Reuters Foto: AFP O presidente norte-americano, Barack Obama, deu um tempo em suas atividades na cúpula da Otan em Lisboa neste sábado para fazer propaganda do novo carro elétrico da General Motors, que deve chegar à Europa em 2011. Obama atuou como "vendedor-em-chefe" do modelo Ampera da GM Opel apenas dias após ter afirmado em Washington que os contribuintes norte-americanos receberiam seu dinheiro de volta após terem ajudado a salvar a GM com um pacote financeiro do governo que foi bastante criticado. Chamando o Ampera de "um exemplo da tecnologia GM", Obama afirmou: "Esse é o futuro". "Esse é um carro feito na América", disse ele, após inspecionar um Ampera no centro de convenções onde acontece a cúpula da Otan. "Vamos começar a vendê-lo na Europa". Na semana passada a GM voltou a se tornar uma empresa pública, em meio ao grande interesse de investidores, e a Casa Branca tentou ganhar o crédito por seu sucesso na recuperação na companhia. A insatisfação popular com a ajuda à montadora, junto com os pacotes para salvar os bancos de Wall Strett, contribuíram para a queda brusca na popularidade de Obama e a derrota do Partido Democrata na eleição parlamentar de 2 de novembro.
20/11/2010 03:13 PM
AE O governo de Queensland informou que conseguiu captar US$ 4,7 bilhões (4,6 bilhões de dólares australianos), em valor bruto, com o processo de oferta pública inicial (IPO, em inglês) de 4,1 bilhões de dólares australianos da QR National railway. O governo pretendia levantar até 5,05 bilhões de dólares australianos com a operação, mas preocupações sobre o valor da ação acabou mantendo investidores distantes do IPO, forçando o governo a reter uma fatia de 40% na companhia ferroviária mesmo após oferecer os papéis no piso do preço referencial da operação. O governo de Queensland optou por vender uma participação na empresa como parte de uma ampla estratégia de venda de ativos para levantar recursos e melhorar seu rating de crédito. Dividendos devidos ao governo pela companhia e o retorno em dinheiro de uma linha de financiamento respondem pela diferença entre o valor equivalente a 4,1 bilhões de dólares australianos vendidos e o faturamento total de 4,6 bilhões de dólares australianos. Investidores do varejo ficaram com 34% do total de ativos ofertados a um preço com desconto de 2,45 dólares australianos e os institucionais compraram os 66% remanescentes a 2,55 dólares australianos. Investidores domésticos responderam por uma fatia de 54% do total, mesmo após estrangeiros se mostrarem receptivos ao papel. As ações da QR começam a ser negociadas nesta segunda-feira, em uma estreia que será monitorada com atenção para se avaliar se há espaço para retomada das ofertas públicas. Queensland é um dos seis Estados australianos, localizado no nordeste do país. O Estado tem uma área de cerca de 1.800,000 km, cerca de 22% da Austrália. As informações são da Dow Jones.
20/11/2010 03:06 PM
Reuters O plano quadrienal da Irlanda para reduzir seu déficit será publicado na terça-feira, antes de qualquer pacote de ajuda financeira internacional, informou neste sábado o jornal The Irish Times. Autoridades do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, estão em Dublin para discutir um pacote para auxiliar a Irlanda a recuperar seus bancos em dificuldade após preocupações sobre os passivos bancários e planos para reestruturar a dívida na zona do euro, em meio ao aumento dos custos de empréstimos. No mês passado, a Irlanda dobrou para 15 bilhões de euros a quantia de capital que o país calculou como necessária para controlar o seu déficit até 2014, uma medida que o ministro das Finanças diz ter o objetivo de assegurar que o país não vai precisar de uma ajuda externa. Mas essa estratégia não conseguiu acalmar os mercados. O chefe do banco central irlandês reconheceu nesta semana que o país precisa de um empréstimo de dezenas de bilhões de euros para reforçar o setor bancário, que ficou dependente dos fundos do Banco Central Europeu e viu a saída de depósitos nos últimos seis meses. O The Irish Times disse que o governo, que é altamente impopular e tem uma frágil maioria parlamentar, antecipou a publicação de seu plano fiscal quadrienal para que ele possa ser identificado como uma proposta do governo, e não uma saída dirigida pela Europa ou pelo FMI. O jornal informou que o plano será publicado na terça-feira, citando fontes irlandesas que não quiseram ser identificadas. Um porta-voz do governo afirmou à Reuters, no sábado, que o plano seria publicado no começo da próxima semana, mas não especificou uma data. Um pacote de ajuda internacional deve ser anunciado pouco depois. "O gabinete vai se encontrar amanhã para assinar o documento de 160 páginas, que projeta como o Estado reduzirá as despesas," informou o jornal, acrescentando que um outro plano, para reestruturar o setor bancário, também deve ser finalizado neste fim de semana. Fontes afirmaram à Reuters que a Irlanda pode precisar de ajuda entre 45 bilhões e 90 bilhões de euros, dependendo de se o país necessitará de auxílio apenas para os seus bancos ou também para a dívida pública.
20/11/2010 03:01 PM
AE A companhia estatal Guyana Sugar Corporation (GuySuCo), maior produtora de açúcar da Guiana, informou que está interrompendo suas operações por uma semana, em razão de uma greve de seus 20 mil trabalhadores. Os funcionários reivindicam aumento salarial. A GuySuCo argumenta que não pode atender a reivindicação, mas concordou com incentivos para a produção. O Sindicato dos Trabalhadores de Agricultura da Guiana rejeitou a proposta e convocou, na sexta-feira, uma paralisação de uma semana para pressionar a empresa a conceder reajuste de 5%. O sindicato já havia promovido uma paralisação de um dia em outubro por razões semelhantes. A GuySuCo afirma que a greve ameaça o corte de 12 mil toneladas de cana no valor de US$ 600 mil.
20/11/2010 02:55 PM
EFE O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, inaugurou neste sábado, na cidade de Santa Cruz, os voos da companhia aérea estatal BoA para São Paulo, segundo destino internacional da empresa depois de Buenos Aires. Segundo informações da companhia aérea, a BoA oferecerá três voos semanais da cidade de Cochabamba, com conexões em La Paz e Santa Cruz, para São Paulo, onde vivem 200 mil bolivianos. Para os voos, usará um Boeing 737-300 e oferecerá uma promoção inicial de duas passagens pelo preço de uma, no valor de, aproximadamente, US$ 490. A companhia aérea estatal foi criada pelo presidente Evo Morales para substituir à falida Lloyd Aéreo (LAB), transportou cerca de um milhão de passageiros em seu primeiro ano e deve inaugurar em breve voos regulares para Peru e Estados Unidos. A BoA concorre com a empresa privada boliviana Aerosur, que possui mais rotas nacionais e internacionais e denunciou que a estatal recebe preferências ilegais do Estado para operar.
20/11/2010 02:53 PM
AE O presidente da Camargo Corrêa, Antônio Miguel Marques, afirmou que o grupo vai entrar em parceria com a CPFL no segundo leilão de energia A-5, para contratação de energia a ser suprida a partir de janeiro de 2015. Na mira do consórcio estarão as hidrelétricas de Estreito de Parnaíba (PI) e Teles Pires (MT), localizadas em rios homônimos. O leilão está marcado para 17 de dezembro. A informação foi dada por Marques ao lado do presidente do conselho de administração da empresa, Vitor Hallack, durante homenagem da Câmara de Comércio França Brasil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na sexta-feira (19) no Palácio Laranjeiras, no Rio. A hidrelétrica de Teles Pires tem potência instalada de 1.820 MW e teve o preço de referência do MW/hora fixado em R$ 87. Já a de Estreito Parnaíba tem potência instalada de 56 MW e preço de referência de R$ 131 por MW/h. Também presente ao evento, o presidente da GDF Suez no Brasil, Maurício Bähr, afirmou que a empresa deve entrar no leilão, provavelmente em parceria. Mas disse que ainda estuda projetos e aguarda cálculos finais e propostas de fabricantes de equipamentos e construtoras. "As próximas duas semanas serão decisivas", afirmou. O leilão será voltado apenas para energia gerada por fonte hidráulica. O edital saiu no último dia 16, com cinco usinas habilitadas a participar. Além de Teles Pires e Estreito Parnaíba, Sinop (MT, 400 MW de potência instalada e R$ 125 por MWh), Ribeiro Gonçalves (PI, 113 MW de potência e R$ 86) e Cachoeira (PI, 63 MW e R$ 110 por MWh). Mas as usinas dependem da emissão das licenças prévias até 13 de dezembro para participarem da concorrência. O edital também fixou em R$ 142 o preço do MWh para pequenas centrais hidrelétricas e empreendimentos de geração com concessão oriunda dos sistemas isolados.
20/11/2010 02:49 PM
Reuters O aumento do programa de compra de ativos no Japão, atualmente em 5 trilhões de ienes (60 bilhões de dólares), é uma opção se a economia não se recuperar, publicou neste sábado o jornal Nikkei com declarações atribuídas a um integrante do banco central. Yoshihisa Morimoto, em entrevista ao diário, citou as incertezas com o cenário nos Estados Unidos e no resto das economias desenvolvidas como um fator de risco. Ele acrescentou que continua a monitorar de perto o valor do iene, embora avalie que a queda unilateral do dólar possa ter terminado. O programa de compra de ativos do Banco do Japão injeta dinheiro na economia com a aquisição de bônus governamentais e títulos de dívida corporativa. A medida reduz as taxas de juro de longo prazo e ajuda a combater a deflação. Em operação semelhante, o Federal Reserve anunciou em 3 de novembro a compra de 600 bilhões de dólares em títulos do Tesouro para sustentar a recuperação dos Estados Unidos.
20/11/2010 02:43 PM
Reuters O Equador está próximo de assinar novos contratos com a maioria das companhia petroleiras privadas que operam no país para aumentar as receitas do Estado provenientes do setor, mas uma importante autoridade alertou que algumas empresas ainda estão resistindo. Terça-feira é o prazo final para que os executivos assinem novos acordos que eliminam os contratos com divisão de receita favorável às empresas. Algumas companhias, como a Petrobras e duas controladas pela chinesa CNPC, têm questionado os novos termos propostos. "Das sete companhias com as quais estamos negociando, a maioria concordou com a assinatura do contrato", disse à Reuters Wilson Pastor, ministro equatoriano de Recursos Naturais Não Renováveis, na noite de sexta-feira. "Estamos preparando os documentos", acrescentou. Pastor disse que o prazo de terça-feira continua vigente. "Se na terça não assinarmos, não vamos assinar mais, com certeza", afirmou. O ministro disse ainda que a Ecuador TLC, unidade da Petrobras, está resistindo à renovação, mas que, ao contrário de algumas reportagens recentes, a empresa brasileira não tinha decidido recusar o acordo. "Temos tido desacordos com a Petrobras", disse Pastor. "Estamos negociando duramente. No entanto, ainda não há uma decisão final da Petrobras. Esperamos que essa decisão possa ser positiva", acrescentou. Se a Petrobras não chegar a um acordo, o governo pagaria uma indenização à companhia e suas operações passariam ao controle da Petroamazonas ou Petroecuador, ambas estatais equatorianas, segundo o ministro. Pastor disse que a Petrobras não concorda com as tarifas de serviços. "Essa é a razão principal e a Petrobras provavelmente não está satisfeita com o contrato de prestação de serviços", afirmou. Uma porta-voz da Petrobras no Brasil não comentou sobre as negociações.
20/11/2010 11:11 AM
AFP Os países da zona do Euro preparam um plano de ajuda de pelo menos R$ 235 bilhões para salvar a Irlanda, informa a revista alemã Der Spiegel. A maior parte da quantia seria procedente de fundos de ajuda europeus, mas o Reino Unido, que não integra a Eurozona, estaria disposta a contribuir com R$ 47 bilhões, segundo a publicação germânica. A Der Spiegel destaca ainda que outro plano, de menor envergadura, está em estudos e envolveria uma ajuda à Irlanda de R$ 105 a R$ 117 bilhões. Dublin é cenário neste sábado do terceiro dia de negociações com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um grande plano de ajuda internacional para a Irlanda, às vésperas de um Conselho de Ministros, que terá a responsabilidade de aprovar um novo e drástico plano de austeridade. Iniciadas na quinta-feira, as negociações dizem respeito a um empréstimo de bilhões de euros que teria a função de um fundo de prevenção à disposição do governo irlandês para apoiar os bancos do país. As grandes dívidas do setor bancário da Irlanda provocam temores de uma repetição da crise grega. Os valores especulados para o empréstimo variam de R$ 94 a R$ 237 bilhões.
20/11/2010 11:06 AM
EFE Foto: Divulgação O sistema operacional Windows comemora neste sábado seu 25º aniversário alcançando o patamar de um software onipresente que roda em mais de 90% dos computadores de todo o mundo. Com estreia discreta, o Windows 1.0 ofereceu pouca novidade ao mercado onde os Macintosh da Apple já funcionavam a base de formato de janelas e a computação estava dominada pela estrutura do DOS (Disk Operating System). Alguns especialistas da época chegaram inclusive a desprezar o sistema criado por Bill Gates e Paul Allen, por considerá-lo pouco revolucionário. "Ninguém que usasse a primeira versão teria imaginado que o Windows dominaria o mercado dos computadores 25 anos depois", afirmou recentemente o analista Jon Brodkin em artigo para a revista especializada "Network World". A primeira versão do Windows, que alternava as janelas com comandos em MS-DOS, foi definida por Gates como "um software único desenhado para o usuário de PC sério". Pouco depois, alguns modelos de computadores chegaram nas casas e nos escritórios americanos com o sistema operacional instalado: uma façanha comercial para a época, conquistada pela jovem empresa. Em 1987, os criadores do Windows botaram a mão na massa e lançaram a versão 2.0, que foi projetada para os processadores Intel 286 e que já incluía o painel de controle, ícones de escritório, além de uma melhor qualidade gráfica que permitia sobrepor janelas. A atualização do Windows alavancou as vendas do programa e em 1988 a Microsoft já liderava a lista de empresas de software. A fama, no entanto, chegou em maio de 1990 com o lançamento do Windows 3.0 que coincidiu com a popularização dos microcomputadores nos países mais desenvolvidos. O novo Windows já se assemelhava com o aspecto do atual, além de ter estreado o fundo de tela, o protetor de tela, os atalhos e jogos como Paciência e Campo Minado. Com o sucesso, a Microsoft vendeu mais de 10 milhões de cópias do Windows 3.0 e de sua atualização Windows 3.1 nos dois primeiros anos. Gates chegou a lançar o sistema direcionado para as empresas chamado Windows NT, em 1993, mas que foi ofuscado pela estreia do Windows 95 no mercado em agosto de 1995, um verdadeiro marco na história dos computadores. Nas primeiras cinco semanas as vendas registraram mais de sete milhões de cópias autenticadas do sistema operacional traduzido em 12 idiomas, que estava preparado para a era da internet e já operava em 80% dos computadores do mundo. A trajetória bem-sucedida continuou, embora a sombra do Windows 95 tenha pesado sobre as seguintes atualizações que não convenceram a maioria dos usuários até o nascimento do Windows XP em outubro de 2001. Entre 1998 e 2000, Microsoft lançou Windows 98, Windows 2000 e Windows Millenium Edition, que foi provavelmente a maior decepção do Windows, apelidada pelas revistas especializadas de "Mistake Edition" (edição fracassada) e apontada como um dos piores produtos tecnológicos de todos os tempos. O Windows XP estabeleceria o padrão moderno do sistema operacional da Microsoft, ao ponto de continuar com o título de software mais popular quase uma década após seu lançamento. A edição XP chegou para substituir o Windows Vista, lançado em 2006, que não ganhou o gosto do público, apesar de ter vendido dois milhões de unidades. O último sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, nasceu em 2009 registrando mais de 240 milhões de vendas do produto em seu primeiro ano de vida. Se o ritmo continuar, calcula-se que o sucesso histórico do XP ficará para trás em dois anos e meio. EFE fmx/mw-ma
20/11/2010 10:50 AM
EFE O Banco Popular da China (PBOC, o banco central do país) decidiu elevar o depósito compulsório bancário em 0,5% a partir de 29 de novembro, na segunda alta em suas semanas e na quinta em 2010. O objetivo da medida é "reforçar a gestão da liquidez e regular de forma moderada a provisão de créditos", indica o comunicado do banco. A decisão também visa ao controle da inflação, que alcançou em outubro 4,4%, seu nível mais alto em 25 meses. O aumento do depósito compulsório bancário congelará uma liquidez estimada de US$ 44,8 bilhões, montante que não poderá entrar em circulação mediante empréstimos ou créditos. Os analistas assinalam que a alta do depósito compulsório excede as previsões, em decisão que o PBOC tomou por estar sob pressão para enfrentar o excesso de liquidez promovido pela segunda injeção de resgate americano - de US% 600 bilhões -, que está inundando os mercados emergentes com fluxos de capital especulativo.
20/11/2010 10:30 AM
AFP O governo dos Estados Unidos prepara acusações por uso de informação privilegiada contra um vasto grupo de consultores financeiros, investidores, agentes de 'hedge funds' e 'mutual funds', assim como analistas de todo o país, informa o Wall Street Journal. Com base em fontes não reveladas ligadas ao caso, o jornal financeiro destaca em seu site que, no que pode ser a maior investigação sobre informação privilegiada na história dos Estados Unidos, a justiça examina supostos lucros ilegais milionários. Algumas acusações podem ser apresentadas antes do fim do ano, segundo o WSJ, e podem revelar uma extensa cultura de informação privilegiada nos mercados financeiros americanos. Entre as redes especializadas cujos consultores estão sob investigação está a Primary Global Research LLC, uma empresa da Califórnia que faz a ligação entre analistas e investidores que buscam informações sobre indústrias como a de tecnologia e a de atendimento médico. Os investigadores também avaliam se altos funcionários do banco Goldman Sachs vazaram informações sobre transações, incluindo fusões na área de saúde, para beneficiar determinados investidores, completa o Journal
20/11/2010 10:25 AM


