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AE

Reservas somam 14 trilhões de metros cúbicos de gás; em visita à Teerã, Hugo Chavéz assinou 11 acordos na área de energia

A estatal venezuelana de petróleo PDVSA planeja investir R$1,3 bilhão (US$ 780 milhões) em um projeto para desenvolver o campo de gás natural South Pars, no Irã. O chefe do projeto, Hamid Akbari, disse neste domingo que um acordo foi assinado recentemente entre os dois países para que o investimento seja feito na fase 12 de South Pars, segundo a agência de notícias Shana, do Ministério do Petróleo iraniano. O acordo entrará em vigor em três meses, afirmou Akbari.

O campo de South Pars, que o Irã compartilha com o Catar, será desenvolvido em 28 fases e possui reservas em torno de 14 trilhões de metros cúbicos de gás. Na semana passada, Irã e Venezuela assinaram 11 acordos de cooperação na área de energia durante visita a Teerã do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Também foram assinados acordos para a criação de joint ventures no transporte marítimo de petróleo e produção de petroquímicos.

As relações entre Irã e Venezuela se fortaleceram na administração do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, principalmente depois de Chávez defender abertamente o programa nuclear de Teerã. As informações são da Dow Jones.

AE

SGX, que controla a bolsa de Cingapura, vai contratar empréstimo de R$5,95 bilhões para financiar aquisição

A Bolsa de Valores de Cingapura, ou SGX, fará às 20h (horário de Brasília) deste domingo uma oferta de US$ 8,2 bilhões por todas as ações da ASX Ltd., controladora da bolsa australiana, segundo duas fontes que acompanham as negociações. A SGX vai oferecer R$ 79,95 (48 dólares australianos) por cada ação da ASX, afirmou uma das fontes.

A expectativa inicial era de que a oferta fosse de 6 bilhões de dólares australianos (cerca de R$ 10 bilhões), mas foi necessário um "grande ágio" para que o negócio se tornasse mais atraente, disse outra fonte. A SGX vai tomar um empréstimo-ponte de até US$ 3,5 bilhões (R$ 5,95 bilhões) para financiar a aquisição. As informações são da Dow Jones.

Reuters

Fabricante americana em parceria com empresa saudita vai investir US$ 10,8 bilhões e explorar o menor custo de produção do mundo

A Alcoa Inc, maior produtora de alumínio dos Estados Unidos, plantou a sua marca no Oriente Médio neste domingo, iniciando a construção de um complexo integrado de fundição e laminação na Arábia Saudita de US$ 10,8 bilhões.

"Este projeto, e a futura expansão, será o primeiro na região, e o de menor custo do mundo, um complexo de alumínio totalmente integrado. Ele está pronto para preencher uma quota significativa do crescimento da demanda global de alumínio nos próximos anos", disse Ken Wisnoski, presidente de Crescimento Global de Produtos Primários da Alcoa, à Reuters, em uma entrevista.

Wisnoski comparou o projeto - uma joint venture com a mineradora da Arábia Saudita Maaden em Raz Az Zawr, no Golfo Pérsico - à cidade saudita de Jubail, o maior complexo industrial desse tipo no mundo, com fábricas petroquímica e de fertilizantes, trabalhos de siderurgia, um porto industrial e uma série de indústrias de apoio.

"Os sauditas têm feito isso antes e isso tem sido muito bem-sucedido", disse Wisnoski.

iG São Paulo

Oportunidades são para Ribeirão Preto, Bauru e Grande São Paulo

O Grupo Pão de Açúcar está com 680 vagas abertas para atuação na operação logística, em São Paulo, e para trabalhar nas unidades do Assai, em Ribeirão Preto e em Bauru.

Do total de vagas, 300 são para o centro logístico, sendo 150 de conferentes e 150 de operador de empilhadeira. Entre os benefícios estão seguro de vida, convênio médico e odontológico. É desejável que os candidatos residam próximo à região do Km 20 da Rodovia Raposo Tavares.

Os requisitos para conferentes são Ensino Médio completo e experiência na área. Os operadores de empilhadeira também devem ter Ensino Médio completo, além de curso de operador de empilhadeira, carteira de motorista atualizada e experiência comprovada.

Os interessados devem comparecer com carteira profissional, CPF, RG, comprovante de escolaridade e currículo a partir de segunda-feira (25) até o dia 10 de novembro às segunda, terças e quartas-feiras, às 7h30 na Rodovia Raposo Tavares, Km 20 ? (próximo ao Rodoanel e Vila Olímpica Mario Covas).

Vagas no interior

O processo seletivo para as 190 oportunidades de empregos, na nova unidade da Assai de Ribeirão Preto, e para as outras 190 vagas, em Bauru, acontece na segunda e terça-feira, às 9 ou às 14 horas. Os candidatos devem levar carteira profissional, RG, CPF, currículo e comprovante de escolaridade. Serão entregues cem senhas por período.

Em Ribeirão Preto a seleção será no Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto (Rua XI de Agosto, 361 ? Campos Elíseos). Em Bauru os candidatos devem comparecer ao Pão de Açúcar Estoril (Rua Azarias Leite, 19-40).

Os benefícios são seguro de vida, convênio médico e odontológico, entre outros. Os requisitos são facilidade de acesso à loja e disponibilidade de horário, além das demais especificações:

Gerente de setor e gerente e subgerente de área de produtos perecíveis e mercearia: Ensino Médio completo, experiência de seis meses em cargos de liderança.

Operador de loja pleno: Ensino Médio completo. Desejável vivência de seis meses na função de caixa ou na área de atendimento.

Operador de empilhadeira: Ensino Médio completo, curso específico da área e desejável ter experiência.

Fiscal de prevenção: Ensino Médio completo e é desejável vivência de seis meses na área.

Auxiliar de perecíveis: Ensino Médio completo.

Empacotador, operador de loja júnior: Ensino Fundamental Completo ou cursando o Ensino Médio.

Padeiro e açougueiro: Experiência de seis meses na área.

Para Bauru há ainda vagas de:

Cartazista e locutor: Ensino Médio completo e desejável vivência anterior de seis meses na função.

The New York Times

De improviso, economista Austan Goolsbee destrincha temas complexos e ganha a aprovação do chefe, Barack Obama

Mesmo para os padrões pouco glamourosos da cidade de Washington, Austan Goolsbee parece um candidato improvável a estrela de vídeo da web. Mas Goolsbee, um jovem e sério economista que, ocasionalmente, se faz passar por comediante e foi nomeado no mês passado para liderar o Conselho de Economistas da Casa Branca, corajosamente aceitou ser o centro das atenções.

Armado com uma caneta e uma lousa branca, Goolsbee se tornou o garoto propaganda de uma série de vídeos para a web que a Casa Branca está usando para transmitir a mensagem do presidente sobre sua política econômica.

Os vídeos, de qualidade ?feito em casa?, têm sido objeto de especulações na internet, especialmente depois que o primeiro ? a respeito do debate sobre a prorrogação do corte de impostos da era Bush ? foi destaque na semana passada no ?The Colbert Report? no canal Comedy Central.

No segundo vídeo, um segmento de quatro minutos publicado no blog da Casa Branca na terça-feira, Goolsbee está diante de um gráfico feito à mão que mostra as perdas e ganhos de empregos do setor privado desde setembro de 2007. Ele usa o gráfico em forma de V para salientar que a queda livre da economia foi transformada em uma recuperação, mesmo que os resultados ainda sejam insatisfatórios.

?Obviamente, os tempos estão difíceis e, obviamente, precisamos fazer mais, mas este é um buraco grande do qual temos que sair, o maior desde 1929?, disse Goolsbee. (O desemprego, agora em 9,6%, na verdade chegou a um ponto mais alto, 10,8%, em 1982, mas a recente recessão foi o seu período mais longo desde a Grande Depressão).

Os vídeos foram ideia de Macon Phillips e Jesse Lee, dois jovens assessores da Casa Branca que trabalham em mídias online. Goolsbee, que frequentemente aparecia em nome do presidente Barack Obama durante sua campanha de 2008, disse que aceitou a proposta por causa de seu grande apreço por eles.

No primeiro vídeo, Goolsbee promete ?simplificar?, com um sotaque que revela sua origem em Waco, Texas. Professor licenciado da Escola de Aministração Booth, da Universidade de Chicago, Goolsbee, de 41 anos, aconselhou Obama desde a sua disputa para o Senado dos Estados Unidos em 2004. Em uma entrevista na terça-feira Goolsbee disse que trabalhar nos vídeos da web ? e participar de chats online com o público, como fez nesta terça-feira no site CNNMoney.com ? é mais fácil do que ensinar seus alunos de MBA em Chicago.

?Os estudantes de negócios fazem muitas perguntas e têm um ceticismo saudável, então eu acho que você aprende a produzir evidências e chegar ao ponto?, disse.

Sem roteiro

A série de vídeos é intitulada "Casa Branca White Board" (Lousa Branca da Casa Branca, em tradução livre). Os vídeos não têm roteiro; Goolsbee fala de improviso, fazendo várias tomadas para cada segmento.

Obama gostou do primeiro vídeo, segundo Reggie Love, assistente pessoal de Obama, e Rahm Emanuel, chefe de gabinete, disseram a Goolsbee. ?Depois do primeiro, Rahm disse: ?Nós devemos fazer mais coisas como assim??, contou Goolsbee.

Um artigo no site do jornal The Atlantic observou elogios para o desempenho Goolsbee de jornalistas de veículos como Politico, The Wall Street Journal, The Economist e outros. Mas os vídeos ainda precisam de muito para se tornarem virais.

O primeiro, em que Goolsbee argumentou contra a extensão dos cortes de impostos da era Bush para os americanos mais ricos, como os republicanos querem, atraiu cerca de 75 mil visualizações no site da Casa Branca e cerca de 47 mil no YouTube - um número muito modesto para os padrões da web.

Reuters

Maior empresa de açúcar e álcool apura receita líquida de R$ 4,7 bilhões

A Cosan encerrou o segundo trimestre do exercício social 2011 com receita líquida de R$ 4,7 bilhões, crescimento de 32,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre correspondente do ano passado, a receita do grupo sucroalcooleiro havia sido de R$ 3,6 bilhões, de acordo com comunicado da empresa.

A receita líquida no açúcar, segundo a prévia divulgada neste sábado, atingiu R$ 1,1 bilhão no trimestre, com aumento de 42,7% em relação ao mesmo intervalo da safra passada.

O crescimento da receita foi ocasionado por um aumento do volume comercializado e também dos preços do açúcar. O volume vendido subiu a 1.372,4 mil toneladas, ante 1.101,1 mil toneladas no mesmo período do ano anterior, e o preço médio da tonelada avançou a R$ 806,6, ante R$ 704,4.

No etanol, a receita líquida foi de R$ 532,4 milhões, 62,4% a mais que no período anterior. O volume vendido cresceu a 639,3 milhões de litros, ante 450,7 milhões, e o preço médio subiu a R$ 832,8 por mil litros de combustível, ante R$ 727,3 um ano antes.

O faturamento da divisão de distribuição de combustíveis foi de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre do exercício fiscal 2011, 25,8% a mais que no ano anterior.

Em lubrificantes, as vendas representaram R$ 204,6 milhões no período, alta de 19,7% ante o ano anterior.

A Cosan divulga os resultados do segundo trimestre fiscal em 10 de novembro, após o fechamento do mercado.

Reuters

De olho no Brasil, Continental fará investimentos de 500 milhões de euros

A alemã Continental planeja investir mais de 500 milhões de euros (o equivalente a US$ 696 milhões) em novas unidades de fabricação de pneus, disse o diretor-executivo da empresa em entrevista a uma revista alemã.

"Deveríamos ter investido mais em pneus nos últimos cinco anos, e estamos correndo atrás disso agora", afirmou Elmar Degenhart à revista Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, que sai neste domingo.

"Estamos dobrando nossa capacidade no Brasil, e vamos começar na China no ano que vem. Também estamos discutindo uma cooperação na Índia e estamos estudando nossa produção na Rússia", acrescentou.

AE

A entrada em vigor do acordo da Basileia 3 poderá afetar diretamente a capacidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos demais bancos de garantir linhas de crédito para exportação de produtos de alto valor agregado

A entrada em vigor do acordo da Basileia 3 poderá afetar diretamente a capacidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos demais bancos de garantir linhas de crédito para exportação de produtos de alto valor agregado. O alerta foi feito ontem pela superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciene Ferreira Machado, que representou o banco em um encontro a portas fechadas em Genebra.

A instituição foi uma das poucas convidadas a participar de um encontro em Genebra com os maiores bancos do mundo, exatamente para tratar da questão do financiamento ao comércio. Só o BNDES, que terá de seguir as regras do acordo da Basileia 3, calcula que precisaria manter reservas imobilizadas de no mínimo US$ 400 milhões por ano para cumprir as novas exigências da regulamentação, apenas para manter suas atuais operações. O valor do capital imobilizado, porém, poderia eventualmente chegar a US$ 4 bilhão, dependendo ainda das negociações internacionais e de como cada país adotará as regras.

"A preocupação dos bancos é muito grande", disse Luciene que representou o BNDES no evento. Além do banco brasileiro, estavam no encontro o Citibank, JPMorgan, Commerzbank, HSBC, BNP, Royal Bank of Scotland e outros gigantes. Para esses bancos, a nova regulamentação ameaça encarecer as operações de comércio exterior.

Impacto

O problema, segundo o BNDES, é que o acordo tem o potencial de afetar o comércio. Linhas de crédito foram equiparadas às operações com derivativos, o que significa que os bancos deverão ter em caixa o equivalente a pelo menos 10% dos empréstimos às exportações.

"No caso do BNDES, nossas operações com comércio exterior variam de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões", disse Luciene, referindo-se ao Fundo de Garantia ao Exportador. Se a exigência mínima for estabelecida, seria necessário encontrar até US$ 400 milhões em reservas para cobrir os empréstimos.

Pelo acordo, a exigência poderia variar entre 10% e 100% do valor do empréstimo para exportações, algo que ainda está em negociação e que cada governo nacional adotará de uma forma. Na prática, se agências reguladoras têm o direito de exigir até 100%, só o BNDES teria de cobrir suas transações em US$ 4 bilhões em capital imobilizado.

Os bancos internacionais têm avaliação semelhante à do BNDES em relação ao acordo da Basileia 3. Alegam que créditos a exportação não podem ser tratados dessa forma, já que os riscos que representam são mínimos. Recente estudo elaborado por grupos asiáticos apontou que apenas 0,002% dos contratos de créditos de exportação resultam em inadimplência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

Operação, que tenta preservar "atributos franceses" da empresa adquirida, é avaliada em US$ 2 bilhões

A LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton, grupo francês de produtos de luxo, disse neste sábado que comprou 15 milhões ações da Hermès International, que representam uma fatia de 14,2% do capital acionário da companhia.

O comunicado sobre a operação não informa o valor da transação, mas o negócio é avaliado no mercado em US$ 2 bilhões. A LVMH disse que "apoia totalmente a estratégia" que a Hermès tem implementado e que não tem a intenção de fazer uma oferta de compra, de adquirir o controle da Hermès e nem de tentar uma representação no conselho.

A Louis Vuitton, controlada por Bernard Arnault, o homem mais rico da França, disse que seu objetivo é tornar-se uma acionista de longo prazo da Hermès e "contribuir para a preservação da família e atributos franceses que estão no coração do sucesso global" da companhia. As informações são da Dow Jones.

(com agências)

AE

Em encontro na Coreia do Sul, países europeus concordaram em ceder duas de suas oito cadeiras no conselho do Fundo

O G-20, grupo que reúne países industrializados e os principais emergentes do mundo, concordou com uma reforma histórica do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn. "Seremos um quadro totalmente legítimo", disse ele. "Isso representa a maior reforma já feita na governança da instituição".

Os países europeus concordaram em ceder duas de suas oito cadeiras no conselho do Fundo que, em vez ter seus membros apontados, será inteiramente eleito. A reforma tem como objetivo atualizar a estrutura anacrônica que baseava-se no equilíbrio de forças após a II Guerra Mundial e dá aos países emergentes uma representação mais proporcional na instituição, com mais voz e poder de voto.

O conselho do FMI vai se reunir nas próximas semanas para ratificar a decisão. Vai levar cerca de um ano para que os europeus decidam quais de seus menores países cederão as cadeiras. EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Brasil, Rússia, Índia e China manterão seus assentos como maiores acionistas.

O presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que seu país apoia a reforma de cotas no FMI, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias Xinhua. Zhou afirmou ainda que, como maior país em desenvolvimento, a China tem de ganhar mais representação no Fundo.

Separadamente, o ministro de Finanças da China, Xie Xuren, exortou os principais países com moedas de reserva a adotar políticas econômicas responsáveis e manter suas taxas de câmbio relativamente estáveis para reduzir o efeito prejudicial de contágio de suas políticas monetárias. Ele acrescentou que a China continuará impulsionando o consumo doméstico como parte de seus esforços para reequilibrar a economia nos próximos cinco anos.

Já o ministro de Finanças da Índia, Pranab Mukerjee, disse que a credibilidade do FMI foi "corrigida, (ainda que) não totalmente, mas substancialmente" com a reforma acordada na reunião do G-20. A Índia, segundo ele, queria "um pouco mais", mas acredita que "o que foi obtido é significativo". As informações são da Dow Jones.

EFE

União Europeia decidiu ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo

Os ministros de Finanças do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) chegaram neste sábado a um acordo para a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que outorgará mais poder de decisão aos países emergentes.

Na reunião do grupo na cidade sul-coreana de Gyeongju, que contou com a presença do diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a União Europeia decidiu ceder dois dos nove assentos a que tem direito no diretório do organismo, composto por 24 membros.

Ainda não há definição, no entanto, de como serão distribuídas essas duas cadeiras. Há um ano o G20 acordou em transferir 5% dos direitos de voto no órgão de decisão do FMI às nações emergentes.

Roberta Gonçalves, iG São Paulo

Falta de iniciativa dos profissionais e experiência inadequada são os pontos mais críticos

Foto: SXC

Os gestores estão com dificuldades no recrutamento de profissionais. Essa é a conclusão do estudo conduzido pelo Quorum Brasil Informação e Estratégia, especializada em pesquisa de mercado. De acordo com o levantamento, feito com empresários e altos executivos brasileiros, a dificuldade na contratação aumenta nos níveis hierárquicos mais elevados.

A pesquisa aponta que o ponto mais crítico é a falta de iniciativa dos profissionais, citada por 31% dos entrevistados, seguida da experiência e formação inadequada para o cargo, apontada por 25% e 18,8% dos executivos, respectivamente. ?A falta de iniciativa é destacada não apenas na entrevista, mas também é vista na qualificação inadequada, o que indica que o profissional não investiu como deveria na capacitação?, afirma William Horstmann, diretor da Quorum.

Entre os maiores desafios na contratação, ainda aparecem a formação inadequada para a área de atuação da empresa, mencionada por 14% dos entrevistados, a postura do profissional (7%) e o desconhecimento do idioma (3,4%). ?Ao contrário do que possa parecer em um primeiro momento, o conhecimento de outras línguas é importante. Na verdade, os executivos afirmam que para os cargos que demandam idiomas, a maioria dos candidatos atende a esse requisito, por isso esse não é um ponto problemático?, explica Horstmann.

O que atrai os profissionais

De acordo com a pesquisa, para 37% dos gestores, o funcionários acreditam que um bom emprego está relacionado à expectativa de crescimento. Salários e benefícios atraentes aparecem em segundo lugar, apontados por 26,5% dos gestores. O ambiente de trabalho e o fato de atuar em uma empresa de grande porte são citados por 18% e 10%, respectivamente.

Quando o assunto são as razões que levam o funcionário a deixar a empresa o quadro muda significativamente. Apenas 7,2% dos executivos atribuem a saída do profissional à falta de expectativa de crescimento, enquanto para 27,5% deles os motivos é o ambiente inadequado e para 22% é a falta de treinamento para adaptação.

Os benefícios inadequados, citado por 18% dos gestores, o assédio dos concorrentes (16%) e os salários (12%) também motivam a saída dos profissionais, na visão dos gestores. ?Algumas empresas já olham esses indicadores com mais cuidados, buscando aprimorar. Outras ainda não atentaram para a questão. Ainda não há uma ação homogênea para tratar esses pontos?, diz o diretor da Quorum.

Melhores oportunidades

Na visão dos executivos os melhores empregos estão nos segmentos de serviços (21%), indústria (17,5%), construção civil (15%) e energia (14,4%). Segundo a pesquisa, "o fato de o setor da construção civil ocupar o significativo 3° lugar mostra que a área, que sempre esteve relacionada a empregos de menor qualidade, além de estar em alta começa a ser associada à qualidade do emprego".


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