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iG São Paulo

Últimas negociações permitiram avanços significativos no protocolo sobre o acesso e a Divisão das vantagens (ABS)

Os quase 200 países participantes da Convenção sobre Diversidade Biológica em Nagoya, Japão, podem alcançar nas próximas horas um ambicioso pacto para proteger a biodiversidade, depois de concluído um princípio de acordo sobre a divisão dos lucros procedentes dos recursos genéticos do planeta.

A reunião de Nagoya começou em 18 de outubro com o objetivo de fixar 20 metas estratégicas até 2020, para proteger a biodiversidade e conter o alarmante ritmo de desaparecimento das espécies.

As últimas negociações - muito técnicas - permitiram avanços significativos no protocolo sobre o Acesso e a Divisão das Vantagens (ABS), que tem como meta fazer com que os lucros gerados pelas empresas (laboratórios farmacêuticos, cosméticas, entre outras) de genes provenientes da "reserva de biodiversidade" dos países do hemisfério sul (animais, plantas, microorganismos) sejam compartilhados com estes últimos.

"A proposta foi aceita pelos representantes dos grupos regionais. Queremos examinar a adoção deste acordo mais tarde", anunciou o ministro japonês do Meio Ambiente, Ryu Matsumoto, durante a sessão plenária.

Ele afirmou ainda que será organizada uma votação dos 193 membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica. Segundo um delegado europeu, consultas estavam sendo feitas para garantir o apoio de todos os países dentro de cada grupo regional. O resultado das negociações sobre o protocolo ABS é crucial, já que muitos países em desenvolvimento indicaram que as outras decisões dependem desta questão.

O ministro do Meio Ambiente do Japão, Ryo Matsumoto, apresentou nesta sexta  um texto que pretende conciliar posturas, depois que os negociadores não puderam redigir a minuta do ABS na meia-noite de quinta-feira, quando vencia o prazo.

Além da proposta japonesa, se coloca "a união das duas propostas principais de missão (financiamento) do plano estratégico", afirmou um dos negociadores da Guatemala, Edgard Selvin. Segundo ele, por um lado, "o Brasil propõe um montante específico de US$ 200 bilhões para financiar o plano estratégico e as ações", e por outro, está a proposta da União Europeia (UE), "que ontem, até a meia-noite, estava crescendo em suas dimensões (ofertas financeiras)".

Japão já pôs um incentivo na mesa: US$ 2 bilhões para os próximos três anos, com o objetivo de impulsionar a COP-10 e não repetir o fracasso de Copenhague, onde, em dezembro de 2009, não se alcançou um acordo vinculativo sobre mudança climática.

O Brasil, que tem a maior parte da bacia amazônica e onde vivem 10% de todas as espécies conhecidas no planeta, insistiu ao longo dos debates sobre a necessidade de chegar a um acordo sobre a distribuição equitativa dos recursos. A adoção deste protocolo e de um plano estratégico até 2020 voltaria a dar, além dos dispostivos técnicos instaurados, um pouco de esperança ao processo de negociações da ONU sobre o meio ambiente depois da imensa decepção com o fracasso da conferência sobre o aquecimento globam de Copenhague em dezembro de 2009.

Muitas dúvidas, no entanto, ainda existem sobre o conteúdo do plano estratégico, em particular sobre o tema das áreas protegidas. Estas representam atualmente 13% da superfície total das terras e pouco menos de 1% dos oceanos. Um compromisso pode elevar as áreas até 2020 a 17% para as terras e 10% para os mares.

O plano não tem caráter vinculante, mas pode ter um impacto real sobre a proteção das espécies em todo mundo, segundo Russel Mittermeir, presidente da ONG americana Conservation International.

"Mesmo que não seja uma decisão vinculante, a mensagem enviada a todos os países é que é preciso fazer mais, a situação atual não é satisfatória'", declarou.

(com informações da EFE e da AFP)

 

BBC Brasil

A série de fotos, tiradas por Paul Goldstein, mostra gnu ferido revidando ataque de leoa

Um fotógrafo especializado em vida selvagem capturou o momento em que um gnu, um tipo de antílope que habita as savanas africanas, reage ao ataque de uma leoa, colocando-a para correr.

A série de fotos, tiradas por Paul Goldstein, começa com a leoa atacando um grupo de gnus no Quênia. Pouco depois, um gnu ferido fica para trás do grupo, separado da leoa e três de seus filhotes por um pequeno córrego.

O felino salta para atacar o animal ferido, mas, surpreendentemente, os papeis se invertem e o antílope passa a perseguir a leoa.

A sequência foi capturada nos campos Kicheche. Goldstein organiza safáris fotográficos na África, Índia, Antártida e no Ártico.

Os campos no norte do Quênia existem há dez anos praticando o chamado ?turismo responsável?, com respeito o meio-ambiente e aos habitantes locais.

 

BBC Brasil

Leitura dos sonhos está associada à identificação de neurônios ativados por imagens específicas

Foto: Getty Images

Um pesquisador nos Estados Unidos afirmou que tem planos para criar um dispositivo eletrônico de gravação e interpretação de sonhos.

Moran Cerf, do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia (oeste do país), afirma que a "leitura dos sonhos" é possível baseada em um estudo inicial que, segundo o cientista, sugere que a atividade de células individuais do cérebro, os neurônios, é associada a objetos ou conceitos específicos.

Em sua pesquisa Cerf descobriu que, quando um dos voluntários estava pensando na atriz Marilyn Monroe, um neurônio em particular foi ativado.

Ao mostrar a voluntários acordados que participaram de seu estudo uma série de imagens, Cerf e seus colegas conseguiram identificar neurônios que eram ativados pelos objetos e conceitos.

Ao observar qual neurônio se ativava e quando isso acontecia, os cientistas construíram uma base de dados para cada paciente.

Com ela, Cerf alega que é, efetivamente, capaz de "ler as mentes? dos voluntários.

Análise do sonho
Há séculos são feitas tentativas de interpretar os sonhos; no Egito antigo, por exemplo, eles eram considerados mensagens dos deuses.

Atualmente, análises de sonhos são usadas por psicólogos como uma ferramenta para compreender o inconsciente. Mas a única forma de interpretar os sonhos é perguntar para as pessoas depois que elas acordam.

O objetivo do projeto de Moran Cerf e sua equipe é desenvolver um sistema que daria aos psicólogos uma forma de corroborar as lembranças destes sonhos com a visualização eletrônica da atividade cerebral durante o sonho.

"Não há uma resposta clara para a razão de os humanos sonharem", disse Cerf. "E, uma das questões que gostaríamos de responder é quando nós criamos estes sonhos."

No entanto, o cientista admite que há um longo caminho antes que a simples observação das reações de um neurônio específico possa se transformar em um dispositivo para gravar sonhos. Mas Cerf acredita que existe uma possibilidade e ele gostaria de tentar.

Para isso, o próximo estágio de seu trabalho é monitorar a atividade do cérebro dos voluntários enquanto eles estão dormindo.

Os pesquisadores vão conseguir identificar imagens ou conceitos relacionados com os que estão arquivados em sua base de dados. Mas, esta base de dados pode, na teoria, ser construída. Por exemplo, ao monitorar a atividade dos neurônios enquanto o voluntário está assistindo um filme.

Eletrodos e sensores
Roderick Oner, psicólogo clínico e especialista em sonhos britânico, acredita que este tipo de visualização limitada pode gerar interesse acadêmico, mas, por outro lado, pode não ajudar muito na interpretação dos sonhos ou em terapias.

"Para isso você precisa da narrativa total e complexa do sonho", afirmou.

Outra dificuldade com a técnica proposta por Moran Cerf é que, para conseguir o tipo de resolução necessária para monitorar neurônios individuais, os voluntários teriam que ter eletrodos implantados profundamente, por um processo cirúrgico, no cérebro.

No estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores americanos conseguiram os primeiros resultados ao estudar voluntários com o implante de eletrodos usados normalmente para tratar de convulsões cerebrais.

Mas Cerf acredita que a tecnologia de sensores está se desenvolvendo em um ritmo tão acelerado que, com o tempo, poderá ser possível monitorar a atividade do cérebro sem a necessidade de cirurgias.

"Seria maravilhoso ler as mentes das pessoas quando elas não podem se comunicar, como em pessoas em coma", disse o cientista.

Interface
Para o professor Colin Blakemore, da Universidade de Oxford, existe uma distância grande entre os resultados limitados obtidos no estudo do cientista americano e a possibilidade de gravar sonhos.

Já foram feitas tentativas de criar interfaces para traduzir pensamentos em instruções para controlar computadores e máquinas.

Mas, a maioria destas tentativas se concentrou em áreas do cérebro envolvidas no controle de movimentos. Os sistemas de monitoramento que Cerf pretende criar visam áreas mais sofisticadas do cérebro para poder identificar conceitos abstratos.

O cientista americano afirma que as pesquisas e usos de um dispositivo que lê a mente de outra pessoa são muitos.

"Por exemplo, em vez de escrever um email, você poderia apenas pensar o email. Ou, outra aplicação futurista, seria pensar em um fluxo de informações e ter estas informações escritas bem à sua frente", disse.

 

iG Rio de Janeiro

País vai buscar acordos graduais para a formação de uma economia mundial de baixa emissão de carbono

A comissão brasileira terá uma atuação com foco diferente da anterior na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 dezembro deste ano. Segundo a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Branca Bastos Americano, o Brasil vai buscar acordos graduais para ajudar na formação de uma economia mundial de baixa emissão de carbono. Após a frustração do ano passado na Dinamarca, o País não vai mais pressionar para que outros países assumam compromissos legais para redução das emissões de gás carbônico (CO2).

"A expectativa era grande na COP-15 em Copenhague e a frustração também foi grande", disse hoje (28) a secretária, no seminário sobre o tema na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), na capital paulista. Em Cancún, segundo Branca, o "pacote ideal" seria definir uma segunda etapa com metas mais aprofundadas para os países desenvolvidos no âmbito do Protocolo de Kyoto. Na primeira etapa deste protocolo, os países desenvolvidos tinham a obrigação de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em ao menos 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012.

A secretária também defendeu "aumentar um pouco mais" o nível de participação dos países em desenvolvimento nas iniciativas de redução das emissões, além de buscar o envolvimento dos Estados Unidos, que nunca ratificaram o Protocolo de Kyoto. "O Japão e os países da Europa não vão aceitar aprofundar os compromissos de Kyoto sem que os Estados Unidos se comprometam mais, e sem que os emergentes, especialmente a China, tenham um envolvimento maior", afirmou Branca.

O ex-secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e candidato derrotado do PV ao governo de São Paulo, Fábio Feldman, responsabilizou os Estados Unidos pelos entraves das negociações internacionais sobre o tema. "Como pode a principal economia do planeta não ter ratificado o Protocolo de Kyoto?", questionou. Feldman disse ver com preocupação as eleições parlamentares que estão em andamento nos Estados Unidos. Segundo ele, existe uma chance grande de vitória de candidatos "céticos" sobre o tema, que pode manter ou até piorar o impasse nas negociações.

Política nacional do clima

A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente defendeu as ações que já estão sendo realizadas pelo governo brasileiro. Ela lembrou da aprovação, no final de 2009, da Política Nacional sobre Mudança do Clima, que tem o objetivo de reduzir as emissões de gases e implementar medidas de adaptação às mudanças climáticas. E também citou a criação do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que terá R$ 226 milhões para projetos destinados à sustentabilidade disponíveis em 2011. "Não se pode restringir tudo com lei, multa e polícia. É preciso criar estímulos para a economia sustentável", afirmou Branca.

Feldman fez a ressalva de que as propostas de redução de gases da política nacional são voluntárias, e defendeu que se tornassem obrigatórias. Feldman pediu uma abordagem mais ampla sobre a questão das mudanças climáticas. Para o ex-candidato do PV, o foco nacional é muito voltado para o combate ao desmatamento, enquanto São Paulo e outras regiões têm na industrialização e nos transportes a principal fonte de emissão de gases causadores do efeito estufa.

Chernobyl dos Oceanos
Preocupado com o acidente que causou um enorme vazamento de petróleo no Golfo do México, apelidado por Feldman de "Chernobyl dos Oceanos", o ex-candidato verde defendeu a realização de um plebiscito sobre a exploração do petróleo na camada pré-sal na costa brasileira. "Eu parto da premissa de que existe o risco na exploração e em toda a indústria do petróleo", afirmou. Segundo ele, o plebiscito iria garantir um amplo debate com a população e a certeza de que um possível licenciamento ambiental para exploração do petróleo fosse feito corretamente.

Questionado se o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, a quem o verde declarou apoio neste segundo turno, aceitaria a ideia, Feldman minimizou: "O plebiscito era uma proposta do PV de São Paulo e não levamos isso para as propostas do governo federal", disse.

Alessandro Greco, especial para o iG

Pesquisa mostra que habilidade estava presente 55 mil anos do que o imaginado

Foto: Science/AAAS

A capacidade humana de fazer ferramentas afiadas é bem mais velha do que se imaginava. Uma equipe liderada por Paola Villa, da Universidade do Colorado, em Boulder, Estados Unidos, encontrou este tipo de artefatos na caverna Blombos, na África do Sul. O resultado da pesquisa foi publicado nesta quinta na revista Science.

As ferramentas são da Idade da Pedra Lascada é retrocedem em 50 mil anos a data inicial do uso deste tipo de artefato por seres humanos. A tecnologia permitia fazer pontas afiadas e pode ter dado ao homem desta região, segundo os pesquisadores, uma vantagem competitiva quando eles migrarão para fora da África há cerca de 60 mil anos.

Para criar os artefatos, o homem primeiramente usava ferramentas similares ao martelo para dar à eles um formato inicial e depois, com um osso de animal ou outro material, fazia pressão na ponta para afiá-lo. ?A aplicação desta técnica inovadora permitiu um maior controle na hora de desbastar...resultando em pontas mais finas, estreitas e afiadas em artefatos de duas faces?, afirmam os pesquisadores no artigo.

Antes da descoberta na caverna de Blombos as evidências mais antigas desta tecnologia eram de cerca de 25 mil anos atrás na França e na Espanha. 

AFP

Parto aconteceu sem incidentes e mãe e filhote passam bem

Foto: © AP

 

Pela primeira vez em 20 anos, o zoológico de Londres anunciou nesta quinta-feira (28) o nascimento de um bebê gorila. "A mãe e o bebê passam muito bem", informou o zoológico em um comunicado. Ele está recebendo "muito carinho" da mãe, Mjukuu, de 12 anos de idade.

O parto, na terça-feira, aconteceu sem incidentes. "As tias Zaire e Effie", outras duas fêmeas gorilas do parque, "ficaram com Mjukuu durante o parto e estavam presentes no momento do nascimento", indicou o zoológico.

O pai, Yeboah, morreu em março, cinco meses depois de sua chegada ao parque. O pequeno, portanto, deverá ser aceito por Kesho, único macho do grupo.

AE

Praticamente todos os ministros que discursaram ontem na COP-10 disseram que é preciso evitar um fracasso a qualquer custo

A 10.ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) se aproxima do último dia de negociações com votos de comprometimento e flexibilidade por parte dos países para chegar a um resultado positivo. Tanto dos mais ricos quanto dos mais pobres.

A definição do que representa um "resultado positivo" certamente varia de acordo com os interesses de cada país. Mas praticamente todos os ministros que discursaram ontem na abertura do "segmento ministerial" da conferência disseram que é preciso evitar um fracasso a qualquer custo. Se não pelo bem da biodiversidade, então pelo bem das negociações sobre mudança climática marcadas para dezembro em Cancún, no México.

"Não podemos fracassar de maneira nenhuma em Nagoya. Não podemos mandar mais uma mensagem negativa para Cancún", disse Jo Leinen, representante do Comitê de Meio Ambiente do Parlamento Europeu. "Talvez não seja tudo o que queremos, mas tem de ser muita coisa. O que não podemos é sair daqui sem nada para mostrar.

"Os pontos críticos da negociação continuam sendo metas globais de áreas protegidas para 2020, mobilização de recursos financeiros e finalização de um protocolo internacional sobre acesso e repartição de benefícios (ABS) oriundos da exploração de recursos genéticos da biodiversidade.

Vários países desenvolvidos ressaltaram que o protocolo deve ser "transparente e previsível", de forma a não criar incertezas jurídicas ou burocracias excessivas que possam penalizar as pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias com base na biodiversidade. O Japão, país anfitrião da COP-10, anunciou ontem um compromisso de investir US$ 2 bilhões (R$ 3,4 bilhões) em projetos internacionais de conservação da biodiversidade nos próximos três anos.

EFE

Para ministra Izabella Teixeira, não se pode falar em biodiversidade sem marco legal para o uso de seus recursos genéticos

O Brasil exigiu hoje (28) que a convenção da ONU sobre biodiversidade culmine com um protocolo sobre o uso e a distribuição equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos, uma proposta respaldada por vários países latino-americanos.
 

"Precisamos de um bom marco legal e um bom protocolo, precisamos deste resultado amanhã, não queremos adiá-lo", disse em entrevista coletiva a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10), da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, que acaba amanhã em Nagoya (Japão).

Representantes de 193 países lutam contra o tempo com a difícil tarefa de chegar a um acordo para proteger a biodiversidade. O pacto deve fixar as metas para o período 2011-2020 e substituir o plano que foi estipulado em 2002 e que vence este ano.

Além disso, deve ser definido um protocolo de gestão dos recursos genéticos, que são, segundo a definição da ONU, "o material hereditário com valor econômico, científico ou social contido nas espécies" como, por exemplo, nas plantas e micro-organismos presentes em territórios indígenas da América Latina.

A ministra reafirmou que o protocolo é a pedra angular da reunião e de um plano estratégico, porque "não se pode falar do uso sustentável da biodiversidade se não há um marco legal que regulamente o uso de seus recursos genéticos".

Por isso, vários países latino-americanos se juntaram ao Brasil na busca por um protocolo que permita que estas nações recebam compensações econômicas pelo conhecimento ancestral sobre as propriedades das plantas e micro-organismos dentro de seu território e, assim, combater a "biopirataria".

O ministro do Meio Ambiente peruano, Antonio Brack, insistiu hoje durante a reunião plenária na necessidade de obter "uma participação justa e equitativa nos benefícios", após declarar que é necessário "um trabalho multilateral para se chegar a uma meta de interesse comum para toda a humanidade".

Há dúvidas sobre a forma como será elaborado esse protocolo, pois há "alguns temas que ficam incompletos", disse a alta comissária para a Biodiversidade da Colômbia, Sandra Bessudo.

"Não queremos que o protocolo seja fraco porque os países com grande biodiversidade necessitam de acordos internacionais que definam o acesso aos recursos", afirmou a funcionária, que não descartou que seja concedido um tempo para que certos pontos sejam discutidos com cautela.

O chileno Samuel Leiva, coordenador de campanhas do Greenpeace e que participou das reuniões da COP10, disse que a apenas um dia do final do encontro, não está claro qual será a conclusão da conferência de Nagoya.

Segundo Leiva, é possível que os países latino-americanos solicitem uma reunião antes da COP11, que será realizada em Nova Délhi em 2012, "especificamente para falar do tema do ABS (sigla em inglês do protocolo), já que não querem chegar à Índia sem tê-lo elaborado".

Outros temas que complicam as negociações são o da conservação, especialmente nas regiões marinhas, e o dos mecanismos de financiamento dos diferentes projetos.

"As sérias divergências não são segredo para ninguém", admitiu a ministra do Meio Ambiente equatoriana, Marcela Aguiñaga, ao manifestar sua preocupação pela possibilidade de que as discordâncias na COP10 possam "estagnar as negociações" e levá-las ao fracasso.

 

National Geographic

Pescadores, que procuram a ova do salmão para vender como caviar, acabam matando os ursos que também se alimenta do peixe

Foto: National Geographic

Em pé, o jovem urso, de dois metros de altura, consegue investigar com mais facilidade sons ou objetos desconhecidos.Todos os verões, centenas de ursos ficam nas redondezas do lago Kurilskoye, na Rússia, onde cerca de dois milhões de salmões migram para desovar. Mas o que era para ser uma festa gastronômica vem se revelando como um perigo para os urso: pescadores de salmão, que procuram a ova do peixe para vender como caviar, acabam matando os ursos.

 

BBC Brasil

Observando linces soltos, cientistas traçam estratégias para reintroduzir na natureza animais nascidos em cativeiro


O Projeto Lince Ibérico na Espanha comemora o sucesso do programa de reprodução em cativeiro e já planeja a reintrodução de alguns felinos à natureza.

O animal é classificado como o felino mais ameaçado do planeta.

Cientistas monitoram os animais 24 horas por dia, e o projeto está dando resultados. Só neste ano, nasceram sete filhotes.

Os pesquisadores afirmam que estão otimistas sobre a possibilidade de retirar o lince ibérico da lista de animais ameaçados com a reintrodução deles na natureza.

Coleiras de rádio

Os poucos linces que sobrevivem em liberdade são monitorados por sinais de rádio emitidos por coleiras especiais.

Observando como os linces soltos se comportam, os cientistas esperam poder traçar a melhor estratégia para reintroduzi-los.

O maior desafio é encontrar territórios em que os felinos possam viver sem serem incomodados por humanos.

Um lince com filhotes chega a caçar cinco coelhos por dia. Para isso, precisa do espaço selvagem - cada vez mais raro na Espanha.

Reuters

De acordo com pesquisa, medir a inteligência emocional dos funcionários pode indicar a capacidade de trabalhar bem com os colegas

Mensurar a inteligência emocional dos funcionários -- o que inclui sua capacidade de ler a linguagem corporal e de controlar frustrações -- pode ser bom para as empresas, segundo um novo estudo.
Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, dos Estados Unidos, sugerem que a avaliação da inteligência emocional pode fornecer uma boa indicação do desempenho dos empregados em sua tarefa.

"A inteligência emocional é a capacidade de perceber emoções em si mesmos e em outros. Consciência da linguagem corporal, por exemplo. É também a capacidade de controlar a frustração e outras emoções, e lidar com elas", disse Ronald Humphrey, professor de Administração responsável pela pesquisa."Este estudo oferece evidências científicas para corroborar o senso comum de que prestar atenção aos humores e emoções é bom para as empresas", acrescentou.
 

Os pesquisadores compararam uma década de estudos a respeito do papel da inteligência emocional. Humphrey disse que a mensuração da inteligência emocional dos funcionários pode ser muito benéfica por indicar a capacidade de um funcionário de trabalhar bem com os colegas e de liderar.

Os estudos analisados nessa pesquisa mensuravam a inteligência emocional de três formas. A primeira, chamada de teste com base em habilidades, usa questões de múltipla escolha para avaliar a consciência emocional da pessoa.

Outros estudos usaram testes situacionais, em que os participantes são colocados numa situação social e convidados a escolher a emoção mais apropriada. A terceira ferramenta, chamada teste de competência emocional com modelo misto, é mais ampla em sua definição do que as outras duas, e também leva em conta fatores como a empatia pelos outros.

Humphrey acrescentou que a inteligência emocional é o segundo fator mais importante no desempenho profissional, atrás apenas da inteligência cognitiva.

"É também um fator em como administrar e liderar. O estudo sugere que uma cultura que valoriza a inteligência emocional e a compreensão das emoções é importante. As pessoas podem liderar com inteligência emocional e ter uma equipe emocionalmente competente", afirmou.

EFE

O ator foi a COP-10, em Nagoya, com a ONG Conservation Internacional

Foto: AFP

O ator americano Harrison Ford compareceu à convenção da ONU sobre biodiversidade, a COP-10, realizada na cidade japonesa de Nagoya, para pedir hoje aos Estados Unidos um maior compromisso com a vida no planeta. A presença do ator foi destaque na 10ª Conferência das Partes do Convenção sobre Biodiversidade Biológica (COP-10), realizada em Nagóia até o próximo dia 29.

. O documento foi elaborado na Eco-92, no Rio de Janeiro, entrou em vigor em 1993 e hoje conta com 193 países signatários.

"Foi um longo tempo no processo e é tempo, certamente, para que nós demos um passo à frente, assumamos nossa posição e ratifiquemos o tratado para, finalmente, ser membros plenos", disse Ford em entrevista coletiva em Nagoya.

Ford, quem chegou a Nagoya como parte da ONG Conservation International, indicou que 15% da superfície terrestre está protegida de uma forma ou de outra, mas "somente 1%" da superfície marinha conta com proteção.


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