Reuters PARIS (Reuters) - A confiança industrial da França caiu inesperadamente em novembro, com queda na produção e na demanda doméstica, mas um índice do setor manufatureiro nacional atingiu a máxima em 10 anos. A agência de estatísticas francesa informou que o índice mensal de confiança empresarial para a indústria manufatureira caiu de 102 em outubro para 100 neste mês. A leitura ficou abaixo da expectativa de 102 obtida em uma pesquisa da Reuters com 21 analistas, mas a agência disse que o número veio em linha com média de longo prazo. Em contraste, o índice do setor manufatureiro atingiu o maior nível desde setembro de 2000, depois de três meses de desaceleração. O número preliminar subiu de 55,2 para 57,5 em novembro. Analistas disseram que ambos os indicadores contribuem para um cenário de recuperação econômica gradual. (Reportagem de Daniel Flynn e Vicky Buffery)
23/11/2010 09:59 AM
Valor Online .
As bolsas da região operam em queda, enquanto os investidores aguardam o desenrolar dos acontecimentos. China e Japão já se mostraram atentos e preocupados com a situação.
Há pouco, o FTSE 100, da bolsa de Londres, cedia 0,66%, aos 5.643,32 pontos, com as ações do setor bancário e de commodities registrando recuos acentuados. Os papéis do Barclays caíam 2,21%, seguidos pelo do lloyds (-1,69%), da Rio Tinto (-1,64%) e da BHP Billiton (-1,46%).
Na bolsa de Paris, as ações do Credit Agricole baixavam 2,64%, acompanhadas pelas da Arcelor Mittal (-2,42%), do BNP Paribas (-2,26%) e do Société Générale (-2,21%). O índice CAC 40 registrava desvalorização de 0,84%, aos 3.786,99 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX recuava 0,27%, para 6.803,90 pontos, levado pelas ações da Volkswagen, que caíam 1,45%. Os papéis do Deutsche Bank apresentavam queda de 0,94%, enquanto os do Commerzbank cediam 1,24%.
Os papéis do Santander e do BBVA, por sua vez, sofriam perdas acima de 2% na bolsa de Madri, que tinha o Ibex 35 em baixa de 1,32%, aos 9.846,00 pontos. Na praça de Milão, o FTSE MIB recuava 0,51%, para 20.267,80 pontos, puxado pelos papéis do Unipol, que caíam 2,20%.
O mercado segue atento às notícias vindas da Irlanda, que anunciou que dissolverá o Parlamento após a aprovação do orçamento, que permitirá a implantação do plano de ajuda concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia. A votação está prevista para o início de 2011, devendo ser realizada em seguida eleição antecipada para o próximo governo.
(Francine De Lorenzo | Valor, com agências internacionais)
23/11/2010 09:49 AM
Reuters PEQUIM, 23 de novembro (Reuters) - O lucro bruto das maiores siderúrgicas da China superou 7 bilhões de iuans (1,05 bilhão de dólares) em outubro, uma alta de 21 por cento sobre o mês anterior, informou a Associação de Ferro e Aço da China (Cisa) nesta terça-feira. As 77 companhias monitoradas pela Cisa viram melhora contínua na lucratividade sobre o ano passado, ganhando 64 bilhões de iuans nos três primeiros trimestres, quase o dobro do mesmo período de 2009. Entretanto, a margem de lucro se manteve em apenas 2,84 por cento nos primeiros nove meses de 2010 e a indústria siderúrgica doméstica continua sensível a pequenas flutuações nos preços dos produtos e das matérias-primas. A demanda por aço tradicionalmente enfraquece nos meses de inverno, mas muitos na indústria estão esperando que os generalizados fechamentos de capacidade produtiva promovidos por um plano de Pequim para economizar energia vão ajudar a apoiar os preços em novembro e dezembro. Os preços alcançaram um pico em 16 meses no início de novembro em antecipação ao aperto na oferta, mas desde então recuaram. A Cisa afirmou em relatório na semana passada que os preços continuarão voláteis até o final do ano, com o excesso de oferta ainda sendo um grande problema para o setor. (Por David Stanway)
23/11/2010 09:36 AM
AE O destino do euro está em risco, enquanto as autoridades europeias preparam um pacote de ajuda para a Irlanda com a expectativa de evitar o contágio de outros membros do bloco, disse hoje o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. Para ele, a crise financeira global continua a prejudicar a estabilidade econômica europeia. Schaeuble disse que os níveis não administráveis da dívida da Grécia e da Irlanda apenas reforçam a estratégia da Alemanha de reduzir seu orçamento durante o período inicial de recuperação econômica, o que provocou críticas de seus maiores parceiros, incluindo os Estados Unidos. "É muito importante mostrar que é possível na Alemanha fazer o que promovemos tão frequentemente no exterior", disse Schaeuble, referindo-se aos planos da Alemanha de cortar mais de 80 bilhões de euros de seu orçamento durante os próximos quatro anos. As informações são da Dow Jones.
23/11/2010 09:36 AM
AE O chanceler Celso Amorim atacou ontem a política monetária do governo de Barack Obama. Ele alertou que a injeção de US$ 600 bilhões pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na economia ameaça criar "distorções ao comércio que tornam as negociações multilaterais irrelevantes". Ele disse ainda que o maior superávit que os Estados Unidos tem hoje no mundo é exatamente com o Brasil. As críticas de Amorim se somam às já feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, diante da decisão do Fed de colocar liquidez em sua economia para a salvar seus bancos e estimular os empréstimos. O problema é que esses recursos também têm sido canalizados para os mercados emergentes, em forma de capital especulativo. O resultado da entrada de forte volume de capital na economia brasileira, por exemplo, é a valorização do real, que leva à perda de competitividade. "O mundo finalmente descobriu que as moedas importam para o comércio", disse Amorim, em seminário em Genebra, ao lado do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy. A conta de Amorim é simples. Se por anos se negocia uma concessão de redução de uma barreira em 5%, em apenas alguns dias a valorização de uma moeda pode ser bem superior ao impacto do corte tarifário que se debatia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
23/11/2010 09:35 AM
Valor Online SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) mais líquidos operam no território positivo no início dos negócios da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).
O contrato mais negociado no momento é o de vencimento em janeiro de 2012, que registrava alta de 0,06 ponto percentual, a 11,81%, instantes atrás.
Já o contrato com vencimento em janeiro de 2013 projetava taxa de 12,38%, aumento de 0,07 p.p. em relação ao fechamento de ontem.
(Karin Sato | Valor)
23/11/2010 09:19 AM
Valor Online . Há pouco, a moeda estava a R$ 1,726 na compra e a R$ 1,728 na venda, desvalorização de 0,11%.
Porém, no mercado futuro, os contratos de dezembro negociados na BM&F subiam 0,20%, a R$ 1,728.
Ontem, o dólar comercial encerrou a jornada com valorização de 0,63%, a R$ 1,730 na venda.
(Karin Sato | Valor)
23/11/2010 09:19 AM
iG São Paulo A GEFCO Logística do Brasil, empresa da área de transporte e logística automotiva industrial, subsidiária do grupo PSA Peugeot Citroën, nomeou Gonzague Collong como presidente da empresa.
O executivo está no Grupo GEFCO desde 1977 e já ocupou diversos cargos corporativos na sede da empresa na França. Ele também já foi diretor geral das filiais da companhia na Itália, Suíça e na República Tcheca.
Gonzague Collong assume a presidência no Brasil, em substituição a Paul Freret, que, após três anos no cargo, se torna membro do comitê da direção geral da GEFCO. A previsão é de que Collong atue no Brasil pelos próximos cinco anos.
23/11/2010 09:15 AM
Reuters Por Aluísio Alves e Alexandre Caverni SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil precisa elevar sua taxa de investimento para garantir um crescimento anual sustentado acima de 5 por cento e o governo prepara medidas para que o setor privado tenha uma participação maior no financiamento de longo prazo já a partir de 2011, disse o presidente do BNDES. Segundo Luciano Coutinho, a taxa que hoje gira em torno de 19 por cento do PIB, precisa subir para algo em torno de 23 a 24 por cento, sem que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social amplie sua participação nos empréstimos. "Nossa (expectativa) é que todo incremento possa ser financiado pelo setor privado", afirmou durante entrevista no Reuters Brazil Investment Summit nesta segunda-feira, acrescentando que o banco está pronto para anunciar medidas nesse sentido. Coutinho disse que o BNDES é hoje o "único financiador de longo prazo", mas mudanças sobre impostos e depósitos compulsórios podem ajudar a criar as condições para que o setor privado aumente seus financiamentos. Poderiam ser concedidos benefícios fiscais para o investidor que o incentivassem a procurar aplicações de prazos mais longos, em detrimento dos papéis vinculados à Selic. Os comentários ocorrem em meio a críticas de parte do mercado que vê um excesso do BNDES em sua ofensiva iniciada em 2008 para tentar conter os efeitos da crise, e que isso poderia causar distorções na economia. Desde 2009, o governo já repassou cerca de 200 bilhões de reais em empréstimos ao BNDES para aumentar a capacidade do banco de conceder empréstimos. Os investimentos de longo prazo no país mapeados pelo BNDES consumiram cerca de 1 trilhão de reais no período 2006-09, disse, e esta conta deve subir para cerca de 1,6 trilhão de reais entre 2011 e 2014. Os desembolsos do BNDES, contudo, devem parar de crescer. Para 2011, a estimativa de Coutinho é de que o banco ofereça um volume de financiamento similar ao deste ano, de cerca de 146 bilhões de reais. Presidente do BNDES desde 2007, Coutinho tem sido frequentemente citado como um dos prováveis membros do atual governo que permaneceriam com Dilma Rousseff, mas o banqueiro disse que ainda não foi consultado a respeito. CÂMBIO O eventual aprofundamento da apreciação do real frente ao dólar pode ter como consequência o esvaziamento em setores da indústria nacional, à medida que parte do processo produtivo passa a ser feita no exterior, disse ele. "Permitir que a apreciação persista e se aprofunde é um coisa negativa para a economia", disse. "As importações em manufaturados estão se acentuando em vários setores." Para Coutinho, algumas das ferramentas que devem ser usadas para amortecer os efeitos negativos desse quadro é reduzir os fatores de ineficiência da economia doméstica, como na infraestrutura, além de medidas tributárias, como a eliminação de incentivos hoje concedidos Estados para importações. "Vários Estados no Brasil têm dado incentivos criando verdadeiros corredores de importação", argumentou. DESAFIOS Boa parte do incremento das inversões deve ser dirigida para infraestrutura, setor que segundo Coutinho será um dos principais desafios do próximo governo e que segundo ele deve ter alta prioridade por Dilma Rousseff. "A presidente eleita vai dedicar atenção grande à logística brasileira", afirmou. Para Coutinho, o segmento aeroportuário "tem um gargalo sério", mas considerou que o problema deve ser equacionado em tempo hábil para os grandes eventos esportivos que o país vai sediar nos próximos anos. Além seis arenas para a Copa de 2014 que já tiveram os projetos aprovados pelo BNDES, outras estão em análise. Além disso, deficiências na áreas de transporte e hotelaria já estão sendo resolvidas. "Eu não vejo grandes problemas", afirmou. O presidente do BNDES avalia que, além de aumentar significativamente a taxa de investimentos, impedir a continua valorização do real e enfrentar os problemas de infraestrutura, o país tem outros desafios importantes à frente. Entre eles, melhorar a formação de mão de obra e sustentar o desenvolvimento regional e o processo de distribuição de renda. E conseguir tudo isso, acrescentou, com condições macroeconômicas estáveis. (Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal, Todd Benson e Brian Winter)
23/11/2010 09:13 AM
iG São Paulo A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, teve forte aceleração e registrou alta de 0,86% em novembro, ante 0,62% em outubro. A taxa é a maior para meses de novembro desde 2002 (2,08%). A inflação também é a maior desde fevereiro, quando foi registrada variação de 0,94%. O número, divulgado nesta terça-feira pelo IBGE, veio acima da expectativa de analistas, que esperavam inflação entre 0,66% e 0,77%. No ano, o índice acumula alta de 5,07%, acima do índice de igual período de 2009 (3,79%). Em doze meses encerrados em novembro, a variação é de 5,47%, também acima da taxa registrada na comparação dos 12 meses imediatamente anteriores (5,03%). Segundo o IBGE, o avanço se deve ao aumento de preços de produtos alimentícios, que passou de 1,70% em outubro para 2,11% em novembro. Sozinho, o grupo Alimentos e Bebidas contribuiu com 0,48 ponto porcentual (56%) do IPCA-15 de novembro. Os alimentos que tiveram alta de preços mais acentuada foram: carnes (alta de 6,10% em novembro), feijão carioca (10,83%), açúcar cristal (14,05%), tomate (10,28%), batata-inglesa (9,96%), feijão preto (7,15%), farinha de trigo (5,76%) e açúcar refinado (4,50%). Houve aceleração também nos preços dos produtos não alimentícios, grupo cuja variação chegou a 0,49% em novembro, ante 0,30% em outubro. Os destaques de alta ficaram com os combustíveis (2,22%), com aumentos no etanol (6,75%) e na gasolina (1,92%). Destacam-se ainda as altas nos gastos com empregados domésticos (1,34%), artigos de vestuário (1,17%), aluguel residencial (1,05%) e condomínio (0,88%). Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 14 de outubro a 12 de novembro e comparados com os vigentes de 14 de setembro a 13 de outubro de 2010. Desempenho histórico do indicador em meses de novembro (com agências) Evolução do IPCA-15
23/11/2010 09:10 AM
iG São Paulo O Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) de São Paulo organiza nesta quarta-feira (24), a partir das 9 horas, uma oficina de orientação sobre entrevistas de emprego, nas unidades de Santana, Lapa, Itaquera, Interlagos e Itaim Paulista. O evento busca dar dicas de como se preparar e como se comportar durante um processo seletivo, dinâmica e entrevista. Entre as dicas que serão abordadas estão: pesquisar sobre a empresa, chegar ao local da entrevista com antecedência, conhecer bem o próprio currículo e suas qualidades. Para participar basta comparecer às unidades do CAT no horário da atividade. Mais informações no site da Prefeitura de São Paulo ou na Central de Atendimento ao Munícipe pelo telefone: 156.
23/11/2010 08:58 AM
AFP O governador do Banco da Espanha, Miguel Angel Fernández Ordóñez, afirmou nesta terça-feira que os efeitos da crise irlandesa "se estenderam" de forma rápida aos países periféricos da zona do euro e "fizeram-se sentir" sobre a dívida espanhola.
O governador do Banco da Espanha, Miguel Angel Fernández Ordóñez, afirmou nesta terça-feira que os efeitos da crise irlandesa "se estenderam" de forma rápida aos países periféricos da zona do euro e "fizeram-se sentir" sobre a dívida espanhola. No entanto, este efeito foi percebido "em menor medida" em comparação com Grécia ou Portugal, explicou. No Senado, Ordóñez considerou que é preciso "manter-se vigilantes" frente ao novo aumento de tensão registrado nos mercados recentemente. "O desenvolvimento das últimas semanas reforça a validade e a oportunidade desta mensagem", insistiu. As emissões de obrigações da Espanha se encareceram nestas últimas semanas, sinal de que os investidores confiam menos em sua capacidade de pagamento. Da mesma maneira, o prêmio de risco espanhol (diferença entre a taxa de juros a dez anos das obrigações espanholas e o Bund alemão), índice da confiança dos mercados, seguia em alta nesta terça-feira. Ao meio-dia alcançava os 220 pontos básicos, após baixar a cerca de 160 pontos neste verão, depois da publicação dos testes europeus de resistência dos bancos. ka/gr/ma
23/11/2010 08:51 AM


