O jovem do Evangelho percebeu que a vida , ao mesmo tempo, dom e tarefa. Ns a recebemos de Deus para lev-la plenitude. Devemos realizar-nos, o que etimologicamente significa tornar-nos reais. Precisamos valorizar a vida e dar-lhe uma direo.A pergunta que o jovem dirigiu ao Bom Mestre era sobre o que deveria fazer para alcanar a vida eterna. bom notar um detalhe, que nos ajuda na sua compreenso. Marcos e Lucas apresentam o pedido do jovem com o reconhecimento de Jesus como Bom Mestre...
28/10/2010 12:00 AM
Ns vivemos no tempo. Isto equivale a dizer que estamos condicionados sucesso dos acontecimentos. No conseguimos viver e ver tudo de vez. Uma coisa aps a outra. H tempo para alegria e para tristeza, para o nascimento e para a morte... Por isso se diz, com muita razo: cada coisa no seu lugar e cada uma na sua vez. S Deus eterno: sem incio nem fim, sem antes nem depois. plenitude de vida.Ns conseguimos trazer para nosso presente, tornando-o mais pleno, parte do passado, pela memria,...
21/10/2010 12:00 AM
Como seres inteligentes, pautamos nossa vida a partir do Invisvel. Temos a certeza de que o essencial invisvel aos olhos. Olhamos, com a viso da inteligncia e com a perspiccia da f, para alm das aparncias. Constatamos algo que nos surpreende, anima e orienta. Estamos, no caso, entendendo o que etimologicamente se expressa por intus-legere: ler o que est por dentro.Comecemos pela vida humana. primeira vista deparamo-nos com muitos rgos, que atuam admiravelmente, cada um com sua fun...
14/10/2010 01:00 AM
O Cristianismo no religio de um livro, como o Islamismo, nem religio individual como o Budismo e o Hinduismo, mas , antes de tudo, uma Comunidade de pessoas de f, esperana e amor. Paulo retrata, muito bem, sua condio de cristo: define a Igreja, na qual foi inserido pelo batismo, como o corpo de Cristo. Na sua invectiva contra o Cristianismo ouviu a reprimenda de Jesus: por que me persegues? Ele julgara Jesus algum do passado, morto na cruz. Agora, Ele se lhe apresenta vivo e o...
07/10/2010 12:00 AM
No Rio Grande do Sul, cuja populao gira em torno de dez milhes de habitantes, anualmente participam mais de dois milhes de fiis em procisses marianas de cunho diocesano, nas 18 dioceses do Estado. Isto representa 20% de toda a populao. Basta citar as mais concorridas: Navegantes, em Porto Alegre, Medianeira, em Santa Maria, Caravaggio, em Farroupilha, Nossa Senhora de Ftima, em Erechim, e Nossa Senhora Conquistadora, em Uruguaiana. O mesmo fenmeno se registra no Brasil inteiro, tendo c...
30/09/2010 12:00 AM
A Igreja de Cristo tem como caracterstica a relao pessoal. Congrega-se, pela fora vital do Esprito Santo, em torno de Jesus Cristo. H um intenso intercmbio entre Jesus e os fiis. A converso no se d por argumentos racionais nem por sinais externos. Resulta, ao contrrio, de um encontro pessoal. Jesus est vivo e atinge cada um pessoalmente. Apresenta algumas caractersticas inconfundveis. Em primeiro lugar est Deus, acolhido, como polo supremo na perspectiva da mente. Mais e melhor ...
23/09/2010 12:00 AM
Somos e vivemos como se vssemos o invisvel, uma vez que o essencial invisvel aos olhos. Em Jesus Cristo vemos o homem, o que equivale a reconhecer sua existncia terrena, atravs de uma atividade que marcou poca. Mas, ao mesmo tempo, nele acolhemos o Salvador. Sua ao perdura entre ns. Nesta ao percebemos o sinete de Deus. E logo nos damos conta de que Ele o Deus conosco.Sua presena e atuao no se confinam ao passado nem ao Mdio Oriente. Na verdade ns nascemos na sua Igreja. Fom...
16/09/2010 12:00 AM
A tendncia religiosa pertence camada mais profunda da vida humana. Na verdade vivemos como se vssemos o invisvel. Somos levados quase irresistivelmente para o transcendente. Saber, com certeza, que Ele existe e est verdadeiramente na base da vida proporciona paz, alegria e segurana.Cada pessoa tem sua experincia religiosa. Refere-se, muitas vezes e de muitos modos, a Deus. Mesmo quem nega sua existncia, segundo Max Scheler, no o faz seno porque colocou algo em seu lugar. Na verdade, d...
09/09/2010 12:00 AM
O Brasil , indubitavelmente, um pas de contrastes, mormente em se tratando de legislao e de poltica. de pasmar que, ao mesmo tempo em que se pleiteia uma lei para descriminalizar o aborto, se aprove outra que criminalize a palmada educativa. No contrassenso? O perigo da criminalizao da palmada no est no vigor educativo da mesma, nem de seu eventual valor deseducativo. O problema se situa na invaso indevida do poder pblico no santurio da vida, que a famlia. Hoje prope-se puni...
02/09/2010 12:00 AM
S quem cr na divindade de Jesus consegue aceitar seus ensinamentos. Existe um binmio indissocivel: Deus e Jesus. Crer em Jesus ver Deus de modo diferente, bem como aceitar o homem de modo novo. Em Jesus v-se a face humana de Deus e a face divina do homem. Aceitar Jesus constitui a revelao mxima de Deus. Lembrar que ele nasceu numa estrebaria; descende de uma linhagem bastante comprometida, de modo a ser chamado de filho de Maria, quando o correto seria apelar para a paternidade; vive...
26/08/2010 12:00 AM
As curas e a alimentaoAs curas que Cristo realizou tm uma caracterstica prpria. Provocam, ao mesmo tempo, medo e conflitos. S se entendem dentro do contexto judaico: Jesus no s no exige pagamento por elas, contrariamente ao que se praticava, mas viola tambm as normas religiosas, especialmente da segregao; cura em dia de sbado, contra a lei do descanso de Deus; d o protagonismo ao enfermo em vez de privilegiar o taumaturgo; perdoa pecados, que poderiam ter causado a enfermidade; cur...
19/08/2010 12:00 AM
O nmero dez certamente simblico. Podemos, de algum modo, enquadrar nele os grandes paralelismos e, consequentemente, os maiores princpios de Cristo. Na verdade, a vida mais do que os conceitos. Mesmo estes s adquirem pleno sentido quando conjugados com outros. Plenificam-se mutuamente. So mais ou menos como a vida: ningum a tem s para si. Viver, na verdade, conviver, ou, inversamente, quem no convive, no vive. O dilema bsico do ser humano exatamente sua convivncia com Deus, co...
12/08/2010 12:00 AM


