iG São Paulo Em cerimônia de entrega de 30 escolas de educação profissional e de 25 campi de universidades em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço da educação em seu governo, agradeceu ao ministro Fernando Haddad e criticou a falta de investimentos na área durante governos anteriores. ?O dia de hoje não é de discurso, é de agradecimento. Só conseguimos fazer o que fizemos porque Haddad conseguiu montar uma equipe competente, que o ajudou?, afirmou o presidente sem garantir a permanência do ministro no próximo governo.
O presidente também pediu reitores de universidades federais continuem se reunindo anualmente com os próximos presidentes da República. ?É uma coisa simples. Nunca antes na história desse país um presidente criou o hábito de se reunir com reitores todos os anos. Eles tinham medo, como de se reunir com os prefeitos. As pessoas eram eleitas para governar para uma pequena parcela da sociedade, com quem jantavam, tomavam café?, disse.
Entre as ações do governo, Lula chamou a atenção para a expansão das universidades federais e para as escolas técnicas, e ironizou os governos anteriores que, segundo ele, deixaram de investir em educação para pagar contas do FMI e enxugar a máquina pública.
O ministro Haddad, que também participou da cerimônia, afirmou que não há uma área na pasta que deixou de ser aprimorada nos últimos oito anos. ?São mais de 100 atos normativos. Nós praticamente redigimos uma nova Constituição. Todo o capítulo da educação foi reescrito?, disse.
Haddad citou o que considera uma coleção de indicadores importantes para a educação do ponto de vista quantitativo e qualitativo, como a ampliação de universidades federais, de campi, de escolas técnicas e da frota escolar. O ministro citou ainda as definições sobre o piso salarial dos professores e as melhorias na merenda escolar. ?Nenhuma promessa deixou de ser cumprida?, afirmou.
* Com informações da Agência Brasil
29/11/2010 02:23 PM
AE A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.
?Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social?, observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo em médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.
O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%.
São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.530). Os estudantes da classe C têm rendimento familiar entre três e dez salários mínimos. Já na classe A, a renda está acima de 20 salários mínimos (R$ 10.200).
A melhoria da condição financeira que permitiu inicialmente a compra do primeiro carro zero e do celular aos brasileiros de menor renda também abriu caminho para que eles tivessem acesso ao ensino superior. Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (FIA), que mede a intenção de compra dos consumidores por classe social, revela que subiu de 15%, no terceiro trimestre, para 17%, neste trimestre, a capacidade de gasto com educação em relação à renda da classe C.
Além da renda maior, Meirelles ressalta outros fatores que provocaram essa mudança de perfil socioeconômico dos universitários. Um deles é a universalização do ensino de segundo grau. Também contribuíram as bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a proliferação de universidades particulares.
29/11/2010 12:18 PM
Guilherme Pichonelli, especial para o iG Uma prova conceitual e clássica. Foi isso o que os 122 mil candidatos que realizaram a primeira fase da Fuvest encontraram na prova de conhecimentos gerais. Com nível que intercalava entre o médio e o difícil, a prova, segundo os professores do Cursinho da Poli, foi tranquila para o aluno que estudou as principais teorias e se aprofundou em temas clássicos. A matemática, vilã do vestibular, cobrou todos os temas de maior dificuldade aos alunos. A grande dúvida coube à disciplina de português. A questão 6, da prova "V", traz um problema de conceito. Segundo o gabarito oficial, a alternativa correta é A. Porém, André Valente, professor do Cursinho da Poli, avalia que não há opção correta e pede anulação da pergunta. ?Trata-se de um problema conceitual em relação à classificação do pronome. Eles dizem no texto da questão que existe a catáfora, que tem a função de anunciar o que vai ser dito. Isso realmente acontece, mas não por causa do pronome pessoal 'ele', mas sim por causa da expressão 'o que?. Esse é o erro da prova.? Para Valente, a prova de português foi fácil e equilibrada. Apenas duas obras literárias ficaram de fora dessa primeira fase, ?Vidas Secas?, de Graciliano Ramos, e ?Auto da Barca do Inferno?, de Gil Vicente. ?Essas obras devem ser estudadas para a segunda fase, já que eles costumam cobrar toda a lista de livros?, avalia o professor. Outro ponto considerado como confuso foi o uso de palavras não usuais no dia-a-dia, como ?exortativo? (questão 85) e ?contiguidade? (questão 78). Para Elias Feitosa de Amorim Junior, professor de história, a Fuvest trouxe textos tranquilos e sem ambiguidade, apresentando mais questões de história geral do que do Brasil, diferentemente do que ocorreu nos outros anos. ?O destaque ficou para a interdisciplinaridade, que é uma tendência em todos os vestibulares do País. O livro 'O Cortiço' ganhou uma questão histórica e não de literatura, cobrando do aluno conhecimentos do período de transição entre a monarquia e a república?. A prova de inglês foi complicada, não por causa das questões, mas pelos textos. Essa é a opinião da professora Lúcia Helena Martins de Souza. ?Havia um texto que falava de medicamentos falsos e apresentava termos técnicos e específicos da química, até precisamos da ajuda de um professor da disciplina para resolver a questão com clareza. Não era uma leitura usual, principalmente para jovens?. Por outro lado, a prova mostrou que o inglês é fundamental para o ingresso em uma boa universidade. ?Quem faz USP precisa ler material em inglês. A prova, diferentemente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), trouxe um conteúdo que exigia atenção redobrada, principalmente por causa dos falsos cognatos que apareciam nas alternativas, que eram todas em português, o que não trouxe mais facilidade ao aluno?, finaliza a professora. Rui Calaresi, professor de geografia, afirma existir muita semelhança entre as perguntas da Unicamp e da Fuvest. ?Foi uma prova que exigia conhecimentos na leitura de mapas e gráficos, com boas referências à geografia física e com muita atualidade?. Para a segunda fase, Calaresi recomenda maior atenção a temas que faltaram nesta etapa, como climatologia e demografia. ?A prova selecionou quem sabia o mínimo de geografia, a única questão mais complicada foi a 68, que exigia conhecimentos de cartografia para ser resolvida?, avalia. ?A prova de biologia exigia conhecimentos específicos da disciplina e trazia uma questão mais complicada que envolvia taxas de natalidade e mortalidade?, comenta Edson Futema. Para ele, faltaram conteúdos que abordam a fisiologia animal e vegetal, bioquímica e biologia molecular, temas que provavelmente devem ser cobrados na etapa final da Fuvest. ?O aluno deve manter o ritmo de estudo e se focar nos estudos clássicos da biologia?, termina o professor. A campeã de reclamações por parte dos alunos foi a prova de Matemática, que segundo o professor Eduardo Izidoro Costa trouxe todos os fantasmas da disciplina de volta. ?Foi uma prova tradicional, que fugiu da tendência da matemática aplicada ao cotidiano dos alunos. Cobrou logaritmo, geometria analítica e porcentagem, ou seja, todos os maiores dramas dos alunos de ensino médio e cursinho. É a Fuvest de sempre!?, analisa.
O professor de física José Roberto Braz Paião levanta uma pergunta importante: o que, de fato, é interdisciplinaridade? Para ele, a prova na sua área trouxe mais questões multidisciplinares. ?Questões interdisciplinares são aquelas em que você precisa ter conhecimento de outras matérias para resolver determinado enunciado. O que há aqui são breves comentários, que abordam temas de outras disciplinas, mas que não tornam seus conhecimentos fundamentais para a resolução. Um aluno não precisava dominar nenhuma outra área para resolver física?, diz Paião. Para a próxima fase do vestibular, ele recomenda maior atenção em gravitação, eletromagnetismo, ondulatória e conservação de energia.
28/11/2010 11:01 PM
Lucien Adedo, especial para o iG São Paulo Estreantes e veteranos, candidatos a vagas em cursos de ciências humanas e de exatas: a maioria dos candidatos apontaram a prova de matemática como a mais difícil da primeira fase do vestibular. Enquanto as questões das disciplinas de história, português e geografia foram descritas como "tranqüilas" e "fáceis", o nível das provas de física, química e, sobretudo, matemática foi considerado como ?alto? e as questões, difíceis. Douglas Silva Brites, que tem 21 anos e planeja cursar engenharia elétrica, achou as questões de exatas difíceis. ?A prova de matemática estava objetiva, porém muito difícil. Para os que estavam menos preparados, não dava?. Leandro Martiniano, 24, que está no último ano do curso de Construção Civil da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) e já prestou Fuvest outras três vezes, tenta uma vaga de Matemática. Mesmo assim, achou que a disciplina era a mais complicada. ?Não eram perguntas de nível Fuvest, eram de um nível um pouco mais alto do que o normal. Não era condizente com o restante da prova, havia muita interpretação de gráfico e de texto, que a gente não aprende na escola?. Rafael Augusto Santos de Aquino Fuga, de 17 anos, que prestou Fuvest para Arquitetura, achou que a parte de linguagens estava mais fácil. ?Fiz provas anteriores e simulados da Fuvest para treinar e achei que esta prova tinha a parte de exatas bem mais difícil?, diz. Prova era a mais difícil entre as estaduais Entre as pessoas que tentavam as três instituições e fizeram a prova da Fuvest na Politécnica da USP, ela era a única que, caso aprovada nas três, faria Unesp. Os demais, todos moradores de São Paulo, ficariam na USP. ?Isso é bem difícil de acontecer, qualquer uma seria ótimo?, disse Gabriela Frones, de 17 anos, que disputa uma vaga de Medicina nos três locais.
Para os candidatos que prestaram os vestibulares das três universidades paulistas, a da Fuvest foi a mais difícil. Renata Elen Costa da Silva, de 17 anos, moradora de Itaquaquecetuba, em São Paulo, que tenta Fonoaudiologia na USP, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade de Campinas (Unicamp), achou a da Unicamp a mais fácil. ?Ou menos difícil?, enfatizou.
28/11/2010 08:27 PM
iG São Paulo A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) divulgou no final da tarde deste domingo, por volta das 19h, o gabarito oficial da prova de conhecimentos gerais. Para conferir o gabarito, clique aqui. A Fundação também liberou a prova oficial correspondente ao grupo V. Maior vestibular do país, a prova desta etapa contou com 90 questões objetivas e selecionou alunos para a segunda fase do processo seletivo da Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Ao todo, 132 mil alunos de todo o país se inscreveram a prova, que foi aplicada na capital paulista, na Grande São Paulo, em 15 cidades do interior do Estado, além de Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). A taxa de abstenção foi de 7,7%, aproximadamente 10.365 inscritos.
28/11/2010 07:16 PM
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo Foto: Flávio Torres Mais de 122 mil candidatos prestaram a primeira fase do vestibular da Fuvest neste domingo. Outros 10,3 mil inscritos faltaram. As primeiras impressões dos estudantes que deixam as salas de prova foram de que a parte de humanas estava mais fácil do que a de exatas. A prova terminou às 18h, e a partir das 19h começa a correção das questões no iG. Estavam inscritos 132.993 candidatos na disputa por 10.752 vagas (10.652 na USP e 100 na Santa Casa). A Fuvest registou um índice de abstenção de 7,79%, superior aos 5,95% atingidos no ano passado. Gabriel Gentiline, de 17 anos, tenta uma vaga no curso de Letras e não sentiu muita dificuldade com as perguntas de humanas. Segundo o estudante, os livros pedidos na prova foram ?A Cidade e as Serras?, de Eça de Queirós, ?Capitães de Areia?, de Jorge Amado, ?Memórias de um Sargento de Milícias?, de Manuel Antônio de Almeida, e ?Dom Casmurro?, de Machado de Assis. A candidata para a Faculdade de Enfermagem, Priscilla dos Reis Coutinho ainda acrescentou dois títulos à lista de livros que caíram na prova: ?Vidas Secas?, de Graciliano Ramos, e ?Iracema?, de José de Alencar. Exatas mais difícil até para quem quer a área Aline Máximo, de 17 anos, afirma que a prova não foi difícil em geral, mas a parte de Matemática estava complicada. "Muitas questões com pegadinha?, reclama. Mariana Fonseca, de 18 anos, faz coro: ?Todas as questões de matemática estavam difíceis. Chutei muito?. O empresário Paolo Caon, de 50 anos, resolveu tentar uma vaga no curso de Ciências Sociais e conta que a prova de humanas estava fácil. ?Qualquer pessoa que lesse jornal conseguiria resolver?, afirma. Paula Vitória Pereira, 18 anos, presta vestibular para o mesmo curso e concorda que a parte de exatas estava mais complexa. ?Achei as questões mais bem elaboradas do que as da Unicamp. Mas senti falta das redações na primeira fase, porque vou bem e elas fazem subir a minha nota?, destaca. (colaborou Lucien Adedo, especial para o iG)
28/11/2010 05:03 PM
iG São Paulo
28/11/2010 03:38 PM
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo Pessoas de várias partes do Brasil prestam neste domingo a primeira fase do vestibular da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A prova será aplicada na capital paulista, na Grande São Paulo, em 15 cidades do Estado de São Paulo, além de Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). No campus da USP, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, a reportagem do iG encontrou estudantes que vieram de outras cidades e Estados acompanhados dos pais e das malas. Clarice Alves Mendes, de 21 anos, veio pela segunda vez de Fortaleza (CE) para prestar a prova da Fuvest. A estudante também tenta a Universidade Federal do Ceará (UFC), mas conta que prefere passar na USP: ?Pela qualidade, mas também pela experiência de vida de morar em outro Estado. Principalmente em lugar como São Paulo?. A mãe de Clarice, Silvana Alves Mendes, torce para que a filha passe na UFC. ?Para mim é melhor que ela fique lá perto de mim?, afirma. Leonardo Lina, de 20 anos, veio de Juiz de Fora (MG) de ônibus para tentar uma vaga no curso de Administração da USP. O estudante trouxe a mala para o local de prova e teve que deixá-la na recepção. "Se eu não passar vou vir pra São Paulo e fazer cursinho", garante. Os amigos Guilherme Amâncio, de 17 anos, e Maria Luisa Barbosa, de 16 anos, vieram de Recife. Acompanhados das mães, chegaram a São Paulo na quinta-feira e aproveitaram para fazer um passeio pela cidade. Guilherme tenta uma vaga em Direito e além da USP está inscrito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). ?Onde eu passar está de bom tamanho?, avalia o estudante. Já Maria Luisa, está prestando a Fuvest como treineira para Publicidade e acha interessante fazer faculdade em um Estado diferente. ?Se eu passasse nas duas, escolheria a USP?, conta. Também acompanhado da mãe, João Vitor Conceição Gonçalves, veio do Maranhão para prestar a Fuvest. Além de São Paulo, ele tenta uma vaga na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e na Universidade de Brasília (UnB). João foi aprovado como treineiro na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no ano passado e acredita que não terá dificuldade para passar neste ano. ?Acho que é uma boa fase da vida para conhecer outra realidade em outro lugar?, conta o estudante, que prefere fazer faculdade fora de seu Estado. O domingo é de céu azul e sol forte em São Paulo. Os termômetros na Cidade Universitária marcam 30ºC e os vendedores ambulantes investem principalmente em água, refrigerantes e sorvetes. A organização da Fuvest distribuiu banheiros químicos próximos aos prédios onde ocorrerão as provas. Portões fechados Na faculdade de Educação da Cidade Universitária, os portões foram fechados às 13h03. Dois dos últimos alunos a chegar estavam no prédio errado. ?Vocês perderam a prova e não adianta correr agora?, avisou o fiscal. Por volta das 13h15, chegou uma menina, que preferiu não ser identificada, junto com seu pai. A candidata veio para fazer a prova para tentar uma vaga no curso mais concorrido da Fuvest, Medicina. Quando se deparou com o portão fechado, se desesperou. A estudante e seu pai acreditavam ter chegado com quase uma hora de antecedência, pois pensavam que a prova seria aplicada às 14h.
28/11/2010 12:36 PM
iG São Paulo A PUC (Pontifície Universidade Católica) de Campinas divulgou na tarde deste sábado o gabarito do Vestibular 2001. As provas específicas foram realizadas ontem para os candidatos que disputam uma das vagas nos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Direito e Medicina. Hoje, foi realizada a prova geral, em que todos os candidatos aos 39 cursos de gradução (incluindo Medicina, Direito e Arquitetura e Urbanismo) responderam a 50 questões de múltipla escolha e redigiram uma redação. Clique aqui e confira o gabarito da prova geral.
27/11/2010 04:43 PM
Agência Brasil Rio de Janeiro ? O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (26), na 39ª Reunião de Ministros da Educação do Mercosul, no Rio de Janeiro, que os países do bloco precisam evoluir em termos de cooperação na área educacional. Na reunião, foi consenso, entre os ministros da Educação de países do bloco, a criação de um Fundo de Educação do Mercosul, com previsão de implantação em 2011, para diminuir as assimetrias entre os integrantes. Haddad destacou o trabalho de intercâmbio docente que está sendo realizado para integrar a cultura na região, levando professores brasileiros que estão se formando em espanhol para países do Mercosul e trazendo docentes para o Brasil nos cursos de licenciatura ou letras. ?O Brasil vai custear o projeto piloto de 350 bolsas para que isso [o intercâmbio de professores entre os países do bloco] se desenvolva com mais força num futuro próximo. Eu entendo que esse intercâmbio vai fortalecer tanto os laços culturais que unem os países do Mercosul, como vai melhorar muito a capacidade de ensino desses professores. Assim como vai disseminar a língua portuguesa pelo continente?, afirmou o ministro. Ele ressaltou, ainda, a importância de se estabelecer prioridades para saber o que é possível ser executado nos próximos cinco anos. E lembrou que a pauta de educação já é muito ampla somente no âmbito nacional. Segundo Haddad, o Brasil tem uma rede de 160 universidades, número suficiente para estabelecer o intercâmbio de professores. ?É a expansão da cidadania pelo mérito acadêmico, derrubando fronteiras pela educação. Os professores devem gozar dessas possibilidades?, concluiu. Os ministros discutiram, na reunião, as políticas de intercâmbio regional para o período que vai de 2011 a 2015. O objetivo do encontro foi discutir um plano comum de desenvolvimento educacional para o bloco. Alguns deles observaram que é necessário desenvolver sistemas mais equitativos entre os países. Foi feito um balanço sobre as ações dos últimos anos e o ministros destacaram a expansão no número de bibliotecas e das atividades com direitos humanos e educação ambiental. A interação com outros blocos e organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), além de um diálogo constante com a sociedade civil também foram discutidos.
26/11/2010 05:49 PM
iG São Paulo No próximo domingo (28), mais de 130 mil estudantes vão prestar a primeira fase do vestibular da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A prova será aplicada na capital paulista, na Grande São Paulo, em 15 cidades do Estado de São Paulo, além de Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Com exceção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é utilizado parcial ou integralmente no processo seletivo de várias instituições de ensino, a Fuvest aplica o maior vestibular do País. Estão inscritos 132.993 candidatos para disputar 10.752 vagas (10.652 na USP e 100 na Santa Casa) Antes de sair de casa, é fundamental conferir se você está levando para a prova todos os itens obrigatórios e que não está carregando objetos proibidos pela Fuvest. Para não ter nenhuma surpresa desagradável e se concentrar apenas nas 90 questões, o iG elaborou um Guia para a Fuvest. Imprima a tabela abaixo, confira as dicas em vídeo dos professores do Cursinho da Poli e boa prova! Antes da prova Os professores recomendam refazer provas aplicadas nas edições anteriores para revisar o conteúdo. Mas não exagere nos estudos e não perca noites de sono. É fundamental estar em boa condição física e emocional. Durma cedo e acorde cedo no dia da prova para fazer tudo com calma. Como a prova acontece no horário do almoço, tome um café da manhã reforçado com alimentos leves (frutas, sucos, pães) ou almoce cedo. Não é recomendado almoçar alimentos pesados, gordurosos, que podem causar sonolência e desconforto estomacal. Também é importante tomar bastante água, para que o corpo fique hidratado, principalmente se o dia estiver quente. Visite o local onde você fará a prova. Como atrasos não são tolerados, é importante cronometrar o tempo necessário para chegar, descubrir quais linhas de ônibus atendem a região, traçar um itinerário e levar em consideração eventos que acontecem no fim de semana e podem modificar o trânsito. Itens obrigatórios Antes de sair de casa, cheque se você está carregando os itens obrigatórios para a prova: 1) Documento de identificação original e com foto (RG, carteira de motorista, passaporte, carteira de trabalho, dentro da validade). Protocolos de identificação, como certidão de nascimento, casamento e título de eleitor não serão aceitos. Em caso de perda ou roubo dos documentos, o candidato deve apresentar um Boletim de Ocorrência expedido por órgão policial e o protocolo de solicitação de segunda via do documento 2) Material para a prova: caneta esferográfica de tinta azul ou preta, lápis nº 2 e borracha. Objetos estranhos e eletrônicos como calculadoras, telefones celulares, pagers, bips, computadores e similares não são aceitos. A Fuvest também pede para que os candidatos não levem gorros e bonés 3) Água e lanche (biscoito, chocolate, barra de cereais): é importante se manter hidratado e bem alimentado. Horário Recomenda-se chegar uma hora antes do início da prova, marcada para as 13h. Os portões dos locais de prova abrem às 12h30, fecham às 13h e atrasos não são tolerados. O tempo mínimo de permanência na sala de provas é de três horas, a partir do início do exame. Portanto, o candidato somente poderá retirar-se do local de exame a partir das 16h A prova Leia atentamente a prova. Há professores que recomendam resolver as questões na ordem, pulando apenas as perguntas que não souber responder. Outra dica é começar pelas questões mais fáceis ou pela disciplina que domina melhor para garantir uma boa pontuação. Porém não há uma regra, cada estudante deve descobrir qual é a sua melhor estratégia. O importante é não ?empacar? em uma questão para não perder tempo. Exclusão É sempre bom lembrar que alguns comportamentos podem excluir o candidato do processo seletivo. A Fuvest avisa que é ?terminantemente proibido? que o candidato mantenha em seu poder durante o exame qualquer tipo de equipamento de telecomunicação (celular, por exemplo) ou qualquer outro material estranho à prova (papéis). Será excluído o candidato que utilizar ?linguagem imprópria, ofensiva ou obscena, que caracterize atitudes evidentes de desrespeito ou grosseria?. Mentir a identidade, apresentar documentos falsos, colar ou conversar com outro candidato são condutas que excluem o estudante do processo de seleção da Fuvest.
26/11/2010 06:00 AM
Tatiana Klix, iG São Paulo Terminar o ensino médio com 18 anos, ou seja, respeitar o fluxo normal da educação básica não é tarefa fácil no Brasil. Os atrasos já começam no ensino fundamental, fazendo com que apenas 50% dos alunos iniciem a segunda etapa escolar na idade adequada. Desses alunos, somente 47% terminam o terceiro ano sem abandonar, repetir ou atrasar os estudos em pelo menos um ano. A conclusão é revelada por estudo da Fundação Getúlio Vargas apresentado nesta quinta-feira pelo Instituto Unibanco, que promove seminário nesta sexta-feira, em São Paulo, para debater problemas e soluções para o ensino médio no País. Segundo o pesquisador André Portela Souza, que realizou a pesquisa ?Os Determinantes do Fluxo Escolar entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil? junto com Vladimir Ponczeck e Bruno Oliva, os outros 53% deixam a escola ou repetem de ano e levam mais tempo para concluir a etapa. Para estar no grupo de alunos que obtêm aprovação e continuam no ensino médio, é importantíssimo não estar atrasado na oitava série. As mulheres com pais com alta escolaridade também têm mais chance de êxito. Já a reprovação, historicamente um fator que causa abandono escolar, não aparece mais nessa condição. Segundo os dados extraídos da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto de Geografia e Estatísca (IBGE) nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, entre os aprovados, 97% continuam a estudar, e entre os reprovados, 94% fazem o mesmo. ?Esses alunos que não terminam os estudos, mas continuam matriculados, podem ter frequência ioiô. São aqueles que não levam a escola a sério, mas se matriculam, ganham carteira de estudante, recebem desconto no transporte?, analisa a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel. O mercado de trabalho também não aparece como um motivo para que os jovens deixem os estudos. Entre as hipóteses apresentadas pelos pesquisadores para isso, estão o fato de que muitos alunos estudam e trabalham ao mesmo tempo, e outros enxergam na escolarização uma oportunidade para ganhar mais. Desempenho no ensino fundamental influencia no médio Outra pesquisa divulgada na mesma ocasião, que relaciona o abandono escolar no ensino médio e o desempenho obtido no ensino fundamental, mostra que os alunos que menos aproveitaram a etapa inicial têm mais chances de não se matricularem no ensino médio ou, quando se inscrevem, não continuarem estudando. No levantamento que utiliza as notas de alunos paulistas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), o segundo fator determinante para o ingresso no ensino médio é a idade. Aqueles que estão atrasados se matriculam menos que os que os que estão na fase da vida adequada. Fatores que também influenciam, mas de maneira mais tímida, são o fato de as mães terem ensino superior, possuírem computador em casa e serem meninas e negras. O pesquisador Amaury Patrick Gremaud, que elaborou o estudo junto com outras cinco pessoas, diz que a cor apareceu no estudo, ainda que de forma menos significativa, porque os negros podem enxergar no estudo uma maneira de se diferenciar. ?É um fator que apareceu, mas o determinante para o abandono escolar é mesmo é a idade?, diz. O seminário ?Como Aumentar a Audiência no Ensino Médio?? ocorre nesta sexta, das 8h30 às 1730, no Hotel Caesar Business Faria Lima, em São Paulo.
25/11/2010 08:04 PM


