WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Saiba o que acontece no Mundo. Acompanhe as últimas notícias internacionais no Último Segundo - iG.




Nahum Sirotsky, de Israel

De acordo com Jerusalem Post, chanceler israelense prepara plano para quando bomba nuclear do Irã for descoberta

Israel não confia na estratégia americana contra o Irã. Segundo informou o Jerusalem Post, Israel não tem fé na pressão americana de sanções contra o Irã. Além disso, acredita que Teerã pode ter uma bomba nuclear 2012 e 2014, o que faz com que priorize o sistema de defesa por mísseis e a rede de abrigos para a população civil.

Há poucos meses a mídia insistia que Israel adotaria uma ação preventiva. Quase nada se fala sobre tal hipótese. O governo estaria examinando as mais variadas opções. E até mesmo o ultradireitista chanceler Avigdor Lierberman teria determinado que o grupo de estrategistas de sua pasta prepare um plano para quando se descobrir que o Irã possui uma bomba nuclear.

Aviões

Em 1981, aviões israelenses destruíram um reator atômico do Iraque e bombardearam o que se acredita ser o local onde a Síria trabalhava um centro atômico. Mas, segundo disseram especialistas sob anonimato, o caso do Irã é bem diferente. Até onde se sabe, autoridades dispersaram centros nucleares por locais praticamente inatingíveis.

Há anos Israel tem sido o único poder atômico regional, apesar de nenhum governo ou inteligência militar ter conseguido comprovar.

Literalmente colados a Israel, libaneses do Hezbollah e o Hamas, de Gaza, são aliados do Irã que fariam chover mísseis em retaliação a qualquer ação israelense.

A mesma nota afirma que Lieberman também prepara sugestões de como agir na hipótese de os palestinos declararem seu Estado independente unilateralmente.

iG São Paulo

Além de quantia para comprar remédios e equipamentos, governo deve enviar epidemiologistas para combater epidemia de cólera

Foto: AFP

O Itamaraty anunciou nesta segunda-feira que enviará US$ 2 milhões em ajuda ao Haiti para a compra de remédios e equipamentos hospitalares no combate ao surto de cólera que já matou 259 pessoas no país caribenho.
O número total de casos confirmados de cólera subiu para 3.342, a maior crise sanitária desde o terremoto de janeiro que matou 300 mil pessoas e devastou o país.

Segundo comunicado da chancelaria brasileira, o Ministério da Saúde deverá enviar ainda nesta semana dois médicos epidemiologistas, que ajudarão as autoridades sanitárias locais na montagem de estratégia de combate à doença, atendendo a um pedido do governo haitiano.

As autoridades brasileiras também estudam a possibilidade de transferir recursos autorizados por crédito extraordinário para a ação do escritório da Organização Pan-Americana de Saúde no país mais pobre das Américas.

Esses temas foram discutidos durante uma reunião promovida pelo chanceler Celso Amorim com representantes dos ministérios da Saúde e da Defesa. O embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, também participou da reunião, informou a nota.

Epidemia

Autoridades de saúde do Haiti trabalham para conter a expansão da epidemia de cólera que atinge o país, esperançosas com estatísticas que mostram uma redução no ritmo de contaminação. Até agora, 259 pessoas morreram e 3.115 estão infectadas com a doença, segundo o último boletim divulgado pelo diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté. Isso significa que, nas últimas 24 horas, seis novas mortes foram registradas.

A ministra haitiana das Relações Exteriores, Marie-Michele Rey, afirmou que a doença "está limitada a um perímetro bem definido" na região de Artibonite, norte do país, e em algumas partes do centro.

O principal temor das autoridades é que a cólera chegue à capital, Porto Príncipe, onde milhares de pessoas vivem em precários campos de desabrigados desde o terremoto que atingiu o país em janeiro. Pelo menos cinco casos já foram registrados em Porto Príncipe, mas de pessoas que foram contaminadas em outras regiões.

A França anunciou que prepara o envio de uma missão médica de emergência para ajudar a combater o surto de cólera.

*Com Reuters e BBC

EFE

Produtora adquire direitos para filme sobre autobiografia, enquanto cineasta terá obra sobre ponto de vista de ex-marido

A história do cativeiro de Ingrid Betancourt finalmente ganhará formato cinematográfico em Hollywood a partir de dois pontos de vista opostos, o da própria vítima e o de seu ex-marido, Juan Carlos Lecompte.

Segundo informou "The Hollywood Reporter" nesta segunda-feira, a produtora The Kennedy/Marshall adquiriu os direitos para fazer um filme baseado no livro autobiográfico de Ingrid, "Não há silêncio que não termine", cujo texto já está sendo adaptado para um roteiro.

Enquanto isso, a cineasta Betty Kaplan se interessou pelo drama da ex-candidata a presidente da Colômbia sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) do ponto de vista do homem que foi marido de Ingrid durante os mais de 6 anos que passou na floresta. Betty garantiu os direitos para contar na tela as histórias dos livros "Ingrid e eu, uma liberdade agridoce" e "Buscando Ingrid", nas quais Lecompte narra seus esforços para encontrar sua mulher, da qual terminou se divorciando pouco depois do resgate entre acusações mútuas de infidelidade.

O filme autobiográfico sobre as ex-candidata será focado exclusivamente no cativeiro e na libertação, enquanto o projeto baseado nas obras de Lecompte falará do drama e do amor de quem a buscava. "Nunca vi um homem lutar tão duro pela liberdade de sua mulher. Me irrita o jeito com que ela o tratou desde o momento em que desceu do helicóptero (após o resgate)", comentou Betty, que ainda não sabe se fará um filme, uma série para televisão, ou ambos os projetos.

Em 2 de julho de 2008, 15 reféns das Farc foram libertados em uma intervenção militar realizada pelo Exército da Colômbia, entre eles Ingrid Betancourt, que era candidata à Presidência do país e que ficou mais de 6 anos em poder do grupo armado.

iG São Paulo

Grupo ativista israelense divulga fotos de abusos de soldados cometidos contra prisioneiros palestinos

Foto: AFP

Uma palestina acusou nesta segunda-feira o Exército israelense de queimar dois exemplares do Alcorão durante a prisão de seu marido na região de Jayuse, no norte da Cisjordânia.

Segundo Sahar Beida, de 40 anos, militares israelenses que realizaram a prisão de seu marido Ismail na noite de domingo queimaram dois exemplares do Alcorão após confiná-la em um quarto com sua filha. "Quando sai, vi nossos dois exemplares do Alcorão na entrada, queimados", acrescentou. "Pegaram os livros de nossa casa e os queimaram do lado de fora", disse.

Um fotógrafo da AFP viu os restos carbonizados dos livros sagrados em uma visita à casa da mulher. O  Exército israelense, no entanto, não comentou as acusações.

Para os muçulmanos, o Alcorão agrupa as revelações transmitidas por Deus ao profeta Maomé através do arcanjo Gabriel durante um período de 23 anos, até sua morte.

Fotografias

Também nesta segunda-feira, uma organização de Israel crítica ao Exército de seu país divulgou fotografias nas quais aparecem soldados israelenses posando com detidos palestinos ou cometendo atos de vandalismo em lares da Faixa de Gaza.

Entre as imagens, uma mostra um soldado apontando um rifle contra a cabeça de um palestino com o rosto coberto, enquanto em outra uma estrela de David foi rabiscada pela frase "em seguida voltaremos". Outras mostram militares com suas armas, uniformes e capacetes posando em lares palestinas em um tom aparentemente de deboche.

As fotografias, divulgadas pela ONG israelense Shovrim Shtiká, são as últimas imagens de uma série que foi divulgada nos últimos meses graças a redes sociais e suportes de vídeo pela internet e que mostram militares israelenses humilhando palestinos.

O grupo afirma que decidiu revelar as fotos para mostrar as aberrações cometidas pelos soldados para refutar os argumentos do Exército israelense de que este tipo de comportamento não é comum.

A divulgação das fotografias ocorre após a circulação de um vídeo no início do mês de um jovem militar de uniforme que dançava alegremente ao ritmo de música árabe ao redor de uma palestina que permanecia algemada, virada para a parede e com o rosto vendado. Antes disso, fotos da ex-soldado Eden Abergil, nas quais posava alegremente junto a palestinos detidos, algemados e com os olhos vendados, causaram polêmica depois de aparecerem no Facebook.
*Com EFE e AFP

Reuters

Em livro de visitas de honra na Alemanha, Sebastián Piñera escreveu frase vinculada ao nazismo e provocou mal-entendido

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, pediu na segunda-feira desculpas por ter escrito uma frase no livro de visitas de honra na Alemanha vinculada ao nazismo, lamentando o mal-entendido provocado. 

A confusão gerada durante um encontro do presidente sul-americano com seu colega alemão, Christian Wulff, foi amplamente divulgada pelos meios de comunicação chilenos.

Piñera explicou que, durante sua última viagem pela Europa, evocou a frase "Deutschland uber alles" (Alemanha acima de tudo) ao se referir à unificação alemã, ignorando que tivesse outra conotação.

"Não tinha nenhuma consciência de que essa frase pudesse estar ligada a um passado obscuro de esse país e, portanto, lamento e peço desculpas sobre esse caso", disse Piñera durante um evento com empresários.

A frase foi retirada do hino alemão por estar identificada com o regime nazista de Adolf Hitler.

O presidente chileno acrescentou que sua intenção era de agradecer a ajuda da Alemanha depois do devastador terremoto ocorrido em fevereiro deste ano no Chile, assim como o apoio em relação ao resgate dos 33 mineiros soterrados em uma mina no deserto do Atacama.

Reuters

Em carta, 15 ganhadores pediram que o G20 solicite à China libertação do ativista de direitos humanos Liu Xiaobo

Quinze laureados pelo Prêmio Nobel pediram que o G20 solicite à China a libertação do ativista de direitos humanos Liu Xiaobo, cuja premiação do Nobel da Paz este mês enfureceu Pequim.

"A libertação pelo governo chinês do senhor Liu seria um reconhecimento extraordinário das transformações notáveis pelas quais a China passou nas últimas décadas", disse o grupo em uma carta publicada na segunda-feira pelo Freedom Now, uma organização sem fins lucrativos com sede no Estados Unidos que atua para libertar os prisioneiros de consciência.

Assinada por laureados pelo Nobel da Paz, incluindo o arcebispo emérito sul-africano Desmond Tutu, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o Dalai Lama, a carta também pediu que o grupo dos 20 países mais ricos e desenvolvidos solicite à China a libertação da mulher de Liu, Liu Xia, do que chamaram de prisão domiciliar de facto.

Prisão

Liu, que cumpre uma pena de 11 anos de prisão por acusações de subversão, foi laureado com o Nobel da Paz no começo deste mês. Pequim afirma que Liu é um criminoso e que lhe dar o prêmio foi uma "obscenidade".

A carta também exortou os líderes do G20 a pressionarem o presidente chinês, Hu Jintao, sobre o caso de Liu na cúpula do G20 em Seul nos dias 10 e 11 de novembro.

"A cúpula proporciona o tempo e a oportunidade para tratar da prisão do Dr. Liu. Exortamos fortemente que vocês convençam o presidente chinês, Hu Jintao, de que a libertação do Dr. Liu não é apenas bem-vinda, mas necessária", afirmou a carta.

Os 15 signatários da carta também incluem o político tcheco e ex-dissidente Vaclav Havel, a advogada iraniana Shirin Ebadi e o ex-presidente sul-africano F.W. de Klerk. Não constam da lista, no entanto, vários laureados pelo Nobel, incluindo Nelson Mandela, da África do Sul, e o presidente dos EUA, Barack Obama, que este mês divulgou um comunicado próprio pedindo que a China liberte Liu.

BBC Brasil

Segundo irmã de paciente, nível de entendimento do britânico que recebe cuidados era normal, mas ficou igual ao de uma criança

Foto: BBC

Uma enfermeira foi filmada por uma câmera de vigilância desligando por engano o respirador artificial de um paciente na Inglaterra.

Violeta Aylward trabalhava para uma agência cujos serviços foram contratados pelo sistema público de saúde britânico, o NHS. Ela atendia o tetraplégico Jamie Merrett, de 37 anos, na residência do paciente, em Wiltshire. Em 2009, Merrett instalou uma câmera perto de sua cama, pois já temia pela qualidade do atendimento. Dias depois, a câmera registrou o momento em que a enfermeira desliga o aparelho.

O vídeo da câmera de vigilância mostra a outra enfermeira perguntando a Violeta o que ela tinha feito. Em seguida, elas entram em pânico e tentam usar um outro aparelho, de forma incorreta, para voltar a fornecer oxigênio para o paciente.

Merrett até tentou alertar Violeta, fazendo estalos com a língua, mas a enfermeira não percebeu o sinal do paciente, que ficou sem oxigênio durante 21 minutos - até que os paramédicos chegassem e conseguissem religar a máquina.

Sequelas

Jamie Merret precisa de cuidados em casa desde 2002, quando sofreu o acidente que o deixou tetraplégico. Mas ele era independente, conseguia controlar sua cadeira de rodas e usar um computador com um sistema ativado por sua voz. Depois do incidente, sofreu danos cerebrais graves.

A irmã do paciente, Karren Reynolds, diz que ele agora está completamente mudado e "não tem mais uma vida". Seu nível de entendimento, que antes era normal, agora é o de uma criança. O advogado da família afirma que ninguém admitiu a responsabilidade pelo episódio, quase dois anos depois do incidente. O NHS local apenas declarou que tomou medidas para que o caso não se repita.

A enfermeira está suspensa, e o incidente ainda está sendo investigado pelo Conselho de Enfermaria britânico.

Assista ao vídeo:

BBC Brasil

Detenções deram início à segunda fase da chamada Operação Carioca; investigação sobre rede de prostituição ainda não foi concluída

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira um coronel, um delegado e um membro da polícia nacional (equivalente à Polícia Federal do Brasil) acusados de envolvimento com uma rede de prostituição de brasileiras.

As detenções desta manhã deram início à segunda fase da chamada Operação Carioca, iniciada no fim de 2009, na qual já foram detidas mais de 50 pessoas. Além do coronel José Herrera, chefe da Guarda Civil da província de Lugo, no noroeste do país, já foram presos na operação o assessor do governo local, Jesus Otero, e funcionários públicos do departamento de imigração da província local.

A assessoria de imprensa da polícia nacional disse à BBC Brasil que ao menos ?11 ou 12 militares de diversas patentes foram indiciados na organização?, que enviava mulheres brasileiras para cinco prostíbulos em Lugo.

Patrocínio esportivo

Segundo a polícia, a Operação Carioca foi desatada depois que surgiram suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de prostitutas brasileiras. As primeiras investigações levaram à prisão do alto comando da Guarda Civil de Lugo, acusado de participar da quadrilha que seria chefiada pelo empresário José Manuel García e pelo policial civil Amando de Lorenzo.

Em agosto passado, uma série de incêndios nos prostíbulos investigados chamou a atenção dos detetives. ?Estamos convencidos de que as explosões (de botijões de gás) foram provocadas. Muito provavelmente com a intenção de destruir provas?, disse um assessor de imprensa da polícia.
Além de realizar a lavagem de dinheiro por meio de empresas espanholas, a polícia acusa os indiciados de patrocinar pequenos eventos esportivos e festas populares.

Lutas de boxe, torneios de futebol na cidade de Ourense, perto de Lugo, e as festas de São Froilán, padroeiro de Lugo, foram supostamente financiados pelos donos dos prostíbulos.

Cárcere privado

A quadrilha aliciava mulheres de diversos Estados brasileiros para trabalhar nos prostíbulos das cidades de Outeiro do Rei e Ribadeo, na província de Lugo. De acordo com declarações das prostitutas, elas estavam sob cárcere privado, sofriam ameaças de agressões físicas e recebiam falsas promessas de regularização de seus documentos na Espanha.

Os detidos estão acusados de delitos contra os direitos dos trabalhadores, contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, indução à prostituição, tráfico de drogas, formação de quadrilha, porte ilegal de armas, agressão sexual, revelação de segredos de Estado e falsificação de documentos, entre outros.

Policiais e militares estariam também desrespeitando os estatutos internos de conduta e poderiam ser julgados por um tribunal especial.

A Operação Carioca ainda não foi concluída. Segundo a polícia, pelo menos um suspeito, cujo cargo e patente não foram divulgados, continua sendo procurado.

iG São Paulo

Segundo o governo, seis vítimas foram registradas nas últimas 24 horas, levando o número total de mortos a 259

Foto: AP

Autoridades de saúde do Haiti trabalham para conter a expansão da epidemia de colera que atinge o país, esperançosas com estatísticas que mostram uma redução no ritmo de contaminação.

Até agora, 259 pessoas morream e 3.115 estão infectadas com a doença, segundo o último boletim divulgado pelo diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté. Isso significa que, nas últimas 24 horas, seis novas mortes foram registradas.

A ministra haitiana das Relações Exteriores, Marie-Michele Rey, afirmou que a doença "está limitada a um perímetro bem definido" na região de Artibonite, norte do país, e em algumas partes do centro.

O principal temor das autoridades é que a coléra chegue à capital, Porto Príncipe, onde milhares de pessoas vivem em precários campos de desabrigados desde o terremoto que atingiu o país em janeiro. Pelo menos cinco casos já foram registrados em Porto Príncipe, mas de pessoas que foram contaminadas em outras regiões.

A França anunciou nesta segunda-feira que prepara o envio de uma missão médica de emergência para ajudar a combater o surto de cólera. 

Ajuda brasileira

O governo brasileiro anunciou na sexta-feira que está ajudando a combater o problema. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde e pelo Itamaraty, o Brasil estaria pronto para distribuir suprimentos médicos, pastilhas para purificação de água, vasilhames, kits higiênicos e soro reidratante.

A nota diz ainda que técnicos brasileiros do Ministério da Saúde estão na capital Porto Príncipe, onde treinam agentes sanitários haitianos e preparam levantamento sobre necessidades de material médico. Segundo o informe, na próxima semana o Brasil enviará ao Haiti, em voos especiais da FAB, antidiarreicos, sais para reidratação oral e antibióticos, além de luvas e outros materiais descartáveis.

Com BBC e AFP

BBC Brasil

Cerca de 100 moradores ocupam quartos de hospital. Outros ainda vivem em barracas quatro meses após as chuvas

Foto: BBC Brasil

Mais de quatro meses depois das enchentes que devastaram Alagoas e Pernambuco, dezenas de habitantes de Água Preta (PE), distante 125 km de Recife, continuam abrigados no hospital da cidade, enquanto outros permanecem em acampamentos.

Em 19 de junho, o Rio Una, que passa na localidade, transbordou depois de dias e dias de chuva forte e inundou as ruas. Com isto, o nome da cidade deixou de ser poético para se tornar tristemente descritivo.

"Foi terrível", diz a moradora Ana Lúcia da Silva. "Nós perdemos a maioria das nossas coisas na enchente. A minha casa ainda está de pé, só, mas a água rachou as paredes e ela está condenada".

Água Preta também foi atingida por enchentes em 1995 e em 2000, mas os estragos deste ano foram incomparáveis, diz Ana Lúcia. ?Da última vez, a gente conseguiu voltar para casa, mas agora não."

As enchentes de junho de 2010 afetaram 181 mil pessoas em Alagoas e 83 mil em Pernambuco, com um saldo de mais de 40 mortos. Dos 35 mil habitantes de Água Preta, 3,4 mil ficaram desabrigados.

O hospital-maternidade da cidade é o local onde Ana Lúcia e outras 100 pessoas estão alojadas desde então. Algumas famílias moram em abrigos de madeira, erguidos nos pátios de hospitais, enquanto outros desabrigados - entre eles, Ana Lúcia - moram dentro do próprio hospital. Cada família ocupa um quarto.

Ana Lúcia está consideravelmente otimista para quem perdeu tanto. "Nós estamos conseguindo mantimentos. Comida, água, fraldas. Às vezes, a gente consegue roupas", ela diz.

Segundo Ana Lúcia, as pessoas que estão no hospital foram avisadas de que terão de permanecer em abrigos temporários por vários meses, mas que depois elas serão realocadas em casas que estão sendo construídas pelo governo.

Outras pessoas parecem menos otimistas. No hospital, duas mulheres sentadas à sombra dizem que há casos de pessoas doentes no local.

Rotina diária

A área próxima ao Rio Una parece o cenário de um bombardeio, com escombros e madeira jogados pelas margens. O cheiro de terra úmida se mistura ao odor de esgoto não-tratado.

Casas exibem um sinal de "OK" em amarelo. Trata-se de uma marca deixada por trabalhadores da Defesa Civil para mostrar que todas as pessoas da residência haviam sido encontradas.

Os desabrigados de Água Preta também estão sendo hospedados em acampamentos espalhados em volta da cidade. Um deles, situado em uma área mais alta, dá a seus 173 residentes não só uma vista para o rio que causou os problemas, mas também uma visão de suas possíveis vidas futuras.

Autoridades locais dizem que casas serão construídas em uma colina próxima, em uma área que será chamada de Nova Água Preta.  Por enquanto, as pessoas estão mais preocupadas com a rotina diária no acampamento.

Trabalhadores da saúde visitam os desabrigados em suas barracas, enquanto autoridades do governo estadual ajudam a providenciar suprimentos.

Higiene

Contêineres enormes ocupam o perímetro do acampamento como baleias encalhadas. Dentro deles estão os móveis que cada família conseguiu salvar.

Dadas as perdas e os deslocamentos que estas pessoas enfrentaram, o desafio agora é assegurar que elas cuidem do acampamento e de sua higiene, diz Loursileide Rodrigues da Silva, funcionária do programa Operação Reconstrução, do governo estadual.

"Um dos maiores problemas que nós temos são as latrinas", diz. Com as famílias obrigadas a morar tão perto uma da outra em suas barracas, problemas podem surgir rapidamente.

"Nós botamos no papel como as pessoas devem morar, estipulando o que não é aceitável, como, por exemplo, jogar lixo para fora de sua tenda ou maltratar as crianças", diz Loursleide.

"Outra regra é que as crianças não podem andar sem sapatos", afirma. Enquanto ela fala, um menino sem sapatos brinca alegremente próximo de sua barraca, junto de outras crianças.

O governo de Pernambuco diz que 5 mil casas estão sendo construídas ou já tiveram financiamento aprovado para serem erguidas. Mas muitos dos desabrigados devem ficar ainda meses no acampamento.
"Ainda hoje há pessoas que não se recuperaram das enchentes de 2000", diz Maria de Lourdes Nascimento, da Associação de Mulheres de Água Preta. Ela diz, no entanto, que a ajuda do governo desta vez foi muito melhor.

Palmares

O nível da destruição em Pernambuco fica mais evidente quando se deixa Água Preta para chegar à cidade de Palmares.

Lá, o Rio Una literalmente cortou os fundos das casas que ficavam próximos da água, deixando o interior das residências cruelmente exposto.

Adeilda Severina Teixeira, cuja casa fica poucas ruas distante do rio, diz que a água tomou todo o seu primeiro piso. As casas de alguns de seus vizinhos ficaram submersas.

A água manchou as paredes de sua cada, que ainda está escassamente mobiliada e coberta com uma poeira avermelhada, legado da lama depositada pela água das cheias.

Em setembro, engenheiros recomendaram a destruição de construções distantes 50 metros ou menos do rio em Palmares, devido ao risco de cheias frequentes naquela área.

Mas Adeilda diz que havia muita incerteza em sua vizinhança sobre o futuro. "Eu não sei se a minha casa é considerada segura", afirma. Assim como em Água Preta, acampamentos foram montados para abrigar as pessoas que perderam suas casas.

Adeilda diz que conhece várias pessoas que voltaram para suas residências ameaçadas, ou então se espremeram nas casas de parentes, em vez de ocupar as barracas. "É muito humilhante no acampamento, ter que fazer fila para tudo" diz Adeilda.

iG São Paulo

Tremor de 7,5 graus provocou alerta de tsunami, que já foi retirado

Um forte terremoto de 7,5 graus de magnitude atingiu nesta segunda-feira o litoral da Indonésia, segundo informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre vítimas ou danos.

O tremor provocou um alerta de tsunami para o país, que foi retirado cerca de duas horas depois. A região atingida fica cerca de 250 quilômetros ao sul da cidade de Padang, na parte ocidental de Sumatra.

Em setembro de 2009, mais de mil pessoas morreram em um terremoto na ilha indonésia de Sumatra. O país está localizado no chamado "anel de fogo do pacífico", uma das zonas sísmicas mais ativas do país.

iG São Paulo

Omar Khadr, mais jovem preso do centro de detenção, é acusado de assassinato, conspiração e apoio ao terrorismo

O canadense Omar Khadr, último ocidental mantido preso pelos EUA no centro de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba, declarou ser culpado de todas as acusações que pesam contra ele, inclusive a de assassinato.

Khadr, que tinha 15 anos quando foi capturado pelas forças militares americanas no Afeganistão, em 2002, é também o mais jovem preso em Guantánamo. Seu julgamento foi retomado hoje, após uma pausa de quase dois meses.

Khadr, hoje com 23 anos, é acusado de lançar a granada que matou o sargento americano Christopher Speer no Afeganistão em 2002. Ele também é acusado de conspiração, espionagem e apoio ao terrorismo.

O julgamento do canadense teve início em agosto, mas foi interrompido porque seu advogado passou mal em uma audiência.

Com AP, BBC e AFP


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?