Alexandre Senra conta detalhes sobre o procedimento que ajuda a amenizar as marcas do rosto Estou com algumas marcas fortes no rosto, ao redor dos olhos e da boca, mas não sei ao certo qual o tipo de cirurgia rejuvenescedora devo fazer. Quero saber qual é a mais indicada e quanto tempo leva a recuperação, já que a ideia é fazer antes do casamento da minha filha. A cirurgia para rejuvenescimento facial, a ritidoplastia, também conhecida como face lifting, ajuda muito a amenizar as marcas do tempo na face. O momento ideal pode variar muito e depende do feeling do cirurgião plástico. Associado a uma cirurgia de pálpebras, o procedimento proporciona um tracionamento e reposicionamento de pele com a retirada dos excessos, promovendo um verdadeiro descanso de seu semblante. Esse é um dos fatores mais almejados e, por isso, é importante que seja feito com o intuito de se chegar a um resultado natural e harmonioso em relação à idade da paciente.
A cirurgia não deve ser estigmatizada em relação ao aspecto final e nem causar um desconforto. Existem diversas abordagens e formas como conduzi-la. A recuperação é relativamente rápida, com retorno às atividades de sua rotina em poucas semanas. Dispomos também de algumas outras opções que ajudam a harmonizar a face, sem que seja necessária a plástica. É possível conseguir excelentes resultados com a aplicação correta da toxina botulínica e dos preenchimentos de ácido hialurônico. Os tratamentos são feitos em consultório e não exigem afastamento.
Às vezes, optando realizar somente a blefaroplastia (cirurgia de pálpebras), pode-se obter uma acentuada melhora do aspecto envelhecido, já que os olhos desempenham importante função na face do ponto de vista estético. Não podemos deixar de dizer que, independente da urgência para se fazer estes procedimentos, seja pelo casamento da filha ou qualquer outra situação, é imprescindível uma indicação séria e objetiva quanto aos benefícios.
28/10/2010 02:20 PM
Camila de Lira, iG São Paulo Foto: Guilherme Campos/Fotoarena Os olhos não desgrudam da tela, os dedos curtos martelam rápido os atalhos do teclado e a música toca alta das caixinhas de som. Lucca Patrocínio faz muitas coisas ao mesmo tempo: muda de um clip para outro com apenas um clique no YouTube enquanto joga. De longe, poderia se tratar de um adolescente, mas as caretas que faz para a tela denunciam seus seis anos de idade. A garota coloca na internet vídeos que faz com a câmera da família. ?Ela joga as coisas no YouTube, eu não sei fazer isso?, espanta-se a mãe, a professora Ana Paula Brito. Entre televisão ou computador, Lucca não hesita: prefere o segundo. Sua avó, Sandra Patrocínio, diz que o neto pouco assiste a programas de televisão. Além desses sites, Lucca e Isabela também gostam de jogos online, que solicitam a criação de um perfil e prevêem interação entre os jogadores. Por isso, também são considerados redes sociais. De acordo com uma pesquisa feita com crianças entre quatro e nove anos pelo Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br), 27% das que usam a internet já tem um perfil em redes sociais. Juliano Coppi, coordenador técnico do estudo, explica que essas ferramentas têm aplicativos fáceis de assimilar, por isso são mais abertas para crianças. E a segurança? ?Uma criança sozinha na internet é como se ela estivesse na cracolândia às onze da noite. Por isso é essencial que os pais e a escola tenham funções de educadores com relação aos perigos?, diz o outro coordenador da pesquisa do NIC.br, Alexandre Barbosa. A coordenadora de programas da Childhood Brasil, Anna Flora Werneck, acredita que ?via de regra, não há problema ter e interagir em redes sociais, mas é preciso fazê-lo com cuidados?, diz. Ela afirma que, para se prevenir de possíveis perigos, a principal dica é a preservação dos dados pessoais. ?Também é importante não aceitar estranhos como amigos e lembrar que você não sabe quem de fato esta por trás dos perfis virtuais?, completa a coordenadora. Werneck alerta para a importância dos pais falarem com os filhos sobre como deve ser uma navegação segura. É o que faz a mãe de Isabela, Ana Paula Brito, junto com o marido. ?Nós sempre falamos para ela que na internet não se pode confiar em tudo que as pessoas falam ou perguntam?, afirma. Sandra Patrocínio, avó de Lucca, conta que os dois costumam entrar na internet juntos, e mostra que seus computadores estão um ao lado do outro. ?Onde você procura as coisas??, pergunta Sandra ao neto. ?No Google?, responde Lucca rapidamente. Isabela também faz o uso do buscador, bem como da ferramenta de tradução contida no Google. ?Ela traduz as músicas que gosta?, conta a mãe. É no buscador que as crianças pesquisam qualquer coisa relacionada aos jogos que tanto gostam. Quando descobriu que os usuários do Clube Penguin tinham blogs, Isabela não tardou em procurar no Google tais informações, e acabou caindo nos sites que queria. ?A intensificação do uso de redes sociais tem um impacto no processo de aquisição de conhecimento. O conhecimento se torna uma construção coletiva?, explica Barbosa. No lugar do espaço solitário e silencioso da biblioteca, temos as maneiras multifacetadas e multiconectadas da internet para a pesquisa. Além disso, Juliano Coppi aponta para outra característica que as crianças já vem aprendendo desde muito cedo, a gratuidade da internet. ?As crianças que usam a internet nessa idade vão estar acostumadas com a comunicação gratuita, como o Skype e o MSN, quando adultas?, completa. 
Isabela Monteiro Brito também usa seu netbook como uma adulta. A menina de nove anos alterna entre o Orkut - para conversar com as amigas - e o BuddyPoke - um aplicativo da rede social que permite a criação de um boneco. Além disto, Isabela também gosta de postar fotos que ela mesma faz em seus álbuns no site.
Google e gratuidade
28/10/2010 12:20 PM
Bruno Folli, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Uma recente descoberta pode mudar bastante a maneira de combater as dores nas pernas, que figuram no topo da lista de dores crônicas e atinge principalmente mulheres. Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná descobriram que a dor avança sobre o sistema nervoso central em 61% dos casos. Quando isto acontece, o paciente passa a precisar de dois tipos de tratamento, um para o foco da lesão e outro para o sistema nervoso central. ?O que acontece é uma sensibilização da medula e do cérebro?, esclarece o reumatologista Eduardo Paiva, chefe do laboratório de fibromialgia da universidade. Este é um conceito ainda novo na medicina, que vem sendo estudado por especialistas em dor crônica. O processo de sensibilização acontece quando o foco da dor persiste por pelo menos três meses. Se um osso da perna estiver quebrado e não for tratado, por exemplo, os nervos vão passar semanas recebendo o mesmo sinal de dor. Esse sinal vai sensibilizar o nervo e, mesmo quando o problema for resolvido, esse nervo vai continuar mais vulnerável a estímulos. Assim, até os estímulos mais fracos, que normalmente não seriam interpretados como dor, passam a causar incômodo. Artrose O estudo foi realizado com 200 pacientes portadores de osteoartrite, doença conhecida como artrose. ?É um desgaste das articulações, que pode acontecer nos joelhos, nos quadris e na coluna lombar?, detalha o reumatologista. Quando a articulação se desgasta, os movimentos do paciente provocam atrito nos ossos e inflamam o local. A dor passa a ser constante e requer uso contínuo de analgésicos. ?Mas em muitos casos, o paciente volta a sentir dor e, aos poucos, os medicamentos vão perdendo a eficácia?, afirma o médico. Com a descoberta, o especialista sugere o uso de outra categoria de medicamentos, a dos antidepressivos e anticonvulsivantes. ?Eles vão agir diretamente na produção de serotonina e noradrenalina?, diz. Estas substâncias estão ligadas a percepção de dor pelo cérebro e pela medula. ?É uma forma de combater a memória da dor?, esclarece. Não é só dor Formigamentos, pontadas, sensação de adormecimento. Estas são alguns dos problemas que podem acompanhar, ou até substituir a dor crônica. Em todos os casos, o problema também é caracterizado como dor crônica. Para evitar que a dor se instale no sistema nervoso central, o reumatologista explica que é preciso tratar a dor desde suas primeiras manifestações. A recomendação, inclusive, foi dada recentemente pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). A entidade lançou uma campanha para mostrar que a dor crônica poderia ser evitada em 90% dos casos, se o tratamento para a dor fosse feito desde cedo.
28/10/2010 10:34 AM
The New York Times Foto: Getty Images Por que duas pessoas podem ser igualmente privadas de sono e, no dia seguinte, uma delas se sentir mais cansada e apática do que a outra? A resposta pode estar em seus genes, sugere um novo estudo. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriram que existe uma variação genética comum em indivíduos sadios que são mais sonolentos e mais cansados quando privados de sono. O gene está relacionado à narcolepsia - que provoca sonolência diurna excessiva - mas estudos anteriores já haviam mostrado que até um terço das pessoas que apresentam esta variação têm o padrão de sono considerado saudável. "Este gene específico, que é presente em cerca de 30% da população, pode ser um biomarcador para prever como alguém vai responder se não dormir bem", disse a autora do estudo Namni Goel, professora assistente de psicologia e psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia. "Este estudo fornece evidências claras de que os genes podem ser uma peça chave e determinam o modo como reagimos à privação do sono", completou Jeffrey Ellenbogen, chefe do depertamento de Medicina do Sono do Hospital Geral de Massachusetts. "É importante ressaltar que o tipo de privação de sono examinada neste estudo é chamada de ?privação parcial de sono?. Não é apenas uma técnica de laboratório, é algo que acontece com milhões de pessoas, por uma variedade de razões ", acrescentou. "E este marcador genético é comum. Então, estamos falando de um monte de gente que este estudo descreve como potencialmente suscetível à maior sonolência." Métodos Para o estudo, publicado nesta terça-feira (26) na revista Neurology, Goel e seus colegas analisaram 92 adultos saudáveis, sem a variação genética e 37 adultos saudáveis que tinham o gene, mas não possuíam distúrbios do sono. Nas duas primeiras noites, eles passaram 10 horas na cama e ficaram completamente descansados. Nas cinco noites seguintes, os participantes foram submetidos à privação parcial de sono crônica: só quatro horas noturnas na cama. No restante do tempo, as luzes ficaram acesas e eles puderam ler, jogar ou assistir filmes para ajudá-los a permanecerem acordados. Durante o estudo, os pesquisadores mediram a sonolência dos participantes, a qualidade do sono e fizeram uma auto-avaliação, perguntando sobre sua atenção, memória e capacidade de resistir ao sono durante o dia. As pessoas com a variante genética eram mais sonolentas e mais cansadas e também tinham o sono mais fragmentado. Por exemplo, durante a quinta noite da privação do sono, aqueles com o gene, acordaram em média quatro vezes, enquanto aqueles sem a variação de genes acordaram duas vezes. As pessoas portadoras do gene tiveram uma menor vontade de dormir durante as noites em que era possível passar 10 horas na cama. E elas também passaram menos tempo no chamado ?sono profundo?. Não houve diferença na forma como os dois grupos se comportaram na auto-avalição sobre memória e atenção após a privação do sono. Também não houve diferença na capacidade de resistir ao sono durante o dia. Uma possível explicação para estes achados em particular é que "pode haver diferentes variações genéticas que regulam as respostas fisiológicas à privação de sono versus o modo como elas são capazes de agir nestas situações," disse Goel. ?Às vezes, as pessoas avaliam que sentem-se bem e ainda assim seus desempenhos são péssimos e vice-versa", explicou Goel. Ela acrescentou que são necessários mais estudos para replicar essas descobertas em outras populações, bem como identificar outros possíveis biomarcadores que podem explicar porque algumas pessoas parecem ser particularmente resistentes à devastação da privação do sono. Novos tratamentos Os autores de um editorial que acompanham o estudo disseram que as conclusões "são particularmente importantes para as pessoas envolvidas no trabalho em turnos e viagens intercontinentais". Afirmaram esperar que a investigação resulte em novos tratamentos para minimizar ou eliminar os efeitos em pessoas que respondem mal ao a privação do sono. "Há sempre uma tendência de fazer julgamentos sobre alguém que dorme até meio-dia. Dizem que ele é preguiçoso ou algo assim", disse o editorial do co-autor do estudo, Amit Verma, diretor médico do Sono do Hospital Metodista, em Houston. "Mas o que este estudo destaca é que, se você está mais sonolento do que o seu amigo ou seu cônjuge depois de ter sido privado de sono, pode realmente ser uma razão genética."
28/10/2010 10:32 AM
Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images 2010 foi o ano dos lançamentos de máscaras para cílios. Inventada no século 19 por Eugene Rimmel, o cosmético evoluiu, e muito! Marcas nacionais e internacionais investiram forte em pesquisas, e agora os novos produtos não apenas tingem as pestanas, mas também prometem tratar, alongar e dar volume. Além da química, os aplicadores dão show à parte. Eles podem vibrar, separar os cílios com precisão e até soltar pelinhos artificiais. Para Marcos, uma rápida verificação pode ser feita no momento da compra: o produto não pode ?embatumar? no pincel e nem ser muito aquoso. O maquiador ainda ressalta que a aplicação deve ser ?da raiz às pontas, levantando os cílios?, e indica a nova máscara da Natura, a Natura UNA Máscara de Volume, por ser um produto de ?excelente custo/benefício?. *****************************************************************************
A Lancôme trouxe duas novidades: Hypnôse Precious Cells e Hypnôse Drama. A primeira foi apresentada como a máscara pioneira em regeneração, promete cílios mais fortes e volumosos em 28 dias, graças ao extrato de maçã na fórmula. Já Hypnôse Drama vem com um aplicador engenhoso, com uma superescova convexa, capaz de alcançar o menor fio e dar 14 vezes mais volume instantaneamente.
Já a Dior promete cílios até 50% mais volumosos, com sua Diorshow Extase. Pigmentos presentes na composição criam o efeito de volume 3D já na primeira aplicação, enquanto o complexo patenteado SR38 age como uma ceramida tratando o fio.
Máscara para cílios nunca sai de moda
Definitivamente, o olhar apagado só existe nas semanas de moda. Enquanto nas passarelas de todo o mundo modelos apareceram completamente sem rímel, a Avon comemora a venda duas máscaras para cílios a cada três segundos*.
O Delas foi ouvir a opinião de dois especialistas sobre a importância do rímel no look. ?Se não tiver uma máscara, a maquiagem não fica bem acabada?, disse Vanessa Rozan, a maquiadora do programa ?Esquadrão da Moda?. O colega, Marcos Costa, engrossa o coro e diz que a máscara é ?mais importante que a sombra e o lápis? e defende que o essencial para uma maquiagem é a trinca base-batom-rímel.
Vanessa acredita que não é preciso investir em máscaras caríssimas. Segundo ela, depois de aberta, o período de validade é de seis meses. Suas indicações de compra são Telescopic Explosion, da L?oréal, e The Collossal, da Maybelline.
O profissional também aprova a máscara da marca Yves Saint Laurent que, neste ano, lançou a Singulier, desenvolvida com tecnologia 3D, promete cílios tratados e volumosos pela Pró-Vitamina B5 e alongamento instantâneo graças às microfibras de nylon adicionadas na fórmula.
Ainda entre os lançamentos de 2010, a chegada ao Brasil do Lipocils Expert, da francesa Talika. Trata-se de um produto para estimular o crescimento dos cílios, aplicado como uma máscara. O tratamento dura 28 dias e promete como resultado final cílios 36% mais longos, 50% mais escuros e 50% mais curvados. Clinicamente testado, na fórmula entram polímero e proteínas da seda e ativos naturais, como extrato de Coleus forskohlii, planta empregada na medicina ayurvédica. O produto ainda promete ação antienvelhecimento e proteção solar (para os cílios, isso mesmo!).
Já a Dior vem com o Diorshow Maximizer, uma base sérum que promete estimular o crescimento dos cílios, dia após dia, e deve ser aplicada antes da máscara ou à noite, como um tratamento. Na fórmula, ingredientes como ácido hialurônico e o exclusivo Lash Maximizer prometem, além de 38% de crescimento, cílios mais volumosos, curvados e resistentes à queda.
Com tanta inovação e tecnologia à disposição, vai ser (no mínimo) muito divertido experimentar novas máscaras.
*Fonte: Avon, com base em dados da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Vendas do 1º trimestre de 2009 no Brasil.
Vanessa Rozan www.liceudemaquiagem.com.br
Marcos Costa www.marcoscosta.com.br
Lancôme SAC 0800 701 7273
Dior SAC 0800 170506
Avon SAC 0800 708 2866
L?oréal SAC: 0800 701 6992
Maybelline SAC : 0800 701 0114
Natura SAC: 0800 115566
Yves Saint Laurent SAC 0800 727 5626
Talika SAC 0800 163434
28/10/2010 10:04 AM
Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo Foto: Divulgação Recentemente lançado no Brasil, o novo Heated Eye Lash Curler, da marca francesa Talika, promete dar um up nos cílios em apenas 15 segundos. A engenhoca utiliza apenas a ação do calor para promover a transformação. 
De acordo com o fabricante, o aparelho vem com um microship que controla a temperatura e avisa quando está pronto para ser usado. O bloco de silicone muda de cor e, então, basta posicionar os cílios e deixar o calor agir entre 10 e 15 segundos. Para uma curvatura ainda mais marcada, recomenda-se um tempo de ação de 25 segundos. Para finalizar, é só aplicar a máscara de sua preferência e sair arrasando por aí!
Leia também: O incrível poder do rímel
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Talika: Heated Eyelash Curler
R$ 131 | SAC: 0800 163434
28/10/2010 09:39 AM
Lila de Oliveira, iG São Paulo Móveis, eletrodomésticos e utensílios para a casa ganham diferentes roupagens com o retorno ao passado proposto por designers e fabricantes do setor. Sob a forma de itens modernos com design retrô ou mesmo com peças repaginadas, a tendência veio pra ficar. Cômodas, armários e criados-mudos antigos, por exemplo, ganham tons fortes, suavizando o ar ?pesado? trazido pela madeira escura, que predominava nas casas de antigamente. Os pés torneados e o capitonê também voltam a ter vez, assim como os radinhos de pilha e as vitrolas. Serviço A Lot Of Art Maison Benedixt Biagallo Presentes By Kamy Camicado Carbono Design Casa Cenário Chama Bruder Dbox Dominici Estar Móveis Estilo Inglês Estúdio RValentin Gift Express KCase Líder Interiores Marché Art de Vie Orlean Spicy
"Não acho que seja algo passageiro, pois as pessoas estão aprendendo a valorizar o que foi feito no passado", afirma a designer Juliana Daidone, da loja Sala, que recomenda a combinação de peças retrô com móveis de design mais clean, ?para que um não ?brigue? com o outro?.
As tevês do século passado também permanecem no imaginário dos consumidores, conforme levantamento feito pela LG brasileira. ?29% dos participantes da pesquisa afirmaram que gostariam de ter uma televisão com jeitão de antiga em casa?, afirma Fernanda Summa, gerente de produtos da marca. ?Fizemos esse levantamento para adequar a linha de produtos retrô desenvolvida pela LG na Coreia à nossa realidade.?
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 256, Jardins ? São Paulo (SP)
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Sala
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Tramontina
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Rua Alberto Folloni, 1.473 - Curitiba (PR)
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28/10/2010 07:58 AM
Boa opção para regiões mais quentes e ideal para áreas laváveis, porcelanatos, pedras e ladrilhos hidráulicos garantem frescor e facilitam a limpeza Foto: Getty Images Os pisos frios, como os quentes, são feitos de materiais maus condutores de calor. Porém, os pisos frios têm condutividade maior do que os quentes, pois roubam o calor da pele mais rapidamente. Por essa razão, a sensação de frescor é maior ao pisar em um piso de pedra (se este estiver na sombra) do que em um de madeira. Entre as variedades estão o mármore, ardósia e as pedras Goiás e São Tomé, as cerâmicas, os porcelanatos, as pastilhas, os cimentícios e os ladrilhos hidráulicos. Conheça os pisos frios disponíveis no mercado: Mármore: É um material natural e, por isso, sofre variação de aparência. Pode ser cortado do tamanho necessário para cada caso - o chamado mármore paginado - ou comprado em tamanhos iguais e menores, como a cerâmica. Tem espessura de 2 cm e precisa de mais 2 cm de massa para o assentamento. Serviço:
Com grande variedade de formatos, tonalidades e preços, os pisos frios formam um volume maciço com a laje, ajudando na menor transmissão do barulho para andares inferiores. Porém, como não absorvem o som, a reverberação torna a acústica ruim.
Os pisos frios também se diferenciam dos quentes por poderem receber água sem serem danificados. Nesse caso, ela é até apropriada para sua limpeza.
Em regiões com temperaturas altas na maior parte do ano e locais próximos ao mar, costumam ser bastante eficientes, para além dos banheiros e cozinhas. Entretanto, no Sul e no Sudeste do Brasil, deve ser usado com parcimônia devido aos picos de baixa temperatura no inverno.
Placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias, desde que em formatos pequenos ? de até 45 cm x 45 cm -, podem ser assentados sobre outro piso existente, com argamassa colante específica. Uma das recomendações do fabricante da argamassa é que o local não receba incidência direta do sol.
No geral, o assentamento dessa família de pisos é similar. Começa com o contrapiso bem feito, nivelado, curado, seco e limpo. Na cozinha e nos banheiros é também importante impermeabilizá-lo. Se o piso for claro, use argamassa de assentamento branca.
Antes de começar a assentar, estude uma paginação e teste com as peças soltas. No caso do mármore, tente organizar os veios na mesma direção. Peças que forem muito diferentes devem ser colocadas em locais escondidos, onde os móveis ficarão encima.
Não esqueça de fazer um caimento para uma área que tenha ralo ou porta de saída, para o caso de lavagem.
Para as áreas internas, os acabamentos mais utilizados são o polido ou levigado. O custo depende do tipo de mármore. Por exemplo: paginado, o branco Piguês A1 vale R$ 630,00/ m² e o Travertino nacional R$ 230,00 /m². Em formatos menores (60 cm x 60 cm) o branco Piguês custa R$ 280,00/ m² e o Travertino Nacional (55 cm x 55 cm) R$ 140,00/m².
A mão de obra de colocação fica em torno de R$ 45,00/m².
Ardósia e pedra Goiás e São Tomé: Têm assentamento similar ao mármore. Vendida em formatos e tamanhos variados, com espessura de 7 mm a 9 mm é uma pedra resistente. O preço é bastante atraente: peças de 40 cm x 40 cm custam R$ 10,00/m².
As pedras Goiás e São Tomé são porosas e, por não serem polidas, necessitam de proteção (impermeabilizante incolor e sem brilho) para não absorverem muita poeira. É necessário ter atenção para a espessura, que pode variar de 2 cm a 4 cm. Peças de 57 cm x 57 cm da pedra São Tomé Branca custam R$ 148,00/m² e, com a mesma medida, a pedra Goiás branca custa R$ 140,00/m².
Cerâmicas, porcelanatos e pastilhas: Com a maior variedade entre todos os pisos, cada um guarda suas características de dimensões e assentamento. Siga rigorosamente a especificação do fabricante, principalmente com relação às pastilhas. Se a argamassa e a colocação não forem feitos com o produto e o procedimento corretos, têm grande chance de se soltarem com facilidade.
É alternativa prática. O custo é muito variado, mas pode ser bem baixo. Por exemplo, um porcelanato esmaltado retificado pode custar R$80,00 /m² e uma cerâmica do tipo Bold, esmaltada, pode custar R$25,00/m².
Não esqueça que, por mais que algumas peças possam parecer com outros materiais como mármores ou madeira, são apenas imitação. Prefira os originais.
Cimentícios: Podem ser fornecidos em grandes formatos (1 m x 1 m) e são pré-fabricados. Os internos têm de 2,5 cm a 3 cm de espessura. Alguns modelos imitam outros materiais, como mármore e madeira. Assentados de maneira similar às cerâmicas devem receber impermeabilizante específico, no mínimo, 48 horas depois de instalados. O custo médio é de R$ 90,00 /m², mas depende do produto.
Os cimentícios com massa a ser feita no local como cimento queimado ou massas prontas, mesmo com juntas, costumam trincar. Principalmente em andares altos e em ruas movimentadas, com grande tráfego de veículos. Custo médio de R$ 60,00/ m² de material e R$ 35,00/ m² de mão de obra especializada.
Ladrilho hidráulico: Com forte apelo decorativo, o ladrilho hidráulico segue até hoje sendo produzido artesanalmente. Feitos em moldes de ferro são uma composição de cimento branco, quartzo, diabásio e pó de pedra. Podem ter cinco cores em uma peça, o tamanho padrão é de 20 cm x 20 cm. A cura é feita embaixo d?água num período aproximado de 8 horas, daí o seu nome.
O assentamento tem que ser cuidadoso, tanto pela diferença de altura das peças - que têm 17 mm, altura que pode variar 1 mm para mais ou para menos, dado o processo artesanal de fabricação -, quanto pela limpeza de qualquer excesso de argamassa que suje o ladrilho.
Para a aplicação do impermeabilizante é imprescindível que o piso esteja seco. Requer cuidados rigorosos de manutenção, como aplicação de cera periodicamente ou resina. Preço médio de R$ 50,00/m² para a peça lisa de 20 cm x 20 cm - dependendo da cor - e R$ 6,00/unidade da peça decorada de 10 cm x 10 cm.
Paraíso da Pedras
Av. Tiradentes, 1541, São Paulo (SP)
Tel: (11)2461-0772
Cia do Mármore
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 507, São Paulo (SP)
tel: (11) 3085-1279
H e T Cerâmicas
NS Brasil
Tel: (11) 4066-8040
Rochbeton
Rua Guaira, 36, Taboão da Serra (SP)
Tel: (11) 4138-1015
Brasil Imperial
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27/10/2010 03:57 PM
Paixões de todos os tipos pulsam em Passione, da TV Globo Só recentemente assumi publicamente que assisto ?novela das nove?, da TV Globo. Acredito que minha dificuldade anterior em demonstrar a atração que sinto por esse tipo de programação deve-se ao fato de saber, racionalmente, que pouco se aproveita da experiência. Meu marido, no mesmo horário, está em outro cômodo da casa aculturando-se com a NatGeo, Discovery Civilization ou aprendendo algo sobre motores em algum canal que não reconheço. Acho bem mais nobre ter na agenda pessoal conteúdos verdadeiramente enriquecedores de conhecimentos. Porém, a despeito de saber tudo isso, tenho encontrado na novela uma forma de relaxar, de assistir aos problemas da vida dos outros sem precisar me envolver ou mesmo resolvê-los ? o que estaria próximo do impossível no caso de ?Passione?. A novela é cheia de emoções, que acabam conversando de uma maneira ou outra com meus próprios sentimentos. Com a assiduidade adquirida, passei a procurar o que a história tem de bom, ou seja, me mantenho descompromissada com o que acontece, mas quero captar significados. Talvez todos já tenham percebido quantos tipos de paixão estão estampados e caricaturados no microcosmo das personagens. Já registrei ao menos nove nuances desse sentimento arrebatador, e quero aproveitar esta coluna para compartilhar minhas análises com outras fanáticas que ficam coladas na telinha: A paixão inocente da Kelly (Carol Macedo), que vive a história inesquecível do primeiro amor, do primeiro namorado. O primeiro amor a gente nunca esquece. É doce demais, puro demais, intenso demais, uma descoberta íntima muitíssimo valiosa. A paixão que brota com toda força e se revelou para a Fátima (Bianca Bin). Depois do aprendizado dolorido que a vida reservou para essa garota que nunca conheceu o pai e, apesar da decepção, com marcas profundas deixadas pelo primeiro relacionamento, ela tem como poucos de nós uma segunda chance e a oportunidade de experimentar o primeiro momento de amor intenso, aquele que revela o prazer da união com a alma gêmea. A paixão avassaladora e bandida da Estela (Maitê Proença). Sem regras, sem pruridos, aquela que nos cega e desconstrói todo e qualquer paradigma que possamos ter. Viver por essa paixão pode significar precisar morrer por ela, pode nos levar a um mundo onde somente exista a pessoa e o ser amado. E basta. A paixão não correspondida, ao menos até o momento, de Felícia (Larissa Maciel), que precisa calcular cada passo e cada comportamento, sufocando e controlando todos os sentimentos na tentativa de conquistar o coração de alguém que ama declaradamente outro alguém. Uma demonstração de maturidade e determinação. A paixão de uma mãe por seus filhos, em especial aqueles do coração, que encontramos na postura valente e incansável de dona Candê (Vera Holtz). Para ela, o amor de mãe é nobre e vale tudo. Doar-se totalmente para construir o bem de quem se ama, está acima da lei, que pode ser uma interpretação equivocada do que seja o melhor. A paixão sem fim da Agostina (Leandra Leal) pelo marido bígamo. Apesar de imperdoável do ponto de vista legal e social, o coração de Agostina se mantém fiel por razões que a própria razão desconhece. São sentimentos alternados e desconexos, que podem nos perseguir dia e noite, noite e dia. Submeter-se ou fazer valer o orgulho próprio? A paixão ferida da Lorena (Tammy Di Calafiori), que provoca comoção ? até porque a jovem tem bons princípios apesar da família desestruturada. Ela não consegue perdoar nem tão pouco perdoar-se e sabe que precisa de tempo para superar as marcas profundas da traição ocorrida da forma mais inesperada e inconcebível possível. É uma paixão que pode virar ódio. A paixão explícita, verdadeira e cômica da Clô (Irene Ravache). Quem não gostaria de ter a espontaneidade dela para fazer as birras de amor que ela faz? É o sentimento, a certeza de ter um amor correspondido. Nada abala essa paixão fiel. E para terminar a coluna, sem finalizar minha lista pessoal, quero registrar a paixão duvidosa, atrasada, cheia de remorso da Clara (Mariana Ximenes). Ela não poderia ter tripudiado a paixão que o marido sentia por ela. A paixão é um sentimento raro e maravilhoso, que estremece as relações humanas. Quanta reflexão pode ser feita a partir de Passione... E sem ter a pretensão de fazer uma análise com a profundidade de um psicólogo, de um filósofo ou de um antropólogo. Apenas a percepção de quem está no sofá deixando-se tocar pelas histórias que imitam a vida.
27/10/2010 02:51 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Grande parte da emoção de uma cena romântica em um filme pode ser creditada a uma boa trilha sonora. Assim como nos sucessos de Hollywood, escolher as músicas certas para cerimônia e festa de casamento é fundamental para criar um clima inesquecível.
Do clássico a ao rock, das baladas ao axé, todos os estilos podem entrar no setlist dos noivos, desde que alguns cuidados sejam tomados.
Cerimônia afinada
Cada momento da cerimônia tem um simbolismo próprio, que é um bom ponto de partida para a escolha das canções. A benção das alianças, por exemplo, pede uma melodia condizente com a serenidade do momento, como um hino religioso, ensina Rita Del Chiaro, maestrina do coral que leva seu sobrenome. No cumprimento aos padrinhos, temas mais alegres, que falem sobre a amizade. Já a saída dos noivos combina com ritmos animados e vibrantes.
Mas atenção. Segundo Rita, a escolha das trilhas sonoras da igreja deve começar pela da entrada da noiva. ?É o momento mais esperado pelos convidados e deve ser o auge musical da cerimônia?, ensina Rita.
Quem quer fugir do tradicional, pode fazer uma seleção baseada em músicas que carregam significado pessoal para os noivos, como fizeram o ex-nadador Fernando Scherer e a ex-dançarina Sheila Mello. ?Nossa cerimônia teve músicas que marcaram tanto nosso relacionamento quanto nossas vidas, como algumas que eu ouvia antes das minhas competições?. A noiva entrou na igreja embalada por ?Sua Canção?, do amigo e cantor Maurício Manieri, composta em homenagem ao casal durante o reality show ?A Fazenda?, onde se conheceram. ?Toda vez que ouço, lembro dele cantando para ela em meu nome no programa?, conta, emocionado.
Outro cuidado que deve ser tomado é em relação às letras, principalmente se forem em outra língua, para não correr o risco de casar ao som de palavras de separação ou tristeza, por exemplo. ?Vale a pena pegar a tradução na internet antes de escolher?, aconselha Vilma Fortuna, diretora da banda New Times.
Festa animada
Na festa, há dois momentos emblemáticos em que a música tem papel fundamental: a entrada dos noivos no salão e a primeira dança. Sons que são sucesso nas rádios estão sempre entre os mais pedidos, conta Fábio Lucas, da banda Armagedom. ?Temas de filmes também são bem cotados?.
Se bem escolhidas, essas músicas podem virar uma marca temporal do casamento. Para Vilma, não há problemas em tocar o que está na moda, desde que tenha a ver com os noivos. ?Se a canção realmente significa algo para eles, quando forem assistir ao filme, daqui a muitos anos, vão se lembrar da época e ficar felizes?, diz Vilma.
O setlist do restante da festa deve começar com músicas mais calmas e ir ficando mais animadas, numa crescente. ?Os mais velhos, que ficam irritados com som alto, costumam ir embora cedo, logo após o jantar. Por isso, é respeitoso deixar as melodias mais calmas para este momento e ir evoluindo aos poucos?, diz Fábio. Vilma completa: ?O normal é começar numa dinâmica elegante, com clássicos americanos, boleros, mambo e músicas das décadas de 60 a 90, terminando em ritmos populares, como samba, forró, axé, sertanejo, funk, trash e brega?. Ter um pouco de cada estilo é elegante. Lembrem-se de que a festa é para todos os convidados, não somente para os noivos.
Evitem apenas músicas com teor apelativo, hinos de times de futebol e gêneros que fujam muito do proposto pela banda, que podem resultar em confusões e má execução, ensina Fábio.
O ideal é montar a seleção musical com a ajuda da banda ou DJ do seu casamento. ?Peço sempre aos noivos que apontem uma linha que agrada, alguma banda que não possa faltar e o que eles efetivamente não gostariam que tocasse. Dentro desse panorama eu fico livre para puxar as músicas, observando sempre o andamento da festa. Se eu sinto que não está agradando muito, já inverto a linha das músicas pra um lado que resolva a situação?, revela Fábio. Assim, os convidados vão ficando e seu casamento vai longe.
27/10/2010 02:31 PM
Fernanda Aranda, iG São Paulo Foto: Getty Images A vontade de ser mãe e a dificuldade para engravidar não escolhem classe social. Segundo dados publicados na última edição do Jornal Americano de Reprodução Humana, um em cada sete casais apresenta problemas de fertilidade e, em alguns casos, a reprodução assistida figura como tentativa quase exclusiva para realizar o sonho da concepção. Os altos custos do procedimento ? entre R$ 15 mil e R$ 30 mil ? dificultam o acesso da maior parte da população. Como consequências diretas, a técnica passou a ser encarada como ?elitista? e as clínicas públicas que a oferecem (são apenas quatro em todo o País) reuniram filas de espera de mais de três anos por conta da grande demanda de pacientes. De cinco anos para cá, calculam os especialistas, a medicina reprodutiva passou a buscar uma maneira de atrair um número maior de clientes e democratizar o acesso à técnica. Entre as estratégias, nasceu a ?Mini Fertilização In Vitro (Mini FIV)?, desenvolvida por um médico japonês Osmau Kato, que agora já pode ser encontrada em algumas clínicas particulares brasileiras. Democratização Segundo Arnaldo Schizzi, especialista em reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), a FIV há mais tempo em utilização no mundo usa muitos medicamentos para produzir um número muito grande de óvulos e, assim, ampliar a chance de fecundação. ?Mas a experiência internacional nos mostrou que de cada dez óvulos produzidos pós-estimulação, somente os três primeiros têm melhor qualidade e podem ser usados com segurança na fertilização?, diz. ?Ficou evidente que poderíamos usar menos medicações, estimular um número menor de óvulos e assim conseguir um procedimento até 40% mais baratos e tão eficientes como o antigo, com a vantagem da exposição aos remédios também ser menor. No ano passado, esta técnica foi batizada de Mini FIV e já é oferecida em muitos locais?, completa. O especialista, no entanto, faz um alerta: não é apenas o bolso dos interessados que precisa ser analisado antes da indicação. ?Cada caso é um caso. Avaliamos a idade da paciente, se há alguma doença associada à dificuldade em engravidar e nem sempre a Mini FIV pode ser uma opção?, diz. Todos estes fatores interferem no preço do tratamento. ?Mas agora temos a possibilidade de pessoas com condições econômicas mais modestas arcarem com os custos do tratamento, antes uma missão impossível.? Também é com a estratégia de baratear os valores dos medicamentos utilizados no processo da fertilização artificial que o especialista Luiz Gonzáles criou o VidaLink, programa que reúne 99 clínicas, em 34 cidades brasileiras com o intuito de democratizar a reprodução assistida. De acordo com ele, casais com condições econômicas restritas recebem descontos de até 50% na medicação utilizada no tratamento. Se optarem em fazer o tratamento em uma das clínicas credenciadas a promessa é que o atendimento médico pode ser negociado a custos 40% inferiores. É preciso fazer cadastro e esperar a convocação de uma das clínicas participantes. Fazendo a conta, um procedimento que sairia por R$ 30 mil, chega a custar R$ 18 mil. ?Um dos benefícios de nosso trabalho realmente é a inclusão social?, avalia Gonzales. Ressalvas A popularização da fertilização in vitro, criada há 32 anos, pode ser medida pelas estatísticas da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que reúne informações de produção das principais clínicas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Equador. Em dez anos ? entre 1998 e 2008 ?, o total de inseminações e fertilizações realizado cresceu 65,4%, saindo de 12.274 procedimentos para 35.496. A ressalva dos especialistas é: ainda que os custos estejam mais acessíveis, o número de clínicas que oferecem a técnica tenha aumentado e as técnicas estejam mais evoluídas, a fertilização in vitro e a Mini FIV permanecem como última opção na escala da contracepção. Na maior parte dos casos, problemas de saúde como varicocele ? no caso dos homens ? e endometriose (problema feminino) são as causas de dificuldade para engravidar e pedem como solução outros procedimentos médicos que não a fertilização. Outro ponto já citado pelo médico Sandro Esteves, especializado em reprodução assistida, é que não há um corpo suficiente de pessoas geradas por meio da fertilização para atestar quais são os reais efeitos da técnica na saúde dos bebês no longo prazo.
27/10/2010 01:22 PM
Fiocruz Foto: Getty Images É extensa a lista dos benefícios à saúde proporcionados pela amamentação ? o leite materno é rico em nutrientes, vitaminas e agentes imunológicos e contribui para o desenvolvimento intelectual, psíquico e emocional do bebê. A prática é tão importante que o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a manutenção da amamentação até os dois anos de idade. "O estudo sugere uma avaliação mais profunda do efeito protetor do aleitamento materno sobre a infecção pelo rotavírus, considerando a possibilidade de interferência da amamentação na resposta da criança à vacina. Os resultados desta investigação podem colaborar para a revisão da atual estratégia de vacinação contra o rotavírus?, a pesquisadora apresenta. Atualmente, a vacina contra o rotavírus é administrada por via oral em duas doses, aos dois e aos quatro meses de vida. Não há associação com a amamentação porque o efeito protetor do leite humano contra o rotavírus ainda não era conhecido. ?É preciso entender como os anticorpos do leite humano e os componentes da vacina interagem, para verificar se a proteção transmitida pela mãe pode neutralizar o efeito da vacina. O objetivo é propor novas estratégias de imunização contra o rotavírus, combinando amamentação e vacinação?, Virgínia adianta. Os resultados comprovam a eficácia do aleitamento materno como estratégia para a redução da mortalidade infantil ? uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As doenças diarréicas estão entre as principais causas de óbito entre crianças menores de cinco anos e a amamentação é internacionalmente reconhecida como estratégia eficaz para redução do problema. O 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano reunirá em Brasília representantes dos 23 países que compõem o Programa Iberoamericano da Bancos de Leite Humano (IberBLH), coordenado pela Fiocruz. O Brasil é pioneiro na área e concentra, em todo o país, 200 bancos de leite humano, que compõem a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RedeBLH). O impacto da iniciativa sobre a saúde pública é tão significativo que, em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a RedeBLH como a ação que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. Bel Levy
Confirmando a importância da amamentação para a formação do sistema imunológico dos bebês, estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto Butantã identificou a presença de anticorpos contra o rotavírus no leite humano. Os resultados inéditos serão apresentados no 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, que ocorrerá de 28 a 30 de setembro, em Brasília.
?A análise do leite humano de mulheres não vacinadas contra o rotavírus identificou a presença de anticorpos no leite materno que podem proteger os bebês contra as doenças diarréicas provocadas pelo vírus?, resume a pediatra Virgínia Spinola Quintal, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP. Virgínia informa que o sorotipo do vírus estudado ? o rotavírus g9p ? é um dos sorotipos presentes na atual vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde e tem prevalência emergente no Brasil.
A quantificação dos níveis de anticorpos presentes no leite humano mostrou que a concentração de agentes imunoprotetores contra o rotavírus varia de mãe para mãe ? aspecto que ainda será esclarecido pelos pesquisadores. Virgínia explica que, como as mulheres têm concentrações diferentes de anticorpos, não é possível assegurar que, em todos os casos, a mãe transmitirá quantidade suficiente de anticorpos para proteger a criança. Por isso, a vacinação deve permanecer.
27/10/2010 12:57 PM


