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Agência Estado

Vice-presidente submete-se neste sábado a mais uma operação

O vice-presidente da República, José Alencar, está desde o início da manhã sendo submetido a uma cirurgia para corrigir uma obstrução intestinal. Alencar, que luta contra um câncer na região do abdome há 13 anos, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o último dia 23 e esta é a 16ª cirurgia que enfrenta.

O quadro de saúde do vice-presidente tem se agravado no último mês. Ele ficou internado por 24 dias no Sírio-Libanês entre outubro e novembro e teve alta no dia 16, mas voltou uma semana depois. Pela manhã, o médico Roberto Kalil falou rapidamente com a imprensa, mas não deu detalhes sobre o procedimento cirúrgico. Ele disse apenas que vai acompanhar o pós-operatório do paciente. A previsão é que ocorra uma entrevista coletiva da junta médica após a cirurgia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em sua residência em São Bernardo do Campo, mas não há previsão de visita a Alencar.

Manuela Andreoni, especial para o iG

Policiamento é reforçado pela capital fluminense para evitar ataques e impedir fuga de bandidos

A Polícia Militar do Rio está realizando neste sábado (27) cerca de 120 blitzes para impedir que haja mais ataques e fuga de bandidos. De acordo com a corporação, em média são feitas quatro operações do tipo por cada um dos 30 batalhões da Região Metropolitana.

Neste sábado, os agentes intensificaram as blitzes e revistas principapelmente nos entornos do Complexo do Alemão, conjunto de favelas na zona norte do Rio em que ocorre conflito entre traficantes, policiais e oficiais do Exército. Além de pedestres, veículos de passeio, táxis e até caminhões de lixo são revistados.

Marco Tomazzoni, enviado a Brasília

Longa na competição retoma espírito libertário sessentista, mas só fica nisso

Foto: Divulgação

Se o segundo dia de competição no 34º Festival de Brasília trouxe a beleza de ?Transeuntes?, a noite de sexta-feira (26) retomou o experimentalismo de ?A Alegria?, exibido na estreia. O mineiro ?Os Residentes?, de Tiago Mata Machado, radicaliza ainda mais e consegue a proeza de se tornar praticamente insuportável. O Cine Brasília, abarrotado até nos corredores no início, logo viu seu público cair pela metade. Não tinha gente suficiente nem para as vaias no final, que não vieram.

Mesmo público, aliás, que antes havia ovacionado o documentário em curta-metragem ?Braxília?, de Danyella Proença. O filme segue o poeta Nicolas Behr em sua visão idílica e, ao mesmo tempo, decepcionada com a capital federal. As belas imagens da cidade e, em especial, o humor dos versos e da persona de Behr arrebataram a plateia, que urrava após a projeção e no início do longa-metragem.

?Os Residentes? não tem uma história bem definida, nem quer ter. Arauto do cinema anti-hollywoodiano, é composto por cenas sem uma sequência natural, apresentadas por um letreiro e uma peça de roupa colorida, pendurada numa parede branca. Aos poucos se percebe a existência de uma comunidade alternativa numa casa caindo aos pedaços, com seis adultos, uma criança e uma artista sequestrada. Os protagonistas, talvez involuntariamente, são um casal ansioso por uma vida anormal e prolixo na discussão da vida conjugal (detalhe para uma bizarra prova de amor).

O grupo se traveste de revolucionários, dá tiros com cabos de vassoura, adota um discurso político e defende que a ?estética é a ética do futuro?. Fica claro porque, então, Machado só quer saber de exercitar um conceito de estilo que só ele julga relevante, da imagem pela imagem, da polêmica pela polêmica, ao longo de duas horas. A ideia era chocar o público, motivar a discussão e troca de ideias, como o ídolo Jean-Luc Godard, na Nouvelle Vague, e seus heróis no Cinema Marginal brasileiro fizeram, mas apenas imitar ?A Chinesa? (1967) e o ritmo libertário de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane não agrega conteúdo automaticamente.

Parece claro que o diretor pretendia traçar um paralelo entre a revolta dos cineastas marginais contra a ditadura, no final da década de 1960, e o enforcamento, hoje, do espaço para o cinema de autor nas salas e editais. ?Os Residentes? tenta radicalizar por aí, chamar a atenção, e naufraga em suas intenções. Torna-se oco, uma carcaça estilosa, sem ideias, seca por dentro, ou, com a melhor das intenções, hermética. Lá pelas tantas, uma personagem representa o espectador e se revolta contra aquele ?papo de intelectualidade?. ?Volta, Bressane?, gritou alguém da plateia antes de deixar o cinema, expressando a vontade geral. Faz parte, sim, de uma nova vertente do cinema brasileiro, mas do ramo menos inspirado.

* O repórter viajou a convite do festival

Agência Estado

Paulo Brandão Whitaker deixou o Centro de Terapia Intensiva; ele foi atingido no ombro por uma bala perdida

O fotógrafo da agência de notícias Reuters Paulo Brandão Whitaker, de 50 anos, deixou o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e foi transferido para um quarto particular neste sábado, do Hospital Pasteur, no Meier, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele foi atingido ontem no ombro esquerdo por uma bala perdida quando estava dentro de um carro.

Whitaker teve uma crise hipertensiva e teve de ser internado no CTI. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Whitaker deve ter alta ainda hoje. "Ele está lúcido, colaborativo e respirando espontaneamente (sem aparelhos)", diz a nota divulgada nesta manhã. Em entrevista ao vivo agora há pouco para o programa Hoje em Dia, da Rede Record, o fotógrafo disse que estava no carro transmitindo as imagens feitas no local quando foi baleado.

Agência Estado

Droga foi encontrada na tarde de ontem; três suspeitos foram presos sob suspeito de envolvimento com tráfico

A Polícia Federal apreendeu 100 quilos de maconha na tarde de ontem em Gameleira, próximo a Campo Grande (MS). Três suspeitos foram presos sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a Operação Sentinela, a PF parou um Gol branco dirigido por Afrânio Marcos dos Santos Silva, 23 anos, encanador, morador de Goiânia (GO), tendo ao seu lado como passageiro Antônio Carlos Fioramonte, 56 anos, pescador, residente em Coxim (MS) e ao revistarem o veículo encontraram no assoalho os pacotes de maconha.

Os dois presos disseram aos policiais que encontrariam Celino José Bernardes, 44 anos, morador de Campo Grande, que estava em um Fiat estacionado na beira da estrada da Gameleira, próximo ao local onde o Gol foi abordado. Todos foram conduzidos para sede da polícia federal e autuados pelo crime de tráfico de drogas.

Os presos afirmaram que compraram a maconha em Bela Vista (MS), fronteira com o Paraguai e que tinha como destino final a cidade de Goiânia. Fioramonte já cumpriu 12 anos de prisão por tráfico de drogas. Celino também possui antecedentes por tráfico, tendo sido condenado a 9 anos por transportar maconha para Minas Gerais.

Agência Estado

Presidente disse a jornal do Amapá que peemedebista ajudou a equilibrar o jogo de forças no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez elogios ao senador José Sarney (PMDB-AP) em entrevista publicada hoje no jornal Diário do Amapá. Ao responder pergunta sobre o papel político do ex-presidente durante seu mandato, Lula disse que Sarney é um aliado importante do governo e que sua atuação contribuiu para equilibrar o jogo de forças no Senado, "onde a oposição, muitas vezes, na ânsia de combater o meu governo, acabava contrariando os interesses dos brasileiros".

Lula acrescentou que o senador é um dos principais defensores dos projetos em benefício da Amazônia legal e que seu apoio foi importante para que o Amapá fosse beneficiado com a política de crescimento econômico com distribuição de renda. "O Estado avançou na política agrícola, na questão fundiária, em projetos de energia e também no desenvolvimento sustentável".

Na entrevista, Lula listou projetos e ações em desenvolvimento no Estado, como a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia federal voltada para executar ações da política nacional de unidades de conservação. O presidente comentou também sobre projeto de concessão de exploração e produção da Petrobras na costa do Amapá. O projeto é composto por dois blocos e está atualmente em processo de avaliação pelo Ibama, para a emissão da Licença de Operação (LO).

Anderson Ramos, especial para o iG

José Júnior entrou rumo à favela da Grota; complexo está cercado pela polícia e pelo Exército

O coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, chegou por volta do meio-dia deste sábado (27) ao complexo do Alemão, na zona norte do Rio, e ingressou na comunidade, que está cercado pela polícia e pelo Exército.

Ele entrou rumo à favela da Grota pela estrada do Itararé e não falou com a imprensa, mas teria ido, como mediador, tentar negociar a rendição dos traficantes.

Meia hora depois ele desceu e, acompanhado por três moradores da comunidade e de um veículo militar blindado, subiu por outro acesso à mesma Grota. José Júnior foi muito aplaudido pelos moradores do complexo.

O comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, deu prazo até hoje para que os traficantes se entreguem, antes que a polícia ocupe a comunidade. Os criminosos devem se entregar em fila indiana, segurando as armas erguidas na altura da cabeça.

O grupo cultural Afroreggae foi criado em 1993 com o objetivo de oferecer atividades educacionais e artísticas a jovens moradores de favelas. A organização não-governamental se instalou na favela de Vigário Geral, na zona norte, em setembro de 1983, um mês após uma chacina que vitimou 21 moradores da comunidade. Hoje a entidade oferece aos moradores da região oficinas de percussão, capoeira, reciclagem de lixo, vídeo e dança afro, entre outras.

iG Rio de Janeiro

Polícia Civil cumpre mandados de prisão para familiares de traficantes envolvidos com ataques no Rio

Foto: Agência O Globo

às 9h deste sábado (27) pela Polícia Civil em seu apartamento na Rua Carlos Oswald, na Barra da Tijuca, bairro de classe média na zona oeste da capital fluminense.

Ela é acusada de lavagem de dinheiro para o tráfico. Polegar é o chefe do tráfico da Mangueira e foi condenado a 22 anos de prisão por tráfico de drogas. O mandado que possibilitou a operação foi expedido nesta sexta-feira (26) pela 34ª Vara Criminal. A  Polícia Civil está cumprindo mandado de prisão de familiares de quatro traficantes envolvidos nos ataques durante esta semana.

Márcia Gama Nepouceno, mulher do traficante Marcinho VP, também suspeito de ordenar as ofensivas do tráfico, foi presa nesta sexta-feira (26) por policiais civis. Ela também foi acusada de lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de todos os bens da família do traficante.

iG Rio de Janeiro

Militares do Exército e as polícias Militar, Civil e Federal atuam no cerco ao Complexo do Alemão e na ocupação da Vila Cruzeiro

BBC Brasil

Comandante dos Fuzileiros Navais sul-coreanos disse que oficiais vão 'gravar esta raiva e hostilidade' em seus ossos

A Coreia do Norte realizou neste sábado a cerimônia para o sepultamento de dois militares que foram mortos no ataque norte-coreano, ocorrido na última terça-feira. A cerimônia foi transmitida ao vivo pela televisão em rede nacional com a presença do primeiro-ministro, Kim Hwang-sik, centenas de autoridades e militares, políticos, líderes religiosos, ativistas e civis.

O major You Nak-jun, comandante dos Fuzileiros Navais sul-coreanos, afirmou que a morte dos dois militares será vingada. "Os oficiais ativos e todas as forças da reserva da Coreia do Sul vão gravar esta raiva e hostilidade em nossos ossos e vamos garantir nossa vingança contra a Coreia do Norte", disse.

A cerimônia para os fuzileiros navais Seo Jeong-woo e Moon Kwang-wook ocorreu no hospital militar de Seongnam, perto da capital sul-coreana, Seul. Militares e familiares dos dois marinheiros depositaram flores perto dos caixões, envoltos em bandeiras da Coreia do Sul.

Em Seul, cerca de mil militares veteranos realizaram um protesto contra a Coreia do Norte, queimando bandeiras e retratos de líderes norte-coreanos, além de exigir vingança pelo que chamavam que "atrocidade" da Coreia do Norte.

O ataque de artilharia da Coreia do Norte contra a ilha habitada de Yeonpyeong, na Coreia do Sul, que matou pelo menos quatro sul-coreanos, os dois militares e dois civis, na última terça-feira está sendo considerado um dos piores incidentes entre os dois países desde 1953, quando a Guerra da Coreia terminou, sem um tratado de paz.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na sexta-feira, por meio de um comunicado, que o país está trabalhando para tentar dissipar a tensão na península coreana. "A maior prioridade agora é manter a situação sob controle e garantir que este tipo de incidente não ocorra novamente", diz o comunicado, referindo-se ao ataque da última terça-feira da artilharia norte-coreana contra a ilha habitada de Yeonpyeong, na Coreia do Sul.

A agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, diz que o chanceler chinês, Yang Jiechi, encontrou-se nesta sexta-feira com o embaixador norte-coreano e conversou por telefone com seus colegas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Os detalhes das conversas não foram divulgados, e o Departamento de Estado americano não se pronunciou sobre o tema.


A Coreia do Norte disse que os quatro dias de exercícios militares conjuntos de Estados Unidos e Coreia do Sul, previstos para começar no domingo, colocam a península coreana "próxima da guerra".  "A situação na península coreana está cada vez mais próxima da guerra devido aos temerários planos de elementos propensos a apertar o gatilho de realizar exercícios de guerra", disse a agência de notícias estatal do país, a KCNA.

O governo de Pyongyang responsabiliza a Coreia do Sul, que realizava exercícios militares nas proximidades da ilha, pelo incidente da última terça-feira, afirmando que ordenará "uma segunda e mesmo terceira bateria de ataques, sem hesitação, se os favoráveis à guerra na Coreia do Sul fizerem novas provocações".

Reação

Os ataques causaram a queda do ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, substituído por Kim Kwan-jin. A Coreia do Norte foi criticada por diversos países após o incidente. Na sexta-feira, o Parlamento japonês classificou o incidente de "um ato ultrajante de violência" e que o país deve "considerar novas sanções" contra o governo norte-coreano.

O comandante americano na Coreia do Sul, responsável pelos 28 mil soldados dos Estados Unidos no país, Walter Sharp, disse que realizará uma "investigação completa" sobre o ataque. Sharp esteve na sexta-feira na ilha atingida e, segundo o comando militar americano, não teria escutado novos disparos de artilharia em território norte-coreano, como indicam relatos.

The New York Times

Espécie invasora ameaça ecossistema marinho do arquipélago das Florida Keys

Foto: The New York Times

Caminhando pela sombra azul-turquesa do mar perto da ilha de Tea Table Key, Rob Pillus percebe meia dúzia de lagostas girando suas antenas com a rápida corrente. Pillus, um ávido pescador de arpão, normalmente encheria sua bolsa-rede com esses crustáceos para o jantar, mas hoje ele busca algo mais exótico: uma espécie invasora chamada peixe-leão, que ameaça infligir o caos neste sistema marinho ecologicamente sensível.

Alguns minutos depois, Pillus vê um peixe-leão e suas extravagantes nadadeiras zebradas num poste de ponte. Ele firma seu arpão feito em casa e espeta o peixe, arrancando suas barbatanas venenosas antes de colocá-lo na bolsa. Ele levanta o polegar num sinal de animação e continua andando.

Mais tarde, no convés de seu barco a motor de 28 pés, Pillus entrega cinco peixes-leão a seu colega de equipe, Mike Dugan, que os coloca no gelo.

?A sorte grande, amigos?, exclama Pillus.

Pillus é capitão de equipe dos ?Lion Hunters? (caçadores de leões, em tradução livre), um dos 18 grupos de mergulhadores, armados com redes ou arpões, que estão aqui para concorrer na etapa final de uma recém-criada competição de pesca do peixe-leão, no arquipélago de Florida Keys.

Competições como esta são uma das formas pelas quais autoridades e cientistas buscam atrair atenção aos danos que podem ser causados por esse peixe, voraz e de rápida procriação, e tentam controlar sua expansão ? que tem sido tão rápida em Florida Keys que os responsáveis pela vida selvagem estão tendo dificuldades em se adaptar. O primeiro peixe não foi descoberto até janeiro de 2009, quando uma única fêmea foi encontrada e imediatamente removida por cientistas de um recife em Key Largo. Hoje o peixe-leão é farto o bastante para ter diversas competições.

?Estamos apavorados?, diz Dave Walton, administrador do Parque Nacional de Dry Tortugas, um grupo de ilhas e reserva ecológica 60 milhas a oeste de Key West, onde os peixes apareceram pela primeira vez, em setembro de 2009.

Uma verdadeira praga
Se o impacto dos peixes-leão em outras partes do Caribe servirem como guia, Walton e outros da região estão certos em estar preocupados. O peixe é um predador temido, que pode devastar populações de peixes onde estiver. Pesquisadores locais examinaram cerca de mil estômagos de peixes-leão e encontraram mais de 50 espécies de peixes dentro, incluindo espécies comercialmente importantes como a garoupa. O peixe também se alimenta de filhotes de peixe-papagaio, que come algas e impede que elas cresçam demais, matando corais.

?O que estamos fazendo agora é o que podemos ver em áreas como as Bahamas, onde você vai a certo recife e tudo que se vê são peixes-leão?, disse Sean Morton, superintendente do Refúgio Marinho Nacional de Florida Keys, um parque de 3.900 milhas quadradas que abrange da Baía de Biscayne ao Parque Nacional Dry Tortugas.

Se o sistema de recifes for esvaziado de outras espécies de peixes graças ao apetite do peixe-leão, o impacto poderia ser devastador à economia da região, que depende fortemente da pesca comercial e do mergulho recreativo. Bob Holston, proprietário da Dive Key West, uma loja local de mergulho, diz que a potencial ameaça pode significar o fim de seu negócio.

?Imagine ir a Yellowstone e não conseguir observar pássaros, ursos, cervos ou qualquer animal ? você estaria apenas olhando árvores?, disse ele.

Nativo do Oceano Indo-Pacífico e do Mar Vermelho, o peixe-leão não possui predadores conhecidos. Acredita-se que ele tenha sido libertado por donos de aquários durante a década de 1990, e desde então subiu pela costa leste dos Estados Unidos para a Carolina do Norte e através do Caribe.

Cientistas dizem que o peixe pode produzir 30 mil ovos numa única desova, e consegue desovar até uma vez a cada quatro dias. ?Isso significa que estamos olhando a uma produtividade anual de dois milhões de ovos por fêmea?, disse Lad Akins, pesquisador e diretor de operações da Fundação da Educação Ambiental de Recifes, ou REEF (do nome em inglês).

Cientistas e criadores de políticas estão perdidos em relação a como erradicar o peixe, meta que um relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional classificou, em 2003, como ?quase impossível?. A única esperança, segundo especialistas, seria algum tipo de controle local.

E é aí que entram as competições de pesca. Em 13 de novembro, 18 equipes ficaram do amanhecer ao pôr do sol tentando matar o máximo possível de peixes-leão, na esperança de dividir os US$3.350 do prêmio.

?Estamos tomando parte da batalha?, disse Robert Hickerson, capitão da Equipe Frapper, um grupo de quatro mergulhadores de Vero Beach. Hickerson conta que chega a mergulhar duas vezes por semana. Sua ?contagem de mortes? é uma fonte de orgulho. ?Já matei mais de cem deles. Tento matá-los até mesmo quando estou de férias?.

Mas o número de peixes-leão está crescendo; a espécie pode ser esquiva. Apesar do grande esforço das 18 equipes no concurso de Lower Keys, apenas 109 peixes foram mortos, somando-se aos 500 peixes-leão mortos nos dois concursos anteriores ? em Key Largo, em setembro, e em Marathon, em outubro.

Uma possível solução é promover o peixe como alimento de outro voraz predador: o homem. O peixe-leão é considerado um prato excelente. De fato, depois da competição de pesca local, os participantes fizeram um banquete de peixes-leão fritos.

?O gosto é muito parecido com o do bodião?, disse Dugan, dos Lion Hunters. ?Eles são muito gostosos?.

Manuela Andreoni, especial para o iG

Um homem foi baleado e um menor, tido como 'gerente do pó', preso com 600 cápsulas de cocaína

Em operação em Rocha Miranda, no morro Faz Quem Quer, zona norte do Rio, policiais militares do 9º BPM trocaram tiros e impediram mais um incêndio a veículos nesta manhã. Segundo informações do batalhão, ao entrarem na favela pela Rua Carimbó nesta manhã de sábado (27), os PMs, que seguiam denúncias, encontraram vários homens carregando combustível.

Houve troca de tiros e um suspeito, ainda não identificado, foi baleado e levado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, também na zona norte. Ainda não se sabe seu estado de saúde.

Bruno Vinícius de Lima, 17, o Rato, foi detido pelos policiais com 600 cápsulas de cocaína. De acordo com o batalhão, ele seria o ?gerente do pó? do Faz Quem Quer. Foram apreendidas duas pistolas na operação, uma 9mm e uma Colt 45. A favela é dominada por criminosos da mesma facção do Complexo do Alemão.
 


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