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iG São Paulo

Passagem do tufão Megi provoca fortes chuvas e pelo menos três mortes

Foto: Reuters

Helicópteros e soldados trabalham no resgate de mais de 400 pessoas presas na rodovia de Su'ao em Taiwan. Nesta sexta-feira, mais de vinte veículos ficaram presos em uma das principais estradas costeiras do país, após um deslizamento de terra seguido de chuvas fortes.

Mais da metade das pessoas na rodovia eram turistas chineses em grupos de excursão. Um ônibus de turismo foi soterrado e pelo menos três pessoas morreram. Oficiais dizem que mais de 200 pessoas já foram resgatadas, mas que a operação está sendo dificultada pela grande quantidade de lama.

Taiwan sofre com a passagem do tufão Megi, que provoca ventos de até 165 quilômetros por hora. Só na província de Yilan, onde aconteceu o acidente, mais de 2 mil pessoas já foram evacuadas nos últimos dois dias.

Em sua passagem pelas Filipinas, o tufão provocou 36 mortes. Agora, a tempestade segue para a província de Fujian, no sul da China. Portos e terminais petrolíferos em Hong Kong e no sul da China interromperam as operações nesta quinta-feira, forçando navios petroleiros a ancorar a pouca distância da costa para enfrentar um dos maiores tufões no litoral do sul da China nos últimos anos.

"Se formos atingidos diretamente, isso terá um grave impacto sobre Hong Kong", disse Lai Tung-kwok, uma autoridade do setor de segurança. Os ciclones, na Ásia chamados de tufão, normalmente assolam a região entre maio e setembro, quando as águas do mar estão mais quentes.

Com BBC e EFE

iG São Paulo

Valor se somará a US$ 7,5 bilhões em ajuda civil já prometidos pelos americanos num período de cinco anos

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos oferecerão US$ 2 bilhões em ajuda militar ao Paquistão. O valor, que ainda está sujeito à aprovação parlamentar, se somará aos US$ 7,5 bilhões em ajuda civil que os EUA prometeram ao país num período de cinco anos.

"Quando se trata de luta contra o terrorismo, os Estados Unidos não têm parceiro mais forte que o Paquistão", afirmou Hillary, no último dia de um encontro entre autoridades dos dois páises, realizado em Washington.

Com o novo pacote, o governo Obama também vai cobrar mais ações do governo paquistanês para combater insurgentes islâmicos no país. O Paquistão é considerado um importante aliado dos EUA na luta contra os talebans no Afeganistão.

Ataques

O anúncio da ajuda militar ao Paquistão é feito no mesmo dia em que dois atentados no país mataram nove pessoas, entre elas seis soldados e duas crianças.

Uma bomba explodiu logo após a oração de sexta-feira em uma mesquita lotada de fiéis em Peshawar, no noroeste do Paquistão. Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas. Outra explosão ocorreu em uma estrada na zona tribal de Orakzai, reduto da insurreição taleban.

Com EFE e AFP

Reuters

Em fase de teste, submarino lançado ao mar em agosto não está armado com ogivas nucleares

Foto: AFP

Um novo submarino nuclear da Marinha Britânica encalhou nesta sexta-feira na costa noroeste da Escócia, segundo o Ministério da Defesa.

"Não é um incidente nuclear" esclareceu um porta-voz. "Não há ferimentos para o pessoal, e o submarino está vedado em relação à água."

O ministério disse que se trata de um submarino da classe Astute, e que ele não estava armado com ogivas nucleares. Ele acrescentou que a situação está sendo "investigada".

O HMS Astute, recém-inaugurado, é o primeiro exemplar de uma nova classe de submarinos movidos a energia nuclear. Ele havia sido lançado ao mar em agosto, e estava passando por testes antes de entrar em operação.

A Guarda Marítimo-Costeira disse ter sido avisada do incidente, por volta de 7h20 (5h20 em Brasília), e enviado um rebocador ao local. Um porta-voz disse que aparentemente a embarcação bateu em rochas perto da ilha de Skye.

 

iG São Paulo

Hospitais estão lotados e, segundo o governo, mais de 1.500 pessoas apresentam os sintomas da doença

Foto: AP

Pelo menos 142 pessoas morreram em consequência de uma epidemia de cólera no Haiti, segundo informou nesta sexta-feira o ministro haitiano da Saúde, Gabriel Thimothe. De acordo com o governo haitiano, mais de 1.500 pessoas apresentaram os sintomas da doença, com forte diarreia, febre alta e vômitos.

A epidemia está concentrada na região de Artibonite, ao norte da capital, Porto Príncipe. A cólera é uma infecção intestinal provocada por uma bactéria transmitida por meio de água ou comida contaminada. A origem da contaminação é normalmente fezes de pessoas contaminadas. A doença provoca diarreia e vômitos, levando à desidratação severa, e pode matar rapidamente se não for tratada. O tratamento é feito por meio de reidratação e antibióticos.

Hospitais lotados

A Organização Panamericana da Saúde (OPS) enviou duas equipes para o sul da região de Artibonite, que concentra a maioria dos casos. Autoridades da OPS e do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) se dizem preocupadas com a gravidade da epidemia e o alto número de mortes registrado.

"Nada pode ser verificado neste momento. Não temos números, não temos dados epidemiológicos", afirmou o médico Michel Thieren, coordenador da OPS no Haiti. "O que sabemos é que as pessoas têm diarreia e estão vomitando, e eles podem morrer rápido se não forem vistos em tempo", disse Catherine Huck, vice-diretora da OCHA para o Haiti.

Hospitais no entorno da cidade de Saint-Marc, a cerca de 100 quilômetros de Porto Príncipe, estão lotados com pessoas procurando por atendimento. Em alguns deles, pacientes têm sido atendidos em locais como estacionamentos por falta de leitos. Muitos pacientes estão sendo transferidos para hospitais em outras regiões.

Terremoto

A possibilidade de uma epidemia de cólera era um dos temores gerados após o devastador terremoto que atingiu o país em janeiro e que provocou a morte de cerca de 250 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados.

Muitas pessoas ainda estão vivendo em campos improvisados, sob condições sanitárias precárias e com pouco acesso a água potável, mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não houve epidemias até agora.

O Departamento de Artibonite não foi tão atingido pelo terremoto, mas milhares de pessoas que perderam suas casas nas áreas atingidas estão vivendo em campos de desabrigados ou com parentes na região.

Com AP e BBC

EFE

Fortes chuvas causam destruição e morte nas províncias de Ha Tinh, Nghe An, Quang Binh e Thanh Hoa

Foto: AFP

As inundações provocadas pela chuva de monção no Vietnã deixaram 75 mortos, seis desaparecidos e mais de 170 mil desabrigados, segundo o último boletim divulgado nesta sexta-feira pelas autoridades vietnamitas.

As equipes de emergência resgataram 16 corpos nas províncias de Ha Tinh, Nghe An, Quang Binh e Thanh Hoa, as mais afetadas pelas fortes chuvas que caíram ao longo da semana. Na quinta-feira, 14 corpos foram resgatados do ônibus arrastado por uma corrente d'água quatro dias antes. Outras seis pessoas continuam desaparecidas.

Entre os mortos registrados até o momento há três crianças, com idades entre sete meses e três anos de idade. Segundo os números oficiais, 270 mil casas foram danificadas pelas enchentes e 56 mil hectares de plantações foram destruídos.

Centenas de pessoas morrem todos os anos no Sudeste Asiático nas enchentes, inundações e deslizamentos de terra que ocorrem durante a época das monções, também conhecida como estação chuvosa, que vai de maio a outubro.

Reuters

Equipes de resgate procuram capitão de balsa, que virou após colidir com embarcação alemã

Foto: Reuters

Uma pequena balsa de transporte de passageiros colidiu nesta sexta-feira com um cargueiro alemão em um movimentado canal da Holanda. O capitão da balsa está desaparecido.

A polícia teme que ele tenha morrido depois que a balsa virou de cabeça pra baixo e acredita que não havia nenhuma outra pessoa a bordo da embarcação, normalmente utilizada por pessoas a caminho do trabalho, algumas vezes com suas bicicletas.

Como o país está em um período de feriado escolar, o tráfego é pequeno na área.

Bombeiros, mergulhadores, um helicóptero e um barco com sonar termal foram para o local para vasculhar o canal Amsterdã-Reno em busca do capitão.

A polícia informou que os dois tripulantes do cargueiro foram detidos para interrogatório e um teste mostrou que não estavam alcoolizados.

 

BBC Brasil

Homem de 61 anos desaparece após ser identificado como possível criminoso em atração de emissora alemã

Um programa de TV que tenta desmascarar pedófilos na Alemanha está sendo alvo de críticas depois que um dos suspeitos que apareceram na atração desapareceu sem deixar rastros.

No programa "Cena do Crime: Internet - Protegendo Nossas Crianças", do canal RTL2, uma mulher se finge de menor para contatar possíveis pedófilos em um chat na internet. Quando ambos marcam um encontro, quem comparece é uma atriz de 13 anos com uma câmera escondida. Depois, a "mãe" da garota, na verdade uma jornalista do programa, confronta o par.

A atração já vinha gerando polêmica, mas passou a causar "escândalo", como definiu o jornal "Berliner Zeitung", a partir de um episódio em que homem foi identificado por colegas de trabalho há mais de uma semana e nunca mais apareceu.

Sem provas

O suspeito, de 61 anos, coordena um centro de jovens católicos na cidade de Wurzburg (centro-sul do país). Ele foi mostrado com o rosto manchado e a voz distorcida, que não impediram sua identificação.

Segundo o "Berliner Zeitung", não há provas de que o homem já tenha incorrido em alguma atividade pedófila, embora os registros do chat permitam suspeitas. Em Wuzburg, não há sinais de que ele já tenha praticado qualquer violência sexual, e os seus colegas se disseram surpresos com a notícia.

A Procuradoria ainda está investigando o caso mas, por ora, não haveria razões para levar o suspeito à justiça.

Mulher de ministro

Desde o desaparecimento, especialistas e telespectadores têm feito críticas ao programa. Em uma entrevista ao jornal "Passauer Neue Presse", a ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, se posicionou contra o que ela disse ser um programa de televisão assumindo o papel da Justiça.

"Um Estado de Direito não precisa martirizar as pessoas", disse. "Precisamos evitar os pré-julgamentos antes de o sistema de Justiça investigar o caso. Nossa Justiça é extremamente valiosa e precisamos preservá-la."

Uma das apresentadoras de "Cena do Crime: Internet - Protegendo Nossas Crianças" é Stephanie zu Guttenberg, mulher do ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg. Ativista na luta contra o abuso infantil, Stephanie é autora de um livro sobre o tema. Sua participação na atração fez com que o programa e a polêmica ganhassem ainda mais destaque no país.

BBC Brasil

Hospitais da região afetada (Artibonite) estão lotados com pacientes com diarreia

Pelo menos 135 pessoas já morreram em consequência de uma provável epidemia de cólera no Haiti, segundo autoridades locais. De acordo com o governo haitiano, mais de 1.500 pessoas apresentaram os sintomas da doença, com forte diarreia, febre alta e vômitos.

O diretor-geral do Departamento de Saúde, Gabriel Thimote, disse que está esperando os resultados de testes de laboratório para confirmar a contaminação pela bactéria da cólera. Thimote e o ministro da Saúde, porém, dizem acreditar que se trata mesmo de uma epidemia de cólera.

A epidemia está concentrada na região de Artibonite, ao norte da capital, Porto Príncipe. A cólera é uma infecção intestinal provocada por uma bactéria transmitida por meio de água ou comida contaminada. A origem da contaminação é normalmente fezes de pessoas contaminadas. A doença provoca diarreia e vômitos, levando à desidratação severa, e pode matar rapidamente se não for tratada. O tratamento é feito por meio de reidratação e antibióticos.

Hospitais lotados

A Organização Panamericana da Saúde (OPS) enviou duas equipes para o sul da região de Artibonite, que concentra a maioria dos casos, segundo afirmou à BBC um membro da entidade. Enquanto aguardam os resultados dos testes laboratoriais, as autoridades da OPS e do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) atribuem as mortes a "diarreia aguda".

As organizações se dizem preocupadas com a gravidade da epidemia e o alto número de mortes registrado. "Nada pode ser verificado neste momento. Não temos números, não temos dados epidemiológicos", afirmou o médico Michel Thieren, coordenador da OPS no Haiti. "O que sabemos é que as pessoas têm diarreia e estão vomitando, e eles podem morrer rápido se não forem vistos em tempo", disse Catherine Huck, vice-diretora da OCHA para o Haiti. Hospitais no entorno da cidade de Saint-Marc, a cerca de 100 quilômetros de Porto Príncipe, estão lotados com pessoas procurando por atendimento. Em alguns deles, pacientes têm sido atendidos em locais como estacionamentos por falta de leitos. Muitos pacientes estão sendo transferidos para hospitais em outras regiões.

Terremoto

A possibilidade de uma epidemia de cólera era um dos temores gerados após o devastador terremoto que atingiu o país em janeiro e que provocou a morte de cerca de 250 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados. Muitas pessoas ainda estão vivendo em campos improvisados, sob condições sanitárias precárias e com pouco acesso a água potável, mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não houve epidemias até agora. O Departamento de Artibonite não foi tão atingido pelo terremoto, mas milhares de pessoas que perderam suas casas nas áreas atingidas estão vivendo em campos de desabrigados ou com parentes na região.

The New York Times

Kifl sobreviveu a milênios de guerras e catástrofes naturais, mas agora mira futuro e potencial turístico

Foto: The New York Times

A pequena cidade iraquiana de Kifl, sombreada por palmeiras em uma curva do rio Eufrates, foi reverenciada como um lugar sagrado por séculos ? por judeus, muçulmanos e, pelo menos nos períodos de paz, por ambos. ?A velha democracia?, explicou o chefe da polícia local.

Kifl, em uma região que já foi conhecida como Babilônia, sobreviveu a milênios de guerras e catástrofes naturais, ao exílio e a expulsão, a queda de impérios e devastações da modernidade. Ela encarna o passado rico e cheio de camadas do Iraque e ainda pode representar o seu futuro ? se os líderes do país conseguissem parar de discutir sobre a região e sua origem religiosa.

No centro da cidade ? e no meio da disputa ? está o túmulo de Ezequiel, o profeta bíblico que pregava aos judeus em cativeiro sob Nabucodonosor, no século 6 a.C. Em algum lugar nas redondezas, segundo tradição e fé, ele teve suas visões de Deus.
Líderes da cidade e da província têm agora uma visão mais terrena também: o turismo. O Iraque continua sendo um país em guerra e a cidade, poeirenta e cheia de lixo, não tem um único hotel. No entanto, eles sonham com viajantes de todas as fés peregrinando a Kifl ? muçulmanos, cristãos e até mesmo judeus, que viveram e adoraram na região até que as últimas famílias partiram em 1951 ?por causa do problema da Palestina?, disse um deles, Zvi Yehuda.

Isso colocou o túmulo, com sua distinta (e islâmica) cúpula cônica, que data do século 14, em um debate que espelha o Iraque como um todo no momento em que o país emerge da ditadura e da guerra. É um debate entre os objetivos conflitantes da preservação histórica e do desenvolvimento moderno, entre uma história multireligiosa a crescente influência do Islã, particularmente do ramo xiita, cujos clérigos têm seus próprios projetos para o local.

?Nós podemos provar ao mundo que esse lugar é um dos lugares culturais que promovam a civilização e a convivência pacífica entre os povos?, afirmou Qais Hussein Rashid, diretor do Conselho Estadual de Antiguidades, que supervisiona todos os locais históricos do Iraque.

Ele não disse que seria fácil. No final do ano passado, o conselho de antiguidades começou um projeto para restaurar o antigo centro de Kifl, com o objetivo de ganhar a cobiçada designação como Patrimônio da Humanidade da Unesco, se unindo assim a outros três locais no Iraque: Hatra, Assur e Samarra.
O centro histórico inclui não apenas o túmulo de Ezequiel e a sinagoga em torno dele, mas também um minarete precariamente mantido de uma mesquita do século 14 que há muito foi destruída e um mercado municipal com abobada em forma de T construído em 1800 sob domínio otomano, quando judeus e muçulmanos viviam em relativa tolerância, ainda que não exatamente harmonia. Tudo isso está no centro do projeto de recuperação de Kifl, que ainda está em estudo.

Projeto

Uma cópia do projeto, pendurada na parede do gabinete do prefeito, retrata modernos hotéis, restaurantes, lojas, parques, estacionamentos e até mesmo uma doca na margem do Eufrates: Kifl em 2030. ?Esperamos que todos que visitem o Iraque venham a Kifl?, disse o prefeito, Khalid Obeid Hamza. Suas ambições são tão grandes quanto a cidade da Malásia que citou como inspiração para os planos. ?Kuala Lumpur", lembrou. É um lugar muito agradável?.

O projeto, como o trabalho de restauração, foi recebido com profunda desconfiança pelos moradores de Kifl, incluindo alfaiates, donos de lojas e restaurantes que trabalham no mercado coberto.

No mês passado, moradores de Kifl protestaram, temendo que a reforma iria forçá-los a partir. ?Se for bom para o meu trabalho, mas prejudicar os demais eu não vou aceitar?, disse o padeiro Ali Malik manifestando receios de que os hotéis e restaurantes para turistas irão estragar o encanto histórico, ainda que desgastado, da cidade.

Ele ecoou um lamento familiar no Iraque: ?Eu desejo que o trabalho de recuperação comece com eletricidade, água e esgoto?.

*Por Steven Lee Myers

EFE

Polícia e serviços de emergência de Amsterdã buscam os passageiros que caíram no canal, cujo número ainda não foi determinado

Um cargueiro alemão colidiu hoje com um ferry boat em um canal de Amsterdã, num acidente que fez com que vários passageiros do barco holandês caíssem na água, informou a polícia local.

A polícia e os serviços de emergência de Amsterdã buscam os passageiros que caíram, cujo número ainda não foi determinado. O ferry boat é uma embarcação bastante usada na Holanda para transportar passageiros - muitos deles levam no barco suas bicicletas - de margem a margem em um canal que divide duas localidades.

Geralmente usado por estudantes, o barco não estava lotado porque as escolas holandesas estão de férias nesta semana. O acidente aconteceu às 7h local (3h de Brasília) no canal Amsterdam Rynkanaal, na altura das localidades Nieuwer-Ter-Aa e Breukelen, entre Amsterdã e Utrecht.

Um helicóptero equipado com câmera infravermelha e uma equipe de mergulhadores se deslocaram ao local do acidente para localizar os passageiros. O tráfego pelo canal foi interditado. No momento, a polícia interroga, entre outros, o capitão do cargueiro alemão, que foi localizado após ficar um tempo desaparecido.

O ferry boat permanece naufragado no fundo do canal, informa o jornal "De telegraaf" em sua edição digital. Segundo esse jornal, há 13 anos, um ferry boat sofreu uma colisão similar, sem deixar vítimas.

Reuters

Segundo porta-voz do Alto Conselho de Paz, governo está disposto a oferecer empregos, casas e dinheiro a militantes

Foto: AFP

O novo conselho de paz do Afeganistão disse na quinta-feira que está disposto a fazer concessões para trazer insurgentes à mesa de negociações, e pediu ajuda da Arábia Saudita na mediação das negociações de paz.

Qiyamuddin Kashaf, porta-voz do Alto Conselho da Paz, reiterou o apoio dos governos afegão e norte-americano para que os militantes renunciem à violência. Em entrevista coletiva em Cabul, Kashaf disse que o governo pode oferecer empregos, casas e dinheiro a militantes que estejam dispostos a depor suas armas.
"O Alto Conselho da Paz espera que o mundo islâmico, em particular a (Organização da) Conferência Islâmica, e o rei saudita apoiem o piedoso povo do Afeganistão na obtenção da paz", disse ele, lendo nota do conselho.

Questionado sobre a menção específica à Arábia Saudita, Kashaf explicou que esse foi um dos três únicos governos que reconheceram o regime do Taleban, derrubado em 2001 no Afeganistão, além de ser um país com boas relações com o Paquistão e de ali ficarem os lugares mais sagrados do Islã.

A Arábia Saudita promoveu negociações secretas no ano passado e já agiu anteriormente como interlocutora entre autoridades afegãs e comandantes do Taleban.

Negociações

O Alto Conselho da Paz tem 70 integrantes, e sua criação foi proposta pelo presidente Hamid Karzai para promover negociações pelo fim de várias décadas de violência.

Kashaf disse que o mecanismo de negociações se baseia numa forma "honrada" para a reintegração dos militantes à sociedade, o que "envolve posições, casa, salário e autoestima". "Eles querem concessões e vamos dá-las", acrescentou na entrevista, sem entrar em detalhes.

Funcionários da Otan e do governo afegão confirmaram a realização de contatos preliminares entre o governo e o Taleban. Mas Mark Sedwill, principal representante civil da aliança ocidental no país, disse ao canal britânico Sky News que não está claro se os membros do Taliban "estão simplesmente liderando facções específicas ou se falam por grupos mais amplos".

Nesta quinta-feira, o Taleban divulgou nota descrevendo a suposta negociação como "mentiras impressionantes" e uma "propaganda organizada do inimigo". "O Emirado Islâmico do Afeganistão refuta diretamente essas falsas alegações, pois nem enviou delegações a negociações, nem pretende negociar num momento em que o país está sob ocupação", disse a nota.

Reuters

Reza Taghavi foi detido em 2008 por dar dinheiro ao grupo Tondar, que tem como objetivo restabelecer a monarquia no Irã

Foto: AFP

Um iraniano-americano libertado após dois anos e meio de prisão numa cadeia de Teerã deixou o Irã na quinta-feira rumo aos Estados Unidos.

"Reza Taghavi deixou o Irã acompanhado por sua mulher e pelo advogado. Ele fará uma conexão em Londres para ir à América", disse o amigo Ali Masayebi à Reuters.

Reza Taghavi foi detido em maio de 2008 por dar US$ 200 ao grupo Tondar (trovão), que tem como objetivo derrubar a República Islâmica e restabelecer a monarquia iraniana que foi deposta na revolução de 1979, de acordo com o site do grupo.

Após sua libertação no sábado, Taghavi, um empresário aposentado de 71 anos, afirmou que lhe haviam solicitado dinheiro, mas ele não sabia que era destinado a um grupo militante ilegal. À Reuters TV ele disse que planeja processar o grupo. Taghavi, que visitava frequentemente o Irã a negócios, nunca foi acusado formalmente pelo Judiciário.

Ainda na quinta-feira, o canal iraniano de língua inglesa Press TV exibiu as "confissões" de um homem que disse ter trabalhado para o Tondar e planejava detonar uma bomba caseira num complexo judiciário de uma província iraniana.

Ali Motlaq, que, segundo a Press TV, recebeu a promessa de assistência financeira e asilo no Ocidente pelo trabalho com o Tondar, afirmou ter ajudado a fabricar uma bomba de 6 quilos, mas não deixou claro se o artefato explodiu.

Sarah Shourd

Outros dois norte-americanos estão presos no Irã desde 31 de julho de 2009, depois de serem presos perto da fronteira com o Iraque. Eles são acusados de espionagem, mas as famílias deles afirmam que eles estavam fazendo uma trilha na região e podem ter ultrapassado a fronteira por acidente.

Uma colega deles, Sarah Shourd, foi libertada após pagar uma fiança de 500 mil dólares e voltou aos EUA, mas as autoridades iranianas afirmam que os dois homens serão julgados em 6 de novembro.

As detenções prejudicaram ainda mais as relações com Washington, que rompeu os laços diplomáticos com o país pouco após a Revolução Islâmica de 1979 e acusa o Irã de tentar fabricar uma bomba nuclear, alegação que Teerã nega.


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