Boa opção para regiões mais quentes e ideal para áreas laváveis, porcelanatos, pedras e ladrilhos hidráulicos garantem frescor e facilitam a limpeza Foto: Getty Images Os pisos frios, como os quentes, são feitos de materiais maus condutores de calor. Porém, os pisos frios têm condutividade maior do que os quentes, pois roubam o calor da pele mais rapidamente. Por essa razão, a sensação de frescor é maior ao pisar em um piso de pedra (se este estiver na sombra) do que em um de madeira. Entre as variedades estão o mármore, ardósia e as pedras Goiás e São Tomé, as cerâmicas, os porcelanatos, as pastilhas, os cimentícios e os ladrilhos hidráulicos. Conheça os pisos frios disponíveis no mercado: Mármore: É um material natural e, por isso, sofre variação de aparência. Pode ser cortado do tamanho necessário para cada caso - o chamado mármore paginado - ou comprado em tamanhos iguais e menores, como a cerâmica. Tem espessura de 2 cm e precisa de mais 2 cm de massa para o assentamento. Serviço:
Com grande variedade de formatos, tonalidades e preços, os pisos frios formam um volume maciço com a laje, ajudando na menor transmissão do barulho para andares inferiores. Porém, como não absorvem o som, a reverberação torna a acústica ruim.
Os pisos frios também se diferenciam dos quentes por poderem receber água sem serem danificados. Nesse caso, ela é até apropriada para sua limpeza.
Em regiões com temperaturas altas na maior parte do ano e locais próximos ao mar, costumam ser bastante eficientes, para além dos banheiros e cozinhas. Entretanto, no Sul e no Sudeste do Brasil, deve ser usado com parcimônia devido aos picos de baixa temperatura no inverno.
Placas cerâmicas, porcelanatos e ardósias, desde que em formatos pequenos ? de até 45 cm x 45 cm -, podem ser assentados sobre outro piso existente, com argamassa colante específica. Uma das recomendações do fabricante da argamassa é que o local não receba incidência direta do sol.
No geral, o assentamento dessa família de pisos é similar. Começa com o contrapiso bem feito, nivelado, curado, seco e limpo. Na cozinha e nos banheiros é também importante impermeabilizá-lo. Se o piso for claro, use argamassa de assentamento branca.
Antes de começar a assentar, estude uma paginação e teste com as peças soltas. No caso do mármore, tente organizar os veios na mesma direção. Peças que forem muito diferentes devem ser colocadas em locais escondidos, onde os móveis ficarão encima.
Não esqueça de fazer um caimento para uma área que tenha ralo ou porta de saída, para o caso de lavagem.
Para as áreas internas, os acabamentos mais utilizados são o polido ou levigado. O custo depende do tipo de mármore. Por exemplo: paginado, o branco Piguês A1 vale R$ 630,00/ m² e o Travertino nacional R$ 230,00 /m². Em formatos menores (60 cm x 60 cm) o branco Piguês custa R$ 280,00/ m² e o Travertino Nacional (55 cm x 55 cm) R$ 140,00/m².
A mão de obra de colocação fica em torno de R$ 45,00/m².
Ardósia e pedra Goiás e São Tomé: Têm assentamento similar ao mármore. Vendida em formatos e tamanhos variados, com espessura de 7 mm a 9 mm é uma pedra resistente. O preço é bastante atraente: peças de 40 cm x 40 cm custam R$ 10,00/m².
As pedras Goiás e São Tomé são porosas e, por não serem polidas, necessitam de proteção (impermeabilizante incolor e sem brilho) para não absorverem muita poeira. É necessário ter atenção para a espessura, que pode variar de 2 cm a 4 cm. Peças de 57 cm x 57 cm da pedra São Tomé Branca custam R$ 148,00/m² e, com a mesma medida, a pedra Goiás branca custa R$ 140,00/m².
Cerâmicas, porcelanatos e pastilhas: Com a maior variedade entre todos os pisos, cada um guarda suas características de dimensões e assentamento. Siga rigorosamente a especificação do fabricante, principalmente com relação às pastilhas. Se a argamassa e a colocação não forem feitos com o produto e o procedimento corretos, têm grande chance de se soltarem com facilidade.
É alternativa prática. O custo é muito variado, mas pode ser bem baixo. Por exemplo, um porcelanato esmaltado retificado pode custar R$80,00 /m² e uma cerâmica do tipo Bold, esmaltada, pode custar R$25,00/m².
Não esqueça que, por mais que algumas peças possam parecer com outros materiais como mármores ou madeira, são apenas imitação. Prefira os originais.
Cimentícios: Podem ser fornecidos em grandes formatos (1 m x 1 m) e são pré-fabricados. Os internos têm de 2,5 cm a 3 cm de espessura. Alguns modelos imitam outros materiais, como mármore e madeira. Assentados de maneira similar às cerâmicas devem receber impermeabilizante específico, no mínimo, 48 horas depois de instalados. O custo médio é de R$ 90,00 /m², mas depende do produto.
Os cimentícios com massa a ser feita no local como cimento queimado ou massas prontas, mesmo com juntas, costumam trincar. Principalmente em andares altos e em ruas movimentadas, com grande tráfego de veículos. Custo médio de R$ 60,00/ m² de material e R$ 35,00/ m² de mão de obra especializada.
Ladrilho hidráulico: Com forte apelo decorativo, o ladrilho hidráulico segue até hoje sendo produzido artesanalmente. Feitos em moldes de ferro são uma composição de cimento branco, quartzo, diabásio e pó de pedra. Podem ter cinco cores em uma peça, o tamanho padrão é de 20 cm x 20 cm. A cura é feita embaixo d?água num período aproximado de 8 horas, daí o seu nome.
O assentamento tem que ser cuidadoso, tanto pela diferença de altura das peças - que têm 17 mm, altura que pode variar 1 mm para mais ou para menos, dado o processo artesanal de fabricação -, quanto pela limpeza de qualquer excesso de argamassa que suje o ladrilho.
Para a aplicação do impermeabilizante é imprescindível que o piso esteja seco. Requer cuidados rigorosos de manutenção, como aplicação de cera periodicamente ou resina. Preço médio de R$ 50,00/m² para a peça lisa de 20 cm x 20 cm - dependendo da cor - e R$ 6,00/unidade da peça decorada de 10 cm x 10 cm.
Paraíso da Pedras
Av. Tiradentes, 1541, São Paulo (SP)
Tel: (11)2461-0772
Cia do Mármore
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 507, São Paulo (SP)
tel: (11) 3085-1279
H e T Cerâmicas
NS Brasil
Tel: (11) 4066-8040
Rochbeton
Rua Guaira, 36, Taboão da Serra (SP)
Tel: (11) 4138-1015
Brasil Imperial
Tel: (11) 3085-1861
27/10/2010 03:57 PM
Paixões de todos os tipos pulsam em Passione, da TV Globo Só recentemente assumi publicamente que assisto ?novela das nove?, da TV Globo. Acredito que minha dificuldade anterior em demonstrar a atração que sinto por esse tipo de programação deve-se ao fato de saber, racionalmente, que pouco se aproveita da experiência. Meu marido, no mesmo horário, está em outro cômodo da casa aculturando-se com a NatGeo, Discovery Civilization ou aprendendo algo sobre motores em algum canal que não reconheço. Acho bem mais nobre ter na agenda pessoal conteúdos verdadeiramente enriquecedores de conhecimentos. Porém, a despeito de saber tudo isso, tenho encontrado na novela uma forma de relaxar, de assistir aos problemas da vida dos outros sem precisar me envolver ou mesmo resolvê-los ? o que estaria próximo do impossível no caso de ?Passione?. A novela é cheia de emoções, que acabam conversando de uma maneira ou outra com meus próprios sentimentos. Com a assiduidade adquirida, passei a procurar o que a história tem de bom, ou seja, me mantenho descompromissada com o que acontece, mas quero captar significados. Talvez todos já tenham percebido quantos tipos de paixão estão estampados e caricaturados no microcosmo das personagens. Já registrei ao menos nove nuances desse sentimento arrebatador, e quero aproveitar esta coluna para compartilhar minhas análises com outras fanáticas que ficam coladas na telinha: A paixão inocente da Kelly (Carol Macedo), que vive a história inesquecível do primeiro amor, do primeiro namorado. O primeiro amor a gente nunca esquece. É doce demais, puro demais, intenso demais, uma descoberta íntima muitíssimo valiosa. A paixão que brota com toda força e se revelou para a Fátima (Bianca Bin). Depois do aprendizado dolorido que a vida reservou para essa garota que nunca conheceu o pai e, apesar da decepção, com marcas profundas deixadas pelo primeiro relacionamento, ela tem como poucos de nós uma segunda chance e a oportunidade de experimentar o primeiro momento de amor intenso, aquele que revela o prazer da união com a alma gêmea. A paixão avassaladora e bandida da Estela (Maitê Proença). Sem regras, sem pruridos, aquela que nos cega e desconstrói todo e qualquer paradigma que possamos ter. Viver por essa paixão pode significar precisar morrer por ela, pode nos levar a um mundo onde somente exista a pessoa e o ser amado. E basta. A paixão não correspondida, ao menos até o momento, de Felícia (Larissa Maciel), que precisa calcular cada passo e cada comportamento, sufocando e controlando todos os sentimentos na tentativa de conquistar o coração de alguém que ama declaradamente outro alguém. Uma demonstração de maturidade e determinação. A paixão de uma mãe por seus filhos, em especial aqueles do coração, que encontramos na postura valente e incansável de dona Candê (Vera Holtz). Para ela, o amor de mãe é nobre e vale tudo. Doar-se totalmente para construir o bem de quem se ama, está acima da lei, que pode ser uma interpretação equivocada do que seja o melhor. A paixão sem fim da Agostina (Leandra Leal) pelo marido bígamo. Apesar de imperdoável do ponto de vista legal e social, o coração de Agostina se mantém fiel por razões que a própria razão desconhece. São sentimentos alternados e desconexos, que podem nos perseguir dia e noite, noite e dia. Submeter-se ou fazer valer o orgulho próprio? A paixão ferida da Lorena (Tammy Di Calafiori), que provoca comoção ? até porque a jovem tem bons princípios apesar da família desestruturada. Ela não consegue perdoar nem tão pouco perdoar-se e sabe que precisa de tempo para superar as marcas profundas da traição ocorrida da forma mais inesperada e inconcebível possível. É uma paixão que pode virar ódio. A paixão explícita, verdadeira e cômica da Clô (Irene Ravache). Quem não gostaria de ter a espontaneidade dela para fazer as birras de amor que ela faz? É o sentimento, a certeza de ter um amor correspondido. Nada abala essa paixão fiel. E para terminar a coluna, sem finalizar minha lista pessoal, quero registrar a paixão duvidosa, atrasada, cheia de remorso da Clara (Mariana Ximenes). Ela não poderia ter tripudiado a paixão que o marido sentia por ela. A paixão é um sentimento raro e maravilhoso, que estremece as relações humanas. Quanta reflexão pode ser feita a partir de Passione... E sem ter a pretensão de fazer uma análise com a profundidade de um psicólogo, de um filósofo ou de um antropólogo. Apenas a percepção de quem está no sofá deixando-se tocar pelas histórias que imitam a vida.
27/10/2010 02:51 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Grande parte da emoção de uma cena romântica em um filme pode ser creditada a uma boa trilha sonora. Assim como nos sucessos de Hollywood, escolher as músicas certas para cerimônia e festa de casamento é fundamental para criar um clima inesquecível.
Do clássico a ao rock, das baladas ao axé, todos os estilos podem entrar no setlist dos noivos, desde que alguns cuidados sejam tomados.
Cerimônia afinada
Cada momento da cerimônia tem um simbolismo próprio, que é um bom ponto de partida para a escolha das canções. A benção das alianças, por exemplo, pede uma melodia condizente com a serenidade do momento, como um hino religioso, ensina Rita Del Chiaro, maestrina do coral que leva seu sobrenome. No cumprimento aos padrinhos, temas mais alegres, que falem sobre a amizade. Já a saída dos noivos combina com ritmos animados e vibrantes.
Mas atenção. Segundo Rita, a escolha das trilhas sonoras da igreja deve começar pela da entrada da noiva. ?É o momento mais esperado pelos convidados e deve ser o auge musical da cerimônia?, ensina Rita.
Quem quer fugir do tradicional, pode fazer uma seleção baseada em músicas que carregam significado pessoal para os noivos, como fizeram o ex-nadador Fernando Scherer e a ex-dançarina Sheila Mello. ?Nossa cerimônia teve músicas que marcaram tanto nosso relacionamento quanto nossas vidas, como algumas que eu ouvia antes das minhas competições?. A noiva entrou na igreja embalada por ?Sua Canção?, do amigo e cantor Maurício Manieri, composta em homenagem ao casal durante o reality show ?A Fazenda?, onde se conheceram. ?Toda vez que ouço, lembro dele cantando para ela em meu nome no programa?, conta, emocionado.
Outro cuidado que deve ser tomado é em relação às letras, principalmente se forem em outra língua, para não correr o risco de casar ao som de palavras de separação ou tristeza, por exemplo. ?Vale a pena pegar a tradução na internet antes de escolher?, aconselha Vilma Fortuna, diretora da banda New Times.
Festa animada
Na festa, há dois momentos emblemáticos em que a música tem papel fundamental: a entrada dos noivos no salão e a primeira dança. Sons que são sucesso nas rádios estão sempre entre os mais pedidos, conta Fábio Lucas, da banda Armagedom. ?Temas de filmes também são bem cotados?.
Se bem escolhidas, essas músicas podem virar uma marca temporal do casamento. Para Vilma, não há problemas em tocar o que está na moda, desde que tenha a ver com os noivos. ?Se a canção realmente significa algo para eles, quando forem assistir ao filme, daqui a muitos anos, vão se lembrar da época e ficar felizes?, diz Vilma.
O setlist do restante da festa deve começar com músicas mais calmas e ir ficando mais animadas, numa crescente. ?Os mais velhos, que ficam irritados com som alto, costumam ir embora cedo, logo após o jantar. Por isso, é respeitoso deixar as melodias mais calmas para este momento e ir evoluindo aos poucos?, diz Fábio. Vilma completa: ?O normal é começar numa dinâmica elegante, com clássicos americanos, boleros, mambo e músicas das décadas de 60 a 90, terminando em ritmos populares, como samba, forró, axé, sertanejo, funk, trash e brega?. Ter um pouco de cada estilo é elegante. Lembrem-se de que a festa é para todos os convidados, não somente para os noivos.
Evitem apenas músicas com teor apelativo, hinos de times de futebol e gêneros que fujam muito do proposto pela banda, que podem resultar em confusões e má execução, ensina Fábio.
O ideal é montar a seleção musical com a ajuda da banda ou DJ do seu casamento. ?Peço sempre aos noivos que apontem uma linha que agrada, alguma banda que não possa faltar e o que eles efetivamente não gostariam que tocasse. Dentro desse panorama eu fico livre para puxar as músicas, observando sempre o andamento da festa. Se eu sinto que não está agradando muito, já inverto a linha das músicas pra um lado que resolva a situação?, revela Fábio. Assim, os convidados vão ficando e seu casamento vai longe.
27/10/2010 02:31 PM
Fernanda Aranda, iG São Paulo Foto: Getty Images A vontade de ser mãe e a dificuldade para engravidar não escolhem classe social. Segundo dados publicados na última edição do Jornal Americano de Reprodução Humana, um em cada sete casais apresenta problemas de fertilidade e, em alguns casos, a reprodução assistida figura como tentativa quase exclusiva para realizar o sonho da concepção. Os altos custos do procedimento ? entre R$ 15 mil e R$ 30 mil ? dificultam o acesso da maior parte da população. Como consequências diretas, a técnica passou a ser encarada como ?elitista? e as clínicas públicas que a oferecem (são apenas quatro em todo o País) reuniram filas de espera de mais de três anos por conta da grande demanda de pacientes. De cinco anos para cá, calculam os especialistas, a medicina reprodutiva passou a buscar uma maneira de atrair um número maior de clientes e democratizar o acesso à técnica. Entre as estratégias, nasceu a ?Mini Fertilização In Vitro (Mini FIV)?, desenvolvida por um médico japonês Osmau Kato, que agora já pode ser encontrada em algumas clínicas particulares brasileiras. Democratização Segundo Arnaldo Schizzi, especialista em reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), a FIV há mais tempo em utilização no mundo usa muitos medicamentos para produzir um número muito grande de óvulos e, assim, ampliar a chance de fecundação. ?Mas a experiência internacional nos mostrou que de cada dez óvulos produzidos pós-estimulação, somente os três primeiros têm melhor qualidade e podem ser usados com segurança na fertilização?, diz. ?Ficou evidente que poderíamos usar menos medicações, estimular um número menor de óvulos e assim conseguir um procedimento até 40% mais baratos e tão eficientes como o antigo, com a vantagem da exposição aos remédios também ser menor. No ano passado, esta técnica foi batizada de Mini FIV e já é oferecida em muitos locais?, completa. O especialista, no entanto, faz um alerta: não é apenas o bolso dos interessados que precisa ser analisado antes da indicação. ?Cada caso é um caso. Avaliamos a idade da paciente, se há alguma doença associada à dificuldade em engravidar e nem sempre a Mini FIV pode ser uma opção?, diz. Todos estes fatores interferem no preço do tratamento. ?Mas agora temos a possibilidade de pessoas com condições econômicas mais modestas arcarem com os custos do tratamento, antes uma missão impossível.? Também é com a estratégia de baratear os valores dos medicamentos utilizados no processo da fertilização artificial que o especialista Luiz Gonzáles criou o VidaLink, programa que reúne 99 clínicas, em 34 cidades brasileiras com o intuito de democratizar a reprodução assistida. De acordo com ele, casais com condições econômicas restritas recebem descontos de até 50% na medicação utilizada no tratamento. Se optarem em fazer o tratamento em uma das clínicas credenciadas a promessa é que o atendimento médico pode ser negociado a custos 40% inferiores. É preciso fazer cadastro e esperar a convocação de uma das clínicas participantes. Fazendo a conta, um procedimento que sairia por R$ 30 mil, chega a custar R$ 18 mil. ?Um dos benefícios de nosso trabalho realmente é a inclusão social?, avalia Gonzales. Ressalvas A popularização da fertilização in vitro, criada há 32 anos, pode ser medida pelas estatísticas da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que reúne informações de produção das principais clínicas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Equador. Em dez anos ? entre 1998 e 2008 ?, o total de inseminações e fertilizações realizado cresceu 65,4%, saindo de 12.274 procedimentos para 35.496. A ressalva dos especialistas é: ainda que os custos estejam mais acessíveis, o número de clínicas que oferecem a técnica tenha aumentado e as técnicas estejam mais evoluídas, a fertilização in vitro e a Mini FIV permanecem como última opção na escala da contracepção. Na maior parte dos casos, problemas de saúde como varicocele ? no caso dos homens ? e endometriose (problema feminino) são as causas de dificuldade para engravidar e pedem como solução outros procedimentos médicos que não a fertilização. Outro ponto já citado pelo médico Sandro Esteves, especializado em reprodução assistida, é que não há um corpo suficiente de pessoas geradas por meio da fertilização para atestar quais são os reais efeitos da técnica na saúde dos bebês no longo prazo.
27/10/2010 01:22 PM
Fiocruz Foto: Getty Images É extensa a lista dos benefícios à saúde proporcionados pela amamentação ? o leite materno é rico em nutrientes, vitaminas e agentes imunológicos e contribui para o desenvolvimento intelectual, psíquico e emocional do bebê. A prática é tão importante que o Ministério da Saúde preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a manutenção da amamentação até os dois anos de idade. "O estudo sugere uma avaliação mais profunda do efeito protetor do aleitamento materno sobre a infecção pelo rotavírus, considerando a possibilidade de interferência da amamentação na resposta da criança à vacina. Os resultados desta investigação podem colaborar para a revisão da atual estratégia de vacinação contra o rotavírus?, a pesquisadora apresenta. Atualmente, a vacina contra o rotavírus é administrada por via oral em duas doses, aos dois e aos quatro meses de vida. Não há associação com a amamentação porque o efeito protetor do leite humano contra o rotavírus ainda não era conhecido. ?É preciso entender como os anticorpos do leite humano e os componentes da vacina interagem, para verificar se a proteção transmitida pela mãe pode neutralizar o efeito da vacina. O objetivo é propor novas estratégias de imunização contra o rotavírus, combinando amamentação e vacinação?, Virgínia adianta. Os resultados comprovam a eficácia do aleitamento materno como estratégia para a redução da mortalidade infantil ? uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As doenças diarréicas estão entre as principais causas de óbito entre crianças menores de cinco anos e a amamentação é internacionalmente reconhecida como estratégia eficaz para redução do problema. O 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano reunirá em Brasília representantes dos 23 países que compõem o Programa Iberoamericano da Bancos de Leite Humano (IberBLH), coordenado pela Fiocruz. O Brasil é pioneiro na área e concentra, em todo o país, 200 bancos de leite humano, que compõem a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RedeBLH). O impacto da iniciativa sobre a saúde pública é tão significativo que, em 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a RedeBLH como a ação que mais contribuiu para a redução da mortalidade infantil no mundo, na década de 1990. Bel Levy
Confirmando a importância da amamentação para a formação do sistema imunológico dos bebês, estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Instituto Butantã identificou a presença de anticorpos contra o rotavírus no leite humano. Os resultados inéditos serão apresentados no 5º Congresso Brasileiro / 1º Congresso Iberoamericano de Bancos de Leite Humano, que ocorrerá de 28 a 30 de setembro, em Brasília.
?A análise do leite humano de mulheres não vacinadas contra o rotavírus identificou a presença de anticorpos no leite materno que podem proteger os bebês contra as doenças diarréicas provocadas pelo vírus?, resume a pediatra Virgínia Spinola Quintal, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário da USP. Virgínia informa que o sorotipo do vírus estudado ? o rotavírus g9p ? é um dos sorotipos presentes na atual vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde e tem prevalência emergente no Brasil.
A quantificação dos níveis de anticorpos presentes no leite humano mostrou que a concentração de agentes imunoprotetores contra o rotavírus varia de mãe para mãe ? aspecto que ainda será esclarecido pelos pesquisadores. Virgínia explica que, como as mulheres têm concentrações diferentes de anticorpos, não é possível assegurar que, em todos os casos, a mãe transmitirá quantidade suficiente de anticorpos para proteger a criança. Por isso, a vacinação deve permanecer.
27/10/2010 12:57 PM
Lívia Machado, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Para manter uma alimentação saudável ou eliminar os excessos ? no prato e no corpo ? não é preciso seguir uma ditadura alimentar. Censurar alguns alimentos é recomendado, mas o fundamental, embora clichê, é manter a disciplina e evitar sucumbir à fome. Além da refeição balanceada e do prato colorido, outro grande aliado da dieta é o lanchinho da tarde. Usada com moderação e critérios, a minirrefeição nocauteia a ansiedade, sacia a fome (ou a vontade de comer) e evita excessos e pecados. A regra não é geral e a escolha da refeição deve ser feita de acordo com o estilo de vida dos aspirantes a magros e saudáveis. Carolina Ribeiro, nutricionista funcional do centro de nutrição Emex, no Rio de Janeiro, explica que o valor calórico limite é variável, depende do peso e do objetivo de cada um. O ideal, defende a especialista, é buscar produtos naturais e ingerir pequenas porções entre o almoço e o jantar. O grande vilão de tal recomendação, alerta Carolina, é considerar um pão de queijo, ou os deliciosos (e gordos) salgados de padaria como uma opção de lanche. Bolachas de água e sal e barrinhas de cereais, supostamente leves, também devem permanecer apenas nas prateleiras dos supermercados. ?A indústria alimentícia investe em uma linguagem assertiva, oferecendo produtos com cara de magros, mas extremamente prejudiciais para quem deseja emagrecer.? Cuidados A nomenclatura light e diet são sedutoras. Quando não entendidas, porém, provocam um resultado bastante negativo. Comer um chocolate diet nem sempre é vantajoso na balança. ?O chocolate diet tem mais calorias, mas não tem açúcar, é feito com adoçante. É preciso ter bem claro essa diferença antes de investir nesses alimentos?, diz a especialista. Outra dica é: não tenha medo da gordura. Castanhas, ou frutas como açaí e abacate, quando usadas com moderação, ajudam a emagrecer e saciam a fome. "A gordura vegetal é boa para o organismo e não deve ser abolida. A gordura animal é que, em excesso, representa risco à dieta e deve ser evitada.? Os sucos são uma ótima opção para abrandar a fome, mas devem ser feitos com fruta e água. ?Para fazer um suco de laranja, são usadas, no mínimo, quatro unidades da fruta, número bem maior do indicado para o lanche da tarde. Nesse caso, comer uma porção da fruta é mais indicado.? A pedido do Delas, a nutricionista lista algumas dicas que devem ser lembradas na hora de preparar ou comprar os lanchinhos da tarde. Confira 15 opções de até 100 calorias que ajudam a valorizar o regime: 15 opções de lanches 1) um sanduíche quente de pão árabe pequeno integral com uma fatia média de queijo minas derretido (opcional: usar orégano) 2) um pequeno sanduíche (1 fatia de pão integral cortada ao meio) com duas unidades de mussarela de búfala e uma unidade de tomate seco (lavar bem o tomate seco para tirar o óleo) 3) uma fatia de melancia, abacaxi ou uma pêra 4) um torrada integral com pasta de grão de bico (uma colher de sopa) ou de atum com requeijão light, ou com ricota temperada com azeite e azeitonas 5) cenourinhas baby (6 unidades) 6) um potinho de iogurte light 7) mix de castanhas, nozes, amêndoas... (quantidade: 1 xícara de café) 8) uma salada de frutas com 1 colher sopa de granola sem açúcar (se precisar adoçar, use mel) 9) uma banana amassada com 1 colher de sopa de aveia e 1 colher de chá de mel 10) um copo de suco de fruta 11) um punhado de frutas desidratadas (damasco, uva passa, banana passa) 12) ovinhos de codorna (6 unidades) 13) azeitonas (6 unidades) 14) uma fatia média de queijo branco cortada em cubinhos com azeite e orégano 15) um chocolatinho amargo 70% cacau (20g ou um tablete)
27/10/2010 12:13 PM
Alline Cury, especial para o iG, de Paris Nos últimos meses, os principais estilistas do mundo apresentaram suas coleções de primavera/verão nas passarelas de Nova Iorque, Millão, Londres e Paris. Além das tendências de moda, os desfiles inspiram ideias de beauté, que podem virar hit nos dias quentes do Brasil. Dentre muita informação, destacamos cinco novidades especialmente inspiradoras. 1. Maquiagem ultracolorida 2. Muito brilho mesmo 3. Cílios de borboleta 4. Pele fresca 5. Cabelo molhado
Diversos desfiles internacionais apostaram nas maquiagens ultracoloridas e chamativas. Na apresentação da maison francesa Christian Dior, tanto os olhos quanto os lábios apareceram coloridos. Sombras verde, azul ou rosa com batom vermelho fogo despontaram. Com menos exagero, mas ainda assim com muita cor, as grifes Gucci, Manish Arora e Jean Charles de Castelbajac apostaram em lábios cor de laranja. Peter Som inovou com delineador amarelo. Fendi e Jil Sander escolheram o rosa fúcsia para os lábios. Rochas abusou da sombra azul, esfumando a cor nas pálpebras e na parte inferior dos olhos.
Esqueça as sombras discretas e opacas. Até mesmo as produções mais sérias têm olhos e lábios que brilham. A Louis Vuitton, por exemplo, apostou em olhos dourados e boca cor de vinho com muito gloss. O francês Jean Paul Gaultier relembrou os anos 80 com makes metalizadas em tons degradê. Nina Ricci também entrou na onda metalizada com um mix de sombras cor de rosa e roxa. Dica: discrição não combina com a tendência brilho. Neste caso, mais é sempre mais!
Cílios postiços e delineadores chegam com tudo. A Miu Miu carregou os olhos com cílios postiços, delineador preto na pálpebra superior e muito (muito mesmo) rímel. Zac Posen inovou com delineador preto e cílios postiços na parte inferior dos olhos. E Lanvin, Valentino, Dolce & Gabbana apostaram em maquiagens discretas, mas com belos cílios de borboleta.
Menos divertida que as outras tendências, o look ?cara limpa? sempre combina com os dias mais quentes. A maquiagem mais natural aposta todas as suas fichas na pele, que deve parecer fresca, limpa e impecável. A pele fresca esteve em diversos desfiles bacanas, como Versace, Stella McCartney e Chloé. Para quem quiser aderir ao look, saiba que o segredo está na dose de maquiagem e nos tons utilizados. Invista em bases fininhas, gloss transparente e um leve toque de pó bonzeador. O rímel pode ser marrom ou nenhum, e só isso.
Adeus, chapinha! Nada mais prático que aderir à tendência de cabelos molhados durante o verão. A grife francesa Lanvin apostou no cabelo molhado usando rabos de cavalo baixos. Bottega Veneta preferiu deixar as madeixas soltas, como se as modelos tivessem saído do banho. Versace fez coque baixo com cara de verão na Côte d'Azur. Para aderir ao look, não basta deixar apenas o cabelo úmido, é preciso caprichar no gel com efeito molhado.
27/10/2010 11:56 AM
Lila de Oliveira, iG São Paulo Inspirada por nomes como Roberto Burle Marx, Lúcio Costa e Patrick Blanc, profissionais cujo trabalho é marcado pela integração entre arquitetura e paisagismo, a engenheira agrônoma e paisagista Paula Magaldi desenvolveu um estilo próprio, que aplica tanto nos jardins de seus clientes como em sua própria casa, em São Paulo. Do paisagista Burle Marx, Paula carrega um certo viés tropical, com preferência por espécies encontradas em solo brasileiro; do arquiteto Lúcio Costa, autor do projeto do Plano Piloto de Brasília, ela traz a preocupação com a acessibilidade; e de Patrick Blanc, o gosto pelos jardins verticais. Plantas Entre as espécies preferidas de Paula Magaldi, está a Yucca gloriosa, ?especialmente porque ela vai muito bem dentro de casa?, diz. Também conhecida como palmeira-lírio, ela pode chegar a 2,5 metros de altura e apresenta flores brancas. Outra dica de Paula para ambientes internos são os vasos das sul-africanas zamioculcas, já que são espécies bastante resistentes e precisam de pouca luz. ?Em áreas externas, elas produzem um efeito muito bacana em maciços baixos, compondo com médios e altos?, diz. ?Também adoro a Sansevieria cylindrica (ou lança-de-São-Jorge), que tem folhas suculentas com um belo efeito ornamental?, afirma. ?Para uma decoração mais pontual, nada melhor do que uma bela orquídea. São vários os tipos encontrados no mercado e fica difícil escolher apenas um?, diz. Vasos No paisagismo, um dos principais itens decorativos é o vaso. As opções disponíveis são inúmeras, mas Paula gosta mesmo é dos vietnamitas. ?Todos os meus projetos têm vasos de cerâmica vietnamita, especialmente os trazidos pela L´Oeil e pela Companhia das Folhas?, afirma. ?Em casa, também tenho vasos de mármore carrara e travertino romano, que inclusive faço sob medida?, conta a paisagista, que também é fã do murano ? seja em vasos, cinzeiros ou qualquer outro objeto decorativo. ?Vou a muitas feiras de antiguidade garimpar esses acessórios, mas também tenho um marchand.? Mobiliário A escolha de móveis para áreas externas como jardins, varandas e decks deve ser cautelosa, pois muitos materiais não são resistentes a fatores como vento, chuva, mofo e radiação solar, podendo se desgastar ou desbotar. Paula Magaldi indica os móveis da Franccino Giardini e da Mac Móveis. Para o revestimento de almofadas e futons ? os queridinhos de Paula ?, as opções da profissional são os tecidos emborrachados ou os 100% acrílico, como a linha Sunbrella, da Regatta Tecidos. Serviço Companhia das Folhas Franccino Giardini L´Oeil Mac Móveis Paula Magaldi Paisagismo Regatta Tecidos
Rua Guaipá, 1.443, Vila Leopoldina ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3831-0300
Rua Marília de Dirceu, 240, Lourdes ? Belo Horizonte (MG)
Tel: (31) 3292-5851
Praça Benedito Calixto, 182, Pinheiros ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3897-8787
Av. do Estado, 1.545 ? Balneário Camboriú (SC)
Tel: (47) 3367-1435
Al. Lorena, 442, Jardins ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3050-0808
Avenida Ataulfo de Paiva, 270 (Shopping Rio Design Leblon) ? Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2540-0116
27/10/2010 07:58 AM
Bruno Folli, iG São Paulo As mulheres estão na liderança de um ranking nada positivo. Elas reúnem mais fatores de risco que os homens para trombose ou embolia pulmonar, problemas potencialmente fatais. Quanto maior é o risco, mais concentrado ele está no sexo feminino. Isso é o que revela uma pesquisa Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) divulgada hoje (26), feita com 1.008 entrevistas no País. O levantamento mostra ainda que a região Sudeste concentra quase metade (44%) das pessoas com risco de tromboembolismo venoso. Apesar disso, a maioria da população brasileira (57%) não sabe ao certo o risco que essa doença representa, nem seus sintomas. Tromboembolismo venoso O nome parece complicado, mas o mecanismo da doença é simples. Trata-se de um bloqueio no fluxo sanguíneo, causado por coágulo, que pode causar dois problemas. O mais comum é a trombose venosa profunda, também chamada por tromboflebite profunda, e mais comum nos membros inferiores. ?Dor, inchaço e endurecimento das pernas formam a tríade da doença?, afirma Guilherme Pitta, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Mas o verdadeiro perigo está na outra manifestação da doença, a embolia pulmonar. Ela acontece quando o coágulo (ou o trombo) vai para a circulação sanguínea e segue para os pulmões. Lá, pode haver uma obstrução que, dependendo da gravidade, pode prejudicar a respiração ou matar. Por sexo Impacto no País A incidência do tromboembolismo no País é de 0,6 caso para cada mil habitantes, segundo dados da Unesp (Universidade Estadual Paulista). As internações no SUS (Sistema Único de Saúde), entre janeiro de 2008 e agosto de 2010, passam de 85 mil, com mortalidade de 2,38%. Se comparadas às taxas de mortalidade do câncer (7,59%) e de doenças do aparelho circulatório, que incluem o infarto e chegam a 7,82%, a trombose representa um terço das mortes das duas doenças com maior índice de mortalidade no País. ?Só a embolia pulmonar já é responsável por 10% das mortes em hospitais?, afirma Pitta. O custo disso também não é pequeno. Foram gastos pelo governo R$ 46,6 milhões nos últimos dois anos e meio com internações causadas pela doença. Onde vive o risco A pesquisa Ibope revela que 43% da população entrevistada já ouviu falar em trombose, mas não sabe como prevenir a doença. O primeiro passo é conhecer os fatores de risco. São eles: - Idade acima de 40 anos ?É uma obrigação de todo médico observar esses fatores e alertar para o risco de trombose ou fazer acompanhamento do paciente?, ressalta Ana Thereza Rocha, professora do serviço de pneumologia do hospital da Universidade Federal da Bahia. A atenção deve ser dobrada em pacientes internados para serem submetidos à cirurgia de joelho ou de quadris, que chegam a ter de 50% a 60% de risco de trombose. Outra combinação perigosa é estar obeso, ter mais de 40 anos e passar por qualquer tipo de procedimento cirúrgico. Isso aumenta em até 25% o risco de trombose. No caso das mulheres, a parceria entre usar contraceptivo oral, ser fumante, ter mais de 35 anos e se submeter a uma cirurgia plástica é o que representa maior risco. ?É preciso estar atento, porque a embolia pulmonar, pior consequência da trombose, é a causa mais comum de morte hospitalar evitável?, afirma Ana Thereza. A médica destaca ainda outro estudo recente, chamado de Endose, no qual é mostrado o risco médio de pacientes clínicos e cirúrgicos hospitalizados de terem tromboembolismo. Os pacientes cirúrgicos têm um risco maior, de 66%, enquanto dos clínicos é menor, de 46%. ?Mas os medicamentos preventivos são prescritos a apenas 51% dos pacientes com risco?, afirma a médica. E essa prevenção, avalia a especialista, deve continuar mesmo após a alta médica, porque cerca de 18% dos episódios em pacientes clínicos acontece fora do hospital. Prevenção Muitas das medidas de prevenção podem ser adotadas sem ajuda médica. Veja as principais: Faça caminhadas regularmente O uso de meias de contenção pode ser indicado para quem tem inchaço nos joelhos e existem algumas medicações indicadas para o caso de viagens longas, mas essas medidas só devem ser adotadas com orientação médica.Grupos de risco por região do País
Perfil dos grupos de risco
- Excesso de peso ou obesidade
- Varizes nas pernas
- Gravidez e pós-parto
- Câncer
- AVC (acidente vascular cerebral)
-Traumas, especialmente nos membros inferiores e que requeiram redução de mobilidade temporária
- Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica
- Uso de contraceptivo oral (anticoncepcional)
- Uso de medicamentos como quimioterápicos ou tratamentos hormonais
Não fume
Controle seu peso
Quando estiver em pé e parado, faça movimentos como se estivesse andando
Se estiver acamado, faça movimentos com os pés e as pernas
Se ficar sentado por muito tempo, movimente os pés como se estivesse andando
26/10/2010 05:05 PM
Lívia Alves, iG São Paulo Assim como Giorgio Armani, Kenzo e Pierre Cardin extrapolaram as barreiras da passarela e se aventuraram na moda casa, importantes estilistas e marcas brasileiras estão indo pelo mesmo caminho e, em parceria com outras empresas, desenvolvem utensílios de cozinha, roupas de camas, objetos de decoração e mobiliário. Moda +casa Grifes em casa Serviço: Allê Design Daslu Casa JRJ Tecidos Tok&Stok
É o caso de Ronaldo Fraga que lançou hoje sua mais nova coleção de objetos para a casa. Em parceria com a Tok&Stok, o estilista assina sete linhas de acessórios exclusivos. Serão porta-copos, tigelas, canecas, xícaras, guardanapo, jogos americanos, copos, roupas de banho, edredom e lençol com as estampas mais famosas de Fraga.
?Essas parcerias são uma forma de democratizar a linguagem do estilista e reforçar a marca ao lado de empresas fortes, que tomam decisões baseadas em pesquisas de mercado?, afirma o estilista, para quem esta tendência de unir passarela e casa até de demorou para chegar ao País. ?No início dos anos 90 isso já era comum no exterior.?
Amir Slama, que apresentou hoje, em São Paulo, sua nova marca de moda praia ? em 2009 ele saiu definitivamente da Rosa Chá -, também empresta seu talento para lojas de decoração e utensílios domésticos. Para o verão 2011, o estilista se inspirou nas paisagens e nuances do Rio de Janeiro e desenhou uma exclusiva linha de homewear para a Trousseau.
?Essas parcerias inserem os objetos para casa no calendário de moda, tornando-os mais atrativos para o mercado e fazendo as lojas de decoração, mobiliário e utensílios domésticos lançarem cada vez mais produtos?, afirma Slama.
Para Fraga não existe diferença entre vestir pessoas e a casa. ?Foi um trabalho feito com muita naturalidade.? Tanto é que outros estilistas como Alexandre Herchcovitch, Adriana Barra, Jum Nakao e Sergio K. também já fizeram acordos com lojas de decoração.
Depois de uma rápida incursão pelo design de mobiliário no início do ano, Nakao voltou a emprestar seu estilo para a arte de sentar. Em parceria com a Allê Design ele lançou recentemente a poltrona água-viva, inspirada nos tentáculos do celenterado marinho.
Já Sergio K. criou uma linha casa dentro de sua marca, a Penthouse, na qual almofadas, copos e porta-copos levam a irreverência de seu estilo. ?Na Penthouse crio para as minhas necessidades e estendo para as necessidades do meu consumidor. Uso a mesma fórmula que conquistei no vestuário: a união de qualidade, preço e desejo?, diz o estilista.
A tendência ?da passarela para a casa? não é exclusividade de estilistas. Grandes marcas como Hermès, Diesel e Versace também estão apostando nessa ideia.
A Daslu Casa acaba de receber, no Brasil, duas linhas de aparelhos de jantar em porcelana da marca italiana Missoni. A Farm, marca carioca de roupas, firmou parceria com a JRJ para lançar uma nova coleção de tecidos para decoração, inspirada nas mulheres cariocas.
Tel: (54) 2105-5929
Av. Chedid Jafet, 131, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3841-4000
Rua Canadá, 215, Jd. Europa, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3849-3629/ 0800-552718
Penthouse ? Sergio K
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3813-8511
Tel: 0800 70 10 161
26/10/2010 03:56 PM
Verônica Mambrini, iG São Paulo O verão só começa no dia 21 de dezembro, mas desde a chegada da primavera, em setembro, um verdadeiro bombardeio de corpos sarados em anúncios estimula a corrida contra o tempo. De acordo com Saturno de Souza, diretor técnico da academia Bio Ritmo, a procura de novos clientes pela malhação aumenta em até 30% com a proximidade do verão. Na Onodera, especializada em tratamentos estéticos, os meses de outubro e novembro concentram 25% do faturamento anual da rede. Corpo bonito em pouco tempo - Deixar de ir aos encontros de amigos e festas de família para malhar
O psicólogo Marco Tommaso olha com reservas a ?operação de guerra? para entrar em forma. ?Não adianta emagrecer só para o réveillon. É importante manter os bons hábitos depois?, diz. Ainda segundo ele, o primeiro passo para sobreviver ao verão sem entrar em crise é abolir metas impossíveis, como se inspirar nos corpos de modelos. ?O padrão de beleza das modelos é uma exceção. Tem a ver com a genética?, destaca Tommaso sobre a magreza das jovens. Ele também alerta para o risco de se tornar uma eterna insatisfeita. ?É importante diferenciar a vaidade da obsessão?, completa.
Para Camila Mastrorosa, psicóloga associada da Clínica CEAAP, muitas vezes a mudança interna não acompanha a externa. Autora de uma pesquisa sobre autoimagem, ela estudou mulheres que se submeteram à cirurgia de aumento de mama. Mesmo após turbinar os seios, diversas pacientes ainda apresentavam baixa autoestima. ?Elas colocaram próteses de silicone, mas não mudaram internamente a imagem corporal de si mesmas?, conta sobre a experiência. ?Estas mulheres teriam maior probabilidade de apresentarem comportamentos excessivos na busca pelo corpo perfeito idealizado, que na verdade nunca seria encontrado?, diz.
Mas será que a corrida em busca de um corpo bonito se justifica? Os especialistas garantem que sim, é possível melhorar a aparência, mas milagres não existem. ?Dá para fazer algo, dependendo da frequência do aluno. Mas quem treina a partir de novembro, já começou tarde?, diz Saturno de Souza.
Para obter resultados ainda este ano ? e em tempo para o verão, é preciso uma hora diária de exercícios, de quatro a cinco vezes por semana. Combinado com uma alimentação adequada, o treino ajuda na redução do percentual de gordura e enrijecimento muscular. No limite, o exagero pode trazer mais problemas do que benefícios. ?O resultado não é duradouro, o corpo não consegue lidar com o excesso de fadiga?, diz Souza, da Bio Ritmo.
Nas clínicas, a tendência é optar por tratamentos mais rápidos e intensivos. ?A mulher deve se planejar com antecedência, para manter os intervalos entre as sessões?, diz Ingrid Peres, fisioterapeuta da Onodera. Quem cuida do limite para não haver exageros são as consultoras, que montam uma agenda de tratamento em função da rotina, alimentação e metabolismo de cada uma.
Pegue leve e seja feliz
Cuidar da aparência é positivo e eleva a autoestima. Contudo, como quase tudo na vida, o sucesso está na dose. Abaixo você confere sinais de exageros:
- Passar o dia pensando no corpo ideal ou pesquisando sobre o tema
- Falar muito sobre peso. Contar calorias, gorduras, sódio...
- Comer ?tudo? em um dia e passar fome no outro
- Perseguir grandes metas em curto período de tempo
- Usar subterfúgios (como dietas radicais ou medicação) para acelerar o metabolismo
- Fadiga, frequência cardíaca alterada e sono de má qualidade também são sinais de exagero
26/10/2010 01:47 PM
Cáren Nakashima, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images As dobrinhas tão fofas do seu filho não podem ser ignoradas, afinal de contas a obesidade infantil é um mal que atinge 11,8% das meninas e 16,6% dos meninos entre 5 e 9 anos, segundo dados da última Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE. Mas as gordurinhas também não precisam inspirar preocupações excessivas se você incentivar o pequeno desde cedo a ter hábitos saudáveis. É comum que as crianças sigam as atitudes dos pais, e na alimentação não é diferente, revelou uma pesquisa norte-americana sobre a influência materna na alimentação. É missão dos pais controlar o peso do rebento sem paranoia e cobranças excessivas, mas de forma natural. ?A mãe costuma ter sensibilidade para notar se o seu filho está com excesso de peso. Ao detectar que ele está mais forte ou fofinho demais, a primeira medida indicada é consultar o pediatra de confiança para avaliar se há desenvolvimento de sobrepeso?, explica Daniela Murakami, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e da Nutrir e Brincar Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil. A obesidade é uma doença crônica que pode causar - mesmo nos pequeninos - desde males metabólicos (como diabetes e hipertensão arterial) até problemas com auto-estima, bullying e depressão. No entanto, não precisa se desesperar a cada quilo a mais. O fundamental é observar e cuidar, sem deixar a criança se sentir cobrada ou reprimida. O primeiro passo para rastrear a obesidade é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC), ou seja, a relação do peso do seu filho (kg) e a altura ao quadrado (m²). O pequeno será considerado obeso quando o IMC exceder 95%, enquanto números entre 85 e 95 indicam risco para sobrepeso. Mas lembre-se: somente o pediatra poderá apresentar as variações das contas e o diagnóstico correto, que vai depender também do sexo e da idade. Mas, atenção: não se fala em obesidade antes dos seis meses de vida, quando o bebê está exclusivamente em aleitamento materno, mesmo que o IMC evidencie valores altos. ?É apenas após a introdução dos novos alimentos que o cuidado real deve começar?, esclarece Natasha Slhessarenko, pediatra e diretora médica regional do grupo de medicina diagnóstica DASA, no Mato Grosso. Radar ligado A partir desse momento, os pais devem ficar atentos a alguns sinais do dia a dia, como ganho de peso excessivo, hábitos alimentares irregulares (beliscar antes das refeições, consumo exagerado de guloseimas, salgadinhos, frituras...), se repete demais o prato e se possui um estilo de vida sedentário, com preguiça de encarar o movimento. ?A ansiedade na realização de tarefas cotidianas e nas refeições são o indício mais forte de que a criança pode se tornar obesa?, completa o pediatra Sergio Spalter. Movimentar-se é um dos pilares para driblar essa ansiedade. ?A melhor forma de introduzir as atividades físicas ou esportivas na vida da criança é brincando! Assim, ela consegue se adaptar a qualquer processo de atividade motora?, aponta Fabio Bernardo, educador físico da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. Segundo o especialista, é na primeira infância (dos 2 aos 6 anos de idade), quando a criança ganha mais autonomia e independência motora, que deve se incentivar as brincadeiras mais ativas, como pega-pega, arremessos, chutes na bola, saltinhos... ?30 minutos por dia é o tempo mínimo de exercícios/brincadeiras que as crianças devem realizar?, completa. Os especialistas são unânimes em dizer que os pais devem estabelecer rotinas para deixar a criança segura e tranqüila. ?As refeições são marcos importantes e devem ser feitas calmamente, desde a amamentação até os pratos, passando pela iniciação com as papinhas?, conta Spalter. Além do mais, os pais são os exemplos dos filhos, portanto, toda a família deve, desde sempre, se alimentar de forma saudável e praticar atividades físicas diariamente. ?Entenda por alimentação saudável reduzir ou cortar refrigerantes, doces, salgadinhos, frituras e aumentar o consumo de vegetais, legumes, frutas e fibras?, ressalta a pediatra Natasha Slhessarenko. Contudo, não restrinja. ?O controle saudável do peso do filho deve basear-se no conceito da boa alimentação e da atividade física, mas não podem existir restrições nem proibições, afinal a criança está em fase de crescimento?, conta Daniela. Equilíbrio e diversidade são os segredos desta fórmula. Ele é obeso, e agora? Caso o alerta do sobrepeso ou mesmo da obesidade apite, mudar hábitos é necessário, mas de forma que a criança não se sinta pressionada. Organizar o cotidiano e não apontar o problema constantemente é a primeira coisa a se fazer. A seguir, confira dicas práticas listadas pelos especialistas para o combate à obesidade infantil (e também como prevenção!): - Ofereça leite. Há evidências científicas que associam a baixa ingestão de cálcio à obesidade - Não estoque guloseimas e refrigerantes em casa, pois a criançada não sabe resistir às tentações - Estipule e respeite os horários das refeições e não deixe que belisquem nos intervalos - Turbine o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais - Envolva toda a família. Não adianta pedir para o pequeno comer uma fruta se os irmãozinhos estão se deliciando com um balde de pipoca - Mude a forma de preparo das refeições, optando por assados e cozidos. Além disso, use a criatividade fazendo pratos apetitosos e coloridos - Deixe frutas lavadas à mostra. Vale fazer picadinhos pra que consumam facilmente - Eleja um ?dia da guloseima?, quando pode comer um salgadinho, beber um pouco de refrigerante - Monitore se a cantina da escola segue a lei que define quais alimentos podem ser vendidos para as crianças. Se preciso, mande o lanche de casa - Limite atividades de tela: televisão, computador e videogame só por duas horas diariamente - Brinque. Depois, se ele tiver interesse, matricule-o em uma academia ou no seu esporte preferido. E verifique se ele volta suado da prática, que significa gasto de energia importante - Cultive o ambiente saudável, não apenas na fruteira e nas escolhas alimentares, mas com bastante diálogo, interatividade, relaxamento... Dormir bem é fundamental controlar hormônios do apetite
Mãos à obra
26/10/2010 01:40 PM


