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Espetacular! Essa é a melhor palavra para definir o clássico mineiro. Tudo conspirava para que o Cruzeiro conquistasse mais uma vitória do Campeonato Brasileiro. Afinal de contas, o público presente no Parque do Sabiá era formado apenas por torcedores cruzeirenses. E mais, o time celeste era o líder da competição, com uma campanha brilhante, e o Galo, na zona de rebaixamento há 21 rodadas, lutava para se livrar do péssimo retrospecto no torneio. Além disso, o Cruzeiro tinha em campo o craque do Brasileirão, Montillo, em grande fase. Mas não foi o que aconteceu. O dono do jogo foi Obina, que marcou três gols na vitória do Atlético-MG, por 4 a 3, em Uberlândia. Réver marcou o outro, e Thiago Ribeiro (2) e Gilberto fizeram para o Cruzeiro.

Obina se juntou a um seleto grupo de jogadores que já marcou três gols no mesmo clássico, após 1965, ano de inauguração do Mineirão. Tucho, pelo Atlético-MG, e Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, pelo Cruzeiro, já conquistaram o feito.

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a primeira posição na tabela. O time tem 54 pontos, o mesmo que o Fluminense, mas perde no saldo de gols: 18 a 9. Já o Galo deixou a zona de rebaixamento, com 34 pontos. A equipe alvinegra tem a mesma pontuação que o Vitória, mas fica na frente no número de vitórias.

Na próxima rodada, Cruzeiro e Atlético-MG jogarão no sábado, às 18h30m (de Brasília). A Raposa encara o Grêmio Prudente, no interior de São Paulo, enquanto o Galo pegará o Botafogo, na Arena do Jacaré. Antes, porém, o alvinegro terá um compromisso pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira, às 19h45, também em Sete Lagoas.

Clássico frenético

Com todo o ambiente favorável, o Cruzeiro pareceu partir para cima do Galo. Porém, imediatamente, o time alvinegro mostrou que as coisas não seriam assim. Com um volume de jogo muito maior que o adversário, o Atlético-MG logo começou a criar as melhores chances.

E o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, Leandro chegou pela esquerda e fez um ótimo cruzamento. Obina subiu mais que o zagueiro Cláudio Caçapa e cabeceou de forma certeira, sem chances para Fábio. A bola ainda bateu no travessão, antes de balançar as redes do Cruzeiro.

Com o gol, vários torcedores do Atlético-MG, que até então estavam discretos no meio dos cruzeirenses, não resistiram e vibraram bastante. A Polícia Militar, como prometido, retirou várias pessoas do estádio.

E o Cruzeiro saiu para o jogo, mesmo assustado com o passeio imposto pelo Galo. Montillo teve chances, assim como Farías, mas a defesa atleticana evitou o empate. O Galo dava mostras de que o jogo estava dominado. E um jogador em especial estava iluminado: Obina.

Em mais um ataque de velocidade do Atlético-MG, o atacante fez mais um. O lateral-direito Rafael Cruz, aos 23 minutos, foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área. A bola passou por Edcarlos e Cláudio Caçapa e chegou aos pés de Obina, que fez o segundo: 2 a 0.

Na sequência, o Cruzeiro teve a grande chance de diminuir o placar. Após escanteio cobrado por Montillo, Edcarlos foi empurrado por Werley dentro da área. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e marcou o pênalti. Na cobrança, Montillo deu uma cavadinha, mas exagerou e tocou por cima da trave, pela linha de fundo.

Os jogadores do Galo comemoraram bastante e, no ataque seguinte, mais ainda, já que o Atlético-MG chegou, incrivelmente, ao terceiro gol, novamente com Obina. Aos 30 minutos, Diego Souza tocou para Serginho, que cruzou para a área. Obina, mais uma vez em excelente condição, abriu grande vantagem no placar: 3 a 0. Obina se juntou a jogadores como Tucho, Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, que já marcaram três gols no mesmo clássico.

O técnico Cuca, então, perdeu a paciência e tirou Diego Renan de campo. Gilberto entrou em seu lugar e, logo no primeiro lance, diminuiu o marcador. Thiago Ribeiro conseguiu chegar à linha de fundo, pela direita, e fez ótimo cruzamento para trás. Gilberto, aos 37 minutos, no primeiro toque na bola, pegou de primeira e mandou a bola no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro: 3 a 1.

O Galo sentiu o golpe, tanto que o Cruzeiro fez uma pressão incrível até o fim do primeiro tempo. O time celeste teve chances de diminuir ainda mais o placar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro atleticano.

Emoção sem precedentes

Cuca teve que alterar a equipe no intervalo. Jonathan não suportou as dores na coxa direita e foi substituído por Pablo, que passou a atuar improvisado na lateral direita. E o que se viu no segundo tempo foi uma partida de ataque contra defesa. O Cruzeiro pressionava, e o Galo se defendia, na tentativa de manter o placar favorável. Apenas nos contra-ataques, o Atlético-MG tentava alguma jogada, quase sempre impedida pelos zagueiros celeste.

Mas o Galo estava impossível. Em um lance isolado, o time arranjou um escanteio pela esquerda. O volante Serginho, aos 21 minutos, fez a cobrança, e Réver subiu mais que os zagueiros e fez o quarto. Assim como no primeiro gol, a bola chegou a tocar na trave, antes de balançar as redes de Fábio: 4 a 1.

Mas o Cruzeiro diminuiu o placar, aos 31 minutos. Pela direita, Pablo cruzou na área, e Farías cabeceou firme, para grande defesa de Renan Ribeiro. Porém, no rebote, Thiago Ribeiro, de cabeça, marcou o segundo. No minuto seguinte, novamente Thiago Ribeiro, após tabela com Montillo, bateu firme, sem chance para o goleiro atleticano: 4 a 3.

O Cruzeiro pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao empate. Ao fim do jogo, a torcida cruzeirense reconheceu a luta da equipe e aplaudiu a saída dos jogadores.

cruzeiro 3 x 4 atlético-mg
Fábio; Jonathan (Pablo), Cláudio Caçapa, Edcarlos e Diego Renan (Gilberto); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná (Roger) e Montillo; Ernesto Farías e Thiago Ribeiro. Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho e Diego Souza (Joedson) e Renan Oliveira (Alê); Obina e Diego Tardelli (Daniel Carvalho).
Técnico: Cuca. Técnico: Dorival Júnior.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 24/10/2010. Horário: 18h30m (de Brasília). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Diego Renan e Fabrício (Cruzeiro); Werley e Daniel Carvalho (Atlético-MG).
Gols: Obina (Atlético-MG), aos 6 minutos, Obina (Atlético-MG), 23 minutos, Obina (Atlético-MG), aos 30 minutos, e Gilberto (Cruzeiro), aos 37 minutos do primeiro tempo; Réver (Atlético-MG), aos 21 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 31 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 32 minutos do segundo tempo.

Espetacular! Essa é a melhor palavra para definir o clássico mineiro. Tudo conspirava para que o Cruzeiro conquistasse mais uma vitória do Campeonato Brasileiro. Afinal de contas, o público presente no Parque do Sabiá era formado apenas por torcedores cruzeirenses. E mais, o time celeste era o líder da competição, com uma campanha brilhante, e o Galo, na zona de rebaixamento há 21 rodadas, lutava para se livrar do péssimo retrospecto no torneio. Além disso, o Cruzeiro tinha em campo o craque do Brasileirão, Montillo, em grande fase. Mas não foi o que aconteceu. O dono do jogo foi Obina, que marcou três gols na vitória do Atlético-MG, por 4 a 3, em Uberlândia. Réver marcou o outro, e Thiago Ribeiro (2) e Gilberto fizeram para o Cruzeiro.

Obina se juntou a um seleto grupo de jogadores que já marcou três gols no mesmo clássico, após 1965, ano de inauguração do Mineirão. Tucho, pelo Atlético-MG, e Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, pelo Cruzeiro, já conquistaram o feito.

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a primeira posição na tabela. O time tem 54 pontos, o mesmo que o Fluminense, mas perde no saldo de gols: 18 a 9. Já o Galo deixou a zona de rebaixamento, com 34 pontos. A equipe alvinegra tem a mesma pontuação que o Vitória, mas fica na frente no número de vitórias.

Na próxima rodada, Cruzeiro e Atlético-MG jogarão no sábado, às 18h30m (de Brasília). A Raposa encara o Grêmio Prudente, no interior de São Paulo, enquanto o Galo pegará o Botafogo, na Arena do Jacaré. Antes, porém, o alvinegro terá um compromisso pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira, às 19h45, também em Sete Lagoas.

Clássico frenético

Com todo o ambiente favorável, o Cruzeiro pareceu partir para cima do Galo. Porém, imediatamente, o time alvinegro mostrou que as coisas não seriam assim. Com um volume de jogo muito maior que o adversário, o Atlético-MG logo começou a criar as melhores chances.

E o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, Leandro chegou pela esquerda e fez um ótimo cruzamento. Obina subiu mais que o zagueiro Cláudio Caçapa e cabeceou de forma certeira, sem chances para Fábio. A bola ainda bateu no travessão, antes de balançar as redes do Cruzeiro.

Com o gol, vários torcedores do Atlético-MG, que até então estavam discretos no meio dos cruzeirenses, não resistiram e vibraram bastante. A Polícia Militar, como prometido, retirou várias pessoas do estádio.

E o Cruzeiro saiu para o jogo, mesmo assustado com o passeio imposto pelo Galo. Montillo teve chances, assim como Farías, mas a defesa atleticana evitou o empate. O Galo dava mostras de que o jogo estava dominado. E um jogador em especial estava iluminado: Obina.

Em mais um ataque de velocidade do Atlético-MG, o atacante fez mais um. O lateral-direito Rafael Cruz, aos 23 minutos, foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área. A bola passou por Edcarlos e Cláudio Caçapa e chegou aos pés de Obina, que fez o segundo: 2 a 0.

Na sequência, o Cruzeiro teve a grande chance de diminuir o placar. Após escanteio cobrado por Montillo, Edcarlos foi empurrado por Werley dentro da área. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e marcou o pênalti. Na cobrança, Montillo deu uma cavadinha, mas exagerou e tocou por cima da trave, pela linha de fundo.

Os jogadores do Galo comemoraram bastante e, no ataque seguinte, mais ainda, já que o Atlético-MG chegou, incrivelmente, ao terceiro gol, novamente com Obina. Aos 30 minutos, Diego Souza tocou para Serginho, que cruzou para a área. Obina, mais uma vez em excelente condição, abriu grande vantagem no placar: 3 a 0. Obina se juntou a jogadores como Tucho, Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, que já marcaram três gols no mesmo clássico.

O técnico Cuca, então, perdeu a paciência e tirou Diego Renan de campo. Gilberto entrou em seu lugar e, logo no primeiro lance, diminuiu o marcador. Thiago Ribeiro conseguiu chegar à linha de fundo, pela direita, e fez ótimo cruzamento para trás. Gilberto, aos 37 minutos, no primeiro toque na bola, pegou de primeira e mandou a bola no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro: 3 a 1.

O Galo sentiu o golpe, tanto que o Cruzeiro fez uma pressão incrível até o fim do primeiro tempo. O time celeste teve chances de diminuir ainda mais o placar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro atleticano.

Emoção sem precedentes

Cuca teve que alterar a equipe no intervalo. Jonathan não suportou as dores na coxa direita e foi substituído por Pablo, que passou a atuar improvisado na lateral direita. E o que se viu no segundo tempo foi uma partida de ataque contra defesa. O Cruzeiro pressionava, e o Galo se defendia, na tentativa de manter o placar favorável. Apenas nos contra-ataques, o Atlético-MG tentava alguma jogada, quase sempre impedida pelos zagueiros celeste.

Mas o Galo estava impossível. Em um lance isolado, o time arranjou um escanteio pela esquerda. O volante Serginho, aos 21 minutos, fez a cobrança, e Réver subiu mais que os zagueiros e fez o quarto. Assim como no primeiro gol, a bola chegou a tocar na trave, antes de balançar as redes de Fábio: 4 a 1.

Mas o Cruzeiro diminuiu o placar, aos 31 minutos. Pela direita, Pablo cruzou na área, e Farías cabeceou firme, para grande defesa de Renan Ribeiro. Porém, no rebote, Thiago Ribeiro, de cabeça, marcou o segundo. No minuto seguinte, novamente Thiago Ribeiro, após tabela com Montillo, bateu firme, sem chance para o goleiro atleticano: 4 a 3.

O Cruzeiro pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao empate. Ao fim do jogo, a torcida cruzeirense reconheceu a luta da equipe e aplaudiu a saída dos jogadores.

cruzeiro 3 x 4 atlético-mg
Fábio; Jonathan (Pablo), Cláudio Caçapa, Edcarlos e Diego Renan (Gilberto); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná (Roger) e Montillo; Ernesto Farías e Thiago Ribeiro. Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho e Diego Souza (Joedson) e Renan Oliveira (Alê); Obina e Diego Tardelli (Daniel Carvalho).
Técnico: Cuca. Técnico: Dorival Júnior.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 24/10/2010. Horário: 18h30m (de Brasília). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Diego Renan e Fabrício (Cruzeiro); Werley e Daniel Carvalho (Atlético-MG).
Gols: Obina (Atlético-MG), aos 6 minutos, Obina (Atlético-MG), 23 minutos, Obina (Atlético-MG), aos 30 minutos, e Gilberto (Cruzeiro), aos 37 minutos do primeiro tempo; Réver (Atlético-MG), aos 21 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 31 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 32 minutos do segundo tempo.

Espetacular! Essa é a melhor palavra para definir o clássico mineiro. Tudo conspirava para que o Cruzeiro conquistasse mais uma vitória do Campeonato Brasileiro. Afinal de contas, o público presente no Parque do Sabiá era formado apenas por torcedores cruzeirenses. E mais, o time celeste era o líder da competição, com uma campanha brilhante, e o Galo, na zona de rebaixamento há 21 rodadas, lutava para se livrar do péssimo retrospecto no torneio. Além disso, o Cruzeiro tinha em campo o craque do Brasileirão, Montillo, em grande fase. Mas não foi o que aconteceu. O dono do jogo foi Obina, que marcou três gols na vitória do Atlético-MG, por 4 a 3, em Uberlândia. Réver marcou o outro, e Thiago Ribeiro (2) e Gilberto fizeram para o Cruzeiro.

Obina se juntou a um seleto grupo de jogadores que já marcou três gols no mesmo clássico, após 1965, ano de inauguração do Mineirão. Tucho, pelo Atlético-MG, e Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, pelo Cruzeiro, já conquistaram o feito.

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a primeira posição na tabela. O time tem 54 pontos, o mesmo que o Fluminense, mas perde no saldo de gols: 18 a 9. Já o Galo deixou a zona de rebaixamento, com 34 pontos. A equipe alvinegra tem a mesma pontuação que o Vitória, mas fica na frente no número de vitórias.

Na próxima rodada, Cruzeiro e Atlético-MG jogarão no sábado, às 18h30m (de Brasília). A Raposa encara o Grêmio Prudente, no interior de São Paulo, enquanto o Galo pegará o Botafogo, na Arena do Jacaré. Antes, porém, o alvinegro terá um compromisso pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira, às 19h45, também em Sete Lagoas.

Clássico frenético

Com todo o ambiente favorável, o Cruzeiro pareceu partir para cima do Galo. Porém, imediatamente, o time alvinegro mostrou que as coisas não seriam assim. Com um volume de jogo muito maior que o adversário, o Atlético-MG logo começou a criar as melhores chances.

E o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, Leandro chegou pela esquerda e fez um ótimo cruzamento. Obina subiu mais que o zagueiro Cláudio Caçapa e cabeceou de forma certeira, sem chances para Fábio. A bola ainda bateu no travessão, antes de balançar as redes do Cruzeiro.

Com o gol, vários torcedores do Atlético-MG, que até então estavam discretos no meio dos cruzeirenses, não resistiram e vibraram bastante. A Polícia Militar, como prometido, retirou várias pessoas do estádio.

E o Cruzeiro saiu para o jogo, mesmo assustado com o passeio imposto pelo Galo. Montillo teve chances, assim como Farías, mas a defesa atleticana evitou o empate. O Galo dava mostras de que o jogo estava dominado. E um jogador em especial estava iluminado: Obina.

Em mais um ataque de velocidade do Atlético-MG, o atacante fez mais um. O lateral-direito Rafael Cruz, aos 23 minutos, foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área. A bola passou por Edcarlos e Cláudio Caçapa e chegou aos pés de Obina, que fez o segundo: 2 a 0.

Na sequência, o Cruzeiro teve a grande chance de diminuir o placar. Após escanteio cobrado por Montillo, Edcarlos foi empurrado por Werley dentro da área. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e marcou o pênalti. Na cobrança, Montillo deu uma cavadinha, mas exagerou e tocou por cima da trave, pela linha de fundo.

Os jogadores do Galo comemoraram bastante e, no ataque seguinte, mais ainda, já que o Atlético-MG chegou, incrivelmente, ao terceiro gol, novamente com Obina. Aos 30 minutos, Diego Souza tocou para Serginho, que cruzou para a área. Obina, mais uma vez em excelente condição, abriu grande vantagem no placar: 3 a 0. Obina se juntou a jogadores como Tucho, Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, que já marcaram três gols no mesmo clássico.

O técnico Cuca, então, perdeu a paciência e tirou Diego Renan de campo. Gilberto entrou em seu lugar e, logo no primeiro lance, diminuiu o marcador. Thiago Ribeiro conseguiu chegar à linha de fundo, pela direita, e fez ótimo cruzamento para trás. Gilberto, aos 37 minutos, no primeiro toque na bola, pegou de primeira e mandou a bola no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro: 3 a 1.

O Galo sentiu o golpe, tanto que o Cruzeiro fez uma pressão incrível até o fim do primeiro tempo. O time celeste teve chances de diminuir ainda mais o placar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro atleticano.

Emoção sem precedentes

Cuca teve que alterar a equipe no intervalo. Jonathan não suportou as dores na coxa direita e foi substituído por Pablo, que passou a atuar improvisado na lateral direita. E o que se viu no segundo tempo foi uma partida de ataque contra defesa. O Cruzeiro pressionava, e o Galo se defendia, na tentativa de manter o placar favorável. Apenas nos contra-ataques, o Atlético-MG tentava alguma jogada, quase sempre impedida pelos zagueiros celeste.

Mas o Galo estava impossível. Em um lance isolado, o time arranjou um escanteio pela esquerda. O volante Serginho, aos 21 minutos, fez a cobrança, e Réver subiu mais que os zagueiros e fez o quarto. Assim como no primeiro gol, a bola chegou a tocar na trave, antes de balançar as redes de Fábio: 4 a 1.

Mas o Cruzeiro diminuiu o placar, aos 31 minutos. Pela direita, Pablo cruzou na área, e Farías cabeceou firme, para grande defesa de Renan Ribeiro. Porém, no rebote, Thiago Ribeiro, de cabeça, marcou o segundo. No minuto seguinte, novamente Thiago Ribeiro, após tabela com Montillo, bateu firme, sem chance para o goleiro atleticano: 4 a 3.

O Cruzeiro pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao empate. Ao fim do jogo, a torcida cruzeirense reconheceu a luta da equipe e aplaudiu a saída dos jogadores.

cruzeiro 3 x 4 atlético-mg
Fábio; Jonathan (Pablo), Cláudio Caçapa, Edcarlos e Diego Renan (Gilberto); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná (Roger) e Montillo; Ernesto Farías e Thiago Ribeiro. Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho e Diego Souza (Joedson) e Renan Oliveira (Alê); Obina e Diego Tardelli (Daniel Carvalho).
Técnico: Cuca. Técnico: Dorival Júnior.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 24/10/2010. Horário: 18h30m (de Brasília). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Diego Renan e Fabrício (Cruzeiro); Werley e Daniel Carvalho (Atlético-MG).
Gols: Obina (Atlético-MG), aos 6 minutos, Obina (Atlético-MG), 23 minutos, Obina (Atlético-MG), aos 30 minutos, e Gilberto (Cruzeiro), aos 37 minutos do primeiro tempo; Réver (Atlético-MG), aos 21 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 31 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 32 minutos do segundo tempo.

Um grande jogo, para um grande público. Com supremacia alternada, ora para o Grêmio, ora para o Inter, o Gre-Nal 383 terminou empatado.A partida, válida pela 31ª rodada do Brasileirão 2010, foi disputada na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, e teve placar de 2 a 2.André Lima e Fábio Santos fizeram os gols do Grêmio. O Inter igualou com Alecsandro e D'Alessandro. Fábio Rochemback foi expulso.

Com o empate, o Inter segue à frente do rival. Os colorados têm 48 pontos, e estão na 5ª colocação. O Grêmio, com 47, é o 8º colocado

O velho Celso Roth
Celso Roth alterou a estrutura tática do Inter. Priorizou no planejamento para o Gre-Nal o combate ao Grêmio. Abdicou do 4-2-3-1, que dava à equipe posse de bola, para adotar um 3-6-1 repleto de marcações individuais - sistema utilizado por Roth no próprio Grêmio, em 2008.

Glaydson perseguiu Jonas a cada palmo de chão; Wilson Matias controlou Lúcio; Guiñazu vigiou Douglas; Bolívar cuidou de André Lima; e os laterais Nei e Kleber bloquearam os espaços de Fábio Santos e Gabriel.

Estratégia bem sucedida no início, mas frustrada logo após o Grêmio entender o que estava acontecendo. No seu 4-4-2 habitual, passada a surpresa com as mudanças do adversário, o time de Renato Gaúcho ocupou o campo colorado. E com a movimentação de seus principais jogadores, foi descosturando a rede de marcação alinhavada pelo Inter.

O Imortal
Logo contra o Inter, André Lima estreou novo par de chuteiras. Azuis. No pé direito, em branco, a inscrição 'O Imortal', referência ao mito da imortalidade tricolor - uma equipe proclamada aguerrida por seus torcedores. Sem nunca desistir da vitória. E foi pé-quente.

Mas no gol que marcou, André Lima usou estas mesmas chuteiras celestes apenas para impulsionar o corpo. De cabeça ele completou cobrança de falta do meia Douglas, aos 36, antecipando-se a Renan: Grêmio 1 a 0.

À esta altura o Grêmio dominava o primeiro tempo. Jonas perdera gol tão incrível que a legalidade da jogada estarreceu a todos. Ele surgiu livre em frente a Renan. Não estava impedido. Tocou para fora. Ainda antes, Douglas concluiu mal uma bela jogada pela esquerda. E depois do gol os tricolores seguiram posicionados praticamente dentro da área colorada, pressionando sob o combustível de um estádio em êxtase.

- Fica Celso Roth! Fica Celso Roth! - cantaram os gremistas quando os adversários deixaram o campo rumando ao vestiário dos visitantes.

Dois goleiros
Do mesmo vestiário, o Inter voltou com a primeira alternativa para corrigir a falta de ambição inicial. Rafael Sobis entrou, como atacante, em lugar de Glaydson, configurando um 4-4-2. O ímpeto tricolor, entretanto, intensificado pela vitória parcial, manteve o Grêmio no comando da partida.

Sobraram jogadas de efeito, lançamentos de trivela, toques de calcanhar, tabelas com passes de primeira, aproximações e passagens. Mas com tanta ênfase no detalhe o Grêmio esqueceu-se de aumentar a vantagem. Exagerou no capricho, desperdiçando chances.

D'Alessandro entrou em cena, e convocou Victor aos melhores momentos. Primeiro, o goleiro da Seleção Brasileira espalmou um chute de Rafael Sobis. Depois, duas vezes, barrou conclusões do meia argentino.

Quando Victor não achou a bola, Fábio Rochemback usou as mãos. Reprisando o uruguaio Suárez na Copa do Mundo, na partida contra Gana, o volante do Grêmio defendeu cabeçada de Índio. Pênalti, e expulsão do gremista. Aos 20m, na cobrança, Alecsandro bateu forte, e empatou.

O Homem Gre-Nal
Houve pouco tempo para a comemoração dos 2,8 mil colorados que foram ao Estádio Olímpico. Quatro minutos depois, os cânticos do lado vermelho da arquibancada foram abafados pela euforia dos mais de 40 mil tricolores: Fábio Santos tabelou com André Lima, invadiu a área, e torpedeou Renan, fazendo 2 a 1 para o Grêmio.

Esta mesma torcida do Inter voltaria a comemorar e fazer festa. D'Alessandro, jogador que adora clássicos, que sente prazer em sobrepujar o Grêmio, justificou a fama de 'Homem Gre-Nal'. Aos 38 ele recebeu fora da área, teve tempo para girar, e metralhar de canhota. A bola passou por Victor, entrou no canto esquerdo, e decretou o empate em 2 a 2.

Próximos jogos
Pela 32ª rodada, Grêmio e Inter jogam em dias distintos. Primeiro, os gremistas enfrentam o Fluminense no Rio de Janeiro, às 21h de quinta-feira. Às 16h de sábado os colorados recebem o Santos, no Estádio Beira-Rio.

Grêmio 2 x 2 Inter
Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Vilson, Lúcio e Douglas (Gilson); Jonas (Diego Clementino) e André Lima (Adilson). Renan; Bolívar, Índio e Glaydson; Nei, Wilson Matias (Leandro Damião), Guiñazu, Glaydson (Rafael Sobis), D’Alessandro, Giuliano (Andrezinho) e Kleber; Alecsandro.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Celso Roth.
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Data: 24/10/2010. Árbitro: Carlos Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Roberto Braatz (Fifa-PR).
Gols: Douglas (Grêmio), aos 36m do 1º tempo. Alecsandro (Inter), aos 20m; Fábio Santos (Grêmio), aos 24m, e D'Alessandro (Inter) aos 38m, todos no 2º tempo.
Cartão amarelo: Adilson (Grêmio) e Guiñazu (Inter). Cartão vermelho: Fábio Rochemback (Grêmio).
Público: 45.234 torcedores. Renda: R$ 945.528,00

Um grande jogo, para um grande público. Com supremacia alternada, ora para o Grêmio, ora para o Inter, o Gre-Nal 383 terminou empatado.A partida, válida pela 31ª rodada do Brasileirão 2010, foi disputada na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, e teve placar de 2 a 2.André Lima e Fábio Santos fizeram os gols do Grêmio. O Inter igualou com Alecsandro e D'Alessandro. Fábio Rochemback foi expulso.

Com o empate, o Inter segue à frente do rival. Os colorados têm 48 pontos, e estão na 5ª colocação. O Grêmio, com 47, é o 8º colocado

O velho Celso Roth
Celso Roth alterou a estrutura tática do Inter. Priorizou no planejamento para o Gre-Nal o combate ao Grêmio. Abdicou do 4-2-3-1, que dava à equipe posse de bola, para adotar um 3-6-1 repleto de marcações individuais - sistema utilizado por Roth no próprio Grêmio, em 2008.

Glaydson perseguiu Jonas a cada palmo de chão; Wilson Matias controlou Lúcio; Guiñazu vigiou Douglas; Bolívar cuidou de André Lima; e os laterais Nei e Kleber bloquearam os espaços de Fábio Santos e Gabriel.

Estratégia bem sucedida no início, mas frustrada logo após o Grêmio entender o que estava acontecendo. No seu 4-4-2 habitual, passada a surpresa com as mudanças do adversário, o time de Renato Gaúcho ocupou o campo colorado. E com a movimentação de seus principais jogadores, foi descosturando a rede de marcação alinhavada pelo Inter.

O Imortal
Logo contra o Inter, André Lima estreou novo par de chuteiras. Azuis. No pé direito, em branco, a inscrição 'O Imortal', referência ao mito da imortalidade tricolor - uma equipe proclamada aguerrida por seus torcedores. Sem nunca desistir da vitória. E foi pé-quente.

Mas no gol que marcou, André Lima usou estas mesmas chuteiras celestes apenas para impulsionar o corpo. De cabeça ele completou cobrança de falta do meia Douglas, aos 36, antecipando-se a Renan: Grêmio 1 a 0.

À esta altura o Grêmio dominava o primeiro tempo. Jonas perdera gol tão incrível que a legalidade da jogada estarreceu a todos. Ele surgiu livre em frente a Renan. Não estava impedido. Tocou para fora. Ainda antes, Douglas concluiu mal uma bela jogada pela esquerda. E depois do gol os tricolores seguiram posicionados praticamente dentro da área colorada, pressionando sob o combustível de um estádio em êxtase.

- Fica Celso Roth! Fica Celso Roth! - cantaram os gremistas quando os adversários deixaram o campo rumando ao vestiário dos visitantes.

Dois goleiros
Do mesmo vestiário, o Inter voltou com a primeira alternativa para corrigir a falta de ambição inicial. Rafael Sobis entrou, como atacante, em lugar de Glaydson, configurando um 4-4-2. O ímpeto tricolor, entretanto, intensificado pela vitória parcial, manteve o Grêmio no comando da partida.

Sobraram jogadas de efeito, lançamentos de trivela, toques de calcanhar, tabelas com passes de primeira, aproximações e passagens. Mas com tanta ênfase no detalhe o Grêmio esqueceu-se de aumentar a vantagem. Exagerou no capricho, desperdiçando chances.

D'Alessandro entrou em cena, e convocou Victor aos melhores momentos. Primeiro, o goleiro da Seleção Brasileira espalmou um chute de Rafael Sobis. Depois, duas vezes, barrou conclusões do meia argentino.

Quando Victor não achou a bola, Fábio Rochemback usou as mãos. Reprisando o uruguaio Suárez na Copa do Mundo, na partida contra Gana, o volante do Grêmio defendeu cabeçada de Índio. Pênalti, e expulsão do gremista. Aos 20m, na cobrança, Alecsandro bateu forte, e empatou.

O Homem Gre-Nal
Houve pouco tempo para a comemoração dos 2,8 mil colorados que foram ao Estádio Olímpico. Quatro minutos depois, os cânticos do lado vermelho da arquibancada foram abafados pela euforia dos mais de 40 mil tricolores: Fábio Santos tabelou com André Lima, invadiu a área, e torpedeou Renan, fazendo 2 a 1 para o Grêmio.

Esta mesma torcida do Inter voltaria a comemorar e fazer festa. D'Alessandro, jogador que adora clássicos, que sente prazer em sobrepujar o Grêmio, justificou a fama de 'Homem Gre-Nal'. Aos 38 ele recebeu fora da área, teve tempo para girar, e metralhar de canhota. A bola passou por Victor, entrou no canto esquerdo, e decretou o empate em 2 a 2.

Próximos jogos
Pela 32ª rodada, Grêmio e Inter jogam em dias distintos. Primeiro, os gremistas enfrentam o Fluminense no Rio de Janeiro, às 21h de quinta-feira. Às 16h de sábado os colorados recebem o Santos, no Estádio Beira-Rio.

Grêmio 2 x 2 Inter
Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Vilson, Lúcio e Douglas (Gilson); Jonas (Diego Clementino) e André Lima (Adilson). Renan; Bolívar, Índio e Glaydson; Nei, Wilson Matias (Leandro Damião), Guiñazu, Glaydson (Rafael Sobis), D’Alessandro, Giuliano (Andrezinho) e Kleber; Alecsandro.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Celso Roth.
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Data: 24/10/2010. Árbitro: Carlos Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Roberto Braatz (Fifa-PR).
Gols: Douglas (Grêmio), aos 36m do 1º tempo. Alecsandro (Inter), aos 20m; Fábio Santos (Grêmio), aos 24m, e D'Alessandro (Inter) aos 38m, todos no 2º tempo.
Cartão amarelo: Adilson (Grêmio) e Guiñazu (Inter). Cartão vermelho: Fábio Rochemback (Grêmio).
Público: 45.234 torcedores. Renda: R$ 945.528,00

Na primeira vez em que Vasco e Flamengo disputaram o Clássico dos Milhões no Engenhão, neste domingo, não houve vitória. A equipe vascaína, superior no primeiro tempo, fez 1 a 0, com Cesinha, mas não soube manter a vantagem na segunda etapa, principalmente após a expulsão do zagueiro Dedé, aos 19 minutos, punido pela dura dividida com Willians. Renato empatou de cabeça para os rubro-negros, e os dois times seguem no Brasileirão sem mudar a situação atual.

Em 12º lugar, com 42 pontos, o Vasco continua longe da briga por uma vaga no G-4. O Flamengo, em 13º, com 38, não consegue se afastar com boa margem de pontos dos clubes que ainda lutam contra o rebaixamento. Agora, o jeito é investir na 32ª rodada. Mas as partidas prometem ser difíceis. O Rubro-Negro receberá o Corinthians nesta quarta-feira. A equipe cruzmaltina encara o Vitória em Salvador. no Barradão, no próximo sábado.

No início do jogo no Engenhão, que mesmo com o Clássico dos Milhões não mostrou público bom - pouco mais de 20 mil pagantes -, houve uma cena rara: jogadores do Vasco e do Flamengo se juntaram para uma foto com enorme cartaz em homenagem aos 70 anos de Pelé. O time cruzmaltino havia entrado em campo com uma placa homenageando o Rei do Futebol. O rubro-negro surgiu com os atletas vestindo camisa 70 com o nome do Atleta do Século.

Vasco começa melhor


Quando a bola começou a rolar, a rivalidade estava de volta. O Vasco entrou mais quente e mereceu a vantagem de 1 a 0 que fez na primeira etapa. Com a marcação adiantada, a pressão no meio-campo era maior. O Flamengo sentiu o baque na saída de bola. A defesa errava passes. Felipe, bem recuado, procurava ditar o ritmo na distribuição do jogo. E o melhor caminho era por Fágner, na direita.

Num escanteio por ali, aos 11 minutos, o primeiro perigo ao gol rubro-negro. Felipe cruzou na cabeça de Dedé, que mandou à direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, um erro de passe de Willians quando saía jogando quase foi fatal. Eder Luis aproveitou e bateu com perigo. Marcelo Lomba mandou para escanteio, em boa defesa.

Fla equilibra

Apesar de errar passes e posicionamento na marcação, o Flamengo procurou reagir. Também pelo lado direito. A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo era explorar a inexperiência do garoto Diogo, lateral-esquerdo cruzmaltino, de 18 anos. Bola ora para Léo Moura, que vinha bem de trás, ou Diego Maurício, bem aberto, como um ponta. As melhores jogadas da equipe rubro-negra até foram por ali.

Na primeira, aos 16, Juan bateu um lateral pela esquerda para Deivid, que tocou de cabeça para o alto. A defesa do Vasco se enrolou, e a bola foi parar na direita. Prass saiu e levou um corte de Léo Moura. O lateral centrou para a área. Kleberson mergulhou de cabeça e deu um peixinho. Diogo salvou em cima da linha.

O meio-campo do Vasco, que entrara com gás na partida e tocando bem a bola, deu mais espaço para o rubro-negro, que encaixou um pouquinho o jogo. Em outra trama pela direita, Diego Maurício arrancou para o meio. Bola para Kleberson, que rolou para Renato bater de canhota, com perigo, para fora. Pouco depois, Diego Maurício, dessa vez, buscou a linha de fundo e cortou Diogo com sucesso. O centro era para Deivid testar, mas a bola saiu mascada para escanteio.

Trapalhada no gol

O sinal ficou amarelo para o Vasco, que havia perdido o controle da partida. Justamente quando estava sendo pressionado, aproveitou-se de nova bobeira na saída de jogo do meio-campo do Flamengo e, depois de trapalhada da zaga, chegou ao gol.

Aos 26 minutos, Maldonado errou a saída de bola. O Vasco a roubou. Nunes, escolhido para começar no lugar de Fellipe Bastos, com virose, tocou para Zé Roberto, esse sim, recuado como meia para ajudar Felipe na armação. O camisa 10 arrancou pela direita e centrou para a área. Welinton, que vinha na corrida, chegou tentando cortar a bola e a mandou em cima de Juan. A bola foi contra o próprio gol, no travessão, e voltou na medida para Cesinha tocar para as redes: Vasco 1 a 0.

Com a vantagem no placar, o Vasco retomou o controle da partida. Principalmente pela função tática de Zé Roberto. Mais afobado, o Flamengo errava passes - Willians, Kleberson e Renato - e, curiosamente, abandonou sua jogada mais perigosa, pelo lado direito. Preferiu insistir na esquerda, com Juan, envolvido por Fágner ou Zé Roberto, bem posicionado por ali para explorar com velocidade o contra-ataque.

Eder Luis era outro que usava bem a rapidez. Enfileirou três marcadores até receber a falta de David Braz - que merecia um cartão amarelo. Na cobrança, Dedé obrigou Marcelo Lomba a mais outra boa defesa. O Flamengo até tentou o empate no fim, numa cabeçada de Deivid, mas o Vasco saiu merecidamente com a vantagem.

Vanderlei mexe no Fla

Vanderlei mexeu no Fla no intervalo. Sacou o apagado Kleberson para pôr Petkovic. Mas pela esquerda. Além disso, o meio-campo continuava errando na saída de bola. Logo no início, Willians quase entregou o ouro para Felipe, que tentou encobrir Marcelo Lomba.

PC Gusmão recuou o Vasco para tentar decidir no contra-ataque. Deu campo para o Flamengo, que pouco aproveitava a posse de bola. Tanto que, aos 15 minutos, Vanderlei fez mais duas mexidas: trocou o nulo Deivid por Diogo e o confuso Juan por Marquinhos - Renato foi deslocado para a lateral. Quase deu certo. No minuto seguinte, Diego Maurício, agora pela esquerda, foi ao fundo e centrou para Diogo, que bateu mas encontrou os pés de Prass, em boa saída do goleiro vascaíno. No rebote, Pet tentou encobrir de cabeça, mas Diogo salvou.

Dedé é expulso, Fla empata

Aos 19 minutos, num jogo até então sem cartões amarelos, um lance que gerou discussão: Willians e Dedé entraram duro numa dividida. Só que o zagueiro do Vasco entrou de sola e acertou o tornozelo do camisa 8. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca aplicou-lhe o cartão vermelho. O time do Vasco, além do técnico PC Gusmão, reclamou muito da marcação.

Logo em seguida, o treinador vascaíno trocou Zé Roberto, que vinha bem, por Jadson. Com um jogador a mais, o Flamengo se lançou ao ataque e quase empatou numa jogada individual de Diego Maurício, pela direita. O camisa 49 arrancou e bateu cruzado, para grande defesa de Fernando Prass.

PC Gusmão resolveu botar o garoto Fellipe Bastos, poupado com virose, no lugar de Felipe, já cansado e nervoso desde a expulsão de Dedé. Era necessário lançar alguém para servir Eder Luis, obrigado a recuar, e Nunes, naquele momento isolado na frente. Mas o time, muito recuado, dava campo ao Flamengo, que, apesar de lento na troca de passes, chegou ao empate aos 35 minutos. Em jogada pela esquerda, Marquinhos centrou para Renato Abreu tocar de cabeça, de costas para o gol, à esquerda de Fernando Prass, sem defesa.

O técnico vascaíno perdeu a cabeça e acabou expulso pela terceira vez na competição. Diego Maurício quase fez o gol da vitória no fim - Fernando Prass salvou e se contundiu, quase sendo substituído. O empate era mais merecido num clássico em que não houve superioridade gritante de nenhuma das equipes.

VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Zé Roberto (Jadson) e Felipe (Fellipe Bastos); Eder Luis e Nunes (Renato Augusto) Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Welinton e Juan (Marquinhos); Maldonado, Willians, Kleberson (Petkovic) e Renato; Deivid (Diogo) e Diego Maurício
Técnico: PC Gusmão Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: no primeiro tempo, Cesinha, aos 26 minutos. No segundo tempo, Renato Abreu, aos 35
Cartões amarelos: Felipe e Eder Luis (Vasco) e Marquinhos e Renato Abreu (Flamengo) Cartão vermelho: Dedé (Vasco)
Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Ediney Mascarenhas (RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). Renda: 575.820,00. Público: 21.519 pagantes
 

 

Na primeira vez em que Vasco e Flamengo disputaram o Clássico dos Milhões no Engenhão, neste domingo, não houve vitória. A equipe vascaína, superior no primeiro tempo, fez 1 a 0, com Cesinha, mas não soube manter a vantagem na segunda etapa, principalmente após a expulsão do zagueiro Dedé, aos 19 minutos, punido pela dura dividida com Willians. Renato empatou de cabeça para os rubro-negros, e os dois times seguem no Brasileirão sem mudar a situação atual.

Em 12º lugar, com 42 pontos, o Vasco continua longe da briga por uma vaga no G-4. O Flamengo, em 13º, com 38, não consegue se afastar com boa margem de pontos dos clubes que ainda lutam contra o rebaixamento. Agora, o jeito é investir na 32ª rodada. Mas as partidas prometem ser difíceis. O Rubro-Negro receberá o Corinthians nesta quarta-feira. A equipe cruzmaltina encara o Vitória em Salvador. no Barradão, no próximo sábado.

No início do jogo no Engenhão, que mesmo com o Clássico dos Milhões não mostrou público bom - pouco mais de 20 mil pagantes -, houve uma cena rara: jogadores do Vasco e do Flamengo se juntaram para uma foto com enorme cartaz em homenagem aos 70 anos de Pelé. O time cruzmaltino havia entrado em campo com uma placa homenageando o Rei do Futebol. O rubro-negro surgiu com os atletas vestindo camisa 70 com o nome do Atleta do Século.

Vasco começa melhor


Quando a bola começou a rolar, a rivalidade estava de volta. O Vasco entrou mais quente e mereceu a vantagem de 1 a 0 que fez na primeira etapa. Com a marcação adiantada, a pressão no meio-campo era maior. O Flamengo sentiu o baque na saída de bola. A defesa errava passes. Felipe, bem recuado, procurava ditar o ritmo na distribuição do jogo. E o melhor caminho era por Fágner, na direita.

Num escanteio por ali, aos 11 minutos, o primeiro perigo ao gol rubro-negro. Felipe cruzou na cabeça de Dedé, que mandou à direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, um erro de passe de Willians quando saía jogando quase foi fatal. Eder Luis aproveitou e bateu com perigo. Marcelo Lomba mandou para escanteio, em boa defesa.

Fla equilibra

Apesar de errar passes e posicionamento na marcação, o Flamengo procurou reagir. Também pelo lado direito. A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo era explorar a inexperiência do garoto Diogo, lateral-esquerdo cruzmaltino, de 18 anos. Bola ora para Léo Moura, que vinha bem de trás, ou Diego Maurício, bem aberto, como um ponta. As melhores jogadas da equipe rubro-negra até foram por ali.

Na primeira, aos 16, Juan bateu um lateral pela esquerda para Deivid, que tocou de cabeça para o alto. A defesa do Vasco se enrolou, e a bola foi parar na direita. Prass saiu e levou um corte de Léo Moura. O lateral centrou para a área. Kleberson mergulhou de cabeça e deu um peixinho. Diogo salvou em cima da linha.

O meio-campo do Vasco, que entrara com gás na partida e tocando bem a bola, deu mais espaço para o rubro-negro, que encaixou um pouquinho o jogo. Em outra trama pela direita, Diego Maurício arrancou para o meio. Bola para Kleberson, que rolou para Renato bater de canhota, com perigo, para fora. Pouco depois, Diego Maurício, dessa vez, buscou a linha de fundo e cortou Diogo com sucesso. O centro era para Deivid testar, mas a bola saiu mascada para escanteio.

Trapalhada no gol

O sinal ficou amarelo para o Vasco, que havia perdido o controle da partida. Justamente quando estava sendo pressionado, aproveitou-se de nova bobeira na saída de jogo do meio-campo do Flamengo e, depois de trapalhada da zaga, chegou ao gol.

Aos 26 minutos, Maldonado errou a saída de bola. O Vasco a roubou. Nunes, escolhido para começar no lugar de Fellipe Bastos, com virose, tocou para Zé Roberto, esse sim, recuado como meia para ajudar Felipe na armação. O camisa 10 arrancou pela direita e centrou para a área. Welinton, que vinha na corrida, chegou tentando cortar a bola e a mandou em cima de Juan. A bola foi contra o próprio gol, no travessão, e voltou na medida para Cesinha tocar para as redes: Vasco 1 a 0.

Com a vantagem no placar, o Vasco retomou o controle da partida. Principalmente pela função tática de Zé Roberto. Mais afobado, o Flamengo errava passes - Willians, Kleberson e Renato - e, curiosamente, abandonou sua jogada mais perigosa, pelo lado direito. Preferiu insistir na esquerda, com Juan, envolvido por Fágner ou Zé Roberto, bem posicionado por ali para explorar com velocidade o contra-ataque.

Eder Luis era outro que usava bem a rapidez. Enfileirou três marcadores até receber a falta de David Braz - que merecia um cartão amarelo. Na cobrança, Dedé obrigou Marcelo Lomba a mais outra boa defesa. O Flamengo até tentou o empate no fim, numa cabeçada de Deivid, mas o Vasco saiu merecidamente com a vantagem.

Vanderlei mexe no Fla

Vanderlei mexeu no Fla no intervalo. Sacou o apagado Kleberson para pôr Petkovic. Mas pela esquerda. Além disso, o meio-campo continuava errando na saída de bola. Logo no início, Willians quase entregou o ouro para Felipe, que tentou encobrir Marcelo Lomba.

PC Gusmão recuou o Vasco para tentar decidir no contra-ataque. Deu campo para o Flamengo, que pouco aproveitava a posse de bola. Tanto que, aos 15 minutos, Vanderlei fez mais duas mexidas: trocou o nulo Deivid por Diogo e o confuso Juan por Marquinhos - Renato foi deslocado para a lateral. Quase deu certo. No minuto seguinte, Diego Maurício, agora pela esquerda, foi ao fundo e centrou para Diogo, que bateu mas encontrou os pés de Prass, em boa saída do goleiro vascaíno. No rebote, Pet tentou encobrir de cabeça, mas Diogo salvou.

Dedé é expulso, Fla empata

Aos 19 minutos, num jogo até então sem cartões amarelos, um lance que gerou discussão: Willians e Dedé entraram duro numa dividida. Só que o zagueiro do Vasco entrou de sola e acertou o tornozelo do camisa 8. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca aplicou-lhe o cartão vermelho. O time do Vasco, além do técnico PC Gusmão, reclamou muito da marcação.

Logo em seguida, o treinador vascaíno trocou Zé Roberto, que vinha bem, por Jadson. Com um jogador a mais, o Flamengo se lançou ao ataque e quase empatou numa jogada individual de Diego Maurício, pela direita. O camisa 49 arrancou e bateu cruzado, para grande defesa de Fernando Prass.

PC Gusmão resolveu botar o garoto Fellipe Bastos, poupado com virose, no lugar de Felipe, já cansado e nervoso desde a expulsão de Dedé. Era necessário lançar alguém para servir Eder Luis, obrigado a recuar, e Nunes, naquele momento isolado na frente. Mas o time, muito recuado, dava campo ao Flamengo, que, apesar de lento na troca de passes, chegou ao empate aos 35 minutos. Em jogada pela esquerda, Marquinhos centrou para Renato Abreu tocar de cabeça, de costas para o gol, à esquerda de Fernando Prass, sem defesa.

O técnico vascaíno perdeu a cabeça e acabou expulso pela terceira vez na competição. Diego Maurício quase fez o gol da vitória no fim - Fernando Prass salvou e se contundiu, quase sendo substituído. O empate era mais merecido num clássico em que não houve superioridade gritante de nenhuma das equipes.

VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Zé Roberto (Jadson) e Felipe (Fellipe Bastos); Eder Luis e Nunes (Renato Augusto) Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Welinton e Juan (Marquinhos); Maldonado, Willians, Kleberson (Petkovic) e Renato; Deivid (Diogo) e Diego Maurício
Técnico: PC Gusmão Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: no primeiro tempo, Cesinha, aos 26 minutos. No segundo tempo, Renato Abreu, aos 35
Cartões amarelos: Felipe e Eder Luis (Vasco) e Marquinhos e Renato Abreu (Flamengo) Cartão vermelho: Dedé (Vasco)
Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Ediney Mascarenhas (RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). Renda: 575.820,00. Público: 21.519 pagantes
 

 

Na primeira vez em que Vasco e Flamengo disputaram o Clássico dos Milhões no Engenhão, neste domingo, não houve vitória. A equipe vascaína, superior no primeiro tempo, fez 1 a 0, com Cesinha, mas não soube manter a vantagem na segunda etapa, principalmente após a expulsão do zagueiro Dedé, aos 19 minutos, punido pela dura dividida com Willians. Renato empatou de cabeça para os rubro-negros, e os dois times seguem no Brasileirão sem mudar a situação atual.

Em 12º lugar, com 42 pontos, o Vasco continua longe da briga por uma vaga no G-4. O Flamengo, em 13º, com 38, não consegue se afastar com boa margem de pontos dos clubes que ainda lutam contra o rebaixamento. Agora, o jeito é investir na 32ª rodada. Mas as partidas prometem ser difíceis. O Rubro-Negro receberá o Corinthians nesta quarta-feira. A equipe cruzmaltina encara o Vitória em Salvador. no Barradão, no próximo sábado.

No início do jogo no Engenhão, que mesmo com o Clássico dos Milhões não mostrou público bom - pouco mais de 20 mil pagantes -, houve uma cena rara: jogadores do Vasco e do Flamengo se juntaram para uma foto com enorme cartaz em homenagem aos 70 anos de Pelé. O time cruzmaltino havia entrado em campo com uma placa homenageando o Rei do Futebol. O rubro-negro surgiu com os atletas vestindo camisa 70 com o nome do Atleta do Século.

Vasco começa melhor


Quando a bola começou a rolar, a rivalidade estava de volta. O Vasco entrou mais quente e mereceu a vantagem de 1 a 0 que fez na primeira etapa. Com a marcação adiantada, a pressão no meio-campo era maior. O Flamengo sentiu o baque na saída de bola. A defesa errava passes. Felipe, bem recuado, procurava ditar o ritmo na distribuição do jogo. E o melhor caminho era por Fágner, na direita.

Num escanteio por ali, aos 11 minutos, o primeiro perigo ao gol rubro-negro. Felipe cruzou na cabeça de Dedé, que mandou à direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, um erro de passe de Willians quando saía jogando quase foi fatal. Eder Luis aproveitou e bateu com perigo. Marcelo Lomba mandou para escanteio, em boa defesa.

Fla equilibra

Apesar de errar passes e posicionamento na marcação, o Flamengo procurou reagir. Também pelo lado direito. A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo era explorar a inexperiência do garoto Diogo, lateral-esquerdo cruzmaltino, de 18 anos. Bola ora para Léo Moura, que vinha bem de trás, ou Diego Maurício, bem aberto, como um ponta. As melhores jogadas da equipe rubro-negra até foram por ali.

Na primeira, aos 16, Juan bateu um lateral pela esquerda para Deivid, que tocou de cabeça para o alto. A defesa do Vasco se enrolou, e a bola foi parar na direita. Prass saiu e levou um corte de Léo Moura. O lateral centrou para a área. Kleberson mergulhou de cabeça e deu um peixinho. Diogo salvou em cima da linha.

O meio-campo do Vasco, que entrara com gás na partida e tocando bem a bola, deu mais espaço para o rubro-negro, que encaixou um pouquinho o jogo. Em outra trama pela direita, Diego Maurício arrancou para o meio. Bola para Kleberson, que rolou para Renato bater de canhota, com perigo, para fora. Pouco depois, Diego Maurício, dessa vez, buscou a linha de fundo e cortou Diogo com sucesso. O centro era para Deivid testar, mas a bola saiu mascada para escanteio.

Trapalhada no gol

O sinal ficou amarelo para o Vasco, que havia perdido o controle da partida. Justamente quando estava sendo pressionado, aproveitou-se de nova bobeira na saída de jogo do meio-campo do Flamengo e, depois de trapalhada da zaga, chegou ao gol.

Aos 26 minutos, Maldonado errou a saída de bola. O Vasco a roubou. Nunes, escolhido para começar no lugar de Fellipe Bastos, com virose, tocou para Zé Roberto, esse sim, recuado como meia para ajudar Felipe na armação. O camisa 10 arrancou pela direita e centrou para a área. Welinton, que vinha na corrida, chegou tentando cortar a bola e a mandou em cima de Juan. A bola foi contra o próprio gol, no travessão, e voltou na medida para Cesinha tocar para as redes: Vasco 1 a 0.

Com a vantagem no placar, o Vasco retomou o controle da partida. Principalmente pela função tática de Zé Roberto. Mais afobado, o Flamengo errava passes - Willians, Kleberson e Renato - e, curiosamente, abandonou sua jogada mais perigosa, pelo lado direito. Preferiu insistir na esquerda, com Juan, envolvido por Fágner ou Zé Roberto, bem posicionado por ali para explorar com velocidade o contra-ataque.

Eder Luis era outro que usava bem a rapidez. Enfileirou três marcadores até receber a falta de David Braz - que merecia um cartão amarelo. Na cobrança, Dedé obrigou Marcelo Lomba a mais outra boa defesa. O Flamengo até tentou o empate no fim, numa cabeçada de Deivid, mas o Vasco saiu merecidamente com a vantagem.

Vanderlei mexe no Fla

Vanderlei mexeu no Fla no intervalo. Sacou o apagado Kleberson para pôr Petkovic. Mas pela esquerda. Além disso, o meio-campo continuava errando na saída de bola. Logo no início, Willians quase entregou o ouro para Felipe, que tentou encobrir Marcelo Lomba.

PC Gusmão recuou o Vasco para tentar decidir no contra-ataque. Deu campo para o Flamengo, que pouco aproveitava a posse de bola. Tanto que, aos 15 minutos, Vanderlei fez mais duas mexidas: trocou o nulo Deivid por Diogo e o confuso Juan por Marquinhos - Renato foi deslocado para a lateral. Quase deu certo. No minuto seguinte, Diego Maurício, agora pela esquerda, foi ao fundo e centrou para Diogo, que bateu mas encontrou os pés de Prass, em boa saída do goleiro vascaíno. No rebote, Pet tentou encobrir de cabeça, mas Diogo salvou.

Dedé é expulso, Fla empata

Aos 19 minutos, num jogo até então sem cartões amarelos, um lance que gerou discussão: Willians e Dedé entraram duro numa dividida. Só que o zagueiro do Vasco entrou de sola e acertou o tornozelo do camisa 8. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca aplicou-lhe o cartão vermelho. O time do Vasco, além do técnico PC Gusmão, reclamou muito da marcação.

Logo em seguida, o treinador vascaíno trocou Zé Roberto, que vinha bem, por Jadson. Com um jogador a mais, o Flamengo se lançou ao ataque e quase empatou numa jogada individual de Diego Maurício, pela direita. O camisa 49 arrancou e bateu cruzado, para grande defesa de Fernando Prass.

PC Gusmão resolveu botar o garoto Fellipe Bastos, poupado com virose, no lugar de Felipe, já cansado e nervoso desde a expulsão de Dedé. Era necessário lançar alguém para servir Eder Luis, obrigado a recuar, e Nunes, naquele momento isolado na frente. Mas o time, muito recuado, dava campo ao Flamengo, que, apesar de lento na troca de passes, chegou ao empate aos 35 minutos. Em jogada pela esquerda, Marquinhos centrou para Renato Abreu tocar de cabeça, de costas para o gol, à esquerda de Fernando Prass, sem defesa.

O técnico vascaíno perdeu a cabeça e acabou expulso pela terceira vez na competição. Diego Maurício quase fez o gol da vitória no fim - Fernando Prass salvou e se contundiu, quase sendo substituído. O empate era mais merecido num clássico em que não houve superioridade gritante de nenhuma das equipes.

VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Zé Roberto (Jadson) e Felipe (Fellipe Bastos); Eder Luis e Nunes (Renato Augusto) Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Welinton e Juan (Marquinhos); Maldonado, Willians, Kleberson (Petkovic) e Renato; Deivid (Diogo) e Diego Maurício
Técnico: PC Gusmão Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: no primeiro tempo, Cesinha, aos 26 minutos. No segundo tempo, Renato Abreu, aos 35
Cartões amarelos: Felipe e Eder Luis (Vasco) e Marquinhos e Renato Abreu (Flamengo) Cartão vermelho: Dedé (Vasco)
Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Ediney Mascarenhas (RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). Renda: 575.820,00. Público: 21.519 pagantes
 

 

A festa estava armada para o Rei ser homenageado. "Parabéns pra você" antes do jogo, camisa 70 para Neymar homenagea-lo e faixas com o seu rosto enfeitavam a Vila Belmiro neste domingo. Mas a noite não foi do Santos, vaiado pelos seus fãs. E Pelé, que não foi ao jogo, recebeu o pior presente no dia posterior ao seu aniversário. De grego. Do lanterna Grêmio Prudente, que não se importou com o clima festivo e fez 3 a 2 no time da casa - e de virada.

Wesley, autor de dois gols do time prudentino, fez o que quis da defesa santista na segunda etapa do jogo. Enquanto o Alvinegro abusava das falhas, ele se fazia, provocando a ira da torcida santista. Tudo no segundo tempo, em 17 minutos.

Com a derrota, o Santos se distancia da briga pelo título do Brasileiro e do sonho da Tríplice Coroa - é o quarto colocado, com 48 pontos, seis a menos que o líder Fluminense. Faltam sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. Já o Grêmio Prudente segue na lanterna do Nacional, mas agora com 24 pontos.

No próximo sábado, às 16h, o Santos enfrenta o Internacional, no Beira-Rio. No mesmo dia, mas às 18h30, o Grêmio Prudente recebe o Cruzeiro, no Prudentão.

A volta do soco no ar

A expectativa era de goleada, como nos tempos em que o soco no ar era visto com frequência nas comemorações, entre os anos 50 e meados dos anos 70. Mas o Santos demorou a engrenar na primeira etapa. Nos primeiros minutos de jogo foi o Grêmio Prudente, lanterna do Brasileiro, quem viu o goleiro Rafael mais de perto. Aproveitando os erros de passes do Peixe, a dupla Wesley e Wilian só não marcou porque não foi bem na pontaria. Foram oito chutes durante o tempo inicial, mas apenas 25% levaram algum perigo à meta alvinegra.

Com Keirrison ainda sem ritmo, o Peixe apostava no entrosamento de Neymar e Wesley. E, com eles, o Peixe passou a dominar a partida gradativamente. Até chegar ao primeiro gol, aos 19 minutos. Depois de boa jogada tramada pela dupla, Danilo cruzou e o camisa 9 aproveitou para fazer 1 a 0. Na comemoração, o maior atleta da história do Alvinegro. Alan Patrick, Zé Eduardo, Neymar e Keirrison formaram a quadra que deu um soco no ar para lembrar Pelé, que não esteve na Vila Belmiro.

Aos 36, o Santos ampliou a conta. Alan Patrick cobrou falta, Zé Eduardo desviou e Durval completou para o fundo das redes de Giovani, que nada pôde fazer para evitar os 2 a 0. Mas a torcida santista comemorou mais três vezes, mesmo sem ver os gols. Cada vez que o sistema de som anunciava um gol de Obina para o Atlético-MG, as arquibancadas vibravam pela queda do Cruzeiro, rival na briga pelo título. Em campo, o Peixe fazia fintas e trocava belos passes para enfeitar ainda mais o presente de Pelé.

Pane Alvinegra

Nem parecia o Santos das belas jogadas, dos dribles desconcertantes e dos gols. A pane tomou conta do Peixe na segunda etapa. E o que parecia improvável aconteceu na Vila Belmiro. Em 17 minutos, o Grêmio Prudente, último colocado do Campeonato Brasileiro, virou a partida. Três gols, dois do atacante Wesley, que fazia o que queria da dupla Durval e Edu Dracena.

Logo no primeiro minuto, o camisa 11 zombou da defesa alvinegra e aproveitou uma falha de Léo para descontar. Depois, aos 9 minutos, o empate em cobrança de pênalti de Gilmar. A infração foi marcada depois que Danilo errou um passe e obrigou Edu Dracena a apelar, fazendo falta em Wilian. Aos 17, o golpe final. O Prudente avançou em velocidade, Rhayner bate errado, mas Wesley consegue virar o jogo em 3 a 2 para os visitantes.

O Prudente debochava do time de Pelé. Fazia o que queria da defesa santista. E deixava enfurecida a torcida alvinegra, que esmurrava os vibros de proteção das arquibancadas. Não adiantava nem mesmo o sistema de som anunciar a vitória elastica do Galo sobre o Cruzeiro. A torcida que no início se preparava para comemorar uma vitória um dia após o aniversário do Rei estava irada. Profundamente irritada com a postura do time de Martelotte.

A situação só começou a mudar depois que o Prudente teve dois jogadores expulsos em menos de cinco minutos. O primeiro a sair foi Leonardo, depois de falta dura em Zé Eduardo. Em seguida, o atacante santista sofreu pênalti, obrigando a arbitragem a mandar Flávio mais cedo para o chuveiro. Até o improvável aparecer novamente na Vila Belmiro.

Carregando nas costas o número 70, Neymar se preparou para a cobrança. Mas a camisa parecia ter pesado para o garoto prodígio do Santos. E ele errou. Acertou o travessão superior de Giovani, que comemorou muito. Era o fim da festa sem graça para Pelé.

 

A festa estava armada para o Rei ser homenageado. "Parabéns pra você" antes do jogo, camisa 70 para Neymar homenagea-lo e faixas com o seu rosto enfeitavam a Vila Belmiro neste domingo. Mas a noite não foi do Santos, vaiado pelos seus fãs. E Pelé, que não foi ao jogo, recebeu o pior presente no dia posterior ao seu aniversário. De grego. Do lanterna Grêmio Prudente, que não se importou com o clima festivo e fez 3 a 2 no time da casa - e de virada.

Wesley, autor de dois gols do time prudentino, fez o que quis da defesa santista na segunda etapa do jogo. Enquanto o Alvinegro abusava das falhas, ele se fazia, provocando a ira da torcida santista. Tudo no segundo tempo, em 17 minutos.

Com a derrota, o Santos se distancia da briga pelo título do Brasileiro e do sonho da Tríplice Coroa - é o quarto colocado, com 48 pontos, seis a menos que o líder Fluminense. Faltam sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. Já o Grêmio Prudente segue na lanterna do Nacional, mas agora com 24 pontos.

No próximo sábado, às 16h, o Santos enfrenta o Internacional, no Beira-Rio. No mesmo dia, mas às 18h30, o Grêmio Prudente recebe o Cruzeiro, no Prudentão.

A volta do soco no ar

A expectativa era de goleada, como nos tempos em que o soco no ar era visto com frequência nas comemorações, entre os anos 50 e meados dos anos 70. Mas o Santos demorou a engrenar na primeira etapa. Nos primeiros minutos de jogo foi o Grêmio Prudente, lanterna do Brasileiro, quem viu o goleiro Rafael mais de perto. Aproveitando os erros de passes do Peixe, a dupla Wesley e Wilian só não marcou porque não foi bem na pontaria. Foram oito chutes durante o tempo inicial, mas apenas 25% levaram algum perigo à meta alvinegra.

Com Keirrison ainda sem ritmo, o Peixe apostava no entrosamento de Neymar e Wesley. E, com eles, o Peixe passou a dominar a partida gradativamente. Até chegar ao primeiro gol, aos 19 minutos. Depois de boa jogada tramada pela dupla, Danilo cruzou e o camisa 9 aproveitou para fazer 1 a 0. Na comemoração, o maior atleta da história do Alvinegro. Alan Patrick, Zé Eduardo, Neymar e Keirrison formaram a quadra que deu um soco no ar para lembrar Pelé, que não esteve na Vila Belmiro.

Aos 36, o Santos ampliou a conta. Alan Patrick cobrou falta, Zé Eduardo desviou e Durval completou para o fundo das redes de Giovani, que nada pôde fazer para evitar os 2 a 0. Mas a torcida santista comemorou mais três vezes, mesmo sem ver os gols. Cada vez que o sistema de som anunciava um gol de Obina para o Atlético-MG, as arquibancadas vibravam pela queda do Cruzeiro, rival na briga pelo título. Em campo, o Peixe fazia fintas e trocava belos passes para enfeitar ainda mais o presente de Pelé.

Pane Alvinegra

Nem parecia o Santos das belas jogadas, dos dribles desconcertantes e dos gols. A pane tomou conta do Peixe na segunda etapa. E o que parecia improvável aconteceu na Vila Belmiro. Em 17 minutos, o Grêmio Prudente, último colocado do Campeonato Brasileiro, virou a partida. Três gols, dois do atacante Wesley, que fazia o que queria da dupla Durval e Edu Dracena.

Logo no primeiro minuto, o camisa 11 zombou da defesa alvinegra e aproveitou uma falha de Léo para descontar. Depois, aos 9 minutos, o empate em cobrança de pênalti de Gilmar. A infração foi marcada depois que Danilo errou um passe e obrigou Edu Dracena a apelar, fazendo falta em Wilian. Aos 17, o golpe final. O Prudente avançou em velocidade, Rhayner bate errado, mas Wesley consegue virar o jogo em 3 a 2 para os visitantes.

O Prudente debochava do time de Pelé. Fazia o que queria da defesa santista. E deixava enfurecida a torcida alvinegra, que esmurrava os vibros de proteção das arquibancadas. Não adiantava nem mesmo o sistema de som anunciar a vitória elastica do Galo sobre o Cruzeiro. A torcida que no início se preparava para comemorar uma vitória um dia após o aniversário do Rei estava irada. Profundamente irritada com a postura do time de Martelotte.

A situação só começou a mudar depois que o Prudente teve dois jogadores expulsos em menos de cinco minutos. O primeiro a sair foi Leonardo, depois de falta dura em Zé Eduardo. Em seguida, o atacante santista sofreu pênalti, obrigando a arbitragem a mandar Flávio mais cedo para o chuveiro. Até o improvável aparecer novamente na Vila Belmiro.

Carregando nas costas o número 70, Neymar se preparou para a cobrança. Mas a camisa parecia ter pesado para o garoto prodígio do Santos. E ele errou. Acertou o travessão superior de Giovani, que comemorou muito. Era o fim da festa sem graça para Pelé.

 

São Paulo - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu hoje (24) tranquilidade em relação à proliferação da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KCP). “A população fique tranquila porque essa é uma situação que acontece apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados”, disse ele após participar de encontro na capital paulista sobre a definição de diretrizes para minimizar o risco cardíaco em pacientes em tratamento contra o câncer.

Segundo o ministro, com a adoção de medidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “a situação vai ficar sob controle”. Entre as ações da agência, ele destacou a norma que determina a retenção da receita médica na compra de antibióticos. “[Isso] vai impedir muito o que hoje é um problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado”, garantiu.

Além disso, o ministro lembrou a importância de procedimentos simples de higiene, como lavar as mãos, que diminuem muito o risco de contágio pela bactéria. “Isso serve para os profissionais de saúde e também para os visitantes ao entrar e ao sair [de um hospital]”.

Temporão destacou ainda que outro ponto fundamental no combate à bactéria é o cuidado no registros dos casos, para melhorar o embasamento de pesquisas sobre o assunto.
 

Rio de Janeiro - A organização não governamental Viva Rio, com sede no Rio de Janeiro, está recebendo doações para ajudar a conter a epidemia de cólera no Haiti. Mais de 200 pessoas já morreram em decorrência do surto da doença no país e 2.674 estão sob suspeita de infecção.

Entre os itens que estão sendo solicitados com maior urgência estão água potável, sais e soro de hidratação, hidroclorito de sódio 2-25 (pastilhas de cloro), iodo, sabão e sabonete líquidos, álcool gel e filtros de água de plástico com vela. As doações estão sendo recolhidas diariamente, das 9h às 17h, na Rua do Russell, 76, Glória, Rio de Janeiro.

A instituição atua no Haiti desde 2004 e em 2007 começou a desenvolver ações também no bairro de Bel Air, considerado um dos mais violentos da capital do país, Porto Príncipe.

O Haiti foi atingido no início deste ano por um terremoto que deixou mais de 250 mil mortos e 1,5 milhão de pessoas sem teto. Até hoje, milhares vivem nos acampamentos, sem saneamento básico e com acesso limitado à água potável. Uma das hipóteses é que o surto de cólera foi provocado pelo consumo de água contaminada do Rio Artibonite.

 


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