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iG São Paulo

Segundo o governo, seis vítimas foram registradas nas últimas 24 horas, levando o número total de mortos a 259

Foto: AP

Autoridades de saúde do Haiti trabalham para conter a expansão da epidemia de colera que atinge o país, esperançosas com estatísticas que mostram uma redução no ritmo de contaminação.

Até agora, 259 pessoas morream e 3.115 estão infectadas com a doença, segundo o último boletim divulgado pelo diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté. Isso significa que, nas últimas 24 horas, seis novas mortes foram registradas.

A ministra haitiana das Relações Exteriores, Marie-Michele Rey, afirmou que a doença "está limitada a um perímetro bem definido" na região de Artibonite, norte do país, e em algumas partes do centro.

O principal temor das autoridades é que a coléra chegue à capital, Porto Príncipe, onde milhares de pessoas vivem em precários campos de desabrigados desde o terremoto que atingiu o país em janeiro. Pelo menos cinco casos já foram registrados em Porto Príncipe, mas de pessoas que foram contaminadas em outras regiões.

A França anunciou nesta segunda-feira que prepara o envio de uma missão médica de emergência para ajudar a combater o surto de cólera. 

Ajuda brasileira

O governo brasileiro anunciou na sexta-feira que está ajudando a combater o problema. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Saúde e pelo Itamaraty, o Brasil estaria pronto para distribuir suprimentos médicos, pastilhas para purificação de água, vasilhames, kits higiênicos e soro reidratante.

A nota diz ainda que técnicos brasileiros do Ministério da Saúde estão na capital Porto Príncipe, onde treinam agentes sanitários haitianos e preparam levantamento sobre necessidades de material médico. Segundo o informe, na próxima semana o Brasil enviará ao Haiti, em voos especiais da FAB, antidiarreicos, sais para reidratação oral e antibióticos, além de luvas e outros materiais descartáveis.

Com BBC e AFP

BBC Brasil

Cerca de 100 moradores ocupam quartos de hospital. Outros ainda vivem em barracas quatro meses após as chuvas

Foto: BBC Brasil

Mais de quatro meses depois das enchentes que devastaram Alagoas e Pernambuco, dezenas de habitantes de Água Preta (PE), distante 125 km de Recife, continuam abrigados no hospital da cidade, enquanto outros permanecem em acampamentos.

Em 19 de junho, o Rio Una, que passa na localidade, transbordou depois de dias e dias de chuva forte e inundou as ruas. Com isto, o nome da cidade deixou de ser poético para se tornar tristemente descritivo.

"Foi terrível", diz a moradora Ana Lúcia da Silva. "Nós perdemos a maioria das nossas coisas na enchente. A minha casa ainda está de pé, só, mas a água rachou as paredes e ela está condenada".

Água Preta também foi atingida por enchentes em 1995 e em 2000, mas os estragos deste ano foram incomparáveis, diz Ana Lúcia. ?Da última vez, a gente conseguiu voltar para casa, mas agora não."

As enchentes de junho de 2010 afetaram 181 mil pessoas em Alagoas e 83 mil em Pernambuco, com um saldo de mais de 40 mortos. Dos 35 mil habitantes de Água Preta, 3,4 mil ficaram desabrigados.

O hospital-maternidade da cidade é o local onde Ana Lúcia e outras 100 pessoas estão alojadas desde então. Algumas famílias moram em abrigos de madeira, erguidos nos pátios de hospitais, enquanto outros desabrigados - entre eles, Ana Lúcia - moram dentro do próprio hospital. Cada família ocupa um quarto.

Ana Lúcia está consideravelmente otimista para quem perdeu tanto. "Nós estamos conseguindo mantimentos. Comida, água, fraldas. Às vezes, a gente consegue roupas", ela diz.

Segundo Ana Lúcia, as pessoas que estão no hospital foram avisadas de que terão de permanecer em abrigos temporários por vários meses, mas que depois elas serão realocadas em casas que estão sendo construídas pelo governo.

Outras pessoas parecem menos otimistas. No hospital, duas mulheres sentadas à sombra dizem que há casos de pessoas doentes no local.

Rotina diária

A área próxima ao Rio Una parece o cenário de um bombardeio, com escombros e madeira jogados pelas margens. O cheiro de terra úmida se mistura ao odor de esgoto não-tratado.

Casas exibem um sinal de "OK" em amarelo. Trata-se de uma marca deixada por trabalhadores da Defesa Civil para mostrar que todas as pessoas da residência haviam sido encontradas.

Os desabrigados de Água Preta também estão sendo hospedados em acampamentos espalhados em volta da cidade. Um deles, situado em uma área mais alta, dá a seus 173 residentes não só uma vista para o rio que causou os problemas, mas também uma visão de suas possíveis vidas futuras.

Autoridades locais dizem que casas serão construídas em uma colina próxima, em uma área que será chamada de Nova Água Preta.  Por enquanto, as pessoas estão mais preocupadas com a rotina diária no acampamento.

Trabalhadores da saúde visitam os desabrigados em suas barracas, enquanto autoridades do governo estadual ajudam a providenciar suprimentos.

Higiene

Contêineres enormes ocupam o perímetro do acampamento como baleias encalhadas. Dentro deles estão os móveis que cada família conseguiu salvar.

Dadas as perdas e os deslocamentos que estas pessoas enfrentaram, o desafio agora é assegurar que elas cuidem do acampamento e de sua higiene, diz Loursileide Rodrigues da Silva, funcionária do programa Operação Reconstrução, do governo estadual.

"Um dos maiores problemas que nós temos são as latrinas", diz. Com as famílias obrigadas a morar tão perto uma da outra em suas barracas, problemas podem surgir rapidamente.

"Nós botamos no papel como as pessoas devem morar, estipulando o que não é aceitável, como, por exemplo, jogar lixo para fora de sua tenda ou maltratar as crianças", diz Loursleide.

"Outra regra é que as crianças não podem andar sem sapatos", afirma. Enquanto ela fala, um menino sem sapatos brinca alegremente próximo de sua barraca, junto de outras crianças.

O governo de Pernambuco diz que 5 mil casas estão sendo construídas ou já tiveram financiamento aprovado para serem erguidas. Mas muitos dos desabrigados devem ficar ainda meses no acampamento.
"Ainda hoje há pessoas que não se recuperaram das enchentes de 2000", diz Maria de Lourdes Nascimento, da Associação de Mulheres de Água Preta. Ela diz, no entanto, que a ajuda do governo desta vez foi muito melhor.

Palmares

O nível da destruição em Pernambuco fica mais evidente quando se deixa Água Preta para chegar à cidade de Palmares.

Lá, o Rio Una literalmente cortou os fundos das casas que ficavam próximos da água, deixando o interior das residências cruelmente exposto.

Adeilda Severina Teixeira, cuja casa fica poucas ruas distante do rio, diz que a água tomou todo o seu primeiro piso. As casas de alguns de seus vizinhos ficaram submersas.

A água manchou as paredes de sua cada, que ainda está escassamente mobiliada e coberta com uma poeira avermelhada, legado da lama depositada pela água das cheias.

Em setembro, engenheiros recomendaram a destruição de construções distantes 50 metros ou menos do rio em Palmares, devido ao risco de cheias frequentes naquela área.

Mas Adeilda diz que havia muita incerteza em sua vizinhança sobre o futuro. "Eu não sei se a minha casa é considerada segura", afirma. Assim como em Água Preta, acampamentos foram montados para abrigar as pessoas que perderam suas casas.

Adeilda diz que conhece várias pessoas que voltaram para suas residências ameaçadas, ou então se espremeram nas casas de parentes, em vez de ocupar as barracas. "É muito humilhante no acampamento, ter que fazer fila para tudo" diz Adeilda.

iG São Paulo

Tremor de 7,5 graus provocou alerta de tsunami, que já foi retirado

Um forte terremoto de 7,5 graus de magnitude atingiu nesta segunda-feira o litoral da Indonésia, segundo informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre vítimas ou danos.

O tremor provocou um alerta de tsunami para o país, que foi retirado cerca de duas horas depois. A região atingida fica cerca de 250 quilômetros ao sul da cidade de Padang, na parte ocidental de Sumatra.

Em setembro de 2009, mais de mil pessoas morreram em um terremoto na ilha indonésia de Sumatra. O país está localizado no chamado "anel de fogo do pacífico", uma das zonas sísmicas mais ativas do país.

iG São Paulo

Omar Khadr, mais jovem preso do centro de detenção, é acusado de assassinato, conspiração e apoio ao terrorismo

O canadense Omar Khadr, último ocidental mantido preso pelos EUA no centro de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba, declarou ser culpado de todas as acusações que pesam contra ele, inclusive a de assassinato.

Khadr, que tinha 15 anos quando foi capturado pelas forças militares americanas no Afeganistão, em 2002, é também o mais jovem preso em Guantánamo. Seu julgamento foi retomado hoje, após uma pausa de quase dois meses.

Khadr, hoje com 23 anos, é acusado de lançar a granada que matou o sargento americano Christopher Speer no Afeganistão em 2002. Ele também é acusado de conspiração, espionagem e apoio ao terrorismo.

O julgamento do canadense teve início em agosto, mas foi interrompido porque seu advogado passou mal em uma audiência.

Com AP, BBC e AFP

iG São Paulo

Chhewang Nima, famoso por ter escalado o Everest 19 vezes, desapareceu após ser atingido por avalanche no Monte Baruntse

As equipes de resgate suspenderam nesta segunda-feira as buscas por um alpinista nepalês famoso por ter escalado o Everest 19 vezes. Chhewang Nima, 43 anos, desapareceu no sábado, enquanto ajustava cordas no Monte Baruntse (leste do Nepal), a uma altura de 7.045 metros, disse a sua agência de alpinismo.

As autoridades acreditam que o corpo deve ter sido arrastado pela avalanche. "Decidimos abandonar as operações de busca. Não há forma de encontrá-lo. Chegamos à conclusão de que está morto", declarou à Jeeban Ghimire, diretor da Sherpa Shangri-La Treks, que organizava a expedição. Nima estava no local trabalhando como guia de uma expedição que pretendia chegar ao cume da montanha de 7.129 metros. Ele foi a única pessoa atingida pela avalanche.

Os demais alpinistas chegaram a procurar por Nima, mas não o encontraram. Um helicóptero foi enviado ao acampamento-base da expedição para ajudar nas buscas.

Nima é integrante do grupo étnico sherpa - natural das regiões mais montanhosas do Nepal. Ele está a uma escalada de igualar o recorde de chegadas ao cume do Everest. A marca é do também nepalês Appa Sherpa, que realizou a façanha 20 vezes.

Com AFP e BBC

iG São Paulo

Trabalho na Índia, neve na Áustria e mais...

BBC Brasil

Cabana de madeira sucumbe à maré alta e à chuva em Washaway, no Estado americano de Oregon

Uma família no Estado do Oregon, no Estados Unidos, viu sua casa de praia ser derrubada pelas chuvas fortes que atingem o país.

A cabana de madeira estava construída em um nível um pouco mais alto do que o mar da praia de Washaway, mas sucumbiu à maré alta e à chuva nas primeiras horas do último domingo.

Ao perceber que a construção estava a ponto de cair, na semana passada, a família Grant esvaziou a casa. Membros da família disseram que perder a cabana foi como perder um ente querido.

 

BBC Brasil

Em manifestações, grupo invade imóveis anunciados para locação e começa a dançar completamente nus

Em protesto contra o aumento dos aluguéis, um grupo de ativistas de Berlim tem realizado manifestações em que seus participantes invadem imóveis anunciados para locação e ficam totalmente nus, surpreendendo corretores e clientes.

Os manifestantes, após chegarem aos imóveis, tiram as roupas subitamente e começam a dançar, usando máscaras de animais e exibindo mensagens - tanto em cartazes quanto pintadas em seus corpos - contra a especulação imobiliária.

Em comparação com outras cidades europeias, os aluguéis de Berlim são relativamente baratos. Nos últimos anos, entretanto, os preços têm subido em bairros que antes eram os preferidos de estudantes e artistas alternativos. Muitos deles se viram obrigados a se mudar para outras áreas.

Hedonismo

Os ativistas dizem integrar a Internacional Hedonista, um grupo criado em 2006 durante o encontro do G8 em Heiligendamm, na Alemanha, e que se especializou em protestos inusitados. A inspiração para as manifestações vem do chamado "coletivo jeudi noir" ("quinta-feira negra", em francês), um grupo parisiense que, desde 2006, invade apartamentos de aluguéis altos na capital francesa, realizando festas-surpresa dentro deles.

Os "hedonistas" berlinenses costumam divulgar os vídeos de seus protestos pela internet. Postadas inicialmente no site Youtube, as imagens tiveram de ser removidas por conta da nudez e agora estão disponíveis em um blog. Com isso, os ativistas esperam que outras pessoas se juntem ao movimento.

Enquanto algumas imobiliárias planejam chamar a polícia, Andreas Stücke, presidente da Haus und Grund, associação alemã dos proprietários privados de imóveis, acha que as manifestações não vão surtir efeito e que são um modismo passageiro.

"Quem se diverte se despindo nessas ocasiões pode fazê-lo. Esse tipo de protesto pode chamar a atenção agora, mas logo vai ser esquecido", diz. "Berlim tem um mercado reconhecido no mundo inteiro como barato."

Capital mais barata

Apesar do aumento do aluguel dos apartamentos em certos bairros berlinenses, a cidade continua sendo a capital da Europa Ocidental onde a moradia é mais barata. "É absurdo se falar em aluguéis caros em Berlim", afirma David Eberhard, da associação de empresas imobiliárias da cidade.

A capital leva vantagem mesmo em comparação com outras cidades alemãs. Segundo Eberhard, o berlinense gasta em média 12,3% de sua renda em aluguel, enquanto quem mora em Munique paga 17,6%.

iG São Paulo

Pela primeira vez em dois anos, governo sul-coreano envia arroz e macarrão para cidades da Coreia do Norte

A Coreia do Sul enviou nesta segunda-feira seu primeiro carregamento de arroz em mais de dois anos à rival Coreia do Norte e disse que aceitaria manter um diálogo mensal, caso o governo norte-coreano se comprometa a abrir mão de seu arsenal nuclear.

Nesta segunda-feira, um navio cargueiro com 5 mil toneladas de arroz financiado pelo governo sul-coreano deixará o porto de Gunsan com destino à cidade chinesa de Dandong, que fica na fronteira com a Coreia do Norte. Outro navio deve zarpar de Incheon com destino a Dandong levando 3 milhões de pacotes de macarrão instantâneo.

No mês passado, caminhões com arroz doado por particulares foram enviados à Coreia do Norte, onde graves inundações agravaram os problemas alimentares do miserável país de 23 milhões de habitantes.

A Coreia do Norte recentemente manifestou a intenção de retomar o processo multilateral de desnuclearização, após um hiato de dois anos, o que analistas veem como um reflexo das sanções da ONU ao país.

Coreia do Sul e Estados Unidos rejeitam a ideia de retomar as negociações por enquanto, pois dizem que antes disso o Norte deveria assumir a responsabilidade pelo naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan, em março, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte nega envolvimento no incidente.

A tensão começou a diminuir nos últimos dois meses e o Sul decidiu voltar a enviar ajuda alimentar e material de construção. Os dois Estados também mantiveram reuniões em âmbito militar e aceitaram retomar os programas de reuniões familiares.

Kim Young-sun, porta-voz da chancelaria sul-coreana, disse que Seul cogitaria a retomada do processo multilateral de diálogo se o Norte demonstrar na prática sua disposição de abrir mão de armas nucleares.

Ele fez essa declaração após notícias de que o negociador nuclear da China, Wu Dawei, teria proposto durante visitas ao Japão e aos EUA, em agosto e setembro, que fossem realizadas reuniões mensais envolvendo os seis participantes do processo - EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias.

Washington diz que a retomada depende da melhoria das relações intercoreanas, e cobra do Norte "indicações concretas" de que irá implementar um acordo de desarmamento nuclear, de 2005.

Nesta segunda-feira, o Rodong Sinmun, principal jornal norte-coreano, disse que Seul "deveria evitar a colocação deliberada de obstáculos e dificuldades no caminho da melhoria das relações intercoreanas, que viciam a atmosfera do diálogo".

Com Reuters

BBC Brasil

Pesquisadores da Universidade de Baltimore fizeram testes para encontrar formas de amenizar o desconforto durante exames invasivos

Foto: Noah Lechtzin

Uma combinação de imagens de belas cenas da natureza e música com sons relaxantes ajuda a amenizar dores de pacientes com câncer durante procedimentos invasivos como punções e biópsias, segundo cientistas americanos. Pesquisadores da Universidade de Baltimore fizeram testes para encontrar formas de aliviar a dor em pacientes submetidos a mielogramas, um exame doloroso em que é feita uma punção óssea.

Apenas com anestesia local, uma grande agulha é inserida em um osso, geralmente nas costas, de onde é retirada uma amostra da medula óssea. Tal procedimento pode prolongar-se por até dez minutos.

"Queríamos encontrar um jeito de tornar essa experiência mais tolerável", disse Noah Lechtzin, do departamento de medicina da Universidade de Baltimore.

"Então fizemos um estudo no qual pacientes olhavam dois tipos de imagem durante o exame: cenas da natureza acompanhadas de sons agradáveis ou cenas da cidade, com seus barulhos típicos."
A imagem relaxante mostrava uma região próxima às Cataratas Vitória, na Zâmbia, e era acompanhada de passarinhos cantando. A da cidade retratava uma rua movimentada, com vários carros e pessoas caminhando apressadamente.

Os pesquisadores mediram então o nível da dor dos grupos de pacientes e perceberam mudanças significativas. Pacientes que fizeram o exame sem ver nenhuma foto registraram dores no nível 5,7 de uma escala conhecida como Hopkins Pain Rating.

Já os que observaram a paisagem natural relataram, em média, níveis 3,9 de dor. Os pacientes que viram as fotos da cidade registraram índices semelhantes aos dos que não viram nenhuma imagem. Isso, segundo Lechtzin, prova que a redução da dor não é apenas uma questão de distrair o paciente.

"Acredito que há certos tipo de elementos na natureza que relaxam mais as pessoas", afirmou. "Não seria interessante colocar uma foto de pedras que possam esconder animais perigosos. Mas cenas de água correndo, por exemplo, são muito úteis, especialmente se acompanhadas de sons de passarinhos cantando e do vento batendo nas árvores."

iG São Paulo

Reportagem do "The New York Times" afirmou que assessor do presidente tem missão de promover "interesses iranianos" no país

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, admitiu nesta segunda-feira que seu governo recebe "pacotes de dinheiro" do Irã, mas afirmou que os pagamentos são "transparentes" e uma forma de ajuda ao país.

"O governo iraniano nos ajuda uma ou duas vezes ao ano com cerca de 500 mil a 700 mil euros por vez", disse Karzai em uma entrevista coletiva. "É tudo transparente. O dinheiro chega em pacotes", completou.

A declaração foi feita após o jornal americano "The New York Times" ter afirmado que o assessor presidencial Umar Daudzai recebeu dinheiro do Irã regularmente. Uma fonte ocidental anônima, citada pelo diário, afirmou se tratar de um "fundo para subordos". "A missão de Daudzai é promover os interesses iranianos", afirmou a fonte ao jornal.

Nesta segunda-feira, Karzai disse que Daudzai recebe o dinheiro do governo iraniano sob suas instruções. "É ajuda oficial", afirmou. A embaixada do Irã em Cabul qualificou de "ridículas e ofensivas" as afirmações do "The New York Times".

Karzai afirmou, ainda, que "muitps países", incluindo os Estados Unidos, ajudam o Afeganistão. Ele acrescentou que falou sobre os pagamentos ao ex-presidente americano George W. Bush, quando ele ainda estava no poder.

Com AFP

The New York Times

Estratégia é apelar para Nações Unidas, Tribunal Internacional de Justiça e signatários da Convenção de Genebra

A liderança palestina, em desespero para conseguir um acordo com Israel sobre uma solução de dois Estados está cada vez mais focada em como convencer organismos e tribunais internacionais a declarar um Estado palestino na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

A ideia, que tem sido discutida tanto em instâncias formais quanto informais em toda a Cisjordânia, é apelar para as Nações Unidas, o Tribunal Internacional de Justiça e os signatários da Convenção de Genebra para que se oponham aos assentamentos e ocupação israelenses e, finalmente, estabeleçam uma espécie de reconhecimento global de um Estado Palestino que amarraria as mãos de Israel.

A abordagem ganha peso conforme as negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos se alongam sobre a questão da construção de assentamentos.

"Nós não podemos continuar nesse caminho", disse Hanan Ashrawi, antiga negociadora de paz, que faz parte do círculo de decisão interna da Organização de Libertação da Palestina, que supervisiona a Autoridade Palestina. "A solução de dois Estados está desaparecendo. Se nós não podemos parar os assentamentos através do processo de paz, nós temos de ir ao Conselho de Segurança, o Conselho de Direitos Humanos e todo corpo jurídico internacional". Em entrevista, ela disse que sua organização está realizando discussões de alto nível sobre essas opções esta semana.

Autoridades israelenses rejeitam a mudança como inaceitável e uma violação dos acordos de Oslo de 1993, que regem as relações entre israelenses e palestinos desde então. Ela também prejudica os esforços de Israel de manter alguns assentamentos e negociar modificações nas fronteiras.

Preocupação de Israel

Mas os israelenses estão preocupados. Nenhum governo no mundo apoia a sua política de assentamentos e eles temem que a maioria dos países, incluindo alguns da Europa, apoiaria os palestinos.

Os israelenses dizem que o que realmente está acontecendo é um esforço palestino para garantir um Estado sem ter que tomar decisões difíceis sobre as fronteiras e assentamentos que as negociações poderiam implicar. Eles estão pressionando o governo Obama a tomar uma posição mais firme contra a nova abordagem, mas Washington não tomou nenhuma medida para isso.

Os palestinos querem que o mundo declare seu Estado em territórios que Israel conquistou na guerra de 1967 ? Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza. Meio milhão de israelenses agora vivem nessas áreas, e Israel poderia estar, de fato, violando diariamente os direitos de outro Estado.

*Por Ethan Bronner


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