Um grupo de ladrões cavou um túnel e conseguiu chegar ao cofre de uma agência do banco Credit Lyonnais no centro de Paris, esvaziando quase 200 cofres particulares, de acordo com a polícia da França. O prejuízo com o roubo ainda está sendo calculado, mas pode chegar a dezenas de milhões de dólares.Os ladrões levaram dinheiro, joias e outros objetos dos clientes mais ricos, no que a polícia francesa descreveu como "um trabalho de profissionais".
Eles conseguiram entrar na agência, perto da ópera de Paris, ainda na noite de sábado, usando equipamentos de construção para abrir buracos e demolir paredes.
Ao entrar, o grupo dominou e amarrou um segurança e passou nove horas dentro do banco antes de incendiar o local na hora em que saiu da agência, o que disparou os jatos d'água do sistema contra incêndio e destruiu provas e vestígios que pudessem ter sido deixados no local.
Adega Um porta-voz da polícia francesa afirmou que os ladrões "entraram (no banco) por volta das 22h do sábado e saíram às 7h do domingo".
O grupo entrou na agência do Credit Lyonnais através da adega de um prédio vizinho, cavando túneis e abrindo um buraco em uma parede de 80 centímetros de espessura para entrar no banco, que passava por uma reforma.
O segurança que foi rendido pelo grupo escapou sem ferimentos, segundo informações da polícia.
A polícia entrou no prédio da agência bancária apenas na segunda-feira, quando o local já estava seguro.
A imprensa francesa comparou o roubo no Credit Lyonnais ao famoso Caso Spaggiari, que foi chamado de o roubo do século no país, realizado por um grupo liderado por Albert Spaggiari, em Nice, sul da França, há 34 anos.
O grupo passou semanas cavando nos esgotos até chegar ao cofre do banco Société Générale, onde conseguiu arrombar 400 cofres durante o feriado de 14 de julho de 1976, data das festividades nacionais que celebram a queda da Bastilha. O grupo conseguiu levar 50 milhões de francos.
Spaggiari foi preso meses depois, mas conseguir fugir durante seu julgamento, pulando pela janela da sala do tribunal. Ele fugiu em uma motocicleta que estava esperando do lado de fora e nunca mais foi capturado.
Festas e eventos estão sendo realizados no Japão para aproveitar a temporada de flores de cerejeira. Durante o curto período em que as flores aparecem, os japoneses lotam os parques e realizam festas sob as árvores.As flores de cerejeira, chamadas de "sakura" no Japão, são associadas como recomeços, já que surgem no mesmo período do início das aulas e do ano fiscal japonês, no dia primeiro de abril.
Alguns japoneses dizem que a natureza efêmera e fágiil dessas flores, que logo são arrancadas pelas chuvas da primavera, são uma importante lembrança de como a vida também é passageira.
No dia 24 de abril, o carpinteiro britânico David Jones vai começar um período inesquecível de sua vida: ele quer passar 121 dias dividindo uma casa com 40 cobras, entre elas, algumas das mais venenosas do mundo. Para entrar nos livros de recordes e arrecadar fundos para um hospital britânico, Jones vai encarar a morte diariamente durante quase quatro meses."Se for picado, quase certamente vou parar no hospital. Vou ter que fazer tudo mais devagar. Não vou poder pular da cama de manhã para me espreguiçar", afirma Jones.
O carpinteiro admite que mesmo amantes de cobras provavelmente não aceitariam um desafio destes.
O atual recorde de tempo de moradia com cobras é do sul-africano Martin Smit, que passou 113 dias em companhia de perigosos ofídios.
O sul-africano escapou ileso da experiência, mas outro aventureiro acabou num hospital e por pouco não teve a perna amputada depois de ter sido picado duas vezes ao tentar bater o recorde de Smit em 2009.
Nove adolescentes foram indiciados pela Justiça do Estado americano de Massachussetts após o suicídio de uma estudante de 15 anos que teria sido supostamente vítima de bullying (intimidações físicas e psicológicas) do grupo. Phoebe Prince, que havia imigrado recentemente com a família da Irlanda para a cidade de South Hadley, em Massaschussetts, foi encontrada enforcada na escada do prédio onde morava no dia 14 de janeiro.Segundo a promotora que cuida do caso, Elizabeth D. Scheibel, Phoebe teria se matado após uma série de ataques físicos e verbais, culminando com um dia descrito como "torturante" no qual ela teria sido vítima de calúnias e atacada com uma lata de bebida.
Phoebe teria começado a ser perseguida por colegas de escola após um curto relacionamento com um colega popular, terminado seis semanas antes de seu suicídio.
Os ataques teriam ocorrido principalmente dentro da escola, mas também por meio de mensagens por celular e em sites de relacionamento social na internet.
Abuso sexual Dois dos adolescentes indiciados foram acusados de abuso sexual, mas a promotora não deu detalhes. Outras sete garotas foram indiciadas por perseguição, assédio criminoso e por violação dos direitos civis de Phoebe.
Segundo Scheibel, o suicídio de Phoebe foi "a culminação de uma campanha de quase três meses de comportamento verbalmente intimidatório e ameaças de danos físicos".
A lista de indiciados não inclui nenhum funcionário da escola onde a adolescente estudava, apesar de a promotora ter afirmado que a direção e os professores sabiam dos abusos.
Pelo menos quatro estudantes e dois professores teriam tentado impedir os ataques contra Phoebe ou teriam relatado o problema à direção da escola.
"Uma falta de entendimento sobre intimidações associadas com relacionamentos entre adolescentes parece ter sido comum na South Hadley High School", disse Scheibel. "Isso, por sua vez, levou a uma interpretação inconsistente do código de conduta da escola quando os incidentes foram observados e relatados." "As ações ou inações de alguns dos adultos da escola são preocupantes", afirmou a promotora. Segundo ela, a mãe da garota havia conversado com pelo menos dois funcionários da escola e os problemas eram "amplamente conhecidos" pela direção.
Scheibel afirmou ainda que mais uma pessoa poderá ser indiciada, mas não deu mais detalhes.
Bombeiros conseguiram resgatar um menino de sete anos de idade que estava preso em um cano na província de Gansu, no noroeste da China. Um dos bombeiros foi inicialmente baixado no estreito cano para determinar onde exatamente estava o menino.O garoto foi retirado em segurança.
A multidão que assistia o resgate aplaudiu quando o menino foi resgatado.
A coalizão liderada pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi obteve o controle de mais quatro regiões na Itália nas eleições regionais de domingo e segunda-feira, cujo resultado final foi anunciado nesta terça-feira. A coalizão de Berlusconi venceu em 6 das 13 regiões. Ela já governava duas delas.
A oposição de centro-esquerda, que antes governava 11 regiões, agora mantém o controle sobre sete.
EFE
Berlusconi vota em Milão
Berlusconi obteve a vitória apesar dos recentes escândalos políticos e pessoais envolvendo seu nome.
A Liga do Norte, partido federalista de direita e contrário à imigração, assumiu o controle de duas regiões pela primeira vez. A coalizão de centro-esquerda agora está praticamente ausente do norte do país.
Segundo as autoridades, o comparecimento de 64% dos eleitores foi oito pontos porcentuais mais baixo do que nas últimas eleições e o mais baixo dos últimos 15 anos.
Eleitorado 'desiludido'
Entre as vitórias do PDL (Povo da Liberdade, o partido de Berlusconi) e seus aliados, duas foram extremamente apertadas, na região de Lázio, onde fica Roma, e na região de Piemonte, norte do país.
A Liga do Norte venceu na região do Veneto (norte), como era esperado, e obteve o governo de Piemonte.
O partido também diminuiu a diferença com o PDL na região da Lombardia, que inclui Milão e o coração econômico da Itália.
Segundo o correspondente da BBC em Roma, Duncan Kennedy, com as vitórias a Liga do Norte deverá exercer mais influência sobre o governo de Berlusconi e poderá exigir postos no ministério e pressionar por sua agenda, que pede maior autonomia para o norte, a região mais rica da Itália.
"As pessoas querem o federalismo e vamos dá-lo a elas rapidamente", disse o líder da Liga do Norte, Umberto Bossi. "A esquerda não existe mais no norte", afirmou.
O baixo comparecimento às urnas foi um claro sinal de que os eleitores estão desiludidos com a política, disse o ministro do Interior Roberto Maroni, na segunda-feira.
Para Kennedy, o resultado não foi um claro endosso ao premiê, mas ele também não sofreu a humilhação que o centro-esquerda esperava.
Berlusconi passou por um ano turbulento em 2009, marcado pelas acusações sobre sua amizade com uma modelo adolescente e sobre acompanhantes profissionais que compareceriam a festas em sua casa.
Sua mulher pediu o divórcio e ele teve o nariz quebrado quando um homem atirou uma réplica da Catedral de Milão em seu rosto.
Na semana passada, a mídia italiana afirmou que o premiê estava sendo investigado por alegações de que teria tentado pressionar o órgão regulador das comunicações a bloquear programas de TV críticos ao seu governo.
Segundo Duncan Kennedy, a decepção da centro-esquerda será a maior com o resultado, já que a oposição esperava capitalizar em cima dos problemas políticos de Berlusconi, mas agora está praticamente ausente do norte do país e ainda mais desordenada do que antes.
O julgamento moral de uma pessoa pode ser alterado através da manipulação de uma região específica do seu cérebro com um campo magnético, segundo sugere um estudo realizado por cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT). No estudo, os cientistas partiram do princípio de que quando julgamos se uma ação é moralmente certa ou errada, nós nos apoiamos na nossa capacidade de compreender o estado mental da pessoa que a praticou.Assim, os especialistas procuraram enfraquecer a atividade das células de uma região do cérebro que busca entender o estado mental de outros.
A área escolhida - chamada junção têmporo-parietal - fica localizada na parte acima e atrás do ouvido direito.
Primeiro, os pesquisadores usaram um campo magnético aplicado no couro cabeludo que produzia uma corrente fraca que bloqueia temporariamente a ação normal das células dessa área do cérebro de alguns voluntários e depois apresentaram eles algumas situações.
'Culpado ou inocente' Em uma das situações, por exemplo, os voluntários tinham que julgar se consideravam um ato permissível ou condenável uma mulher servir café com açúcar para uma amiga em que o pó branco adicionado à bebida que tinha um rótulo de "tóxico".
Na história, a substância era açúcar mesmo e a amiga não morreu mas, como deveriam julgar sabendo das intenções da mulher que leu o rótulo que indicava que o pó poderia ser prejudicial à saúde da amiga? Os pesquisadores constataram que a habilidade dos voluntários de fazer um julgamento moral que exige a compreensão das intenções de outras pessoas - como nesta suposta tentativa de assassinato fracassada - ficou prejudicada.
Mesmo que a amiga não tenha morrido, a ação dela seria condenável ou não? Outro cenário perguntava aos voluntários se era permissível que um homem deixasse a namorada atravessar uma ponte que ele sabia não ser segura, mesmo que ela tenha conseguido fazer a travessia sem sofrer um acidente.
Em ambos os casos, um julgamento baseado somente no resultado da ação consideraria a mulher que ofereceu o café e o homem que permitiu a travessia da namorada isentos de culpa, mesmo que o comportamento dos dois parecesse ter a intenção de prejudicar outras pessoas.
Nestes dois casos, os cientistas descobriram que quando a junção têmporo-parietal tem seu funcionamento afetado, as pessoas têm maior probabilidade de julgar tentativas fracassadas de prejudicar outra pessoa como atos moralmente permissíveis.
A habilidade de interpretar intenções foi prejudicada e os voluntários se viram forçados a se concentrar mais nas informações sobre o desfecho da história ao fazer um julgamento.
O trabalho científico foi publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) pediu ao governo chinês que torne público o número de execuções realizadas no país em seu relatório anual sobre a situação da pena de morte no mundo. No documento, divulgado nesta terça-feira, a AI afirma que pelo menos 714 pessoas foram executadas pelo Estado em 18 países em 2009.
Esse número, no entanto, pode ser muito mais alto, diz a AI, estimando que milhares de execuções não divulgadas teriam sido realizadas apenas na China.
Pelo menos 366 pessoas foram executadas no Irã, 120 no Iraque e 52 nos Estados Unidos, no ano passado. A AI, no entanto, calcula que mais pessoas tenham sido executadas na China do que em todos os outros países juntos.
A ONG ainda elogiou o Burundi e o Togo, que aboliram a pena de morte em 2009. Segundo a AI, 2009 também foi o primeiro ano na história moderna em que ninguém foi executado pelo Estado na Europa ou nos países da antiga União Soviética.
'Tortura'
O governo chinês afirma que executa menos prisioneiros hoje do que no passado, mas defende que os detalhes sobre as execuções são segredo de Estado.
Mas, segundo a AI, "evidências de anos anteriores e várias fontes atuais indicam que a cifra permanece na casa dos milhares".
A Anistia afirma que 68 crimes podem levar à pena de morte no país, entre eles crimes não violentos. As execuções são realizadas por esquadrões de tiro ou injeção letal.
Muitas pessoas foram sentenciadas com base em confissões extraídas sob tortura e com acesso limitado a aconselhamento legal, afirma a AI.
"As autoridades chinesas alegam que estão executando menos prisioneiros", disse o secretário-geral interino da Anistia, Claudio Cordone.
"Se isso é verdade, por que elas não dizem ao mundo quantas pessoas foram mortas pelo Estado?"
Desde 2007, todas as sentenças de morte na China são obrigatoriamente revistas por uma corte alta, um processo que, segundo o governo, diminuiu o número de execuções.
Mas a AI diz que, "enquanto as estatísticas sobre a pena de morte na China permanecerem um segredo de Estado, será impossível verificar a alegação (de que uma redução nas execuções) e analisar a tendência atual".
A Anistia destacou as execuções realizadas depois dos protestos políticos no Tibete e dos confrontos étnicos em Xinjiang, as pessoas condenadas à morte por fraude financeira e o caso do britânico Akmal Shaikh, executado por tráfico de drogas apesar de seu advogado argumentar que ele sofria de problemas mentais.
Segundo a AI, a China deveria aderir às leis e convenções internacionais sobre pena de morte e demonstrar transparência em sua aplicação.
Tendência positiva
Segundo a Anistia, até o fim de 2009 havia 17.118 pessoas em corredores da morte em todo o mundo. Durante o ano, 2.001 pessoas foram condenadas à morte.
Mas, apesar de a pena capital ainda ser legal em 58 países, apenas 18 anunciaram ter executado prisioneiros em 2009.
A AI afirma ainda que "comutações e perdões de sentenças de morte parecem ser mais frequentes" em países onde a pena de morte ainda está em vigor. Só o governo do Quênia comutou a pena de mais de 4 mil prisioneiros em agosto passado.
O grupo ainda identificou um aumento acentuado em execuções no Irã após os protestos que se seguiram à contestada vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições de junho de 2009.
O Irã também foi criticado, juntamente com a Arábia Saudita, por ter executado prisioneiros condenados por crimes cometidos quando eram menores de 18 anos.
A Anistia afirma que a Arábia Saudita também realizou execuções "em um ritmo alarmante". Pelo menos 69 pessoas teriam sido decapitadas em público em 2009.
Mas o relatório destaca a tendência de abolir a pena capital, que vem crescendo no mundo nos últimos anos.
Com o Burundi e o Togo abolindo a pena de morte, o número de países em que a prática não é prevista na lei chegou a 95.
A Anistia voltou a reforçar sua visão de que a pena de morte é cruel, "uma afronta contra a dignidade humana" e muitas vezes é usada de maneira desproporcional contra pobres e marginalizados.
O grupo também afirmou que o segredo em torno das execuções em muitos países é "indefensável".
"Se a pena capital é um ato legítimo de governo como alegam esses países, então não há motivo para que seja usada de maneira escondida do público e do escrutínio internacional", afirma o relatório.
A Igreja Católica na Alemanha está lançando nesta terça-feira uma linha telefônica especial para vítimas de abuso sexual por parte de padres. A linha será administrada a partir da cidade de Trier, no oeste do país. Os telefonemas serão atendidos por psicólogos e assistentes sociais.
O bispo local, Stephan Ackermann, foi escolhido para lidar com qualquer alegação feita contra o clero. Na segunda-feira, Ackermann anunciou que 20 padres de sua diocese foram acusados de pedofilia desde a década de 50. Dez deles já morreram, mas os outros estão sendo investigados.
Ackermann disse que ficou perplexo com as revelações e encorajou as vítimas a fazer denúncias.
Centenas de pessoas no país vieram a público desde o início deste ano na Alemanha dizendo que sofreram abusos por parte de padres quando eram crianças, entre as décadas de 50 e 80.
O próprio papa Bento XVI foi alvo de acusações de não ter tomado providências em relação a um padre suspeito de cometer abusos quando era arcebispo de Munique. Joseph Ratzinger ocupou essa posição entre o final da década de 70 e o início dos anos 80.
Até agora o escândalo afetou dois terços das dioceses alemãs e o chefe da igreja católica da Alemanha pediu desculpas pelas acusações.
A correspondente da BBC na capital, Berlim, Oana Lungescu, disse que a Igreja está sofrendo grande pressão para romper o que seus críticos dizem ser "uma parede de silêncio". Bento XVI prometeu lidar com as alegações rapidamente.
O músico pop Ricky Martin afirmou nesta segunda-feira que é gay, após anos de especulação dos fãs sobre a sua sexualidade. Martin, que vendeu mais de 60 milhões de discos em três décadas de carreira, disse em seu site na internet que se sente "abençoado por ser quem ele é".Ele disse que manteve discrição sobre sua sexualidade por muito tempo por ter recebido conselhos de que a revelação poderia prejudicar sua carreira.
"Por esses conselhos terem vindo de pessoas que eu amo muito, eu decidi continuar com a minha vida, sem dividir com o mundo minha verdade completa", escreveu.
Twitter Agora, no entanto, o cantor resolveu escrever suas memórias e disse que isso o ajudou a liberar "coisas que eram pesadas demais para manter dentro".
"Hoje eu aceitei minha homossexualidade como uma dádiva que me dá vida", escreveu Martin.
Martin começou sua carreira nos anos 80 na banda portorriquenha Menudo. Ele é pai de duas crianças concebidas por uma mãe de aluguel. Sua música mais famosa, Livin' La Vida Loca, de 1999, foi número um em mais de 20 países.
O texto foi publicado no seu site na internet. Martin também colocou um link para o texto no site Twitter, com o título "My life - my vida" ("Minha vida") e com uma frase de Martin Luther King Jr.: "Nossas vidas começam a acabar no dia em que nós silenciamos sobre as coisas que interessam".
A notícia provocou uma enxurrada de mensagens no Twitter. O tópico "Ricky Martin" foi um dos mais debatidos.
A grande maioria das mensagens publicadas é de apoio ao cantor.
"Espero que com tua voz se levantem outras e assim se chegue a algo concreto para que se façam mudanças na sociedade atual", escreveu um dos usuários.
Um grande número de internautas também ironizou o anúncio de Ricky Martin, argumentando que para muitos a verdadeira sexualidade do cantor nunca foi segredo.
O fisioterapeuta polonês Miroslaw Swietek fotografou imagens da face de insetos coberta de orvalho. Para conseguir o efeito desejado ele entra em uma floresta perto de sua casa no vilarejo de Jaroszow, na Polônia, por volta das três horas da manhã.
Usando uma lanterna, o fotógrafo amador de 37 anos procurou insetos imóveis,
que pareciam dormir, e colocou sua câmera e flash a poucos milímetros
deles.
Crédito: Miroslaw Swietek/Solent
Swietek disse que fotografia é um hobby há dois anos e meio e que gosta
de registrar especialmente imagens de insetos e lagartos, segundo o jornal
britânico Daily Mail.
"Entre às três e quatro horas da manhã os insetos
estão dormindo e é fácil tirar fotos deles. O difícil é encontrá-los",
afirmou.
"Precisa fotografar muito rápido porque o orvalho desaparece
rapidamente."
O fotógrafo amador disse que tem livros que o ajudam a identificar os
insetos. "Como estão cobertos de orvalho eu acho quase impossível saber o que
são."
Crédito: Miroslaw Swietek/Solent
Embora insetos não "durmam" da mesma forma que os seres humanos, eles entram
em um estado de entorpecimento em que ficam praticamente imóveis e menos
sensíveis a estímulos externos.
A Rússia reforçou a segurança nesta terça-feira em diversas partes do país, depois que dois atentados com bombas mataram pelo menos 39 pessoas no metrô de Moscou. Policiais e agentes foram destacados para reforçar a segurança em estações de metrô e aeroportos.
As autoridades russas temem que as explosões de segunda-feira, atribuídas a grupos separatistas do Cáucaso, deem início a uma nova onda de ataques no país. Na manhã de segunda-feira, duas mulheres-bomba detonaram explosivos embalados com pedaços de metal nas estações de Lubyanka e Park Kultury em horário de grande movimento.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse que é preciso haver mais atenção dos agentes para os meios de transporte.
"Tudo que foi feito até agora precisa ser reforçado", disse o presidente, segundo a agência russa de notícias Tass. "Aparentemente, as medidas tomadas até agora não foram suficientes."
AP
Ferido é visto do lado de fora de uma das estações de metrô
Luto
Em meio à segurança reforçada, a capital russa observa um dia de luto em homenagem às 39 vítimas dos atentados no metrô da cidade. Os primeiros enterros das vítimas ocorrerão nesta terça-feira.
Apesar dos temores de novos ataques, milhões de pessoas continuaram usando o metrô nesta terça.
Muitos russos acenderam velas e colocaram flores nas estações de Lubyanka, onde 23 pessoas morreram, e Park Kultury, onde houve 12 vítimas.
Desde os atentados, quatro pessoas que estavam em estado grave morreram no hospital. As autoridades russas acreditam que o número de mortos ainda pode subir.
Em observação do luto, os principais canais de televisão da Rússia mudaram suas programações, retirando do ar alguns anúncios e alguns programas de diversão.
Autoria dos atentados
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu que os responsáveis pelos atentados serão "destruídos". Ele visitou alguns dos feridos nos atentados no hospital.
O atentado na estação de Lubyanka aconteceu no mesmo local onde funciona o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia. O chefe do FSB, Alexander Bortnikov, acredita que os atentados foram cometidos por "grupos terroristas relacionados ao Norte do Cáucaso", onde fica a Chechênia.
"Esta provavelmente será nossa principal conclusão, porque fragmentos dos corpos de duas mulheres-bomba foram encontrados mais cedo no local dos incidentes e os exames mostram que esses indivíduos vieram do Norte do Cáucaso", disse ele.
Até agora nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas, no passado, outros ataques na capital foram realizados ou atribuídos a rebeldes islâmicos que lutam pela independência chechena.
Há seis anos, dois atentados no metrô de Moscou mataram pelo menos 50 pessoas. Aqueles ataques foram atribuídos a separatistas chechenos. Na ocasião, o líder rebelde checheno, Doku Umarov, assumiu responsabilidade pelos atentados. No mês passado, ele havia prometido levar a guerra às cidades russas.
O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, que é apoiado pela Rússia, condenou os ataques à capital russa e prometeu cooperar com as autoridades para achar os culpados.
Mais de 100 mil pessoas morreram nos últimos 15 anos na Chechênia por causa de conflitos entre o governo e rebeldes.