Cinthia Acayaba, iG São Paulo A candidata petista à presidência Dilma Rousseff realizou neste sábado pela manhã carreata ao lado do presidente Lula, em Diadema (SP). Cerca de 20 minutos depois de percorrer poucas ruas do município da Grande São Paulo, militantes petistas que acompanhavam o jipe da campanha foram surpreendidos por uma carreata do candidato José Serra (PSDB) próxima à Praça da Moça, localizada na Avenida Alba. O animador do carro de som que comandava a carreata petista pediu serenidade aos militantes para que não houvesse confronto e "não desse imprensa?. O episódio ocorre depois que militantes do PT entraram em confronto com militantes tucanos durante caminhada de Serra no Rio de Janeiro. Na ocasião, o candidato tucano chegou a ser alvejado na cabeça por objetos e chegou a ir ao hospital para fazer exames. Apesar do clima de tensão, nenhum incidente foi registrado. Os apoiadores petistas chegaram a fazer um cordão de isolamento ao lado da Companhia de Trânsito de Diadema e da Polícia Militar para que a carreta de Serra, que somava um carro de som e 20 carros, passasse sem problemas. Dilma encerrou a carreata rapidamente e não falou com a imprensa. Lula, ao ser chamado por militantes que queriam vê-lo de perto, acabou sendo questionado sobre matéria da revista Veja de hoje, que traz uma matéria sobre o envolvimento de Dilma em pedidos de dossiês, e apenas afirmou: ?Não vi a Veja nem de hoje e nem de ontem?. Presente no evento, o deputado federal José Genuíno, que caminhava à parte da carreata, diz desconhecer o conteúdo da revista. ?Isso aí não interfere mais não (em relação à matéria da revista) e campanha se faz nas ruas?. Questionado se a eleição estava ganha, ele voltou a dizer que "deve continuar a fazer campanha na rua independente do que for publicado". A carreata, que teve início às 10h30, tinha o primeiro jipe com Dilma acompanhada de Lula, Dona Marisa Letícia, a senadora eleita Marta Suplicy, Aloísio Mercadante e lideranças de Diadema. No segundo jipe estavam, entre outros, José Eduardo Cardoso e o senador Eduardo Suplicy. A postulante petista ganhou um chapéu de uma militante que estava na rua.
23/10/2010 12:13 PM
Agência Estado O clima de acirramento entre as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) tende a aumentar com a previsão de agendas coincidentes em Minas Gerais, no dia 30, próximo sábado, nos últimos atos da corrida presidencial. Segundo maior colégio eleitoral, Minas tornou-se território altamente disputado no qual tucanos aspiram a uma virada.
A intenção do PSDB é colar ainda mais José Serra no ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que tem alta popularidade no Estado. Na reta final, a campanha usará depoimentos de Aécio por telefone, pedindo votos para Serra. Haverá também gravações de telemarketing com mensagens pró-Serra do ex-presidente e senador eleito Itamar Franco (PPS) e de Antonio Anastasia. Falas dos três mineiros já começaram a aparecer nos programas eleitorais do tucano.
Na semana que vem, o presidenciável do PSDB dedicará pelo menos dois dias para viagens a Minas. A ideia é que o último evento da campanha seja uma caminhada em Belo Horizonte. Já os petistas cogitam a possibilidade de organizar, no mesmo dia, uma carreata silenciosa de Dilma Rousseff pelas ruas da capital mineira, já que se trata da terra natal da candidata.
Cientes de que será difícil aumentar o porcentual de votos no Nordeste, os coordenadores da campanha do tucano articulam os últimos atos da campanha nos principais colégios eleitorais, onde há possibilidade de aumentar a vantagem ou diminuir a dianteira da adversária. A semana final da campanha oposicionista à Presidência será focada no Sudeste do País, com viagens de Serra para o Rio e Minas, além de agendas em São Paulo, seu reduto eleitoral.
Marina
Em Minas o foco dos tucanos são os mais de 2 milhões de votos obtidos pela candidata derrotada Marina Silva (PV) - sem contar que ela venceu a disputa em Belo horizonte. Serra teve em Minas 3,3 milhões de votos no primeiro turno. Já Dilma teve cerca de 5 milhões de votos.
Por enquanto, a única cidade do Nordeste que constará da agenda do candidato tucano será Salvador. Na terça-feira, Serra participa de debate no SBT Nordeste - é possível que ele antes passe pelo Recife, o que ainda não está confirmado.
No caso dos petistas, a coordenação de campanha avalia que seria simbólico finalizar a disputa no Estado natal da candidata. No primeiro turno o último ato de campanha foi em São Bernardo do Campo, reduto da construção política do presidente Lula e da origem sindicalista do PT. Agora, avaliam, o fim da campanha precisa ter uma simbologia mais próxima a Dilma. Mas parte do PT ainda quer o ato final de campanha em São Paulo. A decisão será tomada segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
23/10/2010 11:33 AM
Agência Estado O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, disse ontem que a Justiça de Santo André já enviou carta precatória à Justiça do Distrito Federal, mas que ele ainda não foi citado. "Meu advogado está preparando minha defesa", disse Carvalho.
O homem de confiança do presidente Lula afirmou que já se manifestou sobre o caso publicamente várias vezes. "Já falei também por duas vezes a uma CPI e ao Ministério Público", disse. "Eu estou com a consciência absolutamente tranquila." Gilberto Carvalho foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos aberta no Senado em 2005.
O Estado procurou ontem o advogado do PT no caso, Luiz José Bueno de Aguiar. Deixou recado com a secretária, mas não houve resposta até o fechamento da edição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
23/10/2010 11:19 AM
Agência Estado Uma decisão da Justiça traz de volta um fantasma que acompanha o PT e transforma em réu o partido e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. O assessor e o PT viraram réus num processo em que são acusados de participarem de uma quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na prefeitura de Santo André para desviar R$ 5,3 milhões dos cofres públicos.O esquema é o precursor do mensalão do governo petista em Brasília.
Na última segunda-feira, a Justiça tomou uma decisão que abre de vez o processo contra os envolvidos. A juíza Ana Lúcia Xavier negou recursos protelatórios e confirmou despacho em que aceita denúncia contra Carvalho, o próprio partido, outras cinco pessoas e uma empresa. A juíza entendeu, no primeiro despacho, em 23 de julho deste ano, que há elementos suficientes para processá-los por terem, segundo a denúncia, montado um esquema de corrupção para abastecer o PT. "Há indícios bastantes que autorizam a apuração da verdade dos fatos por meio da ação de improbidade administrativa", disse.
O jornal O Estado de S.Paulo esteve no fórum de Santo André na quinta-feira para ler o processo e a decisão da última segunda-feira. A Justiça local já enviou para a comarca de Brasília a citação do chefe de gabinete de Lula para informá-lo de que virou réu. No documento, a Justiça pede que Carvalho receba o aviso em sua casa ou no "gabinete pessoal da Presidência da República". O Ministério Público quer que o petista e os demais acusados devolvam os recursos desviados e sejam condenados à perda dos direitos políticos por até dez anos.
A decisão judicial em acatar a denúncia foi celebrada ontem pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da região do ABC, responsáveis pela investigação. "Ao receber a denúncia, a Justiça reconhece que há indícios para que a ação corra de verdade. É um caminho importante para resgatarmos o dinheiro desviado", disse ao jornal O Estado de S.Paulo a promotora Eliana Vendramini. Ela destaca que a Justiça decidiu aceitar a denúncia depois de ouvir a defesa de todos os acusados nos últimos três anos.
De acordo com a ação, o assessor de Lula transportava a propina para o comando do PT quando era secretário de governo do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002. "Ele concorreu de qualquer maneira para a prática dos atos de improbidade administrativa na medida em que transportava o dinheiro (propina) arrecadado em Santo André para o Partido dos Trabalhadores", diz a denúncia aceita pela Justiça. Segundo a investigação, os recursos eram entregues ao então presidente do PT, José Dirceu.
Apontado pelo MP como mandante do crime contra Celso Daniel, o ex-segurança Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", é companheiro de Gilberto Carvalho na relação de réus. Somam-se ao grupo o ex-secretário de Transportes Klinger Luiz de Oliveira Souza, o empresário Ronan Maria Pinto, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
23/10/2010 11:11 AM
Matheus Pichonelli, enviado a Gravataí (RS) Em evento em Gravataí (RS) que encerrou uma maratona pela região metropolitana de Porto Alegre, nesta sexta-feira, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que os adversários do PT é quem deveriam ser considerados ?privatistas? porque usam, segundo ele, empresas estatais para ?fins privados?. No último discurso do dia, realizado no Centro de Tradições Gaúchas da cidade, o tucano subiu o tom das críticas e fez referência ao diretor da Eletrobras Valtear Cardeal, espécie de braço direito da ex-ministra Dilma Rousseff no setor energético. Ele é suspeito de ligação em um empréstimo fraudulento junto a um banco alemão e de atuar contra uma investigação da CGU (Controladoria-Geral da União) sobre tráfico de influência na estatal. "Nunca botei braço direito meu fazendo maracutaia no governo. E são vários braços direitos [no governo federal], inclusive um gaúcho. Como é que chama? Cardeal. Fazendo os maiores negócios", discursou Serra, que disse ainda jamais ter feito ?compadrio? em suas administrações. Assim como havia feito num encontro anterior, em Canoas (RS), Serra acusou o governo federal de lotear cargos na BR Distribuidora, braço da Petrobras, em favor do ex-presidente Fernando Collor de Melo, neoaliado do presidente Lula. Segundo o tucano, as nomeações e influência do ex-presidente na estatal acontecem por ?interesses?. Serra citou a Petrobras, a Eletrobras e os Correios como exemplos de empresas alvos de escândalos e que ?não servem ao povo?. Em Canoas, ele havia afirmado também que o problema da Petrobras não era ?privatização?, e sim de gestão. Como tem feito na propaganda na TV, Serra pediu para que os militantes comparem a sua biografia com a da ex-ministra da Casa Civil e multipliquem apoios à sua candidatura pela região. ?A minha biografia é limpa. Só não é imune a mentiras?, disse.
23/10/2010 12:26 AM
Matheus Pichonelli, enviado ao Rio Grande do Sul O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, iniciou no começo da noite desta sexta-feira uma maratona pela região metropolitana de Porto Alegre, que incluiu no roteiro ?uma caminhada? pelos vagões do trem entre a capital gaúcha e o município de Canoas. Ao lado de apoiadores ele conversou com eleitores, recebeu abraços e palavras de incentivo ? inclusive de uma simpatizante que ?enterrou? suas chances de se eleger presidente. Ao receber o abraço do candidato, a dona de casa Irondina Fortes, 61, disse que sempre votou no tucano apesar de gostar do presidente Lula. Ela disse ao candidato, porém, que estava triste porque, segundo ela, a postulante petista ao cargo, Dilma Rousseff, vai ganhar a disputa. ?Aquela bandida vai colocar a faixa. O senhor não tá muito bem, né?? disse para o candidato. Após participar de um ato em que recebeu apoio do diretório estadual do Partido Progressista, Serra concedeu entrevista na sede do grupo RBS e, por volta das 20h, embarcou na estação do Mercado Público em Porto Alegre rumo a Canoas. Nas sete estações até o destino final, o candidato percorreu os vagões e ouviu reclamações de passageiros, como um jovem que desceu à plataforma aos gritos: ?Serra e Dilma quer (sic) roubar de nós? repetia o passageiro, que foi repreendido por um segurança da companhia que administra o sistema de transporte metropolitano. Ainda dentro do vagão, Serra comparou o trem gaúcho aos da CPTM, em São Paulo. ?São modelos diferentes, mas não achei ruim, não?, disse ao iG pouco antes de desembarcar. Brizola e Petrobras Já em Canoas, o tucano visitou o diretório municipal do PV e afirmou, em discurso, que, se eleito, vai transformar o trem urbano de Porto Alegre em metrô de superfície. De olho nos votos recebidos pela candidata Marina Silva (PV) no primeiro turno, ele disse também, que para ele ?meio ambiente é um meio de desenvolvimento?. Ainda em Canoas, debaixo de uma garoa fina, ele participou de um ato ao lado do ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) em um palanque improvisado nos fundos de uma casa de madeira onde funciona o comitê suprapartidário de apoio ao tucano. No local, ele evocou a figura de Leonel Brizola (PDT), que governou o Rio Grande do Sul, e disse ter sido amigo do ex-governador gaúcho até a sua morte, em 2004. Em 1965, quando Serra voltou ao País do exílio durante a ditadura militar foi Brizola quem o ajudou a entrar clandestinamente pelo sul do País. O tucano disse não se recordar, porém, do nome da cidade em que pegou o ônibus para São Paulo. Em seu discurso na cidade, o candidato do PSDB voltou a ironizar os adversários do PT e disse que suas propostas para Saúde são copiadas pelos rivais. Citou o caso, por exemplo, dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). Ele disse também que o problema da Petrobras ?não é a privatização, é um problema de gestão, de fazer com que não sirva a cupinchas e aliados?. Segundo Serra, a estatal é alvo de interesses de aliados do governo, como Fernando Collor (PTB-AL), senador que, nas palavras do tucano, hoje tem influência sobre a BR distribuidora, subsidiária da estatal.
22/10/2010 11:01 PM
Alessandra Messias, iG Campo Grande O ex-secretário de Comunicação da Prefeitura de Dourados (MS), nomeado pelo ex-prefeito Ari Artuzi, Clóvis de Oliveira, foi convidado pela prefeita de Dourados Délia Razuk ? eleita indiretamente ? para reassumir a função. Oliveira vai substituir o radialista Silva Júnior, indicado pelo juiz-?prefeito? interino Eduardo Machado Rocha. Clóvis havia pedido demissão do cargo da Secretaria ? no qual permaneceu por apenas três meses ? depois que Artuzi anunciou o cancelamento dos gastos com publicidade por parte da Prefeitura.Artuzi está preso desde o dia 1° de setembro, após a Operação Uragano, deflagrada pela Polícia Federal. A prisão desencadeou crise política e institucional sem precedentese na capital de Mato Grosso do Sul. O inquérito aberto pela PF apurou que Artuzi chefiava um esquema de corrupção na Prefeitura, por meio de fraudes em licitações públicas para obras e convênios ligados à área de Saúde. Com problemas de hérnia, o ex-prefeito foi transferido nesta sexta-feira para o Presídio Federal de Campo Grande (MS) após fazer exames preparatórios para uma cirurgia de hérnia, ainda não marcada. Artuzi ficou internado das 20h de quarta-feira até às 13h de ontem, quando recebeu alta.
22/10/2010 10:32 PM
iG São Paulo O programa eleitoral do candidato José Serra (PSDB) na televisão explorou mais uma vez nesta sexta-feira as imagens do tumulto ocorrido em Campo Grande, no Rio de Janeiro na quarta. A exemplo do que já tinha feito no horário do almoço, o programa de Serra destacou a fala do perito Ricardo Molina no Jornal Nacional, da TV Globo, para justificar a agressão ironizada por Lula ontem. Exibindo o depoimento do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT que declarou apoio ao tucano, o programa afirmou que as críticas do presidente Lula contra Serra ?impulsiona a agressividade dos militantes do PT?. Utilizando depoimentos de supostos populares, o programa de Serra fez duras críticas à postura do presidente Lula, dizendo que "Ele ficou radical". Serra também exibiu cenas de confronto entre professores e o ex-governador de São Paulo, Mário Covas, morto em 2001 em virtude de um câncer, além do tumulto ocorrido em 06 de maio, durante protesto de profissionais da educação na porta do 27º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, quesionado pela imprensa, o presidenciável negou qualquer tipo de agressão. O episódio ocorreu durante a chegada ao 27º Congresso Mineiro de Municípios. O evento era um debate que também contou com a participação de Marina Silva e Dilma Rousseff. O programa tucano também usou imagens de um comício do PT em que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirma que o PSDB ?tem que apanhar nas ruas e nas urnas?. "Gato escondido" Paulo Preto é acusado por uma reportagem da revista Istoé de sumir com R$4 milhões da campanha de Serra, arrecadados com empresas de infraestrutura que ajudaram a erguer o rodoanel Mário Covas. A aproximação com Marina também aconteceu com a exibição de depoimentos de Pedro Ivo, assessor pessoal de Marina Silva que apoia Dilma no 2° turno, e da filha do seringueiro Chico Mendes, amigo pessoal de Marina que foi assassinado no Acre em 1988. Dilma também explorou a aproximação dela com os professores universidades, afirmando que mais de cinco mil docentes das universidades federais fizeram um manifesto de apoio à candidata petista. Usando o depoimento do cientista Miguel Nicolelis e de Alosio Teixeira, reitor na UFRS, Dilma afirma ser a candidata mais capaz de elevar o nível de qualidade da educação pública brasileira.
O programa da candidata Dilma Rousseff (PT) por sua vez não poupou Serra de críticas. Usando um tom bem humorado, os petistas disseram que Serra tenta esconder o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, mas ?o gato escondido fica com o rabo de fora?.
Apesar das críticas, o programa de Dilma Rousseff se dedicou exclusivamente aos temas ambientais, tentando colar a imagem de Dilma e do governos aos ex-ministros do Meio Ambiente, Marina Silva e Carlos Minc. Comparando a queda no desmatamento da floresta amazônica com o governo de Fernando Henrique Cardoso, o programa de Dilma diz que a queda brusca no desmatamento foi reflexo dos esforços de ?Marina Silva e Carlos Minc?.
22/10/2010 10:30 PM
Alessandra Messias, iG Campo Grande O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) e candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), comentaram esta noite em Campo Grande (MS) as pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República. "Se pesquisa ganhasse eleição, não precisaria eleição," disse Alckmin. O governador eleito e o deputado carioca visitaram o Mato Grosso do Sul para pedir votos para o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra. Conforme Alckmin, a estratégia de campanha dos tucanos para esta reta final é para que o partido ?trabalhe para decrescer a vantagem de Dilma, por meio da mobilização de prefeitos e governadores eleitos da coligação.? Recepção Alckmin e Índio foram recepcionados no Aeroporto Internacional de Campo Grande pelo governador André Puccinelli (PMDB) que, no Estado, não seguiu a orientação da direção nacional peemedebista para apoiar a candidata Dilma Rousseff (PT) à presidência da República. Na entrevista coletiva concedida no aeroporto, o primeiro tema perguntado pelos jornalistas foram as pesquisas de intenção de votos, que mostram a candidata petista na liderança. Alckmin afirmou que pesquisas internas encomendadas pelo PSDB indicam não empate técnico, mais vantagem de Serra sobre Dilma. Alckmin e Índio reafirmaram que ?o PSDB tem pesquisas internas em que o Serra não está perdendo, ele está na frente. Nosso instituto acertou no primeiro turno?. Eles explicaram que a metodologia contratada pelo instituto ?é diferente, pois desmente esses que mostram Dilma à frente de Serra com grande diferença?. Marisa Serrano A senadora Marisa Serrano (PSDB), umas das principais coordenadoras da campanha de Serra no MS, afirmou que o resultado da eleição do dia 31 será ?pau a pau?. Para ela, Serra supera Dilma por uma diferença mínima, ?mas vai?. A tucana também citou pesquisas internas do partido que colocam Serra à frente da petista. Marisa aponta que a campanha de Serra não está baseada em críticas à Dilma, mas sim à discussão de propostas de governo. Ela também acusou o PT de estar bagunçando a eleição. ?É incrível essa busca em desestabilizar o adversário,? disse a senadora. Alckmin pareceu de acordo. No primeiro turno, ele teve mais votos do que Dilma no MS. Agressões O candidato a vice na chapa de Serra disse o tucano sofreu agressões físicas ?de um partido que está para perder.? Ele se referiu ao PT, no incidente ocorrido no Rio de Janeiro, quando Serra foi atingido por militantes petistas, primeiro por bola bolhinha de papel e depois por uma bobina. O democrata ressaltou que um dos principais projetos de Serra é aprovar a Emenda 29 para elevar os repasses na Saúde e afirma que o tucano ?reavalia? o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). A seguir, trechos dos principais temas que os jornalistas de MS perguntaram ao governador paulista na coletiva em Campo Grande. Guerra fiscal Sobre a chamada ?guerra fiscal? entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, Alckmin destacou que o assunto só terá fim com a reforma tributária, em tramitação na Câmara dos Deputados. MS e SP concorrem entre si com incentivos fiscais para instalar novas empresas e indústrias. Os dois estados também se contrapõem no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do gás boliviano e de vendas pelo mercado eletrônico. ?A reforma tributária é a melhor solução para os impasses. Ainda temos um modelo muito centralizador de gestão, que deve ser redefinido. Defendo uma reforma descentralizada. São Paulo e Mato Grosso do Sul terão perdas, no entanto, essa é a melhor solução?. Sobre a cobrança do ICMS do gás importado da Bolívia, a secretaria de Fazenda paulista cobra da Petrobrás o ICMS integral sobre o produto vendido em São Paulo. Mas, a lei determina que o recolhimento seja e é transferido a MS, que é o ponto de entrada no Brasil. Alckmin garante que a Justiça vai determinar o que acontecerá com o caso, em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele diz que a determinação será acatada pelo governo paulista. Privatização Alckmin ressalta que a possível privatização da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) só será discutida ?no futuro?. Segundo ele, uma parte da empresa foi privatizada em sua primeira gestão à frente do governo paulista, ?com bons resultados?. Geraldo afirma que a Cesp tinha um endividamento maior que o do Paraguai. Por isso, a usina de Porto Primavera levou 18 anos para ficar pronta. ?Eu salvei a Cesp. Dividi a empresa em dois setores, um de produção e outro de distribuição, que foi privatizado. Com o valor arrecadado pagamos todas as dívidas?, salienta. Lula Em Dourados, segundo maior colégio eleitoral do MS, o governador eleito falou sobre a agressão sofrida por Serra durante campanha no Rio de Janeiro, e criticou Lula dizendo que ele ?fez piada de mau gosto.? Alckmin também lamenta a postura do presidente Lula porque ao invés de reprimir a ação e fez ao contrário ?incitando ainda mais a violência?. Dinheiro do povo ?Uma coisa que aprendi desde cedo foi que o político deve trabalhar para o coletivo com princípios e valores como coragem, moral, dedicação e vida pessoal modesta. Quem quer ficar rico, deve ir para a iniciativa privada, afinal o dinheiro do povo deve ser respeitado,? enfatizou. No aeroporto da Capital, Alckmin foi recebido pelo governador André Puccinelli, pela senadora Marisa Serrano (PSDB), pelo secretário de Habitação Carlos Marun, pelo deputado federal eleito Henrique Mandetta (DEM) e pelo deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB).
Segundo o governador paulista, os debates acalorados são normais no segundo turno, no entanto, a ética e respeito devem prevalecer.
22/10/2010 10:15 PM
Andreia Sadi, enviada a Minas O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ironizar o episódio envolvendo o adversário José Serra, candidato do PSDB na disputa presidencial, atingido no Rio por um objeto na última quarta-feira. ?Até um papelzinho jogado na cabeça leva o cidadão a fazer tomografia. É uma vergonha a farsa que tentaram jogar na cabeça do povo. Tem muito pobre que não consegue fazer (o exame). Uma bolinha de papel jogada na cabeça do adversário, trinta minutos depois, ele recebe telefonema e sente dor de cabeça. E aí fala que é coisa da turma da Dilma, a turma é esta daqui. É a turma da paz?, discursou. Imagens divulgadas pelo SBT mostram Serra sendo atingido por uma bola de papel, mas uma segunda filmagem exibe o candidato sendo atingido por outro objeto, mais pesado. No comício, Lula também se comparou ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. Ele pediu desculpas ao ex-presidente, mas disse que será ele quem entrará para a História como o presidente que mais investiu na Educação. ?Posso vir aqui, na terra do JK, me perdoe JK, mas foi esse pernambucano de Garanhuns que vai passar para História, antes da Dilma, como o presidente que mais fez universidades na História deste País?. Lula e Dilma centraram o discurso na Educação, falando principalmente do ProUni. ?Ninguém gosta de ser fiador". Desde o início da campanha, a petista vem usando como bandeira a acusação de que o DEM entrou na Justiça contra o programa pelo qual o governo federal dá bolsas de estudo em universidades particulares. Na sua fala, Lula pediu à militância ?profunda meditação? a respeito do dia da eleição. ?Não é meramente disputa entre Dilma e Serra, PT e PSDB, um homem e uma mulher. É uma disputa de concepção sobre o País?, afirmou. Lula disse também que PSDB e Serra serão sempre adversários do PT. ?Eles já foram meus adversários. Serão nossos adversários em 2014, 2018?. Já Dilma Rousseff agradeceu os votos no primeiro turno na cidade e aproveitou para criticar o adversário Serra. A petista disse que, no outro domingo, o eleitor estará diante de dois projetos e ironizou o tucano: ?No dia 31, estes dois Brasis estarão frente a frente. Um que cresce e se desenvolve. Outro que desce ?Serra? abaixo?, ironizou. Dilma voltou a lamentar o que chamou de ?calúnias? no final do primeiro turno ao abordar os boatos religiosos contra a sua candidatura. ?Somos um País da paz. Não aceitem provocações e não acreditem no que nosso adversário fala contra nós?, pediu.
Em comício ao lado da petista Dilma Rousseff na noite desta sexta-feira, em Uberlândia (MG), Lula disse que o episódio é uma ?farsa?.
22/10/2010 10:00 PM
Daniela Almeida, iG São Paulo O presidente do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, minimizou as críticas do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, e do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra, sobre os resultados das últimas pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana que confirmaram a dianteira da presidenciável do PT, Dilma Rousseff. Para Coimbra, os políticos se preocupam mais com as pesquisas que com os eleitores. ?Se os eleitores se preocupassem tanto, não teríamos resultados diferentes nas urnas do que as pesquisas. Os políticos deveriam cuidar de política e deixar os pesquisadores continuarem cuidando das pesquisas?, cutucou. Serra ressaltou, no entanto, que, apesar da semelhança entre os resultados, há institutos que são sérios e outros que são ?mais alugados para partidos, para governos etc, como o Vox Populi?. ?Está todo mundo meio perdido nessa matéria?, concluiu.
Nesta sexta-feira, Serra declarou que há uma ?crise nas pesquisas? e que todos os institutos erraram ?incrivelmente? no primeiro turno das eleições. No início da semana, o tucano já havia criticado o instituto Vox Populi pelo resultado de pesquisa que apontou Dilma Rousseff 12 pontos à frente de Serra. Já o levantamento do Ibope mostrou uma diferença de 11 pontos entre os candidatos, enquanto o Datafolha traz dez pontos de distância.
O senador Sérgio Guerra também criticou os levantamentos de intenção de voto. "As pesquisas que estão no mercado são coincidentes. Estão todas erradas", afirmou. O tucano, entretanto, evitou críticas diretas ao instituto Datafolha, a exemplo do que fez com outros institutos. "O Datafolha é uma instituição que nós estimamos, que trabalha com isenção e que não trabalha para partidos."
A assessoria de imprensa do Ibope afirmou que o instituto não comenta pesquisas eleitorais. O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.
22/10/2010 09:35 PM
Ricardo Gomes, iG Roraima O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) definiu nesta sexta-feira a estratégia de segurança para as eleições do dia 31 no Estado. Estarão envolvidos no esquema de segurança a Policia Federal (PF), Polícia Militar (PM) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os municípios ou zonas eleitorais considerados de alto risco terão segurança reforçada. De acordo com o presidente do TRE, Ricardo Oliveira, o plano de trabalho foi definido em reunião conjunta com representantes dessas instituições. A pata do encontro foi a elaboração da estratégia de segurança, para garantir a tranquilidade na realização do segundo turno no estado, com ação concentrada na repressão aos crimes eleitorais. Atuação A PF vai atuar como a polícia judiciária responsável pelos autos de prisão e instauração de inquéritos. A PRF atuará nas estradas federais, para coibir em especial os crimes de natureza eleitoral. ?Solicitamos que o policiamento seja reforçado em alguns locais considerados de alto risco, principalmente em bairros da zona oeste e alguns pontos do interior, onde geralmente são identificados ilícitos eleitorais,? disse. O juiz acrescentou que esse reforço especial acontecerá ?em razão destas localidades concentrarem um grande número de eleitores, que são presas fáceis para a compra de voto.? Para o presidente do TRE, a Justiça Eleitoral passa por um processo de evolução. Consequência do voto ?As coisas estão mudando e as pessoas têm que começar a mudar. Basta ver a quantidade enorme de políticos que foram cassados pelos TRE?s e pelo TSE em todo o país, coisa que não ocorria no passado. O voto não tem preço tem consequência. A Justiça Eleitoral passa por um processo de evolução.? Além do presidente do TRE, também participara da reunião Ricardo Oliveira e o procurador regional eleitoral, Ângelo Villela. O encontro foi realizado e no auditório do TRE, com representantes das Forças de Segurança, onde foi discutida a atuação de cada instituição.
O juiz Ricardo Oliveira comentou ainda que, à Polícia Militar, caberá a manutenção da lei e da ordem, com a realização de policiamento ostensivo e preventivo na capital, nas sedes dos municípios e nas localidades onde haja destacamento policial.
22/10/2010 09:15 PM


