Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Antigamente, as moças começavam a montar seus enxovais de casamento desde cedo. Ainda meninas, ganhavam lençóis e tolhas em datas especiais e aprendiam a bordar, tricotar e crochetar para preparar as peças para a casa que, um dia, montariam jun o com o futuro marido. Os costumes mudaram, e, hoje, comprar itens de cama, mesa e banho é tarefa para quando já se está de casamento marcado. O enxoval está mais enxuto e melhor planejado e a escolha das peças também deixou de ser exclusividade da noiva e passou a ser feita pelo casal. Veja uma lista com sugestão de itens básicos de enxoval e as dicas de especialistas no assunto para saber como escolher o estilo das peças e com qual antecedência começar a comprar. Quando começar Alguns casais preferem ir comprando as peças aos poucos, para não sentir o impacto no bolso, enquanto outros optam por adquirir tudo de uma tacada só ? além de mais prático, é mais fácil de combinar. Seja qual for a melhor opção, é preciso ficar atento ao tempo. O prazo máximo para começar, segundo as especialistas, é de três a seis meses antes do casamento. ?Depois, com tantos detalhes da festa para cuidar, os noivos podem acabar escolhendo as peças com pressa, sem poder pesquisar preços ou encontrar itens que realmente gostam?, diz Cintia Covre, proprietária da consultoria de organização de ambiente Otimiza. Também não dá para começar muito antes. A antecedência máxima deve ser entre um e dois anos. ?Períodos muito longos pedem cuidados especiais com a armazenagem dos tecidos para que não embolorem?, explica Mirian Gotfryd, bed stylist da Blue Gardenia, marca especializada em cama, mesa e banho. É necessário abrir as peças de tempos em tempos para arejar, ou então utilizar sacos de redução de volume, fechados a vácuo, que impedem a deterioração. Moda cama, mesa e banho E como escolher as cores, estampas e texturas do seu enxoval? Assim como acontece com roupas, é preciso buscar um estilo que combine com o casal. ?Para quem está começando a montar a casa, o ideal são peças brancas, cores neutras ou estampas atemporais?, ensina Adenise Weidgenant, coordenadora de Produto da Karsten, especializada nesses itens. Peças com detalhes em renda e bordados são uma boa pedida. ?Nunca ficam ultrapassadas e são sempre muito chiques?, diz Cintia. Quem quiser ousar nos produtos para a cama, Mirian dá a dica: ?sair comprando jogos de todas as cores vai trazer uma grande confusão visual. Ao definir uma paleta de cores, como azul e cáqui, por exemplo, você pode escolher lençóis brancos, beges e com estampas florais ou listradas nestas cores?. Já quem procura dar um ar mais vivo nas peças de mesa e banho: atenção às cores dos azulejos e acessórios, para não correr o risco de destoar. Gostou de alguma padronagem exótica ou tecido novo, que são muito usadas ultimamente? Não tem problema, desde que exista o cuidado em relação ao estilo do casal e a paleta de cores. ?A moda passa, mas quem faz escolhas sensatas e bem casadas fica com a casa sempre afinada?, arremata Mirian. Lista de enxoval básico de casamento Anote quais são os itens básicos de cama, mesa e banho: ? 3 jogos de cama (fronhas, sobre-lençol e lençol com elástico) ? 2 colchas ? 1 edredom ? 3 jogos de banho (toalha de banho, rosto e piso) ? 3 toalhas de lavabo ? 2 toalhas de mesa ? 5 panos de copa ? 4 jogos americanos
25/10/2010 02:01 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Mariana Favato As tradicionais listas de casamento estão cada vez mais abrangentes. Eletrodomésticos, itens de cama, mesa e banho, sempre tão tradicionais, estão dando espaço para livros, cds, viagens, passeios e até mesmo doações. ?Cotas para viagem e doações para alguma instituição são algumas das opções?, sugere Kalinka Cope, dona da assessoria de eventos La Mabelle. Doações para ONGs A pediatra Débora Holanda e o empresário Bruno Fernandéz moravam juntos há dois anos quando se casaram, no dia 2 de outubro de 2010. Apesar de sua casa não estar totalmente montada, eles preferiram abrir mão de parte dos presentes em benefício de instituições de caridade. ?Tentar fazer do mundo um pouco menos feio é dever de cada um, e qual ocasião melhor para celebrar o amor pelos outros do que em uma festa de casamento?? diz Débora. O casal procurou o site Lista Perfeita, que oferecia a opção de uma lista com presentes tradicionais e cotas de doação para a ONG Doutores da Alegria, cuja atuação Débora acompanhava de perto na ala das crianças do hospital em que trabalha. Eles também fizeram questão de incluir na lista a ONG Amigos da Natureza, com quem adotaram um cachorrinho. ?Muitas pessoas foram resistentes a doação, mas fico feliz de ter ajudado de alguma forma? diz Débora. ?Espero que outros casais tomem esta atitude. Tem noivos que, quando se casam, já têm a casa montada. No caso da profissional de relações públicas Luciana Branco e do cineasta Ricardo Kauffman, eram duas. ?Os dois moravam sozinhos, cada um em uma casa, então já tínhamos tudo em dobro. Nem pensei em pedir tudo de novo de presente?, conta Luciana, que se casou no dia 2 de junho de 2006. Para agradar a família, mais tradicional, Luciana fez uma mini lista com aparelho de jantar, taças e bandejas de prata. Porém, para os demais convidados, divulgaram outra lista composta de CDs, DVDs e eletrônicos. Fã de cinema, Luciana incluiu coleções de filmes de grandes diretores, como Feline, Woody Allen e Hitchcock. Já Ricardo, apaixonado pela língua portuguesa, pediu livros como Dicionário de Antônimos e Dicionário de Regência Verbal. ?Nos divertimos muito fazendo essa lista?, conta Luciana. ?O legal é que tinha opções a partir de R$ 20, ou seja, quem quis dar um presente mais em conta sabia que estava dando algo que nós realmente desejávamos?. Presente em dinheiro O casamento da administradora Sarah Breuel e do pastor René Breuel, em 19 de agosto de 2003, foi também uma despedida. O casal estava de mudança para o Canadá, fazer mestrado durante três anos. ?Infelizmente, não poderíamos levar conosco presentes físicos? conta René. Eles fizeram uma lista em uma loja canadense, que permitia a compra pela internet e entregava direto no apartamento de lá. Mas esta não era a única opção. ?No convite, avisávamos sobre nossa mudança de país e sobre a lista online. Também indicamos que, se alguém quisesse manifestar o carinho de outra forma, ficaríamos felizes em receber sua contribuição para nosso começo de vida?, diz ele. Muitos convidados procuraram o casal ou sua família para presenteá-los com quantias em dinheiro. Alguns pediram os dados da conta bancária para fazer depósitos e outros entregaram cheques no dia do casamento. ?O dinheiro que recebemos ajudou a pagar a lua-de-mel e parte dos estudos, além de completar a casa com alguns itens que não tínhamos ganhado pela lista?, conta René. Cotas de lua-de-mel A vendedora Gabriela Zornitta e o empresário Nelson Zornitta moravam juntos há cinco anos quando se casaram, em 4 de abril de 2008. ?Tudo que era essencial na casa, já tínhamos?, conta ela. Como os convidados queriam presenteá-los mesmo assim, o casal decidiu fazer uma lista de cotas de lua-de-mel em uma agência de viagens. ?Como, na época, só existia a opção de comprar cotas pela internet e os mais velhos não tinham intimidade com a web, fizemos também uma lista tradicional, com poucos itens, em uma loja física de decoração? explica Gabriela. ?Mas as cotas fizeram sucesso. Ganhamos tantas que deu para fazer duas viagens: visitamos Maceió e o deserto do Atacama, no Chile?. 
Esse tipo de serviço tem sido uma ótima opção para os noivos que já tem a casa montada. ?Hoje em dia, existem vários serviços diferenciados com soluções para estes casais?, diz a consultora de casamentos Vera Simão.
CDs, DVDs e livros
23/10/2010 10:30 AM
Camila de Lira, iG São Paulo Foto: Getty Images Quantos casais podem estar no altar? O que fazer com um casal de padrinhos que se separa? As situações parecem fazer parte da trama de um filme, mas acontecem, de verdade, em casamentos! Por isso, conversamos com cerimonialistas e especialistas em etiqueta para descobrir como as noivas podem contornar - com elegância - esse tipo de situação. 1. Qual o número ideal de padrinhos? De acordo com a cerimonialista e presidente da Abrafesta Vera Simão, o número de padrinhos depende do tamanho do altar. ?Fica muito deselegante encher um altar de padrinhos, quase cobrem toda a vista do altar e a noiva some?, diz. A organizadora Kalika Cope, responsável pela empresa La Mabelle, fixa em três casais para cada um, mas dá uma dica: se mulheres e homens ficarem separados no altar, cinco para cada lado é o bastante. ?Mais do que isso, dá má impressão?, completa. 2. E se uma madrinha está com um vestido igual ao da outra? ?É uma situação difícil de acontecer hoje em dia?, explica a wedding planner Jamila Santana. Ela diz que as lojas e lugares de locação de roupa já oferecem listas para que as roupas não fiquem parecidas. Mesmo assim, se a situação acontecer, ela indica que uma das partes ceda. ?Se as duas forem desencanadas, uma pode colocar uma echarpe, e outra uma flor no vestido. Se elas não forem, geralmente arranjo para que ambas fiquem distantes no altar, para que as pessoas não associem os vestidos iguais?, fala Jamila. Daniele Maio, da Struture Assessoria, aponta que a noiva pode ajudar suas madrinhas a escolher as cores de vestido para, assim, evitar a repetição no altar. ?A mãe da noiva deve escolher primeiro, depois a sogra, então a irmã da noiva ou do noivo se estiverem no altar, e assim por diante... Lembrar que branco, marfim, preto: de maneira alguma!?, diz a assessora de eventos. 3. Como lidar quando o casal de padrinhos se separa um pouco antes do casamento? Mais comum do que parece, a situação causa uma grande saia justa no altar. ?Eu aconselho não chamar ninguém no lugar?, diz Kalinka. Jamila fala que ou os noivos tiram o casal ou conversam, abertamente, com ele. A wedding planner conta que já aconteceu de uma madrinha usar o próprio pai como par depois que terminou com o padrinho. 4. Como fazer quando duas madrinhas ou dois padrinhos não se bicam? Quando dois convidados não se gostam, é necessário um grande jogo de cintura por parte dos noivos e muito bom senso por parte dos padrinhos. Kalinka diz que a noiva deve falar com os envolvidos na picuinha de forma sutil, para saber se eles aceitarão estar no altar em nome dos noivos. ?Se a madrinha não puder lidar com isso, pelo bem de todos os envolvidos, recuse amigavelmente o convite?, aconselha. 5. O convite de madrinha deve se estender a seu par? ?Não, não precisa convidar apenas casais. Normalmente amigos são escolhidos, uma amiga da noiva e às vezes um primo, amigo?, comenta Vera Simão. De acordo com Jamila Santana, um casal pode ser chamado para ser padrinho se ambos forem amigos de quem o convidar; se isso não acontecer, ela aconselha que se chame apenas a pessoa mais próxima mesmo. ?A etiqueta diz que não é elegante chamar apenas um do casal, mas não é necessário seguí-la se tudo for feito e falado com transparência?, termina.
Daniele Maio diz que tudo deve ser providenciado para que essas pessoas não fiquem próximas nem no altar, nem na festa, mas com a ressalva de que ambas se permitam não brigar pelos noivos. ?Esse é o dia da celebração do amor, qualquer picuinha deve ser ultrapassada em nome desse sentimento e da amizade mantida entre essas pessoas?.
21/10/2010 11:41 AM
Bia Amorim, iG Rio de Janeiro Foto: Alexandre Macedo Maquiagem é um item crucial para qualquer noiva. Afinal, todas as atenções estarão voltadas para ela e um vestido maravilhoso ganha ainda mais destaque com um rosto impecável. 
Para esse dia, maquiadores têm uma difícil missão: garantir que o make resista às lágrimas e esteja em ordem até o fim da festa. Itens à prova d?água surgiram para amenizar a questão, mas ainda não são uma solução 100% eficaz.
A opção mais desejada daquelas que pretendem subir ao altar tem sido o airbrush - também conhecido como maquiagem de alta definição -, que promete um make perfeito por até 12 horas. ?A pele fica com cor natural, sem granulações visíveis nas lentes de alta definição, que já são uma realidade em câmeras fotográficas e filmadoras. Outra vantagem é a longa duração: quanto mais tempo passa, maior fica a aderência à pele, a durabilidade e o aspecto natural?, explica Christina Gall, maquiadora há 15 anos. ?A noiva pode deixar a emoção rolar a vontade, que permanecerá linda até a hora da lua de mel.? Para retirar a maquiagem, o bom e velho demaquilante resolve, mas dê preferência ao bifásico, que possui um óleo que ajuda a remover com mais facilidade, sem irritar a pele.
A bióloga Beatriz Bomfim, 30 anos, se casou em janeiro desse ano e resolveu apostar na novidade. Não se arrependeu. ?É um processo rápido, prático e muito eficiente. Eu me emocionei muito durante a cerimônia e na festa me acabei de tanto dançar. O resultado nas fotos também foi diferenciado, sem marcas, muito natural. E nada de retoques, só alegria?, conta. O preço médio por toda essa tranquilidade é de R$600 (preço consultado em outubro/2010).
Christina Gall foi uma das primeiras cariocas a usar a técnica. O Delas conversou com a profissional para tirar as principais dúvidas sobre o assunto:
iG: Toda mulher pode usar o airbrush?
Christina Gall: Com certeza. Nas mulheres mais jovens, a pele fica extremamente natural, e nas senhoras pode-se notar um efeito lifting. Na maquiagem de alta definição, antes da aplicação das bases, utilizamos produtos que promovem o efeito lifting e de correção completa. A tecnologia é altamente avançada. A textura, por ser muito fina e suave, principalmente quando aplicada pelo compressor, penetra profundamente na pele e cobre qualquer tipo de mancha e imperfeição, atenuando efeito de rugas.
iG: Muitas noivas já optam por essa técnica?
Christina Gall: Todas as noivas que me procuram têm curiosidade sobre esse tipo de maquiagem. Mesmo as que têm um orçamento mais equilibrado, acabam se reorganizando para investir no air brush. Não adianta pagar caro em uma filmagem de casamento em alta definição ou finalizada em blu-ray, se a maquiagem não acompanhar as especificidades desse tipo de escolha. As câmeras de filmagem, assim como a lente dos fotógrafos, captam todas as granulações da maquiagem comum e, consequentemente, as imperfeições ficam acentuadas.Mesmo quando a gravação é comum, o resultado a olho nu é muito diferente.
: Que truque você não pode esquecer na hora de maquiar a noiva?
Christina Gall: A noiva é muito preocupada com durabilidade, ela não quer chorar e ficar borrada. Então, a maquiagem dos olhos deve ter atenção redobrada. A pele deve ser preparada com muito cuidado, para que a maquiagem dure perfeitamente por toda cerimônia e festa.
iG: Existe alguma regra na hora da escolha das cores?
Christina Gall: Boca e olhos devem estar harmonizados entre si, assim como com o buquê.
iG: A maquiagem da noiva pode ter brilho?
Christina Gall: Quando se fala em maquiagem de alta definição, não existe o efeito glitter, que dá estouros de luz nas imagens. Nesse caso, o brilho vem do efeito cintilado, que é muito mais elegante.
iG: Você recomenda fazer um teste antes da cerimônia?
Christina Gall: Isso é fundamental. É necessário que todas as dúvidas sejam esclarecidas com antecedência, para não haver nenhum tipo de imprevisto no dia do casamento. Todos os detalhes são acertados e ajustados antes: as cores usadas, o tipo de desenho para os olhos. No grande dia, eu apenas repito o que foi feito nesse teste. O que acontece muito rapidamente, porque os detalhes já estarão previamente definidos.
19/10/2010 02:20 PM
Andrea Giusti, iG São Paulo Foto: Tricia Vieira / Arena Foto ?É um medo, uma surpresa e mais um monte de coisas que passam na cabeça ao mesmo tempo?, é assim que Mariana Galan resume os momentos finais que antecedem seu casamento, em uma sexta-feira, às 20h, horário caótico na cidade de São Paulo. Leia também:
Responsável por cada detalhe da festa, a noiva repassava, em pensamento, o checklist para que nada fosse esquecido e permaneceu tranquila. O Delas passou 24 horas ao lado da publicitária e mostra a ansiedade que antecede o momento do esperado ?sim?.
Faltam 24 horas
20h
A última noite em casa começa agitada. Faltando exatamente um dia para o casamento, tudo parece estar sob controle e parte das obrigações do salão de beleza já estão adiantadas: depilação, unhas, sobrancelha e coloração do cabelo. Parentes distantes, que não poderão comparecer à cerimônia, ligam para desejar felicidades e interrompem a todo instante a arrumação da mala de viagem da lua de mel. As duas semanas passeando entre Espanha e França são esperadas como uma recompensa de toda correria e ela separa as roupas com carinho.
Mariana perdeu 2 cm de cintura durante as provas do vestido e foi proibida de perder mais peso, ou o modelito tomara que caia ficaria largo. Mesmo assim, escolheu um lanche leve para jantar e voltar logo aos acertos finais. Com medo de escorregar na entrada da igreja, pediu que o pai fosse comprar, debaixo de chuva, um anti-derrapante para colar na sola do sapato. Uma mão corta a folha e mede o tamanho certo, a outra atende a assessora do evento no celular. A ligação é só para confirmar que os fornecedores estão no prazo. ?São Pedro mandou a chuva hoje para não ter mais uma gota amanhã?, finalizam o papo, aos risos.
22h
Durante o banho, bem demorado, ela relembra vários momentos dos 10 anos de namoro. A caixa com as joias, os enfeites do cabelo, os sapatos e o vestido já está separada na escrivaninha. Mais uma repassada nas obrigações, uma ligação de boa noite para Fabio, o noivo, e a publicitária rola pela cama antes de pegar no sono.
Faltam 12 horas
8h
Mariana tinha planejado dormir até tarde, mas é acordada por mais telefonemas de familiares. Na campainha, um entregador de flores anuncia que chegou o grande dia. O presente foi enviado pelo primo da noiva, que será padrinho. Preocupada com os fornecedores, ela liga para a assessora perguntando se os espumantes foram entregues. Está tudo lá, perfeito.
12h
O último almoço com os pais é seguido de emoção. A mãe chora ao levar as caixas para o carro e logo é repreendida pelo marido. A próxima parada é o salão do hair stylist Paulo Persil, nos Jardins. O profissional é considerado o rei das noivas e Mariana relembra a escolha. ?Cheguei com uma foto de penteado para mostrar a referência e era dele mesmo?. A mãe, a sogra, duas madrinhas e duas amigas acompanham o dia de beleza.
14h
Uma sala foi reservada para o atendimento, malas e vestidos pendurados no cabide esperam a produção final. A gerente segue uma programação e as sete, incluindo Mariana, intercalam entre a cadeira do cabeleireiro e do maquiador.
17h
A noiva está tranquila e pede um lanche antes de iniciar a sessão das fotos que vão para o álbum. Ela posa ao lado dos sapatos, do véu e mostra o nome das amigas ?encalhadas? que a mãe bordou na barra do vestido. Sempre com o celular na mão, um alerta aparece na tela. ?Será que eu caso??, dizia a brincadeira feita pelo noivo.
A assessora chega ao salão para informar que tudo está correndo bem e traz uma surpresa: o buquê. Com os olhos cheios de lágrima, Mariana interrompe a maquiagem para ver as flores que todos comentam. Mas logo uma ligação acaba com o bom humor da publicitária. É o responsável pelo coral da cerimônia questionando o pagamento. Nervosa, ela repete diversas vezes que os comprovantes estão no carro e que ele podia prosseguir com o combinado, já que levaria o talão de cheques para a festa, caso fosse necessário. ?Ele disse que se tocasse ?Rebolation? na hora que eu entrasse na igreja, eu saberia o motivo?, conta, indignada.
19h
Faltando uma hora para a cerimônia, na Paróquia São Luis, em São Paulo, a publicitária parece nem se importar com o trânsito que toma conta da cidade em uma noite de sexta-feira. Uma garrafa de champanhe chega para comemorar o fim da jornada. As madrinhas aparecem deslumbrantes e seguem para a igreja. O pai da noiva chega com o carro alugado e aguarda a finalização do cabelo. Três flores são aplicadas na trança e Mariana segue para a parte do vestido. Depois de pronta, ela continua tranquila, sem choro ou histeria ao longo de toda jornada.
20h
Os convidados já aguardam na igreja e o noivo, apreensivo, passa pelos bancos agradecendo a presença. Mariana dá algumas voltas no quarteirão e só para com o carro na Avenida Paulista, endereço da cerimônia, quando a assessora autoriza pelo telefone.
O casamento começou com quarenta minutos de atraso. Ao som da marcha nupcial, ela sorria enquanto observava se a decoração estava de acordo com o que foi combinado. A festa continuou na pista de dança até a manhã do dia seguinte. ?Deu tudo certo. Finalmente vou descansar e curtir o meu marido?, desabafou, antes de seguir para as merecidas férias na Europa.
17/10/2010 10:57 AM
Fabiana Schiavon, especial para o iG São Paulo Foto: Arquivo pessoal Casar em Las Vegas, nos Estados Unidos, não é sempre uma atitude precipitada, como visto nos filmes. Muitos casais em busca de uma experiência diferente e divertida planejam muito bem seu matrimônio na cidade conhecida por sua noite badalada, cassinos e hotéis exóticos. A cerimônia dura poucos minutos, mas fica bem guardada na memória dos casais. 
Uma prova de planejamento foi dada pelo músico carioca Leonel Villar. Ele já vivia em São Paulo com a empresária Vania Costa, mas eles queriam registrar sua união de uma maneira diferente. Passaram um ano pensando em tudo. ?No começo foi meio brincadeira, ?que tal casar em Las Vegas com o Elvis???, relembra. Um ano depois, os dois se viram dizendo ?sim? dentro da Graceland Chapel.
Pela mesma Graceland Chapel, aberta há mais de 50 anos, já passaram desde noivos ?certinhos?, como Robert Trump (irmão de Donald Trump, apresentador do programa ?O Aprendiz? de lá), até o popstar e galã Jon Bon Jovi. Outras celebridades, como o tenista André Agassi e os atores Richard Gere, Clint Eastwood e Jennifer Lopez, também se casaram na cidade.
Para atender aos mais de 100 mil casamentos anuais, a variedade de capelas é grande. Os apressados podem enfrentar filas de até cinco horas para o enlace. Nos cartórios há folhetos que divulgam os preços e opções. Há pacotes dos mais variados. Até casamento de helicóptero vale. Alugar um padrinho, também.
A mineira Barbara Magalhães, de Belo Horizonte, escolheu Vegas porque seria a maneira mais econômica e divertida de se casar. Ela já havia visitado a cidade e sabia que tudo podia ser rapidamente resolvido. ?Lá já tem tudo à mão, é tudo muito mais fácil e mais barato?, conta a nutricionista. Ela se casou com Décio Junior, analista de sistemas, em maio de 2010. Barbara adquiriu o pacote completo e gastou R$ 2.500 para ter direito a motorista, vídeos e fotos e outros detalhes. Segundo ela, vestido de noiva, maquiagem e cabelo também não são um problema para quem quer se casar de branco em Vegas. Tudo é fácil de encontrar e por preços acessíveis.
Pegos de surpresa
Quando a cantora Fernanda Rowlands marcou sua viagem para Nova York para visitar o namorado, já sentia que algo especial estava por vir. Mas ela não imaginava que se casaria com o designer gráfico Luis Bravo em Las Vegas. ?Ele acordou de manhã e me pediu em casamento. Foi comprar leite e já voltou propondo uma viagem. Foi uma grande surpresa. Quando chegamos lá, ele já me levou direto para o cartório?, lembra.
Sem se preocupar com as roupas, eles não tiveram dúvidas: pagaram um motorista que os ajudou a encontrar uma capela aberta. Pararam na Historic Downtown Church e, em 10 minutos, estavam casados. ?Foi o casamento dos meus sonhos porque eu não queria coisa grande, apesar de agora a família ter nos oferecido uma festa no Rio de janeiro?, conta.
A assistente administrativa Julie Zanatta, que vive em Campinas, também decidiu se casar em Las Vegas de uma hora para outra. Como os demais casais que passam pelas capelas de lá, Julie e Fernando Bernachi fugiam da ideia de gastar dinheiro com uma grande festa. ?Até que um dia roubaram o carro dele e a gente resolveu gastar o dinheiro do seguro com um curso de inglês em San Diego?, conta. Durante a viagem de um mês veio a ideia de se casar em Vegas. Ela encontrou um vestido de US$ 80 e ele, um smoking de US$ 70. Compraram flores em um mercadinho e improvisaram um buquê. Julie se casou na Special Memory Wedding Chapel e gastou US$ 300 dólares com tudo o que tem direito. ?Minha sogra não conseguia acreditar que nós voltamos casados da viagem?, conta.
No papel
Julie já registrou seu casamento no Brasil, sem grandes problemas. Agora em novembro, comemora três anos de casada. Já Fernanda tentou registrar sua união no Brasil algumas vezes, quando vem ao país de férias ? ela continua morando em Nova York. Mas a burocracia a fez desistir. Segundo o advogado Ricardo Zamariola Junior, especialista em direito de família, o casal deve primeiro registrar sua união no Consulado Brasileiro, apresentando um documento oficial estrangeiro que comprove o enlace. Chegando ao Brasil, é preciso providenciar a transcrição da certidão de casamento no cartório. ?Com o atendimento dessas formalidades, o casamento realizado no exterior é válido e eficaz no nosso país?, explica o advogado.
Para garantir que o casamento seja válido, é aconselhável ter em mãos, além do passaporte, certidão de nascimento e de divórcio, caso um dos cônjuges já tenha sido casado anteriormente. É preciso providenciar ainda uma ?marriage license? ? licença de casamento ? antes de ir para a capela. A tarifa é de US$ 60. É possível adiantar o pedido pela internet ou se programar para visitar um cartório com antecedência, mediante pagamento de uma taxa de US$ 5, que pode ser feito com cartão de crédito. Viva Las Vegas!
15/10/2010 03:22 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Existem vários tipos de cerimônia de casamento, dependendo da cultura ou religião dos noivos. As particularidades e regras de cada uma são fatores que podem influenciar na escolha do vestido de noiva. O tipo de casamento mais comum no Brasil é o católico, religião de 73,8% da população, segundo o Censo de 2000. A maioria das cerimônias acontece dentro das igrejas. Nestes casos, a noiva deve seguir a etiqueta do local: nada de decotes acentuados, nem mesmo os laterais ou nas costas. Por outro lado, as caudas longas são uma boa pedida, já que os templos costumam ter corredores compridos até o altar. Assim como no judaísmo, a religião islâmica tem normas para as mulheres se vestirem quando vão à mesquita. ?Usamos calças, blusas de manga comprida, gola alta e hijab (lenço muçulmano)?, ensina a professora Iman Nimri, brasileira de família muçulmana. No entanto, ao contrário de outras religiões, o casamento não é realizado dentro do templo. Em países muçulmanos, como o Líbano, para onde muitas noivas brasileiras costumam viajar para se casar, a cerimônia é feita no cartório, celebrada por um sheik. Mais tarde, os noivos fazem uma festa para familiares e amigos. No Brasil, os casamentos acontecem em salões de festa anexos às mesquitas ou em buffets. Iman, que sempre sonhou em casar de tomara-que-caia, mandou fazer para a cerimônia religiosa um bolero que cobria braços e pescoço, que ela tirou mais tarde, para curtir a festa. top model Talytha Pugliesi, 27 anos, trocou alianças novamente com o marido, o construtor Michko Zivanovic, 40, em uma cerimônia religiosa realizada em 1º de agosto, numa pequena capela católica ortodoxa na cidade de Loznica, no Sul da Sérvia, terra dos pais do noivo. ''O melhor de tudo é poder ter três vestidos de noiva diferentes!'', diz Talytha, exatamente um ano depois de se casar oficialmente no civil, em Paris. O próximo vestido será usado no Brasil - na Sérvia foi um modelo Samuel Cirnansck. 
Entenda como funcionam as cerimônias em quatro religiões e garanta um vestido adequado para a situação.
Católico
Judaico
Quando vão às sinagogas, as moças judaicas cobrem os ombros e evitam roupas muito justas. No dia de seu casamento, não é diferente. Vestidos sem mangas até são liberados, desde que a noiva cubra a região com um xale ou um bolero, explica Cecília Ben David, coordenadora pedagógica do Centro de Cultura Judaica de São Paulo.
?Entre as famílias de judeus ortodoxos, há regras mais rígidas, mas, no geral, é uma questão de bom senso de quem freqüenta o local e conhece os costumes?, diz Cecília. Além disso, é preciso ficar atenta às tradições da festa, como a de levantar os noivos em cadeiras ao som de músicas animadas. Para não estragar a alegria, cuidado com o véu: se for muito longo, melhor tirá-lo na chegada da festa.
Em ambos os casos, por estarem em território ?neutro?, há mais flexibilidade em relação às normas. O uso do lenço, por exemplo, é opcional ? algumas noivas dispensam e outras investem em modelos elegantes em tecido branco.
Muçulmano
Ortodoxo
A cerimônia de casamento dos cristãos ortodoxos é repleta de rituais, como os noivos darem três voltas em torno do altar, simbolizando a Santa Trindade e a eternidade de Deus.
?Um vestido com cauda muito longa pode atrapalhar este momento?, diz o padre Gregório Teodoro, Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo.
Cuidado também com o arranjo de cabeça: no final da cerimônia, os noivos recebem coroas, sendo reconhecidos como rei e rainha do novo lar que se forma. Um adereço muito grande pode enroscar na coroa e causar desconforto.
13/10/2010 06:41 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Festa de casamento, lua-de-mel, casa nova... Fazer caber no bolso os gastos que envolvem o casamento é um dos principais desafios dos noivos. E a maneira como administram seu dinheiro nesse período pode definir como será seu futuro financeiro.
Reunimos dicas de três especialistas em finanças para ensinar o casal a superar este primeiro desafio econômico e se preparar para uma vida financeira saudável depois de casados.
Um novo ponto de vista
?Casamento é um negócio. Se não fosse, não teria um contrato?, diz Andre Massaro, criador do programa integrado de desenvolvimento financeiro MoneyFit. A afirmação pode parecer pouco romântica, mas, se pensarmos bem, o casamento é, realmente, muito parecido com uma empresa.
Depois de dizer ?sim?, o casal vira uma família e passa a ter de gerir os custos da nova vida juntos. Além dos gastos regulares da casa, virão novos objetivos, como viagens, compra de imóvel, troca de carro, chegada dos filhos e até aposentadoria. Tudo isso pode ser visto como empreendimentos, que, assim como nas empresas, precisarão de planejamento.
Expectativas alinhadas
O primeiro passo é conversar sobre o que cada um sonha para o grande dia e para a vida depois.
?Alguns casais tem condições de fazer uma festa extravagante sem que isso impacte suas finanças depois do casamento?, explica Andre Massaro. ?Porém, quem se endivida nesse processo começa a vida de casado engessado?.
Se quiserem um casamento mais caro, isso pode acarretar alguns sacrifícios, como adiar a data ou diminuir as saídas de fim de semana. Também pode significar ter de adiar planos como comprar um imóvel ou ter filhos. Avaliem juntos do que vale a pena abrir mão para alcançar seu objetivo.
Mas lembrem-se: ?a vida não deve ser feita de sacrifícios, mas sim de recompensas. Se todo esforço que o casal fizer resultar em grandes conquistas, a vida terá um verdadeiro sentimento de gincana?, ensina Gustavo Cerbasi, autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Editora Gente, 2004).
Definam o orçamento
Alinhadas as expectativas, é hora de definir uma meta de valor a ser poupado, que será seu orçamento para o casamento. Ao mesmo tempo, somem o quanto vocês podem poupar do salário de cada um por mês, multipliquem pelo número de meses que faltam até a data. Considerem também a verba que receberão de presente de familiares, se for o caso.
Esse valor deverá ser seu Norte quando estiverem cotando serviços para a festa. É preciso manter os pés no chão para não cair na armadilha de assumir gastos maiores que seu orçamento.
Disciplina para poupar
Regra número um para quem está juntando dinheiro: não espere ver quanto sobra no fim do mês. Quando se está poupando para um objetivo, é preciso disciplina.
?O casal precisa ter uma meta de valor mensal e se comprometer com ela, por mais que passe aperto um mês ou outro?, ensina Fernando Montanari, responsável pelo homebroker da corretora Linktrade. ?Se deixar pra ver quanto sobrou, nunca vai conseguir atingir seu objetivo?.
O segredo é ?se pagar primeiro?, diz Gustavo Cerbasi. ?Assim que o dinheiro entrar na conta, o casal deve garantir que o valor previsto para a poupança seja realmente aplicado?, explica.
Para isso, é preciso disciplina. Dica? A chamada aplicação programada funciona como um débito automático: vocês deixam agendado no banco uma data para que o dinheiro seja transferido da conta corrente para uma aplicação de sua escolha, como a poupança, por exemplo.
Precaução para investir
Fazer o dinheiro crescer no período dos preparativos é uma ótima idéia, mas é preciso ter precaução.
Segundo Fernando Montanari, a verba do casamento não deve ser aplicada em renda variável, como ações, por envolverem risco. Como há uma data certa para resgatar o investimento, caso o mercado sofra uma queda nos meses antes do casamento, o casal não tem a flexibilidade de esperar uma nova alta e perderá dinheiro.
A melhor opção dos noivos é a renda fixa. A mais conhecida aplicação é a caderneta de poupança. Mas existem muitas outras, com diferentes rendimentos: CDB, CDI, títulos da dívida pública etc. Como escolher a melhor?
Andre Massaro dá a dica: cultivem o interesse por finanças. Sites como o Meu Milhão, da Linktrade, o da MoneyFit, e até o da Bovespa mantém áreas educativas, com artigos e dicas de cursos gratuitos para quem quer aprender mais sobre o assunto.
Assim, poderão conversar com o gerente do seu banco de igual para igual e analisar as opções de acordo com os interesses de vocês.
Gastos sob controle
?Mais do que nunca é importante a estratégia do casal estar alinhada?, diz Andre Massaro. ?Controlar gastos é um ponto fácil de brigas e confusão?.
Estabeleçam, juntos, limites de gastos e cotas para gastar com lazer, alimentação, roupas etc. Por mais chato que seja, esse acordo é o que garante a tranqüilidade do casal na preparação do casamento e no futuro.
Pensem no ?macro?
Não esqueçam que, depois da festa e da lua-de-mel, vem a vida de recém-casados. No jargão econômico, isso se chama pensar no cenário ?macro?. É enxergando sempre um pouco à frente que o casal vai conseguir traçar seus planos e alcançar seus objetivos.
08/10/2010 05:28 PM
Camila de Lira, iG São Paulo Foto: Arquivo pessoal Entre nomes de famosos, políticos e acontecimentos, uma hashtag chamou atenção de quem lia a lista de palavras mais citadas no microblog na tarde desta terça, dia 5: #brunadigasim. Esta foi a forma que o fotógrafo e programador Alexandre Ferreira encontrou para pedir sua namorada, a diretora de marketing Bruna Bittencourt em casamento. O pedido reflete a maneira com que o casal se relaciona com a internet. Alexandre e Bruna foram apresentados por uma amiga em comum de ambos, e começaram suas conversas pela internet. Bruna conta que tanto a personalidade quanto os gostos mais ?nerds? de Alexandre a atraíram. Ambos se consideram ?heavy users? da web, e tem total afinidade com as redes sociais. ?Já tinhamos conversado sobre casamento antes, mas pedi que ele fizesse algo para me surpreender?, diz a noiva. Alexandre diz que pesquisou alguns pedidos diferentes na internet, e que teve a ideia de usar o twitter na quinta feira (dia 30 de setembro), quando viu o vídeo vencedor de um concurso norte-americano de proposta de casamento, realizado pelo site Groom Grover, especializado em noivos. Segundo Alexandre, o americano levou sua então namorada para o parque, e pediu para que amigos do casal aparecessem com guarda-chuvas. Nestes objetos, continham palavras com a proposta de casamento. ?Essa ideia do parque ia ser complicada em São Paulo. Foi então que tive a ideia de fazer algo no twitter, com os nossos amigos?, explica Alexandre. Sem que Bruna soubesse, ele entrou em contato com seus amigos e seguidores, e combinou que na terça feira ele iria fazer a proposta. Pediu para que todos, a partir da sua proposta, começassem a escrever #brunadigasim. Deu tão certo, que pessoas de fora de seu círculo de conhecidos começaram a repetir a tag e ela virou um dos tópicos mais repetidos no Twitter. Enquanto isso, Bruna estava numa reunião do trabalho, e começou a notar algo diferente em sua timeline no microblog. A diretora de Marketing disse que leu o pedido a partir de um outro amigo dela, que tinha re-escrito o tweet de Alexandre. ?Tive que parar a reunião e falar ?meu namorado acaba de me pedir em casamento pelo twitter?, diz Bruna. Ela conta que ficou tão surpresa, que não soube como reagir, e deixou que a hashtag fosse repetida pelas pessoas. 
Apesar de a tag pedir para que Bruna dissesse sim, o maior medo de Alexandre foi que Bruna achasse muita exposição. A noiva, porém, disse que amou a proposta. ?Combinou perfeitamente com a gente?, confessa. O casamento ainda não tem data certa, mas já tem mês: em abril, seguindo a proposta inusitada, os dois devem realizar uma cerimônia em um cinema, em São Paulo.
06/10/2010 05:23 PM
Camila de Lira, iG São Paulo São nove da manhã e uma noiva anda tranquilamente pela rua. O vestido dela é simples, rendado e combina com o pequeno buquê de rosas. De saltos baixos, atravessa a rua e se esconde um pouco antes de chegar perto do seu destino: o noivo está na frente do cartório, ele não pode ver o seu vestido. A cena ? vestido simples, noiva chegando a pé ? parece pouco glamurosa? E se estas ruas forem do centro de Paris e o cartório for um palácio? É dessa forma simples e íntima que boa parte dos casamentos ocorre na França. O fotógrafo Leandro Lourenço, que já fez algumas cerimônias na França e Inglaterra, conta que as festas não costumam ter muitos convidados. ?Uma festa de casamento grande na França é para 200 pessoas. Aqui no Brasil, 200 pessoas é um casamento considerado até pequeno. Já cheguei a fotografar casamento de 700 convidados aqui no Brasil?, comenta Leandro. Há quatro anos fotógrafo de casamentos no Brasil, Lourenço trabalhou como assistente em um estúdio em Londres por um ano. Durante esse tempo, teve contato com vários tipos de festa na Inglaterra e na França. ?É normal um francês contratar um londrino pra fazer algum trabalho, tudo é muito perto por lá e a imigração não dificulta para quem é europeu?, explica. Quando foi convidado para fotografar o casamento de Faune e Sothearin, que ocorreu em agosto deste ano, Lourenço pôde analisar as maiores diferenças entre as cerimônias francesas e brasileiras. O primeiro fator marcante para o ele foi que até as fotos de casamento na França são vistas como arte. ?Lá o fotógrafo tem uma conotação diferente, ele tem que ser bem mais artista?, conta. Para ele, isso acontece devido ao grande alcance que a fotografia artística tem na população. Banco Imobiliário Mas a diferença que mais impressionou o fotógrafo foi a duração das cerimônias. Ele conta que as comemorações ocorrem ao longo do dia todo. ?O casamento começa muito cedo. Tem a parte civil, que começa às dez da manhã, e o jantar é às oito da noite. Neste intervalo de uma a outra, o casamento não para?, conta. Logo após a cerimônia no civil, que ocorre em um palácio ? com convidados e um cerimonial, ?como se fosse na igreja? ?, os noivos costumam ir a pé até a casa onde acontecerá a recepção dos convidados. Geralmente, esta parte da festa acontece na casa dos pais de um dos noivos. Como são poucos os convidados, a família ajuda na recepção e no brunch servido no almoço. Durante o brunch, Leandro diz que é uma tradição francesa os noivos serem ?mestres de cerimônias? para entreter os seus convidados com jogos e brincadeiras. ?Nesse casamento ? de Faune e Sothearin ? os convidados ficaram jogando Banco Imobiliário. Os convidados também podem brincar de jogo da verdade. É tudo bem descontraído?, conta. Todo este clima de intimidade ocorre, segundo ele, porque esta parte da festa conta apenas com as pessoas mais próximas. ?A noiva chama para a festa as amigas com quem conversa pelo telefone todos os dias?, comenta o fotógrafo. Mas, segundo ele, tudo é muito bem organizado e pensado, e a festa não deixa de ser chique. Só à noite começa a festa propriamente dita. Nesse ponto, Leandro Lourenço diz que as festas brasileiras se sobressaem. ?De todos os casamentos que fotografei e dos que fui, seguramente, os de brasileiros são mais animados. Às vezes parece que o brasileiro precisa apenas de um motivo para fazer uma festa grande?, brinca Leandro. O fotógrafo desconversa quando perguntado sobre qual das festas é melhor. Mas deixa escapar que, nesse ambiente francês, ainda prefere um toque de brasilidade. ?Acho que no casamento precisa extravasar mesmo. Teoricamente, é um momento único?, completa.
Noite calma
Por outro lado, como as festas francesas são menores, os amigos e familiares fazem votos para os noivos. ?É bem emocionante. Os pais falam sobre o casal. Acontece também de o melhor amigo dos noivos contar alguma história de quando eles eram mais jovens?, diz.
30/09/2010 04:13 PM
Camila de Lira, iG São Paulo Foto: Getty Images Dois jogos de pratos, um faqueiro de prata, uma máquina de café expresso, uma televisão de plasma de 32 polegadas, um quadro exclusivo de Di Cavalcanti... Mas espera um pouco, até que ponto uma lista de presentes pode ditar aquilo que os convidados podem ou querem dar para os noivos? De acordo com Carla Fiani, sócia da empresa organizadora de casamentos Wedding & Co, a lista de presentes deve ser feita com cuidado pelos noivos ? e deve refletir o jeito do casal. ?Eles precisam pensar no que combina com o estilo da casa e de quantas coisas eles precisam?, diz. Além disso, segundo Carla, o convidado também não pode ser deixado de lado: ?o ideal é ter a delicadeza de pensar em várias faixas de preço, para que o convidado não se sinta constrangido?. Especialista em etiqueta e comportamento e autora do livro ?Casamento sem Frescura? (Editora Melhoramentos), Cláudia Matarazzo explica que o casal tem que fixar um preço máximo e trabalhar a partir dele. ?O preço máximo pode ser estabelecido pelo dobro do preço do presente que o casal compraria para seu melhor amigo?, indica Cláudia. As especialistas indicam que é sempre bom o casal deixar a lista em mais de uma loja. Sobre o que incluir nela, Carla recomenda bom senso. ?Normalmente, são os padrinhos que dão os eletrônicos ou os presentes mais caros?, explica ela. ?Por isso, acho aceitável ter estes itens na lista?. Já para Cláudia Matarazzo, ?é espantoso como certos casais colocam coisas caríssimas numa lista. As pessoas têm que analisar do que realmente precisam para não exagerar?. A festa e as deselegâncias Na opinião das especialistas, a lista de presentes independe do grau de formalidade da festa, seja uma cerimônia discreta em um restaurante ou uma festa a rigor. Mas um fator da festa que pode alterar a lista é o número de convidados. ?Quando as festas têm menos convidados ? algo que é tendência hoje em dia ? a lista tem que contar só com o básico que o casal precisa?, diz Claudia. Costume comum, o cartãozinho anexo ao convite com as lojas que têm as listas de presentes dos noivos é condenado por Cláudia. ?Não tem cabimento. Você olha para o convite e se pergunta: ?estão me convidando para uma festa ou para uma facada???, brinca. Na opinião de Carla Fiani, deselegante mesmo em uma lista de casamento é pedir dinheiro no lugar de objetos. ?Tem convidados que ficam constrangidos, pois não podem dar uma quantia grande naquela hora?, diz Carla. Calcular o quanto se deve dar numa situação dessas também contribui para a saia justa. O casal e os convidados Quando o casal já tem uma casa montada pode se dar ao luxo de pedir alguma coisa diferente. Carla cita o exemplo de noivos que fizeram uma lista em uma galeria de arte, já que queriam quadros para decorar a sua casa. Para Cláudia, o casal com a casa montada pode pedir certos tipos de objetos que não são de primeira necessidade, como uma máquina de café expresso. As especialistas ressaltam que o convidado não precisa se sujeitar a dar algo que não quer ou que não pode comprar. ?É importante lembrar sempre que convidado não é obrigado a dar o que está na lista?, avisa Cláudia. ?Essa coisa de presentear deve ser um prazer. Os noivos certamente vão adorar receber uma coisa que veio com muito carinho, independentemente de estar ou não na lista?, completa Carla.
28/09/2010 04:00 PM
Cintia Costa, especial para o iG São Paulo Foto: Rogerio Marques Pereira/Fotoarena Nada de bem-casados ou bibelôs impessoais. Estes cinco casais escolheram oferecer a seus convidados como recordação de seu casamento objetos carregados de significados que remetem à sua história. Rodolpho Simas, consultor, é um carioca apaixonado por surfe. Conheceu a curitibana Cinthia Simas, jornalista, em São Paulo, na igreja que ambos frequentavam. Um dos valores que os aproximou foi o respeito que cultivam em relação à natureza. Como casal, sempre se preocuparam em consumir somente o necessário e evitar desperdícios. Ele usa roupas de material reciclado e ela, bijuterias e objetos de decoração comprados em feiras de artesanato. Em casa, fazem coleta seletiva e evitam usar sacolas plásticas. Cinthia e Rodolpho aproveitaram seu casamento, em 15 de agosto de 2010, para conscientizar os amigos. A lembrancinha foi uma sacola ecológica com a mensagem: ?Um dos valores que queremos construir em nossa nova família é o cuidado com o meio-ambiente. Por isso, como lembrança do nosso casamento, damos a você esta ecobag, para que promova conosco o consumo consciente. Muito obrigado por seu apoio e sua presença!?. Feito à mão Luciana e Marcos Yanos se conheceram na faculdade, no curso de Letras, apresentados por um amigo em comum. A afinidade foi imediata e o namoro engatou. Durante as aulas, eles não se desgrudavam. O toque final ficou por conta do detalhe da tampa da caixa: uma réplica da caricatura feita pelo amigo que os apresentou durante uma aula da faculdade. ?Guardo o original a sete chaves, com muito carinho?, diz ela. Durante o namoro, Alessandro conviveu bastante com a família de Simone e aprendeu muito sobre a cultura gaúcha. Ela conta que, hoje, ele é um churrasqueiro de primeira. Por outro lado, os costumes cearenses não foram esquecidos. ?Ele ainda guarda o hábito de deitar na sua rede e degustar uma cachacinha de sua terra?, diz Simone, que mantém o contato com os sogros à distância. Ela conta que Alessandro ainda torce para vê-la apreciando uma bela buchada, prato típico do Nordeste. No broche que ofereceram aos seus convidados como lembrancinha de casamento, essa mistura de culturas foi representada em uma caricatura divertida, em que ela, vestida de noiva, segura uma cuia de chimarrão e ele, de terno e gravata, usa um chapéu de cangaceiro. 
Paixão ao primeiro show
Laura Rubio Silva, contadora natural de Taubaté, no interior de São Paulo, e Marcelo Silva, computólogo nascido em Salvador, Bahia, são fãs de rock. Eles se conheceram no Rio de Janeiro, no show do Rolling Stones em Copacabana.
Na saída, trocaram contatos e combinaram de assistir juntos à apresentação do U2, em São Paulo, dias depois. ?Achei que nunca mais íamos nos ver. Nos desencontramos e acabei vendo o show sozinha. Mas o encontrei no final, na porta do estádio? conta Laura. Marcelo então a convidou para mais um show, do Marcelo Nova, desta vez em sua terra natal. Ela topou e foi nesta viagem que o namoro começou.
Com quase dois anos de namoro à distância, Marcelo arrumou um emprego que o permitia trabalhar de casa, podendo, assim, se mudar para Taubaté. Era o que faltava para realizarem, em 5 de setembro de 2009, o sonho de subirem ao altar.
A história dos dois foi traduzida na lembrancinha: peças de artesanato de figuristas de Taubaté em uma caixa de cerâmica com o calçadão de Copacabana na tampa, fechada com uma fitinha do Nosso Senhor de Bonfim, típica de Salvador.
Ecocasal
Hoje, ele é empresário e ela, artesã. Em 21 de março de 2009, eles se casaram e a escolha da lembrancinha foi fácil: um chaveiro em formato de coração, confeccionado por ela. ?Queria que os convidados levassem para casa algo feito por mim, com dedicação especial, nada fabricado por ?atacado??, conta Luciana.
De malas sempre prontas
Viajar é uma das paixões que a professora Juliana Marchiori e seu marido, o gerente de negócios internacionais Emerson Marchiori, compartilham desde a época do namoro. Foi em um passeio pelo centro histórico de Ilhabela (SP) que Emerson pediu à Juliana que aceitasse ser sua namorada. ?Para mim, foi uma grande surpresa. Era noite, eu via as luzes dos barcos ao longe, e ele me abraçou e disse que queria mais de mim. Chorei muito?, diz Juliana.
Juntos, conheceram a Europa e viram o sol se por em muitas outras praias do litoral brasileiro, como a Praia da Pipa (RN), onde Emerson, dez meses depois, fez o tão esperado pedido de casamento.
A veia turística do casal foi traduzida em lembrancinha de casamento. Na saída da festa, os convidados receberam cartões postais de diversos lugares que o casal visitou, incluindo os destinos mencionados acima. Na frente do postal, junto com a foto, eles colocaram os nomes dos noivos, a data e uma caricatura. Na parte de trás, uma mensagem de agradecimento pela presença.
?Nós fomos morar juntos com apenas quatro meses de namoro e nos casamos um ano depois. Queríamos mostrar aos convidados que, apesar do pouco tempo, já tínhamos vivido muita coisa como casal. Esta foi a forma que encontramos de mostrar um pouco da nossa história?, explica Juliana.
Eixo norte-sul
O casamento da cirurgiã dentista Simone Sales e do empresário Alessandro Sales, em 17 de abril de 2010, representou a união de duas realidades brasileiras: ela vem do Sul e ele, do Nordeste. Eles se conheceram na terra dela, Porto Alegre (RS), onde ele, nascido em Fortaleza (CE), morava há dois anos.
24/09/2010 04:46 PM


