WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Confira receitas, vdeos, entrevistas exclusivas, dicas de pratos e bebidas, tire dvidas de culinria e conhea o melhor da gastronomia no iG Comida.




Larissa Janurio, especial para o iG

Confira duas verses do tradicional sanduche enrolado, tpico da Turquia

Foto: Divulgao

Ele nasceu na Turquia com o nome de kebab ? que, numa traduo livre para o portugus, seria algo como carne assada no espeto. Popularizou-se no Oriente Mdio e nos Blcs ganhando verses prprias em cada regio. Por aqui, a receita ficou conhecida como um sanduche trash, comumente vendido a preos mdicos nos centros das cidades. Quem nunca viu aqueles espetos giratrios, apelidados de churrasquinho grego?

Pois, h alguns anos, ele passou a ser preparado com muito mais capricho em casas especializadas. Assim como o temaki, receita japonesa de rua que virou febre no Brasil, o kebab veio para ficar. ?H trs anos no se encontrava uma kebaberia especializada em So Paulo. Hoje, j temos pelo menos uma dezena delas?, conta Carlos Souccar, proprietrio da paulistana Babek, em Moema.

O status de lanche descolado tambm se deu graas variedade de recheios. ?Na Turquia, reina o de cordeiro por causa da abundncia e da tradio dessa carne na regio?, explica Souccar. Do lado de c, vale quase tudo: frango e carne bovina, embutidos e at opes vegetarianas. O po usado na receita varia entre os do tipo srio, pita ou folha.

Para quem no tem um espeto giratrio em casa, Souccar explica um jeito mais simples de preparar a carne de cordeiro: ?Basta assar a pea de carne inteira no forno comum e depois cortar em fatias finas?. Os outros ingredientes podem ser facilmente encontrados em emprios rabes. H tambm a opo do kebab recheado com falafel, um bolinho frito feito com pasta de gro de bico. Confira as duas receitas abaixo.

Kebab de cordeiro

Ingredientes
Carne
1 pea de paleta de cordeiro
1/3 de xcara (ch) de cebola
1/3 de xcara (ch) de salsinha
Pimenta sria e do reino a gosto
Cominho e coentro em gros a gosto
Cravo da ndia e canela a gosto

Kebab
1 po do tipo folha
1/3 xcara (ch) de pepino fresco ou em picles
1/3 xcara (ch) de repolho roxo
1/3 xcara (ch) de tomate
1 colher (sopa) de pasta de gro de bico
1 colher (sopa) de molho tahine
100g de cordeiro assado e picado em fatias
Alface romana e molho tahine a gosto

Modo de preparo
Carne
Marine a carne por 8 horas com a cebola, a salsinha, as pimentas e os demais temperos. Depois desse perodo, asse a carne no forno por 2 horas, at ficar ao ponto. Corte a paleta em tiras finas. Reserve.

Kebab
Dobre o po ao meio e apare as bordas. Passe a pasta de gro de bico. Adicione os tomates, o pepino e o repolho. Coloque o cordeiro e regue com o molho tahine. Coloque a alface romana aberta por cima e enrole o kebab. Passe pela chapa rapidamente e sirva.

Kebab de falafel

Ingredientes
Falafel
100g de gro de bico
50ml de molho tahine
Pimenta sria e do reino a gosto
50ml de azeite
xcara (ch) de salsinha
1 xcara (ch) de cebola picada
Coentro e cominho em gros modos a gosto
Cravo da ndia e canela a gosto

Kebab
1 po do tipo folha
1/3 de xcara (ch) de pepino fresco ou em picles
1/3 xcara (ch) de repolho roxo
1/3 xcara (ch) de tomate
1 colher (sopa) de pasta de gro de bico
3 bolinhos de falafel
Alface romana e molho tahine a gosto

Modo de preparo
Falafel
Hidrate o gro de bico em gua por 24 horas. Centrifugue at virar farelo. Adicione a salsinha e a cebola picada. Junte os demais temperos. Faa doze bolinhos e frite. Reserve.

Kebab
Dobre o po ao meio e apare as bordas. Passe a pasta de gro de bico. Adicione os tomates, o pepino e o repolho. Adicione os bolinhos, regue com o molho tahine. Coloque a alface por cima e enrole o kebab. Passe pela chapa rapidamente e sirva.

Marina Fuentes, especial para o iG So Paulo

Infogrfico mostra o preparo da verso caseira da bebida, que ganha cada vez mais adeptos e resgata hbito secular

Foto: Leo Feltran

Recentemente, a cervejaria Petrpolis divulgou, junto com o lanamento de um novo rtulo, uma pesquisa sobre o crescimento das cervejas especiais no Brasil: 20% contra 4% do mercado das cervejas comuns. O interesse pelos produtos artesanais e de microcervejarias, que oferecem mais personalidade e tipos da bebida, cria um outro foco de ateno que corre em paralelo, o das cervejas caseiras.

Sem pesquisas e nmeros oficiais para endossar, o aumento dos chamados ?home brewers? notado pela movimentao dentro do universo cervejeiro. Em sites, redes sociais, confrarias e associaes, sensvel o interesse cada vez maior do consumidor da cerveja premium de experimentar a sua prpria produo ou degustar a de outros cervejeiros amadores.

Bom termmetro, a criao de uma associao voltada cultura da cerveja caseira confirma o crescimento do nicho. A iniciativa partiu de uma comunidade da rede social Orkut, que foi ganhando mais adeptos e tornou-se oficial. A primeira a ser fundada, no Rio de Janeiro, cunhou a sigla Acerva (Associao de Cervejeiros Artesanais). Logo, So Paulo e outros sete estados seguiram o exemplo e aderiram ao nome. Cada Acerva funciona de maneira autnoma, algumas cobram mensalidade, outras no e cada uma tem seu estatuto. Mas o objetivo e as aes de todas so semelhantes: realizar cursos, promover encontros, produes coletivas e degustaes.

?Comeamos a abrir alguns encontros tambm para aqueles que ainda no produzem cerveja caseira, mas tm interesse no assunto. uma forma de as pessoas conhecerem essa atividade?, conta Philip Zanello, um dos diretores da Acerva paulista.

O engenheiro Jaime Pereira Filho, proprietrio do bar paulistano Per 1327, localizado na Vila Mariana, est espantado com o brusco aumento da procura pelo curso de cerveja caseira que ministra no bar h pouco mais de dois anos. ? um curso rpido, que ensina todo o processo em duas aulas. Eu costumava ter uma turma por ms, agora dirio e h uma fila de espera de trs meses para os interessados?, comenta. Um desses alunos foi o fotografo Leo Feltran, que registrou a sua produo caseira para ilustrar essa matria.

Ainda que tenha ares de novidade, a produo das cervejas no quintal de casa algo muito antigo, vem dos mosteiros seculares que j fabricavam a bebida bem antes de serem criadas as primeiras grandes cervejarias. Na Idade Media, cabia aos padres e s mulheres este preparo, que era parte da dieta cotidiana de proletrios e burgueses.

Hobby levado a srio

Quem ?convertido? ao universo da cerveja caseira leva a diverso a srio. Se produzir uma cerveja bsica questo de saber seguir a receita (veja o infogrfico acima), criar bebidas com caractersticas peculiares e estabelecer algum padro torna-se um grande desafio. Para quem quer seguir a lei de pureza alem, que s permite o uso dos ingredientes bsicos na composio (gua, malte de cevada, lpulo e fermento), possvel variar o resultado de acordo com o tipo de malte e lpulo usado, alm das quantidades utilizadas, que vo definir um sabor mais adocicado ou mais amargo, mais tostado ou mais frutado, entre outras caractersticas sensoriais.

Para quem quer dar um passo alm, vale adicionar quase tudo mistura, de anis rapadura. ?Um dos diretores da Acerva paulista criou uma cerveja com funghi seco e achei que ficou bem interessante. Recentemente eu fiz uma com chocolate que em cada tiragem recebia um outro componente para combinar: extrato de coco, amndoas ou framboesa?, diz Zanello ao lembrar de rtulos inventivos. Tanta criatividade precisa ser deixada de lado nos concursos que comearam a fazer parte do calendrio cervejeiro, onde s alguns estilos podem concorrer. A restrio facilita o trabalho dos jurados de comparar produtos semelhantes.

Um desses campeonatos ocorreu em julho, promovido pela Acerva Paulista e pela microcervejaria Bamberg, de Votorantim, interior de So Paulo. Na ocasio, 31 cervejeiros caseiros do estado competiram com suas receitas, restritas ao estilo ingls conhecido como ESB. Um juri de treze experts deu as notas que sagraram Guilherme Alberici Di Santi campeo. O prmio? Ter sua cerveja produzida pela Bamberg durante um ano.

A Eisenbahn outra que homenageia a produo caseira: pelo terceiro ano, o melhor mestre cervejeiro amador, segundo competio organizada pela microcervejaria, ganha uma linha especial produzida na fbrica. Em 2010, o rtulo So Seb, uma Belgian Dubbel criada pelo paranaense Sandro Singer, chega ao mercado em novembro em uma srie limitada de 3.000 garrafas.

Para alm da diverso, o sucesso obtido com um rtulo caseiro pode significar uma mudana do hobby para uma possvel profisso. O designer gacho Maurcio Gonalves vive exatamente essa situao. Ele e o irmo Lcio comearam a produzir cerveja caseira por diverso no ano passado, mas a bebida foi fazendo sucesso com amigos, ganhou rtulo e caiu no boca a boca dos cervejeiros.

Hoje, o rtulo Goyoaga Euskal Garagardo (nome basco em homenagem s origens da famlia), uma pilsen sem clarificantes e no pasteurizada, produzida de duas a cinco vezes por semana e vendida em bares da Cidade Baixa, regio bomia de Porto Alegre. ?J fornecemos at para um evento de lanamento de livro em junho deste ano, quando foram consumidos 60 litros?, conta Mauricio orgulhoso.

Para comear

Quem quer se aventurar pelo mundo das cervejas caseiras deve ter algum conhecimento e estrutura. O mais indicado acompanhar o trabalho de algum conhecido que faa a cerveja para ver se a atividade realmente lhe atrai ? preciso lembrar que produzir cerveja caseira requer tempo, dedicao e investimento. No se trata s de beber. Em seguida, um curso rpido d a base necessria que s o tempo ? leia-se erros e acertos ? vo aprimorar a tcnica de ?mestre cervejeiro?.

Mas, para produzir sua prpria cerveja preciso montar uma nanocervejaria em casa. Jaime Pereira diz que o kit bsico tem custo aproximado de 500 reais e ocupa o mesmo espao que um botijo de gs. O ?maquinrio? consiste de duas panelas grandes de alumnio, uma balana, uma colher grande de polipropileno, um termmetro culinrio, uma peneira, um fermentador (um balde hermeticamente fechado com sada de vlvula e uma torneira para engarrafar), mangueiras de transferncia, um densimetro, um dispositivo para fechar garrafas e um moedor de cereais.

Montada a ?fbrica?, preciso buscar os insumos, no to fceis de serem encontrados em todo o Brasil. ?No h lojas que vendam malte e lpulo em So Paulo, por exemplo. Mas h fornecedores do Rio Grande do Sul que distribuem os produtos via internet?, sugere Jaime. O estado onde a cultura da cerveja caseira se nota mais presente, certamente pela influncia da comunidade alem na regio.

A dificuldade de encontrar malte, fermento e lpulo no significa o custo alto do produto. ?Gasta-se cerca de 50 reais em matria prima para produzir 20 litros de cerveja caseira?, estima Jaime. Alm de divertida, a produo a forma de consumir uma cerveja no-pasteurizada, que permanece em transformao?. Os microorganismos ficam vivos na garrafa e continuam em ao. A cerveja fica maturando e vai mudar de caractersticas a cada semana que ficar armazenada?, conta Jaime.

Receita bsica da cerveja caseira
Fonte: Jaime Pereira Filho. Fone: (11) 2597-7231

Ingredientes
- 35 litros de gua mineral de boa procedncia
- 6 quilos de malte claro e escuro
- 20 gramas de lpulo
- 11,5 gramas de fermento

Confira o modo de preparo no infogrfico acima


Links para consulta:
www.acervapaulista.com.br
www.cervejaartesanal.com.br
www.weconsultoria.com.br


Aprenda a preparar a verso em pasta. A dica deixar o acar caramelizar um pouquinho no fundo da panela

Foto: Luiz Henrique Mendes

Quando tinha entre seis e nove anos, j morando na capital paulista, adorava visitar uma certa vendinha para comprar doce de abbora em formato de corao. As vitrines do seu Z, como era chamado o dono da loja, se enchiam de cores que variavam entre amarelo e laranja intenso. Para mim, eles eram a imagem e semelhana daqueles doces caseiros durinhos por fora e cremosos por dentro, feito por tias amorosas.

Provavelmente eles eram endurecidos com cal virgem para uso culinrio. Da mesma forma como feito aquele doce de abbora cristalizado, cortado em cubinhos e misturado a cal, acar, gua, cravos-da-ndia e canela em pau. E depois secados ao sol em jiraus. Demora horas para ficar pronto, mas a dedicao rende preciosas gostosuras.

So muitas as receitas de doce de abbora, o difcil dizer de que regio mais tpico. Os gachos garantem que foi l nos Pampas que a verso do doce cristalizado ficou famosa. Alis, ele faz parte do trio das receitas aucaradas mais populares do Rio Grande do Sul, ao lado da ambrosia e do sagu. Mas o certo que o doce de abbora, nas mais variadas verses, incluindo tambm em pasta e em calda, espalhou-se por todo o pas. Faz parte da memria de infncia de muitos brasileiros, onde quer que tenham nascido. Essa preferncia nacional faz sentido, pois a abbora (ou jerimum) nativa da Amrica. As melhores so as de casca firme, sem rachaduras ou partes moles. Para mim, apesar das inmeras e deliciosas receitas salgadas feitas com abbora, nos doces que esse ingrediente mostra mesmo toda a sua grandeza culinria.

Em Minas Gerais, por exemplo, esses preparos caseiros so muito tradicionais. Na minha casa, como a famlia era grande, minha me costumava fazer potes e mais potes de doces em pasta e em calda, de mamo, cidra e abbora. Ele colhia na horta a abbora comum, bem madurinha, cozinhava bem, coava na peneira ou amassava com o garfo. Voltava a massa para a panela com acar. Quando comeava a soltar gua, mexia at secar e o doce ficar durinho. Ela no costumava colocar cravo porque no gostava.

Diferente da Dona Vilma, que nos cedeu a receita abaixo, com cravo. Ela tem um restaurante em Gonalves, cidade de montanha de Minas Gerais que virou destino turstico. L, ela prepara o doce na verso em pasta. para matar a vontade enquanto ainda alimento a saudade dos coraes de abbora da venda do seu Z.

Doce de abbora

Receita do restaurante da Dona Vilma, em Gonalves (MG)
Fone: (35) 9837-0896

Rendimento: 40 pores
Tempo de preparo: 40 minutos

Ingredientes
1 kg de abbora de pescoo
6 copos (tipo americano) de acar
8 cravos

Modo de preparo
Coloque a abbora em pedaos no fogo para cozinhar. Deixe secar toda a gua que sai da abbora. Abra um buraco no fundo da panela, afastando a abbora para as laterais. Coloque nesse vo o acar e deixe caramelizar s um pouquinho. Misture a abbora ao acar. Finalize com o cravo. Quando o doce estiver desprendendo do fundo da panela ele est pronto. Se bem tampados, na geladeira, o doce dura cerca de dois meses.

O caf uma bebida que deve proporcionar prazer e no sucumbir a regras e preconceitos

Foto: Getty Images

Outro dia, um simptico internauta perguntou se o correto tomar caf sem acar. A questo polmica e envolve muitas variveis. Entre muitos especialistas, h uma certa ditadura sobre o tema. Dizem que no se deve tomar caf com acar para no alterar o sabor da bebida e ponto. Alguns consideram quase uma heresia.

H at algum sentido nisso, quando se fala de cafs especiais. Esses cafs, de qualidade superior, so naturalmente doces. Na boca, causam uma sensao gostosa, de maciez, e apresentam aromas como o de chocolate, caramelo, frutas, castanhas. Diferente dos cafs tradicionais, os cafs especiais no so amargos, no deixam como herana aquele gosto de remdio. Ento, se a bebida que est na xcara j doce, por que ado-la? Neste caso, o acar realmente vai mascarar as caractersticas mais interessantes da bebida.

Quando, no entanto, estamos falando de um caf tradicional, a histria muda de figura. Os cafs tradicionais, aqueles dos pacotinhos que achamos s pencas nos supermercados de todo o pas, geralmente apresentam uma torra muito forte, o que acentua ainda mais seu amargor. Sem contar o amargor intrnseco de um caf feito com gros de m qualidade, com defeitos (gros verdes, ardidos, brocados, mofados...). Nem santo consegue tomar um caf assim sem acar.

Sem contar que, no final das contas, tudo se resume a uma questo de gosto. O cafezinho uma bebida que deve proporcionar um momento de prazer. Se uma pessoa no tem um paladar que perceba com facilidade a doura, no gostar de um caf sem acar, mesmo sendo o especial. Neste caso, deve ado-lo e no ficar sofrendo apenas para seguir uma regra imposta por ?caf-chatos?.

Uma dica importante sempre tomar um golinho do caf sem colocar acar. Assim, pode-se perceber se a doura da bebida ser suficiente ou no, sem afetar suas caractersticas iniciais. Se for insuficiente, coloque acar e curta sua xcara de cafezinho. Se for suficiente, melhor. Assim, voc evitar consumir acar e tomar um caf purinho, descobrindo todos os seus segredos e nuances. O ideal voc escolher o seu caminho.

Para os fs dos sabores mais adocicados, a receita desta coluna o coffee shake de gianduia, servida na cafeteria Nicecup e publicada no meu livro.


Coffee shake gianduia
Rendimento: 1 poro

Ingredientes
2 cafs expressos
3 bolas de sorvete de creme
1 e 1/2 colher (sopa) de pasta de gianduia

Modo de preparo
Extraia os cafs expressos, acrescente o sorvete e uma colher da pasta de gianduia e bata tudo no liquidificador. Decore um copo alto com o restante da gianduia, coloque o shake e sirva a seguir.

Nicecup, (11) 5083-1012
www.nicecup.com.br

Larissa Janurio, especial para o iG

Para fazer a receita peruana, o segredo ter ingredientes frescos e mant-los em baixa temperatura durante o preparo

Foto: Tricia Vieira/Foto Arena

Ceviche, cebiche, seviche ou sebiche? ?A grafia e a pronncia do nome do prato podem variar de acordo com a regio da Amrica Latina?, explica Fabio Barbosa, responsvel pela cozinha do La Mar, em So Paulo. A casa, especializada no assunto, pertence rede de restaurantes do chef peruano Gastn Acurio, conhecido por correr o mundo divulgando os sabores de seu pas. A abertura do La Mar na capital paulista, ocorrida no ano passado, trouxe tona o gosto pelos sabores do Peru. O ceviche veio na crista dessa onda andina por ser um prato bastante simblico da especialidade. E o que poderia ser apenas "modinha", acabou conquistando paladares e firmando espao nos cardpios.


Segredos da receita

?O limo e a cebola foram trazidos pelos colonizadores espanhis, mas h registros de que os peruanos j usavam sucos de frutas cidas para marinar peixes?, conta Barbosa. Em linhas gerais, a receita de ceviche consiste de pequenos cubos de peixe ou frutos do mar crus marinados em leite de tigre, um molho que leva suco de limo e caldo de peixe, alm de temperos como coentro, salso, cebola, pimenta e um toque de gengibre.

Para se ter um bom ceviche fundamental que todos esses ingredientes estejam bem frescos e que sejam mantidos em baixa temperatura durante o preparo ? a dica usar pedras de gelo para resfriar os recipientes. Portanto, nada de pescados congelados, independente da espcie que se escolha. "Antigamente, no existiam muitos recursos para armazenamento de alimentos e os peixes tinham que ser consumidos assim que fossem pescados, logo na primeira parte do dia. Por isso, os peruanos no costumavam comer ceviche noite?, diz o chef.

Robalo, linguado, pescada branca, badejo, camaro, polvo e at manjubinha podem virar matria-prima para o prato. O ideal usar exemplares frescos, jovens e cuja carne seja pouco fibrosa. A mesma regra vale para quem quiser arriscar a receita com peixes de gua doce.

Outro elemento importante da receita o limo. Ele a base do leite de tigre, o molho que marina o peixe. ?O leite de tigre a alma do ceviche. De to tradicional, tomado puro no Peru?, afirma Barbosa. Para se ter um molho ideal, ele gasta at 100 quilos de limo por dia no La Mar: ?O limo tem que ser cortado em trs partes, que no podem ser espremidas at o fim porque o sumo da casca acaba amargando o caldo rapidamente?.

Alm disso, preciso ser gil no preparo e deixar os ingredientes todos mo. ?O peixe, por exemplo, no deve ?cozinhar?, apenas marinar no caldo do limo e ser servido cru?. Confira abaixo a receita do clssico ceviche peruano.

Ceviche
Rendimento: 1 poro

Ingredientes
Leite de tigre
50g de aparas de peixe
250ml de caldo de peixe*
300ml de suco de limo
100g de salso
30g de alho
20g de gengibre
60g de cebola roxa
5g de coentro
5g de pimenta dedo-de-moa
Sal a gosto

Ceviche
150g de robalo em cubos
120ml de leite de tigre natural (preparado na hora)
40ml de suco de limo
2g de pimenta dedo-de-moa picada
1g de alho ralado
60g de cebola roxa cortada em fatias finas
2g de coentro picado
Sal a gosto
Alface para decorar

Modo de preparo
Leite de tigre
Bata no liquidificador as aparas do peixe, o suco de limo, o caldo de peixe, o salso, o alho, o gengibre e a cebola. Coe e bata novamente acrescentando o coentro e a pimenta bem rpido, para que eles no soltem cor no lquido. Mantenha sempre gelado.

Ceviche
Tempere o robalo com sal, alho, o suco de limo e a pimenta picada. Misture bem para que o peixe absorva os sabores. Adicione o coentro, o leite de tigre e continue misturando. Coloque a cebola, mexa bem e sirva imediatamente. Decore com folhas de alface.

*Caldo de peixe
Rendimento: 250ml

Ingredientes
2kg de carcaa de peixe
40g de cebola
30g de alho por
30g de salso
7g de gengibre
7g de alho
1 litro de gua

Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes em uma panela com gua. Leve ao fogo e, quando comear a ferver, reduza a chama e cozinhe por 30 minutos. Coe depois de frio.

Servio
La Mar. Rua Tabapu, 1410, Itaim Bibi, So Paulo, (11) 3073-1213

Roberta Malta, especial para o iG

Depois de ouvir o barulinho bom da fritura, s se jogar no crocante dos minipastis de carne moda cobertos de acar

As exigncias gastronmicas nos do trgua quando a proposta simplesmente sentir o aconchego de momentos felizes vividos no passado. Mas o molhinho da av, os bolinhos da padaria ao lado de casa, o sanduche de geleia da cantina da escola podem virar receitas gourmets se preparadas com alguns cuidados. A pedido do iG Comida, Joca Pontes, chef do Ponte Nova, em Recife, ensina a fazer um clssico pernambucano: pastel de festa.

A receita, capaz de fazer gente grande disputar com os pequenos pelo ltimo salgado da bandeja, j foi exclusiva de aniversrios infantis e, hoje, aparece em tudo que coquetel bacana do estado de Pernambuco. primeira vista, trata-se de um petisco mais do que comum. Quem no Brasil no conhece (e adora) minipastis de carne moda? A diferena, aqui, que ele coberto com acar, pintando a tpica mistura de sal com doce das sobremesas pernambucanas.

Pontes, que incluiu verses caprichadas do salgado no cardpio de seu elegante restaurante de pegada francesa, gosta tanto da receita que, quando a mulher engravidou, decidiu que as visitas da maternidade brindariam ao nascimento de seu primeiro filho com pastel de festa. Fez tanto sucesso que, trs anos depois, a segunda criana foi recebida com o mesmo cardpio. As dvidas aos que no so locais aparecem logo: mas como ele fez para ficar fresquinho? "A gente come isso at no dia seguinte", afirma o chef. Mais comfort food impossvel!

Pastel de Festa
Receita do chef Joca Pontes, do Ponte Nova, em Recife

Ingredientes:

Rendimento: 40 unidades
40 discos de massa de pastel pequenos
1 ovo batido para selar os pastis
Acar cristal a gosto (se quiser, misture-o com um pouco de canela)
Carne moda (quanto baste, veja receita do recheio abaixo)

Modo de preparo:

Recheie os pastis com a carne moda. Com a ajuda de um pincel (ou com os dedos) unte cada pastel com o ovo batido, firme com os dentes do garfo e frite-os em leo quente. Escorra em papel absorvente, e passe-os no acar dos dois lados. Retire o excesso e sirva-os em seguida.

Ingredientes para o recheio de carne moda do traseiro
Rendimento: 40 pores para recheio

800g de carne moda
80g de extrato de tomate
10g de bacon picado
50ml de vinho tinto
1 colher (sopa) rasa de acar
1 colher (ch) de coentro picado
1 colher (ch) de molho de pimenta
1 dente de alho
1 tomate
1 folha de louro
cebola picada
de pimento verde
1 pitada de pimenta do reino moda
1 pitada pequena de cominho
1 pitada pequena de canela
1 pitada pequena de coloral
1 pitada pequena de organo
Sal a gosto


Modo de preparo da carne:

Tempere a carne com o sal, a pimenta do reino, o cominho, a canela, o coloral, o organo, o molho de pimenta e o extrato de tomate. Misture bem e reserve.


Refogue a cebola, o alho, o tomate, o pimento verde, o coentro, o louro, o bacon e o acar. Na prpria panela, junte o vinho aos poucos e faa uma espcie de deglac, reduzindo a mistura com a bebida. Passe o refogado no triturador para obter uma pastinha, e de modo que os pedacinhos se demanchem.

Volte o refogado para a panela. Quando comear a ferver adicione a carne moda temperada e mexa bem. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos em fogo baixo.

Servio
Ponte Nova

Rua do Cupim, 172 - Graas, Recife, PE, Tel. (81) 3327.7226
http://www.restaurantepontenova.com.br/

Rita Grimm, especial para o iG So Paulo

Confeiteiras ensinam receitas de sobremesas para fazer com as crianas

Foto: Rita Grimm

Uma boa justificativa para se jogar no acar apostar na diverso que ele pode trazer. E isso no tem nada a ver com ir ao mercado ou confeitaria para comprar as guloseimas prontas. A ideia que o passatempo role na prpria cozinha, na companhia das crianas. Para atrair a ateno delas, vale a velha e boa ttica de escolher receitas fceis e ldicas. Pedimos sugestes a duas doceiras, Marcella Lage, da Wondercakes, e Frida Turkie, da Fifi Doces.

Elas apostam nos cupcakes
Marcella Lage e Paula Kenan abriram a Wondercakes em 2009. Foi a poca em que os cupcakes ? criao inglesa que ganhou apelo popular nos Estados Unidos ? chegaram ao Brasil fazendo muito barulho. A comoo por aqui foi tanta que eles viraram sinnimo de lembrancinha de festa. Marcella quem controla as forminhas e uma equipe grande na cozinha de seu estabelecimento, em So Paulo. So mais de 1000 cupcakes produzidos diariamente.

?Entre os fregueses mirins, o bolinho recheado de brigadeiro de morango campeo de preferncia?, diz Marcella. Por isso, foi essa a receita que ela escolheu para nos ensinar, alm de mostrar diversas possibilidades de cobertura para fazer junto com as crianas (veja as fotos). ?Na hora da batedeira e na hora das coberturas, as crianas adoram?, diz. ?So dois momentos seguros para fazer com elas. melhor afast-las do forno enquanto estiverem assando?, avisa. Simples, a receita combina basicamente farinha, ovos, manteiga e acar. ?A cobertura depende da criatividade, existem infinitas possibilidades, das mais singelas s mais sofisticadas?, diz Marcella.

Dona Fifi e os clssicos caseiros
Frida Turkie, a Fifi, ficou conhecida em So Paulo por suas habilidades como doceira. No incio, fazia marrom glac para os amigos. Especializou-se em confeitaria e atualmente confecciona doces finos para festas e eventos. Ela sugere duas possibilidades para fazer com os pequenos. A primeira, mais simples, de brigadeiro. ?A diferena fica por conta da apresentao, com os confeitos coloridos. Se preferir, sirva em copinhos e coloque pedaos de fruta junto?, diz a quituteira.

Outra opo derreter, separadamente, barras de chocolate ao leite e branco. Quando estiverem mornos, espete morangos, uvas, bananas em espetinhos longos e mergulhe-os no chocolate.



Cupcake de brigadeiro de morango
Receita da Wondercakes
Rendimento: 24 bolinhos

Ingredientes
Brigadeiro de morango
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
12g de gelatina vermelha

Cupcake
200g de manteiga
4 ovos
355g de farinha de trigo
220ml de leite
10ml de essncia de baunilha
14g de fermento em p
380g de acar refinado

Modo de preparo
Brigadeiro de morango
Coloque todos os ingredientes em uma panela e aquea em fogo mdio. Mexa at engrossar. Reserve.

Cupcake
Com uma batedeira, bata o acar e a manteiga at que a mistura fique bem clara e firme. Adicione os ovos inteiros um a um e continue batendo. Raspe sempre as laterais da tigela, aproveite tudo e deixe a massa bem homognea. Em uma tigela menor, misture o leite e a baunilha. massa com acar, acrescente lentamente a farinha de trigo e o leite, misturando bem. Por ltimo, junte o fermento e mexa com uma colher de pau. Preencha 3/4 das forminhas (de alumnio, inox ou cermica), deixando espao para o cupcake crescer. Asse os bolinhos em forno mdio durante 25 minutos.

Finalizao
Depois que os bolinhos esfriarem, perfure a massa pela parte de cima, abrindo um cone. Faa isso utilizando uma faca pequena ou uma colher de ch. Prepare uma calda rala de acar (acar, gua e cravo fervidos at adquirir ponto de calda) e despeje dentro dos furos para a massa ficar molhadinha. Recheie com o brigadeiro de morango e use-o tambm para a cobertura. Decore com confeitos ou granulado.


Brigadeiro
Receita da Fifi Doces
Rendimento: 35 docinhos

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em p
Manteiga para untar
Confeitos e granulados coloridos para decorar

Modo de preparo
Em uma panela, leve ao fogo todos os ingredientes. Mexa sem parar. Depois que ferver, mexa por mais 10 minutos ou at que desgrude da panela. Coloque em um refratrio untado ou papel vegetal e deixe esfriar. Unte as mos com manteiga, pegue uma poro com o auxlio de uma colher de sobremesa e faa bolas mdias. Cubra com os granulados coloridos.

Servio
Wondercakes Cupcakes, (11) 3063-1209/0787
www.wondercakes.com.br

Fifi Doces, (11) 3032-3812 ou (11) 3031 5273
www.fifidoces.com.br

Rita Grimm, especial para o iG So Paulo

Confeiteiras ensinam receitas de sobremesas para fazer com as crianas

Foto: Rita Grimm

Uma boa justificativa para se jogar no acar apostar na diverso que ele pode trazer. E isso no tem nada a ver com ir ao mercado ou confeitaria para comprar as guloseimas prontas. A ideia que o passatempo role na prpria cozinha, na companhia das crianas. Para atrair a ateno delas, vale a velha e boa ttica de escolher receitas fceis e ldicas. Pedimos sugestes a duas doceiras, Marcella Lage, da Wondercakes, e Frida Turkie, da Fifi Doces.

Elas apostam nos cupcakes
Marcella Lage e Paula Kenan abriram a Wondercakes em 2009. Foi a poca em que os cupcakes ? criao inglesa que ganhou apelo popular nos Estados Unidos ? chegaram ao Brasil fazendo muito barulho. A comoo por aqui foi tanta que eles viraram sinnimo de lembrancinha de festa. Marcella quem controla as forminhas e uma equipe grande na cozinha de seu estabelecimento, em So Paulo. So mais de 1000 cupcakes produzidos diariamente.

?Entre os fregueses mirins, o bolinho recheado de brigadeiro de morango campeo de preferncia?, diz Marcella. Por isso, foi essa a receita que ela escolheu para nos ensinar, alm de mostrar diversas possibilidades de cobertura para fazer junto com as crianas (veja as fotos). ?Na hora da batedeira e na hora das coberturas, as crianas adoram?, diz. ?So dois momentos seguros para fazer com elas. melhor afast-las do forno enquanto estiverem assando?, avisa. Simples, a receita combina basicamente farinha, ovos, manteiga e acar. ?A cobertura depende da criatividade, existem infinitas possibilidades, das mais singelas s mais sofisticadas?, diz Marcella.

Dona Fifi e os clssicos caseiros
Frida Turkie, a Fifi, ficou conhecida em So Paulo por suas habilidades como doceira. No incio, fazia marrom glac para os amigos. Especializou-se em confeitaria e atualmente confecciona doces finos para festas e eventos. Ela sugere duas possibilidades para fazer com os pequenos. A primeira, mais simples, de brigadeiro. ?A diferena fica por conta da apresentao, com os confeitos coloridos. Se preferir, sirva em copinhos e coloque pedaos de fruta junto?, diz a quituteira.

Outra opo derreter, separadamente, barras de chocolate ao leite e branco. Quando estiverem mornos, espete morangos, uvas, bananas em espetinhos longos e mergulhe-os no chocolate.



Cupcake de brigadeiro de morango
Receita da Wondercakes
Rendimento: 24 bolinhos

Ingredientes
Brigadeiro de morango
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
12g de gelatina vermelha

Cupcake
200g de manteiga
4 ovos
355g de farinha de trigo
220ml de leite
10ml de essncia de baunilha
14g de fermento em p
380g de acar refinado

Modo de preparo
Brigadeiro de morango
Coloque todos os ingredientes em uma panela e aquea em fogo mdio. Mexa at engrossar. Reserve.

Cupcake
Com uma batedeira, bata o acar e a manteiga at que a mistura fique bem clara e firme. Adicione os ovos inteiros um a um e continue batendo. Raspe sempre as laterais da tigela, aproveite tudo e deixe a massa bem homognea. Em uma tigela menor, misture o leite e a baunilha. massa com acar, acrescente lentamente a farinha de trigo e o leite, misturando bem. Por ltimo, junte o fermento e mexa com uma colher de pau. Preencha 3/4 das forminhas (de alumnio, inox ou cermica), deixando espao para o cupcake crescer. Asse os bolinhos em forno mdio durante 25 minutos.

Finalizao
Depois que os bolinhos esfriarem, perfure a massa pela parte de cima, abrindo um cone. Faa isso utilizando uma faca pequena ou uma colher de ch. Prepare uma calda rala de acar (acar, gua e cravo fervidos at adquirir ponto de calda) e despeje dentro dos furos para a massa ficar molhadinha. Recheie com o brigadeiro de morango e use-o tambm para a cobertura. Decore com confeitos ou granulado.


Brigadeiro
Receita da Fifi Doces
Rendimento: 35 docinhos

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em p
Manteiga para untar
Confeitos e granulados coloridos para decorar

Modo de preparo
Em uma panela, leve ao fogo todos os ingredientes. Mexa sem parar. Depois que ferver, mexa por mais 10 minutos ou at que desgrude da panela. Coloque em um refratrio untado ou papel vegetal e deixe esfriar. Unte as mos com manteiga, pegue uma poro com o auxlio de uma colher de sobremesa e faa bolas mdias. Cubra com os granulados coloridos.

Servio
Wondercakes Cupcakes, (11) 3063-1209/0787
www.wondercakes.com.br

Fifi Doces, (11) 3032-3812 ou (11) 3031 5273
www.fifidoces.com.br

Foto: Rita Grimm

Uma boa justificativa para se jogar no acar apostar na diverso que ele pode trazer. E isso no tem nada a ver com ir ao mercado ou confeitaria para comprar as guloseimas prontas. A ideia que o passatempo role na prpria cozinha, na companhia das crianas. Para atrair a ateno delas, vale a velha e boa ttica de escolher receitas fceis e ldicas. Pedimos sugestes a duas doceiras, Marcella Lage, da Wondercakes, e Frida Turkie, da Fifi Doces.

Elas apostam nos cupcakes
Marcella Lage e Paula Kenan abriram a Wondercakes em 2009. Foi a poca em que os cupcakes ? criao inglesa que ganhou apelo popular nos Estados Unidos ? chegaram ao Brasil fazendo muito barulho. A comoo por aqui foi tanta que eles viraram sinnimo de lembrancinha de festa. Marcella quem controla as forminhas e uma equipe grande na cozinha de seu estabelecimento, em So Paulo. So mais de 1000 cupcakes produzidos diariamente.

?Entre os fregueses mirins, o bolinho recheado de brigadeiro de morango campeo de preferncia?, diz Marcella. Por isso, foi essa a receita que ela escolheu para nos ensinar, alm de mostrar diversas possibilidades de cobertura para fazer junto com as crianas (veja as fotos). ?Na hora da batedeira e na hora das coberturas, as crianas adoram?, diz. ?So dois momentos seguros para fazer com elas. melhor afast-las do forno enquanto estiverem assando?, avisa. Simples, a receita combina basicamente farinha, ovos, manteiga e acar. ?A cobertura depende da criatividade, existem infinitas possibilidades, das mais singelas s mais sofisticadas?, diz Marcella.

Dona Fifi e os clssicos caseiros
Frida Turkie, a Fifi, ficou conhecida em So Paulo por suas habilidades como doceira. No incio, fazia marrom glac para os amigos. Especializou-se em confeitaria e atualmente confecciona doces finos para festas e eventos. Ela sugere duas possibilidades para fazer com os pequenos. A primeira, mais simples, de brigadeiro. ?A diferena fica por conta da apresentao, com os confeitos coloridos. Se preferir, sirva em copinhos e coloque pedaos de fruta junto?, diz a quituteira.

Outra opo derreter, separadamente, barras de chocolate ao leite e branco. Quando estiverem mornos, espete morangos, uvas, bananas em espetinhos longos e mergulhe-os no chocolate.



Cupcake de brigadeiro de morango
Receita da Wondercakes
Rendimento: 24 bolinhos

Ingredientes
Brigadeiro de morango
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
12g de gelatina vermelha

Cupcake
200g de manteiga
4 ovos
355g de farinha de trigo
220ml de leite
10ml de essncia de baunilha
14g de fermento em p
380g de acar refinado

Modo de preparo
Brigadeiro de morango
Coloque todos os ingredientes em uma panela e aquea em fogo mdio. Mexa at engrossar. Reserve.

Cupcake
Com uma batedeira, bata o acar e a manteiga at que a mistura fique bem clara e firme. Adicione os ovos inteiros um a um e continue batendo. Raspe sempre as laterais da tigela, aproveite tudo e deixe a massa bem homognea. Em uma tigela menor, misture o leite e a baunilha. massa com acar, acrescente lentamente a farinha de trigo e o leite, misturando bem. Por ltimo, junte o fermento e mexa com uma colher de pau. Preencha 3/4 das forminhas (de alumnio, inox ou cermica), deixando espao para o cupcake crescer. Asse os bolinhos em forno mdio durante 25 minutos.

Finalizao
Depois que os bolinhos esfriarem, perfure a massa pela parte de cima, abrindo um cone. Faa isso utilizando uma faca pequena ou uma colher de ch. Prepare uma calda rala de acar (acar, gua e cravo fervidos at adquirir ponto de calda) e despeje dentro dos furos para a massa ficar molhadinha. Recheie com o brigadeiro de morango e use-o tambm para a cobertura. Decore com confeitos ou granulado.


Brigadeiro
Receita da Fifi Doces
Rendimento: 35 docinhos

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em p
Manteiga para untar
Confeitos e granulados coloridos para decorar

Modo de preparo
Em uma panela, leve ao fogo todos os ingredientes. Mexa sem parar. Depois que ferver, mexa por mais 10 minutos ou at que desgrude da panela. Coloque em um refratrio untado ou papel vegetal e deixe esfriar. Unte as mos com manteiga, pegue uma poro com o auxlio de uma colher de sobremesa e faa bolas mdias. Cubra com os granulados coloridos.

Servio
Wondercakes Cupcakes, (11) 3063-1209/0787
www.wondercakes.com.br

Fifi Doces, (11) 3032-3812 ou (11) 3031 5273
www.fifidoces.com.br

Larissa Janurio, especial para o iG So Paulo

Thiago Castanho cresceu servindo mesas em famlia. Acabou virando cozinheiro apaixonado, especializado em peixes de gua doce

Foto: Divulgao

Ele tem apenas 24 anos. Viveu a infncia ajudando os pais no antigo restaurante da famlia e h quatro anos atua como cozinheiro profissional do restaurante paraense Remanso do Peixe, em Belm (PA). Thiago Castanho literalmente cresceu em torno do fogo: "Desde moleque, sempre ajudei meus pais, que fizeram da nossa casa um restaurante, a fonte de renda famlia?.

Da infncia difcil servindo mesas entre travessas fumegantes de costela de tambaqui que veio o cozinheiro citado hoje como uma das grandes promessas da nova gerao de chefs brasileiros. Ele elogiado por colegas como Rodrigo Oliveira, do Mocot: ?Ele faz uma cozinha amaznica inventiva, original, mas sem afetaes. Sempre atento, curioso e investigativo?. E Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto: ?O Thiago muito talentoso, faz pratos deliciosos com pescados de gua doce ?.

Castanho falou ao iG Comida sobre sua infncia, as pesquisas com os produtos amaznicos e sua paixo pelo mercado Ver-o-Peso, as sobremesas e os peixes de gua doce.

iG: Voc praticamente cresceu ao redor do fogo.
Thiago Castanho: No foi fcil. Desde moleque, sempre ajudei meus pais, que fizeram da nossa casa um restaurante, a fonte de renda famlia. Meu pai servia pratos de peixe. Por isso, vivi metade da minha vida dentro de um restaurante. Meu pai cozinhava, minha me atendia aos clientes no salo. Eu chegava da escola e ajudava a servir as mesas. Criana no entende isso muito bem. Samos de l h trs anos. Por isso, minha relao com a cozinha est mais para um misto de dor e amor.

iG: E quando foi que virou amor?
Thiago Castanho: Eu aprendi tudo com meu pai. Ele era pescador em Santarm, cresceu do lado do rio. O pai dele foi pescador e do rio eles tiravam tudo que precisavam para viver. Eu podia ter seguido outro caminho. Cheguei a cursar alguns meses de Cincia da Computao, mas nessa altura eu j estava envolvido. Levava livros de gastronomia para a faculdade (risos) de computao. Com 17 anos eu disse ao meu pai que queria estudar gastronomia. Pensava que no teria oportunidade de mudar pra So Paulo e estudar, mas ele me apoiou e eu fui para Campos do Jordo.

iG: O que a faculdade te ensinou?
Thiago Castanho: A parte tcnica. Depois que eu terminei a faculdade passei uma temporada em Portugal com o chef Vitor Sobral onde pude ampliar ainda mais meu conhecimento. Mas, quando voltei, tive que reaprender as coisas daqui, a valorizar o que meu, a trabalhar com os ingredientes que tenho a mo. No Remanso do Peixe, tive a oportunidade de mudar processos e formas de trabalhar, aplicando tcnicas mais atuais como cozinhar a costela do tambaqui no vcuo e finalizar na brasa. O meu pai fazia um cozimento clssico antes e depois passava na brasa. Mas nunca mexi nos pratos criados por meu pai. A moqueca paraense feita com filhote, tucupi e jambu, por exemplo, uma criao dele. O Remanso uma casa muito tradicional em Belm que serve basicamente peixe e por isso que as pessoas vm aqui, no d pra mudar. Em relao ao menu, eu alterei apenas a carta de vinhos, que hoje possui mais de 100 rtulos, e a de sobremesas, com receitas feitas a partir de frutas da regio. At o fim desse ano, vou inaugurar um novo restaurante em Belm com um conceito mais amplo da culinria paraense onde criaremos com mais liberdade.

iG: Esse processo de criao parte das suas pesquisas sobre frutos e sementes?
Thiago Castanho: Quando voltei a Belm passei a investigar ingredientes que no conhecia e a visitar o mercado Ver-o-Peso quase todo dia. meu lugar favorito, vou quando estou triste, quando estou feliz e sempre trago algo novo. L tem o setor das erveiras, mulheres que vendem ervas usadas pra medicina e perfumaria. A minha proposta us-las como ingredientes. Mas preciso ter conhecimento do que se est usando. Para saber manipular e fazer essa diferenciao na cozinha eu fui Embrapa e ao Museu Paraense Emilio Goeldi e fiz uma imerso nos estudos sobre frutos e sementes em publicaes como Plantas Oleaginosas da Amaznia, de Celestino Pesce, um livro de mais de 40 anos.

iG: E o que voc descobriu nesses estudos?
Thiago Castanho: Um bom exemplo o cumaru, uma semente muito aromtica, at ento usada para perfumar gavetas. O cheiro adocicado e lembra a baunilha. Eu estudei a respeito e hoje uso como ingrediente de pudim e tapioca caramelizado, uma das sobremesas mais pedidas aqui no Remanso.

iG: Ento voc tem predileo por sobremesas?
Thiago Castanho: Eu gosto muito de fazer sobremesas. Doces emocionam mais as pessoas, so mais bonitos, coloridos. Sempre tive paixo pelos doces. Aqui minhas sobremesas todas levam frutas da regio.

iG: Mas voc reconhecido por seus pescados.
Thiago Castanho: Eu gosto e conheo bastante sobre peixes de gua doce. Herdei isso do meu pai. E aprendi com ele muita coisa. Aqui no uso nenhum peixe de cativeiro porque respeito as fases da natureza. Quando falta um tipo de peixe, substituo por outro. No que no se possa usar peixe de cativeiro, a qualidade da carne vai depender do tratamento que o animal receber.

iG: Muita gente diz que peixe de rio tem gosto de barro. Voc concorda?
Thiago Castanho: O peixe o que ele come. No rio ele nada mais, tem uma variedade diferente de alimentos disponvel na natureza, o que interfere na textura e sabor da carne. Mas se ele vive num cativeiro sem espao e tratamento adequados pode mesmo ter uma carne com sabor mais terroso. Eu tenho preferncia por peixes que vivem em rios.

iG: Quais os seus preferidos?
Thiago Castanho: Trabalho muito com o tambaqui, um peixe bem conhecido e consumido aqui no Par. Ele come basicamente frutas, peixes menores e crustceos. mais gorduroso que a mdia, tanto que sua carne comparada de porco e sua parte mais nobre, a espinha, chamada de costela. O melhor jeito de servir na brasa. Outro que eu gosto e uso muito o filhote, um tipo mais popular e verstil. No tem espinha, seu fil rende mais e a carne branca lembra um queijo. A textura extremamente macia e o sabor bem delicado. Muitos turistas do sul do pas quando comem no acreditam que um peixe de rio justamente por causa desse preconceito de que pescados de gua doce tem gosto de barro.

iG: Que dicas voc daria para quem quer experimentar peixes de gua doce?
Thiago Castanho: Ante de tudo, achar um fornecedor confivel. Como disse, nem todos os peixes de cativeiro so ruins. A carne deve ser bem cuidada desde o momento da pesca at a cozinha. Ao comprar, tem que observar as mesmas caractersticas do peixe de mar. Se o olho est vivo, se a guelra est vermelha e o nariz ainda tem sangue. O cheiro no pode ser forte, tem que lembrar o habitat dele. E o principal considerar o ingrediente abundante na sua regio. A qualidade e frescor podem ser bem superiores em relao a produtos trazidos de outras regies mais distantes.

iG: E no preparo?
Thiago Castanho: Primeiro, faa uma limpeza com limo e sal para dar uma suavizada no sabor mais acentuado. Depois, respeite o tempo de cozimento. Esses pescados levam mais tempo para cozinhar que peixes de gua salgada. A temperatura do cozimento no deve passar de 80 graus e nem deve ferver na panela para no perder em textura e maciez. Um peixe de 150 gramas, por exemplo, leva cerca de 20 minutos para ficar pronto, a 80 graus.

iG So Paulo

frente do restaurante Remanso do Peixe, em Belm, ele ensina a preparar caranguejo, farofa de avi e moqueca paraense

Foto: Divulgao

Caranguejo com farofa de avi, patas de caranguejo e beiju de queijo curado na folha de bananeira
Rendimento: 4 pores
Tempo de preparo: 30 minutos

Caranguejo
300g de massa de caranguejo
60g de azeite
50g de cebola picada
1 alho laminado
Sal e pimenta do reino a gosto
2 unidades de pimenta verde de cheiro
2 folhas de chicria
Salsa picada

Modo de preparo
Lave e escorra a massa de caranguejo em gua corrente em uma peneira. Refogue lentamente a cebola, o alho, a pimenta verde de cheiro, juntando a massa de caranguejo. Tempere com sal e pimenta do reino e refogue por 5 minutos. Finalize com a salsa e a chicria picadas.



Farofa de avi seco

40g de manteiga
10g de cebola picada
100g de farinha de mandioca branca fina
100g de farinha de po
50g de avi (camaro seco salgado)
Sal e azeite a gosto

Modo de preparo
Em fogo baixo, derreta a manteiga e retire as impurezas (escumas) que ficam na superfcie, deixando somente a gordura amarela, mais saudvel. Doure at que adquira um aroma de nozes, junte a cebola e a farinha de mandioca e a farinha de po. Torre lentamente em fogo baixo, por cerca de 30 minutos. Reserve. Torre o avi separadamente com um fio de azeite. Ele liberar um aroma de camaro assado, quando estiver pronto. Junte a farofa. Como o avi j salgado, s acrescente mais sal se necessrio.

Pata de caranguejo
100g de pata de caranguejo
Sal e pimenta do reino a gosto
20g de azeite
1 pimenta verde de cheiro
de limo galego

Modo de preparo
Tempere as patas de caranguejo com sal, pimenta do reino e azeite. Cozinhe no vapor por 5 minutos. Retire do fogo e salpique algumas gotas de limo galego e um fio de azeite.

Beiju
250g de farinha de tapioca
200g de queijo curado ralado
1 ovo
40g de castanha ralada
300ml de leite
Folha de bananeira

Modo de preparo
Junte todos os ingredientes em um recipiente e reserve. Ferva o leite e derrame no preparado anterior. Deixe hidratar por 30 minutos. Molde formando cilindros de 9 centmetros e enrole na folha de bananeira. Sele na chapa at a folha escurecer. Para a folha ficar mais malevel e fcil de trabalhar, passe-a diretamente na chama at amolecer.

Moqueca paraense com cuscuz de farinha d?gua
Rendimento: 2 pores
Tempo de preparo: 1h 30min

Moqueca
500g de peixe (filhote) limpo
30g de azeite
10g de alho
limo
Pimenta do reino e sal a gosto
100ml de vinho branco
1 cebola mdia
1 tomate
1 pimento verde
1 pimento vermelho
15g de cheiro verde picado (coentro, cebolinha, salsa, chicria e alfavaca)
10g de pimenta verde de cheiro
600g de tucupi
50g de azeite
50g de goma de mandioca
90g de jambu
1 avi seco em p
Folhas e flores de jambu fresco a gosto
100ml de caldo de peixe
100g de camaro cinza mdio

Modo de preparo
Faa uma marinada com alho, azeite, vinho branco, sal e pimenta e envolva o peixe cortado em cubos grandes nessa mistura. Refogue a cebola, o tomate, os pimentes, a pimenta verde de cheiro e depois junte as ervas e o tucupi. Espesse com a goma de tapioca diluda em caldo de peixe. Tempere com o p de avi seco, corrija com sal e pimenta do reino. Junte o peixe e os camares frescos e cozinhe por 10 minutos em fogo brando, sem ferver. parte, mergulhe o jambu em gua fervente e retire-os rapidamente colocando em gua fria para interromper o cozimento. Acrescente moqueca e decore com as folhas e flores de jambu fresco. Regue com azeite.

Cuscuz de farinha d?gua
100g de farinha d?gua
150ml de leite de coco
20g de cebola picada
20g de tomate picado
30g de azeite
1 pimenta verde
Gelo
10g de coentro
Sal e pimenta do reino a gosto
limo galego

Modo de preparo
Refresque o leite de coco com algumas pedras de gelo. Hidrate a farinha aos poucos com o leite de coco, usando as mos para ajudar a ?soltar?. A textura ideal quando parecer com cuscuz marroquino. Tempere com o restante dos ingredientes e deixe descansar por 1 hora antes de servir.


Sopa fria de flor de vinagreira, cupuau marinado e ptalas de jambo
Rendimento: 6 pores
Tempo de preparo: 30 minutos (4h de resfriamento)

Sopa fria de flor de vinagreira
70g de flor de vinagreira
220g de acar
700ml de gua
2 colheres (sopa) de mel
1 colher (sopa) de glucose
1 ma
1 semente de urucum

Modo de preparo
Coloque as flores de vinagreira em uma trouxa de gase ou pano permevel para fazer a infuso. Em uma panela, ferva a gua, o acar, a glucose, o mel, a ma e o saco de infuso por 30 minutos. Retire as flores de vinagreira e passe-as por um processador. Passe por uma peneira coberta com um pano esterilizado. Volte para panela com as sementes de urucum at dar ponto de fio fino (110C). Coe e reserve.

Cupuau marinado
260g de gomos de cupuau
110g de acar
5g de cumaru
50ml de gua

Modo de preparo
Faa uma infuso com cumaru e a gua. Tire do fogo, junte o cupuau e o acar e misture. Coloque em um saco, retire o ar e resfriar em gelo.

Ptalas de jambo
3 jambos
Acar de confeiteiro a gosto

Modo de preparo
Fatie um jambo no ralador e coloque num silpat. Polvilhe com acar de confeiteiro e resseque no forno a 140C por 10 minutos. Com os outros dois jambos, somente fatie-os e polvilhe com acar.


A pedido de uma leitora, resgatamos a receita desse quitute leve e macio

Foto: Guta Chaves

Faz um tempinho,publiquei uma coluna sobre o bolinho de fub feito pela minha me, dona Baslia. E recebi um email caloroso da leitora Ivani, lembrando que a me dela preparava essa mesma quitanda e tambm fazia bolinhos fritos de araruta. Ivani perguntou-me, com nostalgia, se minha me conhecia a receita.

Respondi que minha me tinha uma receita parecida, s que de polvilho de mandioca. Mas que ns duas nos comprometamos a tentar preparar os mesmos bolinhos da minha famlia, s que com a araruta. A tarefa difcil era encontrar uma fcula de araruta de boa procedncia. Foi uma aventura. Procurei em So Paulo e no achei. Minha me tambm investigou na cidade dela, em Passos, Minas Gerais, e nas redondezas. Nada.

Consultando o blog da Neide Rigo achei o contato do senhor Pedro Coni, como produtor deararuta de boa qualidade. Seu cultivo fica em Conceio de Almeida, na Bahia. Ento como iria viajar nesse feriado de 12 de outubro para a casa dos meus pais, encomendei a araruta do seu Pedro, que chegou por Sedex em Minas.

Minha me ficou meio ressabiada, pois nunca tinha feito quitanda com essa fcula. Mas ela assumiu com prazer o desafio e substituiu o tradicional polvilho de mandioca pelo de araruta na feitura da massa dos bolinhos. Fritou no tacho de cobre e deu certo! A iniciativa rendeu deliciosos bolinhos. Eles no ficam to grados como os de polvilho de mandioca, mas em compensao resultam mais leves e mais fofos por dentro. E so crocantes por fora.Ivani: finalmente ns temos a receita para te passar e, claro, para todos os leitores que estiverem com gua na boca.

Sobre a araruta

Para quem no conhece, a araruta uma planta nativa da Amrica do Sul, cultivada h milhares de anos. Sua raiz possui uma fcula branca alimentcia, transformada em polvilho, que antes era tradicionalmente usada para fazer mingaus, bolos, biscoitos, sequilhos e brevidades. Pelo fato de a indstria alimentcia ter substitudo o polvilho da araruta pelo de mandioca, seu cultivo foi prejudicado, colaborando para seu processo de extino. Sua utilizao vem sendo resgatada em algumas localidades, como Santo Antnio de Pdua, no Rio de Janeiro, e Conceio de Almeida, na Bahia, incentivada pela Embrapa, que tambm desenvolve o cultivo na Fazendinha Agroecolgica Km 47, no Rio de Janeiro. A araruta recomendada para pessoas com restries ao glten.

Descobrimos nessa pesquisa que a fcula da araruta tima para fazer aquelas quitandas que derretem na boca, como sequilhos, ?quitanda fina?, como diz minha me. Ivani, ns fizemos o bolinho tranadinho, mas d perfeitamente para fazer em formato de argola, como a receita da sua me. Esperamos humildemente ter ajudado a resgatar uma receita de famlia. Com carinho, Guta e Baslia.

Receita
Bolinho de Araruta
Ingredientes
2 xcaras (ch) de polvilho
2 ovos
gua morna para sovar
1 pitada de sal
xcara (caf) de leo quente
2 ovos
leo para fritar

Modo de fazer
1. Coloque o polvilho numa tigela e sove com um pouco de gua morna misturada a uma pitada de sal.
2. Escalde com leo quente e misture bem.
3. Junte os ovos e amasse bem com a mo at virar uma massa fofa e elstica.
4. Num tacho (ou panela funda) esquente bem o leo. Coloque aos poucos os bolinhos para fritar (tranados ou em forma de argola) e retire quando estiverem ficando dourados.
5. Disponha-os numa vasilha com papel toalha para absorver a gordura. E sirva quentinho para o caf-da-manh ou lanche da tarde.

Dicas da dona Baslia:
? Deixe num prato um pouquinho de leo para passar na mo para que os bolinhos no grudem na hora de enrolar para fritar.
? Antes de comear a fritar, teste com um pedacinho de massa para ver se o leo est bem quente.
? Uma dica para os bolinhos no espirrarem muito leo desligar o fogo na hora de retirar e acender de novo quando colocar os prximos para fritar.

Servio
Araruta do senhor Pedro Augusto Borges Coni ? contatoararuta@hotmail.com, (75) 8129-1719, Conceio de Almeida (Bahia). Cada 100g custa R$ 5,00 mais a despesa do correio. O pedido mnimo de 500g.

A Embrapa tem uma cartilha que aborda as tcnicas de plantio, adubao, cultivo e preparo da araruta, com vrias receitas. Custa cerca de R$ 30,00. Informaes tel. (21) 3441-1500, ramais:1594/1597.

Marina Fuentes, especial para o iG So Paulo

Smbolo da Inglaterra, o rosbife fez histria no Brasil como petisco e sanduche

Foto: David Santos Jr./Foto Arena

Por mais que Londres tenha se tornado uma capital gastronmica, a culinria inglesa costuma ser considerada um ?seno? nas visitas terra da rainha. Mas batatas todos os dias e uma comida de rua das mais indigestas ? algum a j comeu um bom ?fish and chips?? ? no podem ofuscar uma grata contribuio da cozinha da Inglaterra para o mundo: o rosbife.

O termo rosbife a verso aportuguesada do nome do prato, que j d a deixa do que vir mesa: roast beef (carne assada). Mas o rosbife ingls no definio para qualquer carne que vai ao forno. Trata-se do prato-smbolo do pas, aquele que servido aos domingos e tem aprovao unnime entre os jovens e os mais velhos. Sim, o rosbife ingls um prato principal e servido quente, acompanhado por batatas (claro!), pudins de Yorkshire (feitos com massa de farinha, manteiga, leite e ovos) e legumes que, escolhidos de acordo com cada receita, ladeiam a carne na travessa.

Ali, nos fornos ingleses, nem todo rosbife sem osso ou servido mal passado. H quem prefira fazer rosbife com um corte de costela (rib of beef) ou com uma parte das pores chamadas de sirloin e top side. A maioria das receitas inclui especiarias, pimenta do reino e um pouco de mostarda no tempero da carne. Tambm segue um padro de forno alto no princpio, seguido por um fogo moderado (com os tempos calculados pelo tamanho da pea e com o ponto desejado).

Outro segredinho dos ingleses deixar a carne ?assentar as fibras? depois de pronta. O chef-estrela Jamie Oliver, em uma receita que anuncia como ?o rosbife perfeito?, decreta: ?A carne deve descansar depois de assada ao menos durante meia hora e depois ser fatiada bem fininha para ser apreciada tenra?. No preparo, o cozinheiro ingls forra uma assadeira com vegetais cortados ainda com casca, coloca a pea de carne sobre eles, rega com azeite e tempera com alho e alecrim (veja o link da receita completa, em ingls). ?Este prato deve ser mantido simples. Nada melhor que um rosbife em um feriado?, elogia ele.

Sem seguir o conselho do cozinheiro, Helena Rizzo, do restaurante paulistano Mani, se inspirou na especialidade para criar um rosbife gastronmico feito em crosta de lapsang sauchon, servido com salada morna de batatas, uma leitura bastante elaborada do trivial assado. A carne passa por dois processos: primeiro cozida vcuo e depois selada em uma chapa (veja receita). O sabor conferido pelo ch e a textura da carne tornou o prato um hit entre gourmets da cidade.

Recheio de sanduche

Tal qual fazemos com os restos de pernil ou com as sobras da carne de panela, um rosbife no almoo garantia de um sanduche noite ou no dia seguinte. Os ingleses complementam a carne, cortada fria bem fina, com cebola e molho ingls e queijo cheddar derretido. to saboroso e reconfortante que desnecessrio dizer que diversas lanchonetes do Reino Unido fazem rosbife somente para lanches servidos assim.

E na categoria de frios que recheiam um po que o rosbife fez fama deste lado do oceano. Dois dos mais famosos sanduches brasileiros so feitos com ele. O pioneiro, o bauru (hoje conhecido como bauru Ponto Chic) foi criado nos anos 1930 por Casemiro Pinto Neto, estudante de direito apelidado com o nome de sua cidade natal, Bauru, que frequentava o Ponto Chic. Faminto, uma noite ele pediu um sanduche inventado na hora: po francs sem miolo, uma poro de queijo derretido, fatias de rosbife, rodelas de tomate e pepino em conserva. O primeiro a copiar foi um amigo, que deu uma mordida e logo pediu ?me v um igual ao do Bauru?. A receita ganhou fama dentro e fora do restaurante, para depois ganhar os balces de lanchonetes de todo o pas.

Mas o sucesso no foi o suficiente para manter a frmula original - na falta do ingrediente principal, alguns locais passaram a substituir o rosbife pelo presunto, que hoje virou sinnimo do bauru que se encontra em lanchonetes e padarias. No em locais como os bares paulistanos Mercearia So Pedro e Original, que tm o bauru clssico no cardpio, alm do prprio Ponto Chic, onde o lanche o carro-chefe at hoje (confira a receita do rosbife).

Enquanto a verso adaptada do bauru se tornava a mais conhecida, um outro sanduche foi criado imagem e semelhana do original. Edgard Sader, gerente do restaurante paulistano Bambi, especializado em cozinha srio-libanesa, lembra que tudo aconteceu no primeiro Bambi, nos anos 1950. ?Um cliente foi jantar no restaurante e pediu um bauru, mas a gente no tinha po francs. Como meu tio Fares no quis desagradar o fregus, improvisou, recheando um po srio com queijo prato e tomate. Como no tinha organo, usou zahtar. E o cliente adorou?, conta. Feliz com a nova criao, Fares resolveu batiz-la homenageando sua cidade natal: Beirute.

Sem patente, o beirute caiu nas graas do pblico e passou a ser feito em todo lugar. Edgard conta que o segredo para o lanche, estrela do Bambi at hoje, ficar perfeito levar o po srio aberto ao forno somente com o queijo. ?Quando derreter, coloque os outros ingredientes, feche o po e leve ao forno novamente, para a parte de cima ficar crocante, diz.

A escolha da carne

Lorival Habimorad, o homem por trs da tradicional Casa de Carnes Ok, no Mercado Municipal de Santo Amaro, em So Paulo, indica um tipo de pea para cada forma de preparo: ?O rosbife caseiro comprado em padarias, para ser consumido frio, feito ao forno com lagarto?, conta. Ele diz que se a ideia fazer um rosbife dessa forma, indispensvel que a carne esteja fria na hora de cortar. ?Caso contrrio a carne desfia inteira?. A tarefa de cortar a carne bem fininha tambm pode ser inglria para quem no tem uma mquina de fatiar ou, ao menos, uma faca muito afiada.

J para preparar quente, como os ingleses, Lorival sugere uma pea do meio do contrafil ?quando j vai arredondar para o lado da bisteca?, com 1200 a 1500g. ?A carne deve ser bem limpa, mas tem muito mais sabor?, diz. Menos comum na Inglaterra, h tambm um rosbife feito na frigideira. ?No extinto bar Ilhabela, na avenida Joo Dias, ele era feito na frigideira com a ponta do colcho mole?, lembra.

essa a verso que se transforma no canap-vedete do bar alemo Zur Alten Mhle, h 30 anos no bairro paulistano do Brooklin. O proprietrio Werner Heying conta que aprendeu a receita, familiar, com o pai. ?Uso uma pea de colcho mole inteira, com sete a oito quilos, totalmente limpa de gordura e corto como se fossem trs tringulos?, explica. Depois de salgar as carnes, Werner esquenta um tacho bem quente e coloca um fio de leo. Doura cada lado dos tringulos de carne e retira do fogo. Quando esfria, congela tudo. ?Fica mais fcil de cortar bem fino sem estragar a carne - e olha que eu uso o fatiador de frios. Acho impossvel conseguir o mesmo efeito com a faca?, diz.

Depois de pronto e fatiado, o rosbife colocado sobre quadradinhos de po preto com manteiga temperatura ambiente e coberto por uma fatia de pepino em conserva e um pouco de maionese caseira. Famoso, o canap o petisco mais pedido da casa, ao lado do feito com linguia de Blumenau.

Rosbife em crosta de lapsang sauchon
Receita da chef Helena Rizzo, do Man, em SP
Rendimento: 6 pessoas

Ingredientes

1 pea de fil mignon limpo
10g de lapsang sauchon modo
10g de p de carvo vegetal
Sal a gosto
Azeite de oliva

Modo de preparo
Porcione o fil em seis pedaos compridos. Seque-os bem num pano de prato e reserve. Misture em uma vasilha o ch com o carvo vegetal. Tempere as pores de fil com sal e cubra-as com a mistura anterior. Enrole em papel filme cada poro e aperte bem. Coloque as pores numa bolsa plstica e fech-la vcuo. Cozinhe por 40 minutos. Depois de cozidos, marque os ?rolinhos? de fil mignon dos quatro lados na chapa com um fio de azeite.

Rosbife do bar Original

Ingredientes
2,5 kg de lagarto
1 colher (sopa) de sal
5 dentes de alho
50ml de leo

Modo de preparo
Em uma travessa, tempere o lagarto com o sal e o alho. Coloque o leo em uma panela e o aquea. Em seguida, coloque a carne para selar, at que fique dourada por todas as partes. Retire a carne do fogo, envolva em papel alumnio e armazene na geladeira. Para servir, retire do alumnio e fatie.


Servio

Ponto Chic. Largo do Paissandu, 27, Centro, (11) 3222-6528
Zur Alten Mhle. Rua Princesa Isabel, 102, Brooklin, (11) 5044-4669
Original. Rua Grana. 137, Campo Belo, (11) 5093-9486
Mercearia So Pedro. Rua Rodsia, 34, Sumarezinho, (11) 3815-7200
Man. Rua Joaquim Antunes, 210, Pinheiros, (11) 3085-4148
Casa de Carnes Ok. Rua Padre Jos de Anchieta, 953, Santo Amaro, (11) 5522-3434


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?