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Cobertura completa das Eleições 2010: notícias, fotos e vídeos dos candidatos, pesquisas, guia do eleitor, apuração dos resultados da eleição e muito mais.




Pollyana Bastos, iG Pará

Candidato tucano ao governo critica rival e lembra que teve mais de 450 mil votos a mais que a petista

O candidato do PSDB ao governo do Pará, Simão Jatene, criticou o gestão da adversária, Ana Júlia Carepa (PT) e as articulações da campanha petista, em programa e rádio nesta quarta-feira em Belém (PA). Jatene afirmou que os quase 450 mil votos a mais que obteve em relação à adversária no primeiro turno, seriam "um basta do povo a continuidade deste governo".

O candidato disse que "espera ampliar esta diferença no segundo turno." Mas, ponderou que "nenhuma eleição é definida antes da apuração de votos". Jatene criticou também as articulações políticas do PT na coligação "Acelera Pará," que reúne 14 partidos políticos, mas perdeu diversos aliados, entre lideranças e deputados eleitos, que preferiram apoiar a campanha do PSDB.

O candidato tucano foi governador do Estado entre 2003 e 2006. Durante a entrevista, Jatene falou sobre os desafios de um novo mandato e se diz preocupado com a situação em que vai encontrar o governo, caso seja eleito dia 3.

?Não temos clareza de como vamos receber o governo, mas temos um indicativo, através de informações que chegam a nós e também pelo que estamos vendo na forma de administrar que aí está,? afirmou.


 

Agência Brasil

O ministro Aldir Passarinho autorizou o aumento do limite de R$ 157 milhões para R$ 191 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o pedido de alteração do limite de gastos da campanha presidencial da candidata Dilma Rousseff. O ministro Aldir Passarinho autorizou o aumento do limite de R$ 157 milhões para R$ 191 milhões.

Desse total, R$ 176 milhões fazem parte do teto do Partido dos Trabalhadores (PT) e R$ 15 milhões do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). O pedido foi feito por causa do segundo turno da eleição.

Segundo informações do TSE, "na petição, a coligação alega que o pedido se deve aos gastos complementares com organização e divulgação de sua campanha eleitoral afirmando que há dificuldade fática de se prever com precisão as despesas totais".

 

 

 

Pollyana Bastos, iG Pará

Ana Júlia culpa José Serra pela não escolha de Belém para sediar Copa do Mundo de 2014

Em entrevista à uma emissora de radio em Belém (PA) nesta quarta-feira, a governadora do Pará e candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT), acusou o candidato à presidência José Serra (PSDB) de ter contribuído para que Belém ficasse de fora da lista de cidades-sede da Copa o Mundo de 2014. A perda da sede para Manaus é uma critica constante da oposição e da própria população do Estado a governadora.

A Copa do Mundo, além de estimular investimentos, traria geração de renda para o Estado, afirmam os críticos de Ana Júlia. A governadora assegura que os paraenses "fizeram o melhor projeto do Brasil." E considerou a perda uma "injustiça." Depois, afirmou que Serra, então governador de São Paulo, "trabalhou em favor de Manaus (AM)."

Ainda de acordo com a candidata petista, o "lobby" do tucano teria influenciado a FIFA, porque as pesquisas na época apontavam Serra como favorito às eleições na disputa pela presidência da República. A candidata petista respondeu perguntas da população sobre educação, segurança, saúde, entre outros temas.

No programa, Ana Júlia falou também sobre a reforma do Hospital Ophir Loyla, considerado uma referência no tratamento de câncer na região Norte, E reafirmou a promessa de construir 42 Unidades de Pronto Atendimento no estado, nos próximos 4 anos, caso seja reeleita neste domingo (31)
 

Nara Alves, enviada a Recife

Tucano critica petista por ter desistido de debate dos presidenciáveis sobre o Nordeste e apresenta plano para o Semi-Árido

Na sua última visita ao Nordeste neste segundo turno, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou a rival Dilma Rousseff (PT) por não ter comparecido ao debate que seria realizado pelo SBT Nordeste e acusou a campanha petista de ter pressionado a emissora para não fazer uma entrevista exclusiva com o tucano. Serra esteve em Recife nesta quarta-feira, onde apresentou um plano de governo para a região do Semi-Árido e fez uma caminhada pelo centro da capital pernambucana.

?Você combina um debate sobre o Nordeste, que é uma coisa de muito interesse (...) e no final a Dilma suspende a vinda e pressiona o SBT para não fazer a entrevista comigo sozinho. Houve pressão. Até ontem estava tudo marcado?, afirmou o candidato que, com a desistência de Dilma, seria entrevistado exclusivamente pelo SBT no horário do debate.

Serra apresentou o plano que ele havia preparado para expor no embate. O texto divulgado traz dez principais componentes da política proposta por ele para o Semi-Árido e dez metas para 2020. Segundo ele, o objetivo é ter 3 mil agentes de saúde da família e 3 mil agentes rurais até 2020, implantar novas escolas técnicas na região, reduzir em 80% a mortalidade infanteil, entre outros. O plano destaca a continuidade do Bolsa Família, investimento em água potável, agropolos e proteção ambiental. O tucano ainda defendeu a criação da Secretaria do Semi-Árido, uma espécie de nova Sudene para coordenar essas ações.

Na caminhada realizada na tarde desta quarta-feira, o candidato foi acompanhado pelo deputado e coordenador da sua campanha, Sergio Guerra (PSDB-PE), e pelos candidatos derrotados ao governo de Pernambuco pelo PMDB, Jarbas Vansconcelos, e ao Senado pelo PPS, Raul Jungmann, e pelo DEM, Marco Maciel.

Para Jarbas, o objetivo da última visita de Serra à região é uma forma de ?reduzir o tamanho da derrota aqui?. Segundo o senador, a perspectiva no Nordeste continua ruim para o tucano, especialmente por causa da estrutura montada pelo governo federal com governadores e prefeitos da base aliada.

A campanha tucana na região aposta no índice de abstenção para reduzir a vantagem de Dilma. Segundo o deputado Raul Jungmann, o nordestino do interior votou no primeiro turno com a ajuda e o transporte fornecidos por centenas de candidatos a deputados, principalmente apoiadores da candidatura Dilma. No segundo, turno vai faltar esse apoio para os eleitores se dirigirem às urnas.

Na avaliação de Sérgio Guerra, a intenção de voto em Serra no Nordeste ?é muito melhor do que a encomenda?. Mas ressalta que as visitas à região não são produtoras de votos, mas sim, significativas para mostrar presença e energia.

Durante a caminhada, Serra ensaiou alguns passos ao som da música ?Ah Moleque? e chegou a subir em um banco, de onde disse: ?Domingo, quem vai ganhar é o povo do Brasil?.
 

Agêcia Estado

Para tucano, o presidente deixou de governar e 'ficou todo jogado para eleger Dilma'

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele "passou dos limites". Segundo o tucano, Lula deixou de governar e "ficou todo jogado para eleger Dilma", como se fosse uma questão de poder pessoal. Serra destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, "vai ficar tudo na mão dela". "Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra."

O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que ele (Serra) não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem "motivos puramente eleitorais", dentro "dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira". "Ele sabe que vou continuar", disse.

O candidato tucano voltou a desconsiderar, na sua quinta visita a Pernambuco nesta campanha, as pesquisas eleitorais que indicam a sua adversária, Dilma Rousseff (PT), com mais de 10 pontos porcentuais à frente na preferência do eleitorado brasileiro. "Acho que de fato há um empate técnico", afirmou.

Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como "alugados" e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele "talvez o mais independente" -, disse que "mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos". "Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa", reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. "Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado."

Serra afirmou não serem promessas de campanha, mas "anúncio", o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, "porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história". "Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrário do que se diz", afirmou.

Agência Estado

Em Recife, Sérgio Guerra afirmou que a campanha de Serra "não tem cartas na manga" na reta final da campanha

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou hoje, em Recife, que a campanha do candidato tucano José Serra à Presidência da República "não tem cartas na manga" nesta reta final da campanha eleitoral. "Todas as peças estão articuladas, os Estados estão mobilizados, não há rigorosamente muita coisa a fazer", disse.

"Apenas sustentar ao longo dos últimos três dias essa mobilização ativa", acrescentou.

"Achamos que estaremos na eleição em condições exatas de competição", afirmou Guerra, que é coordenador nacional da campanha do tucano, adotando a mesma linha do candidato, que afirmou haver um "empate técnico" entre os postulantes à Presidência. "Temos dados concretos sobre isso", reforçou Guerra. "Neste quadro de disputa a eleição vai chegar até o dia, os votos vão resolver", avaliou.

Apesar das últimas pesquisas de opinião, ele disse não trabalhar com a desvantagem indicada pelos institutos. Ele disse que há variáveis que poderão ou não ser confirmadas nos grandes centros, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. "Não há definição sobre o tamanho dos resultados que vão ser alcançados nesses três Estados", disse. Na sua avaliação, "no momento há uma tendência de ampliar o nosso tamanho em São Paulo, em Minas e no Sul". Para ele, no Nordeste "há uma estabilidade". "O Nordeste está nos dando uma posição, hoje, completamente equilibrada em relação ao conjunto", observou. "O que está se movendo é para o Norte, para nós favoravelmente, no Pará", contou.

Segundo ele, o Centro-Oeste se move nas duas direções (PT e PSDB) e o Sudeste na direção do tucano. "O Sul e o Nordeste estão estáveis". Outra variável, ao seu ver, é a abstenção, que "não está sob controle" e não tem previsão. "Quem sabe como ela vai se dar está falando bobagem", observou.

Gilson Cavalcante, iG Tocantins

Governador eleito do Tocantins parabeniza servidor pelo seu dia e promete ?ampliar? suas conquistas

O governador eleito do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB) assegurou na tarde de hoje, em nota distribuída por sua assessoria, que os direitos dos servidores estaduais vão ser mantidos. Os servidores efetivos e comissionados ?serão parceiros de um novo e importante momento para a construção dos nossos sonhos e das nossas esperanças.?

A nota de Siqueira diz ainda que os servidores públicos receberam os ?melhores? salários na época em que o tucano era governador. ?Em 1998, por exemplo, os vencimentos iniciais dos servidores de nível superior, médio e fundamental ? que hoje não excedem a 4,5, 1,62 e 1,02 salários mínimos ? chegavam a 10,0, 4,0 e 2 salários mínimos respectivamente.?

Parabéns

Em nota enviada agora à tarde à imprensa, o tucano cumprimenta os servidores públicos pelo seu dia, que transcorre nesta quinta-feira (28). Na nota, o governador eleito reitera todos os seus compromissos, ?principalmente de manter e ampliar os benefícios que a laboriosa classe conquistou.?

Siqueira Campos assume no dia 1º de janeiro de 2011 o seu quarto mandado como governador do Tocantins. Ele foi reeleito dia 3, liderando a coligação ?Tocantins Levado a Sério,? que disputou com o governador Carlos Gaguim (PMDBA), da coligação ?Força do Povo,? que contou com o apoio político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


 

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo

Senador foi velado por quase 20 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo

Depois de quase 20 horas de velório, o corpo do senador Romeu Tuma (PTB-SP) foi enterrado nesta quarta-feira no Cemitério São Paulo, na Zona Oeste de São Paulo. Após a saída da Assembleia Legislativa de São Paulo, o corpo do senador seguiu para o cemitério em carro aberto dos bombeiros, com um longo cortejo de autoridades, amigos e parentes do senador morto.

O corpo chegou ao cemitério pouco depois das 15h00. Diversas autoridades da cúpula da Polícia de São Paulo e da Polícia Federal estiveram no sepultamento. Antes do enterro, os familiares do senador fizeram uma cerimônia religiosa restrita na capela do cemitério. A única autoridade fora da família que participou da oração foi a esposa do candidato José Serra (PSDB), Mônica Serra, que representava o marido. A candidata Dilma Rousseff (PT), por sua vez, enviou o vice Michel Temer (PMDB-SP) para representá-la no velório na manhã desta quarta.

No caminho para o túmulo, o corpo do senador foi saudado por uma salva de tiros do 3° Batalhão de Choque da PM, conhecido como Batalhão Militar Humaitá. As honras são concedidas apenas a autoridades, parlamentares ou atletas e artistas com grande representatividade no Brasil. O caixão do senador estava coberto por uma bandeira do Brasil.

Durante o sepultamento, os quatro filhos de Romeu Tuma e a esposa dele, d. Zilda, estavam muito emocionados. O filho mais velho do casal, Romeu Tuma Jr. (Tuminha), que leva o nome do pai, disse aos prantos que o senador era "um dos poucos homens do País que mereciam ser enterrado de pé?.

O filho caçula, Robson Tuma, ex-deputado federal, também estava muito emocionado e durante todo o velório não saiu do lado do caixão do pai. No momento do sepultamento, afirmou que ?a memória do pai será eterna?.

Causa da morte

Após quase 16 anos no Senado Federal, Romeu Tuma (PTB) morreu nesta terça-feira em virtude de falência múltipla dos órgãos. O parlamentar estava internado há quase dois meses e evoluiu de um quadro de faringite para complicações cardíacas graves. Há doze anos ele sofria do coração e chegou a sofrer um infarte na tribuna do Senado, em Brasília.

O senador era acompanhado pelo filho do meio, Robson Tuma, médico do Hospital Sírio Libanês, e também sofria de diabetes. Mesmo internado, Romeu Tuma se manteve na disputa pela reeleição no Senado e chegou em quinto lugar na disputa, conquistando 4 milhões de votos.

Em entrevista coletiva na última terça-feira, o filho do senador falecido disse, porém, que o pai morreu sem saber que não tinha sido reeleito. No sábado antes do primeiro turno das eleições, Romeu Tuma sofreu uma cirurgia para colocação de um coração artificial e permaneceu inconsciente nos últimos 23 dias de vida. Apesar do coração ter funcionado plenamente nesse período, o senador paulista teve complicações renais, que evoluíram para uma infecção intestinal e à falência de múltiplos órgãos. Romeu Tuma deixou quatro filhos, nove netos e uma bisneta.

Janaina Ribeiro, iG Alagoas

Segundo a Polícia Federal, candidato ao governo de Alagoas pode estar envolvido em superfaturamento de obras em Maceió

Os ex-governadores de Alagoas Ronaldo Lessa (PDT) e Manoel Gomes de Barros e o empresário Zuleido Veras ? sócio da Construtora Gautama ? foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pelos crimes de fraude em licitação, peculato, formação de quadrilha e crime ambiental. O inquérito nº 051/2009 foi remetido hoje ao Ministério Público Federal para emissão de parecer. Em seguida, o documento segue para a 2ª Vara da Justiça Federal.

As investigações da PF apontam que os acusados estariam supostamente envolvidos em irregularidades nas obras da macrodrenagem do bairro do Tabuleiro dos Martins, em Maceió. A defesa de Lessa, candidato ao governo de Alagoas, afirma que o indiciamento causa ?estranheza? por ter acontecido a quatro dias das eleições.

A autoridade policial vê indícios de superfaturamento de cerca de R$ 14 milhões nas obras. A suposta fraude teria ocorrido num aditivo ao contrato que fora formalizado com a Gautama, em 2005, para obras da macrodrenagem do Tabuleiro que foi licitada e iniciada no governo de Manoel Gomes de Barros.

Segundo a Polícia Federal de Alagoas, o indiciamento aconteceu de forma indireta, haja vista os acusados terem faltado aos depoimentos marcados anteriormente pelo delegado Felipe Vasconcelos Correia.

Outro lado

O advogado de Ronaldo Lessa, José Fragoso, disse achar estranho que o indiciamento do seu cliente tenha acontecido em data próxima às eleições. ?Causa-nos bastante estranheza tudo isso. Inclusive, porque já existe uma ação penal, tramitando na 3ª vara da Justiça Federal, que sequer cita o nome do Ronaldo. Confesso que não consigo entender como a Polícia Federal age dessa forma a apenas quatro dias das eleições?, disse.

Fragoso garantiu, ainda, que seu cliente só não depôs à PF porque não foi notificado.

Lessa, que é candidato ao governo de Alagoas, foi a Brasília no dia 19 de outubro, data em que a Polícia Federal disse ter marcado o depoimento dele. Na ocasião, a defesa alegou que o pedetista viajara para gravar um depoimento do presidente Lula para o horário eleitoral e que a viagem só aconteceu porque o ex-governador não tinha qualquer outro compromisso em Alagoas.

?O Ronaldo havia sido intimado para depor no dia 2 de setembro, mas a convocação chegou em cima da hora e eu, pessoalmente, fui até a Polícia Federal pedir para que o depoimento fosse remarcado?, disse Fragoso.

O advogado afirmou, ainda, que o delegado transferiu a audiência para o dia 29 de setembro, mas novamente o encontro não aconteceu porque, dessa vez, foi o próprio delegado quem não pôde estar presente. A partir daí, o Ronaldo não foi mais intimado, segundo ele. ?Se o delegado disse que o intimou, ele mentiu. Foi só por isso que o Ronaldo Lessa não esteve na PF no dia 19?, defendeu.
Fragoso informou que a defesa vai aguardar o posicionamento do Ministério Público Federal a respeito do inquérito para definir as próximas ações.

O ex-governador Manoel Gomes de Barros e o advogado dele não foram localizados pela reportagem para comentar o caso.

A assessoria de comunicação da PF informou que o delegado responsável pelo inquérito não vai se pronunciar sobre o assunto.
 

Agência Estado

Publicações britânicas veem poucas diferenças entre os dois candidatos e apoiam a alternância de poder

Depois da revista The Economist, hoje o também britânico Financial Times declarou em editorial que o candidato do PSDB, José Serra, "é a melhor opção para o Brasil". As duas publicações britânicas mostram apoio à alternância no poder após oito anos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de ver poucas diferenças entre o tucano e a petista Dilma Rousseff, o FT argumenta a favor de uma interrupção da "relação com o poder". Em artigo da última edição, a The Economist também afirma que, depois de dois mandatos do PT, "o Brasil poderia se beneficiar de uma mudança".

As duas principais publicações britânicas fazem avaliação similar dos candidatos. Ambas acreditam que Dilma e Serra guardam semelhanças pelo fato de serem social-democratas com pouco charme. "Os dois têm sido comparados a Gordon Brown, só que sem carisma", escreve o FT, referindo-se ao ex-primeiro-ministro britânico reconhecido por sua falta de desenvoltura política.

A Economist e o FT dizem também que Dilma é favorável a um Estado maior, enquanto Serra agiria mais rápido para conter os gastos públicos, o que permitiria redução das taxas de juros e limitaria a valorização do real. As publicações avaliam que Dilma não possui a mesma habilidade política de Lula.

O FT questiona ainda o papel que o presidente Lula teria no futuro e vê possibilidade de situação semelhante à da Rússia, onde o primeiro-ministro Vladimir Putin ocupa uma "presidência paralela".

"Apesar de nenhum partido ter monopólio quando se trata de corrupção, há muitos sinais de que o PT se tornou muito cômodo com o poder", afirma a The Economist. As avaliações pró-Serra passaram a ser feitas no segundo turno da corrida presidencial, já que anteriormente as publicações davam como certa a vitória de Dilma no primeiro turno.

Eduardo Ferrari, iG Minas Gerais

Tucano recém-eleito senador diz que, fora do calor eleitoral, institutos de pesquisa devem explicações ao brasileiros

Foto: Divulgação

O senador eleito Aécio Neves (PSDB) prossegue representando o candidato à Presidência José Serra em eventos públicos pedindo voto para a chapa tucana. Depois de percorrer vários estados, Aécio retornou nesta quarta-feira (27) à região metropolitana de Belo Horizonte onde, juntamente com o governador reeleito Antônio Anastasia (PSDB), fez carreatas nas cidades de Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Ibirité, e pelos bairros de Venda Nova e Barreiro, na capital. O ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS), que também tinha participação prevista, não compareceu.

A região metropolitana de Belo Horizonte é maior colégio eleitoral do estado, com 4,5 milhões de eleitores, quase 30% dos 14,5 milhões de votantes de Minas. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar na Grande BH, com 25,4% dos votos, atrás de Dilma Rousseff (PT), que teve 40,24% dos votos, e Marina Silva (PV), com 33,10 %.

À imprensa, o tucano não poupou críticas às pesquisas de intenção de votos divulgadas recentemente e que indicam que a diferença entre o candidato José Serra e sua adversária, a candidata petista Dilma Rousseff, aumentou.

Para Aécio, ?os institutos de pesquisa fora do calor eleitoral devem algumas explicações aos brasileiros?. ?As pesquisas nessas eleições erraram muito. Vi a divulgação de um novo Datafolha, que eu respeito, mas que em Minas Gerais errou. Durante toda a campanha veio dando uma defasagem muito grande do governador Anastasia em relação ao nosso adversário em torno de 20 pontos percentuais. Se dependesse do Datafolha, não teríamos ganhado a eleição em Minas Gerais. Então, é hora de preocuparmos mais com nosso trabalho, com a apresentação das nossas propostas do que com análise de institutos de pesquisa?, declarou.

Anastasia falou da importância de Minas para virada de Serra

Já Anastasia lembrou o esforço que os tucanos e apoiadores mineiros têm feito para pedir voto ao candidato José Serra. ?O objetivo é levar a mensagem de José Serra e as nossas lideranças tem se mobilizado a favor dele. Temos feito isso pelo estado todo para agradecer a vitória muito expressiva nos deram, juntamente com Aécio e Itamar, e mostrar as propostas do nosso candidato à Presidência?, afirmou.

O governador reeleito também lembrou a importância de Minas para que Serra consiga uma virada nessas eleições; ?Minas tem o segundo maior eleitorado do Brasil, um peso político muito importante, e estamos trabalhando firmes para José Serra ganhar a eleição em Minas, e que isso colabore para a sua vitória no Brasil?, concluiu.

Wilson Lima, iG Maranhão

Determinação foi assinada hoje pelo secretário de Segurança do Estado, Aluísio Mendes

O secretário de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes, expediu hoje portaria que determina a proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas no Estado nas eleições do próximo domingo. Essa medida já havia sido tomada no primeiro turno. Pela portaria maranhense, o consumo de bebidas alcoólicas no Estado ficará proibido de zero hora até as 24 horas de domingo.

O estabelecimento que infringir a norma será passível de cassação de sua licença de funcionamento. A pessoa que for flagrada consumindo bebida alcoólica ficará sujeita a prisão de seis meses a dois anos pelo crime de desobediência civil. Segundo Mendes, a intenção dessa portaria é resguardar a ordem em todo o Estado.

A fiscalização ficará ao cargo das Polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros. No primeiro turno, apesar da proibição, muitos bares venderam bebidas alcoólicas. Alguns deles estavam localizados ao lado de sessões de votação.


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