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Bruno Folli, iG São Paulo

Pesquisa mostra que maioria da população (57%) não reconhece os sinais da doença perigosa

As mulheres estão na liderança de um ranking nada positivo. Elas reúnem mais fatores de risco que os homens para trombose ou embolia pulmonar, problemas potencialmente fatais.

Quanto maior é o risco, mais concentrado ele está no sexo feminino. Isso é o que revela uma pesquisa Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) divulgada hoje (26), feita com 1.008 entrevistas no País.

O levantamento mostra ainda que a região Sudeste concentra quase metade (44%) das pessoas com risco de tromboembolismo venoso. Apesar disso, a maioria da população brasileira (57%) não sabe ao certo o risco que essa doença representa, nem seus sintomas.

Grupos de risco por região do País

 

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Ibope

 

Tromboembolismo venoso

O nome parece complicado, mas o mecanismo da doença é simples. Trata-se de um bloqueio no fluxo sanguíneo, causado por coágulo, que pode causar dois problemas. O mais comum é a trombose venosa profunda, também chamada por tromboflebite profunda, e mais comum nos membros inferiores. ?Dor, inchaço e endurecimento das pernas formam a tríade da doença?, afirma Guilherme Pitta, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Mas o verdadeiro perigo está na outra manifestação da doença, a embolia pulmonar. Ela acontece quando o coágulo (ou o trombo) vai para a circulação sanguínea e segue para os pulmões. Lá, pode haver uma obstrução que, dependendo da gravidade, pode prejudicar a respiração ou matar.

Perfil dos grupos de risco

Por sexo

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Ibope

 

Impacto no País

A incidência do tromboembolismo no País é de 0,6 caso para cada mil habitantes, segundo dados da Unesp (Universidade Estadual Paulista). As internações no SUS (Sistema Único de Saúde), entre janeiro de 2008 e agosto de 2010, passam de 85 mil, com mortalidade de 2,38%.

Se comparadas às taxas de mortalidade do câncer (7,59%) e de doenças do aparelho circulatório, que incluem o infarto e chegam a 7,82%, a trombose representa um terço das mortes das duas doenças com maior índice de mortalidade no País. ?Só a embolia pulmonar já é responsável por 10% das mortes em hospitais?, afirma Pitta.

O custo disso também não é pequeno. Foram gastos pelo governo R$ 46,6 milhões nos últimos dois anos e meio com internações causadas pela doença.

Onde vive o risco

A pesquisa Ibope revela que 43% da população entrevistada já ouviu falar em trombose, mas não sabe como prevenir a doença. O primeiro passo é conhecer os fatores de risco. São eles:

- Idade acima de 40 anos
- Excesso de peso ou obesidade
- Varizes nas pernas
- Gravidez e pós-parto
- Câncer
 - AVC (acidente vascular cerebral)
-Traumas, especialmente nos membros inferiores e que requeiram redução de mobilidade temporária
- Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica
- Uso de contraceptivo oral (anticoncepcional)
- Uso de medicamentos como quimioterápicos ou tratamentos hormonais

?É uma obrigação de todo médico observar esses fatores e alertar para o risco de trombose ou fazer acompanhamento do paciente?, ressalta Ana Thereza Rocha, professora do serviço de pneumologia do hospital da Universidade Federal da Bahia.

A atenção deve ser dobrada em pacientes internados para serem submetidos à cirurgia de joelho ou de quadris, que chegam a ter de 50% a 60% de risco de trombose.

Outra combinação perigosa é estar obeso, ter mais de 40 anos e passar por qualquer tipo de procedimento cirúrgico. Isso aumenta em até 25% o risco de trombose.

No caso das mulheres, a parceria entre usar contraceptivo oral, ser fumante, ter mais de 35 anos e se submeter a uma cirurgia plástica é o que representa maior risco. ?É preciso estar atento, porque a embolia pulmonar, pior consequência da trombose, é a causa mais comum de morte hospitalar evitável?, afirma Ana Thereza.

A médica destaca ainda outro estudo recente, chamado de Endose, no qual é mostrado o risco médio de pacientes clínicos e cirúrgicos hospitalizados de terem tromboembolismo. Os pacientes cirúrgicos têm um risco maior, de 66%, enquanto dos clínicos é menor, de 46%.

?Mas os medicamentos preventivos são prescritos a apenas 51% dos pacientes com risco?, afirma a médica. E essa prevenção, avalia a especialista, deve continuar mesmo após a alta médica, porque cerca de 18% dos episódios em pacientes clínicos acontece fora do hospital.

Prevenção

Muitas das medidas de prevenção podem ser adotadas sem ajuda médica. Veja as principais:

Faça caminhadas regularmente
Não fume
Controle seu peso
Quando estiver em pé e parado, faça movimentos como se estivesse andando
Se estiver acamado, faça movimentos com os pés e as pernas
Se ficar sentado por muito tempo, movimente os pés como se estivesse andando

O uso de meias de contenção pode ser indicado para quem tem inchaço nos joelhos e existem algumas medicações indicadas para o caso de viagens longas, mas essas medidas só devem ser adotadas com orientação médica.

Lívia Alves, iG São Paulo

Reconhecidos no mundo da moda, importantes estilistas brasileiros emprestam seus nomes para objetos de decoração

Assim como Giorgio Armani, Kenzo e Pierre Cardin extrapolaram as barreiras da passarela e se aventuraram na moda casa, importantes estilistas e marcas brasileiras estão indo pelo mesmo caminho e, em parceria com outras empresas, desenvolvem utensílios de cozinha, roupas de camas, objetos de decoração e mobiliário.



É o caso de Ronaldo Fraga que lançou hoje sua mais nova coleção de objetos para a casa. Em parceria com a Tok&Stok, o estilista assina sete linhas de acessórios exclusivos. Serão porta-copos, tigelas, canecas, xícaras, guardanapo, jogos americanos, copos, roupas de banho, edredom e lençol com as estampas mais famosas de Fraga.

?Essas parcerias são uma forma de democratizar a linguagem do estilista e reforçar a marca ao lado de empresas fortes, que tomam decisões baseadas em pesquisas de mercado?, afirma o estilista, para quem esta tendência de unir passarela e casa até de demorou para chegar ao País. ?No início dos anos 90 isso já era comum no exterior.?
 

Moda +casa
Amir Slama, que apresentou hoje, em São Paulo, sua nova marca de moda praia ? em 2009 ele saiu definitivamente da Rosa Chá -, também empresta seu talento para lojas de decoração e utensílios domésticos. Para o verão 2011, o estilista se inspirou nas paisagens e nuances do Rio de Janeiro e desenhou uma exclusiva linha de homewear para a Trousseau.

?Essas parcerias inserem os objetos para casa no calendário de moda, tornando-os mais atrativos para o mercado e fazendo as lojas de decoração, mobiliário e utensílios domésticos lançarem cada vez mais produtos?, afirma Slama.

Para Fraga não existe diferença entre vestir pessoas e a casa. ?Foi um trabalho feito com muita naturalidade.? Tanto é que outros estilistas como Alexandre Herchcovitch, Adriana Barra, Jum Nakao e Sergio K. também já fizeram acordos com lojas de decoração.

Depois de uma rápida incursão pelo design de mobiliário no início do ano, Nakao voltou a emprestar seu estilo para a arte de sentar. Em parceria com a Allê Design ele lançou recentemente a poltrona água-viva, inspirada nos tentáculos do celenterado marinho.

Já Sergio K. criou uma linha casa dentro de sua marca, a Penthouse, na qual almofadas, copos e porta-copos levam a irreverência de seu estilo. ?Na Penthouse crio para as minhas necessidades e estendo para as necessidades do meu consumidor. Uso a mesma fórmula que conquistei no vestuário: a união de qualidade, preço e desejo?, diz o estilista.
 

Grifes em casa
A tendência ?da passarela para a casa? não é exclusividade de estilistas. Grandes marcas como Hermès, Diesel e Versace também estão apostando nessa ideia.

A Daslu Casa acaba de receber, no Brasil, duas linhas de aparelhos de jantar em porcelana da marca italiana Missoni. A Farm, marca carioca de roupas, firmou parceria com a JRJ para lançar uma nova coleção de tecidos para decoração, inspirada nas mulheres cariocas.

 

 

 

 

Serviço:

Allê Design
Tel: (54) 2105-5929

Daslu Casa
Av. Chedid Jafet, 131, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3841-4000

JRJ Tecidos
Rua Canadá, 215, Jd. Europa, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3849-3629/ 0800-552718

Penthouse ? Sergio K
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, São Paulo (SP)
Tel: (11) 3813-8511

Tok&Stok
Tel: 0800 70 10 161

Trousseau

 

Verônica Mambrini, iG São Paulo

Começa a corrida pelo corpo perfeito. Especialistas alertam contra exageros e metas impossíveis

O verão só começa no dia 21 de dezembro, mas desde a chegada da primavera, em setembro, um verdadeiro bombardeio de corpos sarados em anúncios estimula a corrida contra o tempo. De acordo com Saturno de Souza, diretor técnico da academia Bio Ritmo, a procura de novos clientes pela malhação aumenta em até 30% com a proximidade do verão. Na Onodera, especializada em tratamentos estéticos, os meses de outubro e novembro concentram 25% do faturamento anual da rede.

O psicólogo Marco Tommaso olha com reservas a ?operação de guerra? para entrar em forma. ?Não adianta emagrecer só para o réveillon. É importante manter os bons hábitos depois?, diz. Ainda segundo ele, o primeiro passo para sobreviver ao verão sem entrar em crise é abolir metas impossíveis, como se inspirar nos corpos de modelos. ?O padrão de beleza das modelos é uma exceção. Tem a ver com a genética?, destaca Tommaso sobre a magreza das jovens. Ele também alerta para o risco de se tornar uma eterna insatisfeita. ?É importante diferenciar a vaidade da obsessão?, completa.

Para Camila Mastrorosa, psicóloga associada da Clínica CEAAP, muitas vezes a mudança interna não acompanha a externa. Autora de uma pesquisa sobre autoimagem, ela estudou mulheres que se submeteram à cirurgia de aumento de mama. Mesmo após turbinar os seios, diversas pacientes ainda apresentavam baixa autoestima. ?Elas colocaram próteses de silicone, mas não mudaram internamente a imagem corporal de si mesmas?, conta sobre a experiência. ?Estas mulheres teriam maior probabilidade de apresentarem comportamentos excessivos na busca pelo corpo perfeito idealizado, que na verdade nunca seria encontrado?, diz.

Corpo bonito em pouco tempo
Mas será que a corrida em busca de um corpo bonito se justifica? Os especialistas garantem que sim, é possível melhorar a aparência, mas milagres não existem. ?Dá para fazer algo, dependendo da frequência do aluno. Mas quem treina a partir de novembro, já começou tarde?, diz Saturno de Souza.
Para obter resultados ainda este ano ? e em tempo para o verão, é preciso uma hora diária de exercícios, de quatro a cinco vezes por semana. Combinado com uma alimentação adequada, o treino ajuda na redução do percentual de gordura e enrijecimento muscular. No limite, o exagero pode trazer mais problemas do que benefícios. ?O resultado não é duradouro, o corpo não consegue lidar com o excesso de fadiga?, diz Souza, da Bio Ritmo.

Nas clínicas, a tendência é optar por tratamentos mais rápidos e intensivos. ?A mulher deve se planejar com antecedência, para manter os intervalos entre as sessões?, diz Ingrid Peres, fisioterapeuta da Onodera. Quem cuida do limite para não haver exageros são as consultoras, que montam uma agenda de tratamento em função da rotina, alimentação e metabolismo de cada uma.

Pegue leve e seja feliz
Cuidar da aparência é positivo e eleva a autoestima. Contudo, como quase tudo na vida, o sucesso está na dose. Abaixo você confere sinais de exageros:

- Deixar de ir aos encontros de amigos e festas de família para malhar
- Passar o dia pensando no corpo ideal ou pesquisando sobre o tema
- Falar muito sobre peso. Contar calorias, gorduras, sódio...
- Comer ?tudo? em um dia e passar fome no outro
- Perseguir grandes metas em curto período de tempo
- Usar subterfúgios (como dietas radicais ou medicação) para acelerar o metabolismo
- Fadiga, frequência cardíaca alterada e sono de má qualidade também são sinais de exagero

 

Cáren Nakashima, especial para o iG São Paulo

Saiba reconhecer a obesidade infantil e afastá-la de maneira tranquila

Foto: Getty Images

As dobrinhas tão fofas do seu filho não podem ser ignoradas, afinal de contas a obesidade infantil é um mal que atinge 11,8% das meninas e 16,6% dos meninos entre 5 e 9 anos, segundo dados da última Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE. Mas as gordurinhas também não precisam inspirar preocupações excessivas se você incentivar o pequeno desde cedo a ter hábitos saudáveis.

É comum que as crianças sigam as atitudes dos pais, e na alimentação não é diferente, revelou uma pesquisa norte-americana sobre a influência materna na alimentação. É missão dos pais controlar o peso do rebento sem paranoia e cobranças excessivas, mas de forma natural.
 

?A mãe costuma ter sensibilidade para notar se o seu filho está com excesso de peso. Ao detectar que ele está mais forte ou fofinho demais, a primeira medida indicada é consultar o pediatra de confiança para avaliar se há desenvolvimento de sobrepeso?, explica Daniela Murakami, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e da Nutrir e Brincar Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil.
 

A obesidade é uma doença crônica que pode causar - mesmo nos pequeninos - desde males metabólicos (como diabetes e hipertensão arterial) até problemas com auto-estima, bullying e depressão. No entanto, não precisa se desesperar a cada quilo a mais. O fundamental é observar e cuidar, sem deixar a criança se sentir cobrada ou reprimida.
 

O primeiro passo para rastrear a obesidade é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC), ou seja, a relação do peso do seu filho (kg) e a altura ao quadrado (m²). O pequeno será considerado obeso quando o IMC exceder 95%, enquanto números entre 85 e 95 indicam risco para sobrepeso. Mas lembre-se: somente o pediatra poderá apresentar as variações das contas e o diagnóstico correto, que vai depender também do sexo e da idade.
 

Mas, atenção: não se fala em obesidade antes dos seis meses de vida, quando o bebê está exclusivamente em aleitamento materno, mesmo que o IMC evidencie valores altos. ?É apenas após a introdução dos novos alimentos que o cuidado real deve começar?, esclarece Natasha Slhessarenko, pediatra e diretora médica regional do grupo de medicina diagnóstica DASA, no Mato Grosso.
 

Radar ligado
 

A partir desse momento, os pais devem ficar atentos a alguns sinais do dia a dia, como ganho de peso excessivo, hábitos alimentares irregulares (beliscar antes das refeições, consumo exagerado de guloseimas, salgadinhos, frituras...), se repete demais o prato e se possui um estilo de vida sedentário, com preguiça de encarar o movimento. ?A ansiedade na realização de tarefas cotidianas e nas refeições são o indício mais forte de que a criança pode se tornar obesa?, completa o pediatra Sergio Spalter.
 

Movimentar-se é um dos pilares para driblar essa ansiedade. ?A melhor forma de introduzir as atividades físicas ou esportivas na vida da criança é brincando! Assim, ela consegue se adaptar a qualquer processo de atividade motora?, aponta Fabio Bernardo, educador físico da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. Segundo o especialista, é na primeira infância (dos 2 aos 6 anos de idade), quando a criança ganha mais autonomia e independência motora, que deve se incentivar as brincadeiras mais ativas, como pega-pega, arremessos, chutes na bola, saltinhos... ?30 minutos por dia é o tempo mínimo de exercícios/brincadeiras que as crianças devem realizar?, completa.


Mãos à obra
 

Os especialistas são unânimes em dizer que os pais devem estabelecer rotinas para deixar a criança segura e tranqüila. ?As refeições são marcos importantes e devem ser feitas calmamente, desde a amamentação até os pratos, passando pela iniciação com as papinhas?, conta Spalter. Além do mais, os pais são os exemplos dos filhos, portanto, toda a família deve, desde sempre, se alimentar de forma saudável e praticar atividades físicas diariamente. ?Entenda por alimentação saudável reduzir ou cortar refrigerantes, doces, salgadinhos, frituras e aumentar o consumo de vegetais, legumes, frutas e fibras?, ressalta a pediatra Natasha Slhessarenko.
 

Contudo, não restrinja. ?O controle saudável do peso do filho deve basear-se no conceito da boa alimentação e da atividade física, mas não podem existir restrições nem proibições, afinal a criança está em fase de crescimento?, conta Daniela. Equilíbrio e diversidade são os segredos desta fórmula.
 

Ele é obeso, e agora?
 

Caso o alerta do sobrepeso ou mesmo da obesidade apite, mudar hábitos é necessário, mas de forma que a criança não se sinta pressionada. Organizar o cotidiano e não apontar o problema constantemente é a primeira coisa a se fazer.
 

A seguir, confira dicas práticas listadas pelos especialistas para o combate à obesidade infantil (e também como prevenção!):

- Ofereça leite. Há evidências científicas que associam a baixa ingestão de cálcio à obesidade

- Não estoque guloseimas e refrigerantes em casa, pois a criançada não sabe resistir às tentações

- Estipule e respeite os horários das refeições e não deixe que belisquem nos intervalos

- Turbine o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais

- Envolva toda a família. Não adianta pedir para o pequeno comer uma fruta se os irmãozinhos estão se deliciando com um balde de pipoca

- Mude a forma de preparo das refeições, optando por assados e cozidos. Além disso, use a criatividade fazendo pratos apetitosos e coloridos

- Deixe frutas lavadas à mostra. Vale fazer picadinhos pra que consumam facilmente

- Eleja um ?dia da guloseima?, quando pode comer um salgadinho, beber um pouco de refrigerante

- Monitore se a cantina da escola segue a lei que define quais alimentos podem ser vendidos para as crianças. Se preciso, mande o lanche de casa

- Limite atividades de tela: televisão, computador e videogame só por duas horas diariamente

- Brinque. Depois, se ele tiver interesse, matricule-o em uma academia ou no seu esporte preferido. E verifique se ele volta suado da prática, que significa gasto de energia importante

- Cultive o ambiente saudável, não apenas na fruteira e nas escolhas alimentares, mas com bastante diálogo, interatividade, relaxamento... Dormir bem é fundamental controlar hormônios do apetite
 

Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo

Experts contam o que está fora de moda e as novas apostas para as garotas douradas

Foto: Getty Images

A temporada primavera/verão pede uma repaginada no visual. E mesmo com as morenas em alta, as loiras jamais serão esquecidas. Atualizado, o loiro volta com outra cara. Nada de mechinhas marcadas ou californianas, prefira o tom manteiga ou o moderno two tone hair.

Ricardo Rodrigues, do Studio W Higienópolis, afirma que algumas técnicas antigas devem ser aposentadas: ?Só a ponta loira é totalmente out. E deixar mecha marcada é um crime?, diz.

Juha Antero, top colorista do salão MG Hair Design, explica o conceito do two tone hair. ?É um degradê. As pontas bem claras, o comprimento mais claro que o natural, e a raiz escura?, conta. A técnica, que vem fazendo a cabeça das celebridades mais descoladas, pode ser traduzida como uma californiana moderna.

O loiro manteiga, claríssimos e harmonioso, é inspirado em Brigitte Bardot ? a musa do cinema francês é tendência oficial de beleza para o verão 2011. A cor já foi copiada por famosas como Claudia Schiffer, Lara Stone e Georgia Jagger. E, agora, a mais nova referência em loiro manteiga é a atriz francesa Clémence Poésy.

Mas apesar de chique, o manteiga é um tom difícil. A cor não fica bem para todas as mulheres e, além disso, nem todos os cabelos resistem ao descolorante sem cair ou quebrar. ?Eu analiso o tom da pele e o tom do cabelo. Quanto mais claro o cabelo, mais o tom da pele tem que ser rosado. Existem pessoas bem brancas que têm a pele dourada, então não podem ser tão loiras?, diz Rodrigues.

Juha completa: ?É preciso evitar os tons acobreados e dourados para peles amareladas, para não ressaltar ainda mais o amarelo. As negras podem optar por tons de mel, que são mais tostados?. O colorista ainda adverte que, quanto mais claro o cabelo, mais perceptíveis ficam as imperfeições do rosto: ?qualquer olheira aparece?, alerta.

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Yara Achôa, iG São Paulo

Com reações semelhantes às da síndrome da abstinência de drogas, ela pode levar a alteração de humor, desânimo e até depressão

Foto: Thinkstock/Getty Images

Ter baixa de energia, sentir-se triste ou deprimido, ficar irritado ou mal humorado, ignorar as ordens médicas. Mais do que contrariedade, teimosia ou inconsequência por parte do esportista, estes comportamentos podem ser sintomas da síndrome da abstinência dos exercícios.

As sensações desagradáveis relacionadas à privação de alguns dias de treino parecem ser similares à síndrome de abstinência causada pelas drogas. ?Elas possivelmente estão relacionadas à produção e dependência dos opióides endógenos (encefalinas e endorfinas)?, diz Altair Argentino Pereira Júnior, mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e docente do Centro Universitário de Brusque (Unifebe).

O coordenador de manutenção Augusto de Barros Guimarães, 39 anos, de Belo Horizonte, sempre teve problemas para dormir, a ponto de receber prescrição médica de remédios para pegar no sono.

Até que, em 2008, a corrida entrou em sua vida. ?Foi uma maravilha. Em pouco tempo eu reduzi as doses dos medicamentos e depois zerei a necessidade dos comprimidos?, conta.

Entusiasmado e por conta própria, passou a correr 10 quilômetros por dia, de domingo a domingo ? carga excessiva para um iniciante.

Até que o corpo apitou, com uma fratura por estresse na tíbia. Resultado: Augusto teve de parar completamente com a atividade física por dois meses. ?Não era só o bem-estar físico, tinha o emocional também. Encarar essa parada forçada foi bem difícil. Em 10 dias já estava pedindo para voltar com os remédios para dormir?. A ansiedade também foi às alturas e ele chegou a se sentir deprimido e sem energia para realizar as atividades cotidianas.

Em seu retorno ao esporte, queria recuperar o tempo perdido. Ele compara: ?Todo ano, no período da quaresma, fico 40 dias sem comer carne. Sinto falta, mas em poucos dias me acostumo. Quando volto a comer carne, me contento com porções menores. Com a corrida não foi assim. Retornei buscando ir mais longe e mais rápido?. Este novo abuso o levou a uma segunda lesão, seis meses depois.

Com diagnóstico de tendinite patelar, teria de ficar mais 30 dias de molho. Mas Augusto não parou. ?Peguei mais leve, mas não interrompi a atividade física. Fiquei com medo de voltar ao estágio inicial dos remédios para dormir?, conta o corredor.

No caso do gerente de serviços de tecnologia Leandro Turbino, de 32 anos, de São Paulo, foi a vida profissional que o afastou do esporte. ?Estava praticando atividade física há dois anos, constantemente. Mudei de função no trabalho, minha rotina se alterou e não consegui mais treinar. Uma semana depois já notava alteração de humor e baixa de energia?, conta.

Uma coisa levou à outra e agora ele luta contra a falta de disposição até para ações diárias, como brincar com as filhas ou aguentar o ritmo intenso no escritório. ?Sinto falta do bem-estar que o exercício proporciona?.

Pesquisas apontam que alguns corredores apresentam sintomas de abstinência, tais como irritabilidade, ansiedade, depressão e sentimentos de culpa quando impedidos de participar de suas rotinas de corridas regulares. Em alguns casos, a coisa pode se agravar pela dependência ao próprio exercício.

?A prática regular de atividade física pode produzir vários efeitos benéficos à saúde, mas estudos indicam que, quando são realizadas de maneira compulsiva, podem resultar em dependência patológica?, alerta o professor Altair. E uma vez dependentes, esses indivíduos ficam vulneráveis ao quadro da síndrome do excesso de treinamento (SET).

O círculo vicioso está armado: a dependência pode levar ao aumento de carga e à prática intensiva de exercícios que por sua vez podem levar a lesões e à interrupção da atividade, gerando distúrbios de humor, indisposição, depressão.

?É preocupante ver algumas pessoas que, obrigadas a parar por algum motivo ? lesão, viagem, falta de tempo ?, acham que o mundo vai acabar. Cabe a nós, profissionais, ficarmos atentos e chamar a atenção em caso de necessidade? afirma o professor de educação física e personal trainer Leonardo Barbosa, da Reebok Sport Club, de São Paulo.

Atletas de todos os níveis de performance correm o risco de sofrer da síndrome do excesso de treinamento. Mas são considerados altamente suscetíveis ao desenvolvimento do quadro: indivíduos muito motivados, atletas de alto rendimento, pessoas que retornam precocemente aos treinos (antes de estarem completamente recuperadas de suas lesões), atletas e não atletas auto-treinados e pessoas com orientação técnica não qualificada.

O que fazer

?Por mais que a atividade física seja prazerosa, é importante entender que ela é apenas uma parte da vida. Pode até ter um grau de importância alto para você, mas não a ponto de torná-lo dependente?, alerta o psicólogo do esporte José Anibal Azevedo Marques, da Interação Psicologia e Esporte, de São Paulo.

Em caso de parada por orientação médica, respeite o período proposto para a recuperação. Se o problema for falta de tempo na agenda, tente marcar um determinado dia para a volta. Trace um plano gradual para o retorno e trabalhe sua determinação para cumprir o compromisso com você mesmo. ?Nada está perdido. Não vão ser duas ou três semanas de afastamento que irão acabar com sua vida atlética?, reforça Leonardo Barbosa.

Para compensar o fato de não poder praticar sua atividade preferida momentaneamente, vale buscar alternativas: desde técnicas de relaxamento até outros exercícios que possam ser executados sem agravar possíveis lesões existentes.

?Se você machucou o joelho, por exemplo, procure trabalhar os membros superiores?, sugere o professor Leonardo.

A tradutora e intérprete de mandarim e inglês Venuza Ho, de 26 anos, de São Paulo, soube lidar bem com sua parada obrigatória. Acostumada a correr todos os dias nos últimos quatro anos, ela ficou impossibilitada de praticar a atividade por dois meses devido a uma pequena lesão após a Maratona do Rio de Janeiro, em julho. ?Fiquei triste, mas sabia que era temporário. Aproveitei a oportunidade para focar em outras coisas, como estudar para um novo vestibular. Para não ficar parada completamente, fui pedalar?, diz. Aliviada por não sentir mais dores, ela já retomou os treinos e programa uma nova prova de longa distância ? mas somente para o ano que vem.

Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo

Saiba diferenciar entre o hobby saudável e um comportamento compulsivo

Foto: Getty Images

Marília Gabriela é dona de um arsenal de óculos, já Luisa Mell coleciona copos de licor de várias partes do mundo e Adriane Galisteu é apaixonada por biquínis ? tem mais de mil peças no guarda-roupas. Assim como as apresentadoras, muita gente sente prazer em gastar parte de seu tempo atrás de determinado artefato para compor uma coleção, prática que pode ser considerada um hobby.

Para uma pequena parcela, no entanto, o hábito de acumular coisas está longe de ser saudável, ganhando contornos de compulsão. Nesses casos, a pessoa não tem um foco definido, ou seja, guarda qualquer tipo de item (revistas, jornais, aparelhos quebrados, roupas velhas, etc), geralmente pensando em sua futura utilidade. Além disso, dá uma importância exagerada ao conjunto de objetos, o que traz conseqüências negativas ao dia a dia.

De acordo com o psicólogo e psicoterapeuta Tonio Dorrenbach Luna, do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, entre os problemas causados por essa mania estão o gasto excessivo de dinheiro para manter o acervo, o isolamento social e a presença de um monte de tralhas em diversos espaços da casa.

Sinal de alerta

Quando as tentativas de se livrar do hábito não dão certo e a situação provoca angústia e sofrimento, há grandes chances de que o quadro faça parte dos sintomas que caracterizam o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o famoso TOC.

?Os portadores costumam apresentar uma combinação de pensamentos obsessivos e atos compulsivos?, descreve Daniel Philippi de Negreiros, médico psiquiatra de Florianópolis (SC).

Ainda segundo o especialista, a manifestação da doença pode acontecer de várias maneiras. É possível, por exemplo, que os pensamentos gerem ações compulsivas relacionadas à mania de limpeza (muitas vezes a pessoa lava tanto as mãos que chega a causar feridas na pele) ou, conforme apontado anteriormente, à prática do colecionismo.

?A família acaba sofrendo junto com o indivíduo tanto por vê-lo aflito com as conseqüências de seu comportamento?, afirma. Vale lembrar, porém, que nem sempre a mania está ligada ao TOC. Sendo assim, é necessário chegar a um diagnóstico antes de tomar providências.

Apoio familiar

No caso do transtorno, são várias as causas que podem levar ao hábito de acumular objetos compulsivamente. ?Entre elas destaca-se o fato de que o item simboliza alguma experiência emocional e, por isso, se livrar dele causará desconforto?, informa o psicólogo Tonio Luna.

Apesar de ser difícil viver em meio a um verdadeiro depósito, é importante que os familiares entendam que se trata de uma doença e que o próprio portador sente vergonha de seu comportamento.

?Por isso, a família deve procurar orientação especializada antes de enfrentar alguém que tem TOC. Quando há o colecionismo, jogar fora os objetos do paciente será interpretado como agressão pessoal e maldade?, diz o psicólogo Olavo Feijó, do Rio de Janeiro (RJ).

Caso o diagnóstico realmente aponte para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo o tratamento indicado é composto por remédios e psicoterapia. ?Os medicamentos usados são os antidepressivos e ajudam a reduzir os sintomas?, diz Daniel Negreiros, psiquiatra de Florianópolis. Já a psicoterapia, além de reforçar esse efeito, tem como objetivo proporcionar suporte emocional, favorecendo o desenvolvimento de recursos internos para lidar com as dificuldades causadas pelo transtorno.

Síndrome de Diógenes

O armazenamento de muitos objetos inúteis é um dos principais indicadores de que uma pessoa sofre dessa síndrome, descrita pela primeira vez em 1975. No entanto, não é o único.

?A doença atinge principalmente idosos, sendo que esses costumam viver em precárias situações de higiene e isolamento, recusando o contato com outras pessoas ou a ajuda de entidades assistenciais?, esclarece Negreiros.

O nome dado ao quadro foi inspirado justamente nesse sintoma de reclusão, já que se trata de uma homenagem ao filósofo grego Diógenes Sínope, que vivia dentro de um barril.

Para se ter uma ideia de como a doença é observada na prática, em maio desse ano a Subprefeitura do Itaim Paulista, bairro de São Paulo, retirou 3,7 toneladas de lixo e entulhos da casa de uma senhora. Para realizar a limpeza foram necessários dois caminhões e a ajuda de 12 homens.

Nesse mesmo mês, em Chicago, nos EUA, um casal de idosos foi encontrado soterrado pelo lixo que acumulava na residência onde viviam. Segundo informações da BBC Brasil, a situação era tão crítica que os bombeiros precisaram usar roupas especiais para entrar no local.

A curiosa síndrome, que ainda é tema de muitos estudos, pode estar associada à demência, ao TOC ou a outras doenças psiquiátricas ? em alguns casos ela não tem relação com nenhum transtorno específico.

?Portanto, para diferenciar os casos patológicos é necessário levar em conta outros aspectos que vão além do ato de colecionar, como o sofrimento do paciente, déficit cognitivo, prejuízos sociais, entre outros?, finaliza Negreiros.
 

Cada vez mais valorizado, o trabalho artesanal ganha destaque no Prêmio do Objeto Brasileiro

A produção brasileira de objetos e móveis de design tem basicamente duas origens, a indústria e o trabalho artesanal. Sendo que esta última - profundamente ligada ao ritmo da natureza, ao desenvolvimento das comunidades locais e à valorização dos fazeres e saberes populares - está ganhando cada vez mais reconhecimento, espaço e seguidores.
 

Relacionados ao conceito de sustentabilidade, esses objetos apresentam cada vez mais qualidade e variedade. É o que pode ser visto na mostra da segunda edição do ?Prêmio do Objeto Brasileiro?, que acontece até o início de dezembro, no Museu do Objeto Brasileiro - A CASA, em São Paulo.

Com 31 selecionados de todo Brasil, vindos da Bahia, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, os produtos expostos surpreendem. Mais uma prova de que a produção artesanal segue crescendo, consolidando-se como nicho de mercado. E todos estão de parabéns, pois o melhor dos dois universos - design e artesanato - se juntam para desenvolver a nova geração de produtos brasileiros.

Para diretora do A CASA, Renata Mellão, ?o prêmio vem consolidar o trabalho feito pelo museu e visa criar referências e incentivar a produção que resulta da união do design com a produção artesanal?. Além de destacar objetos bem concebidos com qualidades técnicas e estéticas, ?contribui no sentido de valorizar ações que promovem a consciência ambiental e a geração de renda?, completa.
 

Serviço:
Prêmio do Objeto Brasileiro
Local: Museu do Objeto Brasileiro - A CASA
Rua Cunha Gago, 807, Pinheiros - São Paulo (SP)
Período: até 10/12/2010
Horário: De segunda a sexta, das 10h às 19h
Tel: (11) 3814-9711








 

Renata Losso, especial para o iG São Paulo

Quando chega o fim do ano letivo, pais saem à procura de uma nova escola. Mas é preciso estar atento ao que elas apresentam

Foto: Fabio Guinalz/Fotoarena

Quando os pais já começam a tirar de letra todas as orientações que o pediatra dá para o bom desenvolvimento das crianças, ainda mal sabem das angústias que passarão para fazerem as melhores opções por elas. Uma delas poderá surgir na hora de escolher uma escola para os anos de Ensino Fundamental ou Médio. Independentemente da série que seu filho iniciará, cercar-se de todas as informações possíveis sobre as escolas pretendidas se torna necessário: e de acordo com a Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, saber claramente o que se espera de uma escola para assim começar a visitá-las é um dos primeiros passos a serem tomados.
 

Mas quais são as primeiras razões para querer ver de perto algumas escolas em específico? Segundo a especialista, a proximidade ao lugar em que a criança mora deve ser um dos fatores de escolha, independentemente do meio de transporte que ela utilizará todos os dias para ir à escola. ?É importante que seja perto, principalmente em cidades grandes, para que a criança não fique estressada?, ressalta.

Depois disso, ela afirma que levar em consideração o perfil e as necessidades que o filho possui pode responder as principais questões a serem feitas: ?Se essa criança se dispersa facilmente, ela precisaria de uma classe com poucos alunos. Agora se ela precisa ampliar o círculo social, ela precisa ter a possibilidade de conviver com mais crianças?.
 

No entanto, no início do Ensino Fundamental, os pais deverão também entrar em um consenso ? entre si e com a escola ? sobre qual educação querem para o filho entre diversas opções: mais humana, mais exata, que seja mais ou menos competitiva, que amplie o universo cultural, entre outras características. De acordo com Gisela Wajskop, socióloga especialista em educação e Presidente do Instituto Singularidades, não adianta ir atrás da escola que está sendo mais bem falada ? mas que é mais voltada para as questões humanas ? se o maior objetivo dos pais é que, no futuro, o filho passe no vestibular daquela faculdade que é mais difícil de entrar. ?Não será a principal proposta da escola?, diz.
 

Para saber se a escola está comprometida com os mesmos valores que os pais requerem, somente uma visita a ela ? de preferência em dia de aula ? poderá responder. ?Existem escolas que fazem discursos sobre sustentabilidade, por exemplo, mas não vendem uma cenoura na cantina?, revela Wajskop. Por isso, ver se aquilo que é dito pelos orientadores está de acordo com o que é vivido na escola é essencial. Ali, além de questionar como se dá o vínculo com a família e como a criança será acompanhada se tiver dificuldade, para os alunos do Ensino Fundamental é preciso saber o que os espaços de lazer proporcionam aos pequenos.
 

Meu filho estará em boas mãos?
 

?Se a criança estiver indo para a 1ª série do Fundamental ela precisa desenvolver as habilidades psicomotoras com a ajuda de um tanque de areia, por exemplo?, revela Bombonatto. Ainda, de acordo com Raquel Caruso, psicopedagoga e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC), os pequenos devem ter horários diferentes dos alunos mais velhos para o recreio e outras atividades nestes espaços comuns: ?As brincadeiras e conversas são diferentes, e um aluno maior pode acabar derrubando um menor sem querer?.
 

De acordo com Wajskop, a junção dos alunos de todas as séries nestes espaços revela um dos maiores problemas das escolas públicas por, consequentemente, os menores ficarem propícios a se tornarem  vítimas de bullying pelos maiores. Por isso, além de ser melhor proteger os mais novos de situações de violência física ou verbal, os pais devem questionar a escola sobre o que é feito para prevenir o problema ou resolvê-lo. ?Existem escolas que fazem palestras sobre bullying para as crianças, mas o importante mesmo se eles estão atentos ao bullying e se dão ouvidos às crianças nestes casos?, revela a especialista.
 

Além disso, procurar saber mais sobre os professores, que estarão em contato direto com as crianças e adolescentes, pode deixar os pais mais tranqüilos. ?É importante entender qual é o currículo e a forma de trabalho da escola e, de preferência, comparar com o que o MEC exige pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional?, afirma Wajskop. Com isso, saber se a escola possui um programa de valorização do corpo docente também é de interesse dos pais. Segundo Bombonatto, se existe um rodízio muito grande dos professores alguma coisa não está bem: ?É preciso perguntar qual o quadro de professores e quanto tempo eles irão atuar ali?.


Escolha com o adolescente
 

Na busca pela escola ideal para o Ensino Médio, o adolescente também terá bastante responsabilidade pela escolha. ?É preciso dar opções para ele para que todos possam entrar em acordo com a realidade da família?, afirma Caruso. Foi assim que fez a musicista Stella Almeida Rosa, de 47 anos. Com a filha Verônica, de 14 anos, prestes a entrar no 1º colegial, foi preciso escolher uma nova escola ? já que a atual só ia até a 8ª série. ?Vimos três escolas diferentes que gostávamos e a opção dela foi de acordo com a maior afinidade com a linha e os outros alunos que ali estudam?, conta.
 

Segundo Stella, Verônica se interessa muito mais pela área de Humanas do que Exatas, e a escola escolhida é mais voltada para este aspecto da educação: ?Eles valorizam bastante a diversidade, a cultura, e ela se identificou bastante com a vivência promovida pela escola?. Além disso, as outras duas opções não batiam completamente com os interesses de Verônica: uma das escolas valorizava muito a concorrência e tinha classes separadas por piores e melhores notas, e a outra tinha muitos dias de aula em período integral, o que ia contra as atividades que a estudante gosta de fazer fora do horário de aula, como teatro e música.
 

Um dos critérios normalmente utilizado pelos pais nesta fase da vida dos filhos é a nota da escola no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas segundo Bombonatto, é algo que não deve ser levado como um parâmetro: ?Se uma escola estiver muito abaixo da média do exame, os pais podem perguntar o que está sendo feito para mudar isso, mas é preciso saber que o Enem é circunstancial e não deve ser um direcionador?. E não o foi para Stella.
 

Segundo ela, a escola escolhida não possui uma nota tão alta no ranking, mas ao questionar a escola sobre o assunto descobriu que os alunos não são obrigados a participarem. ?É uma escola de formação mais humana que se preocupa sim com o vestibular, mas não coloca isso em primeiro lugar?, revela. Porém, há uma única desvantagem para Verônica: é mais longe de onde ela vive com os pais do que as outras duas escolas. ?Agora ela terá que acordar mais cedo, mas ela fez essa opção e agora vai encarar?, diz a mãe.
 

As especialistas apontaram também alguns outros fatores que os pais devem considerar na hora de conversar com os orientadores da escola. Saber quais são os métodos de aprendizagem, como as crianças são avaliadas, o que será aprendido naquele ano, se há preocupação no trabalho em grupo, como as diferenças entre os alunos são trabalhadas, se existem atividades extracurriculares, se os alunos entram em contato com computadores e outros idiomas e se existe uma supervisão dos alunos na hora do recreio. ?Os pais devem se cercar de todas as informações a respeito da escola e o que pode ajudar muito nesta hora é entrar em contato com outros pais?, revela Bombonatto.

 

Movimento de design surgido nos anos 30 prega simplicidade e alto teor tecnológico

Foto: Divulgação

A curitibana Desmobília, pioneira no trabalho com móveis e objetos de design, mais uma vez se reinventou. A loja da capital paranaense ganhou ares de galeria, unindo dois valores da marca: a valorização da arte e a originalidade. Seu novo showroom, em um casarão, foi repaginado com o objetivo de se tornar um verdadeiro ?playground? para os amantes do design, da criatividade e da cultura.

Entre os primeiros eventos, a Desmobília promove a exposição ?Streamline ? Passado e Presente? paralelamente à Bienal Brasileira de Design, que termina dia 31 de outubro. Muito bem montada e com uma coleção incrível, a exposição foi organizada por João Livoti e Maria Alice Gozaniga.

Feita em parceria com a multinacional Electrolux, a exposição traz cerca de 100 objetos representantes desse que é um dos mais importantes movimentos do design mundial. Originado na década de 30, nos Estados Unidos pós-guerra, o Streamline (ou Streamline Moderne) é reconhecido por suas linhas futuristas e aerodinâmicas, que até hoje influenciam os designers contemporâneos.

Para a loja, o casamento entre arte e design acontece naturalmente. A Desmobília valoriza a criação e, por isso, tem evoluído cada vez mais para uma identidade própria, que certamente inspira-se no processo artístico e no valor autoral. Além da produção de uma linha exclusiva, não deixa de lado o vintage, uma tendência forte, principalmente em tempos de sustentabilidade e de pensamento ?Recycle & Reuse?.

As peças garimpadas no Brasil e no exterior são restauradas e reformuladas, dando origem a novos produtos inusitados e com características únicas.

O que é Streamline Moderne

O movimento nasceu nos anos 30, como uma reflexão dos tempos austeros da economia americana pós-depressão. Seus primeiros idealizadores eram desenhistas industriais que romperam com o estilo art déco em favor das linhas puras e aerodinâmicas.

Foram-se os ornamentos desnecessários e os ângulos rebuscados. No lugar desses artifícios, muita simplicidade e um alto teor tecnológico. Produtos como relógios, telefones, carros, mobiliários e utensílios domésticos aderiram ao visual ?futurista? que, rapidamente, conquistaram fãs no design e na arquitetura.

Entre os grandes nomes desse movimento destacam-se Raymond Loewy, Walter Dorwin Teague, Gilbert Rohde e Norma Bel Geddes. O movimento Streamline até hoje influencia o desenho industrial e a arquitetura, com suas linhas aerodinâmicas e forte teor simbólico.

Serviço:
EXPOSIÇÃO STREAMLINE ? PASSADO E PRESENTE
Quando: até 31 outubro
Onde: loja Desmobilia
Av. Vicente Machado, 2223, Batel ? Curitiba (PR)
Tel: (41) 3322-9890
 

A dispareunia é caracterizada por dores e desconforto durante o coito

Desde muito cedo a mulher ouve falar das dores na primeira relação sexual, e algumas acabam construindo uma expectativa negativa, ansiedade e medo frente à experiência íntima. As dores podem aparecer por conta da falta de jeito do parceiro e a ausência de carícias preliminares adequadas para que aconteça a estimulação, a excitação, o relaxamento e a lubrificação suficiente para um coito sem dor.

Algumas mulheres, geralmente em períodos conflituosos de casamento, passam a sentir dores durante o coito como forma de expressão, muitas vezes inconsciente, de sua insatisfação ou frustração naquela área da sua vida.

Outros fatores, e esses de questões ligadas à saúde de bem-estar, também podem contribuir para o aparecimento de dores durante o sexo. O estresse é um deles. O acúmulo de atividades no dia a dia e a falta de prazer na vida podem levar ao quadro indesejável. Lesões pélvicas, hímen rígido e persistente, doenças inflamatórias da vagina, pós-menopausa, fungos, entre outros, aumentam o número de queixas.

Esse quadro disfuncional pode permanecer durante longo tempo, comprometendo os futuros relacionamentos ou provocando o aparecimento de outras disfunções sexuais, como vaginismo, falta de desejo e dificuldades para ter o orgasmo.

Veja algumas dicas importantes para a tentativa de eliminação das dores:

1. Faça primeiramente uma avaliação com o (a) ginecologista para descartar problemas de ordem orgânica;

2. Antes da relação sexual, observe a existência de medo ou preocupações com dores durante o coito. Em caso positivo, tente afastá-las focando sua atenção em fantasias e envolvendo-se eroticamente com o parceiro;

3. Volte sua atenção para as sensações corporais e somente vá para o coito se estiver bem excitada. O uso de um gel a base de água facilitará a entrada e os movimentos do pênis;

4. Existem posições que facilitam a penetração você precisa descobrir a que melhor lhe traz conforto;

5. Ao se aproximar do coito perceba se o corpo está contraído, principalmente, a região genital. Em caso positivo, relaxe essa área como se fosse fazer xixi.

Na maioria das vezes, as dores aparecem pela falta de lubrificação ou porque a mulher não está excitada. Pode ser que ela não tenha entrado no clima erótico, que as carícias não tenham sido suficientes para provocar sensações de prazer em seu corpo ou por não estar focada nessas sensações. A expectativa e tensão pelo momento da penetração também pode provocar a contração de toda a região pélvica e do intróito vaginal.

Contudo, relaxar pode não ser fácil, uma vez que a mulher provavelmente já sentiu dor em vezes anteriores. Nesse caso, em que o relaxamento é quase impossível, é preciso ter cuidado. Isso porque a sequência de tentativas frustradas tende a piorar o quadro e até dar origem a uma disfunção sexual chamada vaginismo. Assim, se as dores persistirem, é necessário buscar uma terapia sexual para que a avaliação do problema seja feita de forma detalha.

Clique aqui e visite o site da Fátima Protti
 

Cintia Costa, especial para o iG São Paulo

Especialistas ensinam como comprar itens de cama, mesa e banho para sua nova casa

Foto: Getty Images

Antigamente, as moças começavam a montar seus enxovais de casamento desde cedo. Ainda meninas, ganhavam lençóis e tolhas em datas especiais e aprendiam a bordar, tricotar e crochetar para preparar as peças para a casa que, um dia, montariam jun o com o futuro marido.
 

Os costumes mudaram, e, hoje, comprar itens de cama, mesa e banho é tarefa para quando já se está de casamento marcado. O enxoval está mais enxuto e melhor planejado e a escolha das peças também deixou de ser exclusividade da noiva e passou a ser feita pelo casal.
 

Veja uma lista com sugestão de itens básicos de enxoval e as dicas de especialistas no assunto para saber como escolher o estilo das peças e com qual antecedência começar a comprar.
 

Quando começar
 

Alguns casais preferem ir comprando as peças aos poucos, para não sentir o impacto no bolso, enquanto outros optam por adquirir tudo de uma tacada só ? além de mais prático, é mais fácil de combinar.
 

Seja qual for a melhor opção, é preciso ficar atento ao tempo. O prazo máximo para começar, segundo as especialistas, é de três a seis meses antes do casamento. ?Depois, com tantos detalhes da festa para cuidar, os noivos podem acabar escolhendo as peças com pressa, sem poder pesquisar preços ou encontrar itens que realmente gostam?, diz Cintia Covre, proprietária da consultoria de organização de ambiente Otimiza.
 

Também não dá para começar muito antes. A antecedência máxima deve ser entre um e dois anos. ?Períodos muito longos pedem cuidados especiais com a armazenagem dos tecidos para que não embolorem?, explica Mirian Gotfryd, bed stylist da Blue Gardenia, marca especializada em cama, mesa e banho. É necessário abrir as peças de tempos em tempos para arejar, ou então utilizar sacos de redução de volume, fechados a vácuo, que impedem a deterioração.
 

Moda cama, mesa e banho
 

E como escolher as cores, estampas e texturas do seu enxoval? Assim como acontece com roupas, é preciso buscar um estilo que combine com o casal. ?Para quem está começando a montar a casa, o ideal são peças brancas, cores neutras ou estampas atemporais?, ensina Adenise Weidgenant, coordenadora de Produto da Karsten, especializada nesses itens. Peças com detalhes em renda e bordados são uma boa pedida. ?Nunca ficam ultrapassadas e são sempre muito chiques?, diz Cintia.
 

Quem quiser ousar nos produtos para a cama, Mirian dá a dica: ?sair comprando jogos de todas as cores vai trazer uma grande confusão visual. Ao definir uma paleta de cores, como azul e cáqui, por exemplo, você pode escolher lençóis brancos, beges e com estampas florais ou listradas nestas cores?.
 

Já quem procura dar um ar mais vivo nas peças de mesa e banho: atenção às cores dos azulejos e acessórios, para não correr o risco de destoar. Gostou de alguma padronagem exótica ou tecido novo, que são muito usadas ultimamente? Não tem problema, desde que exista o cuidado em relação ao estilo do casal e a paleta de cores. ?A moda passa, mas quem faz escolhas sensatas e bem casadas fica com a casa sempre afinada?, arremata Mirian.
 

Lista de enxoval básico de casamento
 

Anote quais são os itens básicos de cama, mesa e banho:
 

? 3 jogos de cama (fronhas, sobre-lençol e lençol com elástico)

? 2 colchas

? 1 edredom

? 3 jogos de banho (toalha de banho, rosto e piso)

? 3 toalhas de lavabo

? 2 toalhas de mesa

? 5 panos de copa

? 4 jogos americanos



 


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