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AE

Especialistas advertem que a droga não deve substituir uso de preservativo

Uma nova pesquisa aponta que um medicamento já usado no tratamento de pacientes com HIV pode também ajudar na prevenção da transmissão do vírus da Aids.

O estudo, feito por pesquisadores americanos e publicado no New England Journal of Medicine, indica que o uso do medicamento Truvada ajudou a reduzir em 44% as chances de homens homossexuais com comportamento de risco serem infectados.

O estudo foi feito com 2,5 mil homens gays e bissexuais sob alto risco de contrair o HIV no Peru, Brasil, Equador, na África do Sul, Tailândia e nos Estados Unidos.

Metade dos homens recebeu uma dose diária do Truvada - uma droga antirretroviral - que afeta a capacidade do vírus de se replicar em células. A outra metade recebeu um placebo por dia. Todos foram encorajados a usar camisinha.

Depois de um ano, 36 homens que tomaram Truvada foram infectados pelo vírus, em comparação com 64 infectados entre os que tomaram placebo.

Muitos dos homens falharam em tomar o remédio diariamente. Entre os que faziam uso regular do Truvada, o risco de infecção caiu 73%.

Avanços e preocupações

A descoberta parece ser um importante avanço no combate à Aids, mas, segundo especialistas, não deve ser vista como a forma prioritária de prevenção.

"Não é hora de homens gays e bissexuais jogarem fora suas camisinhas", disse Kevin Fenton, chefe do programa de prevenção à Aids do centro americano de controle de doenças.

O correspondente de temas médicos da BBC Fergus Walsh adverte também que o estudo deixa muitas questões pendentes: não há conclusões sobre eventuais reduções na infecção entre pessoas heterossexuais; o Truvada traz efeitos colaterais, como náusea; e o medicamento é caro - custa cerca de US$ 36 por dia nos Estados Unidos.

Também é possível que os resultados do estudo tenham sido mascarados por um uso maior de camisinha entre os homens que tomaram o remédio durante os testes. Por fim, há preocupações quanto a se o uso constante do Truvada poderia ajudar no desenvolvimento de células resistentes à droga.

Complementar

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos EUA, um dos patrocinadores do estudo, afirma que ainda são necessários testes para avaliar os efeitos da droga em heterossexuais e mulheres.

"Mas temos razões para acreditar que obteremos resultados semelhantes (nesses grupos)", disse à BBC Anthony Fauci, diretor do Niaid.

Fauci argumenta que as drogas devem ter um papel complementar na guerra ao HIV. O uso de camisinha e um número menor de parceiros sexuais continuam sendo a melhor forma de prevenir infecções.

"Esperamos que se (a droga) se tornar de fato uma ferramenta útil de prevenção, então o aconselhamento (sexual) associado complementará o efeito da droga e impedirá que as pessoas sejam displicentes e pensem que 'agora que tenho um remédio não preciso me preocupar (com o uso de camisinha)'", alegou Fauci.

A organização britânica de combate à Aids Terrence Higgins Trust qualificou os resultados do estudo de "potencialmente significantes".

"É vital que aumentemos as formas de prevenir a transmissão do HIV, principalmente entre os que estão sob maior risco", disse o executivo-chefe da organização, Nick Partridge.

De acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira pela agência da ONU de combate à Aids (Unaids), há no mundo 33 milhões de portadores do HIV no mundo. O Brasil tem entre 460 mil e 810 mil pessoas contaminadas pelo vírus.

iG São Paulo

Limite adotado por coalizão do governo não valerá para trabalhadores transferidos que recebem mais de R$ 109 mil por ano

A Grã-Bretanha irá reduzir em um quinto o número de imigrantes de fora da União Europeia autorizados a trabalhar no país. O anúncio foi feito pelo governo nesta terça-feira.

O limite adotado pela coalizão conservadora-liberal, no poder desde maio, no entanto, não valerá para trabalhadores que recebam mais de 40 mil libras (R$ 109,6 mil) por ano, e que sejam transferidos por uma empresa de outros países para a Grã-Bretanha.

O número de imigrantes chegando de fora da UE, que em 2009 foi de cerca de 28 mil, será limitado em 21,7 mil a partir de abril de 2011. Como parte do bloco europeu, a Grã-Bretanha tem uma política de "portas abertas" para trabalhadores da maioria dos demais 26 países da UE.

A quantidade de imigrantes autorizados a entrar sem emprego será reduzida de cerca de 13 mil no ano passado para 1 mil, e as autorizações serão limitadas a "talentos excepcionais", como cientistas, acadêmicos e artistas.

Já a quantidade de estrangeiros que podem entrar possuindo ofertas de emprego terá um aumento de quase 7 mil indivíduos, chegando a 20,7 mil. Haverá restrições também para cargos com nível de pós-graduação, mas não para investidores e empreendedores, segundo a ministra do Interior britânica, Theresa May.

Entidades empresariais, políticos de oposição e alguns membros do Partido Liberal-Democrata alertaram o governo e disseram que as restrições à imigração podem afetar negativamente a economia, por reduzirem a produtividade e, possivelmente, elevarem as folhas de pagamento.

Economia

Entidades empresariais, políticos de oposição e alguns membros do Partido Liberal-Democrata alertaram o governo e disseram que as restrições à imigração podem afetar negativamente a economia, por reduzirem a produtividade e, possivelmente, elevarem as folhas de pagamento.

Tensões sociais relacionadas ao grande contingente de imigrantes tiveram um papel crucial na campanha eleitoral deste ano, e todos os principais partidos políticos prometeram adotar posturas mais rigorosas. O desemprego está em 7,7% na Grã-Bretanha, e cortes nos gastos do governo ameaçam os empregos de quase meio milhão de funcionários públicos.

A ministra disse que o governo deseja reduzir o fluxo migratório (imigração menos emigração) dos atuais quase 200 mil indivíduos por ano para a casa das dezenas de milhares em 2015, quando está prevista a nova eleição parlamentar.

"Devemos endurecer o nosso sistema imigratório", disse May ao Parlamento. "É possível reduzir os números promovendo o crescimento e salientando a mensagem de que a Grã-Bretanha está aberta para os negócios."

A ministra disse também que ficará proibida a entrada de empregados temporários que depois se instalem definitivamente. "Vamos encerrar o vínculo entre migração temporária e permanente", afirmou ela.

*Com Reuters

BBC Brasil

Mortes ocorreram em ponte superlotada sobre o Bassac, que liga a ilha Diamante ao centro da cidade, durante festival

Equipes de busca procuram nesta terça-feira em Phnom Pehh, capital do Camboja, corpos de vítimas no rio Bassac, um dia depois do tumulto que matou pelo menos 378 pessoas.

O incidente ocorreu em uma ponte superlotada sobre o Bassac, que liga a ilha Diamante ao centro da cidade, durante as celebrações do Festival da Água, uma das maiores festividades do calendário cambojano. Centenas de outras pessoas ficaram feridas.

Sean Ngu, um australiano que está em visita ao Camboja, estava a 30 metros da ponte quando ocorreu a tragédia. Segundo ele relatou à BBC, havia muitas pessoas na ponte, e várias entraram em um "empurra-empurra" em ambas as extremidades.

"O pânico começou, e ao menos 50 pessoas pularam no rio. Algumas pessoas tentaram escalar a ponte, agarrando e puxando cabos (elétricos), que se soltaram. Os choques elétricos causaram mais mortes", disse.

Festival

Autoridades locais dizem que pelo menos 2 milhões de pessoas visitavam a capital, vindas de províncias rurais, para os três dias de festival.

Segundo o correspondente da BBC em Phnom Penh Guy Delauney, o sistema de saúde do país é limitado, e o incidente está além da capacidade dos hospitais da cidade. Muitos feridos estão deitados no chão de hospitais, e os mortos foram enfileirados para ser reconhecidos por parentes.

O premiê cambojano, Hu Sen, decretou que a próxima quinta-feira seja um dia de luto nacional e ordenou que as causas do incidente sejam investigadas. Hun Sen declarou que o incidente foi a ?maior tragédia? no Camboja desde os assassinatos em massa conduzidos pelo regime do Khmer Vermelho, na década de 1970.

O Festival da Água marca as celebrações do ano novo em alguns países do Sudeste Asiático. Participantes jogam água livremente uns nos outros, como um ato de renovação.

BBC Brasil

Lei proíbe o uso do nome e da imagem do presidente em projetos de infraestrutura, construções e estabelecimentos educacionais

Foto: AFP

O governo da Venezuela proibiu o uso da imagem do presidente Hugo Chávez em propagandas sem permissão prévia do líder. O uso da imagem de Chávez em prédios públicos também foi proibido pelo novo decreto.

Entidades e organizações pequenas operando em nível local com frequência usam desenhos mal-feitos do presidente para mostrar seu apoio ao líder, em vez de material oficial.

As autoridades venezuelanas, no entanto, vão ter dificuldade em conseguir que a proibição seja respeitada.

Assim que você chega à Venezuela, é recebido pela imagem do presidente Chávez. O rosto do líder enfeita milhares de outdoors, pôsteres e prédios em todo o país - normalmente, acompanhado de um slogan publicitário proclamando os resultados de suas reformas socialistas.

Proibição

A lei proíbe o uso do nome e da imagem do presidente em "projetos de infraestrutura, construções, estabelecimentos educacionais ou prédios públicos de qualquer tipo" a menos que permissão expressa de Chávez tenha sido obtida previamente.

Líderes da oposição, há muito, criticam o que consideram ser uma apropriação dos espaços públicos para a instalação de murais pró-Chávez em Caracas e outras cidades. No entanto, há pouca probabilidade de que a medida tenha sido tomada para agradar a oposição.

A justificativa dada para a lei é que o uso da imagem do presidente deve estar "sujeito a controles que permitam sua identificação como tal, no honroso papel de líder".

Entretanto, há poucas chances de que as dezenas de grupos de grafiteiros pró-Chávez, muitos deles financiados pelo governo, deixem de criar imagens do homem que chamam de "comandante".

iG São Paulo

Diplomatas da comunidade internacional, no entanto, falam em moderação e descartam uma operação militar

Foto: Arte/iG

Horas depois do ataque da artilharia norte-coreana contra a ilha de Yeonpyeong, situada a apenas 120 quilômetros da capital, Seul, nesta terça-feira, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak pediu da comunidade internacional uma "enorme retaliação" e ameaçou a Coreia do Norte se percebesse "novas provocações".

O líder sul-coreano prometeu atacar com ataques mísseis se houvesse "novas provocações" da Coreia do Norte. ?A provocação, desta vez, pode ser considerada uma invasão ao território sul-coreano?, disse o presidente sul-coreano. Desde que foi eleito presidente, há cerca de três anos, Lee vem adotando uma linha política dura em relação ao Norte.

Para diplomatas na comunidade internacional, a opção por uma ofensiva militar é precipitada. Os EUA consideram prematuro considerar uma ação militar contra a Coreia do Norte depois do bombardeio, informou um porta-voz do Pentágono, coronel David Lapan. O Conselho de Segurança da ONU descartou uma reunião nesta terça-feira por causa do ataque norte-coreano.

Os EUA querem uma resposta "prudente e unificada" da comunidade internacional depois do bombardeio, declarou nesta terça-feira Mark Toner, porta-voz do departamento de Estado americano.
"Mais à frente, teremos uma abordagem prudente e unificada", afirmou Toner. "Trabalharemos com a China, trabalharemos com todos os nossos aliados do Grupo dos Seis em uma resposta", destacou o porta-voz.

O incidente ? no qual morreram dois oficiais da Marinha sul-coreana ? é o primeiro ?ataque de artilharia direta no território sul-coreiano desde a Guerra da Coreia, que terminou com um armistício, e não um tratado formal de paz? em 1950, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

Ameaça

A Coreia do Norte ameaçou continuar lançando ataques contra a Coreia do Sul se a fronteira marítima em disputa pelos dois países for violada "nem que seja 0,001 milímitro". O alerta foi feito pelo comando militar supremo da Coreia do Norte, que advertiu que "lançará ataques retaliatórios impiedosos", segundo a Agência de Notícias sul-coreana.

A TV sul-coreana YTN afirmou que pelo menos 200 tiros foram disparados contra Yeonpyeong, que fica na costa ocidental da península dividida entre as duas Coreias. A maioria dos projéteis caiu em uma base militar sul-coreana. Forças sul-coreanas revidaram e enviaram um jato de combate para a área.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, já que o conflito dos anos 50 terminou com a assinatura de um armistício, e não de um acordo de paz.

No começo do ano, a tensão na península coreana subiu drasticamente, depois que o governo sul-coreano acusou o Norte de ter torpedeado uma de suas embarcações navais, causando a morte de 46 marinheiros.

Repercussão

A Casa Branca condenou fortemente o ataque e exigiu o fim das ações. "Os EUA condenam fortemente um ataque de artilharia desfechado pela Coreia do Norte contra uma ilha da Coreia do Sul e pedem à Coreia do Norte que interrompa suas ações beligerantes", disse a Casa Branca em um comunicado. O presidente americano, Barack Obama, conversará com o presidente sul-coreano, disse o porta-voz da Casa Branca Bill Burton.

A China expressou preocupação com o incidente. Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, disse que os dois lados da península deveriam "fazer mais para contribuir para a paz", sendo imperativo o retorno às conversações envolvendo seis países, com o objetivo de pôr fim ao programa nuclear da Coreia do Norte.

A China é o único aliado expressivo da Coreia do Norte. A ajuda econômica e o apoio diplomático chinês são importantes para o isolado país comunista, cujo líder, Kim Jong-il, visitou a China duas vezes este ano para fortalecer as relações bilaterais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também condenou o ataque da Coreia do Norte à Coreia do Sul. Segundo ele, a posição brasileira é de condenar qualquer forma de desrespeito à soberania de um país.

?Por enquanto, minha palavra é de condenação a qualquer tentativa de ataque da Coreia do Norte à Coreia do Sul?, afirmou Lula, após participar de cerimônia em Ribeirão Preto (SP). Ele reforçou, entretanto, a necessidade de que os países respeitem suas respectivas soberanias. ?O Brasil é contra qualquer ataque a outro país. Não permitiremos, em hipótese alguma, qualquer tentativa de transgredir a soberania de outro país.?

*Com AP, Reuters e Agência Brasil

BBC Brasil

Segundo relatório, país tem entre 460 mil e 810 mil contaminados

Cerca de um terço dos portadores do vírus HIV na América Latina são brasileiros, segundo aponta um estudo sobre a epidemia global de Aids divulgado nesta terça-feira pela ONU.

A pesquisa, realizada pelo programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids), também indica que 1,2 milhão de anos de vida de pacientes contaminados pelo HIV foram ganhos no Brasil entre 1996 e 2009, graças ao tratamento antirretroviral.

No entanto, segundo o estudo, a projeção do número de pessoas contaminadas com o vírus no Brasil cresceu nos últimos anos, ficando entre 460 mil e 810 mil pessoas em 2009, contra um mínimo de 380 mil e um máximo de 560 mil em 2001. Entre 360 mil e 550 mil dos infectados com HIV no Brasil têm 15 anos ou mais, segundo informa o relatório. Já o número de mulheres adultas contaminadas no país em 2009 ficou entre 180 mil e 330 mil.

O número de mortes relacionadas à Aids no Brasil ficou entre 2 mil e 25 mil em 2009, contra um mínimo de 7,2 mil e um máximo de 24 mil em 2001. Já o número de novas infecções em 2009 se situou entre 18 mil e 70 mil. A pesquisa indica ainda que o Brasil é um dos países de média e baixa renda com melhor situação em termo de prioridade de investimento para a prevenção do HIV. Entre zero e um, o país obteve uma nota 0,8 no índice.

A estimativa do número de infectados com o HIV nas Américas do Sul e Central cresceu pouco nos últimos anos, passando de algo entre 1 milhão e 1,3 milhão em 2001 para entre 1,2 milhão e 1,6 milhão em 2009. Números globais O número estimado de portadores do HIV em todo o mundo, segundo a Unaids, é de 33 milhões de pessoas. Em 2009, foram registrados 2,6 milhões de novos casos - uma redução de 19% em relação ao pico da epidemia, em 1999.

Já as mortes relacionadas à Aids no mundo ficaram em 1,8 milhão em 2009, uma queda em relação aos 2,1 milhões de 2004. Segundo o estudo da ONU, o número de portadores do HIV com acesso a medicamentos antirretrovirais no mundo cresceu de 700 mil pessoas em 2004 para mais de 5 milhões em 2009.

A região da África subsaariana continua sendo a mais afetada pela epidemia no mundo. Estima-se que cerca de 70% das novas contaminações pelo vírus da Aids ocorram nesta parte do mundo. O relatório considera que a epidemia global de Aids foi revertida e está em tendência de queda. A questão mais importante, para a Unaids, é atingir as metas de "zero discriminação, zero novas infecções pelo HIV e zero mortes relacionadas à Aids".

iG São Paulo

Haitianos irão às urnas neste domingo para escolher presidente para os próximos quatro anos

Foto: AFP

Duas pessoas foram assassinadas e várias ficaram feridas por disparos, na noite de segunda-feira, no sudoeste de Haiti, após confrontos entre partidários de dois candidatos presidenciais, informou a polícia esta terça-feira. Os haitianos irão às urnas para escolher o presidente, dentre os 19 candidatos, que governará a nação nos próximos quatro anos, no próximo domingo.

As duas vítimas seriam simpatizantes do candidato Jude Célestin, do partido Inite, ligado ao poder, e de Charles-Henri Baker, do partido Respe, noticiaram rádios de Porto Príncipe.

Um funcionário da polícia local informou na terça-feira que duas pessoas foram mortas, sem explicar as circunstâncias. "Estamos em processo de investigação para compreender o que foi que aconteceu", disse à AFP o inspetor da polícia, Pradel Casamajor.

"Os enfrentamentos ocorreram na pequena localidade de Beaumont, onde dois grupos de manifestantes que acompanhavam os candidatos em campanha eleitoral se enfrentaram com pedras, garrafas e armas de fogo", contou, por telefone, um jornalista local.

"Os dois homens de Jude Célestin abriram fogo contra os nossos, matando um dos nossos seguidores e ferindo duas pessoas dos nossos quadros", disse à Rádio Metropole uma mulher ligada a Baker.

Na tarde de segunda-feira, uma caravana de Célestin também foi alvejada, informou um integrante do partido.

Cólera

Diante da epidemia de cólera que já matou mais de 1,3 mil pessoas no Haiti, nesta terça-feira também as Nações Unidas disseram ter recebido até agora US$ 6,8 milhões dos US$ 164 milhões requeridos para combater a doença.

"Chegou uma parte ínfima da soma requerida, sendo que temos a necessidade urgente de recursos", declarou a porta-voz do escritório, Elisabeth Byrs, em referência à solicitação urgente realizada no último dia 12 pelo organismo internacional. "É uma situação de extrema urgência, as vítimas não esperam e a rapidez pode salvar vidas humanas. Os doadores devem responder o quanto antes possível", advertiu a porta-voz.

Ela afirmou que, para enfrentar a epidemia, são necessárias equipes médicas e de enfermaria, pastilhas para purificar a água e elementos de hidratação, entre outros recursos.

Segundo o último balanço do governo haitiano, já faleceram em decorrência do cólera 1.344 pessoas, e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 18.300 continuam internadas. Como 80% dos infectados não apresentam sintomas, o risco de disseminação da doença é maior.

Segundo o último relatório, divulgado na segunda-feira pelo Ministério da Saúde Pública e População, 56.901 pessoas foram atendidas em centros médicos com sintomas da doença.Entre as vítimas fatais, cerca de 12% são crianças com menos de cinco anos de idade, segundo as últimas informações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

*Com AFP e Ansa

iG São Paulo

Em livro, papa Bento 16 disse que é melhor usar camisinha do que transmitir HIV para um parceiro sexual

Foto: AFP

O papa Bento 16 fez uma declaração histórica reconhecendo que o uso de camisinhas é moralmente justificável em alguns casos para prevenir contra a Aids, não apenas para garotos de programa homossexuais, mas também para heterossexuais e transexuais, disse o Vaticano nesta terça-feira.

Segundo o Vaticano, o papa explicou que usar camisinha é menos pior do que transmitir HIV para um parceiro sexual, mesmo que isso signifique evitar uma possível gravidez.

O esclarecimento, o mais recente passo em direção ao que já está sendo visto como uma mudança significativa na política da Igreja Católica, foi feito durante uma entrevista coletiva para divulgar o novo livro do papa: "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times" (Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos).

No livro, uma longa entrevista com o jornalista católico alemão Peter Seewald, o papa usou o exemplo de que um garoto de programa estaria justificado em usar uma camisinha para prevenir contra a transmissão da doença.

O esclarecimento foi necessário porque as versões em alemão, inglês e francês do livro usaram o artigo masculino ao se referir ao "garoto de programa", mas a versão italiana usou o artigo feminino ("prostituta").

O padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse que havia perguntado ao papa diretamente sobre isso para esclarecer seu pensamento. "Perguntei ao papa pessoalmente se havia uma distinção séria entre o uso do masculino ao invés do feminino e ele disse 'não'", disse Lombardi.

"Ou seja, a questão é que (o uso da camisinha) deveria ser o primeiro passo em direção à responsabilidade de se tornar ciente do risco à vida de outra pessoa com quem se está tendo uma relação", disse Lombardi. "Se é um homem, uma mulher ou um transexual que faz isso, defendemos sempre o mesmo ponto, de que é o primeiro passo de responsabilidade para prevenir contra a transmissão de um grave risco ao outro."

Postura

A Igreja vem dizendo há décadas que camisinhas não fazem parte da solução no combate à Aids, apesar de não existir nenhuma política formal sobre o assunto em qualquer documento do Vaticano.

No livro, o papa diz que o uso de camisinhas deveria ser visto como "o primeiro passo em direção à moralização", mesmo que camisinhas "não sejam realmente a forma de lidar com o mal da infecção do HIV."

As palavras do papa e a explicação de Lombardi - apesar de não mudarem a proibição de métodos contraceptivos pela Igreja Católica - foram bem recebidas como sendo um avanço pelos católicos liberais, ativistas contra a Aids e autoridades da saúde.

"Pela primeira vez o uso de camisinhas em circunstâncias especiais foi apoiado pelo Vaticano e isso é uma boa notícia e um bom começo para nós", disse Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde.

*Com Reuters e AP

BBC Brasil

Órgão estava em um avião que caiu na cidade inglesa de Birmingham

Um fígado pronto para ser transplantado saiu intacto de um acidente aéreo ocorrido na Grã-Bretanha, possibilitando uma cirurgia que salvou a vida de uma paciente.

O órgão estava a bordo de um avião Cessna procedente de Belfast (Irlanda do Norte), que caiu na última sexta-feira no aeroporto da cidade inglesa de Birmingham. O acidente foi causado pela forte neblina. Os dois pilotos do aparelho se feriram, mas o fígado não teve danos, permitindo que a operação acontecesse.

O aeroporto de Birmingham ficou fechado até o meio-dia do último sábado para a realização de investigações sobre o acidente. O cirurgião Simon Bramhall, que realizou o transplante, disse ser "incrível" que o órgão tenha ficado intacto.

"Sem um transplante de fígado, a paciente certamente teria morrido", afirmou. A paciente que recebeu o órgão era uma mulher cujo caso foi classificado como "super-urgente", já que ela era considerada uma das pessoas mais doentes na lista de transplantes da Grã-Bretanha.

"Os pacientes que estão nesta lista têm somente alguns dias a mais de vida, então, nesta situação em particular, era crucialmente importante que o fígado doador estivesse funcionando bem", disse o cirurgião.

Recuperação Segundo Bramhall, a embalagem do órgão, feita com uma caixa térmica com gelo, ficou sem danos mesmo depois do desastre. O médico informa que a paciente transplantada está no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, se recuperando bem.

Uma porta-voz da empresa AD Aviation, proprietária do avião que se acidentou, afirma que os pilotos envolvidos na queda passam bem. Um deles já deixou o hospital e o outro ainda poderá levar algumas semanas para se recuperar totalmente.

iG São Paulo

Em American by Heart, republicana diverge sobre rumo do país e critica o presidente Barack Obama

Principal figura do movimento ultraconservador americano Tea Party, Sarah Palin lança nesta terça-feira seu novo livro, American by Heart: Reflections on Family, Faith and Flag ( Reflexões sobre a Família, a Fé e a Bandeira, em tradução livre), que, segundo a editora, é uma "bíblia das virtudes americanas".

No livro, de acordo com a ABC News, a republicana critica o rumo que os EUA vêm tomando e acusa o presidente Barack Obama de não compreender o povo americano.

Em um trecho do livro publicado em sua página no Facebook, Palin escreve: "Devemos tomar consciência do que torna excepcional os Estados Unidos, hoje mais do que nunca, já que isso está mais ameaçado do que nunca".

Falta de experiência

A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente derrotada foi muito criticada em 2008 por sua falta de experiência política, mas conseguiu seduzir um grande número de eleitores entre os ultraconservadores do Partido Republicano.

Seu primeiro livro de memórias, Going Rogue, publicado em 2009, foi um grande sucesso de vendas nos EUA.

Recentemente Palin fez várias aparições na mídia. Durante uma entrevista ao canal ABC, não deixou claro que se candidatará às eleições de 2012, mas disse querer vencer Barack Obama. Questionada sobre se conseguiria derrotar o democrata na disputa de 2012, a republicana, que foi candidata à vice-presidência em 2008 na chapa de John McCain respondeu: "acredito que sim".

Indagado a respeito, o vice-presidente Joe Biden disse que uma eventual candidatura de Palin será uma benção para o atual presidente.

Em uma pesquisa publicada nas segunda pela Universidade de Quinnipiac, Obama se encontra diante de Palin com 48% das intenções de voto contra 40% para a republicana.

*Com AFP

iG São Paulo

Saiba mais sobre a igreja londrina onde o príncipe William se casará com Kate Middleton em 29 de abril de 2011

Foto: AFP

A Abadia de Westminster, onde o príncipe William se casará com Kate Middleton em 29 de abril de 2011, é uma igreja em estilo gótico que serviu de cenário para momentos marcantes da monarquia britânica. Para William, o templo londrino é, principalmente, o local onde foi realizado o funeral de sua mãe, a princesa Diana, em 6 de setembro de 1997.

Meio século antes, em 20 de novembro de 1947, a igreja foi escolhida para o casamento da avó de William, a então princesa Elizabeth, com Philip Mountbatten. Seis anos mais tarde, ela seria coroada rainha no mesmo local.

Dois dos quatro filhos da rainha Elizabeth 2ª optaram por realizar seus casamentos em Westminster: a princesa Anne, que se casou com Mark Phillips em 1973, e o príncipe Andrew, que se casou com Sarah Ferguson em 1986. Ambos os matrimônios terminaram em divórcio.

O príncipe Charles, herdeiro do trono e pai de William, optou pela maior e mais luxuosa catedral de São Paulo para seu casamento com a princesa Diana, em julho de 1981. O casal se divorciou em 1996.

A Abadia - cujo nome formal é Igreja Colegiata de São Pedro de Westminster - começou a ser construída em 1245 durante o reinado de Henry 3º, um dos 17 reis enterrados no local. Há mais de três mil túmulos em Westminster, incluindo os de Isaac Newton, Lawrence Olivier, Charles Dickens e Charles Darwin.

Até hoje, 38 coroações foram realizadas em Westminster: a da rainha Elizabeth 2ª, em 1953, foi a primeira a ser transmitida pela televisão.

Um dos prédios góticos mais importantes do Reino Unido, a igreja é uma "royal peculiar", ou seja, está diretamente sob a jurisdição do mornarca - que também é o governador supremo da Igreja Anglicana - e não de uma diocese. Westminster se autofinancia com doações e a venda de ingressos, já que é uma atração turística da capital britânica. Missas são realizadas todos os dias.

William e Kate

O príncipe William anunciou o noivado com Kate Middleton em 16 de novembro. Na ocasião, entregou a ela um anel de safira e diamante que foi de sua mãe. O casal, de 28 anos, conheceu-se na Universidade de St Andrews e ficou noivo durante viagem ao Quênia, em outubro, depois de oito anos de namoro.

O pai de Kate é um ex-piloto de avião e sua mãe uma ex-aeromoça. Os dois tornaram-se milionários com uma empresa de organização de festas infantis. Kate trabalha no negócio dos pais, a Party Pieces, desde que sua tentativa inicial de trabalhar em Londres provocou um enxame de fotógrafos, que a perseguiam por toda a cidade. Ela chegou a ameaçar jornais e tabloides com um processo judicial.

A festa acontecerá 30 anos depois do histórico casamento de Charles e Diana. A princesa morreu em um polêmico acidente de carro em Paris, em 1997, quando ela e o namorado, Dodi al-Fayed, eram perseguidos por 'papparazi'.

iG São Paulo

Neve em Washington, críquete no Sri Lanka, protestos na França e mais...


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