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Noivas - iG Delas: Quer planejar um casamento perfeito? Confira dicas de vestidos, acessórios, maquiagem, penteados, agenda da noiva, festas e cerimônias.




Ana Carolina Addario, especial para o iG São Paulo

Casais contam como foi a experiência de celebrar seus casamentos em duas das igrejas mais antigas do Brasil

Por mais tradicional que se possa ser, toda cerimônia de casamento implica em uma série de escolhas das quais o casal vai se lembrar pra sempre e, por isso, todo cuidado é pouco. É importante que cada detalhe saia da maneira que os noivos imaginaram - ainda que, por exemplo, certas escolhas acarretem um ano de espera. Como casar-se em igrejas históricas.

Em um país católico de berço como o Brasil, não é difícil encontrar igrejas datadas de muitos séculos atrás, com histórico cultural determinante no desenvolvimento do país. E mais fácil ainda é encontrar filas quilométricas de espera para celebrar o tão esperado dia de seu casamento nestas mesmas igrejas ? que, mais solicitadas até do que igrejas mais modernas, passam longe do risco de envelhecer no ostracismo.

Devoção e tradição

Em 1754, a primeira capital do Brasil, Salvador, viu ser finalizada a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, fruto de promessa de um capitão português que navegava rumo ao país. Mais de 250 anos depois, a construção em estilo neoclássico com fachada em rococó é um dos principais pontos turísticos da cidade, responsável pela popularização das fitinhas do Senhor do Bonfim, o santo da maior devoção da Bahia católica.

A médica Lorena Marçal é uma dessas pessoas. Devota do Senhor do Bonfim e consciente de tudo o que a igreja representa para Salvador, não pensou duas vezes na hora de optar pela realização de sua cerimônia de casamento lá. Entrou na lista de espera ? e lá ficou durante mais de um ano, aguardando com a fé característica do povo soteropolitano seu grande momento. Enquanto isso, foi entrando no clima turístico da igreja, e começou a adaptar a sua agenda para realizar os ensaios e planejar sua cerimônia. Ela conta que para marcar o casamento em uma igreja histórica, é preciso se acostumar com sua rotina turística. ?Por ser uma igreja muito visitada por turistas, até mesmo o ensaio foi diferente, uma vez que os visitantes ali presentes observavam tudo?, conta.

Como todo local histórico, a necessidade de atentar para as os cuidados do local é um dos primeiros passos para realizar uma cerimônia perfeita. Na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, por exemplo, as músicas tocadas no casamento seguem orientação da paróquia e é preciso respeitar. ?Os músicos não puderam usar o andar superior da igreja utilizado pelo coral, a ornamentação só pôde ser feita com aproximadamente duas horas da cerimônia (após a última missa) e os funcionários orientam a não fazer chuva de prata na saída para não sujar o local, que no dia seguinte será aberto cedo para visitação?, conta. Independentemente disso, a celebração foi perfeita para a noiva.

Cerimônia realizada, Lorena e seu noivo Luciano pegaram o carro junto de todos os seus convidados e foram comemorar a união em um buffet de sua preferência: satisfação completa. A centenas de quilômetros dali, em São Paulo, outra igreja com o mesmo perfil realizaria cerimônia e festa em um dos locais históricos mais importantes da cidade.

Um hall de cultura

O casamento da advogada Paula Borges Abraão Vaz Guimarães foi celebrado na igreja consagrada como cripta do padre Manoel da Nóbrega e seu então noviço José de Anchieta, local da primeira missa realizada em São Paulo. Com cerca de 450 anos de história, o Pateo do Collegio foi um sítio arquitetônico erguido junto das primeiras edificações da cidade, e sua igreja, no começo uma pequena capelinha, um núcleo de catequização dos índios do Planalto (veja fotos na galeria acima).

No século XXI, a igreja do Pateo do Collegio realiza celebrações das mais variadas. Quando o assunto é casamento, o núcleo oferece até local para a festa depois da cerimônia. Foi o que Paula e seu noivo Fernão fizeram. ?Todos os nossos amigos estavam se casando, e achávamos tudo muito padronizado, tudo muito igual. Na época eu trabalhava no Largo São Francisco e, um dia, almoçando no Café do Pateo, me dei conta de como poderia ser linda uma festa de casamento ali?, conta. A imaginação foi tão longe que a noiva não hesitou e procurou a administração do Pateo para se informar sobre as cerimônias. Comunicou o noivo, entrou na lista e, por um golpe de sorte, em seis meses conseguiu realizar o casamento de seus sonhos.

?Minha família é do interior e é super religiosa, sabia da importância da igreja em que estávamos nos casando. Mas muitos de nossos amigos não conheciam o Pateo do Collegio, e como ainda existe um preconceito em relação ao centro velho de São Paulo, rolou um receio?, conta Paula. O Pateo oferece fornecedores próprios, e trabalha com um sistema de segurança impecável, a despeito de quem ainda tem medo de sair pelas ruas do centro velho da cidade.

Por se tratar de um sítio arquitetônico, que contempla museu, jardim e outros ambientes, além da igreja em que realizou seu casamento, Paula e Fernão realizaram sua festa no próprio jardim do Pateo, o que deu o charme que os noivos estavam procurando. ?Criamos uma atmosfera descontraída, que valorizasse os jardins e monumentos do lugar, onde nossos convidados puderam circular para interagir e contemplar o espaço?, relembra a noiva. O único detalhe é que, por se tratar de um ambiente cultural e histórico bastante importante para a cidade, o cuidado deve ser redobrado.

Para dar a nota de diversão da festa, a noiva apareceu jardim adentro com um carrinho de picolés para refrescar os convidados. O resultado? Quatro anos depois, mesmo em outras festas de casamento, a festa do casal é a mais lembrada. Tornou-se histórica, assim como o Pateo.

Agência Estado

Conheça as catedrais que receberam casamentos de príncipes e princesas

Na semana passada, o príncipe William, segundo na linha de sucessão da coroa britânica, anunciou que vai se casar. O filho de Lady Di se casa no dia 29 de abril, na Abadia de Westminster. Seus pais, o Príncipe Charles e Diana Spencer, preferiram a catedral londrina de St Paul. As imagens da ampla catedral, erguida entre 1675 e 1710, rodaram o mundo, transmitidas via satélite para cerca de 1 bilhão de pessoas. Apesar de ter passado por uma ampla restauração, há alguns anos, a igreja mudou pouco. O teto repleto de mosaicos ainda impressiona os visitantes, que também podem subir ao domo. Dali é possível observar os detalhes arquitetônicos de toda a parte interna, além de ter uma incrível vista da cidade. Quer uma amostra? Faça o tour em 360 graus no site da Catedral. Ou veja a galeria de fotos abaixo, com esta e outras igrejas que foram cenários de casamentos reais.

Além de Londres, outras cidades oferecem opções ?reais?. Como a Catedral Saint Nicolas, em Mônaco, onde o príncipe Rainer III desposou a hollywoodiana de estonteante beleza Grace Kelly, em 1956.

Inaugurada em 1903, substituiu a antiga catedral, transformada em abadia em meados do século 19. A Saint Nicolas de hoje tem estilo franco-romano, influência bizantina, mosaicos venezianos e janelas de vitrais coloridos, com figuras dos Antigo e Novo Testamento. Para mais informações, entre no site de Mônaco e coloque "cathedral" na busca.

Caso prefira se inspirar em algo atual, a escolhida pode ser a Catedral Storkyrkan (ou São Nicolau), em Estocolmo, na Suécia. Localizada no meio da Gamla Stan, a Cidade Velha, a igreja de 400 anos foi a eleita da princesa Victoria da Suécia para se casar com seu personal trainer Daniel Westling, em junho deste ano. Para conhecer a catedral por dentro, mais um tour em 360 graus.

Pedido romântico foi feito em pousada no Quênia

Apesar de o anúncio do casamento ter sido feito semana passada, o príncipe William pediu a mão de Kate há cerca de um mês, em uma pousada no Quênia. Criada e administrada por integrantes da tribo maasai, a Il Ngwesi figura nos mais conceituados guias de viagem. As cabanas, com banheiro e outras instalações, foram construídas com materiais da região. Boa parte dos passeios - como trilhas pelas savanas e observação de animais - e as refeições estão incluídos na diária de US$ 340 por pessoa. Algumas cabanas têm como opção dormir sob as estrelas - nesse caso, sua cama é transferida para a varanda. Dizem que é assim que o príncipe gosta de passar suas noites ali.

Camila de Lira, iG São Paulo

Elas não cooperam com o casamento, não ajudam na cerimônia e só enlouquecem as noivas

Foto: Arquivo pessoal

Ser madrinha de um casamento é algo bastante significativo. Afinal, uma madrinha deve cooperar na organização do casamento, tranquilizar os noivos e, no mínimo, não atrapalhar a cerimônia, certo? Conversamos com alguns casais que mostram que não é bem assim. Cuidado ao escolher a sua!

Conflito de agenda

O que aconteceria se alguém pedisse para você mudar a sua data de seu casamento? E se esse alguém fosse a madrinha e a razão do pedido fossem as férias dela ? Pois bem, foi nessa sinuca de bico que a bióloga Amanda Mirasierras ficou em outubro do ano passado.

?Marcar casamento é complicado, mesmo com um ano de antecedência. Sabíamos que queríamos um dia entre outubro e setembro de 2010. Nem escolhi a data do casamento, por desistência consegui que o sítio onde faríamos a festa encaixasse nossa data no dia 11 de setembro?, diz Amanda, que se casou este ano. A noiva conta que, logo depois de avisar a todos da data, recebeu a ligação de uma de suas quatro madrinhas. ?Ela falou que estava pensando em marcar as férias neste mês, e pediu para que eu mudasse a data do casamento?, conta a noiva.

Amanda diz que negou o pedido da madrinha ? que era sua amiga de infância ? e explicou que não conseguiria agendar outra data no local que queria. Mesmo assim, a madrinha ficou chateada com a noiva e se afastou dela durante todos os preparativos do casamento. ?Era minha amiga desde os seis anos de idade, não esperava esse tipo de reação. Além disso, ela tinha o ano inteiro para marcar as férias?, comenta a noiva.

?Sei que não foi por maldade que ela fez, ela achava que não tinha problema nenhum em mudar a data. Mas fiquei chateada, mesmo assim?, diz. Ela conta que voltou a falar com a madrinha dois meses antes do casamento, quando a amiga passou por problemas familiares. E mesmo assim, a madrinha ainda deu trabalho com relação ao vestido e ao presente, deixando a noiva mais nervosa ainda.

A noiva conta que não fez exigências para os convidados, e que tentou fazer com que eles ficassem livres .?Não fui uma daquelas noivas neuróticas. Esse deve ter sido o meu erro. Acho que todo mundo espera que a noiva seja neurótica, por isso ela tem que aproveitar?, afirma Amanda.

No final das contas, a madrinha em questão compareceu ao casamento. ?E não tirou as férias até hoje?, completa Amanda.

Cores de vestido

Com muita calma. Foi assim que a administradora Mariana Pereira tentou organizar o esquema de cores dos vestidos da madrinha. Com dois meses de antecedência, a noiva mandou um email a respeito para as madrinhas. Mesmo assim, a duas semanas do casamento, ela descobriu que metade do seu altar estaria usando a mesma cor.

Quando duas das madrinhas descobriram que iram usar vestidos de cores parecidas, ficaram bravas com a noiva. ?De repente, todas começaram a ligar para mim para saber qual era a cor do vestido da outra?, conta Mariana. Preocupada com os outros preparativos do casamento, ela ficou perdida no meio do bombardeio de perguntas.

Ao discutir sobre as cores de vestido, as madrinhas ?falavam em ?rosa queimado?, ?rosa antigo? e ?marrom rosê??, lembra a noiva. ?Resumindo, é tudo igual. Mas eu surtei mesmo quando descobri que a minha cunhada iria de rosa?, continua. Depois de uma semana de preocupações, ela diz que o que lhe restou foi chorar e esbravejar com os outros. ?As madrinhas são as pessoas mais próximas, a gente não sabe se é melhor ou pior. Por serem irmãs, amigas, primas, elas acham que podem tudo?, fala.

Logo após o ?surto?, Mariana diz que decidiu não se importar mais. Pediu para que todas as madrinhas fossem do jeito que quisessem. ?Na hora eu nem vou perceber mesmo a cor dos vestidos?, diz. Mas a solução não esconde o trauma: ?Se me perguntassem hoje se queria casar ou comprar uma bicicleta, diria a bicicleta?, brinca.

Mais atrasados que a noiva

Os convidados tendem a ficar levemente irritados quando a noiva se atrasa. O noivo, então, fica uma pilha de nervos. Mas, quando os padrinhos fazem isso, como os noivos devem se sentir? A organizadora Jane Alves trabalhou em um casamento que teve exatamente esse problema.

?O casamento era num sítio e todos os padrinhos por parte do noivo resolveram ir juntos, em carreata. Acredito que eles já tenham saído atrasados do local e, no decorrer do caminho, ainda tiveram alguns problemas. O resultado foi que a cerimônia atrasou duas horas e meia?, conta Jane. Ela diz que os pais do noivo estavam nesse comboio, por isso não podia começar o casamento.

Jane ainda conta que o comboio se separou e, quando o pai do noivo chegou, ele estava sem parte da roupa da festa ? que estava em algum dos outros carros. Nesse meio tempo, os músicos que iriam tocar na entrada do casamento tiveram que ir embora. ?Eles tinham sido contratados para aquela hora, e tinham outros trabalhos em outros horários?, diz.

?A noiva ficou bem chateada porque o sonho dela era entrar com o violino, e isso não aconteceu?, lembra Jane. A organizadora disse que ela mandou começar a cerimônia assim que os primeiros casais de padrinhos chegaram. ?A tia do noivo não participou, mas a cerimônia não podia aguardar mais. Ela achou um absurdo, achou que era uma falta de respeito com ela, e foi embora?, diz.

Mesmo depois de meses da festa, esta tia ainda não fala com os noivos, por se sentir desrespeitada. ?Na visão dela, a gente tinha que esperar. Afinal, ela era uma madrinha?, conta Jane.

Camila de Lira, iG São Paulo

Conheça as celebridades que passaram por quatro, cinco, seis... e até nove casamentos

Ana Carolina Addario, especial para o iG São Paulo

Especialista dá dicas para realizar uma comemoração íntima e tão emocionante como um casamento

Foto: Arquivo pessoal

Até o século XVIII, o noivado era um contrato jurídico e religioso em que a família dos noivos se responsabilizava pelo cumprimento do enlace, que envolvia geralmente transações de dotes e objetos valiosos. Quando a Revolução Francesa derrubou a força legal do noivado, perpetuando apenas o uso da aliança na mão direita e a participação dos familiares, o ritual ganhou um significado novo e muito mais afetivo. Séculos depois de sua constituição da maneira que é comemorado hoje ? e algumas décadas depois de cair em desuso ? o noivado vive uma nova alta em sua procura e volta a ser comemorado nos mais diversos estilos.

A festa de noivado pode ter os mais diversos tons. É importante lembrar que, ainda que seja uma comemoração importante, ela é apenas o anúncio do casamento. Esse sim deve demandar mais atenção e investimento do bolso do casal. Mas nem por isso um noivado passa em branco.

Uma festa intermediária

As variáveis a se considerar na hora de planejar a festa de noivado passam pelo número de pessoas que se pretende convidar, o lugar onde será realizada a festa, o estilo dos convidados, o orçamento disponível e, acima de tudo, o estilo dos noivos. ?O segredo de uma festa perfeita é a combinação de boa comida, boa música, boa bebida e bons convidados?, define Marcia Possik, organizadora de casamentos e cerimônias, diretora da Marriages Assessoria e criadora do Clube das Noivas. Considerando tudo, é possível escolher alternativas agradáveis para a comemoração.

Um jantar apenas para a família é a opção mais tradicional. Participam somente pais e parentes diretos dos noivos e é servido um jantar em clima íntimo. A decoração é focada basicamente na mesa ? porcelana, cristas e prataria ? e no ambiente da casa. Embora pareça simples, este é o tipo de comemoração que pode sair cara. Aluguel de porcelana e cuidados com o cardápio são os principais responsáveis pelo peso no custo.

Uma alternativa ao modelo tradicional, com jantar e troca de alianças, são os chamados pedidos temáticos, que podem aumentar o círculo de convidados para incluir os amigos próximos. ?Neste caso, a festa fica mais animada", diz Marcia.

Foi o que aconteceu com a festa de noivado que a secretária executiva Agatha Cristina de França ganhou de presente de sua mãe. Com cerca de 60 convidados, entre familiares e amigos, a festa teve direito a coquetel, jantar e champagne, além de convite personalizado com porta-retrato do casal e lembrancinha. ?Foi quase uma festa de casamento, com a diferença que foi bem mais íntimo. Nós conseguimos falar e tirar foto com todo mundo?, conta a noiva. Agatha se casa no ano que vem, em uma celebração com número de convidados mais do que quadruplicado: serão cerca de 280 pessoas, entre parentes e amigos.

Viagem de noivado

Quem quer fugir das despesas altas e guardar fôlego para a festa de casamento pode fazer como o músico Dinho Lima e a noiva, Gabriela Cecon. Eles estavam juntos há cerca de um ano e meio quando Dinho fez o pedido. Aceito, o casal decidiu colocar a família na estrada e comemorar o noivado no sítio da família da noiva, em Vinhedo (SP).

A festa foi mais simples, com comidinhas e bebidas para os convidados, além de uma bênção ao casal concedida pelo pastor da igreja que a família frequenta. Dinho faz coro com Agatha nas vantagens de uma celebração intimista. Para ele, a vantagem de uma festa menor é que a atenção pode ser igualmente distribuída a todos ? e dá pra aproveitar melhor sua própria festa. "O que percebemos de amigos que já se casaram é que eles nunca participam da própria festa, porque sempre tem muita gente e muita atenção para dar. Na festa de noivado, não. Dá tempo de conversar, receber cumprimentos e até mesmo trocar experiências com outros casais presentes", conta.

Redução de custos

Um dos segredos pra uma festa de noivado emocionante e de baixo custo é o planejamento. ?Imagine que uma boa festa de casamento leva cerca de 15 meses para ser produzida sem atropelos. Se a ideia é ritualizar o noivado, é de se esperar que o noivado seja celebrado com dois anos antes do casamento. Mas não há uma regra?, conta Marcia Possik. Ter bastante atenção na sua lista de convidados também é um pré-requisito essencial para que os custos da comemoração não ultrapassem o pretendido.

Para quem preferir festas tradicionais, com coquetel e jantar, vale tentar emprestar os utensílios de jantar de alguém da família ou amigos, já que o aluguel deste tipo de peça costuma ser caro.

E quem trabalha com um orçamento limitado pode economizar (e se envolver de verdade) assumindo algumas tarefas da organização e festa em si. Mas há um limite: Marcia lembra que não é recomendável a noiva se acabar de trabalhar preparando o noivado. ?Ninguém quer aparecer com cara de cansada na própria comemoração?, aconselha.

iG São Paulo

Em sua primeira entrevista para a TV, Príncipe William e Kate Middleton revelam como foi o pedido de casamento que virou notícia

Foto: AP

Depois de oito anos de namoro, o Príncipe William e Kate Middleton anunciaram o noivado e se tornaram notícia em todo o mundo. Logo após o anúncio oficial, feito pelos porta-vozes do Palácio de Buckingham, o casal deu uma entrevista à rede de televisão britânica BBC. Nela, falaram de como foi o pedido e quais sãos as suas expectativas para depois do casamento.

?O pedido aconteceu no Quênia, há três semanas. Nós tivemos um momento privado com alguns amigos e eu decidi que era a hora certa de propor?, disse William à BBC. Mas, ele explica que o pedido não veio tão rápido assim. ?Fiquei com o anel na mochila durante três semanas. Mantinha-o sob meu olhar, já que era uma peça muito valiosa para ser perdida?, completa o príncipe.

O anel em questão foi o mesmo usado no noivado de Diana, mãe de William, a carismática princesa morta em um acidente de carro em 1997. Kate disse que ficou muito emocionada ao receber a peça. ?Espero estar à altura da importância deste anel?, disse ela à rede de televisão. Kate ainda afirmou que Diana é uma grande inspiração para ela e que amaria a ter conhecido.

William explicou que queria que sua mãe estivesse presente em um momento tão importante como esse ? e dar o anel dela a Kate era uma forma de fazer isso. Mesmo assim, ele diz que não há pressão para que Kate tenha a mesma imagem que a de Diana. ?Não há pressão. Ninguém está tentando substituir a imagem da minha mãe. Trata-se do nosso próprio futuro, nosso próprio destino?, alertou.

Ele ainda falou que o casal conversava sobre casamento há mais ou menos um ano. Juntos há oito anos, eles declararam não ligar muito para a pressão que as outras pessoas faziam para que eles se casassem. ?Se eu soubesse que era uma corrida, provavelmente teria ido mais rápido?, brincou o príncipe, cuja hesitação era amplamente comentada pelos tabloides britânicos, que acabaram por apelidar a noiva de ?Waity Katy? (?Kate À Espera?, em tradução livre).

Mas a noiva parece não ligar. ?Acho que o tempo foi muito bom para que o nosso relacionamento enfrentasse as fases ruins, e para que nos conhecêssemos melhor? apontou Kate na entrevista à BBC.

O pai da noiva

Mesmo com tanto tempo juntos, William conta que teve medo que o pai dela dissesse não. ?Falaram para mim que a melhor maneira seria pedir a mão dela ao pai. Mas pensei que se eu fizesse isso, ele poderia dizer não. Por isso, decidi pedir para ela primeiro, assim o seu pai não poderia recusar?, contou William. ?Mas falei com ele assim que pedi a ela?, completou.

Ela disse que ficou muito surpresa com o pedido. ?Nós tínhamos viajado com amigos, então não esperava que nada disso ia acontecer. Quando ele apareceu com o anel, fiquei em choque, mas muito contente?, disse Kate.

?Estamos muito animados com a perspectiva de passar o resto da nossa vida juntos?, disse William. Sobre filhos, eles dizem que pretender ter, mas preferem deixar que isso aconteça de forma natural. Eles afirmaram que pretendem aproveitar a vida de casado antes de pensar em ter filhos.

Segundo porta vozes do Palácio de Buckingham, a cerimônia acontecerá no verão do ano que vem, em Londres. O casal, que se conheceu na universidade de St. Andrew, parece rumar muito bem para o casamento na igreja de St. Paul.

Cáren Nakashima e Livia Valim, especial para o iG São Paulo

No espírito da máxima ?não importa o destino, e sim a companhia?, é possível planejar a lua de mel com diferentes orçamentos

Foto: Getty Images

Quem casa quer casa, mas antes disso quer passar alguns dias a sós, de preferência em um destino inesquecível. Para a lua de mel não se transformar em dívidas amargas, planeje-se com antecedência ? de preferência um ano. E, em primeiro lugar, preste atenção no quesito temporada. ?Isso é importante por três motivos, e o primeiro é o preço: fora da alta temporada tudo fica mais barato. Além disso, é preciso considerar o movimento ? ninguém quer passar a lua de mel no meio de uma bagunça, enfrentando filas, com crianças correndo e jogando areia em vocês ? e o clima ? normalmente a baixa é durante as estações de temperatura mais amena, ou seja, outono e primavera, evitando calor extremo ou frio congelante?, explica o turismólogo e consultor de viagens Daniel Thompson. ?Fora que a duração do dia é maior quando fugimos do inverno?.

O Delas conversou com especialistas no assunto e reuniu dicas para todos os orçamentos. Confira.

Se você pode gastar até R$ 1 mil

Faça um empréstimo
Mas não de dinheiro. Segundo a assessora de casamentos Alexandra Loureiro, uma noiva sob os seus cuidados pegou emprestado o trailer de uma amiga para passar alguns dias com o marido aventureiro. ?Outra pediu para uma conhecida a sua casa em Porto de Galinhas?, conta. Mesmo que o destino seja longe, caso haja a possibilidade de um empréstimo de casa, vale comprar passagens aéreas com bastante antecedência, quando costumam sair mais em conta.

Roteiros charmosos do interior
Que tal tentar um pacote terrestre, de ônibus? ?Há muitas opções românticas, como Serra Negra (SP), Monte Verde (MG), Petrópolis (RJ), Serras Gaúchas (RS)...?, sugere Daniel. Para quem não abre mão da vista para o mar, há opções para o litoral também. Informe-se antes sobre a hospedagem e se ela oferece a privacidade e o clima intimista que vocês buscam.

Troca de casas
Alguns sites, como o Troca de Casa, promovem a troca de residências em diversas partes do mundo. Pode ser uma forma inusitada de começar uma nova vida, se hospedando na casa de outro casal! Você disponibiliza a sua residência no período que se hospedar, gratuitamente. Assim, economizará bastante e terá despesas apenas com deslocamento e alimentação.

Se você pode gastar de R$ 1 mil a R$ 3 mil

Pacotes aéreos nacionais
As agências de viagem oferecem preços tentadores para pacotes, com hospedagem em hotéis mais simples e com duração de cerca de 4 dias. De acordo com Alexandra Loureiro, os destinos mais procurados (e que os casais adoram) são as praias do nordeste brasileiro.

Amor na América do Sul
Buenos Aires, a capital argentina, é um dos destinos preferidos dos brasileiros e, de quebra, é uma cidade extremamente romântica. Passar um fim de semana ou três dias ali pode caber perfeitamente no seu orçamento. Daniel indica também a cidade litorânea de Punta Del Este, no Uruguai e Santiago, no Chile.

Nos mares
?Cruzeiros curtos, daqueles que visitam duas ou três cidades, podem ser uma boa opção?, recomenda Alexandra.

Se você pode gastar de R$ 3 mil a R$ 6 mil

Nordeste confortável
Uma semana em bons hotéis no nordeste brasileiro cabem neste orçamento. ?Para o casal, o pacote de 7 dias custa aproximadamente 4 mil reais em diversas agências?, conta Jaqueline Dahall Mikahil, consultora de viagens da Be Happy Viagens.

Adicione luxo ao rústico
Com este orçamento, é possível passar alguns dias luxuosos em destinos pitorescos, como Bonito, Pantanal ou Amazônia. ?Informe-se sobre hotéis cinco estrelas, com bangalôs e infraestrutura?, conta Daniel.

Resorts na América Central
Cancun, República Dominicana, Punta Cana, Los Cabos, Puerto Vallarta, Aruba... ?Há resorts com o sistema de all-inclusive que se encaixam nesta verba?, diz Alexandra.

Se você pode gastar de R$ 6 mil a R$ 9 mil

Alto padrão
Segundo Jaqueline Mikahil, as melhores opções são cruzeiros no Caribe ou resorts exclusivos no Nordeste. ?Com este valor, dá para passar uma semana nestes locais, no sistema de all-inclusive?, diz. Os experts apontam o resort Nannai, na Praia de Muro Alto, em Pernambuco, como hors concours na categoria lua de mel dos sonhos.

Expanda os horizontes
Com este dinheiro, já dá para pensar na Europa ou cidades da América do Norte. Que tal buscar referências em filmes que o casal adora e elaborar roteiros customizados com a história de vocês?

E quando o dinheiro não é problema...

Busque consultoria especializada
A Be Happy Viagens, por exemplo, é focada em viagens de altíssimo padrão para recém-casados. ?Montamos o roteiro dos sonhos do casal. Pode ser desde a Polinésia francesa, com roteiro de 10 dias, por cerca de 18 mil reais, até Dubai com Ilhas Maldivas, em roteiro de 10 dias, por aproximadamente 14 mil dólares?, lista Jaqueline.

Explore o diferente
Na África do Sul você dispõe de trens de luxo, super safáris e hotéis estrelados... Dubai e Abu Dhabi são roteiros para quem gosta de ouro e deseja (merecidamente) esbanjar, cruzeiros por países nórdicos ou pelo mediterrâneo são outras opções. ?Você pode até pensar no Canadá com a oportunidade de ver ursos e acompanhar a Aurora Boreal?, conta Daniel. Que tal?

Lado oriental
Por estar do outro lado do mundo, Índia, Japão, China, Camboja e afins são roteiros caríssimos, mas que podem ser desfrutados de forma especial na lua de mel, se o orçamento não for problema. Que tal?

Dê a volta ao mundo
Para quem tem tempo e dinheiro de sobra, a aliança entre companhias aéreas Star Alliance oferece bilhetes para dar a volta ao mundo. Passagens em mãos, a cumplicidade do casal vai aumentar ao se debruçar sobre os destinos e traçar roteiros. Partindo do Brasil, a rota é definida pelo viajante, que então pode escolher o tipo de hospedagem que deseja e fazer as reservas.

Veja ideias de pacotes para lua de mel no iG Turismo

Camila de Lira, iG São Paulo

Os homens podem ? e devem ? ajudar na organização do casamento. Conheça o caso de um noivo e dê sua opinião

Foto: Arquivo pessoal

No dia 14 de novembro de 2009, Sílvia Rosencrantz ia para seu casamento. Tinha passado pela ?manhã da noiva? e a cerimônia estava marcada para meio-dia. No caminho, ela ligou para Amilton Pighin, seu futuro marido, e perguntou como ele estava. A resposta foi ?estou indo tomar banho?.

No lugar de ficar brava, Sílvia ficou tranquila. ?Ele ajudou tanto que no dia do casamento estava assessorando o DJ da festa?, conta a noiva. Já Amilton ri com toda a história. Ele fala que, desde o começo, prestou atenção nos detalhes da festa e quis fazer parte de todas as decisões que envolvessem a cerimônia.

Segundo o cerimonialista Roberto Cohen, os homens já estão mais acostumados a participar de forma mais ativa dos casamentos hoje em dia. Ele explica que, como os casais optam por dividir as despesas da festa, ambos acabam por dividir, também, os detalhes da organização. A organizadora de casamentos Bebeta Schiavini ainda aponta para o fato de muitos noivos já terem uma vida juntos antes, o que contribui para que o casal pense na festa em conjunto.

?Este foi meu segundo casamento. Como já tinha uma experiência anterior em que não participei da organização, eu fiz questão de participar desse?, diz Amilton, admitindo que existe, sim, uma ideia machista de que o homem não deve se preocupar muito com o jeito da festa ? obviamente contrariada por ele. Bebeta concorda.?É muito dessa mentalidade de que homem não pode chorar, e de achar que isso não é coisa de homem?, diz a organizadora.

Amilton e Silvia contam que dividiram bem a organização da festa, mas essa divisão foi muito mais natural que qualquer outra coisa. ?Não passou pela minha cabeça que estávamos dividindo as tarefas. Queria fazer algo que fosse primeiro bom para nós, fosse do nosso gosto?, conta Silvia.Enquanto ele tomou conta do DJ e de alguns detalhes da lua de mel, ela fez os contatos para a decoração do salão.

De qualquer forma, ambos contam que nenhuma decisão foi tomada sem que o outro soubesse. ?É claro que não pude dar pitaco no vestido dela?, brinca Amilton.

Convites e um vídeo de casamento

Além de dividir com a noiva a organização da festa, Amilton ajudou em dois detalhes especiais do casamento. Por saber mexer em programas de fotos e vídeo, ele ficou responsável pela confecção dos convites e do vídeo de homenagem ao casal.

Os convites foram feitos a partir de uma foto que o casal usou como ?tema?. Eles a imprimiram em papel vegetal, e fizeram a arte em cima disso. Sílvia brinca ao dizer que durou muito mais tempo do que deveria, mas ficou bom porque imprimiu, logo de cara, o jeito do casal na festa.

De acordo com Bebeta Schiavini, com o maior envolvimento dos homens, a festa fica mesmo com a cara do casal. ?O legal é que o casamento passou a ser uma coisa muito mais personalizada?, opina Roberto Cohen.

?Discutimos o vídeo ponto a ponto. Queríamos colocar nossas fotos desde criança até o casamento. Foram madrugadas a fio fazendo?, conta Amilton. Ele diz que já previa o ?chororô? que começaria por causa do vídeo, por isso resolveu andar pelo salão durante a sua projeção. ?Até hoje me emociono se escuto alguma música que fez parte do vídeo?, completa.

Buquê do noivo

Amilton reclama que tudo no casamento é voltado para mulher, e que os homens tendem a ficar esquecidos na festa. Ele aponta que até mesmo o momento que a noiva joga o buquê é um instante em que todas as atenções se voltam para a mulher ? e para as mulheres da festa. ?Às vezes os homens também querem participar, se divertir com isso?, diz.

?O casamento não é só feminino, nem só dos pais?, diz Roberto Cohen. As mulheres, claro, sonham mais com o próprio casamento do que os homens, como admite a organizadora Fernanda Leonhardt. Mesmo assim, ela diz que eles devem participar da festa.

Fazendo, por exemplo, como Amilton. Na hora do buquê da noiva, ele e sua irmã criaram uma brincadeira para os solteiros da festa. A irmã confeccionou um saco acolchoado de dinheiro ??como aqueles sacos de dinheiro dos bandidos em desenho? ? e ele colocou dentro uma garrafinha de metal. ?Mandei gravar nossas iniciais na garrafa e joguei para os homens na festa. Joguei como a noiva joga o buquê?, conta.

Ele fala que os seus amigos ficaram bastante animados com a brincadeira. ?Assim, os homens tiveram oportunidade de participar?, completa Amilton.

Livia Valim e Tatiane Ribeiro, especial para o iG

Casamento de bicicleta, doação de sangue e alianças de coco: inspire-se com casais que fizeram cerimônias criativas, alinhadas com seu estilo de vida

Foto: Arquivo pessoal

Um casamento é uma declaração do amor e do acordo de duas pessoas em passarem a vida juntos. Mas alguns casais encontram formas de declarar algo além da paixão e do romance em suas cerimônias, com festas engajadas, que refletem um estilo de vida ou o apoio a uma causa presente na vida dos noivos.

Caso ou compro uma bicicleta? Os dois

Foi assim para Priscila Teixeira e Willian Cruz, que no sábado do dia 24 de outubro do ano passado pedalaram das suas respectivas casas até a Praça dos Ciclistas, e de lá seguiram juntos para o 21º cartório, no bairro da Saúde. Acompanhados de amigos e curiosos, os noivos percorreram 25 km no percurso de ida e volta. ?A bicicleta faz parte das nossas vidas. Eu a uso para tudo, sempre que preciso ir sozinho a algum lugar vou de bicicleta. A Priscila também deixa de usar o carro quando o trajeto não é longo. Assim, queríamos mostrar que bicicleta é um meio de transporte viável, dá para fazer de tudo com ela ? até se casar!?, conta o noivo.

E conseguiram. O grupo, com cerca de 50 bicicletas com os noivos à frente, chamava a atenção por onde passava. Os transeuntes tiravam foto, filmavam, sorriam, choravam, acenavam, gritavam, aplaudiam, chamavam os outros para ver, ligavam para alguém para contar. Até uma senhora, ao ver as bicicletas em frente ao cartório, parou para perguntar do que se tratava e, ao presenciar os noivos saírem e montarem na bicicleta, chorou emocionada. ?A ideia era estar com os amigos, viver nossa cidade, aproveitar a liberdade. Não precisamos cumprir padrões que não combinam com nosso espírito e filosofia de vida?, define Cruz.

Todos pedalaram do cartório até uma lanchonete próxima e fizeram ali mesmo a festa. Dessa forma, o que era para ser uma mera formalidade foi um evento único para todos os presentes. ?Pelo caminho distribuímos sorrisos, flores, emoção, felicidade e esperança para deixar a cidade mais humana e menos individualista?, confirma a noiva. Cruz aponta que o melhor é mostrar que os espaços públicos podem ser resgatados e não é preciso contratar uma empresa e gastar muito dinheiro para tornar uma cerimônia inesquecível. ?Um mundo diferente é possível. E depende de nós, com pequenas atitudes, construir o lugar onde queremos viver?, conclui.

Bom para todos

Outra ideia de sucesso foi o casamento de Sabrina Campos. Ao ser impedida pelo ex-marido de levar o filho para vê-la se casar em Barcelona, na Espanha, Sabrina procurou às pressas as ONGs que apoiava e montou a cerimônia em um mês e meio. ?Queria algo bonito, simples, ecologicamente correto, que pudesse inspirar outras pessoas?, conta Sabrina, hoje grávida pela terceira vez. A noiva focou no impacto ambiental e social e assim tornou público o trabalho de várias organizações que, mesmo sem recursos, transformam a vida das pessoas.

Todos os detalhes foram pensados de forma sustentável. O vestido de fibra de pet foi doado pela Baobá Tecidos Artesanais e confeccionado pela ONG Arrastão, as alianças foram de coco, as sandálias de pneu reciclado feitas pela Góoc e a tiara produzida por presidiárias do Distrito Federal através da Suzana Rodrigues Biojóias. Todos os alimentos e bebidas eram orgânicos e o lixo foi destinado à Coopamare.

Como a festa foi realizada em um chuvoso domingo de Páscoa, bem no meio do parque Trianon, os convidados foram a pé, de bicicleta ou de transporte público. Os serviços de beleza da noiva e os de garçom na festa foram realizados por jovens aprendizes. A maioria dos convites foram enviados por e-mail e outros 50 feitos de papel reciclado. A festa aconteceu ao som das músicas tocadas por moradores de rua da Comunidade Metodista e do Projeto Pitú Leal. A noiva ainda pediu como presente fraldas descartáveis para doar e no final passou a lua de mel em um hotel nos Jardins, bairro paulistano, que pratica uma carta ambiental de compromisso social e ecológico.

O resultado? Foram 300 pessoas convidadas para vivenciar uma festa com custo reduzido e que beneficiou várias pessoas em situação de risco socioeconômico. ?O que vale é se concentrar na essência e simplicidade das coisas, no amor das pessoas envolvidas e prestar atenção: cada ação que temos pode ser um ônus ou uma contribuição para o planeta, o país, a cidade, o bairro e, consequentemente, para a família?, reflete Sabrina.

Desafio e retribuição

No mesmo caminho de transformar uma situação difícil em algo vitorioso, Cilma de Paula Azevedo levou todos os convidados ao Hemocentro de Brasília no dia do seu casamento. A proposta era incentivar a doação de sangue como forma de presentear os noivos. Tal intenção nasceu quando a noiva sobreviveu a um grave acidente de carro. Com o fígado dilacerado e hemorragia forte, precisou de mais de 40 bolsas de sangue. ?Percebi a fragilidade da vida ao saber que fui salva pela solidariedade de muitas pessoas que anonimamente realizam a doação?, conta Cilma, que também já foi voluntária da Cruz Vermelha.

A iniciativa teve suporte do Movimento Maria Cláudia pela Paz, que produziu o casamento com o apoio dos seus parceiros e voluntários. Cilma afirma que os convidados, apesar de surpreendidos, gostaram da ideia de demonstrar seu amor ao próximo. ?Como sabemos que algumas pessoas são impossibilitadas de doar sangue devido ao processo de seleção de doadores, recebemos também como presente fraldas geriátricas, que levou conforto a muitos idosos de Brasília e de Paracatu, em Minas Gerais?.

O evento também foi essencial para a recuperação de Cilma. Ao passar por vários problemas como desemprego e falta de recursos financeiros, ela afirma que, após esses acontecimentos, aprendeu que o consumismo não pode se sobrepor ao valor da vida. ?O maior bem que temos é a saúde, a família, os amigos e o amor. Foi isto que aprendi com o meu acidente, nas cirurgias e nos 21 dias de UTI?. Muito mais que festejar o amor romântico, esse casais homenagearam a vida em sua melhor forma: vivendo e incentivando seus convidados a vivê-la.

Camila de Lira, iG São Paulo

Se a noiva se impuser e a mãe relaxar, a parceria pode dar muito certo

Foto: Getty Images

O papel de mãe de noiva vai além de chorar ? muito ? no lugar de destaque do altar, usar um vestido bem bonito e tirar um bom número de fotos ao lado dos noivos. Ela ajuda a escolher o vestido, a decoração e, até mesmo, as formas de docinhos. Tudo muito bonito, o problema é: quando essa ajuda vira excessiva?

?Nenhuma mãe faz por maldade, todas elas querem ajudar?, diz a organizadora de casamentos Fernanda Vianna. O problema, segundo ela, vem quando a mãe se sente no poder de controlar todos os aspectos da festa sem levar em questão as opiniões do casal.

Cristina Nudelman, mãe de duas noivas e que escreve o blog Mother of the Bride, diz que não há como ver uma relação entre mãe e noiva e não pensar na relação de mãe e filha. Para ela, quando a relação entre as duas já era boa, é bem comum que continue tranqüila durante a organização do casamento. ?Agora, se a mãe sempre impôs tudo para o filho, como isso mudaria no casamento?? comenta Nudelman.

Fernanda conta que já presenciou alguns incômodos na relação mãe e filha durante as organizações de casamento. Ela diz que houve uma festa em que a mãe impôs um buffet muito mais longe da igreja que o que a noiva queria, acabou que o trajeto entre festa e cerimônia atrapalhou o andamento do casamento. ?Apesar de tudo, eu não cheguei a presenciar brigas?, brinca a organizadora.

Sonhos da filha

?A mãe não tem que colocar jamais os sonhos delas no lugar do da filha. Ela já teve um momento, agora é o da filha?, argumenta Cristina. As organizadoras apontam para um equilíbrio entre o que as noivas querem e o que as mães escolhem. Algo que a professora Sandra Godoy conseguiu ao ajudar sua primeira filha, Renata, nos preparativos do casamento.

Renata e o marido moram em São Paulo, mas o casal optou por fazer a cerimônia em São Carlos, no interior do estado, onde os pais dela moram. Dessa forma, Sandra foi a ponte entre eles e todos os detalhes da organização. ?Eu queria que fosse um casamento com a cara deles. Quando fui contatar os decoradores, por exemplo, eu procurava durante a semana, e já descartava o que tinha certeza que a Renata não ia gostar. Eles vinham no final de semana, e os dois davam a palavra final?, conta Sandra.

A professora concorda com Cristina quando se trata de dizer que a relação que tinha com a filha antes do casamento se refletiu durante a organização dele. ?Nós temos muita afinidade, nos damos muito bem, e sempre foi assim. Então ela ouviu sugestões minhas. Mas quando ela não gostava, ela falava que não era do jeito que ela queria, e eu descartava?, diz.

Fernanda Vianna diz que os noivos precisam impor o que querem tanto para os pais quanto para os organizadores. Mesmo assim, ela explica que a imposição não pode ser de forma muito drástica e categórica. ?É importante lembrar que algumas opiniões não devem ser descartadas?, fala. Já Cristina diz que as mães precisam respeitar a diferença de gostos que pode haver entre elas e as filhas.

Dentro de todo esse ambiente, ainda há espaço para pequenas surpresas e provas de carinho. Sandra diz que deu um toque seu na festa de Renata. ?Houve uma queima de fogos no meio da madrugada, durante a festa. Eu que organizei, eles não sabiam e adoraram?, lembra Sandra.

?No fundo, as pessoas querem participar. Se sentir presentes. É um excesso de amor?, conclui Fernanda.
 

Cintia Costa, especial para o iG São Paulo

Os astros dão dicas sobre como escolher o melhor vestido para você

Foto: Divulgação

O vestido é o item do casamento que melhor reflete a personalidade da noiva, mas é também uma das escolhas mais difíceis a se fazer. Que tal usar o horóscopo para facilitar esta decisão?

Com a ajuda das especialistas Irene Pimenta, psicoterapeuta e consultora astróloga, e Izabel Chrysostomo, astróloga, destacamos as principais características das noivas de cada signo e como esses traços podem se traduzir em um vestido.

Aquário (21/1 a 19/2)

A inovação e a criatividade são marcas da aquariana. Seu vestido deve ser único e original. Pode misturar cores, tecidos e diversos estilos. ?Pode até comprar o vestido em um brechó e customizar?, sugere Izabel.

?Rendas nordestinas e tons diferentes podem ser explorados em um modelo regional? diz Izabel. A cantora Sandy, aquariana, optou por um modelo bem diferente e apostou na renda romântica com detalhes originais. A criação foi da estilista Emanuelle Junqueira.

Peixes (20/2 a 20/3)

Sonhadora e mística, tímida e sutil, a pisciana pode optar por tecidos leves e esvoaçantes.

?Tecidos como o voal ou seda pura e bordados em cristais dão um toque de magia e encantamento, que combina com sua personalidade?, explica Izabel.

Áries (de 21/3 a 20/4)

?Autoconfiante e entusiasta, a noiva de Áries é vaidosa e busca admiração?, diz Izabel. ?Além disso, a ariana é arrojada e evita o tradicional?, completa Irene.

O vestido ideal pode ser um modelo que fuja do branco básico, em cores como o off white ou o champanhe. As mais ousadas podem arriscar modelos coloridos, como lavanda ou até vermelho.

Uma noiva famosa do signo de Áries é a atriz Juliana Paes, que apostou em um modelo longe do convencional e admirado por muitas mulheres.

Touro (21/4 a 20/5)

Embora muito feminina, a taurina é conservadora. ?Um modelo muito bom e, provavelmente, caro é o que vai agradar mais?, diz Izabel.

É importante o vestido ter um toque suave e agradável, como seda ou voal, pois este é um dos signos mais sensíveis ao tato.

Gêmeos (21/5 a 20/6)

Por serem versáteis e super femininas, as mulheres de Gêmeos podem muito bem transitar entre o clássico e o moderno.

?Por serem mutáveis vão mudar de idéia mil vezes antes de escolher o vestido, podem acabar improvisando um visual bem diferente (chique é claro), abusando de acessórios?, diz Izabel. ?Um modelo mais curto ou meias trabalhadas, por exemplo, podem fazer a diferença?, diz Irene.

Câncer (21/6 a 21/7)

Sensíveis, românticas e delicadas, um bom vestido para as cancerianas deve ter referências vintage, como babados, rendinhas e lacinhos.

?Podem até resgatar o vestido de noiva da avó ou da mãe?, sugere Izabel.

Leão (de 22/7 a 22/8)

A leonina é extrovertida, adora seguir a moda e gosta de causar impacto. ?É natural que chame a atenção?, diz Irene. Sem dúvida, a leonina Sheila Mello causou furor ao aparecer com um vestido modelo sereia, de mangas compridas, com toda a renda, cetim, flores e babados a que tinha direito.

Brilhos, decotes pronunciados e modelos sofisticados combinam com esta noiva.

Virgem (23/8 a 22/9)

A virginiana é tímida e muito discreta. O que importa para ela é que o vestido seja perfeito.

?Fuja dos drapeados, laços, brilhos e detalhes supérfluos?, sugere Izabel. Um vestido feito à mão, de preferência com tecido de origem ecológica, é a opção ideal.

Libra (23/9 a 22/10)

A noiva libriana é muito vaidosa e tem muito bom gosto, embora seja pouco ousada. A composição do seu ?look? para o casamento deve ser pautada pela harmonia sem exageros.

O básico com estilo é o melhor caminho. ?Talvez um modelo mais curto na frente e longo atrás, com detalhes brilhantes seja o ideal. Elegante, mas sem chamar tanta atenção?, diz Irene.

Escorpião (23/10 a 21/11)

A mulher do signo de Escorpião é muito sedutora, misteriosa e sensual. ?Combina com vestidos estilo sereia, justo e com uma cauda volumosa?, indica Irene. ?Um véu cobrindo o rosto completa o look?.


Sagitário (de 22/11 a 21/12)


As noivas do signo de Sagitário adoram aventuras e novidades. Audaciosas, elas também têm um lado idealista, alegre e otimista.

A apresentadora Angélica, sagitariana, estava grávida quando casou, mas mesmo assim não dispensou o brilho e um belo decote.

?Modelos de costureiros famosos e ou que sigam as tendências internacionais mais arrojadas podem ser boas escolhas?, diz Izabel.

Capricórnio (de 22/12 a 20/1)

Responsável e reservada, combina com modelos clássicos e sóbrios, sem enfeites e penduricalhos, que não chamam tanta atenção. Se possível, sem gastar muito. Para ela, menos é mais.

?Se puder, vai escolher um vestido que possa usar depois, pois uma das características do signo é a praticidade?, diz Izabel.


 

Cáren Nakashima e Livia Valim, especial para o iG

Treinos de emergência para deixar braços, ombros, costas e peitoral mais durinhos, perfeitos para os decotes, alcinhas e afins

Foto: Getty Images

O longo vestido branco pode até disfarçar uma gordurinha na cintura ou aquela flacidez nas pernas, mas braços, colo, ombros e costas geralmente não escapam da exposição. Se você está a três meses do sim e há bem mais tempo do que isso longe da academia, ainda pode realçar os músculos dos membros superiores.

?Para obter um bom resultado, faça esses trabalhos musculares durante os três meses, três vezes por semana. Para enfatizar a perda de gordura localizada, pratique uma atividade aeróbia nos dias de descanso, como caminhada ou bicicleta por 30 a 60 minutos?, aconselha a educadora física Elisa Chamelete de Vilhena, da Fórmula Academia.

Lembre-se que por estar iniciando uma atividade física, você não deve exagerar na sobrecarga. Os especialistas aconselham a fazer mais repetições (15 a 20), com pesos leves. ?Se a execução do movimento estiver fácil demais, prefira aumentar 1 quilo no peso no lugar do número de repetições, o que pode acarretar uma lesão?, enfatiza a educadora. Vale lembrar também que o aquecimento é importante, assim como os movimentos básicos de alongamento após as séries. ?Faça 1 a 3 minutos de polichinelo antes dos movimentos?, aconselha o professor de musculação Fernando A. F. Conceição, da Cia. Athletica.

Veja qual desses três programas sugeridos pelos profissionais está mais alinhado com a sua necessidade:

FORTALECER OMBROS E PEITORAL
Seus braços estão em forma, mas você quer arrasar com ombros bem definidos e um colo espetacular. Basta conseguir dois halteres de 1 ou 2 quilos. Se não for possível, substitua por duas garrafas de água de 500 ml cheias.

Freqüência: 3 séries de 15 a 20 repetições

Exercício 1 ? Elevação lateral
- Segure um halter em cada mão, mantenha os pés paralelos, joelhos semiflexionados e contraia o abdômen.
- Mantenha os halteres na lateral do corpo e eleve os braços pela lateral até atingir a linha dos ombros e volte. Mantenha os cotovelos semiflexionados.

Exercício 2 ? Remada alta
- Com um halter em cada mão, mantenha os pés alinhados com o quadril, porém um na frente do outro.
- Segure os halteres próximos um do outro, na frente do quadril. Eleve os cotovelos em direção ao teto, trazendo os pesinhos unidos até a altura do peito e volte à posição inicial.

Exercício 3 ? Crucifixo
- Deite-se de costas em um colchonete e segure um pesinho em cada mão.
- Una mãos e braços, matendo-os na vertical, com os cotovelos semiflexionados.
- Lentamente, execute uma ?cruz?, afastando um braço do outro, mantendo-os alinhados com os ombros, até quase encostá-los no chão, e volte para a posição inicial.

Exercício 4 ? Tríceps testa
- Segure somente um pesinho com as duas mãos, cada uma em uma ponta.
- Deite-se. Leve os braços para o teto, na vertical, alinhados com os ombros. Flexione os cotovelos, direcionando o pesinho para a testa, formando um ângulo de 90° e volte à posição inicial.
- Não desloque os cotovelos! Só o antebraço se movimenta.

DEFINIR E AFINAR ou DEFINIR E AUMENTAR
Braços e ombros rechonchudos podem parecer maiores nas fotos, por isso, este é o seu treino. Quem o montou foi a professora Julia Michelin, da academia Bio Ritmo.

Freqüência: 3 séries de 15 a 20 repetições
(se os seus braços são muito finos e você deseja aumentá-los, pode fazer este mesmo treino, porém realizando 4 séries de 8 a 12 repetições)

Exercício 1 ? Flexão de braço
- Em quatro apoios e com os joelhos encostados no chão, mantenha as mãos no solo, com os braços paralelos, na direção dos ombros.
- Suba os cotovelos, com abdômen e glúteos contraídos, para não sobrecarregar a lombar.
- Volte Pa posição inicial, sem encostar o peito no chão.

Exercício 2 ? Tríceps no banco
- Use uma cadeira ou o sofá. De costas para ela, apóie as mãos no assento, com as pontas dos dedos na sua direção.
- Com os pés paralelos, flexione os joelhos. Volte usando a força dos braços para se levantar.
- Ao repetir o movimento não encoste o bumbum no chão.

Exercício 3 ? Flexão de braço fechada
- Repita o primeiro exercício, desta vez com as mãos unidas na linha do peito.

Exercício 4 ? Remada unilateral
- Você vai precisar de pesinhos. Com uma perna à frente da outra, o braço paralelo à perna esticada para frente executa o movimento com o peso.
- Levante o peso com o braço paralelo ao corpo, elevando o cotovelo em direção ao teto.
- Volte devagar, levando o peso próximo ao joelho da frente. Repita com o outro braço.

RECAUCHUTADA GERAL NOS MEMBROS SUPERIORES
Não sabe ao certo qual seu objetivo específico mas quer um treino que deixe toda a comissão de frente e braços tinindo? O treinador Fernando, da Cia. Athletica, elaborou uma sequência perfeita para você.

Exercício 1 ? Flexão de braço
Frequência: 10 a 15 repetições

Exercício 2 ? Elevação lateral
Frequência: 20 a 25 repetições

Exercício 3 ? Tríceps no banco
Frequência: 10 a 15 repetições

Exercício 3 ? Desenvolvimento com halteres
Frequência: 20 a 25 repetições
- Mantenha as pernas afastadas na altura do quadril, joelhos semiflexionados e cotovelos próximos ao tronco.
- Levante os braços para o alto e retorne à posição inicial.

Exercício 4 ? Crucifixo inverso com halteres
Frequência: 15 a 20 repetições
- Em pé, desça o tronco para frente, até que fique paralelo ao chão.
- Eleve os braços lateralmente, devagar, como se estivesse batendo asas.

Realize toda esta seqüência sem intervalo. Quando terminar, descanse por 1 ou 2 minutos e comece novamente.

Para alcançar um bom resultado, faça uma progressão:
1ª semana: 3 sequencias
2ª semana: 4 sequências
3ª semana: 5 sequências
E assim por diante.


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