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Notícias, matérias e especiais sobre Educação. Confira as últimas notícias da Educação no Último Segundo - iG.




iG São Paulo

Professores do Cursinho da Poli respondem perguntas de candidatos às 17h

Nesa terça, às 17h, candidatos que se preparam para o vestibular da Fuvest, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP) e para o curso de Medicina da Santa Casa, têm a oportunidade de tirar dúvidas para a primeira fase em videochat no iG. Durante o bate-papo ao vivo, professores do Cursinho da Poli respondem perguntas dos internautas.

Participam do chat os professores Bassam Ferdinian, de física, Alessandro Menezes, de matemática, Marcio Novaes, de química, e Eduardo Leão, de biologia.

A primeira fase da Fuvest ocorre no próximo domingo, às 13h, com 90 questões de português, história, geografia, matemática, química, física, biologia, inglês e algumas interdisciplinares. O iG e o Cursinho da Poli realizam a correção online das questões a partir das 19h.

Agência Brasil

Alunos receberam exame de farmácia em Varginha. Inep investiga o que ocorreu

Brasília ? Os 48 alunos do curso de enfermagem do Centro Universitário do Sul de Minas (Unis) inscritos para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) receberam provas de farmácia em vez da avaliação da sua área. O erro foi divulgado nea segunda-feira (22) pela instituição, que fica em Varginha (MG), e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) investiga o que ocorreu.

De acordo com a Unis, diante do erro, os estudantes foram orientados pelos fiscais de prova a responder somente as questões de conhecimentos gerais, que são comuns a todos os cursos. O problema foi registrado nas atas pela coordenação responsável pelo local de aplicação. A participação no Enade é obrigatória e os candidatos que não comparecem ficam impedidos de receber o diploma. Com o preenchimento parcial da prova, os alunos não ficam prejudicados.

O Enade é aplicado aos alunos ingressantes e concluintes de cursos superiores para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas universidades, centros universitários e faculdades. A partir do exame, são elaborados os principais indicadores de qualidade do Ministério da Educação (MEC), como o Índice Geral de Cursos (IGC) e Conceito Preliminar de Curso (CPC). Esses índices são levados em consideração pela pasta para credenciar e recredenciar instituições, autorizar novos cursos e aplicar sanções aos que não atingem padrões mínimos de qualidade estabelecidos.

O Inep informou que está recebendo os relatórios de aplicação e, caso o problema seja confirmado, não haverá prejuízo à instituição ou aos estudantes da Unis. O Enade foi aplicado ontem (21) a 650 mil universitários em 1,3 mil municípios. Participaram da avaliação alunos dos cursos de educação física, agronomia, biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, zootecnia, tecnologia em agroindústria, agronegócio, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

O período de descanso para a maioria dos estudantes pode ser também usado para fazer um curso e diversificar a formação

As opções para quem quer ? ou precisa ? usar as folgas de fim de ano para aprender vão além dos tradicionais intensivos de idiomas. Muitas instituições de ensino superior elaboram cursos de férias para ocupar parte da estrutura ociosa neste período. Há atividades para universitários, formados e até alternativas que podem servir de degustação para quem ainda não decidiu que carreira seguir.

As próprias universidades sabem que as aulas no verão podem servir como vitrine e capricham nos conteúdos. Para os estudantes, também é uma forma de passar alguns dias no local e conhecer melhor a faculdade.

O diretor da empresa de orientação vocacional Núcleo de Atendimento e Consultoria em Educação (Nace), Silvio Bock, diz que antes de se matricular os estudantes devem ter cautela. ?Férias é tempo de recarregar baterias. Se realmente a pessoa precisa se atualizar ou está angustiada para fazer algo relacionado aos futuros estudos, deve analisar bem o que será útil em breve?, diz.

Para ele, os cursos específicos não são boas opções para quem ainda não tem graduação com exceção de áreas em que podem facilitar o acesso antecipado ao mercado de trabalho como edição, locução ou moda. Já para quem cursa uma universidade ou é formado, um curso de férias pode ser a maneira mais rápida de se atualizar ou ganhar um diferencial no currículo.

Carreiras pop
As instituições costumam montar cursos rápidos principalmente nas áreas que têm maior procura durante o ano. O Senac São Paulo, por exemplo, que promove de 22 de novembro a 26 de fevereiro exposições, mesas-redondas e palestras, foca nas carreiras de designers, comunicadores e animadores.

A ESPM também tem cursos com poucos dias de duração voltados para Publicidade como Desenvolvimento Sustentável, Marketing e Responsabilidade Social e Marcas de Luxo em Produtos de Consumo.

Em Minas Gerais, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) abriu cursos que servem para diferentes carreiras como Atualização em Elaboração de Projetos Sociais e Atualização em Indicadores Sociais. Os cursos são pagos, mas 10% das vagas são destinadas a bolsas que serão distribuídas segundo critério social de cada coordenação.

Áreas específicas
Outras das carreiras mais concorridas, Engenharia e Medicina, também possuem cursos e workshops específicos nesta época do ano. Nestes caso, sempre é necessário ser estudante ou profissional das áreas.

Na Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, entre os cursos disponíveis para estudantes de engenharia ou profissionais graduados há o de Exploração e Produção de Petróleo no Mar, que acontecerá no próximo sábado.

 

Priscilla Borges, iG Brasília

Oito brasileiros farão parte do grupo de 86 docentes de inglês selecionados para aprimorar técnicas de ensino no país

Foto: Divulgação

Oito professores de inglês da rede pública de diferentes Estados brasileiros vão realizar um sonho. Estudar novas metodologias de ensino da língua inglesa nos Estados Unidos. Eles foram selecionados para participar de um programa do governo norte-americano, chamado Líderes Internacionais em Educação. Criado há cinco anos, esse será o terceiro grupo que viaja representando o País. Ao todo, 16 países são parceiros dos Estados Unidos no projeto.

Para participar os professores precisam estar na ativa. Licenciados por qualquer motivo não entram na árdua disputa que, este ano, teve mais de 400 inscritos. O processo de seleção, feito em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), inclui análise dos currículos e perfis dos professores e provas escrita e oral. A preferência é para candidatos com perfil de liderança, que têm de traçar projetos para multiplicar o conhecimento adquirido na escola depois.

Dos 400 candidatos, apenas 18 foram escolhidos para a análise final e definição dos oito nomes, feita por uma comissão em Washington (EUA). Os oito participantes do programa são de Minas Gerais (dois), Rio de Janeiro (dois), Distrito Federal (dois), Bahia (um) e Amazonas (um). Eles viajarão para no início de janeiro para universidades em quatro lugares diferentes: Carolina do Sul, Alabama, Ohio e Virgínia.

Jeane Gomes de Oliveira, de 33 anos, nunca viajou para o exterior. Baiana e moradora de Salvador, a professora da Escola Estadual Evaristo da Veiga está ansiosa. Ela esteve em Brasília para tirar o visto de entrada nos Estados Unidos, conhecer mais detalhes do programa na embaixada americana e conta que quase não dormiu às vésperas da viagem para a capital. ?Estou muito feliz, me sentindo nas nuvens?, brinca.

Para a professora, a experiência será enriquecedora não só para seu trabalho, como para toda a escola. ?Quero aplicar tudo o que aprender no colégio onde dou aulas. Espero conseguir trazer novas ideias e motivar os alunos?, afirma. Raquel Martins Fidelis Ramos, 28 anos, professora do Centro Interescolar de Línguas de Sobradinho, em Brasília, também pretende melhorar as próprias aulas com o apoio recebido.

?Espero que os conteúdos que vamos aprender façam diferença nas aulas. Não há fonte melhor para isso do que os Estados Unidos. Estou muito contente com a oportunidade, mas a ficha ainda não caiu que vou participar do programa?, brinca. Raquel diz que sua paixão é ensinar inglês para estrangeiros e por isso escolheu a escola de línguas da rede pública do Distrito Federal para dar aulas.

Rotina de estudante

Os professores ficarão hospedados em alojamentos universitários e vão cursar um semestre acadêmico nas instituições norte-americanas. Lá, aprenderão sobre novas tecnologias de ensino, metodologias de ensino de inglês para estrangeiros, informática na educação e farão estágios supervisionados em escolas do país. ?O objetivo do governo norte-americano é fortalecer a educação nas Américas. Cada país estabelece uma parceria diferente com o Departamento de Estado?, com Márcia Mizuno, assessora cultural e coordenadora dos projetos de educação da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Segundo Márcia, o Brasil solicitou apoio no ensino de inglês. ?Com o crescimento da economia brasileira e a proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o País sente a necessidade de oferecer à juventude mais uma ferramenta de profissionalização?, opina a assessora cultural.

Todos os custos com passagens, alimentação e materiais didáticos são arcados pelo governo norte-americano. Os professores ganharão, inclusive, dinheiro para comprar um laptop, já que há muitas atividades pela internet. O programa só terminará em maio de 2011.

iG São Paulo

Locais estavam com valor acima do mercado e ficaram até quatro anos sem uso. Desperdício passa de R$ 1,2 milhão

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) recomendou nesta segunda-feira que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acerte a situação de seus imóveis, próprios ou alugados, em até 30 dias. Segundo o MPF há irregularidades como a utilização por entidades privadas sem rateio de despesas, desperdício de recursos com aluguéis superfaturados e instalações ociosas, que chegaram a ficar quatro anos sem uso.

O procurador da República Sergio Gardenghi Suiama se baseou em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) para formular a recomendação. O promotor aponta que a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), entidade privada e mantenedora do Hospital São Paulo, utiliza um imóvel alugado pela Unifesp, sem que haja critérios claros para essa atividade. ?A universidade utiliza o hospital como local de ensino, mas o hospital atende a convênios privados?, destaca o promotor. As irregularidades vieram a público em reportagem desta segunda-feira do jornal Folha de S. Paulo.

O documento da CGU aponta que não houve rateio de despesas entre a instituição de ensino superior e os terceiros que ocupam os imóveis. Doze imóveis alugados ficaram grandes períodos com pouco ou nenhum uso causando desperdícios de pelo menos R$ 1,2 milhão ao ano (montante gasto com apenas um imóvel). ?É um problema de má gestão. Há locais que ficaram de três a quatro anos sem que houvesse nenhuma atividade?, afirma Suiama. O promotor viu também indícios de superfaturamento em alguns aluguéis, que estavam até 70% acima do valor do mercado.

A CGU indica que não havia documento que definisse as responsabilidades da universidade e dos terceiros em relação ao pagamento das despesas com os aluguéis. Por isso, o MPF recomendou à Unifesp que constem nos convênios as atividades que são desenvolvidas nos imóveis, o nome dos responsáveis pela utilização, o nome dos professores responsáveis pelas atividades, as despesas geradas pelo imóvel e pelas atividades desenvolvidas, além da responsabilidade de cada parte no rateio dessas despesas.

Outro lado

A Unifesp alega que a recomendação do Ministério Público Federal se refere a informações do relatório de auditoria de gestão do ano de 2008. A instituição alega que o relatório de 2009 não apresenta imóveis locados pela Unifesp e utilizados por terceiros.

Sobre a SPDM, mantenedora do Hospital Universitário da Unifesp (Hospital São Paulo) a universidade esclarece que mantém um "Acordo de Cooperação para a gestão compartilhada do Hospital e das atividades de assistência para fins de ensino, pesquisa e extensão vinculadas ao Hospital Universitário".

O reitor da Unifesp, Walter Manna Albertoni, afirmou em nota que desde o início de sua gestão, em fevereiro de 2009, ?inúmeras providências foram adotadas para aprimorar a administração de recursos e resguardar o contínuo processo de expansão dos serviços prestados à comunidade pela Unifesp?. O reitor destaca a criação de uma Comissão de Espaço Físico, encarregada do planejamento e supervisão de ocupação dos imóveis do campus São Paulo, a extinção de vários contratos, e a contratação, por licitação pública, de uma empresa responsável pela avaliação dos imóveis alugados, ?visando a readequação do valor de mercado dos seus aluguéis?.

A universidade reconhece que a verticalização do Campus Vila Clementino é a melhor solução para o problema de espaço enfrentado, mas afirma ser fundamental o aluguel de imóveis para o seu funcionamento e o atendimento ao público.

Comissão

A Unifesp afirma ter acionado a Comissão Processante Permanente para apuração dos questionamentos feito procurador. No entanto, o MPF ainda cobra da universidade uma posição sobre os processos disciplinares abertos em 2008. Naquele ano, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas apontaram ilegalidades administrativas cometidas pelos gestores da universidade. A crise na Unifesp culminou com a demissão do então reitor Ulysses Fagundes Neto.

O MPF solicitou à Unifesp a data da instauração dos processos, o nome dos servidores investigados, as eventuais infrações cometidas, o estágio da apuração e eventual penalidade imposta pela Comissão Processante Permanente.

A Unifesp afirma que a Comissão Processante Permanente foi criada em março de 2010 e "está conduzindo os trabalhos de acordo com a legislação e ainda não dispõe das conclusões finais". Até agora o MPF não tem informações sobre os resultados das apurações internas feitas pela Unifesp.

Crescimento e greve

Nos últimos anos, a Unifesp passou por um forte projeto de expansão. As vagas na universidade foram ampliadas em mais de 480% ? de 1.293 em 2002 para os atuais 6.300 alunos de graduação, com a criação de 24 novos cursos e a instalação de 4 novos campi, Guarulhos, Diadema, São José dos Campos e Baixada Santista.

No entanto, docentes e professores reclamam da má infra-estrutura das instalações provisórias nas quais funcionam os campi de Guarulhos e Santos. As aulas estão paralisadas desde o dia 6 de outubro em Santos, quando os estudantes decretaram uma greve estudantil. No campus de Guarulhos os alunos estão em greve desde o dia 21 de outubro.

Segundo a Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp), o curso de Educação Física da Baixada Santista não tem equipamentos básicos, como quadras e piscina. Apesar de ter formado a primeira turma no ano passado, o curso enfrenta evasão de alunos e professores devido às precárias condições.
 

iG São Paulo

USP é primeira colocada com 7.739, Unesp fica em segundo lugar com 2.782 e Unicamp em terceiro, com 2.582

O Relatório Unesco sobre Ciência, divulgado no dia 10 de novembro, aponta a Universidade Estadual Paulista (Unesp) passou a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em publicações científicas e agora é a segunda do País. A primeira continua sendo a Universidade de São Paulo (USP).

Em 2006, a Unesp publicou 2.065 artigos contra 2.386 da Unicamp e 6.068 da USP. Em 2009, a USP foi para 7.739 (crescimento de 28%), a Unesp para 2.782 (aumento de 35%) e a Unicamp cresceu apenas 8% e ficou com 2.582.

As outras instituições brasileiras com mais artigos são: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 2.357; a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com 1.797; a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com 1.685; e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 1.561. Estas sete instituições juntas respondem por 60% da publicação científica no Brasil.

Crescimento brasileiro

O relatório da Unesco apresenta dados sobre a evolução da ciência e tecnologia em diferentes regiões no mundo. Alguns países ganharam destaque por apresentarem evolução significativa em seus números de investimento em ciência e tecnologia. O Brasil foi o único da América Latina a ter um capítulo exclusivo.

O total anual de publicações científicas originadas no Brasil aumentou de modo contínuo ao longo dos últimos 26 anos. Em 1992, eram 4.301 artigos; em 2000 passou de 10 mil; em 2008 alcançou o montante de 26.482; e ultrapassou 34 mil em 2009. Esse crescimento permitiu ampliar a participação mundial do país, que saltou de 0,8% em 1992 para 2,7% em 2008.

O órgão das Nações Unidas reiterou que o desenvolvimento científico-tecnológico tende a se concentrar nas regiões Sul e Sudeste, onde se localizam as principais instituições de ensino superior.

 

iG São Paulo

Até sexta-feira, sai a expectativa da banca de redação para os três textos exigidos dos alunos

O gabarito da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi divulgado na manhã desta segunda-feira, dia 22. A prova de 48 questões e três redações foi realizada no domingo.

Confira o gabarito e veja as questões corrigidas pelos professores do Cursinho da Poli.



Até sexta-feira, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) também vai divulgar a expectativa da banca de redação sobre os três textos exigidos dos candidatos. A lista de aprovados para a segunda fase será divulgada no dia 20 de dezembro, juntamente com os locais de prova. A segunda fase acontece entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2011. As provas de aptidão, para os cursos que as exigem, serão realizadas entre 24 e 27 de janeiro, em Campinas.

Na primeira fase, 53.284 estudantes fizeram a prova, na disputa por umas das 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). A abstenção foi um pouco maior que no vestibular passado: 6,86% contra 5,33% no ano anterior. Dos 57.209 inscritos no Vestibular 2011, 3.925 candidatos não compareceram para fazer o exame.

Este ano, a prova realizada foi diferente. Em vez de 12 questões dissertativas, os candidatos tiveram que produzir três textos e responder 48 questões de múltipla escolha. São eliminados do vestibular os candidatos que obtiverem nota zero na parte de redação ou na parte de conhecimentos gerais. Para a segunda fase, são convocados os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 54 pontos na primeira fase, em número mínimo de três e máximo de oito vezes o número de vagas do curso escolhido em primeira opção.

Lucien Adedo, especial para o iG

Profissionais do Cursinho da Poli consideram questões objetivas tranquilas, mas dizem que textos tem alto nível de exigência

A grande novidade do vestibular da Unicamp deste ano foi a mudança no formato da prova da primeira fase que, depois de anos sendo realizada com questões dissertativas, passou a ser composta por perguntas de múltipla escolha e por três redações. Estas últimas causaram apreensão entre os candidatos e, segundo os professores do Cursinho da Poli, com razão.

De acordo com a professora do cursinho Eclícia Pereira, a prova de redação estava extremamente complexa, misturando mais de um gênero de escrita e exigindo do aluno conhecimentos adquiridos durante todo o ensino médio.

"Até o ano passado, os gêneros de escrita eram bem definidos. Neste ano, o candidato deveria, por exemplo, escrever um artigo opinativo tendo por base uma crônica", explica Eclícia.

Como se não bastasse, esse era apenas um dos três textos que o aluno tinha que escrever. Os outros dois eram um comentário a partir de um gráfico que deveria ser interpretado e um discurso para uma apresentação de um evento. Para a professora, no novo formato do vestibular da Unicamp, não há peneira maior para os candidatos do que a redação.

"A partir da perspectiva de um professor, é uma prova admirável. É o sonho de qualquer um de nós poder cobrar isso dos nossos alunos. Mas, quando a gente pensa no nível do ensino de hoje, essa prova é, infelizmente, inalcançável para grande parte dos candidatos."

Nível das outras disciplinas é mais tranquilo

Em contrapartida ao forte nível da redação, as questões das outras disciplinas estavam relativamente mais tranquilas. Seja nas provas de Matemática, Ciências Humanas e Artes ou Ciências da Natureza.

Edson Futema, professor de biologia, avaliou a prova como fácil, com questões que exigiam conhecimento de conteúdo e sem interdisciplinaridade. Segundo ele, a exceção foi uma questão que abordava o "linkage", matéria que, diz Futema, não costuma fazer parte da grade curricular das escolas públicas devido ao fato de elas serem um pouco mais comprimidas que a das escolas privadas.

Guilherme Geribello, professor de matemática, seguiu a mesma linha e também considerou as questões de sua área como fáceis. "A Unicamp manteve a tradição de fazer uma prova inteligente. Apesar de terem sido relativamente fáceis, as questões exigiam um raciocínio do aluno, sem pedir coisas decoradas, além de ligar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com as experiências do cotidiano. Acho que estava mais fácil do que no ano passado."

Já Bassam Ferdinian, professor de física, viu um nível médio nas questões de sua disciplina e pensa que o conteúdo cobrado é aquilo que se espera de alguém que deseja entrar em uma universidade do porte da Unicamp.

"Como sempre, a prova estava muito bem equilibrada, como deve ser na primeira fase. São alunos que prestam para todas as áreas, ou seja, deve ser privilegiado o conhecimento e não a 'decoreba'", avalia Ferdinian, que afirma não ter visto nenhum choque entre os formatos de 2010 e deste ano.

Elias Feitosa de Amorim Junior achou de nível médio a prova de história, disciplina que leciona no Cursinho da Poli. "Os textos eram curtos, objetivos e sem ambiguidade. Deu para perceber que eles tentaram dividir os temas equilibradamente, mas o que chamou a atenção foi a ausência de questões de filosofia e sociologia, matérias que estavam no programa do vestibular".

iG São Paulo

Primeira fase do vestibular que seleciona para USP ocorre no próximo domingo. Tire suas dúvidas

Na semana anterior à primeira fase do vestibular da Fuvest, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP) e para o curso de Medicina da Santa Casa, o iG realiza videochats preparativos com professores do Cursinho da Poli. Durante o bate-papo ao vivo, candidatos podem tirar suas últimas dúvidas para a prova.

O primeiro videochat ocorre às 17h desta segunda, dia 22, com os professores Cristiane Bastos, de português, Lucia Helena, de inglês, Elias Feitosa, de história, e Decio Cavalheiro, de geografia. Na terça, no mesmo horário, os professores Bassam Ferdinian, de física, Alessandro Menezes, de matemática, Marcio Novaes, de química, e Eduardo Leão, de biologia, respondem as perguntas.

A primeira fase da Fuvest ocorre no próximo domingo. O iG e o Cursinho da Poli realizam a correção online das questões.

 

iG São Paulo

Número é ligeiramente maior que os 5,33% do ano anterior; confira no site do iG a correção online da prova

A Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest), que organiza o exame de admissão para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), divulgou neste domingo o índice de abstenção da primeira fase do vestibular 2011. Segundo a comissão, 6,86% dos candidatos não realizaram a prova.

Em números absolutos, isso significa dizer que, dos 57.209 inscritos, 3.925 estudantes não compareceram para fazer o exame. O índice de abstenção deste ano é ligeiramente superior ao de 2010, que foi de 5,33%.

A Comvest afirma ainda que vai divulgar o gabarito oficial das questões até terça-feira (23/11) e a expectativa da banca de redação até sexta-feira (26/11).

Confira aqui a correção online da prova da Unicamp, realizada pelos professores do Cursinho da Poli em parceria com o iG.

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Candidatos consideraram vestibular com nível médio de dificuldade. Temas das redações eram próximos ao cotidiano dos jovens

Estudantes que prestaram o vestibular 2011 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na PUC-SP aprovaram o novo modelo da prova. Para a maioria dos entrevistados pela reportagem do iG o exame estava bem elaborado e com nível médio de dificuldade. Neste ano, a primeira fase do processo seletivo teve uma prova de múltipla escolha com 48 questões ? 12 de Matemática; 18 de Ciências Humanas e Artes; e 18 de Ciências da Natureza ? e não mais as 12 dissertativas, como era aplicado até o ano passado.

Os candidatos fizeram ainda três redações e foram surpreendidos pelos gêneros exigidos. Tradicionalmente, a Unicamp cobrava uma dissertação, uma narração e uma carta. Desta vez, o vestibular pediu um comentário em site sobre um gráfico de pesquisa sobre valores dos jovens, um discurso de um presidente de grêmio estudantil apresentando uma pesquisadora e um artigo jornalístico-opinativo embasado em um texto literário. Neste domingo, 53.284 estudantes fizeram a prova da primeira fase do Vestibular Unicamp 2011, na disputa por umas das 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). O índice de abstenção foi de 6,86%, 3.925 candidatos não compareceram para fazer o exame.

Apesar da surpresa, os estudantes gostaram das mudanças. ?A prova estava muito bem elaborada e as redações tinham temas amplos?, comentou Ana Carolina Paoletti, de 17 anos. Para Ana, a prova exigia bastante lógica, raciocínio, mas não era tão conteudista quanto a da Fuvest.

Paloma Rosa, de 17 anos, acha que as redações na primeira fase selecionam melhor os candidatos. ?É uma forma de a gente escrever e se expressar?, afirma. A estudante relata que ficou surpresa com as propostas de redação, diferentes do que ela esperava, mas que conseguiu desenvolver o texto solicitado sem grandes problemas.

A estudante Paola Passianoto, de 20 anos, concorda: ?Acho melhor fazer estes textos do que uma dissertação comum. A prova estava bem gostosa de fazer?. Já Pedro Hayashi não gostou muito das propostas ?modernas? da redação da Unicamp. Ele se sentiu inseguro por não ter trabalhado os gêneros solicitados em sala de aula. ?Mas os temas eram próximos do meu cotidiano. Então acho que fui bem.?

Anne Ramos, de 18 anos, também foi surpreendida com os formatos das redações. Ela esperava ter de fazer textos mais ?pesados? no formato dissertativo. ?Eram fáceis e não eram longas?, disse. Giovanna França, de 17 anos, achou a prova tranquila e gostou dos textos pedidos. ?Achava que as redações fossem dissertações mais elaboradas?, afirmou, acrescentando que ficou surpresa com os temas, totalmente diferentes do esperado. Segundo ela, as questões de múltipla escolha estavam voltadas para sustentabilidade, preservação da natureza e havia bastante interpretação.

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Estudante chegou ao local dois minutos após horário limite, mas conseguiu entrar. Neste ano, ela perdeu a prova do Enem por atraso

Foto: Flávio Torres

Melissa Caroline de Oliveira chegou à PUC-SP às 13h02. Dois minutos após o horário oficial de fechamento dos portões dos locais de prova do vestibular 2011 da Universidade de Campinas (Unicamp). Como a entrada da PUC-SP fica em um local alto, os fiscais a viram correndo e esperaram a estudante entrar.

Ao final da prova, Melissa conta que a correria valeu a pena. ?O ônibus que eu peguei fez um caminho diferente. Tive que descer e correr umas quatro quadras?, conta a estudante que quer fazer faculdade de matemática. Melissa relata que demorou uns minutos até conseguir recuperar o fôlego e se concentrar para a prova. ?Estava difícil, estou bem cansada.?

No começo do mês, Melissa perdeu a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Também por atraso e também por problemas no transporte público, segundo relata. ?Eu estava em Caieiras e vim de trem para São Paulo, mas o trem ficou 40 minutos parado no meio da linha e aí não teve como chegar a tempo?, lamenta.


 


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