AFP Foto: AP O Vaticano prepara uma "carta circular" para os bispos de todo o mundo com o "programa" para uma luta "eficaz e coordenada" contra a pedofilia na Igreja católica, anunciou a Santa Sé nesta sexta-feira em um comunicado divulgado após uma reunião convocada pelo papa Bento 16 com cerca de 150 cardeais de todos os continentes. A decisão foi anunciada pelo cardeal americano William Levada, prefeito para a Doutrina da Fé, aos cardeais reunidos no Vaticano para um dia de "reflexão e oração" sobre o tema. "Preparamos uma carta circular para as Conferências Episcopais com as diretrizes a seguir para um programa coordenado e eficaz" contra a pedofilia, garantiu o cardeal, que informou os cardeais sobre "a atualização da legislação canônica frente ao crime de abuso sexual de menor". Exemplo Em nota ainda, Levata disse que é preciso seguir o "exemplo" do papa ante o fenômeno, que "escuta e acolhe" as vítimas, e ressaltou que é necessário "colaborar com as autoridades civis" e fomentar "um eficaz compromisso para a proteção de crianças e jovens junto com a seleção e formação dos futuros sacerdotes. Tratou-se da primeira reunião celebrada em tão alto nível após a explosão, no fim do ano passado, de um escândalo na Irlanda pela divulgação dos informes oficiais sobre os abusos sexuais a centenas de menores, cometidos por religiosos deste país e encobertos pelas autoridades eclesiásticas. A onda de escândalos pelos abusos contra menores começou primeiro na Irlanda e estendeu-se à Alemanha, Áustria, Itália, Holanda e Bélgica, além dos Estados Unidos e de vários países da América Latina. Em maio, Bento 16 reconheceu que a maior perseguição que a instituição sofre não vem dos inimigos de "fora", mas sim de seus "próprios pecados", e reiterou que os culpados deverão responder "ante Deus e a justiça ordinária".
19/11/2010 08:52 PM
AFP Dez mil socorristas que trabalharam no Marco Zero - área antes ocupada pelas torres-gêmeas do World Trade Center, devastada nos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York - anunciaram nesta sexta-feira que aceitaram uma indenização de US$ 625 milhões. Mais de 95% dos que participaram das operações de resgate após os atentados concordaram com a proposta, confirmaram advogados dos demandantes e a seguradora estatal Captive. Conforme o acordo, um socorrista que sofre com problemas respiratórios severos como consequência do pó inalado cobrará entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão. Os familiares dos que faleceram como consequência de sua participação da gigantesca operação de resgate receberão cerca de US$ 1,5 milhão, enquanto os que estão saudáveis, mas temem sofrer de alguma doença, recebem US$ 3,25 mil. Para que o acordo fosse aceito, era preciso que pelo menos 95% dos mais de 10 mil atingidos aceitassem a proposta, arquivando-se os processos, ou, em caso contrário, nenhum receberia indenização alguma. "Este acordo é uma solução justa para as demandas, ao proteger aqueles que vieram ajudar esta cidade quando mais precisamos", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
19/11/2010 08:36 PM
BBC Brasil Foto: AFP O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, está sendo criticado por ter dado ordens para o que está sendo considerado como uma ?cirurgia plástica? em duas estátuas romanas de mármore. As figuras, que mostram os deuses Vênus e Marte nus, estão expostas na residência de Berlusconi, em Roma. O primeiro-ministro italiano deu ordens para que o pênis que faltava na estátua de Marte e a mão perdida da figura de Vênus fossem substituídas. Especialistas em arte afirmam, no entanto, que é falta de bom gosto e esteticamente errado colocar partes que faltam em estátuas antigas. A restauração das esculturas custou 73 mil euros (cerca de R$ 170 mil) e foi ordenada pessoalmente pelo primeiro-ministro italiano. Do museu para casa As esculturas foram encontradas perto de Roma há cerca de 100 anos e ficavam em um museu da capital italiana, antes de serem transferidas para a casa de Berlusconi. O que gerou as críticas dos especialistas em arte é que o tipo de restauração cosmética ordenada pelo primeiro-ministro, e que foi realizada em muitas antigas estátuas romanas danificadas a partir do século 17, não é mais praticada. Berlusconi não respeitou as regras de restauração de obras de arte antigas, praticadas pelos próprios restauradores italianos, que afirmam que não se pode tentar restaurar a perfeição de antigos trabalhos de arte. Embora as partes novas das estátuas sejam descritas como "removíveis", um crítico de arte afirmou que os restauradores italianos pagos pelo governo para restaurar antigos trabalhos de arte da China ensinam os chineses a não disfarçar as diferenças entre o que é novo e o que é antigo em um trabalho de arte. Mas o gosto de Berlusconi está mais inclinado para os nus perfeitos de suas estátuas restauradas do que para a opinião de especialistas em arte empregados pelo seu próprio Ministério da Cultura. O primeiro-ministro italiano também ordenou grandes cortes, de mais de 40%, no orçamento do governo para o setor de artes, como parte de um programa de austeridade.
19/11/2010 07:33 PM
iG São Paulo Foto: AP No primeiro dia da cúpula em Lisboa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aprovou a criação de um sistema de defesa atimísseis. O plano, segundo o presidente americano, Barack Obama, é uma ampliação do "escudo" para todos os membros da aliança ocidental. Os Estados Unidos já possuem um sistema de defesa antimíssel baseado na América do Norte e planejam, a partir do acordo, implementar um para seus aliados europeus. "Estou feliz em anunciar que, pela primeira vez, concordamos em desenvolver um sistema de defesa antimísseis que estará suficientemente capacitado para cobrir todo o território e a população dos países europeus membros da Otan e dos Estados Unidos", afirmou Obama. Também no primeiro dia da cúpula, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a organização adotará novos meios para enfrentar as ameaças globais. Para responder as novas ameaças, a cúpula sancionará um novo conceito estratégico, pelo qual a Otan poderá atuar em qualquer lugar do mundo sempre que considerar que a segurança de algum de seus membros está ameaçada. A aliança delimitava o território tradicional de atuação às fronteiras dos países integrantes, mas esse princípio foi superado pela intervenção no Afeganistão, país no qual a organização dirige a força Isaf sob mandato da ONU desde 2003. Afeganistão Os líderes da Otan se reúnem em Lisboa para um encontro de dois dias no qual pretendem adotar também uma estratégia de saída progressiva do Afeganistão, onde há atualmente 140 mil soldados estrangeiros. Obama e os aliados da aliança devem adotar no sábado um plano de três anos para o início da transferência do controle da segurança aos afegãos a partir de 2011, uma década após o início da guerra contra o Taleban, que já matou 2,2 mil militares estrangeiros. Os EUA programam o início da retirada de seu contingente, majoritário entre as tropas internacionais, para julho de 2011, enquanto países como França e Alemanha esperam iniciar a saída o mais rápido possível. Antes de começar o encontro, Obama prometeu que os afegãos não ficarão sozinhos após assumir a responsabilidade pela segurança do país - atualmente sob o comando das tropas estrangeiras -, o que deve ocorrer em 2014. *Com BBC, AFP e EFE
19/11/2010 06:37 PM
BBC Brasil Residentes e funcionários de um centro de atendimento a pessoas com HIV em Mianmar disseram que estão sendo forçados a deixar o local, após receberem uma visita da ativista política e opositora Aung San Suu Kyi. Na quarta-feira, a visita da ativista atraiu cerca de 500 pessoas à clínica, localizada em Yangun, maior cidade de Mianmar. No dia seguinte, residentes e funcionários do centro disseram ter sido informados por autoridades locais que perderiam a permissão para continuar no local. ?Acho que eles (autoridades) ficaram chocados ao ver a multidão durante a visita de Suu Kyi?, disse Yazar, gerente da clínica, à BBC birmanesa. ?Tantas pessoas vieram apoiar os pacientes e apoiá-la. Essa pode ser a principal razão de preocupação.? Suu Kyi, que foi libertada no último dia 13 após sete anos em prisão domiciliar, havia dito em entrevista à BBC que quer liderar uma ?revolução pacífica? pela democracia em Mianmar. Sua libertação ocorreu seis dias depois da primeira eleição realizada no país em 20 anos. A junta militar que governa o país desde 1962 não impôs restrições aos movimentos da ativista. Mas o editor da BBC birmanesa, Tin Htar Swe, disse que o envolvimento dela com a causa da Aids deve desagradar os militares. Clínica A clínica de tratamento a pacientes com HIV é mantida por um proeminente membro da ala jovem do partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia (NLD, na sigla em inglês). Os 80 pacientes, alguns de fora de Yangun, dependem de uma permissão do governo ? atualizada mensalmente ? para permanecer na clínica. Na última quinta-feira, foram informados que a autorização não será renovada e que terão de se mudar. ?Nem eu nem os pacientes temos para onde ir?, disse Yazar. ?Eles costumavam ficar nos monastérios antes dos protestos (pró-democracia) feitos pelos monges em 2007. Mas, desde então, o governo não permite que eles fiquem lá.? O paciente Htin Aung disse que depende do tratamento recebido na clínica. ?Acho que não posso me mudar. Em nossas cidades, vemos pacientes morrendo. Aqui (no centro) temos tratamento constante e medicamentos?.
O pleito, vencido pelo maior partido aliado dos militares, foi boicotado pelo partido de Suu Kyi e criticado internacionalmente como pouco transparente.
19/11/2010 06:09 PM
The New York Times Foto: AP Um dos aspectos mais marcantes do processo contra Ahmed Khalfan Ghailani, o primeiro detento de Guantánamo a ser julgado em um tribunal civil, foi o pouco que o júri federal de Nova York ouviu falar sobre os problemas que haviam gerado tanto debate em torno de seu caso. Os jurados não ouviram nada sobre a prisão de Guantánamo, em Cuba, onde Ghailani ficou preso, nem sobre as "prisões secretas" mantidos pela CIA no exterior, onde, segundo seus advogados, ele foi torturado. O júri também não foi informado sobre as declarações que Ghailani fez aos interrogadores antes de ser levado ao sistema de tribunal civil, declarações que os procuradores dizem que "equivalem a uma confissão" sobre seu papel nos atentados de 1998 contra duas embaixadas dos Estados Unidos na África que mataram 224 pessoas. Na verdade, o julgamento de quatro semanas não confirmou nenhum dos temores dos críticos que alegavam que o sistema civil permitiria que suspeitos de terrorismo transformassem tais casos em palanques ou que eles poderiam até mesmo ser dispensados por juízes que recebessem provas do uso de técnicas duras durante interrogatórios do governo. Mas apesar disso, o julgamento também não confirmou uma das esperanças de alguns defensores dos tribunais civis, que os viam como um possível fórum para uma análise pormenorizada das políticas de detenção e interrogatório da administração Bush pós-11 de Setembro. O resultado do julgamento ? Ghailani foi condenado na quarta-feira por apenas uma das mais de 280 acusações, incluindo conspiração e assassinato ? sem dúvida reacendeu o debate sobre a eficácia de se julgar detentos como Khalid Shaikh Mohammed, planejador professo dos ataques do 11 de setembro de 2001, em um tribunal federal. Mas o surpreendente resultado ? que agradou os advogados de defesa e decepcionou parentes dos mortos em ataques da Al-Qaeda nas embaixadas ? não foi muito afetado pelos problemas que deram início ao debate. Questão A questão de como julgar os presos que tenham sido submetidos a políticas de combate ao terrorismo do governo Bush ? incluindo aqueles que foram mantidos em prisões durante anos sem qualquer acusação e aqueles cujas acusações foram obtidas através de tortura ? foi uma questão importante para a decisão do procurador-geral Eric H. Holder Jr. de enviar os casos de Mohammed e outros quatro homens acusados de envolvimento no 11/9 para o sistema civil. Peter E. Quijano, um dos advogados de Ghailani, disse na quinta-feira que quando foi indicado ao caso em junho de 2009 "uma das primeiras coisas que pensava que teria a oportunidade de expor era exatamente o que foi feito aos presos deste país em prisões secretos?. "No entanto, isso foi rapidamente descartado", contou ele, uma vez que o governo tomou a decisão de que não usaria" as declarações feitas por Ghailani durante os seus quase cinco anos de prisão pela CIA e pelos militares. Com essas declarações fora do caso, observou Quijano, como elas foram obtidas ? através de tortura, ele disse ? não seria mais relevante. *Por Charlie Savage 
19/11/2010 05:43 PM
iG São Paulo Foto: AP A epidemia de cólera que já matou mais de 1.186 haitianos chegou à maior prisão do país. De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, ao menos 30 presos foram infectados e dez morreram no Presídio Nacional. Autoridades temem que o número de contaminados cresça rapidamente no presídio onde ficam cercam de 2 mil detentos. A violência se espalhou para a capital pela primeira vez na quinta-feira, três dias depois de acontecerem manifestações no norte do país. Os manifestantes arremessaram pedras contra as tropas de paz da ONU, responsabilizadas por alguns grupos pela epidemia de cólera que atinge o Haiti, atacaram carros de estrangeiros, bloquearam ruas com pneus em chamas e derrubaram postes de luz. A polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que montaram barricadas. Os tumultos pela epidemia da doença que deixou mais de 1 mil mortos acontecem mais de uma semana antes de eleições nacionais programadas para 28 de novembro. República Dominicana Além dos infectados no Haiti, a doença já contaminou três na vizinha República Dominicana. Nesta sexta-feira, autoridades confirmaram que uma avó e sua neta de três meses, ambas dominicanas, contraíram a doença. Com a confirmação dos três casos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que a epidemia de cólera do Haiti inevitavelmente chegará à República Dominicana, mas deverá ter consequências menos graves. Muitos haitianos trabalham na República Dominicana e, como as infecções por cólera com frequência não produzem sintomas, a doença pode atravessar facilmente a fronteira, disse em comunicado Gregory Hartl, o porta-voz da OMS. "É completamente esperado que haja casos na República Dominicana. Estamos observando os primeiros sinais desses casos e trabalhamos com o governo da República Dominicana para preparar o país", afirmou Hartl. Ele estimou o número de infecções "ainda na casa de um dígito, provavelmente". *Com BBC, EFE e AFP
Na quinta-feira, haitianos revoltados contra a epidemia de cólera ignoraram os pedidos de funcionários de saúde de que a violência está interrompendo os esforços de tratamento, com as autoridades temendo que mais tumultos aconteçam nesta sexta-feira na capital do país, Porto Príncipe.
19/11/2010 05:19 PM
BBC Brasil Uma campanha para estimular o voto entre o eleitorado mais jovem usa cenas de uma mulher aparentando ter um orgasmo ao inserir uma cédula na urna. A campanha vem causando polêmica na Espanha. A peça publicitária do Partido Socialista Catalão provocou revolta entre setores conservadores da região. Um partido político local teria classificado o comercial de "imundície" e o acusado de "atacar a dignidade das mulheres". A estratégia foi adotada como uma forma bem humorada de justificar o slogan do partido: "Votar é um prazer." Assista ao vídeo:
19/11/2010 03:45 PM
BBC Brasil A Justiça da África do Sul criou polêmica ao indiciar uma menor de idade que foi vítima de estupro. A adolescente, de 15 anos, foi indiciada por manter relações com uma idade inferior à permitida, porque essa foi a maneira que as autoridades do país encontraram para indiciar também os supostos estupradores, que têm 14 e 16 anos. Um grupo de direitos da infância qualificou a decisão de "terrível e perigosa" e afirmou que a medida não serve aos interesses da vítima. O suposto estupro ocorreu no início deste mês, em uma escola no leste de Johanesburgo. A violência foi perpetrada em frente a outros adolescentes, que filmaram o incidente com um telefone celular. A adolescente teria sido drogada com bebida batizada antes de ser estuprada. Entretanto, os promotores não conseguiram levantar evidências para indiciar os agressores. Em vez disso, a promotoria resolveu indiciar os dois adolescentes e a vítima por descumprir a lei de crimes sexuais da África do Sul, que proíbe sexo consensual com menores de idade. A decisão atraiu críticas por parte de grupos de direitos da infância. "Existem outras maneiras de tratar o assunto. Os promotores estão passando uma mensagem terrível e perigosa a outras sobreviventes de estupro", reagiu a organização Children's Right Project, um grupo de aconselhamento legal da Universidade de Western Cape. O porta-voz do grupo, Lorenzo Wakefield, disse à BBC que a medida é "causa de grande preocupação" e não atende aos interesses da vítima. Já a porta-voz da organização Childline South África, Lunne Cawood, disse que a decisão é uma "brutalização" ainda maior da violência sofrida pela adolescente. A África do Sul é um dos países com maior incidência de estupro. Segundo os grupos de direitos humanos, uma mulher é estuprada no país a cada 17 segundos. Mais de 54 mil casos de estupro foram registrados em 2006.
19/11/2010 03:31 PM
AFP Mais de 2 mil fetos humanos, provavelmente de abortos ilegais, foram descobertos em um templo da Tailândia, país que proíbe a interrupção da gravidez (a menos que a mãe tenha sido estuprada ou corra risco de vida), indicou a polícia nesta sexta-feira. Na terça-feira, a polícia havia anunciado a descoberta de 348 fetos envoltos em sacolas plásticas e jornais velhos no necrotério de um templo budista, onde são mantidos os cadáveres antes da cremação. "Supomos que eles vêm de clínicas que fazem abortos ilegais", afirmou o coronel da polícia Metee Rakphan. Posteriormente, mais 1.654 fetos foram encontrados em condições semelhantes em outras salas do necrotério. Segundo Sombat Milintajinda, porta-voz policial, alguns estavam armazenados no local há mais de um ano. Dados do Ministério da Saúde tailandês dão conta de 80 mil abortos ilegais por ano no país. O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, estimou que o episódio "mostra quão grave é o problema", mas descartou modificar a lei que proíbe o aborto, afirmando que essa é "suficientemente flexível".
19/11/2010 03:09 PM
iG São Paulo Foto: AFP O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta sexta-feira que os afegãos não ficarão sozinhos após assumir a responsabilidade pela segurança do país - atualmente sob o comando das tropas estrangeiras -, o que deve ocorrer em 2014. "Finalmente temos a estratégia e os recursos para combater eficazmente a milícia islâmica do Taleban, treinar mais as forças de segurança afegãs e ajudar a população", escreveu Obama em um artigo publicado no jornal português Publico antes da abertura da reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Lisboa. "Na reunião de Lisboa, vamos harmonizar nossa política de forma que possamos iniciar a transição no início do próximo ano e adotar a meta do presidente (afegão Hamid) Karzai de que as forças afegãs assumam o controle da segurança no Afeganistão no fim de 2014", completou. Apesar da redução de tropas começar em julho do próximo ano, Obama fez questão de explicar que, quando "os afegãos assumirem o controle, não ficarão sozinhos". Os líderes da Otan se reúnem a partir desta sexta-feira em Lisboa, para um encontro de cúpula de dois dias no qual pretendem adotar principalmente uma estratégia de saída progressiva do Afeganistão, onde há atualmente 140 mil soldados estrangeiros. Obama e os aliados da Aliança Atlântica devem adotar no sábado um plano de três anos para o início da transferência do controle da segurança aos afegãos a partir de 2011, uma década após o início da guerra contra o Taleban, que já matou 2,2 mil militares estrangeiros. Os EUA programam o início da retirada de seu contingente, majoritário entre as tropas internacionais, para julho de 2011, enquanto países como França e Alemanha esperam iniciar a saída o mais rápido possível. Rússia e Otan Em seu artigo no jornal Público, Obama também defendeu a necessidade de a Otan começar do zero sua relação com a Rússia, da mesma maneira que seu país já fez para fortalecer a cooperação bilateral. Segundo o líder dos EUA, a cúpula em Lisboa é uma oportunidade para que a Aliança e Moscou revejam suas relações e se tratem "como parceiros e não como adversários". Além de discutir o Afeganistão, a cúpula da Otan deve aprovar a criação de um sistema de defesa antimísseis na Europa - que a Rússia, inimiga da Otan durante a Guerra Fria, será convidada a integrar. O projeto, avaliado em 200 milhões de euros, pretende conectar os sistemas antimísseis europeus e americanos no Velho Continente e ampliar sua cobertura, atualmente limitada às tropas militares, ao território e à população civil europeia. O secretário-geral da Otan, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, defendeu nesta sexta-feira a cooperação da Rússia em uma política de defesa antimísseis que possa criar "uma arquitetura de segurança comum na Europa", que "melhorará o ambiente de segurança no continente e em toda a região Atlântica". Segundo fontes da organização, "não se pretende criar um sistema único, mas ver como é possível compatibilizar" o sistema aliado e o da Rússia. A Otan e Rússia também farão um pacto para estreitar a cooperação em vários âmbitos relacionados ao Afeganistão, um dos quais será expandir o acordo de passagem de materiais através de território russo, que poderá incluir veículos blindados, embora deva continuar excluindo o trânsito de armas e munição. Após a longa etapa de aberta rivalidade durante o período da Guerra Fria, a Otan e a Rússia aproximaram-se na década de 1990 e em 2002 iniciaram um Conselho conjunto, que desde então viveu altos e baixos e momentos de confronto, como o registrado no verão de 2008, durante a Guerra da Geórgia. *Com AFP e EFE
19/11/2010 02:03 PM
BBC Brasil O Brasil perdeu 11,2 mil leitos hospitalares entre 2005 e 2009, aponta um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta sexta-feira.
Dessa forma, a taxa nacional de 2,3 leitos para cada mil habitantes observada em 2009 fica abaixo do parâmetro estabelecido pelo Ministério da Saúde, que é de 2,5 a 3 leitos por mil habitantes.
Só a região Sul cumpriu o parâmetro, com uma média de 2,6 leitos para cada mil pessoas.
Dos 431,9 mil leitos contabilizados em 2009, 64,6% estão na rede hospitalar privada e 35,4% na rede pública, aponta o IBGE.
Em contrapartida, o estudo identificou um aumento de 22,2% no número de estabelecimentos de saúde em atividade total ou parcial no país (de 77 mil em 2005 para 94 mil em 2009), além de aumentos em equipamentos hospitalares e de médicos.
O número de locais que oferecem ressonância magnética, por exemplo, cresceu mais de 100%. E a oferta de postos de trabalho de nível superior na saúde cresceu 26,9% em quatro anos.
As desigualdades regionais persistem no setor. Um exemplo: as capitais brasileiras concentravam em 2009 40,2% dos postos médicos, apesar de abrigarem 23,7% da população, segundo o IBGE.
O SUS (Sistema Único de Saúde) financiou 79,4% dos serviços de emergência no país em 2009.
19/11/2010 01:22 PM


