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Daniel Gonçalves

Gessé da Silva Ferreira foi encontrado na casa de um morador; segundo a PM, ele forçou sua entrada para se esconder

Foi preso às 16h30 deste domingo (28) na operação no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio, Gessé da Silva Ferreira. Ele é um dos braços direitos de Fabiano Atanásio da Silva, o FB, chefe do tráfico na Vila Cruzeiro.

Ele foi preso na casa de um morador, na favela da Fazendinha. De acordo com policiais, o traficantes teria forçado entrada na residência. Gessé tem mais de 15 passagens pela polícia por roubo de carro, homicídio e outros crimes.

Agência Estado

No cativeiro, polícia detém uma menor de idade que pode estar envolvida no sequestro

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Uma menina de 8 anos foi libertada na madrugada de hoje após a Polícia Militar (PM) estourar o cativeiro onde ela estava desde 14 de novembro, na zona leste de São Paulo. Agentes do 19º Batalhão chegaram ao local, no bairro de Vila Rica, após denúncia anônima. A residência foi cercada e, ao entrar, a polícia deteve uma menor, possivelmente envolvida no sequestro, e libertaram a vítima.

iG Rio de Janeiro

O objetivo da operação, segundo o governador, é garantir o direito de ir e vir dos cidadãos

O governador do Rio divulgou nota oficial sobre as operações policiais no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio há muito dominada por uma das maiores facções criminosas do Estado. Segundo ele, o "trabalho para garantir o direito de ir e vir" apenas começou.

Leia a nota na íntegra:

"A reconquista do território do Complexo do Alemão pelo Estado é um passo fundamental e decisivo na política de segurança pública que traçamos para o Rio de Janeiro. Mas o trabalho para garantir, de uma vez por todas, o direito de ir e vir dos cidadãos de bem apenas começou. Ele é de médio e longo prazos e tem como principal objetivo recuperar 30 anos de abandono das comunidades carentes.

Por trás desse abandono, havia uma falsa dicotomia entre lei e ordem e direitos humanos, quando, na verdade, essas questões devem sempre andar juntas, como agora. Os direitos humanos só podem ser verdadeiramente garantidos se houver ordem e segurança pública.

Estamos recuperando o Rio de Janeiro de uma situação de décadas de mazelas, de crise econômica, social, de falência política. E a principal marca desse trabalho é a união, a parceria, a presença do governo federal, junto com o governo estadual, com a prefeitura, com a participação e o apoio da sociedade.

Durante esses últimos quatro anos, temos feito, em conjunto com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grande investimento no Complexo do Alemão. Entregamos habitações novas para a população, estamos concluindo o sistema de transporte por teleférico, que é o maior da América Latina, levando saneamento básico e investindo em saúde. Estamos investindo, enfim, no resgate dessa população, dando dignidade aos trabalhadores que ali vivem com as suas famílias, que ali criam os seus filhos e sonham com um futuro sem medo, sem violência.

Sempre afirmamos que esse resgate não seria completo enquanto não levássemos segurança pública e paz à população do Complexo do Alemão. Com essa reconquista territorial, demos um passo extraordinário e sem volta. As nossas polícias, Civil e Militar, continuarão trabalhando articuladas com as Forças Armadas e a Polícia Federal para que possamos reconquistar mais territórios.

Mais uma vez, faço um agradecimento emocionado a toda a população do Rio de Janeiro, que nos apoia de maneira irrestrita nesse trabalho de reconquista das comunidades. Agradeço também aos nossos policiais militares, civis, aos policiais federais, aos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e à Prefeitura do Rio de Janeiro. Agradeço, ainda, ao presidente Lula e a toda a sua equipe, em especial ao ministro da Defesa e ao ministro da Justiça, que têm nos dado todo o apoio nessa batalha em que o bem vencerá o mal. Não tenho dúvida nenhuma de que, juntos, nós estamos virando uma página na história do nosso estado."

Sérgio Cabral

Governador do Estado do Rio de Janeiro

Agência Estado

Policiais rodoviários também aumentam fiscalização nas rodovias de São Paulo e Minas

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, disse que a Polícia Militar (PM), o policiamento velado e a inteligência da corporação foram mobilizados para evitar que bandidos que conseguirem fugir do Rio de Janeiro cheguem ao Estado. "Não posso divulgar maiores detalhes, mas posso dizer que estamos em contato com a polícia do Rio, fazendo trabalhos de inteligência, e vamos usar todos os policiais que estiverem disponíveis", afirmou o secretário capixaba.

As preocupações com a migração de criminosos cariocas para o Espírito Santo se devem aos contatos que as facções cariocas têm com criminosos capixabas. Em setembro, o assaltante Douglas Honorato Alves foi preso em Vitória depois de roubar uma joalheria num shopping de Vitória. Ele confessou que fazia parte do Comando Vermelho (CV) e que teve apoio de traficantes capixabas.

Apesar de Garcia não ter dado maiores detalhes de como seria feita a operação de contenção na divisa do Estado, foram divulgadas notícias de que um contingente da PM e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fazem operações conjuntas no município de Mimoso do Sul, sul do Estado, ao longo da BR-101, rodovia federal que liga os Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A PRF divulgou que haverá revezamento entre patrulheiros e militares em torno do antigo posto fiscal da Secretaria de Fazenda, no quilômetro 458 da BR-101 sul, na divisa dos dois Estados.

O inspetor Alexandre Valdo afirmou que além dos dez agentes rodoviários que foram deslocados desde terça-feira, outros 12 patrulheiros foram enviados para o sul do Espírito Santo para reforçar o policiamento nas rodovias federais. "As blitze serão intensificadas e carros de outros Estados, principalmente os do Rio de Janeiro, terão prioridade", afirmou o policial.

São Paulo e Minas

Além do Espírito Santo, os Estados de São Paulo e Minas Gerais reforçaram o policiamento e aumentaram a fiscalização nas rodovias que fazem divisa com o Rio de Janeiro. Em São Paulo, o policiamento e a fiscalização foram reforçados na Rodovia Presidente Dutra e na Rodovia Governador Mario Covas, a BR-101, conhecida como Rio-Santos. Ainda não houve prisões.

Além do patrulhamento reforçado na Dutra, no lado paulista, policiais rodoviários federais de São Paulo foram encaminhados para o Rio para auxiliar a Força Tarefa montada no lado fluminense da rodovia.

Em Minas, o reforço de policiais rodoviários foi implantado na Rodovia BR-040, que liga Juiz de Fora (MG) a Três Rios, no Rio. Não há informação sobre presos. Rodovias estaduais mineiras também aumentaram o policiamento.

Daniel Gonçalves, iG Rio de Janeiro

Foram encontrados também cinco fuzis, duas pistolas, roupas de camuflagem e duas prensas com a droga

Uma equipe de policiais militares do 16º Batalhão da Polícia Militar (Olaria) apreendeu aproximadamente 300 quilos de maconha, quantidade não específica de cocaína, cinco fuzis, duas pistolas, duas prensas e roupas de camuflagem na favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

Segundo o comandante da unidade, coronel José Macedo, os PMs chegaram a trocar tiros com alguns bandidos. ?Houve uma pequena resistência, mas a maioria se refugiou na parte alta, ou na casa de moradores. Eles estão entrando, intimidando as pessoas?.

De acordo com Macedo, a polícia está se surpreendendo com a boa receptividade dos moradores do Complexo do Alemão. A operação faz parte da ocupação da polícia e do Exército à comunidade neste domingo (28).
 

Agência Estado

Mais de 4,7 milhões de eleitores estão registrados, mas centenas de milhares morreram e outros estão sem títulos de eleitor

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As eleições presidenciais no Haiti estão "caminhando bem", com pouca violência e apenas registros de problemas administrativos pequenos que podem ser facilmente solucionados, informou hoje Edmond Mulet, chefe da missão de paz das Nações Unidas. "As eleições estão ocorrendo pacificamente e é possível ver o grande interesse dos cidadãos pela democracia no País."

Mulet afirmou que ocorreram "pequenos incidentes" no sudoeste da cidade de Desdunes. O prefeito da cidade Wesner Archelus, membro do partido de oposição, contou que confrontos entre alguns cidadãos o levaram a se refugiar na delegacia de polícia.

Mais de 4,7 milhões de eleitores estão registrados. Deste número, enviados das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmam que centenas de milhares morreram e aqueles que sobreviveram ainda não receberam seus cartões para votar - documento equivalente ao título de eleitor - e outros não têm certeza sobre onde devem votar. As informações são da Dow Jones.

BBC Brasil

Para Netanyahu, 'infiltradores ilegais' ameaçam empregos dos israelenses; ONGs advertem que campos se transformarão em 'guetos'

O governo de Israel aprovou neste domingo a construção de um campo de detenção que deverá comportar cerca de 10 mil refugiados africanos, a ser erguido no Sul do país. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, defendeu a construção do campo, afirmando que "há uma onda crescente de infiltradores ilegais que ameaça os empregos dos israelenses". De acordo com o premiê, o governo tem a obrigação de impedir a entrada dos africanos "para preservar o caráter do Estado".

Segundo dados oficiais, cerca de 1,2 mil africanos entram em Israel todo mês. Já se encontram no país 35 mil pessoas originárias da África, principalmente do Sudão e da Eritreia. Boa parte delas atravessou o deserto egípcio do Sinai, cruzando a fronteira a pé.

O gabinete de Netanyahu emitiu um comunicado afirmando que o "centro de moradia servirá para abrigar infiltradores que entram ilegalmente em Israel e não podem ser deportados - nesta etapa - para seus países de origem". "O centro fornecerá moradia, comida, bebida e assistência medica para os infiltradores", diz o comunicado oficial.

Críticas a "gueto"

ONGs israelenses de direitos humanos criticam a decisão do governo e advertem que o campo se transformará em um "gueto". O médico Ido Luria, da ONG Médicos pelos Direitos Humanos, disse ao site de noticias Ynet que "a construção do campo de detenção para os refugiados é uma decisão ruim".

"A prisão é um trauma que pode ser ainda mais difícil para pessoas que já passaram por traumas anteriores. A maioria daqueles que chegam aIsrael foram perseguidos em seus países de origem, e grande parte deles já passou por traumas como torturas e estupro", afirmou.

"O Estado de Israel foi criado por refugiados e imigrantes e não pode se comportar de forma moralmente cega com outras pessoas, independentemente da cor da sua pele", declarou o médico.

Luria também citou a resolução da ONU para a questão dos refugiados, assinada por Israel, que determina que os países têm a obrigação de preservar a saúde e os direitos dos refugiados, inclusive o direito de ir e vir, de adquirir documentação e de trabalhar.

"Maioria judaica"

Já o ministro do Interior, Eli Ishai, do partido ultraortodoxo Shas, criticou as ONGs que defendem os refugiados e afirmou que "eles querem parecer bonitinhos, mas dentro de dez anos uma comissão de inquerito irá investigar como perdemos a maioria judaica em Israel".

O ministro da Segurança Publica, Itzhak Aharonovitz, se opôs à decisão e disse que o sistema penitenciário não poderá arcar com a responsabilidade pelo campo de detenção.

"O sistema penitenciário não tem experiência ou conhecimento para lidar com a detenção de uma população civil e, portanto, não tem os instrumentos para cumprir essa missão", afirmou Aharonovitz.

A ONG Centro de Apoio para os Trabalhadores Estrangeiros informou que desde a decisão do governo tem recebido um número crescente de chamadas de africanos que moram em Tel Aviv, preocupados com a possibilidade de serem levados para o campo de detenção.

Na semana passada, o governo israelense decidiu construir uma barreira na fronteira com o Egito para impedir a entrada de refugiados e imigrantes ilegais da África.

iG São Paulo

Eleições no Haiti, violência no Rio, protesto na Suíça e mais...

iG São Paulo

Mais de 100 mil estudantes participam do maior vestibular do País

Daniel Gonçalves, Rio de Janeiro

Carlos Augusto tentou se refugiar na casa de uma vizinha mas acabou arrastado pelo braço até os policiais

Carlos Augusto, 25 anos, conhecido como Bingo, foi preso às 15h10 deste domingo (28) na favela Casinhas, no Complexo do Alemão, conjunto de comunidades na zona norte do Rio que está sendo ocupado pela polícia. Ele tentou se refugiar na casa de uma vizinha de seu pai, entrando à força na residência. No entanto, seu próprio pai, o bombeiro elétrico Ivanildo Dias Trindades, 55 anos, o puxou pelo braço e o levou até a unidade de reconhecimento montada pelos Policiais Militares.

A todo momento, chegam picapes cheias de aprensões feitas pelos policiais. Somente durantes a prisão de Bingo, um carro da PM desceu da comunidade com uma metralhadora 9mm, um fuzil 762, um fuzil de fabricação chinesa Norinco, 50 quilos de maconha e quantidade ainda não contabilizada de cocaína, carregadores, três granadas e luneta para tiros de precisão.  Um reboque está retirando sete das dezenas de motos apreendidas no interior da favela.

Agência Estado

Polícia descobre paiol com mais de três toneladas de maconha, fuzis e munição

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A Polícia Civil estourou na tarde de hoje mais um depósito de drogas e paiol de armas de traficantes na localidade conhecida como Areal, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. Em um dos aposentos, os criminosos mantinham mais de três toneladas de maconha, segundo estimativa das autoridades. Também foram encontrados dois fuzis e muita munição.

No local que servia de residência para os traficantes, havia televisores de LCD, ar-condicionado, home theater e computadores. A polícia, então, deu início ao transporte da droga para fora do imóvel.

A polícia começou a subir o Complexo do Alemão pouco antes das 8 horas da manhã de hoje. Pelo menos 100 homens de grupos operacionais da Polícia Civil, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Polícia Federal (PF) revistam casas no conjunto de favelas. A expectativa é de que eles encontrem pelo menos parte dos traficantes que poderiam utilizar a região como rota de fuga.

Os agentes têm o apoio de mais de 50 homens do Exército e 5 veículos blindados, sendo um tanque e outros quatro veículos de transporte com metralhadora. "Todas as casas serão revistadas. Beco por beco, buraco por buraco", afirmou o comandante geral da Polícia Militar (PM), Mario Sergio Duarte.

Agência Estado

Governador não esclareceu, contudo, se Complexo do Alemão será ocupado nos moldes das UPPs

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), não esclareceu se o conjunto de favelas do Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense, será ocupado nos moldes do projeto de policiamento permanente implantado pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas admitiu que a saída dos traficantes de drogas "um passo decisivo" na política do Estado. 

"É um trabalho longo. Essa reconquista territorial é um passo decisivo para a nossa política de segurança pública", disse, em entrevista por telefone concedida ao RJTV, da TV Globo. Cabral indicou que as Forças Armadas devem continuar a apoiar as operações de retomada de territórios dominados pelo tráfico de drogas no Estado. Segundo ele, a polícia fluminense também deve ter a participação de homens da Polícia Federal (PF) em novas ações contra o crime nas favelas do Rio.

"Nós vamos continuar trabalhando articulados com as Forças Armadas e vamos continuar trabalhando articulados com a Polícia Federal, sob o comando do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, para que possamos levar mais paz e mais territórios conquistados", afirmou.

Foi a primeira declaração pública de Cabral desde que as forças de segurança federais e estaduais iniciaram a ocupação do Complexo do Alemão. O governador reeleito também voltou a agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pela cessão de militares, policiais e equipamentos para o combate aos traficantes.


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