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Naum Sirotsky, de Israel

Edhud Barak criticou coalizão de premiê Benajmin Natnyahu, por ceder a pressões e não dar fim à construção de assentamentos

Ao criticar o governo do premiê israelense, Benajmin Netanyahu, o ministro da Defesa Ehud Barak pediu união do governo para avançar nas negociações de paz.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, Barak disse que a atual disposição do governo impede progressos pela paz entre palestinos e israelenses.

"Há contradições entre a constituição do governo e a probabilidade de haver progresso nas negociações de paz", disse. "Se na atual configuração o governo não consegue avanços, então é preciso considerar um governo de unidade", disse Barak, que também é presidente do Partido Trabalhista.

Barak pediu o apoio conjunto de todos os setores do governo. "Nos juntamos ao governo para conseguir a paz. Estamos percorrendo esse caminho e ainda temos de atingir nosso objetivo. Essa decisão histórica pede a unificação de todos os grupos sionistas de centro", disse em palestra para a Associação de Aposentados em Tel Aviv.

O governo Netanyahu, seguindo a configuração desde a fundação do Estado de Israel, em 1948, é uma coligação de partidos. Em meio a negociações para a criação de um Estado palestino, o governo israelense tem se desentendido com os EUA, que mediam o processo de paz. Israel se nega a atender a demanda de Washington, que pede o fim dos assentamentos judaicos em território ocupado.

Para Barak, é necessário um governo de união nacional para aprovar políticas que viabilizem a retomada das negociações, que não ceda às pressões da extrema direita, que defende a continuação das construções em territórios ocupados.

iG São Paulo

Gafe da candidata republicana à vice-presidência dos EUA em 2008 é comentada por blogueiros liberais e pela mídia da Ásia e Europa

Sarah Palin foi alvo de críticas de todo o mundo depois de declarar que os EUA têm de estar com "nossos aliados norte-coreanos".

A gafe de Palin, feita durante uma entrevista de rádio na quarta-feira, foi rapidamente corrigida pelo apresentador do programa, Glenn Beck.

Mas imediatamente atraiu críticas de blogueiros liberais, que citaram a declaração como um exemplo do desconhecimento em política externa da candidata republicana de 2008 à vice-presidência americana.

Jornais na Ásia e Europa repetiram as críticas. Segundo o Times da Índia, Sarah "fez de novo", enquanto o Daily Mail de Londres disse que ela "pode querer revisar seus conhecimentos de geografia".

O site conservador americano The Weekly Standard defendeu Sarah, indicando que "ela corretamente identificou a Coreia do Norte como nosso inimigo oito segundos após a confusão".

A gafe aconteceu em meio ao aumento de tensão na Ásia com um ataque, na terça-feira, da Coreia do Norte contra uma ilha sul-coreana. Na quarta-feira, os EUA enviaram um porta-aviões para participar de manobras militares com a Coreia do Sul durante quatro dias a partir de domingo.

*Com AP

iG São Paulo

Projeto segue lógica de barreira construída na fronteira com o Egito para conter movimentos imigratórios

Israel anunciou na quinta-feira que planeja estabelecer um centro de detenção para controlar os movimentos de imigrantes sudaneses e eritreus que entram ilegalmente no país a partir da região do Sinai, no Egito.

O centro, que depende da aprovação do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pode começar a funcionar em questão de semanas no deserto de Negev, no sul de Israel, disse uma autoridade israelense.

Em um país sensível às comparações com os campos de concentração nazistas onde judeus foram assassinados, as autoridades insistiram que o centro será aberto. Mas não afirmaram, no entanto, com qual frequência os imigrantes inscritos ali teriam autorização para ir e vir.

Segundo o diretor-geral do gabinete de Netanyahu, Eyal Gabai, o centro forneceria alimentos, abrigo e assistência de saúde aos africanos. Ele seria destinado a reduzir o fluxo de imigrantes ilegais que, segundo ele, chegaram a 35 mil nos últimos anos.

"Israel tenta combater uma situação na qual o Estado e seus cidadãos são vulneráveis a infiltrados que entram por motivos econômicos", muitos dos quais buscam trabalhar de forma ilegal, disse ele em entrevista à Rádio Israel.

Gabai afirmou que Israel evitará "ações excessivas", como a deportação de imigrantes, que poderiam colocar a vida deles em perigo, mas também quer limitar os incentivos econômicos que os atraem.

Barreira

Israel também começou a construir uma barreira ao longo da fronteira. Atualmente a maior parte dela é uma faixa de deserto sem cerca.

Autoridades israelenses não informaram quantos imigrantes que já estão em Israel seriam enviados ao centro, que deve ser construído próximo a um antigo campo de prisioneiros para palestinos.

Israelenses liberais criticaram o projeto. O deputado Ilan Gillong, do partido de esquerda Meretz, chamou-o de "chocante" e disse que o governo deveria agir de forma mais humana e emitir licenças de trabalho ao menos para parte dos imigrantes.

Estado

Estabelecido como Estado judeu em 1948, Israel dá boas-vindas a imigrantes judeus, cuja maioria recebe cidadania automática. O país também trouxe dezenas de milhares de judeus etíopes, muitos que passavam fome, no começo dos anos 80.

As regras contra os visitantes não-judeus têm se tornado mais severas, embora Israel tenha permitido o trabalho limitado a dezenas de milhares de estrangeiros nos últimos anos em setores como agricultura, construção civil e trabalhos domésticos.

A legislação que restringe esse trabalho provocou um movimento de greve dos agricultores recentemente. Eles reclamam que, sem os ajudantes asiáticos, o gasto que eles terão ficará proibitivo.

*Com Reuters

iG São Paulo

Milhares de americanos acompanham parada da loja Macy's pelas ruas da cidade

Milhares de americanos assistiram nesta quinta-feira o tradicional desfile de Ação de Graças da loja Macy's, evento anual realizado desde 1924. A festa deste ano, transmitida pela televisão, contou com enormes balões de personagens como Snoopy, Shrek e Kung Fu Panda.

Os americanos comemoram nesta quinta-feira o feriado de Ação de Graças, quando agradecem os bons acontecimentos do ano.

Em um discurso transmitido pelo rádio, o presidente Barack Obama afirmou que celebraria o Dia de Ação de Graças com família, amigos, "boa comida e um bom jogo de futebol". "E como todos têm feito desde o primeiro Ação de Graças, vamos falar sobre as coisas pelas quais somos gratos", acrescentou.

Obama aproveitou a ocasião para pedir união entre republicanos e democratas para que o país possa "progredir" em direção à recuperação econômica.

Com AP

iG São Paulo

Estudantes se opõem a corte de vagas no sistema educacional e fusão de instituições de plano do governo de Silvio Berlusconi

Foto: AFP

Dezenas de estudantes ocuparam nesta quinta-feira a Torre de Pisa, na Toscana, centro da Itália, para protestar contra a reforma universitária prevista pelo governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Os estudantes abriram uma faixa no penúltimo andar da torre com a frase "Não à reforma".

Em outras cidades italianas, milhares de estudantes saíram às ruas pelo segundo dia consecutivo para protestar contra a reforma do ensino superior prevista pelo governo de direita. Em Florença foram registrados confrontos e vários estudantes ficaram feridos. Em Roma, alunos se manifestaram no Coliseu.

Leis

Confrontado pela crise econômica, o governo italiano adotou várias leis em dois anos de mandato que terão como efeito o corte de 9 bilhões de euros e de 130 mil postos de trabalho na educação nacional, entre 2009 e 2013.

A reforma universitária prevê a fusão dos centros menores, o acesso aos conselhos de administração de especialistas de fora do mundo acadêmico e a redução do mandato dos reitores.

Os críticos afirmam que o objetivo é cortar gastos, como por exemplo a não renovação dos contratos fixos de milhares de pesquisadores.

A reforma universitária deve ser votada em 30 de novembro pela Câmara dos Deputados. O documento pode voltar ao Senado para uma terceira e última votação, caso o texto adotado pela Câmara seja diferente do votado há alguns meses pelos senadores.

*Com AFP

The New York Times

Acidente com mais de 300 mortos é classificado como pior tragédia desde assassinatos em massa no período do Khmer Vermelho

Foto: The New York Times

Os sobreviventes feridos foram instalados no chão do hospital na terça-feira, e os mortos colocados em caixões depois que um dos piores tumultos nos últimos anos matou 347 pessoas.

A causa do tumulto, que aconteceu na noite de segunda-feira durante o encerramento do Festival da Água do Camboja, não está clara, mas a maioria dos mortos foi asfixiada ou pisoteada, esmagados até a morte em uma pequena ponte que ficou tão cheia que os sobreviventes disseram ter sido incapazes de se mover ou mesmo de respirar.

Alguns dos mortos morreram afogados ou por consequência da queda quando saltaram da ponte no rio Bassac ou sobre estacas de concreto nas proximidades. Testemunhas disseram que algumas pessoas feridas ficaram entre os mortos durante horas, pedindo água, enquanto a polícia usava cassetetes para empurrar para trás as multidões para que pudessem limpar a ponte.

"Eles estavam empilhados como lenha em uma pilha, pessoas e mais pessoas. Mais de cinco pessoas", disse Heng Sinith, um fotógrafo da Associated Press que mal conseguia apertar o obturador da máquina enquanto observava. "As pessoas estavam gritando por água", ele disse. "'Por favor me ajude, por favor me ajude!' Eu me sinto tão mal que não pude ajudá-los. Eu não consegui ajudá-los porque eles estavam presos juntos".

O governo negou relatos de que algumas pessoas foram eletrocutadas por fios soltos ou por luzes sobre a ponte. Alguns sobreviventes disseram que a multidão entrou em pânico quando as pessoas gritaram que a ponte estava balançando um pouco à beira do colapso.

A tragédia parece se aproximar do tumulto no qual 362 peregrinos muçulmanos foram esmagados durante um ritual na entrada de uma ponte perto de Meca, na Arábia Saudita, em janeiro de 2006. Em agosto de 2005, pelo menos 950 pessoas morreram em um tumulto durante uma procissão de peregrinos xiitas que atravessavam uma ponte no norte de Bagdá.

Khmer

O primeiro-ministro Hun Sen, qualificou a tragédia como a pior que poderia acontecer no Camboja desde os assassinatos em massa sob o Khmer Vermelho, que governou o país entre 1975 e 1979.

Milhões de pessoas seguem para a capital todos os anos e tomam as margens do rio e suas ilhas formando uma multidão quase impenetrável para ver uma corrida de barco que é o clímax de um festival que marca o fim da estação chuvosa.

A última regata terminou na manhã de segunda-feira, o ultimo dia do feriado, quando um concerto estava sendo realizado na ilha conhecida como Diamond Island, um pedaço longo de terra perto do palácio real na praia.

Um coronel da polícia militar, que entrevistou sobreviventes no Hospital Calmette disse que parecia que as pessoas de ambos os lados da ponte estavam empurrando umas contra as outras, causando o esmagamento.

Um sobrevivente, o estudante Chan Chhay Loeurt, 25 anos, disse não ter ideia do que aconteceu. "As pessoas simplesmente se esmagaram", ele disse. "Eu não conseguia me mover. Eu não conseguia respirar. Eu não conseguia inspirar e respirar. Eu fiquei inconsciente. Quando eu acordei, eu estava em um carro da polícia ao lado de um cadáver".

Corpos

Vídeos do local mostraram corpos espalhados no chão e agentes de resgate correndo frenéticos entre eles. No Hospital Calmette, pessoas procuravam, chorando pelos corredores, entre os corpos que jaziam no chão envoltos em esteiras ou em cangas. Os trabalhadores do hospital jogaram lençóis brancos sobre os corpos. Enfermeiros e medicos corriam de um quarto atolado de macas a outro.

Um sobrevivente, Chhin Chenda, 16 anos, estava deitado em um tapete no corredor. "No começo estávamos com medo de um fio elétrico", ela disse. "Depois disso, caí e as pessoas corriam por cima de mim. As pessoas estavam pisando em mim. Gritei: 'Por favor me ajudem!'".

*Por Seth Mydans

iG São Paulo

Agências humanitárias fazem apelo por mais médicos, enfermeiros e suprimentos básicos ao país

Foto: AP

Subiu para 1.523 o número de mortes causadas pela cólera no país, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira. Há dois dias, o governo registrava 1.415 vítimas.

Agências humanitárias que estão combatendo a epidemia fizeram um alerta para a falta de médicos treinados e de suprimentos básicos, desde sabão até sacos para guardar cadáveres. Não tem sido possível, segundo essas agências, abrir centros de tratamento com a rapidez suficiente para lidar com o aumento nos casos da doença.

Acredita-se que a epidemia só deva atingir seu pico no fim de dezembro. A chefe para assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, fez nesta quarta-feira um apelo para que ao menos mais cem médicos e mil enfermeiros sejam enviados ao Haiti.

Enquanto isso, o Banco Mundial prometeu US$ 10 milhões em ajuda emergencial para financiar atendimento médico aos haitianos, muitos dos quais vivendo em condições precárias desde o terremoto do início do ano.

Avanço rápido

Os agentes humanitários no país afirmam que o cólera está avançando mais rapidamente do que o previsto e que, quando chegar o Natal, eles estarão sobrecarregados no atendimento a centenas de milhares de pessoas doentes. Calcula-se que o número de infectados já tenha ultrapassado os 50 mil.

A doença causa diarreia e vômito, levando à desidratação aguda. Pode matar rapidamente, mas é facilmente tratada com antibióticos e hidratação. A Organização Pan-Americana de Saúde havia advertido na terça-feira que o cólera pode afetar até 400 mil haitianos ao longo de 2011, dada a natureza "explosiva" da epidemia.

Segundo o vice-diretor da organização, Jon Andrus, faltam no país "água potável e (condições) sanitárias, bem como soros que sejam acessíveis a todos. A longo prazo, precisamos criar sistemas e infraestrutura que assegurem o acesso igualitário a esses serviços básicos".

O avanço da doença provocou protestos e episódios de violência nas últimas semanas do Haiti, no momento em que o país se prepara para ir às urnas nas eleições presidenciais e legislativas, marcadas para este domingo.

Com AFP e BBC

iG São Paulo

Ação de Graças nos EUA, tensão no RJ e mais...

EFE

Japão defenderá a necessidade de reduzir os gases do efeito estufa em escala global, com a participação de todos os países

Japão dúvida que na Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP16) que começa na próxima semana em Cancún (México) seja alcançado algum acordo para reduzir pela metade a emissão de gases do efeito estufa, até 2050.

O vice-ministro para assuntos ambientais globais japonês, Hideki Minamikawa, disse nesta quinta-feira (25) em entrevista coletiva que "a forma como as negociações evoluíram neste ano indicam que não vamos alcançar esses objetivos".

Ele lamenta que alguns países, principalmente pela oposição da China e dos Estados Unidos, sejam incapazes de alcançar um acordo sobre a emissão de gases e vigiar o aumento da temperatura global.

Na COP16 de Cancún, Japão defenderá a necessidade de reduzir os gases do efeito estufa em escala global, assim como a "participação indispensável" de todos os países em um novo marco legal para mitigar seus efeitos.

China é o primeiro emissor mundial de CO2, com 24%, seguido pelos EUA, com 17%, segundo um recente estudo da organização Global Carbon Project (GCP). O Japão está entre os cinco mais poluentes.

"Queremos objetivos ambiciosos de mitigação e ações dos países desenvolvidos e em desenvolvimento", disse o vice-ministro japonês, após defender a implementação de um sistema de acompanhamento, reporte e verificação (MRV, na sigla em inglês) das emissões de dióxido de carbono.

Em Cancún, o Japão vai apoiar as iniciativas para mitigar e adaptar-se aos efeitos da mudança climática com recursos financeiros, transferência de tecnologia e capacidade de construção, afirmou Minamikawa, após lembrar que o Governo japonês comprometeu US$ 15 bilhões neste fim.

Deverá defender ainda o fortalecimento do mercado de carbono e medidas para evitar a destruição das florestas.

Minamikawa ressaltou que o Japão não apoiaria uma proposta para estender o Protocolo de Kioto, que vence em 2012, por considerar que é preciso cumprir os prazos estipulados.

Segundo este protocolo estipulado na cidade japonesa de Kioto, os países se comprometeram a reduzir em média de 5% as emissões poluentes entre 2008 e 2012 com relação aos níveis de 1990, mas os EUA e a China não assinaram o acordo.

Minamikawa confiou em que "tarde ou cedo" os países se comprometam a reduzir a emissão de gases e prometeu que o Japão "não retrocederá em seus esforços" para alcançar esse objetivo.

EFE

Material foi retirado do próprio cordão umbilical de uma paciente de 9 anos

Médicos alemães afirmam ter curado completamente, pela primeira, vez leucemia linfoblástica com transplante de células-tronco do próprio cordão umbilical de uma paciente de 9 anos de idade.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo banco de cordões umbilicais alemão Vita 34, uma empresa fundada em 1997 por médicos da cidade germânica de Leipzig.

Com base nas informações da empresa, a doença foi diagnosticada em uma menina alemã de 3 anos e, após receber tratamento de quimioterapia, comprovou que sua única possibilidade de sobrevivência era um transplante de células-tronco. "A esperança de vida da paciente se reduzia para três meses sem um tratamento de células-tronco", explica em comunicado o médico Eberhard Lampeter, diretor médico de Vita 34, quem comentou que as células cancerígenas haviam alcançado já o cérebro. Ele acrescentou que os pais da criança, no momento de seu nascimento, decidiram conservar seu cordão umbilical, do qual extraíram as células-tronco necessárias para o transplante.

Vita 34, o mais antigo e maior banco de cordões umbilicais da Alemanha, ressaltou que até agora 75 mil pais utilizam seus serviços. Lampeter destacou que 15 crianças, entre elas seis com danos cerebrais, foram tratadas até agora com células-tronco de seus cordões umbilicais. A empresa centraliza suas investigações no envelhecimento, multiplicação e reprogramação das células-tronco, assim como no desenvolvimento de novos tratamentos baseados em células-tronco para tratar o diabetes de tipo 1, danos cerebrais e doenças cardíacas.

Reuters

Tom Delay é acusado de tentar repassar dinheiro ilegal para campanha à Assembleia Legislativa do Texas em 2002

Foto: AP

O republicano Tom Delay, ex-líder da bancada do partido na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, foi considerado culpado de lavagem de dinheiro e conspiração por um júri no Texas. DeLay foi acusado de conspirar para repassar ilegalmente US$ 190 mil em doações corporativas à campanha eleitoral de candidatos republicanos à Assembleia Legislativa do Texas, nas eleições de 2002.

"As autoridades públicas eleitas pelo povo para representá-lo devem fazer isso de forma honesta e ética e, se não for o caso, devem ser responsabilizadas", disse Rosemary Lehmbergo, promotora pública do município de Travis.

DeLay, de 63 anos, pode ser condenado a até 99 anos de prisão por lavagem de dinheiro e de 2 a 20 anos por conspiração, além de estar sujeito a multas. Ele ficará em liberdade até a declaração de sua sentença no tribunal do Texas, no dia 20 de dezembro.

DeLay foi eleito para a Câmara dos Representantes em 1984 e chegou a assumir o segundo posto mais importante da Casa. Por seu estilo exigente, conhecido como "The Hammer" (o martelo).

Ele renunciou em 2006, depois de supostas ligações com Jack Abramoff, ex-lobista republicano que foi acusado, em uma investigação federal, de tráfico de influência no Capitólio. Dois dos assistentes de DeLay se declararam culpados de corrupção. DeLay negou qualquer ilegalidade.

DeLay deixou o cargo como líder do partido na Câmara um ano antes depois de ser indiciado no Texas por acusações ligadas ao financiamento de campanha.

 

iG São Paulo

Cobrado por resposta mais contundente a 'provocações' da Coreia do Norte, governo anuncia reforço militar nas ilhas do Mar Amarelo

Foto: AP

O ministro de Defesa da Coreia do Sul, Kim Tae-young, apresentou nesta quinta-feira sua renúncia, dois dias depois de um ataque da Coreia do Norte a uma ilha sul-coreana ter causado quatro mortes.

Segundo a agência local Yonhap, o presidente Lee Myung-bak aceitou a renúncia do ministro, um pedido de setores da oposição que queriam uma resposta mais contundente do governo diante das "provocações" do regime norte-coreano.

Nesta quinta-feira, a Coreia do Sul afirmou que vai reforçar a segurança na fronteira e criar novas regras militares para lidar com ameaças da Coreia do Norte. Segundo um porta-voz presidencial sul-coreano, as respostas do país ao vizinho do norte haviam se tornado "passivas demais".

"(O governo) decidiu aumentar acentuadamente a força militar, incluindo tropas terrestres, nas cinco ilhas do Mar Amarelo e alocar mais de seu orçamento para lidar com as ameaças assimétricas da Coreia do Norte", afirmou o porta-voz da Presidência, Hong Sang-pyo.

No futuro, a Coreia do Sul implementará diferentes níveis de resposta dependendo se os norte-coreanos atacarem alvos militares ou civis, segundo o porta-voz.

O disparo de dezenas de tiros de artilharia contra uma ilha sul-coreana na terça-feira provocou a morte de dois soldados e dois civis e elevou a tensão na região. A Coreia do Norte ameaçou promover novas ações militares se a Coreia do Sul mantiver o que chamou de "caminho de provocações militares", segundo a agência oficial de notícias norte-coreana, KCNA.

O governo norte-coreano também acusou os Estados Unidos pelo aumento do nível de hostilidades entre os países, dizendo que o governo americano ajudou a desenhar "a fronteira marítima ilegal" entre os dois países no lado ocidental.

Pressão sobre a China

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, participou de reuniões na Rússia sobre o conflito entre as Coreias, em meio às pressões para que a China use sua influência sobre o governo comunista norte-coreano para ajudar a acalmar os ânimos. Apesar disso, uma visita programada pelo ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, à Coreia do Sul, foi adiada, por conta de "problemas de agenda", segundo as autoridades chinesas.

Em um comunicado do governo chinês sobre a questão, o premiê Wen Jiabao descreveu a situação na península coreana como "séria e complicada". "A China está firmemente comprometida com a manutenção da paz e da estabilidade na península coreana e se opõe a qualquer ato militar provocativo", disse ele. "Os lados relevantes deveriam manter o mais alto comedimento, e a comunidade global deveria fazer mais para a distensão desta situação tensa", afirmou Wen.

Wen voltou a defender sua posição de que as negociações sobre o programa nuclear norte-coreano, envolvendo seis países (Estados Unidos, Japão, China, Rússia e as duas Coreias), devem ser retomadas o mais rapidamente possível, numa posição apoiada pela Coreia do Norte.

A Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão defendem que as negociações de seis países não deveriam recomeçar até que a Coreia do Norte interrompa a construção de novas usinas de enriquecimento nuclear e se desculpe pelo suposto bombardeamento a um navio sul-coreano em março, que provocou a morte de 46 marinheiros.

Com EFE e BBC


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