campanha eleitoral deste ano.

De Wilmington a Cleveland e Seattle, enquanto os republicanos tentam tirar o controle do Congresso dos democratas, o assunto mal aparece. O mesmo vale para o discurso do presidente Barack Obama enquanto ele percorre o país.

Ele muitas vezes faz alusão ao Iraque, embora brevemente. "Por causa de vocês, há 100 mil jovens homens e mulheres estão voltando para casa do Iraque ? por causa de vocês", Obama disse na segunda-feira em Providence. Mas ele não menciona o Afeganistão na campanha. Nem seus adversários republicanos também não.

Tanto democratas quanto republicanos parecem ter decidido que falar sobre as guerras não seria bom para eles. Os democratas estão divididos sobre a guerra e não querem mostrar divisões internas em um ano no qual já têm tantos outros problemas.

Mais tropas

Os republicanos estão unidos em apoio à guerra no Afeganistão e a decisão de Obama de enviar mais tropas para lá, mas não veem necessidade de ressaltar uma questão na qual estão mais ou menos aliados com o presidente.

De qualquer maneira, os republicanos certamente não querem tirar a atenção da economia, assunto que tem funcionado para eles. Além disso, ambos os lados gastaram mais de US$ 1 trilhão nas guerras no Iraque e no Afeganistão desde 2001 ? o que faz deste um tópico nada ideal para abrir uma campanha que é dominada pela preocupação com o déficit orçamentário e a taxa de desemprego.

Para a Casa Branca, a falta de uma questão de política externa real com a qual confrontar os republicanos durante a campanha é uma bênção e uma maldição.

Os republicanos ficaram ao lado de Obama em sua decisão de aumentar o número de tropas no Afeganistão, embora não necessariamente com a sua opção de início da retirada no próximo verão. E enquanto os democratas liberais estão descontentes com a decisão de Obama de aumentar a luta no Afeganistão, eles ainda têm de desafiar a Casa Branca a respeito disso de maneira centralizada.

"Eu acho que o presidente é um irônico beneficiário do sucesso do aumento da guerra de Bush contra o Iraque ", disse Charles Cook, editor do The Cook Political Report e analista independente de disputas ao Congresso.

No momento em que Bush ordenou mais tropas para o Iraque, muitos especialistas em política externa argumentaram que esse era um passo fadado ao fracasso. Isso não aconteceu. "Portanto, o aumento de tropas no Afeganistão está recebendo muito apoio ", disse Cook.

*Por Helene Cooper

The New York Times

Após campanha eleitoral, que teve no centro das atenções a crescente dívida federal, governo deve ficar ainda mais dividido

Depois de uma campanha eleitoral, que teve no centro das atenções a crescente dívida federal, o governo americano deve ficar ainda mais dividido sobre o que fazer, afirmam políticos de ambos os partidos, com democratas enfraquecidos e republicanos reforçados, confrontando divisões internas enquanto batalham entre si.

Nas semanas seguintes à eleição de 2 de novembro, a Casa Branca e o Congresso enfrentarão decisões imediatas que devem testar o equilíbrio de poder ? sobre a continuidade dos impostos da era Bush, a aprovação em atraso de despesas para manter o funcionamento do governo e, possivelmente, debatendo as recomendações que o presidente Barack Obama solicitou a uma comissão bipartidária de redução da dívida até dezembro.

O relatório da comissão de 18 membros que inclui alguns membros influentes do Congresso, seis de cada partido, ajudará a determinar se existe um consenso bipartidário para lidar com a combinação insustentável dos programas assistencialistas de rápido crescimento como a Segurança Social e o Medicare e receitas fiscais inadequada.

Decisões

O grupo adiou a tomada de decisões para depois das eleições, para evitar vazamentos que pudessem ser usados durante a campanha, mas mesmo alguns dos seus membros duvidam que conseguirão reunir os 14 votos necessários para enviar um pacote ao Congresso para votação. Na melhor das hipóteses eles esperam que opções deixadas na mesa, ou acordadas pelos presidentes - Erskine B. Bowles, chefe de gabinete da Casa Branca durante o governo do presidente Bill Clinton, e Alan K. Simpson, ex-líder republicano no Senado ? encontrarão apoio nos gastos e isenções fiscais.

Em entrevistas, alguns democratas e republicanos concordaram em uma coisa: apesar de todo o falatório de que um governo dividido poderia forçar os partidos a trabalharem juntos, especialmente na redução dos déficits anuais, o oposto também pode acontecer.

Os democratas devem perder algumas cadeiras, senão a maioria ? principalmente os mais conservadores fiscalmente, de inclinação republicana. Isso vai resultar em uma bancada mais liberal e menos inclinada a apoiar as mudanças de redução de custos em benefícios futuros da Previdência Social, por exemplo.

Brigas internas

Ambos os partidos também enfrentam brigas internas que podem dificultar qualquer grande oportunidade para reduzir os déficits anuais aumentando a dívida acumulada, que até o final da década atingirá níveis perigosos conforme mais aposentados solicitem o Medicare e a Previdência Social.

O que pode resultar disso é um "impasse sobre a redução do déficit ", disse John Podesta, presidente do Center for American Progress e chefe de gabinete na Casa Branca de Clinton.

Esse será o resultado se os republicanos, como esperado, bloquearem o auxílio desemprego adicional e se permanecer o impasse dos partidos na sessão sobre os cortes de impostos da era Bush, que expiram 31 de dezembro. Isso causaria níveis mais baixos de gastos em vigor para o ano fiscal de 2011 e forçaria Obama e os republicanos a tentar chegar a um compromisso fiscal para o próximo ano.

*Por Jackie Calmes

EFE

A decisão de Berlim, anunciada neste domingo, segue à adotada no mesmo sentido pela França

O Governo alemão decidiu suspender os voos de carga procedentes do Iêmen após a confirmação de que um dos dois pacotes bomba destinados aos Estados Unidos passou pela Alemanha, de onde foi levado em outro avião para a Inglaterra.

A decisão de Berlim, anunciada neste domingo, segue à adotada no mesmo sentido pela França, que no sábado suspendeu todos os voos de carga procedentes desse país.

Ainda no sábado, o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, tinha afirmado que não havia motivos concretos para reforço das medidas de segurança, situação que mudou após a revelação de que o pacote-bomba detectado no aeroporto de East Midlands (norte da Inglaterra) tinha passado por Colônia, oeste da Alemanha.

Segundo o jornal "Bild am Sonntag", as autoridades inglesas receberam um alerta do Departamento de Pesquisas da Polícia alemã com informações sobre o pacote suspeito em um voo de carga.

A inteligência da Polícia alemã, por sua vez, tinha recebido informações da Arábia Saudita, mas não conseguiu agir a tempo e o pacote seguiu voo de Colônia para o aeroporto inglês. As autoridades iemenitas detiveram no sábado uma estudante de medicina suspeita de ter enviado aos EUA dois pacotes com explosivos.

Aparentemente, a jovem foi identificada graças ao chip de um telefone celular encontrado no pacote interceptado no Reino Unido, que, assim como o localizado em Dubai, tinha como destino duas sinagogas de Chicago.

Os pacotes foram enviados do Iêmen pelas empresas de transporte americanas UPS e FedEx, e acredita-se que a Al Qaeda, que opera no Iêmen, está por trás da operação.

O primeiro pacote foi localizado e desativado no aeroporto de East Midlands, em um avião da UPS, e o segundo em um contêiner da FedEx em um avião do Catar que tinha feito a rota Sana-Doha-Dubai.


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