WCSA Publicidade



Aguarde Carregando...

Saiba o que acontece no Mundo. Acompanhe as últimas notícias internacionais no Último Segundo - iG.




EFE

Alta concentração de gases impede resgate imediato

Sydney - O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, advertiu nesta quinta-feira que poderá durar meses o resgate dos corpos dos 29 mineradores que morreram na jazida de Pike River, em um dos piores acidentes do setor no país. Os trabalhadores, que ficaram seis dias presos sob a terra, foram dados por mortos na quarta-feira, após uma segunda explosão de gás dentro das galerias.

Key disse que experiências internacionais precedentes mostraram que a operação poderá levar "alguns meses" e indicou que no interior dos poços ainda há elevadas concentrações de gases voláteis. "O resgate tem que ser feito de modo que seja seguro para aqueles que realizarem esta missão", acrescentou Key, que viajou a Greymouth para prestar solidariedade aos familiares das vítimas.

A Nova Zelândia vive nesta quinta-feira um dia de luto, com as bandeiras a meio mastro, enquanto as autoridades iniciaram várias investigações para esclarecer as causas do acidente. "Necessitamos de respostas sobre o que aconteceu em Pike River. É evidente que algo foi terrivelmente mal e custou a vida de 29 pessoas", disse o primeiro-ministro.

EFE

Cerca de 100 pessoas já morreram em Porto Príncipe

Porto Príncipe - A epidemia de cólera que assola o Haiti já é sentida com força na capital, Porto Príncipe, onde cerca de 100 pessoas morreram, e, apesar disso, persiste a falta de meios para lutar contra a doença. As maiores falhas são na prevenção da doença e na demora na distribuição de água potável e de sabão, explicou à Agência Efe o porta-voz da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), Alois Hug.

"Foi feito pouco para evitar que a situação se agrave, e estas medidas permitiriam conter muitos casos da doença", assinala o representante da organização humanitária sobre a epidemia, que já atingiu 60 mil pessoas. Como a cólera se propaga mais facilmente com a falta de higiene e carência de água potável, as zonas mais pobres do país foram as que mais sentiram a epidemia.

"Por enquanto, diz Hug, a epidemia não afetou por demais os acampamentos de deslocados" do terremoto de janeiro, embora esse continue sendo o grande temor das autoridades, pois os cerca de 1,3 milhão de atingidos pela catástrofe também vivem em condições de pouca higiene. Para finalizar, Hug indicou que o índice de mortalidade nos centros administrados pela entidade fica entre 1% e 2%.

EFE

País culpa os EUA por troca de disparos entre as duas Coreias

Foto: Arte/iG

Seul - A Coreia do Norte rejeitou nesta quinta-feira a realização de uma reunião militar com o Comando da ONU, ao mesmo tempo que responsabilizou Estados Unidos e Coreia do Sul pela troca de disparos de terça-feira, que aumentou a tensão na península coreana.

O Comando das Nações Unidas, liderado pelos EUA e encarregado de supervisionar o armistício com o qual foi finalizada a Guerra da Coreia (1950-53), propôs na quarta-feira que Pyongyang realizasse uma reunião militar em nível de generais para abordar o ataque norte-coreano à ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que matou dois militares e dois civis.

A Coreia do Norte rejeitou a proposta por considerar que "aparentemente não vê benefícios práticos nas conversas", informou um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul citado pela agência local "Yonhap". Além disso, a Coreia do Norte voltou a ameaçar o país vizinho com novos ataques e também responsabilizou os EUA pela troca de disparos na ilha de Yeonpyeong, habitada por civis e localizada na tensa fronteira do Mar Amarelo.

O Governo de Pyongyang assegurou que lançará "sem duvidar uma segunda e uma terceira rodada de poderosos ataques físicos em represália", segundo um comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana "KCNA". O regime comunista de Kim Jong-il também indicou, sem dar detalhes, que os Estados Unidos, que têm 28.500 soldados destacados na Coreia do Sul, "não podem se esquivar de sua responsabilidade pela troca de artilharia". Após o ataque, EUA e Coreia do Sul anunciaram manobras militares no Mar Amarelo entre domingo e quarta-feira.

BBC Brasil

Julgamento foi inédito nos últimos dois séculos nos EUA

Cinco jovens somalis foram condenados à prisão perpétua por atos de pirataria cometidos contra um navio da Marinha americana em abril. Foi o primeiro julgamento de um caso de pirataria marítima em quase 200 anos nos Estados Unidos. Promotores afirmam que os jovens atacaram o navio USS Nicholas por engano, confundindo-o com um navio mercante, e almejavam obter ao menos US$ 40 mil (R$ 69 mil) em resgate pela embarcação. Já os advogados de defesa alegaram que os jovens eram pescadores pobres que foram forçados por piratas a atacar o navio e que usaram suas armas de fogo no episódio apenas para chamar atenção e obter ajuda.

Os réus, têm cerca de 20 anos, foram detidos em abril, junto com seis outros supostos piratas capturados dias depois perto de Djibuti. Eles foram condenados por pirataria, por ataque com objetivo de saquear uma embarcação marítima e por agressão com arma perigosa. O julgamento ocorreu em Norfolk, no Estado americano de Virgínia, uma das maiores bases navais dos EUA e porto do USS Nicholas. O navio estava navegando a costa leste da África justamente em uma missão antipirataria quando foi atacado.

Resgates milionários

No início de novembro, outros grupos de piratas somalis receberam estimados US$ 12,3 milhões (R$ 21,3 milhões) em resgate, em troca da liberação de dois navios e seus tripulantes. O resgate do petroleiro sul-coreano Samho Dream custou cerca de US$ 9,5 milhões, uma soma recorde paga aos corsários. O navio, que levava US$ 170 milhões em petróleo do Iraque aos Estados Unidos, havia sido sequestrado em abril.

Outro resgate milionário - US$ 2,8 milhões - foi pago pela liberação do Golden Blessing, um navio de bandeira de Cingapura com tripulação de 23 chineses, sequestrados também em abril. Acredita-se que de 25 navios ainda estejam na costa da Somália sob o domínio de piratas, atuantes principalmente no golfo de Áden, uma das rotas marítimas mais movimentadas e perigosas do mundo.

Entre janeiro e setembro de 2010, piratas invadiram 128 navios, em ações que resultaram em um tripulante morto, 27 feridos e 773 feitos reféns, segundo o Birô Marítimo Internacional. É o índice mais alto de sequestros nos últimos cinco anos, e os piratas somalis são responsáveis pela maioria dos casos.

A fragilidade do governo somali é apontada como um dos fatores que facilitam a atuação dos piratas. Uma corte especial para julgar os corsários detidos foi montada no Quênia, a partir de acordo firmado com a União Europeia, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, o Canadá, a China e a Dinamarca.

Reuters

Dois mineiros morreram no Departamento de Cundinamarca, enquanto explosão deixou sete mortos na cidade de Guachetá

Nove trabalhadores morreram soterrados em duas minas de carvão no centro da Colômbia, em acidentes provocados por acúmulo de gases explosivos, disse o governo na quarta-feira.

O primeiro acidente ocorreu na terça-feira em Lenguazaque, Departamento de Cundinamarca, e matou dois mineiros. A outra explosão aconteceu no município de Guachetá, onde 11 mineiros foram soterrados - quatro deles foram retirados com vida e sete morreram.

As duas pequenas minas ficam distantes das principais operações de exploração de carvão na Colômbia, realizadas pelas empresas Drummond e Glencore, no norte do país.

Acidentes em minas são relativamente raros na Colômbia, onde há numerosas minas subterrâneas de ouro e carvão. Nos últimos meses, no entanto, eles têm se intensificado, em geral por falhas na prevenção.

Em junho, 73 trabalhadores morreram soterrados após uma explosão em uma mina de carvão do noroeste colombiano, pior acidente desse tipo no país em mais de 30 anos.

Luísa Pécora, iG São Paulo

Casada com o líder sul-africano, ativista recebe homenagem da USP em seu nome e diz que a África ?está mudando para melhor?

Foto: Luísa Pécora

A ativista de direitos humanos moçambicana Graça Machel, de 65 anos, recebeu nesta quarta-feira uma homenagem da Universidade de São Paulo (USP) em nome do marido, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela (1994-1999). O líder foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa, maior homenagem concedida a alguém que não fez carreira na USP.

Em seu discurso de agradecimento, Graça disse ?thank you very much? imitando a voz grossa do marido. Depois da brincadeira, afirmou estar emocionada e justificou a ausência de Mandela, de 92 anos, dizendo que ele se retirou da vida pública e não faz mais viagens internacionais.

Graça garantiu que ele receberá o título com ?grande honra? por causa da participação das universidades na formação dos jovens. ?A lei da natureza implica que ele poderá não apenas se retirar da vida pública, mas também deixar este mundo?, afirmou. ?Seu maior desejo é sentir que as instituições e a juventude, em particular do Hemisfério Sul, continuarão as lutas justas e criarão um mundo de igualdade para todos.?

A moçambicana fez a palestra de abertura do 1º Seminário Internacional do Centro Ruth Cardoso, que discute democracia, empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável. Ao encontrar o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), ela lhe entregou um presente enviado por Mandela: uma cópia em inglês de seu mais recente livro, ?Conversas que Tive Comigo?.

Graça é a terceira mulher de Mandela. O líder foi casado com Evelyn Ntoko Mase por mais de uma década até 1955, quando o divórcio foi oficializado. Em 1968 ele se casou com Winifred Nomzamo Zanyiwe Madikizela, conhecida como Winnie, de quem se divorciou em 1992.

Mandela assumiu o relacionamento com Graça Machel em 1996 e oficializou a união dois anos depois, no dia de seu aniversário de 80 anos. Desde então, a moçambicana passou a acompanhar o sul-africano em viagens humanitárias e se tornou sua grande companheira. Hoje, os dois vivem em Johanesburgo.

Graça também já havia sido casada antes, com o ex-presidente de Moçambique Samora Machel, morto em um acidente de avião em 1986. Em uma entrevista ao jornal "The Washington Post", ela disse que era "muito fácil" amar Mandela. "A parte mais maravilhosa da nossa história é o fato de termos passado por experiências dolorosas, para então nos conhecermos", afirmou.

Mudança

No seminário, Graça falou com otimismo sobre o futuro do continente africano, apesar dos desafios sociais ?enormes?. ?A África está mudando para melhor?, afirmou. ?Nunca houve tanta esperança quanto agora.?

Com trabalho direcionado principalmente aos direitos das mulheres, ela comemorou o aumento da participação política das africanas que, disse, ?pagam o preço mais caro da injustiça social?. Graça considera importante a recomendação da União Africana, feita em declaração solene aprovada em 2007, para que os 53 países-membros tenham pelo menos 50% dos cargos do Parlamento e do governo ocupados por mulheres.

Segundo Graça, Ruanda já superou a meta, tendo 56% de mulheres no Parlamento e 50% no governo. Outros países, porém, ainda não ultrapassaram 30%. ?A implementação desse tipo de política não ocorre de forma uniforme, pois cada país tem uma dinâmica?, explicou. ?Mas, em geral, há um esforço para aumentar a participação feminina nos órgãos centrais.?

Atualmente, a ativista se concentra em projetos que buscam ampliar o acesso da mulher a recursos financeiros, para que possam deixar o setor informal e abrir seu próprio negócio.

Aids na África

No combate à aids na África, os avanços são poucos, ainda que alguns países observem a diminuição no índice de contaminação entre jovens e nos casos de transmissão de mãe para filho, enquanto outros ampliam o acesso da população ao tratamento. ?Há um grande esforço em termos de políticas e programas, mas não podemos dizer que algum país africano esteja realmente conseguindo conter a doença?, disse.

Os índices de contaminação em todas as faixas etárias continuam sendo mais altos entre as mulheres. Segundo Graça, as políticas de saúde direcionadas especificamente às africanas conseguem poucos resultados, porque seu ?poder de decisão? é pequeno.

?Hoje os programas buscam incluir os homens, principalmente os mais jovens, para que mudem de atitude e entendam que a luta contra aids têm de ser feita pelos dois?, afirmou, ressaltando que aspectos culturais estão no centro da questão.

?Há o conceito de que o homem africano é aquele que continua a linhagem da família. Precisamos confrontar isso e mostrar que, para continuar a linhagem, o homem precisa proteger a si mesmo e à sua mulher.?

Trajetória

A ativista afirmou que seu envolvimento com a luta pelos direitos de mulheres e crianças não foi uma ?escolha intelectual?, mas, sim, um ?compromisso de vida? motivado principalmente por experiências pessoais. Por ter perdido o pai antes mesmo de nascer, Graça cresceu tendo como referência duas mulheres: a mãe e a irmã mais velha. Apesar das difíceis condições econômicas, Graça e os cinco irmãos foram incentivados pela mãe a estudar. ?Ela me ensinou que a origem social não determina quem você é e quem você pode ser?, disse Graça. ?Cresci com a orientação de que não havia limites para o que eu poderia realizar.?

Em sua trajetória, ela destaca dois momentos: a atuação na Frente de Libertação de Moçambique, movimento fundado em 1962 que lutou pela independência do país, e a participação na elaboração de um relatório da ONU de 1990 sobre o impacto dos conflitos armados na infância. Em viagens a países tão diversos quanto Colômbia e Líbano, ela se emocionou com a realidade de mães e seus filhos. ?Até hoje me lembro dos olhos daquelas crianças?, afirmou.

Bacharel em Filologia da Língua Alemã pela Universidade de Lisboa, durante 14 anos Graça foi ministra da Educação e da Cultura de Moçambique. Hoje, lidera a organização sem fins lucrativos Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, cujo objetivo é promover a justiça social no país com participação ativa da população.

iG São Paulo

Campanha pedia que passageiros se recusassem a passar pela máquina, na tentativa de causar atrasos em aeroportos

O protesto contra scanners corporais marcado para esta quarta-feira nos Estados Unidos teve adesão de poucos passageiros. Uma campanha organizada pela internet pedia que os americanos se recusassem a passar pela máquina e causassem atrasos nos aeroportos, que estão bastante movimentados por causa do feriado de Ação de Graças nesta quinta-feira.

Segundo a Administração da Segurança dos Transportes, agência que regula o setor, o tempo médio de espera nos maiores aeroportos do país era de 20 minutos ou menos, considerado normal. Além disso, nenhum incidente sério foi registrado.

Cerca de 400 novos scanners avançados foram instalados em mais de 60 aeroportos do país para evitar potenciais ataques terroristas, mas, para alguns, essas medidas representam uma violação da intimidade. Além disso, em novembro a revista física se tornou mais invasiva, o que também irritou passageiros.

Analistas avaliam que a agência falhou ao comunicar as mudanças ao público. Quando os procedimentos de revista manual foram intensificados, por exemplo, a agência se recusou a responder perguntas básicas, alegando motivos de segurança.

O vazio criado pelas perguntas sem resposta foi preenchido por queixas quanto à falta de privacidade e quadros irônicos no programa de humor "Saturday Night Live".

Patrick Smith, que escreve a coluna Ask the Pilot (Pergunte ao Piloto, em tradução livre) no Salon.com, acredita que não se deve ?agredir as pessoas? e tratá-las como possíveis terroristas apenas porque elas querem voar. Para ele, a agência deve agilizar suas operações de segurança e realocar funcionários para realizar uma varredura mais minuciosa nas bagagens em busca de bombas e explosivos.

"Nós não podemos nos proteger de todas as ameaças possíveis e precisamos reconhecer isso", disse Smith. "Sempre haverá uma maneira para um criminoso com recursos suficientes contornar as medidas que colocamos em prática".

Ameaça

Diretor de segurança federal do Aeroporto Internacional Thurgood Marshall Baltimore, em Washington, Philip Burdetter afirma que as medidas de segurança foram reforçadas por causa de ameaças, ?especialmente depois de Umar Farouk Abdulmutallab", nigeriano acusado de tentar explodir um avião sobre Detroit com explosivos escondidos na cueca no último Natal.

Burdette supervisiona o trabalho de 700 agentes que avaliam até 40 mil passageiros por dia ? dos quais menos de 3% são revistados ?, e que muitas vezes são tratados como executores mecânicos fantasiados de policiais.

Essa percepção já foi tão difundida e os agentes se sentiam tão assediados que dois anos atrás a TSA mudou a camisa do seu uniforme para azul e adotou emblemas dourados para substituir os crachás. A agência também iniciou uma campanha interna chamada IGYB ? sigla para "I've Got Your Back? (Eu Cuido de Você, em tradução livre).

Em troca de benefícios e um salário que começa em US$ 12,85 por hora, estes agentes desarmados engolem a irritação dos outros, aplicam métodos de segurança que se intensificam a cada dia, abafam o constrangimento que possam ter a respeito de tocar outras pessoas - ah, e estão sempre alerta para bombas, recipientes contendo líquidos, objetos cortantes, ingredientes explosivos e o próximo Abdulmutallab.

"Eu quero que eles pensem em Abdulmutallab em cada revista", disse Burdette.

Kristin Wade, 27 anos, orienta passageiros durante a passagem pelo scanner corporal. Com um fone de ouvido sem fio ela se comunica com outro funcionário, que fica em uma cabine fechada estudando as imagens captadas pelo aparelho. Se este funcionário avistar uma sombra que não deveria estar lá, notifica Wade, que então realiza uma revista corporal para encontrar, invariavelmente, um conjunto de chaves ou um telefone celular.

Outro agente de segurança do aeroporto de Washington, Patrick Simmons, 50 anos, afirma que as queixas de passageiros têm crescido conforme aumentam as medidas de segurança. Segundo ele, as pessoas entendem o procedimento "contanto que você explique as coisas com voz calma".

Com AP e The New York Times

The New York Times

Suposto insurgente disposto a buscar fim de conflito participou de discussões de alto nível entre autoridades afegãs, EUA e Otan

Foto: AP

Durante meses, o desenrolar de negociações secretas entre o Taleban e os líderes do Afeganistão para encerrar a guerra parecia promissor, mesmo que apenas por causa da aparência de um determinado líder insurgente em uma extremidade da mesa: mulá Akhtar Mohammad Mansour, um dos comandantes mais importantes no Taleban.

Mas agora, ao que parece, Mansour não era Mansour. Em um episódio que poderia ter sido tirado de um romance de espionagem, os Estados Unidos e as autoridades afegãs dizem agora que o homem era um impostor afegão e que as discussões de alto nível realizadas com o apoio da Otan parecem ter avançado pouco.

"Não é ele", disse um diplomata ocidental em Cabul intimamente envolvido nas discussões. "E nós lhe demos um monte de dinheiro". Autoridades dos Estados Unidos confirmaram ter abandonado a esperança de que o afegão seja Mansour ou mesmo um membro da liderança do taleban.

Autoridades afegãs e da Otan disseram ter realizado três reuniões com o homem, que viajou através da fronteira do Paquistão, onde líderes do talibã se refugiaram. O líder talibã falso chegou a se reunir com o presidente Hamid Karzai, levado a Cabul em um avião da Otan e lá escoltado diretamente ao palácio presidencial, disseram as autoridades.

Atmosfera

O episódio ressalta a natureza incerta e mesmo bizarra da atmosfera na qual líderes afegãos e americanos buscam maneiras de encerrar a guerra que já dura nove anos. Acredita-se que os líderes talebans estejam escondidos no Paquistão, possivelmente com o apoio do governo paquistanês, que recebe bilhões de dólares em ajuda dos Estados Unidos.

Muitos na liderança do Taleban, que é constituída essencialmente de clérigos mal alfabetizados da zona rural, nunca foram vistos em pessoa pelas autoridades dos Estados Unidos, da Otan ou do próprio Afeganistão.

As autoridades americanas dizem estar descrentes desde o início sobre a identidade do homem que dizia ser o mulá Mansour. Sérias dúvidas surgiram depois da terceira reunião, realizada na cidade de Kandahar. Um homem que tinha conhecido Mansour anos atrás disse a oficiais afegãos que o homem na mesa não se parecia com ele.

"Ele disse que não o reconheceu?, disse o líder afegão, que falou sob condição de anonimato.

O diplomata ocidental afirmou que o homem afegão recebeu inicialmente uma soma considerável de dinheiro para participar das negociações - e para convencê-lo a retornar.

Enquanto o oficial afegão disse que ainda nutria esperanças de que o homem iria voltar para outra rodada de negociações, os Estados Unidos e outras autoridades ocidentais disseram ter concluído que o homem em questão não é Mansour. Como os americanos chegaram a essa conclusão ? se, por exemplo, eles foram capazes de estabelecer sua identidade através de impressões digitais ou por outros meios ? não se sabe.

No mês passado, autoridades americanas e afegãs tinham grandes esperanças nas negociações. Autoridades americanas disseram que eles e os oficiais de outros governos da Otan estavam ajudando a facilitar as negociações, fornecendo transporte aéreo e garantindo estradas livres para os líderes talibãs provenientes do Paquistão.

Imprensa

No mês passado, oficiais da Casa Branca pediram que o New York Times não mencionasse o nome de Mansour em um artigo sobre as negociações de paz, expressando preocupação de que as negociações seriam comprometidas ? e a vida de Mansour posta em risco ? se a sua participação fosse divulgada. O Times decidiu não veicular o nome de Mansour, juntamente com os nomes de dois outros líderes do Taleban supostamente envolvidos nas negociações. A situação dos outros dois líderes talebans supostamente envolvidos não é clara.

Desde a última rodada de discussões, que aconteceu nas últimas semanas, as autoridades afegãs e americanas ficaram intrigadas em descobrir quem é o homem. Algumas autoridades dizem que o homem pode simplesmente ter sido uma fraude, posando como um líder do Talibã, a fim de enriquecer a si mesmo.

Outros dizem que o homem pode ser um agente taleban. "Os talebans são mais inteligentes do que os americanos e o nosso próprio serviço de inteligência", disse um alto oficial afegão que está familiarizado com o caso. "Eles estão jogando bem".

Paquistão

Outros suspeitam que o líder taleban falso pode ter sido enviado pelo serviço de inteligência paquistanês, conhecido por suas iniciais, ISI. Agentes do ISI são conhecidos por fazer um "jogo duplo" no Afeganistão, garantindo a oficiais americanos que buscam o taleban enquanto, ao mesmo tempo, ajudam os insurgentes.

Pelo menos publicamente, a liderança taleban continua afirmando que não existem negociações em andamento. Em uma recente mensagem aos seus seguidores, Omar negou que houvesse qualquer negociação em qualquer nível.

"O astuto inimigo que tem ocupado o nosso país está tentando, por um lado, expandir as suas operações militares na base da sua política dupla e, por outro lado, quer jogar poeira nos olhos do povo, difundindo rumores de negociações", dizia a mensagem.

Apesar dessas declarações, alguns dirigentes do taleban demostraram vontade nas negociações de paz com representantes do governo afegão em janeiro.

Naquela época, Abdul Ghani Baradar, então vice-comandante do Taleban, foi preso em uma operação conjunta da CIA e da ISI, na cidade portuária paquistanesa de Karachi. Embora as autoridades dos dois países tenham aclamado a prisão como um marco da cooperação entre os Estados Unidos e o Paquistão, autoridades paquistanesas já indicaram ter orquestrado a prisão de Baradar porque ele estava envolvido em negociações de paz sem a permissão do ISI. Líderes afegãos confirmaram.

Identidade

Líderes afegãos e americanos não confrontaram o falso Mansour com suas dúvidas sobre a sua identidade. De fato, alguns líderes afegãos ainda mantêm a esperança de que o homem realmente seja, ou pelo menos represente, Mansour ? e que volte em breve.

"Algumas dúvidas foram levantadas sobre ele, mas ainda é possível que seja ele", disse o líder afegão que não quis ser identificado.

As reuniões foram organizadas por um intermediário afegão, com ligações tanto com o governo afegão quanto com os talibãs, informaram autoridades.

Os americanos e os líderes afegãos estavam inicialmente cautelosos em relação à identidade do homem afegão e suas motivações. Mas depois da primeira reunião, os dois lados ficaram razoavelmente satisfeitos. Várias medidas foram tomadas para estabelecer a identidade do homem, após a primeira reunião, fotos dele foram mostradas a presos do taleban que diziam conhecer Mansour. Eles confirmaram, disse o líder afegão.

Qualquer que seja a identidade do homem afegão, as negociações que se desenrolaram entre os americanos e o homem que dizia ser Mansour pareciam ter fundo, disse o líder afegão. O homem que dizia representar o talebã estabeleceu várias condições surpreendentemente moderadas para um acordo de paz: que a liderança taleban seja autorizada a voltar ao Afeganistão, com segurança, que os soldados recebam empregos e que os prisioneiros sejam libertados.

O homem afegão não exigiu, como outros talebans fizeram no passado, uma retirada das forças estrangeiras ou que uma parte do governo seja composta pelo Taleban.

Sayed Agha Mohammad Amir, antigo comandante taleban que diz ter deixado o grupo, disse em entrevista que não sabia da história do impostor. Ele negou que a liderança taleban tenha dado indícios de uma vontade de participar de negociações.

''Sempre que eu falo com os talibãs, eles nunca dizem aceitar a paz e querem continuar lutando", disse ele. "Eles não estão cansados?.

*Por Dexter Filkins e Carlotta Gall

iG São Paulo

Ataque de presidente francês foi resposta a perguntas sobre acusações de corrupção, em cúpula da Otan da semana passada

Foto: AP

Os principais sites do mundo repercutiram nesta quarta-feira as declarações do presidente francês Nicolas Sarkozy à imprensa na sexta-feira passada, durante a reunião de cúpula da Otan em Lisboa, quando o chefe de Estado teria chamado jornalistas de "pedófilos", mostrando sua irritação quanto à cobertura da imprensa sobre as suspeitas de corrupção na venda de três submarinos ao Paquistão, em 1994.

Ao ser perguntado sobre as comissões pagas pela França em 1994 ao Paquistão, em troca do contrato comercial, o presidente francês disse: "Amigos pedófilos, até amanhã!", exclamou ao despedir-se dos jornalistas, encerrando uma entrevista.

Enquanto o L'Express disse que Sarkozy perdeu a paciência durante o encontro e atacou repórteres, a edição online do New York Times diz que Sarkozy se despediu dos jornalistas com agressão. Na quarta-feira ainda, o jornal francês Libération publicou um áudio sobre a resposta agressiva do presidente francês.

Suspeitas

De acordo com as suspeitas que irritaram Sarkozy, parte do dinheiro no acordo com o Paquistão teria voltado à França em 1995 a título de "comissões ilegais" para financiar a campanha presidencial do então primeiro-ministro Edouard Balladur. Na época, Sarkozy era o porta-voz da campanha e ministro do Orçamento.

O contrato também estaria ligado a um atentado em maio de 2002, em Karachi, que teria custado a vida a 15 pessoas, entre elas 11 empregados franceses da Direção de Construções navais que trabalhavam na fabricação de submarinos.

Uma das pistas da investigação sugere que o atentado poderia ter sido cometido em represália à paralisação da entrega pela França de comissões sobre o contrato, após a eleição de Jacques Chirac em 1995. As suspeitas contra personalidades da direita por este caso foram lançadas pelo ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin.

A presidência francesa ainda não se pronunciou sobre a irritação do presidente francês com os jornalistas.

*Com AFP

iG São Paulo

Ataque em reduto xiita é atribuído por líder tribal à Al-Qaeda da Península Arábica, braço da rede de Bin Laden no país

Um atentado suicida durante uma procissão religiosa em um reduto da rebelião xiita zaidita, no norte do Iêmen, matou ao menos 17 pessoas.

O atentado, atribuído à Al-Qaeda por um líder tribal, pode fragilizar ainda mais o cessar-fogo estabelecido há nove meses entre o poder central em Sanaa e os rebeldes xiitas zaiditas do norte, que deu fim a um ciclo de seis meses de violência.

"Um atentado com carro-bomba teve como alvo um comboio de automóveis xiitas na província de Al-Jawf", afirmou o porta-voz dos rebeldes, Mohamed Abdel Salam.

O ataque aconteceu no momento em que os zaiditas se preparavam para celebrar a festa de Al-Ghadir -  que para os xiitas representa o dia em que Ali, primeiro imã dos xiitas e genro do profeta Maomé, foi designado como sucessor deste.

Os fiéis estavam reunidos em uma estrada que vai até o local da celebração em Al-Jawf, na fronteira com a província de Amran, outro reduto da rebelião zaidita, chamada de huthia em referência a seu líder Abdel Malak al-Huthi.

O porta-voz dos rebeldes disse que o ataque foi um atentado suicida, mas não acusou ninguém diretamente. Um líder tribal de Al-Jawf acusou a Al-Qaeda, grupo contrário aos xiitas.

A Al-Qaeda da Península Arábica, braço da Al-Qaeda no Iêmen, tem aumentado suas ações desde o ano passado, ameaçando e executando ataques contra alvos do governo e estrangeiros dentro do país. No exterior, o braço da rede de Osama bin Laden tentou enviou dois pacotes-bomba para os Estados Unidos, que foram interceptados nos Emirados Árabes Unidos e no Reino Unido.

O governo dos Estados Unidos se comprometeu a ajudar o governo iemenita para lutar contra a organização.

Reduto

A província de Al-Jawf fica ao leste de Sadah, principal bastião dos rebeldes.

Na terça-feira, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) manifestou inquietação com a "escalada alarmante" dos combates no norte do Iêmen, perto da fronteira como a Arábia Saudita.

Os zaiditas iemenitas, majoritários no norte, denunciam preconceito político, social e religioso.

*Com AP e AFP

BBC Brasil

Jovens britânicos destruíram carro de polícia e passaram em frente à residência do primeiro-ministro David Cameron

Foto: AP

Milhares de estudantes voltaram para as ruas de Londres nesta quarta-feira para novos protestos contra aumentos na educação universitária.

Manifestações acontecem também em várias outras cidades do país como Cambridge e Oxford. O governo pretende cortar em até 40% a verba para a educação superior e eliminar bolsas para professores, exceto as de ciência e matemática.

Para os alunos, os custos de educação universitaria duplicariam ou mesmo triplicariam em alguns casos.

Uma viatura da polícia foi destruída pelos estudantes. Os estudantes passaram em frente à residência do primeiro-ministro David Cameron, mas foram impedidos pela polícia de marchar até o Parlamento.

Há duas semanas, outro protesto no centro de Londres reuniu 50 mil estudantes e culminou com a invasão da sede do partido governista.

iG São Paulo

Presidente americano disse estar mais preocupado em ser um melhor presidente do que com republicana que pode disputar em 2012

O presidente americano, Barack Obama, disse que não pensa na republicana e ex-governadora do Alasca Sarah Palin, uma possível postulante a seu cargo de presidente na disputa de 2012.

Em uma entrevista, Obama reconheceu a popularidade de Sarah Palin - um dos principais nomes do movimento ultraconservador Tea Party - entre os republicanos e disse que ?respeita suas habilidades?.

?Gasto a maior parte do tempo pensando em como eu posso ser um melhor presidente?, disse o democrata à rede de TV americana ABC.

Durante um tour para promover o seu novo livro American by Heart, Sarah disse que poderia vencer Obama em uma disputa pela presidência em 2012. Uma pesquisa recente, no entanto, mostra Obama aparecendo na frente de Sarah em uma hipotética disputa eleitoral.

?Minha atitude sempre foi, desde o dia em que comeceu este trabalho, que se eu fizer um bom trabalho e se eu me dirigir ao povo americano, a política cuidará de si mesma?, disse. ?Se eu fracassar e o povo americano estiver insatisfeito, então eu terei problemas?.

As declarações de Obama são feitas três semanas depois da derrota dos democratas nas eleições legislativas, em que o Partido Republicano tomou controle da Câmara dos Deputados, além de algumas cadeiras no Senado.

Nesta quarta-feira, o presidente americano deu continuidade a uma tradição da Casa Branca, ao indultar um peru chamado Apple e outro cujo nome é Cider. No ritual ao lado das filhas Sasha e Malia, Obama desejou a todas as famílias americanas, incluindo muitas prejudicadas pela situação econômica nos EUA, um feliz Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), que será celebrado na quinta-feira.

"Tenho responsabilidade como dirigente do país mais poderoso do mundo: indultar dois perus", brincou Obama durante discurso no Jardim das Rosas da Casa Branca, na presença de suas filhas.

*Com BBC


Related Posts with Thumbnails





Não confunda o Original com cópias. Aqui seu anúncio é tratado com seriedade.

Site 100% Compativel com o Google Chrome - Versão Oficial 1583 v0.2.149.27 ou superior, Firefox 1.5 ou Superior e Safari 3 ou Superior.


Yahoo bot last visit powered by MyPagerank.Net Msn bot last visit powered by MyPagerank.Net Bookmark and Share TopSites EmpresaHost TopSites WCSA - Publicidade Progressiva para seu Site!!
WCSA Topsites - http://www.autosurf.wcsa.info Mi Ping en TotalPing.com Powered by Mysiterank Web Link Exchange Add url to directory Submit url

My site is worth$31,096.8Your website value?