WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Saiba o que acontece no Mundo. Acompanhe as últimas notícias internacionais no Último Segundo - iG.




EFE

Relatório acusa Airbus de negligenciar alertas sobre incidentes que vinham ocorrendo com as sondas 'Pitot'

A Air France pretende transferir a responsabilidade judicial à Airbus por um suposto defeito na aeronave que caiu em 1º de junho de 2009, quando cobria a rota Rio de Janeiro-Paris, revelou o jornal "Libération" nesta sexta-feira.

O jornal francês publicou um relatório elaborado pela Air France e entregue no final de setembro à juíza que investiga o acidente com o voo 447. Nele, a companhia aérea detalha que a Airbus teria negligenciado os alertas sobre os incidentes que a empresa aérea vinha verificando com as sondas "Pitot".

Essas sondas, que medem a velocidade e são fabricadas pela companhia francesa Thales, não funcionaram quando o avião caiu no Atlântico após terem ficado cobertas por uma camada de gelo.

A Air France diz que os aparelhos já tinham apresentado o mesmo tipo de problemas em cerca de 15 ocasiões nos dez meses que precederam o acidente em outros de seus aviões e afirma ter advertido a Airbus.

No documento entregue à juíza Sylvia Zimmermann, o advogado da companhia francesa, Fernand Garnault, afirma que os inúmeros avisos enviados ao fabricante ficaram "sem recomendações nem soluções permanentes que resolvessem esse problema", apesar do "caráter crítico e da periculosidade dos defeitos".

Garnault justifica a pertinência do relatório pelo "caráter injusto" dos ataques feitos à Air France por parte das famílias das vítimas e dos pilotos, que criticam o fato de não ter sido "feito nada" para resolver os problemas com as sondas.

De acordo com as mensagens trocadas entre a Air France e a Airbus divulgadas pelo "Libération", a companhia alertou o fabricante do avião pela primeira vez no dia 30 de julho de 2008, após ter constatado dois incidentes em maio e julho daquele ano.

Em setembro de 2008, a empresa fez outro alerta, no qual dizia que os inúmeros casos ocorridos em quatro meses representavam "uma grande inquietação para Air France". A Airbus confirma que "a causa fundamental (dos incidentes) é o bloqueio da sonda "Pitot", por causa do rápido acúmulo de cristais de gelo", mas tranquiliza o cliente insistindo que as sondas "cumprem ou superam as exigências regulamentares".

O fabricante desaconselha a troca das sondas da Thales pelas da americana Goodrich porque não haviam sido feitos testes e não seria possível substituí-las em todos os aviões, e propõe utilizar um novo modelo também da Thales.

Após o acidente, as autoridades europeias de segurança aérea decidiram substituir as sondas da Thales pelas da Goodrich. O relatório da Air France é uma manobra que integra os procedimentos judiciais que devem culminar no estabelecimento de responsabilidades e na fixação de indenizações para as famílias das vítimas.

A Justiça brasileira já opinou no caso de uma delas e condenou a Air France a pagar R$ 2,64 milhões. No Brasil há cerca de 40 processos abertos, e outros nos Estados Unidos, onde os tribunais chegam a estabelecer indenizações de até R$ 9,2 milhões por pessoa.

O governo francês anunciou nesta quinta-feira que em fevereiro iniciará uma nova operação de buscas pelos restos do avião da Air France, a quarta a ser efetuada. Nas três primeiras, foram recuperados alguns restos do avião e 50 corpos, mas não as caixas-pretas do aparelho, fundamentais para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Em suas conclusões preliminares, os investigadores apontaram que o problema das sondas de velocidade pode ter influído na queda do avião, mas que esse motivo por si só não permite explicar a tragédia.

iG São Paulo

População marca segundo aniversário de ação terrorista que deixou 166 mortos em novembro de 2008

Foto: AP

Indianos marcaram nesta sexta-feira o segundo aniversário dos atentados de Mumbai, que deixaram 166 mortos entre 26 e 29 de novembro de 2008. Na ocasião, dez homens armados fizeram ataques em um hotel de luxo, uma estação ferroviária, um centro religioso judeu e um bar muito frequentado por turistas.

A polícia e as forças de segurança desfilaram nesta sexta pelas ruas de Mumbai, além de inaugurar um memorial em homenagem a seus colegas mortos. Nos locais dos ataques, a população deixou flores e fez orações.

No Parlamento, autoridades fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados que, segundo a Índia e os Estados Unidos, foram realizados pelo grupo islamita Laskhar-e-Taiba (LET), com sede no Paquistão.

Nove supostos integrantes do grupo foram mortos pelas forças de segurança indianas, e o único sobrevivente, Mohamed Ajmal Kasab, foi condenado à morte por um tribunal especial de Mumbai em maio. Outros sete suspeitos, entre eles o suposto cérebro do ataque, Zakiur Rehman Lakhvi, estão sendo julgados no Paquistão.

O ministro indiano das Relações Exteriores, S.M. Krishna, pediu que o Paquistão lute contra grupos terroristas em seu território e atue para que os autores do ataque sejam condenados.

"Uma vez mais, peço ao Paquistão que desmantele a máquina terrorista operando impunemente nos territórios sob seu controle e que ponha rapidamente à disposição da Justiça os autores do atentado de Mumbai", declarou Krishna.

Com AFP

BBC Brasil

Pesquisa alemã mostra que pessoas não sabem identificar os sinais da doença, como tosse persistente

Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha revelou que pacientes confudem com frequência sinais de uma gripe forte com sintomas de câncer de pulmão

De acordo com o estudo, feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.

Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente - um dos sintomas mais importantes da doença. A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.

"Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda", afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS. "O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido", acrescentou.

Seis meses

Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital. Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe. "Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)", disse. "A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão." "No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente", afirmou German.

iG São Paulo

Segundo autoridades paquistanesas, atentados suicidas ocorreriam em mesquita e prédios do governo em Islamabad

Autoridades paquistanesas disseram nesta sexta-feira que a polícia impediu um ataque a bomba a uma mesquita e prédios do governo que ocorreriam na capital do país, Islamabad. Dois suspeitos foram presos.

De acordo com a polícia, um dos homens vestia um colete com explosivos e estava a caminho da um mesquita, onde realizaria um ataque suicida. Em interrogatório, o suspeitos disseram que ataques também aconteceriam em prédios do governo.

O ministro paquistanês do Interior, Rehman Malik, disse que as autprodades foram informadas sobre um possível ataque perto do Parlamento e reforçaram a segurança na área. "Tomamos todas as medidas necessárias sem causar pânico", afirmou.

Segundo Yamin, os suspeitos estão ligados ao Taleban do Waziristão do Sul, onde o Exército paquistanês enfrenta militantes desde o ano passado.

Com AP

Reuters

Dois terços dessas mortes ocorrem na África e no sul da Ásia

Foto: Reuters

Cerca de 1% das mortes mundiais se devem ao tabagismo passivo, o que significa estimados 600 mil óbitos anuais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (26/11).

No primeiro estudo mundial já feito sobre isso, os especialistas da OMS concluíram que as crianças são mais expostas ao fumo passivo do que qualquer outra faixa etária, e que cerca de 165 mil delas morrem por causa disso.

"Dois terços dessas mortes ocorrem na África e no sul da Ásia", escreveu a equipe liderada por Annette Pruss-Ustun.

A exposição das crianças à fumaça de cigarros é mais comum dentro de casa, e o problema é agravado pela maior incidência de doenças infecciosas nessas regiões.

Em comentário sobre o estudo na revista Lancet, Heather Wipfli e Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, disseram que as autoridades deveriam tentar motivar as famílias a pararem de fumar dentro de casa.

"Em alguns países, lares livres de fumaça estão se tornando a norma, mas isso está longe de ser universal", escreveram.

Os pesquisadores examinaram dados de 192 países, colhidos desde 2004, e empregaram um modelo matemático para estimar o número de mortes e o número de anos de vida saudável que são desperdiçados.

Em 2004, em nível mundial, estavam expostos ao fumo passivo 40 por cento das crianças, 33% dos homens não-fumantes e 35 por cento das mulheres não-fumantes.

Isso teria provocado 379 mil mortes por doenças cardíacas, 165 mil por infecções respiratórias, 36,9 mil de asma e 21,4 mil de câncer de pulmão. A isso se somam 5,1 milhões de mortes anuais atribuídas ao uso direto do tabaco.

Entre crianças, as mortes pelo fumo passivo se concentram nos países de baixa e média renda. Entre adultos, elas se distribuem de forma mais homogênea.

Nos países mais ricos da Europa, por exemplo, foram registradas apenas 71 mortes infantis por causa do fumo passivo, e 35.388 mortes de adultos. Na África, foram 43.375 mortes infantis e 9.514 adultas.

Pruss-Ustun defendeu que os países cumpram a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, que inclui maior taxação sobre cigarros, embalagens menos atraentes, proibição da publicidade e outras medidas.

Só 7,4% da população mundial vive em áreas com leis rígidas contra o fumo, mas nem sempre elas são suficientemente fiscalizadas.

* Por Kate Kelland

 

BBC

Antes de viajar à Guiana, presidente autorizou Nelson Jobim a enviar reforços para ampliar a proteção das áreas que invadidas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quinta-feira que apoiará o governo do Rio de Janeiro em tudo que estiver "dentro da lei" para conter a violência na cidade e permitir que as pessoas "vivam em paz".

Antes de viajar à Guiana, onde participa nesta sexta-feira da 4ª Cúpula de Chefes de Estado e Governos da Unasul, Lula autorizou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a enviar reforços para ampliar a proteção das áreas que foram invadidas pela polícia em Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio.

Logo depois de chegar a Georgetown, o presidente relatou que conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral e disse que fará de tudo para que as "pessoas de bem" no Rio, vivam em paz.

"Tudo que ele precisar, que estiver dentro da lei e o governo federal puder fazer para ajudar o Rio de Janeiro, nós faremos", afirmou.

"Não é humanamente explicável que 99% de pessoas de bem, trabalhadoras, que querem viver em paz, sejam molestadas por gente que está na marginalidade", acrescentou Lula, em uma breve entrevista a jornalistas.

De acordo com o ministério da Defesa, serão enviados 800 efetivos do Exército, dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados.

Equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, e óculos para visão noturna serão fornecidos temporariamente.

Mais cedo, cerca de 400 policiais haviam participado de uma operação na Vila Cruzeiro, favela no bairro da Penha (zona norte do Rio) e um dos principais redutos da facção criminosa Comando Vermelho.

Ao fim da operação, imagens gravadas de um helicóptero mostraram cerca de 200 homens armados fugindo para uma favela vizinha, o morro do Alemão.

Na operação, os policiais contaram com seis veículos blindados da Marinha e outros seis da PM.
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta quinta-feira que a principal meta das operações policiais em curso no Estado é controlar o território dominado por traficantes de drogas.

Ataques criminosos

Na quinta-feira, o Rio enfrentou pelo quinto dia consecutivo confrontos violentos entre criminosos e policiais.

Pelo menos 54 veículos foram incendiados, incluindo ônibus, caminhões e carros particulares. Os bombeiros atenderam a sete ocorrências de fogo contra veículos.

Desde domingo, os ataques que ocorrem na cidade já deixaram 30 mortos, 11 deles nesta quinta-feira, segundo a rádio CBN. Pelo menos 22 vítimas seriam criminosos mortos em choques com a polícia.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 17 escolas e 12 creches foram fechadas nesta quinta-feira, a maioria na zona norte, segundo a Agência Brasil.

Com isso, mais de 12 mil alunos ficaram sem aulas. Outras quatro escolas estaduais tiveram suas atividades suspensas, também na zona norte.

Com os ataques no Rio, o serviço Disque-Denúncia registrou somente nesta quinta-feira 853 ligações, um recorde de denúncias cadastradas em um único dia, de acordo com a Agência Brasil.

iG São Paulo

Manobras militares conjuntas entre EUA e Coreia do Sul começam no domingo e devem durar quatro dias

Foto: AFP

A Coreia do Norte afirmou nesta sexta-feira que os exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul deixam a região mais próxima de uma guerra. As manobras entre os dois países devem começar no domingo e durar quatro dias.

"A situação na península coreana está se aproximando de uma guerra, devido ao imprudente plano desses elementos de realizarem novos exercícios de guerra voltados contra a Coreia do Norte", afirmou a KCNA, agência oficial de notícias norte-coreana.

"O Exército e o povo estão agora enraivecidos pela provocação do grupo fantoche (referência à Coreia do Sul), e se preparando plenamente para dar uma chuva de fogo e explodir o baluarte dos inimigos se eles ousarem investir novamente contra a dignidade e a soberania da Coreia do Norte."

Os EUA estão enviando o porta-aviões nuclear USS George Washington para a região do mar Amarelo. O exercício, criticado também pela China, estava programado antes do bombardeio norte-coreano desta semana.

Na terça-feira, o disparo de dezenas de tiros de artilharia contra uma ilha sul-coreana provocou a morte de dois soldados e dois civis e elevou a tensão na região. A Coreia do Norte ameaçou promover novas ações militares se a Coreia do Sul mantiver o que chamou de "caminho de provocações militares".

O governo norte-coreano também acusou os Estados Unidos pelo aumento do nível de hostilidades entre os países, dizendo que o governo americano ajudou a desenhar "a fronteira marítima ilegal" entre os dois países no lado ocidental.

Novos disparos

Moradores da ilha sul-coreana de Yeonpyeong, alvo do ataque de terça-feira, disseram ter ouvido novos disparos de artilharia no território norte-coreano nesta sexta-feira. Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, aparentemente os disparos eram parte de um treinamento militar e não foram direcionados à ilha. Ainda assim, moradores de Yeonpyeong ficaram assustados e, ao ouvir o barulho, se dirigiram para refúgios.


Também nesta terça-feira, o governo sul-coreano nomeou Lee Hee-won como novo ministro da Defesa, após a renúncia de Kim Tae-young, criticado pela resposta considerada pouco contundente ao ataque da Coreia do Norte. Lee Hee-won era assessor de segurança nacional.

Na quinta-feira, a Coreia do Sul afirmou que vai reforçar a segurança na fronteira e criar novas regras militares para lidar com ameaças da Coreia do Norte. Segundo um porta-voz presidencial sul-coreano, as respostas do país ao vizinho do norte haviam se tornado "passivas demais".

Com AFP, EFE e Reuters

 

iG São Paulo

Moradores da ilha de Yeonpyeong se assustam ao ouvir disparos, que seriam parte de treinamento militar norte-coreano

Foto: AFP

Moradores da ilha sul-coreana de Yeonpyeong, alvo de um ataque da Coreia do Norte na terça-feira, disseram ter ouvido novos disparos de artilharia no território norte-coreano nesta sexta-feira.

Segundo um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, aparentemente os disparos eram parte de um treinamento militar e não foram direcionados à ilha. Ainda assim, moradores de Yeonpyeong ficaram assustados e, ao ouvir o barulho, se dirigiram para refúgios.

Também nesta sexta-feira, o governo norte-coreano fez novas críticas aos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, que devem começar no domingo e durar quatro dias.

Em comunicado oficial, Pyongyang afirmou que "as manobras dos imperialistas americanos e de sua belicosa marionete sul-coreana" são direcionadas contra a Coreia do Norte e colocam a região "à beira da guerra".

O disparo de dezenas de tiros de artilharia contra uma ilha sul-coreana na terça-feira provocou a morte de dois soldados e dois civis e elevou a tensão na região. A Coreia do Norte ameaçou promover novas ações militares se a Coreia do Sul mantiver o que chamou de "caminho de provocações militares", segundo a agência oficial de notícias norte-coreana, KCNA.

O governo norte-coreano também acusou os Estados Unidos pelo aumento do nível de hostilidades entre os países, dizendo que o governo americano ajudou a desenhar "a fronteira marítima ilegal" entre os dois países no lado ocidental.

Ministro sul-coreano

O ataque também provocou a renúncia do ministro de Defesa da Coreia do Sul, Kim Tae-young, criticado por não oferecer uma resposta contundente às "provocações" do regime norte-coreano. Embora a nomeação oficial ainda não tenha sido feita, a imprensa sul-coreana afirma que o novo ministro será Lee Hee-won, atual assessor de segurança nacional.

Na quinta-feira, a Coreia do Sul afirmou que vai reforçar a segurança na fronteira e criar novas regras militares para lidar com ameaças da Coreia do Norte. Segundo um porta-voz presidencial sul-coreano, as respostas do país ao vizinho do norte haviam se tornado "passivas demais".

Com AFP, EFE e Reuters

 

The New York Times

Exemplo de saudita vitoriosa em jogos de Cingapura gera debate em país onde atividade física é proibida nas escolas para meninas

Depois que a saudita Dalma Malhas, 18 anos, ganhou uma medalha de bronze nos saltos de obstáculos nos primeiros Jogos Olímpicos da Juventude em Cingapura, em agosto, ela foi usada como exemplo por Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional, em uma coletiva de imprensa na conclusão do evento.

"Esta é certamente a primeira vez que uma mulher saudita está participando de um evento internacional" e já ganhou uma medalha, disse Rogge. A conquista de Malhas, ele disse, deixou o COI "absolutamente feliz".

A reação no país conservador muçulmano de Malhas ? onde a prática de esportes por mulheres é algo visto como indecente e até mesmo imoral por alguns ? tem sido muito mais complicada.

A atividade física de qualquer tipo é proibida nas escolas estaduais da Arábia Saudita para as meninas. Apesar de academias para mulheres existirem em grandes cidades sauditas, elas geralmente não tem placas, para que suas clientes não precisam temer atrair a atenção.

A Arábia Saudita não permite que mulheres representem o país em competições internacionais de atletismo e é um dos três únicos países que ainda não enviam mulheres aos Jogos Olímpicos (ao lado de Catar e Brunei.) Apesar da Arábia Saudita ter enviado uma delegação oficial de atletas do sexo masculino aos Jogos Olímpicos da Juventude, Malhas ? filha da famosa saltadora Arwa Mutabagani ? teve de entrar no campeonato por conta e despesa própria.

Agora, sua medalha de bronze, colocou-a no centro de uma polêmica crescente no reino sobre o tipo de atividade atlética que pode ser aceitável para meninas e mulheres sauditas, se houver.

Leis restritivas

As leis e costumes que regem a vida das mulheres na Arábia Saudita estão entre as mais restritivas do mundo. A separação pública dos sexos é rigorosa. As mulheres sauditas não podem dirigir ou votar, e precisam usar capas que vão até o chão conhecidas como túnicas e lenços na cabeça sempre que saem de casa. Elas não podem comparecer em tribunais.

Mas nos últimos anos, as questões das mulheres tornaram-se um grande campo de batalha entre liberais e conservadores. As tradições sauditas em relação aos direitos e ao tratamento das mulheres raramente, ou nunca, foram contestadas. A questão das mulheres no esporte na Arábia Saudita é uma manifestação desse grande debate.

No dia 31 de julho, o dissidente saudita Ali Al-Ahmed, que dirige o Instituto de Assuntos do Golfo, em Washington, começou uma campanha chamada "Nenhuma Mulher. Nenhum Jogo", instando o COI a suspender a Arábia Saudita de participar da competição olímpica até que permita a participação feminina.

Em entrevista por telefone, Ahmed comparou a situação das mulheres hoje na Arábia à dos negros na época do apartheid (regime de segregação racial) na África do Sul e questiona por que o COI não suspendeu o país dos Jogos uma vez que proibiu a África do Sul de 1964 até o fim do apartheid no início de 1990.

"Mais do que pressão política, a expulsão da África do Sul das Olimpíadas foi uma das ferramentas mais eficazes para acabar com o apartheid", disse Ahmed, sem fazer referência ao papel mais importante concedido aos esportes em geral na sociedade sul-africana ou se uma proibição Olímpica teve um efeito maior do que poderia sobre a Arábia Saudita.

"A liberdade de praticar esportes e exercícios é uma questão muito básica", disse Ahmed. "Tem a ver com a saúde física. Eu acho que uma vez que as mulheres sauditas forem livres para a prática esportiva, isso vai abrir outras discussões sobre os seus direitos".

Política do comitê

O mandamento Olímpico estabelece que "a prática do esporte é um direito humano" e que "qualquer forma de discriminação em relação a um país ou uma pessoa por motivos de raça, religião, política ou sexo é incompatível com a participação no movimento olímpico".

A porta-voz do COI Emmanuelle Moreau sugeriu por email que o comitê não tinha intenção de censurar formalmente países que não permitem a participação das mulheres nas Olimpíadas. Ela disse que a organização não pretende dar a Arábia Saudita um prazo, como fez na época do Apartheid à África do Sul. "O COI se esforça para garantir que os Jogos Olímpicos e o movimento olímpico sejam universais e não discriminatórios", disse Moreau.

Saúde

Colunistas de jornais sauditas têm argumentado que relaxar as proibições contra o exercício físico pode ajudar a conter os altos níveis de obesidade e osteoporose entre as mulheres da Arábia Saudita.

Lina Al-Maeena, que em 2003 fundou a Jeddah United, uma equipe de basquete feminino que desde então se tornou uma companhia de formação esportiva completa, concorda. "Temos taxas muito elevadas de obesidade, diabetes e osteoporose entre as mulheres, uma taxa muito elevada de depressão", ela disse. "Você tem esse segmento conservador aqui que está usando a religião para se opor ao esporte feminino. Mas esse é um argumento muito válido". Ela espera que a pressão do COI possa ajudar a quebrar as barreiras da participação das mulheres atletas.

Liberais sauditas notam que mesmo Aisha, a jovem esposa do profeta Muhammad, desfrutava de corridas contra o marido e que as sociedades conservadoras muçulmanas, como o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, têm atitudes mais abertas sobre a participação das mulheres nos esportes.

No ano passado, o jornal Al-Riyadh informou que um levantamento realizado com mais de 2.250 sauditas revelou que apenas 4% se opuseram a academias para meninas e mulheres.

Monarquia

Mas a opinião da maioria conta pouco em uma monarquia absolutista em que o rei governa em conjunto com um estabelecimento salafista religioso. Alguns dos mais proeminentes clérigos continuam a se opor à prática de esportes por mulheres em todas as circunstâncias, argumentando que o esporte vai levá-las a se envolver em comportamentos como uso de roupas indecentes ou sair de suas casas desnecessariamente.

Outros clérigos afirmam que o esporte é absolutamente fora dos limites apenas para virgens, pois poderia prejudicá-las e até danificar o hímen.

Atletas sauditas dizem achar improdutivo o debate de seu ponto de vista abertamente.
Maeena disse que ver os movimentos das mulheres pelo mundo a ajuda a ficar otimista.

"Não é só na Arábia Saudita que o esporte para as mulheres é uma questão política", ela disse. Até 1972, com o Título IX, as mulheres nos Estados Unidos também não tinham igualdade de direitos no esporte. E isso é, o que, três décadas atrás? E é um país de 250 anos de idade.

''Nós somos um país de apenas 78 anos de idade", ela continuou. "Quando você se mede a partir da perspectiva histórica, vê que o processo pelo qual a Arábia Saudita está passando é um processo muito normal que todas as sociedades passaram em relação aos diferentes campos de atuação para as mulheres?.

*Por Katherine Zoepf

The New York Times

Documento de Agência de Energia Atômica fala em combustível de centrífugas, máquinas adicionais e mais recursos para produção

Foto: AP

Inspetores informaram, nesta semana, na terça-feira, que o Irã parou misteriosamente de alimentar urânio a milhares de centrífugas de sua principal usina de enriquecimento este mês e especialistas independentes sugerem que o vírus de computador suspeito de ser destinado ao programa nuclear do país danificou suas máquinas.

O Irã negou e os especialistas disseram não ter provas de que o desligamento inexplicável tenha sido um resultado do vírus Stuxnet ? um programa malicioso que foi detectado este ano em computadores, principalmente no Irã, mas também na Índia, Indonésia e outros países.

Ciberatacantes "tentam se infiltrar nas instalações nucleares do nosso país" há um ano, disse Ali Akbar Salehi, chefe do programa atômico do Irã, a uma agência de notícias iraniana na terça-feira. Mas, acrescentou, "jovens especialistas do país pararam o vírus exatamente nos pontos que os inimigos queriam infiltrar".

Recentemente, especialistas ocidentais dissecaram o vírus de computador e informaram que ele foi fabricado justamente para poder fazer o país perder o controle das centrífugas nucleares.

O relatório de terça-feira da Agência Internacional de Energia Atômica afirma que os seus inspetores, quando em visita à principal usina de enriquecimento de urânio em Natanz, no deserto iraniano, no dia 16 de novembro, notaram que os engenheiros haviam parado de alimentar as centrífugas com urânio. Seis dias depois, o Irã disse que havia reiniciado o processo.

O relatório menciona um outro sinal de possíveis problemas com as máquinas. Os inspetores da agência disseram que o Irã tem 4.816 centrífugas designadas para o processo de enriquecimento de urânio em sua principal usina ? 1.044 a mais do que o identificado há quase três meses e perto do auge do ano passado de 4.920 máquinas. Mas os números revelam que a eficiência da produção diminuiu.

Máquinas adicionais

Apesar de mais de 1 mil máquinas adicionais, o Irã foi capaz de aumentar sua produção em apenas 379 kgs na usina principal. Isso representa um aumento de 14%. No período anterior, os inspetores descreveram um aumento de 376 kg, ou 15%.

Em outras palavras, a produção da usina permaneceu praticamente a mesma, apesar de o Irã colocar muitos outros recursos no trabalho. "A eficiência é baixa", disse um especialista nuclear europeu familiarizado com o relatório dos inspetores atômicos, que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade diplomática da questão.

David Albright, presidente do Instituto para Ciência e Segurança Internacional, grupo em Washington que controla a proliferação nuclear, disse em uma entrevista que as novas revelações fazem os danos causados pelo vírus Stuxnet terem "mais credibilidade".

Apoio americano

Autoridades dos Estados Unidos não reivindicaram a autoria do vírus, mas dizem que o governo Obama intensificou um amplo programa secreto, herdado da administração Bush, para minar o programa nuclear iraniano.

Desde 2006, o Conselho de Segurança da ONU tem apelado ao Irã para que suspenda seu enriquecimento de urânio e castigou o país com quatro rodadas de sanções por sua recusa. O Irã insiste que seu programa nuclear é pacífico, enquanto o Ocidente teme que ele tenha construído usinas de enriquecimento de urânio e esteja enriquecendo o produto para produzir combustível para bombas atômicas.

O relatório também disse que Teerã, ampliando uma rejeição que começou há mais de dois anos, mais uma vez se recusou a responder perguntas sobre o possível trabalho militar por trás de seu programa nuclear.

No fim de outubro, os inspetores disseram que a agência havia fornecido ao Irã uma lista de questões pendentes sobre documentos e outros materiais que pareciam ser estudos envolvendo armas nucleares, que o Irã tem repetidamente descartado como falsificações. As questões são centradas em dispositivos de segurança, a gestão de projetos relacionados com explosivos nucleares, ?informações detalhadas relacionadas à fabricação de componentes para sistemas de iniciação de explosivos" e experimentos envolvendo partículas subatômicas que podem atuar como gatilhos nucleares.

As perguntas feitas às autoridades iranianas, de acordo com o relatório, ressaltaram a necessidade de resolver "todas as questões que deram origem a preocupações sobre as possíveis dimensões militares" do programa.

O relatório acrescentou que a agência atômica "continua preocupada com a possível existência no Irã de atividades nucleares anteriores ou atuais não informadas", incluindo "o desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil".

*Por William J. Broad

The New York Times

Terremoto que matou cerca de 250 mil atraiu mais fiéis e tornou devoção ainda mais exuberante na Igreja de SS. Joachim e Anne

Foto: The New York Times

Em um sábado à noite no porão de uma igreja de maioria haitiana em Nova York, em uma sala branca vazia ao som de hinos e exclamações, uma jovem mulher pode canalizar o Espírito Santo para revelar notícias do Haiti.

O terremoto que matou cerca de 250 mil de haitianos 10 meses atrás tornou a devoção ruidosa dos fiéis da Igreja de SS. Joachim e Anne ainda mais exuberante. Em 12 de janeiro, quase duas horas depois do terremoto trazer devastação à sua terra natal, os imigrantes haitianos inundaram a igreja, dançando, cantando, agitando os braços acima de suas cabeças ? e louvando a Deus. Em meio a lamentações e ao surpreendente dilúvio de agradecimento de pessoas que ainda não sabiam se seus parentes estavam vivos ou mortos, eles ficaram sem lenços.

Olivia Benoit, uma das fiéis mais enérgicas da região lembra que "a água estava escorrendo dos olhos".

A dor continuou na primavera e o comparecimento aumentou conforme as pessoas buscavam consolo em uma prece carismática cada vez mais fervorosa, que infunde mais e mais a paróquia e o catolicismo do Haiti. O jovem reverendo Jean-Moise Delva, realizou uma dúzia de missas em nome dos mortos do terremoto, passou agosto no Haiti ministrando em um acampamento sufocante e ainda luta com sentimentos de desamparo e desesperança. Em outubro, os fiéis lotaram a SS. Joachim e Anne cantando e dançando e erguendo fotos de parentes doentes aos céus em busca de cura enquanto uma freira reverenciada invocava o Espírito Santo.

O desastre está reformulando a religião haitiana. Ele exigiu resistência - não apenas dos haitianos e haitianos-americanos, que muitas vezes dizem ter uma resistência de inspiração divina, mas também da própria fé, de repente, mais vulnerável à dúvida, desilusão e concorrência. E deu nova vida à versão haitiana do catolicismo carismático, que busca contato direto com o Espírito Santo por meio de uma reza desinibida.

Este ano, para muitos haitianos, a adoção da emoção pura pelo movimento pareceu a única resposta sensata.

História

O catolicismo permeia a história e a identidade do Haiti. Mas o terremoto aconteceu quando o catolicismo se desgastava. Pentecostais e protestantes - prometendo uma ligação mais direta e menos hierárquica com Deus ? têm feito incursões em Nova York e no Haiti. O governo dos Estados Unidos lista o Haiti como um país 80% católico, mas um levantamento da ONU constatou que, até 2003, esse número caiu para 55% e 29% dos haitianos se identificam como protestantes.

O movimento católico carismático nasceu durante uma mudança na fé. Em 1967, dois anos após o Segundo Concílio do Vaticano amenizar a importâcia do ritual, um grupo de estudantes católicos se disse inspirado pelo Espírito Santo para falar em línguas desconhecidas ? como os pentecostais que já adotavam o misticismo do cristianismo no século um.

O movimento se espalhou, misturando fervor à moda antiga com uma participação mais progressiva e direta para leigos, especialmente as mulheres. Alguns párocos se opuseram, mas os líderes da igreja viram potencial para atrair fiéis e o papa Paulo 6 abraçou o movimento em 1975.

Naquele ano, o homem que criaria a Igreja de SS. Joachim e Anne como uma plataforma para os carismáticos, o reverendo Joseph Malagreca, era um sacerdote ítaloamericano recém-ordenado,  inflamado por seu próprio "batismo no Espírito Santo". Ele voltou para sua terra natal, Nova York, para ministrar em espanhol e creole aos imigrantes culturalmente inclinados a misturar adoração religiosa com música, emoção e dança.

Delva nasceu no mesmo ano na capital do Haiti, Porto Príncipe, e cresceu sem fazer separação entre as orações carismáticas a que compareceu com suas tias e os rituais formais que aprendeu como coroinha.

Marie Andree Mars, 63 anos, agora um dos paroquianos de Delva, recorda-se da reação dos haitianos ao movimento. Seus pandeiros e palmas, uma reminiscência do vodu, ofenderam sua mãe, ela recordou ("Onde está o silêncio, a reverência?"), e alguns pastores ("Você não vai fazer nada haitiano na minha igreja!").

Mars adotou a prática exatamente por essas razões. A senhora respeitável da igreja, ela veste chapéus com um véu negro e lidera um grupo de rosário todas as manhãs após noites de trabalho nos correios. Ela diz: "Eu adoro dançar e gritar".

Esses carismáticos se uniram à SS. Joachim e Anne, a igreja moderna na margem leste da cidade de Nova York, entre casarios de jardins bem cuidados e ruas repletas de restaurantes caribenhos.

Malagreca, até então um proeminente líder carismático, tornou-se pastor em 1991. Suas missas reconstruíram a congregação, hoje 80% do Haiti.

Na noite do terremoto, o grupo de oração ignorou sua habitual reza, as pessoas simplesmente entraram pelas portas se lamentando. Um deles foi Benoit, pensando em sua sobrinha no Haiti. Intelectualmente, sua fé admite que "o sofrimento é parte da vida". Mas ela precisava de toques e vozes carismáticas que "dissessem: 'eu vou ficar bem'".

O evangélico americano Pat Robertson, referindo-se a uma cerimônia de vodu do século 18 de revolucionários do Haiti, qualificou o terremoto como punição de Deus a um "pacto com o diabo".

 

Durante meses, pessoas lotaram missas, às vezes, gritando: "Jesus, o Haiti está em suas mãos!". Os sacerdotes chegaram a sentir que a congregação estava ministrando a eles e não o contrário. Robinson, 66 anos, que não é do Haiti, ficou abalada quando as pessoas declararam que, se Deus não tivesse prestado atenção ao desastre, talvez tivesse sido pior. "Essas pessoas são de verdade?" questionou o sacerdote.

Os haitianos, disse Malagreca, precisavam do movimento mais do que nunca. "Eles têm necessidade de intimidade e muita resistência", disse o monsenhor. "E pensam: 'Outro sofrimento está diante de nós. Como vamos fazer isso? Achávamos que o que tínhamos antes era ruim'".

A questão surpreende os de fora: como as pessoas podem tirar alegria e fé de um terremoto? "A comunidade haitiana aqui realmente acha que é abençoada por estar viva", explica Benoit. Se estivessem no Haiti, eles poderiam ter sido "chamados a Jesus"; poupados, ?eles estão tentando se preparar agora".

Apoio

Delva planeja regressar ao Haiti para entregar um mínimo de apoio: pequenas bolsas diocesanas para a abertura de negócios de moto-táxis ou barracas de comidas, como uma que seu primo perdeu e precisava de US$ 200 para reconstruir.

Três semanas atrás, ele estava envolto em incenso na vigília de oração mensal durante a noite. As pessoas balançavam nos corredores em uma espécie de dança, a música poderia ser tocada em uma discoteca do Haiti. Alguns rezaram até o amanhecer, parando apenas para tomar sopa de lentilha. Eles cantavam em línguas desconhecidas sílabas ritmicamente fluindo como uma poesia dadaísta.

Foi uma das maiores vigílias e Delva acreditava saber o porquê. Um novo drama atingiu o Haiti naquela noite, o furacão Tomas. As pessoas temiam se afogar nos acampamentos e temiam a propagação da cólera, que tinha aparecido pela primeira vez no país em um século.

Antes do amanhecer, as pessoas pegaram seus rosários e fizeram uma oração em creole. Elas repetiram 50 vezes. "Debloke Ayiti", imploravam a Deus. "Salve o Haiti".

*Por Anne Barnard, com reportagem de Ozier Muhammad

EFE

Antecessor pediu demissão em meio às críticas pela reação ao ataque norte-coreano de terça-feira contra uma ilha sul-coreana

Foto: Arte/iG

O assessor de segurança nacional da Coreia do Sul, Lee Hee-won, foi nomeado nesta sexta-feira o novo ministro da Defesa do país, após a renúncia de Kim Tae-young pelas críticas pelo recente ataque da Coreia do Norte.

O novo titular da pasta é um general reformado que desde maio ocupava o cargo de assessor do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, segundo a agência local "Yonhap".

Kim Tae-young apresentou sua demissão na quinta-feira em meio a uma onda de críticas pela reação, considerada pouco contundente, ao ataque norte-coreano sobre a ilha de Yeonpyeong, que deixou quatro mortos - sendo dois civis - e 18 feridos.

Vários setores da oposição e do próprio governo acusaram o agora ex-ministro de ter administrado sem muita firmeza o caso dos disparos de artilharia da Coreia do Norte.

Kim Tae-young já havia apresentado sua renúncia em março, após o afundamento da corveta sul-coreana Cheonan nas águas do Mar Amarelo por um torpedo norte-coreano, mas sua demissão não foi aceita na época.

O ataque da Coreia do Norte sobre a ilha de Yeonpyeong, no Mar Amarelo, elevou a tensão entre as duas nações vizinhas, que seguem tecnicamente em guerra, já que a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

Embora tenha chegado ao poder em fevereiro de 2008 com uma linha dura em relação a Pyongyang, a administração de Lee é alvo de crescentes críticas que o acusam de manter uma política frouxa diante das agressões do país comunista.

Na quinta-feira, o governo sul-coreano anunciou um importante reforço de sua defesa nas ilhas do Mar Amarelo, onde fica a instável fronteira - não reconhecida por Pyongyang - estabelecida após a Guerra da Coreia.


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?