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Notícias, matérias e especiais sobre Educação. Confira as últimas notícias da Educação no Último Segundo - iG.




iG São Paulo

Defensor encaminhou ofício ao Ministério da Educação dizendo que 15 de dezembro, por ser quarta-feira, prejudica quem trabalha

A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro encaminhou ofício ao Ministério da Educação (MEC), solicitando a reavaliação da data de reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para o defensor André Ordacgy, a data escolhida, 15 de dezembro, uma quarta-feira, prejudica quem trabalha e coincide com vestibulares.

"Quem trabalha pode enfrentar problemas com os seus empregadores. Outro problema é o fato de o trânsito ser mais pesado nas vias urbanas em dias úteis da semana, o que dificulta a locomoção dos candidatos, podendo implicar, inclusive, em perda da nova chance por conta de eventuais atrasos ocasionados por problemas de trânsito", diz nota da defensoria.

Entre os exemplos de vestibulares, Ordacgy cita o de ingresso no ITA, na Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ) e as provas de habilidades específicas na Universidade de Campinas (Unicamp), na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), na Universidade Federal dos Estado de São Paulo (Unifesp) e na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

No ofício, André Ordacgy requer ?a reavaliação quanto à data inicialmente designada para a reaplicação do ENEM 2010, se possível fixando-a em final de semana?.

 

iG São Paulo

Maior vestibular do País acontece no domingo para 132.993 candidatos. Veja recomendações e dicas de professores em vídeo

No próximo domingo (28), mais de 130 mil estudantes vão prestar a primeira fase do vestibular da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A prova será aplicada na capital paulista, na Grande São Paulo, em 15 cidades do Estado de São Paulo, além de Curitiba (PR), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG).

Com exceção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é utilizado parcial ou integralmente no processo seletivo de várias instituições de ensino, a Fuvest aplica o maior vestibular do País. Estão inscritos 132.993 candidatos para disputar 10.752 vagas (10.652 na USP e 100 na Santa Casa)

Antes de sair de casa, é fundamental conferir se você está levando para a prova todos os itens obrigatórios e que não está carregando objetos proibidos pela Fuvest. Para não ter nenhuma surpresa desagradável e se concentrar apenas nas 90 questões, o iG elaborou um Guia para a Fuvest. Imprima a tabela abaixo, confira as dicas em vídeo dos professores do Cursinho da Poli e boa prova!

Antes da prova

Os professores recomendam refazer provas aplicadas nas edições anteriores para revisar o conteúdo. Mas não exagere nos estudos e não perca noites de sono. É fundamental estar em boa condição física e emocional.

Durma cedo e acorde cedo no dia da prova para fazer tudo com calma. Como a prova acontece no horário do almoço, tome um café da manhã reforçado com alimentos leves (frutas, sucos, pães) ou almoce cedo. Não é recomendado almoçar alimentos pesados, gordurosos, que podem causar sonolência e desconforto estomacal. Também é importante tomar bastante água, para que o corpo fique hidratado, principalmente se o dia estiver quente.

Visite o local onde você fará a prova. Como atrasos não são tolerados, é importante cronometrar o tempo necessário para chegar, descubrir quais linhas de ônibus atendem a região, traçar um itinerário e levar em consideração eventos que acontecem no fim de semana e podem modificar o trânsito.

Itens obrigatórios

Antes de sair de casa, cheque se você está carregando os itens obrigatórios para a prova:

1) Documento de identificação original e com foto (RG, carteira de motorista, passaporte, carteira de trabalho, dentro da validade). Protocolos de identificação, como certidão de nascimento, casamento e título de eleitor não serão aceitos. Em caso de perda ou roubo dos documentos, o candidato deve apresentar um Boletim de Ocorrência expedido por órgão policial e o protocolo de solicitação de segunda via do documento

2) Material para a prova: caneta esferográfica de tinta azul ou preta, lápis nº 2 e borracha. Objetos estranhos e eletrônicos como calculadoras, telefones celulares, pagers, bips, computadores e similares não são aceitos. A Fuvest também pede para que os candidatos não levem gorros e bonés

3) Água e lanche (biscoito, chocolate, barra de cereais): é importante se manter hidratado e bem alimentado.

Horário

Recomenda-se chegar uma hora antes do início da prova, marcada para as 13h. Os portões dos locais de prova abrem às 12h30, fecham às 13h e atrasos não são tolerados. O tempo mínimo de permanência na sala de provas é de três horas, a partir do início do exame. Portanto, o candidato somente poderá retirar-se do local de exame a partir das 16h

A prova

Leia atentamente a prova. Há professores que recomendam resolver as questões na ordem, pulando apenas as perguntas que não souber responder. Outra dica é começar pelas questões mais fáceis ou pela disciplina que domina melhor para garantir uma boa pontuação. Porém não há uma regra, cada estudante deve descobrir qual é a sua melhor estratégia. O importante é não ?empacar? em uma questão para não perder tempo.

Exclusão

É sempre bom lembrar que alguns comportamentos podem excluir o candidato do processo seletivo. A Fuvest avisa que é ?terminantemente proibido? que o candidato mantenha em seu poder durante o exame qualquer tipo de equipamento de telecomunicação (celular, por exemplo) ou qualquer outro material estranho à prova (papéis).

Será excluído o candidato que utilizar ?linguagem imprópria, ofensiva ou obscena, que caracterize atitudes evidentes de desrespeito ou grosseria?. Mentir a identidade, apresentar documentos falsos, colar ou conversar com outro candidato são condutas que excluem o estudante do processo de seleção da Fuvest.

 

Tatiana Klix, iG São Paulo

Pesquisas sobre abandono dos estudos mostram que alunos que chegam ao ensino médio atrasados têm menos chances de concluí-lo

Terminar o ensino médio com 18 anos, ou seja, respeitar o fluxo normal da educação básica não é tarefa fácil no Brasil. Os atrasos já começam no ensino fundamental, fazendo com que apenas 50% dos alunos iniciem a segunda etapa escolar na idade adequada. Desses alunos, somente 47% terminam o terceiro ano sem abandonar, repetir ou atrasar os estudos em pelo menos um ano. A conclusão é revelada por estudo da Fundação Getúlio Vargas apresentado nesta quinta-feira pelo Instituto Unibanco, que promove seminário nesta sexta-feira, em São Paulo, para debater problemas e soluções para o ensino médio no País.

Segundo o pesquisador André Portela Souza, que realizou a pesquisa ?Os Determinantes do Fluxo Escolar entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil? junto com Vladimir Ponczeck e Bruno Oliva, os outros 53% deixam a escola ou repetem de ano e levam mais tempo para concluir a etapa.

Para estar no grupo de alunos que obtêm aprovação e continuam no ensino médio, é importantíssimo não estar atrasado na oitava série. As mulheres com pais com alta escolaridade também têm mais chance de êxito. Já a reprovação, historicamente um fator que causa abandono escolar, não aparece mais nessa condição. Segundo os dados extraídos da Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto de Geografia e Estatísca (IBGE) nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, entre os aprovados, 97% continuam a estudar, e entre os reprovados, 94% fazem o mesmo.

?Esses alunos que não terminam os estudos, mas continuam matriculados, podem ter frequência ioiô. São aqueles que não levam a escola a sério, mas se matriculam, ganham carteira de estudante, recebem desconto no transporte?, analisa a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel.

O mercado de trabalho também não aparece como um motivo para que os jovens deixem os estudos. Entre as hipóteses apresentadas pelos pesquisadores para isso, estão o fato de que muitos alunos estudam e trabalham ao mesmo tempo, e outros enxergam na escolarização uma oportunidade para ganhar mais.

Desempenho no ensino fundamental influencia no médio

Outra pesquisa divulgada na mesma ocasião, que relaciona o abandono escolar no ensino médio e o desempenho obtido no ensino fundamental, mostra que os alunos que menos aproveitaram a etapa inicial têm mais chances de não se matricularem no ensino médio ou, quando se inscrevem, não continuarem estudando.

No levantamento que utiliza as notas de alunos paulistas no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), o segundo fator determinante para o ingresso no ensino médio é a idade. Aqueles que estão atrasados se matriculam menos que os que os que estão na fase da vida adequada. Fatores que também influenciam, mas de maneira mais tímida, são o fato de as mães terem ensino superior, possuírem computador em casa e serem meninas e negras.

O pesquisador Amaury Patrick Gremaud, que elaborou o estudo junto com outras cinco pessoas, diz que a cor apareceu no estudo, ainda que de forma menos significativa, porque os negros podem enxergar no estudo uma maneira de se diferenciar. ?É um fator que apareceu, mas o determinante para o abandono escolar é mesmo é a idade?, diz.

O seminário ?Como Aumentar a Audiência no Ensino Médio?? ocorre nesta sexta, das 8h30 às 1730, no Hotel Caesar Business Faria Lima, em São Paulo.

iG São Paulo

Alunos de Educação Física de faculdade mineira receberam prova de Farmácia. MEC diz não ter como reaplicar exame

Os estudantes do curso de Educação Física do Centro Universitário do Sul de Minas (Unis), em Varginha, não vão refazer o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2010. Os alunos receberam provas do curso de Farmácia e foram orientados a respondes apenas as perguntas de conhecimento geral no último domingo (21).

Representantes do Unis e do Ministério da Educação (MEC) se reuniram na última quarta-feira, em Brasília, e decidiram manter o conceito atual do curso, pois, por questões de logística não é possível refazer a avaliação. Também não há como avaliar os estudantes apenas pelas questões de conhecimento geral. Na última avaliação, em 2007, a graduação em Educação Física do Unis teve nota máxima.

Em nota, o Unis afirma que tanto a instituição de ensino quanto o ministério decidiram não interromper o processo avaliativo do Enade 2010 ?devido a um fato isolado?. O reitor do Unis, Stefano Barra Gazzola, afirma confiar plenamente no MEC e Inep. ?O Ensino Superior evoluiu muito nos últimos anos graças a esses órgãos. Os acertos são em número maior e muito mais relevantes que eventuais erros?, declara.
 

Agência Brasil

500 são medalhistas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze; 19,6 milhões de estudantes participaram da competição

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, destacou nesta quinta-feira (25) a importância da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) na melhoria da educação pública no Brasil. O ministro anunciou hoje os 3,2 mil estudantes vencedores da competição em 2010.

?Tivemos 19,6 milhões de estudantes que fizeram a prova este ano. Isso representa mais de 10% da população brasileira. O resultado é que a cada ano temos mais escolas e alunos participando e essa olimpíada já está contribuindo e vai contribuir mais para a melhoria do ensino nas escolas públicas brasileiras?, afirmou.

Dos 3,2 mil alunos vencedores, 500 são medalhistas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze. Além disso, os estudantes serão convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC-Obmep) do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Segundo Sergio Rezende, vários alunos que participaram programa em anos anteriores têm se destacado nas escolas e até no vestibular. ?Temos notícias de que alunos premiados em edições anteriores estão passando para engenharia nos vestibulares das universidades federais.?

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, realizada desde 2005, é voltada a estudantes da educação básica ? alunos do 6° ao 9º anos do ensino fundamental e de todas as séries do ensino médio.

A sexta edição bateu recorde de participação. Foram mais de 19 milhões de inscritos, atingindo quase todos os municípios brasileiros.

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

Instituições que foram mal avaliadas em 2007 não conseguiram sanar totalmente problemas. Vagas representam 3% de todas as do País

O Ministério da Educação (MEC) fechou 512 vagas de Medicina ? curso mais concorrido do Brasil atualmente - em 12 instituições particulares. O número equivale a uma redução de 3% nas 17,5 mil vagas da área existentes até o último Censo do Ensino Superior. Os cursos foram mal avaliados em 2007 e não conseguiram sanar os problemas até este ano.

As faculdades que tiveram o total de vagas reduzidas são dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Amazonas. Elas estavam sendo supervisionadas por uma comissão presidida pelo cirurgião Adib Jatene desde que tiveram baixo conceito no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2007. Elas assinaram um compromisso com metas para oferecer qualidade, mas não conseguiram cumprir tudo.

O MEC decidiu então manter os cursos, mas com capacidade reduzida. A decisão foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. Juntas, elas tinham 1.412 lugares para ingressantes em Medicina e agora têm 900.

Três instituições federais, a Universidade Federal da Amazônia, a Universidade Federal do Pará e a Universidade Federal da Bahia, estavam na mesma situação, mas não tiveram as vagas reduzidas. Segundo a Secretaria de Ensino Superior, a primeira cumpriu todas as exigências e o processo continua no caso das outras duas.

O MEC mantém processo similar para os cursos de Direito e Pedagogia que ainda estão em andamento.


Instituições Punidas Estado Vagas Fechadas Vagas Restantes
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE VALENÇA RJ 20 60
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA RJ 40 80
CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS AM 40 60
FACULDADES INTEGRADAS DA UNIÃO EDUCACIONAL DO PLANALTO CENTRAL DF 10 70
UNIVERSIDADE SEVERINO SOMBRA RJ 80 80
UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL RS 60 80
UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO SP 32 100
UNIVERSIDADE IGUAÇU de ITAPERUNA RJ 90 60
UNIVERSIDADE IGUAÇU de NOVA IGUAÇU RJ 50 100
UNIVERSIDADE SANTO AMARO SP 20 60
UNIVERSIDADE DE UBERABA MG 20 100
UNIVERSIDADE DE MARÍLIA SP 50 50

 

 

iG São Paulo

Prova pediu três textos de gêneros diferentes e inovou ao fugir dos tradicionais narrativa, carta e dissertação

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) divulgou nesta quinta-feira a expectativa da banca avaliadora para as redações exigidas na primeira fase do vestibular Unicamp 2011, realizada no último domingo (21).

- Veja o que a banca examinadora espera das redações dos candidatos

Neste ano a Unicamp mudou a primeira fase do seu vestibular para uma prova com as três redações e 48 questões de múltipla escolha e não mais as 12 dissertativas, como era aplicado até o ano passado. Os estudantes foram surpreendidos pelos gêneros exigidos. Tradicionalmente, a Unicamp cobrava uma dissertação, uma narração e uma carta. Desta vez, o vestibular pediu um comentário em site sobre um gráfico de pesquisa sobre valores dos jovens, um discurso de um presidente de grêmio estudantil apresentando uma pesquisadora e um artigo jornalístico-opinativo embasado em um texto literário.

No domingo, 53.284 estudantes fizeram a prova da primeira fase do Vestibular Unicamp 2011, na disputa por umas das 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

A lista de aprovados para a segunda fase será divulgada no dia 20 de dezembro, juntamente com os locais de prova. A segunda fase acontece entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2011. As provas de aptidão, para os cursos que as exigem, serão realizadas entre 24 e 27 de janeiro, em Campinas.
 

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Grupo bloqueou rua e fez passeata na região central em resposta a carta de reverendo da Mackenzie contra lei da homofobia

Foto: Marina Morena Costa

Estudantes e integrantes de movimentos gays realizaram protesto em São Paulo na tarde e no início da noite de quarta-feira contra o posicionamento do reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em relação à lei que pretende criminalizar a homofobia. Em nome da instituição, o líder religioso que representa o Instituto Presbiteriano Mackenzie (entidade mantenedora) publicou carta em que cita passagens bíblicas e se opõe à aprovação da nova legislação.

O protesto começou na rua Itambé, 45, no bairro Higienópolis, perto do colégio e da universidade Mackenzie, e terminou no número 777 da avenida Paulista, onde ocorreu uma agressão a jovens na semana passada, supostamente motivada por preconceito contra homossexuais. O ato provocou congestionamento e confusão no trânsito. As aulas do Colégio Mackenzie também foram suspensas no turno da tarde.

Além de terem impedido que cinco ônibus elétricos circulassem na rua Itambé, os manifestantes se deslocaram pelas ruas Maria Antônia, Caio Prado, Augusta e pela avenida Paulista entre os carros. Veículos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar acompanharam a movimentação que começou por volta das 17h30 e terminou às 21h.  Uma das vias da Augusta chegou a ficar tomada por manifestantes, e os carros tiveram que trafegar pela contramão. Na Paulista, o grupo ocupou a pista da direita em direção à avenida Brigadeiro Luís Antônio. Gritos de "contra a homofobia, a luta é todo dia" animaram o protesto.

"A carta do chanceler é uma enorme ofensa tanto para os alunos como para a comunidade gay. As minorias devem ser respeitadas. A fala dele incita a homofobia", diz Leonardo Nones, 18 anos, aluno de arquitetura e urbanismo da Mackenzie, um dos organizadores do ato, que também conta com a participação de alunos de outras universidades, como Carolina Latini, de 20 anos, estudante de ciências sociais na PUC-SP. A jovem apoia a manifestação e diz que a opinião de um chanceler não representa a instituição.

Para o professor e deputado estadual Carlos Gianazzi (PSol), a universidade não tem direito de reproduzir o pensamento homofóbico em seu site. Em microfone utilizado pelos estudantes durante a manifestação, ele afirmou que vai acionar o Ministério da Educação e Cultura (MEC) para que sejam cobrados esclarecimentos e se abra uma sindicância relativa às declarações do reverendo.

Em carta que foi publicada no site da Universidade Mackenzie (leia abaixo), o líder religioso diz que a ?cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado?. Se por um lado defende o respeito a todas as pessoas, independente de escolhas sexuais, por outro reivindica o direito a livre expressão, que seria tolhido se a lei da homofobia for aprovada. A manifestação foi retirada do site na semana passada, depois que a agressão ocorrida em São Paulo supostamente por motivos homofóbicos  ganhou repercussão. Em carta posterior, a universidade informou que o pronunciamento era de autoria da Igreja Presbiteriana do Brasil, realizado em 2007.

No fim da tarde desta quarta-feira, durante a realização do ato, o grupo emitiu mais uma nota oficial, na qual afirma que respeita o direito de expressão de todos os cidadãos e reconhece o direito de manifestação pacífica. "Hoje consolidada como uma das instituições de ensino mais conceituadas do país, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, que possui cerca de 40 mil alunos e 3 mil funcionários, sempre prezou pelo respeito à diversidade e pelo direito de liberdade de consciência e de expressão religiosa", diz a nota.

A jornalista e política Soninha Francine (PPS) também prestigia o ato. Segundo a ativista dos direitos dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis (GLBTs), é ótimo que esse segmento se manifeste. Embora não conhecesse o conteúdo da manifestação de Augustus Nicodemus Gomes Lopes, foi "gritar junto" porque ficou sabendo que haveria um protesto contra a homofobia.

Leia a íntegra do texto do reverendo:

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

"Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

?Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.
Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ?. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher? (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo?.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie"

iG São Paulo

Pesquisadores, estudantes e universidades serão premiados nesta noite em São Paulo

Vinte projetos de estudantes universitários, pesquisadores e instituições de ensino superior serão premiados nesta quarta-feira (24), às 19h30, na sala São Paulo, no centro da capital paulista. O Prêmio Santander Universidades distribuirá ao todo R$ 1 milhão aos melhores colocados nas quatro categorias: Ciência e Inovação, Empreendedorismo, Universidade Solitária e Destaques do Ano. Veja a lista dos vencedores abaixo.

A premiação recebeu mais de 5.271 inscrições de mais de 510 universidades, um crescimento de 139% em relação a 2009, quando 2.200 projetos foram inscritos. O prêmio Ciência e Inovação é voltado para pesquisadores com título de doutor e docentes; o de Empreendedorismo para projetos de estudantes de graduação e pós-graduação; o prêmio Universidade Solidária para docentes que realizam projetos de extensão universitária; e o prêmio Guia do Estudante ? Destaques do Ano voltado para instituições de ensino superior.

?Queremos estimular a visão criativa dos universitários e pesquisadores?, afirma Jamil Hannouche, diretor do Santander Universidades no Brasil. Os quatro melhores projetos dos Prêmios de Empreendedorismo e de Ciência e Inovação serão indicados a concorrer ao Prêmio Ibero-Americano de Inovação e Empreendedorismo, organizado pela SEGIB (Secretaria Geral Ibero-americana). A premiação incluirá finalistas de Argentina, Peru, Colômbia, Chile e Espanha.

Neste ano, todos os estudantes que se inscreveram na categoria de Empreendedorismo ganharam um curso online da Babson College, instituição norte-americana que é referência em empreendedorismo.

Categorias novas

O Prêmio Santander Universidade Solidária apoiará com R$ 400 mil a realização de projetos que tenham foco em desenvolvimento sustentável, com ênfase em geral de renda. Já o Prêmio Guia do Estudante ? Destaques do Ano, outra novidade neste ano, reconhece quatro instituições de ensino superior que se destacaram em âmbito nacional ou internacional com iniciativas para o desenvolvimento da educação superior brasileira. ?São quatro grandes projetos voltados para a infraestrutura, área que carece de profissionais e preocupa o Brasil, pois em quatro anos teremos a Copa do Mundo e em 2016 as Olimpíadas?, avalia

Os vencedores foram escolhidos por uma comissão julgadora formada pela Babson College, institutos de pesquisa e apoiadores do prêmio, que irão ajudar a viabilizar os projetos premiados.


Confira os vencedores:

Prêmios Santander de Empreendedorismo

- Marcos Oliveira de Carvalho, Biotecnologia ? Identificação e Análise de Informações Moleculares Derivadas da Biodiversidade Brasileira ? Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
- Marcelo Cadori, Indústria - Construções de Embarcações em Bambu - Universidade do Vale do Itajaí (Univali)
- Luciana Alves de Lima Maniá, Tecnologia da Comunicação, Informação, Cultura e Educação ? BrinqueLink ? Universidade de São Paulo (USP)
- Maria Alice Cabral Maia, Comércio & Serviços- Ippon ? FGV ? EAESP

Prêmios Santander de Ciência e Inovação

- Danilo Nagib Salomão Paulo, Indústria - Ventilador pulmonar ? Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM)
- Octavio Luiz Franco - Biotecnologia - Preservação de órgãos para transplante ? Universidade Católica de Brasília (UCB)
- Luiza da Silva Lopes ? Saúde - Regeneração de nervo ciático ? Universidade de São Paulo (USP)
- Carlos Eduardo Pereira ? Tecnologia da Informação, da Comunicação e Educação - Melhoria dos sistemas de monitoramento com VANTs ? Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Prêmios Santander Universidade Solidária (UniSol)

- Jeanine Torres Geammal ? Juazeiro do Norte (CE) - Empreendedorismo social ? Universidade Federal do Ceará (UFC)
- Marina Cardoso de Oliveira ? Parnaíba (MS) - Cooperativa Recicla Paranaíba (COOREPA) ? Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
- Ronaldo Perez ? Visconde do Rio Branco (MG) - Melhoria da produção de açúcar mascavo ? Universidade Federal de Viçosa (UFV)
- Valdir Frigo Denardin Matinhos (PR) - Reestruturação produtiva de farinheiras comunitárias ? Universidade Federal do Paraná (UFPR)
- Claudete Miranda Abreu ? Rio Grande (RS) - Cultivo da pimenta rosa ? Fundação Universidade do Rio Grande (FURG)
- Natacha Rena ? Aglomerado da Serra (MG) - Rede Produtiva de Design e Artesanato ? Universidade Fumec
- Elisa Helena Siegel Moecke ? Palhoça (SC) - Biodiesel para embarcações artesanais ? Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)
- Alba Regina Azevedo Arana ? Presidente Prudente (SP) - Educação ambiental e gestão de resíduos sólidos (COOPERLIX) UNOESTE/UNESP - Universidade do Oeste Paulista Universidade Estadual Julio Mesquita

Prêmios Santander Guia do Estudante ? Destaques do Ano

- Unisinos ? Combate à evasão
- Anhembi Morumbi ? Investimento em infraestrutura: Centro de Simulação, da Escola de Ciências da Saúde
- Insper ? Formação de Docentes: Centro de Desenvolvimento e Aprendizagem (DEA)
- Universidade Federal do Pará (UFPA) ? Desenvolvimento de Pesquisa na Área de Banda Larga usando a Tecnologia DSL, com a Ericsson Telecomunicações S.A (Parceria com setor privado) 

iG São Paulo

Aulas no Colégio Mackenzie, em SP, são suspensas à tarde. Chanceler da universidade se manifestou contra lei da homofobia

Um grupo de estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, marcou um protesto para hoje, às 17h30, contra o posicionamento do reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da instituição, relativo à lei que pretende criminalizar a homofobia. Em nome da universidade, o líder religioso que representa o Instituto Presbiteriano Mackenzie (entidade mantenedora) publicou carta (leia abaixo) em que cita passagens bíblicas e se opõe à aprovação da legislação, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia.

Organizado pela internet, até as 14h30, a passeata a ser realizada na Rua Itambé, 45, no bairro Consolação, teve a confirmação da presença de 3680 pessoas pela rede social Facebook. Em função da mobilização, as aulas do Colégio Mackenzie, localizado na mesma rua, foram suspensas nesta tarde. Segundo a instituição, o cancelamento se deu porque possíveis transtornos de trânsito dificultariam aos pais a busca dos filhos no colégio. As atividades da universidade ocorrem normalmente.

Segundo os organizadores do protesto, a intenção não é realizar um ato contra a instituição de ensino, nem seus professores, mas ao fato de o reverendo apoiar suas justificativas em passagens bíblicas e falar em nome do Mackenzie. ?Também não tem conotação homossexual, heterossexual ou nenhuma orientação sexual direta. É um movimento em prol da liberdade de escolha, da liberdade de expressão, onde todos estão convidados a demonstrar a sua liberdade como bem entender?, acrescenta em texto publicado no blog atoantihomofobia.wordpress.com. Ao iG, universidade informou que só vai se manifestar sobre o ato após a realização, se ele realmente ocorrer.

Em carta que foi publicada no site da Universidade Mackenzie, o reverendo diz que a ?cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado?. Se por um lado defende o respeito a todas as pessoas, independente de escolhas sexuais, por outro reivindica o direito a livre expressão, que seria tolhido se a lei da homofobia for aprovada. A manifestação foi retirada do site, depois que uma agressão a jovens na Avenida Paulista, supostamente motivada por motivos homofóbicos, ganhou repercussão na semana passada. Em carta posterior, a universidade informou que o pronunciamento era de autoria da Igreja Presbiteriana do Brasil, realizado em 2007.

Leia a íntegra do texto do reverendo:

Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

"Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

?Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.
Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ?. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher? (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo?.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie"

Priscilla Borges, iG Brasília

Pesquisa será realizada com 22 mil alunos este mês para avaliar possíveis mudanças após expansão. Último estudo tem seis anos

As universidades federais do País terão de cumprir uma tarefa nada fácil até dezembro: traçar o perfil de seus estudantes, aplicando questionários e tabulando dados. Pela terceira vez, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários (Fonaprace) vai realizar uma pesquisa em todas as 59 instituições federais de ensino superior a fim de conhecer quem são seus estudantes. Até 5 de dezembro, os questionários de 56 perguntas terão de ser aplicados a 22.665 universitários em todo o Brasil.

Segundo o coordenador nacional do Fonaprace, Valberes Bernardo do Nascimento, pró-reitor de Assuntos Estudantis da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), será feita uma força-tarefa para que os dados sejam analisados e o estudo concluído antes do fim do ano. ?Com o retrato dos nossos estudantes poderemos estabelecer as políticas nacionais de assistência estudantil com propriedade?, afirma. A pesquisa será financiada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Apenas estudantes de graduação presencial farão parte da amostra definida pelo Fonaprace. Nascimento afirma que a restrição se dá por conta do perfil ajudado nas políticas de assistência. ?Eles são o alvo, então são eles que precisamos conhecer?, diz. Uma equipe de estatísticos determinou o tamanho da amostra, que representa 3,45% do total de estudantes que frequentam cursos presenciais nas 59 federais brasileiras, 656.884 universitários.

?Com essa amostra, será possível conhecer o perfil dos estudantes em nível nacional, regional e estadual. Só não conseguiremos ter o retrato de cada instituição?, esclarece. Segundo o coordenador, as perguntas se dividem em alguns temas: dados pessoais (idade, cidade de nascimento), antecedentes escolares (em que tipo de escola estudaram), informações sobre a família (renda e escolaridade dos pais), vida acadêmica atual, expectativas profissionais e em relação ao curso e culturais. Os participantes do estudo contarão, por exemplo, se lêem jornais, com que frequência e quais são os escolhidos para a leitura.

Mudanças de perfil

O Fonaprace espera mudanças no perfil dos universitários brasileiros. Os pró-reitores participantes do Fórum acreditam que os mitos quebrados na última pesquisa, realizada em 2004, serão acentuadas nessa nova edição do estudo. ?Com as políticas de inclusão e de expansão das universidades, as características reveladas em 2004 devem ter se acentuado. É isso que queremos saber: o que essa expansão mexeu no perfil?, afirma o pró-reitor da UFRPE.

No último estudo, Nascimento diz que ?mitos foram quebrados?. ?Achava-se que apenas os filhos dos ricos estivessem nas federais. A pesquisa mostrou que isso não era verdade. À época, 43% da amostra de 34 mil estudantes tinham renda familiar mensal de até R$ 927. Isso significa que as classes populares estavam sim representadas nas universidades federais?, ressalta.

Os estudos do Fonaprace têm servido de base para definir as ações do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), criado em 2007 pelo Ministério de Educação. O plano auxilia a permanência de estudantes de baixa renda nas federais, traçando programas de suporte à moradia estudantil, alimentação, transporte, saúde, inclusão digital e apoio pedagógico.

Agência Brasil

650 mil universitários fizeram no domingo o exame que avalia o ensino superior brasileiro

Brasília - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou na noite desta terça-feira (23) o gabarito das provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicadas no último fim de semana. Os participantes podem consultar as informações no site do órgão.

Cerca de 650 mil universitários fizeram o exame no domingo. O Enade é aplicado aos alunos que estão ingressando e concluindo cursos superiores para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas universidades, centros universitários e faculdades. A partir do exame, são elaborados os principais indicadores de qualidade do Ministério da Educação (MEC).

Participaram da avaliação alunos dos cursos de educação física, agronomia, biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, zootecnia, tecnologia em agroindústria, agronegócio, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.


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