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EFE

Secretário de Defesa dos EUA diz que todas as nações devem se preocupar com armas e mísseis de longo alcande da Coreia do Norte

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou neste domingo na Bolívia que a Coreia do Norte tem armas nucleares e está criando mísseis de longo alcance, o que deve preocupar a todas as nações.

"Acho que já têm armas nucleares e estão criando mísseis de longo alcance, e acho que tudo isto preocupa a todas as nações", disse Gates em entrevista coletiva na cidade de Santa Cruz, onde participará nesta segunda-feira da IX Conferência de ministros de Defesa das Américas.

O secretário americano enfatizou que não acredita que o programa nuclear norte-coreano tenha apenas fins energéticos, porque se "fosse assim deveriam ter recebido a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU".

"Os norte-coreanos tiveram um programa nuclear há muito tempo e provavelmente têm vários dispositivos nucleares, uma instalação de enriquecimento de urânio que presumimos ser o que é. Obviamente, têm potencial para criar armas", acrescentou.

EFE

Imagem mede 53 metros, pesa 440 toneladas e demorou mais de 10 anos para ser concluída. Custo da obra ultrapassou £ 1 milhão

Foto: AP

Milhares de fiéis participaram, neste domingo em Swiebodzin, da consagração da maior estátua de Jesus Cristo do mundo, um monumento que supera os 52 metros de altura.

Os atos começaram com uma grande missa no santuário da Misericórdia Divina e continuaram com uma peregrinação pelo local onde fica o monumento, construído com doações privadas, em sua maioria dos 21 mil habitantes de Swiebodzin.

A estátua mede 33 metros, que correspondem aos 33 anos que Cristo viveu. A eles se somam três metros da coroa, outro número simbólico, já que representam os anos que Jesus dedicou a pregar; e 16,5 metros de pedestal, que serve de apoio para o monumento que tem 52,5 metros.

A estátua - mais alta que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que mede 38 metros- ficou pronta no dia seis de novembro. Sua envergadura e peso também são impressionantes: 25 metros e 440 toneladas, respectivamente.

Os últimos elementos da estátua, a cabeça e os braços, foram instalados com ajuda de um enorme guindaste de 700 toneladas, seguindo as instruções de seu desenhista, o sacerdote local 

Zawadski assegura que foi guiado pelo próprio Cristo em sua obra, cuja concepção começou em 2000 e teve um custo de mais de um milhão de euros. A imensa figura fica perto da rodovia que une Varsóvia a Berlim, o que permite aos motoristas enxergar o Cristo Rei a vários quilômetros de distância.

EFE

Porta-voz do Vaticano diz que raciocínio de Papa não pode ser definido como uma mudança revolucionária

Foto: Reuters

A justificativa por parte de Bento XVI do uso do preservativo em "alguns casos" e suas afirmações de que os Papas não são infalíveis geraram "agitação" no Pontificado, segundo observadores, embora o Vaticano tenha matizado que não se trata de uma "mudança revolucionária".

"No raciocínio do Papa está claro que não pode ser definido uma mudança revolucionária", afirmou neste domingo o porta-voz do vaticano, Federico Lombardi, em uma nota na qual "explicou" as declarações de Bento XVI sobre a luta contra a Aids e o uso de preservativos recolhidas no livro-entrevista "Luz do Mundo", do escritor alemão Peter Seeewald.

Perguntado sobre sexualidade, Bento XVI diz no livro, que "se basear só" no preservativo significa "banalizar" a sexualidade e isso faz com que muitas pessoas não vejam na sexualidade a expressão do amor, "mas uma espécie de droga, que fornecem a si mesmos".

Mas acrescenta: "Podem ter alguns casos em que se justifique o uso do preservativo, quando, por exemplo, uma prostituta utiliza um profilático. Isso pode ser o primeiro passo em direção a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade, consciente de que nem tudo é permitido e não se pode fazer tudo o que quer", afirma.

Bento XVI acrescenta que o uso do preservativo "não é a verdadeira maneira para combater a Aids, já que é necessária uma humanização da sexualidade".

A "abertura" do Papa para o uso do preservativo gerou uma grande agitação no mundo todo e foi apreciada pela agência da ONU para a luta contra a Aids, que considera um "passo significativo e positivo".

Diante do interesse suscitado pela afirmação, Lombardi precisou que não se trata de "uma mudança revolucionária", mas de uma "visão compreensiva", para levar uma humanidade "culturalmente muito pobre rumo a um exercício mais humano e responsável da sexualidade".

Segundo o jesuíta, as palavras do Papa "não mudam as doutrinas da Igreja, mas as reafirmam na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".

Lombardi precisou que o Papa não justifica moralmente o exercício "desordenado" da sexualidade e que só considera o uso de profilático para diminuir o risco do contágio da Aids como uma situação extrema.

Ressaltou que vários teólogos e eclesiásticos já mantiveram posturas análogas, mas que "nunca antes" haviam escutado "com tanta clareza a opinião de um Papa".

Sobre este primeiro "sim" ao preservativo, o editor do L'Osservatore Romano, Giovanni María Vian, disse neste domingo que a doutrina "em si não muda", mas que as palavras de Bento XVI mostram "o realismo do Pontífice".

O editor do jornal do vaticano assegurou que a Igreja e o Papa "sofrem preconceitos" e que, se a Igreja foi apresentada perante o mundo "como fechada, retrógrada, impiedosa, surda, inimiga dos homens", as palavras do Papa são a prova de "uma mudança clamorosa".

As palavras de Bento XVI sobre os preservativos não são as únicas que geraram polêmica, já que no livro também diz que considera "errado" afirmar que os Papas são infalíveis, "já que um Pontífice também erra".

"Obviamente, o Papa pode se equivocar, ser Papa não significa se considerar um soberano cheio de glória, mas alguém que dá testemunho de Cristo crucificado", afirma o Pontífice.

A infalibilidade papal, aprovada pelo Concílio Vaticano I (1869-1870), é um dos pontos que separam às Iglesias Católica e Ortodoxa.

O papa também assegurou que nunca pensou em ser eleito e que, embora Deus lhe dê forças para seguir, se dá conta de que, a seus 83 anos, "as forças vão diminuindo".

Perguntado se alguma vez pensou em renunciar ao Pontificado, não hesitou em afirmar que, se um dia se der conta de que não pode física, psicológica ou espiritualmente desenvolver seu trabalho, não duvidaria em renunciar.

No livro, o Papa também afirma que não ficou totalmente surpreso com os escândalos de padres pedófilos, mas a dimensão do escândalo foi "um choque enorme".

BBC Brasil

Famílias vivem dias de angústia sem saber se 29 homens estão vivos. Níveis de gases tóxicos tornam operação de resgate arriscada

Foto: Reuters

Parentes de homens desaparecidos enfrentam uma espera angustiante na Nova Zelândia. As equipes de dizem "não ter ideia" de quando conseguirão chegar até os 29 homens presos desde sexta-feira em uma mina de carvão.

Segundo especialistas, os altos níveis de gases tóxicos no local tornam arriscada demais qualquer tentativa de entrar na mina, mas as autoridades dizem ainda estar confiantes de que encontrarão os trabalhadores com vida.

Depois da explosão na Ilha Sul, não foi possível contactar nenhum dos homens desaparecidos. Eles têm idades entre 17 e 62 anos, 24 deles são neo-zelandeses, dois são australianos, dois são britânicos e um é sul-africano.

Famílias em agonia

Enquanto enfrentam uma espera angustiante, as famílias puderam, neste domingo, visitar a mina Pike River, local do acidente. O objetivo era ajudar os parentes dos homens desaparecidos a entender os perigos da operação e mostrar a eles o equipamento que será usado assim que possível.

Laurie Drew, mãe de Zen, 21 anos, que está entre os mineiros presos, disse à TV3 da Nova Zelândia que foi muito difícil estar no local.

As igrejas próximas à mina realizaram missas para centenas de pessoas, que rezavam juntas para que os homens sejam encontrados com vida.

Testes

Equipes de resgate estão perfurando um túnel de 15 centímetros de largura a partir de uma montanha, em uma tentativa de chegar até o centro da mina para testar os níveis de gases tóxicos lá e talvez introduzir uma câmera para ver a situação debaixo da terra.

Será necessário atravessar 150 metros de pedras, em uma operação que pode durar entre 16 e 24 horas. O líder das equipes de resgate na mina, Gary Knowles, disse estar otimista e negou rumores de que não havia urgência nos esforços porque eles acreditavam que as chances de encontrar os homens com vida eram mínimas.

"Acho isso repugnante", Knowles disse a jornalistas. "Estamos falando de vidas humanas aqui...Minha decisão é tomada baseada na segurança e na opinião de especialistas."

Explosão

Acredita-se que a explosão tenha ocorrido por volta das 15h30 locais (0h30 em Brasília) da sexta-feira. Segundo a polícia, um eletricista foi até a mina às 15h50 investigar uma queda de energia e encontrou o motorista de uma escavadeira que tinha sido arremessado para longe pela explosão. Ao encontrá-lo, o eletricista soou o alarme.

Ao todo, dois trabalhadores conseguiram sair do local e foram tratados em um hospital com ferimentos leves, mas já receberam alta.

O presidente da Pike River, Peter Whitthall, disse que a mina é relativamente pequena e que os mineiros estariam trabalhando perto um dos outros.

Cada mineiro levava um suprimento de 30 minutos de oxigênio, o suficiente para que chegassem até depósitos de oxigênio que durariam vários dias. Whittall disse ainda que há água na mina e que a temperatura lá seria de 25 graus.

A mina de Pike River funciona desde 2008 e fica na costa oeste da ilha sul da Nova Zelândia, na cordilheira Paparoa, do lado oposto da antiga mina Strongman State, onde uma explosão matou 19 mineiros em 1967.

EFE

"Estamos preparados", diz Juan Manuel Santos em entrevista para jornal colombiano

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que informações adquiridas por atividades de inteligência permitem afirmar que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) preparam um plano de ataques para vingar a recente morte do líder da guerrilha conhecido como "Mono Jojoy".

Santos assinalou, em entrevista publicada neste domingo pelo diário "El Tiempo", que seu Governo continua enfraquecendo as Farc, dando como exemplo a morte de Víctor Julio Suarez Rojas, conhecido como "Mono Jojoy", no dia 22 de setembro passado.

"Soubemos que a guerrilha prepara um plano para vingar a morte de 'Jojoy' neste fim de ano. Estamos preparados. Por isso, não descansaremos até que consigamos a paz, pela razão ou pela força", declarou Santos.

Ele ressaltou que, nesse objetivo, o Governo não baixará a guarda "nem um minuto". O líder das Farc morreu no dia 22 de setembro junto a outros guerrilheiros durante um bombardeio de militares colombianos, em um acampamento na serra florestosa de La Macarena, no sul da Colômbia. EFE fer/sa

iG São Paulo

Milhares de pessoas, entre amigos e familiares, levaram flores e acenderam velas em lugar onde aconteceu acidente

Foto: AFP

Quase uma semana após o incêndio que matou 58 pessoas em um complexo residencial no centro de Xangai, milhares de pessoas foram às ruas, neste domingo, para prestar homenagem às vítimas do acidente. Velas foram acesas e flores levadas para o local onde aconteceu o incêndio, numa das áreas mais populosas da cidade. 

A manifestação aconteceu sob olhares da polícia chinesa, que acompanhou as homenagens à paisana.

AFP

Líderes da Otan, reunidos em Lisboa, se comprometeram a iniciar em 2011 a transferência da segurança para Exército afegão

Foto: Associated Press

 

O plano de retirada das tropas da Otan do Afeganistão, decidido no fim de semana em Lisboa, é um "sinal de fracasso" para os Estados Unidos, afirmaram neste domingo os talibãs em uma mensagem divulgada pela internet.

"O acordo de Lisboa demonstra que os Estados Unidos não conseguiram obter uma assistência militar adicional da parte dos outros membros da Otan", afirma o comunicado dos talibãs.

"São boas notícias para os afegãos e para os que amam a liberdade no mundo e um sinal de fracasso para o governo americano", completa o texto, que tem como título "Resposta do Emirato Islâmico do Afeganistão à reunião de Lisboa".

Os líderes da Otan, reunidos em Lisboa, se comprometeram a iniciar em 2011 a transferência de responsabilidades de segurança à polícia e ao Exército afegãos, um processo que deve ser concluído em 2014.

Os talibãs pediram novamente a retirada imediata das tropas estrangeiras, afirmando que fixar o prazo para 2014 é uma "decisão irracional" que prolonga "uma guerra sem sentido".

EFE

Além do atual presidente, que está há 23 anos no poder, outros sete candidatos concorrem ao pleito

As quartas eleições presidenciais da história de Burkina Fasso transcorrem neste domingo sem registros de graves incidentes até o momento e, ao que tudo indica, o atual governante, Blaise Compaoré, será renovado no cargo máximo do Estado.

Alguns eleitores já aguardavam às 6h local (4h de Brasília) em colégios de votação da capital, Ouagadougou, para comparecer às urnas.

O horário previsto para o encerramento do sufrágio é às 18h local (16h de Brasília). A imprensa local não registrou até o momento atos de violência relacionados ao pleito. O que dizem as notícias são algumas curiosidades, como a instalação de urnas debaixo de árvores em zonas eleitorais da província ocidental de Tuy, na falta de lugares mais adequados para a votação.

Segundo informações da rádio local, os delegados da oposição se destacavam pela ausência nas regiões do Sahel (norte) e do leste de Burkina Fasso - um país denominado Alto Volta até 1984. Nessas regiões, só havia presença dos representantes do Congresso pela Democracia e Progresso (CDP), partido de Compaoré.

Além do atual presidente, que está há 23 anos no poder e venceu as três eleições anteriores, outros sete candidatos concorrem ao pleito deste domingo, para o qual foram mobilizados 12.649 centros de votação nas 45 províncias das 13 regiões do país.

O maior temor das autoridades é a baixa participação popular, em um país de 16,3 milhões de habitantes onde só há 3.239.852 eleitores registrados. Destes, até este sábado, apenas cerca de 60% haviam recolhido suas cédulas de votação.

Nesta manhã, em um dos centros de votação de Ouagadougou, vários eleitores, que não tinham nem carteira de identidade nem cédula eleitoral, tentaram votar apresentando suas certidões de nascimento, mas foram impedidos.

Cerca de 10 mil agentes de segurança, entre policiais e militares, se encarregam de garantir a normalidade das eleições. Além disso, por volta de 4 mil observadores, nacionais e estrangeiros, supervisionam o sufrágio. Segundo as pesquisas, o presidente Compaoré, eleito em 2005 com mais de 80% dos votos, tem pouco a temer quanto aos seis candidatos que estão concorrendo: Bénéwendé Stanislas Sankara, Hama Arba Diallo, Boukary Kaboré, François Kaboré, Emile Paré e Maxime Kaboré.

Caso seja reeleito, este seria o segundo mandato de Compaoré desde a reforma constitucional que limita a dois períodos de cinco anos na Presidência. Por isso, ele teria de deixar o cargo em 2015. O CDP, no entanto, já manifestou que pretende modificar novamente a Constituição para que Compaoré permaneça indefinidamente no cargo máximo do Estado.

A oposição e diversas organizações sociais são contrárias a esta pretensão do partido governista.

EFE

Repórter de texto e fotográfico estão detidos há mais de 40 dias no país; é a primeira vez que o jornal se manifesta sobre o caso

O diário alemão "Bild am Sonntag" exige, em sua edição deste domingo, a libertação imediata de seus dois jornalistas que estão presos no Irã, bem como do filho de Sakineh Ashtiani, mulher condenada à morte por suposto adultério, e de seu advogado.

Esta é a primeira vez que o jornal se manifesta sobre o caso dos dois jornalistas - um repórter de texto e outro fotográfico -, detidos há mais de 40 dias.

O periódico explica que guardava silêncio até então porque tinha esperança de conseguir a libertação de ambos por meio de discretas negociações.

"Durante muito tempo, esperamos que os dois colegas fossem libertados por meio de um discreto trabalho diplomático. Todos os meios de comunicação alemães se somaram a essa atitude reservada, pela qual estamos agradecidos. Mas, na segunda-feira passada, nossa esperança sofreu um duro revés", diz o periódico em editorial que começa na capa.

O comentário ressalta que o "crime" pelo qual os dois jornalistas foram detidos não é outra coisa senão a curiosidade jornalística e a busca da verdade.

O repórter e o fotógrafo viajaram ao Irã com o propósito de obter dados sobre o destino de Sakineh Ashtiani porque, diz o rotativo, "a realidade não pode ser conhecida de segunda mão" e "o Google não basta para construir uma história, pois não substitui os olhos do repórter".

O "Bild am Sonntag" qualifica de absurda a alegação das autoridades iranianas sobre a irregularidade do visto dos dois jornalistas, já que casos como esse costumam terminar no máximo com uma advertência, uma multa ou a deportação. No entanto, a Procuradoria iraniana quer fazer da irregularidade um caso de espionagem.

Em 43 dias, os detidos não tiveram acesso a advogado e os representantes da embaixada alemã em Teerã só puderam se reunir brevemente com eles.

O editorial termina com três pedidos. Primeiro se pede a liberdade dos detidos, depois se exige que a embaixada alemã possa visitá-los com maior frequência enquanto estiverem presos e, por fim, apela-se ao Governo do Irã para que evite que os jornalistas sejam objeto de maus-tratos, o que violaria a própria Constituição iraniana.

The New York Times

Em nova ofensiva das autoridades, governo proibiu yazuka de se aproximar do Tokyo Sky Tree, de 2.080 metros de altura

Foto: The New York Times

Quando no próximo ano forem feitos os brindes em homenagem à inauguração do mais alto prédio de comunicações do mundo, os mafiosos da yakuza não irão comemorar.

A yakuza, como é conhecida o gangue de membros do submundo do crime do Japão, está proibida de se aproximar da construção do prédio de 2.080 metros, segundo os construtores. "A máfia não pode vir aqui", disse Toru Hironaka, um advogado que lidera uma equipe jurídica mantida pelos construtores do prédio para impedir os sindicatos do crime de se envolver no projeto de construção.

A proibição faz parte de um esforço nacional realizado pelo governo japonês e pela comunidade empresarial do país para romper os laços enraizados entre o crime organizado e as grandes empresas japonesas, especialmente no setor de construção.
Como parte da ofensiva nacional, na quinta-feira um chefão do principal sindicato criminoso do Japão, o Yamaguchi-gumi, foi preso sob a acusação de extorquir 40 milhões de yens (cerca de US$ 480 mil) de uma empresa de construção na cidade ocidental de Kyoto, disseram os policiais.

O homem preso, Kiyoshi Takayama, 63 anos, era visto como o líder real do sindicato desde que seu chefe oficial foi preso em 2005 por posse de armas de fogo que são ilegais no Japão.

"O crime organizado está ameaçando toda a economia do Japão", disse Kohei Kishi, diretor da divisão de crime organizado da Agência Nacional de Polícia do Japão, em entrevista recente. "E eles têm raízes profundas no setor de construção".

A Agência Nacional de Polícia e outros órgãos do governo estão pressionando empresas de diversos tipos para acabar com suas ligações com a máfia, que os policiais descrevem como mais enraizada nas grandes empresas japonesas do que nos Estados Unidos.

Alvo

O grande alvo é a indústria japonesa de construção que vale 30 trilhões yens (cerca de US$ 362 bilhões), e na qual a yakuza agiu de maneira desenfreada por muito tempo. Na década de 1990, no auge do envolvimento da yakuza na construção civil, a polícia estima que as gangues embolsaram entre 2% e 3% de todos os gastos com construção no país.

Um chefão moderno da yakuza pressiona as construtoras a pagar "dinheiro de proteção" para cobrir os projetos de construção ? como no caso em Kyoto ? ou a usar empresas de fachada para ganhar contratos lucrativos, segundo a polícia.

O esforço antiyakuza da indústria, que começou em 2008, passou longe do antigo foco de ação concentrado nas próprias gangues criminosas. Agora a ênfase é o controle das empresas e a imposição de sanções mais duras contra aqueles que fazem negócios com a máfia.

Símbolo

O novo prédio de Tokyo ? conhecido como Tokyo Sky Tree ? tornou-se um dos principais símbolos da ação.

Hironaka, advogado antimáfia do prédio, diz que o movimento de entrada e saída da construção é acompanhado de perto por guardas e por um circuito fechado de vídeo. Os contratos são examinados para se certificar de que nenhum equipamento ou material de construção ? nem mesmo os almoços dos trabalhadores ? sejam provenientes de empresas que sejam aliadas à máfia.

"O local de construção foi blindado", disse Hironaka. "Demoraria muito para que alguém conseguisse burlar tudo isso".

*Por Hiroko Tabuchi

The New York Times

Se governador do Mississippi não foi o maior vencedor do partido neste ano, certamente emergiu como um dos nomes para 2012

Foto: AP

Em uma temporada na qual os eleitores se revoltaram contra Washington e os políticos estabelecidos de ambos os partidos, você não esperaria que um dos principais beneficiários das eleições fosse um ex-lobista e presidente do Partido Republicano, que já foi co-proprietário de um restaurante em Washington chamado Caucus Room.

E ainda assim, se Haley Barbour, governador do Mississippi e presidente cessante da Associação dos Governadores Republicanos, não foi o maior vencedor do partido neste ano eleitoral, então certamente ele emergiu como um dos líderes mais formidáveis de olho na corrida presidencial de 2012.

O poder político de Barbour estava em plena exibição esta semana no Hilton Hotel Bayside de San Diego, onde os governadores republicanos se reuniram pela primeira vez desde as eleições. Ele caminhava como um popular prefeito de cidade pequena pelos saguões do hotel, sempre atraindo um grupo de apoiadores de empresas, agentes políticos e jornalistas. Em sessões públicas e conversas privadas, os seus companheiros governadores esbanjaram elogios sobre ele.

"O governador Barbour foi um líder que não perdeu tempo e foi direto ao assunto ao expor que, se estamos em busca de sucesso em 2012, teremos de eleger não apenas republicanos, mas reformistas", disse Nikki Haley, governador eleito da Carolina do Sul.

Dentro do partido, acredita-se que Barbour realizou sua campanha mais eficaz este ano. Os republicanos acabaram conquistando um total de seis cadeiras de governadores dos democratas (e ainda aguardam os resultados de uma recontagem no Estado de Minnesota), inclusive em Estados que são geralmente cruciais nas eleições presidenciais.

Um dos painéis de discussão na quarta-feira, por exemplo, apresentou os governadores republicanos recém-eleitos da Pensilvânia, Ohio e Novo México. Os republicanos também foram eleitos em Iowa, Michigan e Wisconsin, Estados anteriormente nas mãos dos democratas.

Talvez mais importante para o futuro de Barbour seja o seguinte: todos esses novos governadores assumem o cargo em dívida com ele, de uma forma ou de outra. Por sua própria contagem (e por acreditar que eles contaram cada centavo), a Associação de Governadores Republicanos gastou mais de US$ 100 milhões em disputas neste ciclo eleitoral sob orientação de Barbour, mais de US$ 5 milhões cada em oito Estados.

Barbour forjou laços pessoais com muitos dos candidatos, que frequentemente pediam seus conselhos durante a campanha. Eles lembraram de seu sólido desempenho após o furacão Katrina em contraste com a imagem de má gestão republicana em Washington.

"Ninguém mais agiu como Haley durante o Katrina", disse Nick Ayers, diretor-executivo da associação dos governadores. "Se você quer saber por que eles agiram, é por causa disso".

Tudo isso importa muito se Barbour finalmente decidir se candidatar à presidência. Ele pediu a alguns colegas governadores que adiem assumir compromissos na disputa de 2012 até que ele tome uma decisão em algum momento no início do ano que vem. E ele tem discretamente mobilizado oposição a Michael Steele, presidente nacional do partido, na esperança de instalar em seu lugar alguém mais tático e experiente na arrecadação de fundos em 2012.

Governadores têm uma habilidade ímpar para arrecadar dinheiro em seus Estados para os candidatos que decidam apoiar e eles têm organizações políticas prontas que podem ser postas à disposição de um possível candidato. Ao atuar como um bloco, os governadores têm uma força poderosa na escolha e eleição de presidentes republicanos, como foi o caso de George W. Bush em 2000.

Claro, Barbour não era o único governador presente na conferência desta semana que poderia obter a lealdade de seus colegas. Tim Pawlenty, de Minnesota, que não foi de todo tímido a respeito de sua intenção de concorrer em 2012, também fez campanha entre seus companheiros governadores este ano e foi apresentado como uma espécie de estadista sênior em alguns eventos nesta quarta-feira. E Mitch Daniels, de Indiana, amigo próximo de Barbour, chegou quinta-feira na cidade e atraiu bastante atenção a si mesmo.

Você poderia pensar que até mesmo alguns dos governadores que gostam de Barbour poderiam se concentrar em suas deficiências como candidato. Ele é, afinal de contas, um privilegiado que, com seu rosto quadrado e nariz bulboso parece mais um conselheiro político dos anos 1950 do que um presidente. E é difícil imaginar o que poderia ser pior no clima político de hoje do que ser marcado como um "lobista de Washington", a menos que talvez você seja conhecido como um serial killer ou um gerente de fundos de investimento.

Se Barbour decidir não concorrer, ele pode se tornar "o próximo Jim Baker". Em outras palavras, ele poderia usar suas relações para arrecadar barris de dinheiro para outro candidato, como James A. Baker fez para o primeiro presidente George Bush, de olho em voltar a Washington como chefe de gabinete da Casa Branca ou secretário do que bem quiser.

De qualquer maneira, há uma boa chance de que o homem no meio da ação em San Diego esta semana estará no centro das atenções de novo em 2012, rodeado pelos governadores que ajudou a eleger.

*Por Matt Bai

EFE

Entre os purpurados, está o brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI celebra neste domingo, na basílica de São Pedro do Vaticano, o rito de concessão do anel cardinalício aos 24 novos cardeais, ordenados no terceiro consistório de seu Pontificado.

Milhares de pessoas assistem à cerimônia, que prevê a entrega do segundo símbolo do cardinalato - o primeiro foi o capelo concedido neste sábado -, que lotam o templo vaticano, assim como delegações oficiais dos países de onde procedem os novos cardeais.

Entre os novos purpurados, está o brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, de 73 anos, arcebispo de Aparecida.

Nascido no interior de Minas Gerais em 1937, Assis foi ordenado padre da Igreja Católica no ano de 1968. Em 1986, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília. Desde 2004, ele ocupa o arcebispado de Aparecida, um dos santuários católicos mais importantes do Brasil.

* Com EFE


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